Nota do Yoshiyuki: Estamos de volta no meu aniversário! XDDD
Eu agora tenho 14 anos, mas continuo o mesmo garotinho fofinho, bunitinho, carismático e bom-de-apertar de sempre! XD
E o Jamie mandou de dizer que, agora que ele está de férias e passando três horas no trem três dias por semanas por causa do trabalho voluntário dele, ele acha que as atualizações daqui pra frente vão ser bem mais freqüentes. XDD
Será que a gente acredita nele? XDDDD
Aproveitem o capítulo! XDDD
Yoshiyuki,
O geniozinho-mirim de aniversário
CAPÍTULO VII
A MAIOR AVENTURA DE SUAS VIDAS
- Competidores prontos?
Antes que os Beybladers pudessem responder, porém, a porta de entrada do apartamento se abriu e Kenji saiu correndo gritando "papai!", como se pudesse detectar a presença do mestre de Ceres com poderes sobrenaturais.
- Hey, se os adultos voltaram isso significa que a gente pode perguntar sobre a reunião! – Exclamou David, também largando a luta para correr até a sala. Sem outra alternativa, os demais foram atrás dele, também ansiosos para saber o que havia acontecido na reunião misteriosa.
Quando as crianças chegaram na sala, não se surpreenderam ao encontrar Kenji já confortável no colo de Yoshiyuki e David sentado em um dos sofás entre seus pais olhando de um para o outro com óbvia ansiedade. Ken e Takashi estavam sentados no outro sofá, com os demais permanecendo de pé, fazendo a pequena sala de entrada ficar completamente lotada. Toshihiro era o único que não estava à vista. Kouji percebeu que todos os adultos o olhavam com interesse. Apesar de querer olhar para eles de volta, a pressão de tantos olhares curiosos fez com que ele automaticamente passasse a encarar o chão, suas bochechas tornando-se um pouco mais avermelhadas do que o normal.
- Pai! Que saudades! – Decidida a não perder para Kenji em matéria de demonstração de afeto, Akiko pulou para o colo do pai assim que o viu. Como Takashi estava sentado, não teve nenhuma dificuldade para segurá-la e acomodá-la sentada em suas pernas. Caso estivesse em pé como Yoshiyuki, o homem de 1,55m provavelmente não teria conseguido manter a garotinha de 1,17m em seus braços por muito tempo. O caçula dos Taichi secretamente invejava a filha por, aos sete anos, ser dezesseis centímetros mais alta do que ele era nessa idade. – Vocês demoraram tanto pra chegar! Se o Kouji-san não tivesse vencido a Satsuki-sama a gente teria ficado intediados!
- Hey! Isso não é justo, Akiko-chan! Eu é que queria contar pra todo mundo que o Kouji-Nii ganhou! – Kenji fez cara feia para a amiga, ignorando por um momento a reação dos adultos, que passaram a olhar de Kouji para Satsuki com olhos esbugalhados assim que a filha de Takashi terminara de falar.
- Não tenho culpa se você decidiu falar besteiras enquanto podia ter falado disso, Kenji-kun. Você teve a sua chance! – Akiko também fez cara feia, mostrando a língua para completar o showzinho.
- Ainda assim o que você fez não foi justo! – Replicou Kenji, mostrando a língua também, e cruzando os braços.
- Foi, sim! – Akiko o imitou. Os dois pareciam bem brabos, mas ainda assim fofinhos demais para serem levados a sério.
- Foi, não!
- Foi, sim!
- Foi, não!
- Foi, sim!
- Foi, não!
- Foi, sim!
- Foi, não!
Os adultos não perceberam a pequena discussão das crianças (se tivessem, provavelmente já teriam tentado acabar com ela), ainda ocupados observando os mestres de Fenki e Flamelus. Satsuki, juntamente com Yuuki e Tsubasa, se encontrava mais atrás do grupo de crianças, pois fora uma das últimas a deixar o quarto. Kouji, por ter sido empurrado por Sasha e Shizune enquanto os dois saíam em disparada atrás do filho de Yoshiyuki, estava bem à frente do grupo. Quando percebeu que os adultos a observavam, porém, Satsuki se posicionou um pouco à frente do rival, fazendo uma cara feia que, ao contrário das caras e bocas fofinhas de Akiko e Kenji, era realmente intimidadora.
- Foi só uma luta, nada demais. – Ela disse por fim, olhando somente para sua mãe. Kouji não parecia muito inclinado a fazer comentários, dado que seu rosto assumira uma coloração vermelha-berrante e seus olhos permaneciam fixos em seus sapatos. – Ele teve sorte.
- Não é verdade! Vocês dois estavam lutando pra valer! – Exclamou David, que entre a revelação do resultado da luta e a resposta de Satsuki havia conseguido se colocar ao lado da garota. Ele em seguida virou-se para o aglomerado de adultos no meio da sala. – Foi awesome! O Kouji venceu o Black Hole com um furacão de fogo gigante que foi demais até pro Fenki!
- É mesmo? – Perguntou Hehashiro, sorrindo com a empolgação do filho. Todas as noites, quando a família se reunia para jantar, David se queixava de sua falta de sorte ao enfrentar a nova mestra de Fenki. Talvez isso não acontecesse com tanta freqüência daqui para a frente.
- É, foi uma das melhores lutas que eu já vi! – Exclamou Sasha, juntando-se ao moreno. Satsuki cruzou os braços em frente ao peito e encarou a dupla com seu olhar penetrante. Os dois imediatamente recuaram alguns passos, engolindo em seco.
- Essa foi só a nossa primeira luta, o resultado não é importante. O que nós queremos realmente saber é sobre o que vocês estavam falando, que assunto poderia ser tão importante que ninguém podia nos contar nada a respeito.
Apesar de intimidados pela postura da garota, os beybladers mirins concordaram com a cabeça. Kenji e Akiko finalmente pararam sua "discussão" para poderem concordar também.
- Nós estavamos discutindo o que fazer sobre a carta da Kinomoto. – Respondeu Umeragi, tomando a frente do grupo de adultos para ficar frente a frente com as crianças. Seus olhos estavam focados em Kouji, e o garoto passou a encará-lo também ao ouvir o nome de sua mãe.
- Como assim? – Perguntou a outra Satsuki. Sua postura não relaxou mesmo com a mudança de assunto.
- Muitos de nós concordam que o que ela escreveu soava um tanto incaracterístico dela. Considerando o quanto ela gostava do Yuy, nos pareceu um pouco difícil de acreditar que ela fugiria por medo dele. Nós achamos que ela está escondendo alguma coisa, e nós queremos saber o que.
- Ah... – Kouji voltou a encarar o chão. Pelo que havia visto de seu pai não lhe parecia estranho que alguém pudesse ter medo dele. O jeito que sua mãe evitava falar sobre Koichi também parecia fazer sentido quando visto por esse ângulo. Por causa disso as razões dela faziam bastante sentido para ele, porém o garoto tinha receio de desafiar os adultos quanto a isso. – Ela nunca me disse muita coisa, então eu...
- A sua mãe gostava muito do seu pai, Kouji-kun. Nós todos temos certeza disso. – Declarou Rumiko. Ela estava ao lado de seu chefe e colou uma mão no ombro do garoto. – Ela foi a primeira a quebrar a casca dura em volta do Koichi e foi ela que fez com que ele ficasse mais próximo do resto de nós. Satsuki nunca teve medo dele, mesmo quando o Koichi era realmente assustador. – A mulher fez uma expressão cômica de medo que fez algumas crianças e adultos rirem. Até mesmo Kouji deixou escorregar um pequeno sorriso involuntário.
- Por isso que parece improvável que ela tenha tido medo dele depois, quando o Koichi já era uma pessoa quase normal. – Os rostos dos presentes voltaram-se para a porta da cozinha, de onde Toshihiro acabara de sair tentando equilibrar duas bandeijas gigantes de guloseimas e bebidas. Isaac, que estava mais perto da cozinha, teve piedade do amigo e ajudou-o a depositar as bandejas na mesa sem causar nenhum estrago. O chinês trançado agradeceu ao amigo antes de voltar a falar com Kouji. – Pode parecer difícil de acreditar, mas o Koichi um dia foi um ser social que até ria de piadas bobas de vez em quando.
- As nossas piadas não eram bobas! – Exclamaram Ken e Takashi ao mesmo tempo, parecendo ofendidos. Kouji foi o único que pareceu se impressionar com a sincronia da dupla de ouro. Os demais apenas riram.
- Eu não vou fazer comentários. – Respondeu o anfitrião, revirando os olhos. – Fiquem à vontade para atacar o que está aqui na mesa enquanto terminamos de contar o nosso plano.
Mal o homem trançado terminara de falar, Akiko e Kenji pularam do colo de seus pais e correram como raios em direção à mesa, apanhando o maior número de porcarias açucaradas que suas mãozinhas de criança pequena podiam segurar. Ao voltar para o colo do pai, Kenji encarou o primo do jeito mais sério que conseguiu, tentando fazer sua voz soar o mais grave possível ao falar com ele:
- Não se atreva a tocar em nada que tenha chocolates, Kouji-Nii. Você está proibido de experimentar qualquer coisa de chocolate antes de fazermos a sua cerimônia de iniciação lá em casa. Entendido?
- Ah… sim?
- Ótimo! Então estamos combinados!
Kouji novamente achou melhor não argumentar com o priminho. Tão pouco queria saber se ele estava falando sério sobre uma cerimônia de iniciação esperando por ele na casa do tio. De qualquer modo, ele não estava com fome. Seu estômago dava voltas incomfortáveis cada vez que os adultos falavam de sua mãe, seu pai e o passado dos Taichi. Talvez fosse melhor se ele não comesse nada até a reunião terminar, só por via das dúvidas.
- Vocês podem parar de enrolar e contar logo o que vocês pretendem fazer para descobrir o que a Satsuki-san está escondendo? – Perguntou Satsuki após uma pausa para adultos e crianças reabastecerem suas reservas de glicose. Nenhum dos adultos falava enquanto comia, e ela já estava ficando impaciente.
- Eu cheguei à conclusão de que o único jeito de saber o que a Kinomoto estava escondendo seria ir atrás dela e perguntar. E, se for mesmo verdade que ela está doente, também trazê-la de volta para Tóquio para que ela possa ser curada. – Esclareceu Umeragi, sorrindo pomposo por causa de seu grande plano. Ele voltou a falar antes que as crianças pudessem fazer alguma pergunta. – Como Kouji-kun é o único que sabe o caminho, nós decidimos mandá-lo de volta. E vocês todos vão com ele para fazê-lhe companhia e para ajudar a persuadir a Kinomoto a voltar com vocês.
- Cuma? A gente vai viajar com o Kouji-san? – Perguntou David, entre uma mordade e outra em seu bolo de cenoura com cobertura de merengue. Não era bem isso que o garoto imaginava que fosse acontecer quando o chefe de seu pai revelara suas intenções de descobrir os segredos da loira CDF. Sua mente havia produzido imagens espalhafatosas de helicópteros voando por cima da vila e levando a mulher em uma maca para uma sala de interrogação/quarto de hospital para forçá-la a dizer a verdade. – E a minha mãe concordou com isso?
Lily fez cara de ofendida, mas Hehashiro riu. O homem passou um braço pelos ombros da esposa antes de dirigir-se ao filho:
- Na verdade, nós passamos um certo trabalho para fazê-la concordar. Mesmo assim ela disse que só vai deixar você ir se você lavar suas cuecas sujas pelo resto do mês. – Ao perceber a expressão horrorizada no rosto de David, o antigo mestre de Kufe sorriu e piscou para Lily, que também passou a sorrir. – Na verdade, ela concordou porque o chefinho vai dar pra vocês celulares com GPS pra gente poder vigiar todos os seus movimentos enquanto vocês estão fora.
Umeragi olhou torto para Hehashiro por ter sido chamado de "chefinho", porém sua dignidade de homem importante e carismático fez com que ele não dissesse nada. Ao invés disso ele dirigiu suas palavras às crianças.
- Exatamente. Eu convenci os pais de vocês a deixarem vocês irem porque eu disse que vocês têm agora a mesma idade que eles tinham quando eles saíram por aí lutando em campeonatos mundiais, e porque vocês serão monitorados vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana até voltarem para casa.
- Tudo isso? Quanto tempo dura a viagem? – Perguntou Shizune, não muito contente com a idéia de ter seu pai acompanhando cada passo seu à distância.
- Da minha vila até Tóquio, contando a caminhada até a estação de trem, demorou mais ou menos um dia. – Respondeu Kouji, adivinhando que niguém além dele poderia responder a essa pergunta. – A viagem de ida e volta deve demorar entre dois e três dias, dependendo de quanto tempo ficarmos na vila.
- E quanto à escola? – Perguntou Yuuki, se manifestando pela primeira vez desde que saíra de seu quarto. – Eu não quero perder aulas.
- Argh, só você mesmo, né, Yuuki! – Exclamou David, puxando os cabelos exasperado. – Eu não conheço nenhuma outra criança que fica triste por ter um bom motivo para matar aula! Às vezes nem acredito que somos parentes...
- Na verdade, a Anya também não gosta de perder aulas. – Devolveu o novo mestre de Fenku em tom monótono.
- Ela não conta! Ela está em Hokkaido e as aulas dela são muito mais legais do que as nossas! – Resmungou David, puxando seus cabelos e fazendo cair alguns lápis e canetas que estavam alojados neste. Os olhos de Kouji se arregalaram, mas os demais ignoraram a evidência de que o garoto usava seu cabelo como estojo, como se já estivessem acostumados com isso.
- Vocês não vão perder muitas aulas. – Isaac resolveu se intrometer na discussão. Sasha, David e Shizune ficaram desapontados ao ouvi-lo. – O plano é que vocês saiam daqui no próximo sábado para voltarem até segunda, assim perderão no máximo dois dias de aula.
- Ah, droga... – Resmungou Sasha. Apesar de o garoto ter apenas sussurrado, os ouvidos atentos de sua mãe capturaram perfeitamente suas palavras:
- Alexandre Isaakov Kuelt, você não devia estar reclamando. Do jeito que suas notas andam, você deveria é estar mais desesperado do que o Yuuki por perder até mesmo uma hora de aulas. – As outras crianças, com exceção de Kouji e Tsubasa, riaram. Nathaliya continuou falando. – E você não devia estar rindo desse jeito, David. Suas notas são piores que as do Sasha.
Foi a vez de Sasha rir do amigo. Como retaliação, David olhou feio para Isaac, não se atrevendo a encarar Nathaliya com nada que pudesse ser entendido como hostilidade. Ele já tivera experiências suficientes com o ar autoritário da russa para isso.
- Nós vamos ajudá-los a recuperar a matéria perdida quando vocês voltarem. – Declarou Yoshiyuki, sorrindo de um jeito que fez até mesmo Sasha e David desistirem de seus beicinhos e caras feias. Não que os garotos estivessem felizes com o prospecto de terem que estudar fora da escola, mas era impossível resistir ao sorriso do líder dos Soldier of Russia.
- Espera um pouco... – pediu Tsubasa, olhando para todos os adultos, mas principalmente seu pai. – Se vamos viajar no sábado, isso significa que temos que partir depois de amanhã, certo? Isso não nos dá muito tempo para nos prepararmos…
- Não temos outra escolha. – Respondeu Yoshiyuki, lançando um olhar rápido a Rumiko e Kouji antes de continuar. – Apesar de desconfiarmos dos motivos da fuga de Satsuki, não temos por quê duvidar que ela esteja doente. Se quisermos trazê-la para Tóquio, temos que fazer isso o mais rápido possível.
- Entendo. – Tsubasa concordou com a cabeça. Todos ficaram em silêncio por algum tempo até Kouji reunir a coragem necessária para fazer uma pergunta que estava entalada em sua garganta desde a revelação do plano:
- E se não chegarmos a tempo?
Os adultos se entreolharam, e as crianças passaram a encará-los com uma mistura de interesse e preocupação. Era óbvio que Kouji estava apreensivo, e era óbvio que nenhum dos adultos, incluindo Umeragi, sentia-se muito confortável com essa situação. Por fim, Yoshiyuki, sentindo que seu papel de guardião temporário do novo mestre de Flamelus o obrigava a responder suas perguntas, decidiu falar. Como não podia deixar de ser, ele fez questão de manter seu sorriso o mais largo possível:
- Nós sabemos que ao mandar vocês nessas viagem estamos correndo certos riscos. É verdade que, se por um acaso vocês não chegarem a tempo, arriscamos forçar vocês a ver aquilo que a Nee-chan queria evitar ao mandar o Kouji para cá. Mesmo assim eu acho que, se tivermos uma chance de ajudar a Satsuki Nee-chan, nós devemos agarrá-la com toda a nossa força. Não podemos ficar pensando no que vai acontecer se tudo der errado, temos que ser positivos e pensar que vamos conseguir trazê-la de volta.
- O Yoshiyuki tem razão. – Continuou Rumiko, também sorrindo para Kouji. – Pensar que tudo vai dar certo é o primeiro passo para as coisas darem certo! – Ela piscou para ele, fazendo Kouji erguer o canto dos lábios.
- Tá aí, gostei! Gostei desse plano! – Exclamou David, se esticando para passar um braço pelo ombro de Kouji e, por conta da comicidade da cena, acabando com o clima pesado da sala. – Nós passamos os últimos anos escutando as histórias das aventuras que os nossos pais viveram há vinte anos atrás, é mais do que justo que a gente vá viver as nossas próprias aventuras também!
- Eu concordo! – Exclamou Sasha, imitando o amigo tentando passar um braço pelos ombros do mestre de Flamelus. Como Sasha era um pouco menor que David, porém, a sua tentativa de alcançar o ombro do garoto foi ainda mais cômica, provocando risos dos demais. Depois de algumas tentativas falhadas, o filho de Nathaliya desisitiu e acabou passando o braço pela cintura do amigo. – Eu quero fazer uma viagem emocionante para meio do nada!
- Eu também! – Shizune juntou-se ao primo. Ao contrário dos garotos hiperativos, ela não tentou fazer contato corporal com Kouji, preferindo agitar os braços animadamente até acertar o primo na cara sem querer.
- E nós! E nós! – Kenji e Akiko, vendo a empolgação do trio energético, começou a pular no colo de seus pais até Yoshiyuki e Takashi entenderem a mensagem e dexarem os dois sairem correndo até as outras crianças. Apesar de a sala dos Urameshi estar completamente lotada com tanta gente visitando ao mesmo tempo, uma vez juntos, David, Sasha, Shizune, Akiko e Kenji se deram as mãos e começaram a pular e rodar em círculos gritando "nós vamos viaja-ar!" e "vamos sozinhos sem nossos pa-ais!"
- Chega, por favor... – Isaac foi o primeiro a se sentir incomodado pela poluição sonora causada pelas crianças. Por causa de sua posição de líder da Orquestra Sinfônica de Tóquio, seus ouvidos eram regularmente forçados a agüentar mais do que o limite seguro de exposição a sons muito altos, fazendo com que eles se tornassem particularmente sensíveis a barulhos agudos, irritantes, e esganiçados. Seu pedido, porém, passou despercebido pelas crianças, pois ele não conseguia falar tão alto quanto elas quando seus ouvidos pareciam a ponto de explodir. Percebendo o desconforto do marido, foi Nathaliya quem cololou ordem na casa:
- CHEGA QUE ESSE BARULHO ESTÁ IRRITANDO!
As crianças pararam de se mexer imediatamente, como se o grito as tivesse transformado em estátuas. Isaac respirou aliviado, abraçando Nathaliya como se dissesse "obrigado". A russa devolveu a gentileza dando-lhe um selinho na bochecha.
- Desculpe, pai, eu me esqueci... – Sasha se aproximou dos pais, um pouco envergonhado. Uma das regras de sua casa, reforçadas desde que ele se intendia por gente, era nunca fazer muito barulho quando Isaac estava presente. Ele já havia visto seu pai se encomodar com barulhos muito altos várias vezes, e sabia que a experiência não era das melhores. Apesar de ser bagunceiro por natureza, Sasha não gostava de machucar os outros, por isso sempre se desculpava quando fazia barulho demais perto do pai.
- Tudo bem, Sasha. Não foi dessa vez que eu fiquei surdo de vez... – Isaac abraçou o filho, bagunçando seus cabelos para tranqüilizá-lo. Esse lado mais empático de Sasha, que muitos se surpreendiam ao perceber que existia, era provavelmente a única coisa no garoto que lembrava mais ele do que Nathaliya. Sasha era bem mais parecido com a mãe, apesar de Nathaliya passar bem menos tempo com ele por causa de seu trabalho. Não que Isaac se importasse com isso, afinal ele obviamente gostava da personalidade da mestra do fogo, ou não teria se esforçado tanto para ficar com ela.
- Oh, que lindo! – Exclamou Ken, levantando-se do sofá para se juntar ao irmão e ao sobrinho. Há vinte anos atrás os irmãos tinham a mesma altura, porém agora Isaac era o mais alto da sala, apenas dois centímetros menor que Koichi (porém obviamente mais esguio), e Ken havia parado de crescer ao atingir a marca de 1,69m, deixando-o dezesseis centímetros menor que o russo. Por causa disso, Ken não tentava mais alcançar o ombro de Issac, e se satisfazia passando seu braço pela metada do torso do outro quando queria abraçá-lo, como fez naquele momento. – Você tem que me ensinar como você fez pra um pirralho arteiro como o Sasha sentir remorso de vez em quando. Acho que essa é uma das coisas que seria útil para a minha cria aprender...
- Pai! – Exclamou Shizune, se aproximando do homem em questão e pisando em seu pé. Ken gritou e fez uma cena, porém ninguém além de Kouji pareceu ficar com pena dele. – Para a sua informação, eu também sei sentir remorso. Você só não percebeu isso porque nada do que você apronta é digno disso. – Shizune piscou discretamente para Isaac, que acenou com a cabeça, já que não podia exatamente devolver o gesto.
- E novamente a Anta Anencéfala é passada para trás por sua própria filha. Que vergonha, Ken...
- Não começa, Pintor de Rodapé de Formigueiro, não começa! – Devolveu o mestre de Fenrochi, ainda segurando o pé dolorido. Shizune podia estar usando um tênis de pano com sola fina, mas ela tinha bastante força nas pernas para uma garota de quase doze anos. – Não começa se não eu vou ser obrigado a lembrá-lo das ocasiões em que a sua filha, que diga-se de passagem é bem menor do que a minha, te humilhou e te deu uma surra!
- A minha filha faz karate com um professor terrivelmente forte e intimidante, você também apanharia no meu lugar! – Respondeu Takashi, tentando não se irritar com o rival/melhor amigo. Akiko viu aí seu momento de agir:
- Quer que eu experimente pra ver se você está certo, pai? – Disse ela, lançando um olhar quase diabólico para o mestre do fogo. Sua carinha fofinha e seu jeito meigo dessa vez fizeram com que ela parecesse realmente assustadora estalando os dedos e socando a mão esquerda com a direita. Apesar de estar em frente a uma garota de sete anos, Ken engoliu em seco.
- Eu quero ajudar também, Akiko-chan! Eu também quero ver se o Ken-san pode contra a gente!
Kenji se juntou à amiga e os dois começaram a encarar o pai de Shizune com expressões malignamente fofinhas. Ken passou a olhar para os demais adultos em um pedido mudo de socorro. Cinco intermináveis segundos se passaram antes que alguém viesse em seu socorro:
- Agora não é o momento, crianças. – Disse Lily, a primeira a ter piedade do amigo. – Nós já sabemos o quanto vocês são fortes, assim como sabemos que o Ken não consegue nem mesmo abrir uma lata de conserva sozinho.
Em uma situação normal, Ken faria algum tipo de protesto por ser chamado de fracote (ele sabia abrir latas de conserva. Tudo bem que ele precisava usar o abridor especial que comprara pela TV quando passara a morar sozinho, mas ele sabia como abrir as latas, e era isso que importava), mas já que Lily havia provavelmente salvo sua vida, ele decidiu ficar calado.
Os amigos ficaram ainda mais algum tempo se divertindo às custas de Ken, até Kouji perguntar para Tsubasa se toda a vez que os adultos se reuniam era isso que acontecia. Foi então que os beybladers perceberam que não tinham se apresentado formalmente ao garoto ainda. Kouji não se importou muito, pois havia sido capaz de saber quem era quem baseado nas descrições de sua mãe.
- Se o Kouji-kun foi capaz de nos identificar pensando no que a Satsuki disse sobre como éramos há dezesseis anos atrás, isso significa que não mudamos tanto assim, não é? – Perguntou Toshihiro a ninguém em particular ao ouvir a declaração do filho de Satsuki.
- Você com certeza não mudou muito, Toshi-chan. – Comentou Hehashiro em tom de gozação. – Enquanto essa sua trança continuar desse tamanho qualquer um vai poder te reconhecer!
- Pena que o mesmo não pode ser dito de você, Nii-san! – Retrucou Toshihiro no mesmo tom, olhando para o rabo de cavalo do irmão, que agora mal chegava ao meio de suas costas. Na época em que eles haviam chegado a Tóquio em 2007, o cabelo de Hehashiro estava quase tão cumprido quando o do irmão mais novo, porém ele o cortara algum tempo depois, e fazia pouco tempo que o estava deixando crescer novamente.
- O Kouji-kun me reconheceu também. Isso quer dizer que, ao contrário de você, eu sou reconhecível pela minha personalidade ao invés da minha aparência!
Toshihiro fez cara feia, mas não soube como responder. Um pouco intimidado para interação dos irmãos, Kouji achou melhor não dizer que ele havia reconhecido Hehashiro porque David havia se dirigido a ele e Lily como seus pais. Ele não queria que mais uma discussão se iniciasse. Em sua vila, nenhum dos velhinhos toleravam qualquer tipo de bate-boca, por isso ele estava achando difícil entender como os irmãos podiam discutir daquele jeito e ainda continuar sorrindo.
- Parem com isso, vocês dois! – Felizmente para o garoto, Lily interviu na pequena discussão. Ela estava sorrindo e balançando a cabeça, porém, como se dando a entender que, assim como a discussão não era nada séria, ela também não falava com toda a sua seriedade.
- Tudo bem, mas só se eu ganhar alguma coisa com isso! – Exclamou Hehashiro, também sorrindo. A resposta de Lily foi dar-lhe um selinho na bochecha, parecido com o que Nathaliya dera em Isaac. David, Sasha, Kenji e Akiko viraram os rostos e passaram a fingir que vomitavam, deixando Kouji ainda mais confuso. Os amigos de sua mãe eram completamente diferentes de tudo que estava acostumado em matéria de interação com terceiros.
Felizmente para ele, algum tempo depois disso, quando as bandeijas de guloseimas e bebidas passaram a conter apenas farelos e gotas esparramadas, o bando de gente que não morava naquele pequeno apartamento decidiu que era hora de voltar para casa e começar os preparativos para a grande viagem. Umeragi e Tsubasa foram os primeiros a sair, e Yoshiyuki, Kenji e Kouji, os últimos.
- Obrigado por concordar em receber todos aqui, Rumiko. – Disse Yoshiyuki assim que os últimos convidado além deles (as famílias de Hehashiro e Nathaliya) deixaram o local. A sala de estar tornou-se de repente mais espaçosa, e Yoshiyuki e Kouji sentaram-se em um dos sofás, com Toshihiro, Rumiko e Satsuki sentados em frente a eles. Yuuki foi para seu lugar de costume na varanda e Kenji acomodou-se no colo do pai. – Eu prometo que da próxima vez dou um jeito de ficarmos todos lá em casa.
- Não se preocupe, Yoshiyuki, não foi problema nenhum fazer a reunião aqui! – Respondeu a mulher, olhando para a bagunça deixada na mesa de jantar enquanto falava. – Satsuki e eu estamos há algum tempo pensando em maneiras de usar as nossas feras-bit fora de lutas, e já que Fenki tem braços com mãos e polegares, nós queremos ver se ele poderia nos ajudar a pôr ordem na casa de vez em quando...
Os olhos de Yoshiyuki e Kouji tornaram-se um pouco maiores do que eles já eram, enquanto Kenji soltou algumas risadinhas excitadas. Toshihiro também riu, lembrando-se da tentativa de Rumiko de chamar Fenki ao invés de um encanador para consertar a pia da cozinha.
- Nós só estávamos esperando pela oportunidade perfeita para isso, certo, Satsuki? – Rumiko cutucou a filha, que se encontrava entre ela e Toshihiro, com o cotovelo. A garota permanecia séria e tentava não encarar ninguém em particular, porém ela não podia deixar de responder a uma pergunta de sua mãe:
- É...
- Boa sorte então, eu acho... – Desejou Yoshiyuki, passando a rir da situação agora que tanto Rumiko quanto Toshihiro o faziam. – Eu não tenho certeza se Ceres ou Cesie seriam úteis para essas coisas, acho que eles funcionariam melhor como meio de transporte, mas...
- E o que Fenki acha disso? – Perguntou Kouji de repente, surpreendendo-se por ousar interromper a fala do tio.
- Ele gosta de ajudar suas mestras. – Respondeu Rumiko, piscando para o garoto. Aparentemente Kouji foi o único a perceber, ou se importar, que ele havia interrompido alguém. – Fenki gosta de fazer coisas de herói, e nós o convencemos que ajudar no trabalho de casa é uma tarefa nobre e digna de um herói, então ele faz tudo que a gente pede com prazer!
- Eu não sabia que feras-bit podiam fazer essas coisas!
- Esse é um dos benefícios de trabalhar pesquisando elas! – Exclamou Yoshiyuki, sorrindo para o sobrinho. – De uns dez anos pra cá nós descobrimos bastate coisas sobre as feras-bit. O chefinho agora quer que a gente ache um jeito de fazê-las aparecer sem precisar lançar as beyblades. Da última vez que tentamos Ceres ficou reclamando por semanas do tratamento inumano que recebeu nas nossas mãos...
- Mas Ceres não é humano, pai! – Exclamou Kenji, rindo. Ele se lembrava muito bem daquele dia, e de como Cesie concordava fervorosamente com o unicórnio. Por causa disso o garotinho e sua fera-bit passaram a noite discutindo, ele dizendo que feras-bit não eram gente, e por isso não poderiam receber tratamento inumano, e Cesie dizendo que eles eram gente, sim (ou, em outras palavras, Kenji passara a noite repetindo "não são, não", enquanto sua fera-bit rebatia com "somos, sim").
- Acho melhor não entrarmos nesta discussão agora... – Yoshiyuki sabiamente desviou o assunto da conversa. Ele e Miyuki haviam escutado os gritos de seu filho no quarto ao lado na noite em que ele e Cesie discutiram, e sabiam que este era um assunto delicado entre os dois. – Na verdade, acho que está na hora de irmos embora. Nós temos que fazer o Kouji experimentar a melhor coisa da vida, afinal...
- Isso! Isso! Vamos pra casa! Vamos pra casa! – Empolgado, Kenji pulou do colo do pai e começou a tentar fazer com que ele saísse do sofá. Yoshiyuki achou melhor não resistir, e logo os três visitantes estavam se despedindo de seus amigos.
- Nos vemos amanhã, Rumiko, e nos vemos sábado, Toshihiro! – Disse Yoshiyuki, acenando para a dupla.
- Sim, nos vemos! – Responderam eles, observando o trio caminhar em direção às escadas e desaparecer de suas vistas. Os dois fecharam a porta e passaram a encarar o caos que era sua sala de estar.
- Acho que Fenki tem trabalho a fazer... – Declarou Rumiko, pegando a beyblade que antes estava com Satsuki e se preparando para lançá-la. Yuuki saiu da varanda e se juntou a sua irmã no sofá para ver o que estava para acontecer. Rumiko chamou pela fera-bit e o centauro de armadura apareceu depois de um show de luzes espetacular, digno de um herói de filme hollywoodano.
- A minha mestra precisa da minha ajuda? – Perguntou o monstro sagrado. Rumiko sorriu e fez sinal para ele obervar a sala em que se encontravam.
- Vê essa sala? Você acha que consegue dar um jeito nela? Como um verdadeiro herói?
- É meu dever dar o meu máximo, mestra, em qualquer coisa que você me pedir! – Respondeu a fera-bit, mais entusiasmada do que a maioria dos seres que tem que encarar a missão de limpar uma sala bagunçada.
- Ótimo. Comece quando quiser, a sala é toda sua!
E Fenki começou a juntar a bagunça da sala dos Urameshi, cantarolando canções milenares em uma língua que já não existia mais.
- Pai, porque o tio Koichi não estava na casa da Rumiko-san? – Perguntou Kenji de repente. Os três estavam no carro esperando o sinal abrir. Felizmente a hora do rush já tinha acabado e o trânsito não estava tão ruim, o que significava que eles poderiam chegar em casa em menos de uma hora.
- Nii-chan não tem muita certeza se o nosso plano vai funcionar, então ele não quer se involver muito. – Yoshiyuki teve que pensar um pouco antes de falar. Não achava uma boa idéia contar a Kouji tudo que seu pai dissera sobre ele e Satsuki, pelo menos não até Koichi mudar de idéia sobre isso. Kouji não precisava ficar com mais medo do pai, não seria bom para nenhum deles.
- Ele não quer ver minha mãe de novo? – Mesmo assim o garoto percebeu o que estava nas entrelinhas da fala do tio.
- Eu tenho certeza que ele quer isso mais do que qualquer um de nós. – Yoshiyuki virou um pouco o rosto para poder sorrir para o sobrinho, que se encontrava sentado ao lado de Kenji no banco de trás por insistência do garotinho. – Mas o Nii-chan está com medo de ter esperança que o plano vai funcionar, e depois descobrir que falhamos.
- Mas vocês não disseram pra gente não pensar nessas coisas e sermos positivos?
- Dissemos, mas a situação do seu pai é um pouco diferente. – Kouji involuntariamente olhou para o lado ao ouvir as palavras "seu pai", mas Yoshiyuki fingiu que não percebeu. – Antes de você aparecer ele nunca tinha desistido de procurar por sua mãe, mas agora ele está tentando aceitar que não vai mais poder vê-la. Aquilo que você viu quando vocês se encontraram foi um Nii-chan que viu dezesseis anos de esperança jogados pela janela, por assim dizer, por isso ele está relutante em permitir que essa esperança e essa expectativa voltem. Ele não quer se sentir assim de novo.
- Entendo. – Kouji baixou a cabeça, pensativo. – Então se a minha mãe voltar, ele vai ficar menos assustador?
- Com certeza! Seu pai sabe ser legal quando ele quer, ele só não sente muita vontade ser assim ultimamente.
- É verdade! – Kenji se intrometeu na conversa, pronto para defender o tio. – O Tio Koichi é bem legal! Quando a gente está na aula ele é bem legal comigo e com a Akiko! Ele é o melhor professor do mundo!
Kouji sorriu ao ver o entusiasmo do primo, mas não disse nada. Depois de algum tempo observando Kenji pular de emoção no banco enquanto gritava seus planos para o que fazer quando eles chegassem em casa, o garoto passou a olhar para a paisagem da janela, deixando-se levar por seus próprios pensamentos.
- TADAIMA! – Gritou Kenji assim que cruzou o portão de entrada. O garotinho foi correndo feito foguete para dentro, só parando ao encontrar sua mãe na sala de estar descansando na frente da TV. Ele pulou no colo da mulher e começou sua rotineira falação em velocidade record. Quando Kouji e Yoshiyuki se juntaram a eles alguns minutos mais tarde, Kenji ainda falava a todo o vapor.
- Okaeri, Yoshiyuki, Kouji. Como foi na reunião?
- Kouji, Kenji e os outros vão dar um passeio pelo interior do país para encontrar a Satsuki Nee-chan. Eles vão sair depois de amanhã e com um pouco de sorte voltarão com ela até segunda-feira. – Respondeu o homem, ficando de pé atrás do sofá. Kouji permaneceu ao seu lado.
- Você vai deixar eu ir, né, mãe? – Perguntou Kenji, fazendo sua melhor carinha de cachorrinho pidão. Miyuki encarou o garotinho com um olhar de dúvida.
- Hum, não sei... Será que eu deveria? É uma viagem tão perigosa e tão longa, não sei se o meu meninho fofinho está preparado para...
- MÃE! POR FAVOR, POR FAVOR, POR FAVOR, POR FAVOR, POR FAVOR, POR FAVOR, POR FAVOR, POR FAVOR!
Miyuki e Yoshiyuki riram do desespero do garotinho, que pelo visto acreditara que sua mãe estava realmente considerando a possibilidade de dizer não para ele, e agora se agarrava à gola de sua camiseta, sacudindo-a rapidamente a cada "porfavor" exasperado.
- Claro que você pode, Kenji! Por que eu não deixaria?
- Ahá! Eu sabia! – O garotinho deixou de segurar a gola da camisa para abraçar o pescoço da mãe. – OBRIGADO, OBRIGADO, OBRIGADO, OBRIGADO, OBRIGADO!
- Chega, Kenji, sua mãe já entendeu! – Exclamou Yoshiyuki, sorrindo com um certo orgulho ao ver mais uma vez o quanto seu filho se parecia com ele. Ele se lembrava de fazer a mesma coisa com seu Nii-chan em algumas ocasiões; Koichi gostava de bancar o sádico de vez em quando, e por alguma razão Yoshiyuki sempre caía em suas brincadeiras. – Você devia usar esse entusiasmo para a nossa grande cerimônia de iniciação...
Mal Yoshiyuki terminou de falar, Kenji saiu em disparada em direção à cozinha. Livres da bomba energética, o mestre de Ceres e sua esposa passaram a focar suas atenções em Kouji:
- É melhor se preparar, Kouji. Nós temos grandes planos pra você! Vamos andando, Kenji não gosta de esperar!
Apesar de estar um pouco nervoso por causa do sorriso maroto de seus tios, Kouji obedientemente seguiu os dois adultos em direção à cozinha. Quando lá chegaram, perceberam que Kenji já havia depositado metade do conteúdo do armário de chocolates em cima da mesa. Eram tantas guloseimas achocolatadas que não havia espaço para mais nada.
- Opções não faltam! Você pode escolher o que quiser, Kouji-Nii!
Kouji olhou para a mesa a sua frente. Entre os pacotes plásticos precariamente amontoados na superfície de madeira estavam biscoitos, balas, bolos, barras inteiras de vários tamanhos e até mesmo ovos de páscoa. A maioria parecia ser de chocolate ao leite, mas havia também alguns em várias concentrações de chocolate amargo, barras e biscoitos de chocolate branco e combinações de chocolate com nozes, amêndoas, caramelo, morango, laranja, cereja e tantos outros sabores que Kouji não sabia identificar com certeza. Kenji e Yoshiyuki lambiam os beiços ao encarar tamanha quantidade e variedade de produtos de cacao, mas Kouji sentia-se cada vez mais nervoso.
- Tem tanta coisa, eu não sei o que escolher! – Confessou ele, começando a se sentir zonzo observando todas as possiveis variações do maior vício de sua família.
- Hum... – Kenji fez pose de pensativo, olhando do primo para a pilha de comida e da pilha de comida para o primo. – Hum...
- Hum...? – Kouji imitou o primo, confuso. Não fazia idéia do que ele tinha em mente.
- Hum! – O sorriso de Kenji atingiu dimensões absurdas. Ele mergulhou na pilha com a certeza de quem sabe a posição exata de seu alvo antes de atacar e tirou de lá uma simples barra de cem gramas de chocolate ao leite. – Comece com isso aqui! É o melhor chocolate que existe!
Kouji apanhou a barra que o priminho lhe oferecia. Ele sentiu os olhares de três pares de olhos focados nele enquanto vagarosamente abria a embalagem plástica e encarava a barra marrom-clara. Ele olhou para a barra, a barra olhou para ele. Naquele momento de altas emoções e grande nervosismo, o garoto podia jurar que a barra gritava "por favor, não me coma!". Kouji olhou para o lado e viu que Kenji e Yoshiyuki tinham o mesmo sorriso alucinado no rosto, como duas crianças prestes a receber o presente de aniversário que eles pediram meses antes e sobre o qual não paravam de falar.
A barra parecia gritar "você não pode me comer! Você não vai gostar de mim e por causa disso a sua família não vai gostar de você!". Kouji sacudiu a cabeça. Barras de chocolate não podiam falar. Ele nunca havia comido uma, mas ele sabia que elas não podiam falar. Era tudo fruto da sua cabeça. De seu nervosismo. De seus medos.
O que aconteceria se ele não gostasse da barra que já começava a derreter entre seus dedos? Será que seus tios e seu primo continuariam gostando dele se ele não dividisse do mesmo vício que parecia unir a família Yuy? E se Yoshiyuki ficasse desapontado o suficiente para mandá-lo embora? Ele não queria magoar o tio, ainda mais depois de saber o quão importante seus chocolates eram para ele.
- Kouji-Nii, você precisa morder o chocolate se quiser comê-lo, ele não vai ser absorvido só com um olhar. – Exclamou Kenji. O garotinho em seguida focou suas atenções na mão direita do primo, que segurava a barra ainda intacta. – Se bem que do jeito que ele parece estar derretendo nos seus dedos, é capaz de eles absorverem tudo...
Os pensamentos angustiantes de Kouji foram interrompidos com a declaração do primo. Seus dedos estavam mesmo lambuzados de chocolate derretido. Ele não fazia idéia que chocolate derretia tão rapidamente – se bem que, considerando que a pressão e o nervosismo faziam com que ele se sentisse mais quente do que o normal, talvez fosse apenas o caso de suas mãos estarem quentes demais para o chocolate.
- Ah... eu...
- Não precisa ficar com medo do chocolate, Kouji! – Exclamou Yoshiyuki, se aproximando do sobrinho e colocando a mão em seu ombro. – Ele não morde. – O mestre de Ceres piscou para ele. – O pior que pode acontecer é você ser mais parecido com o seu pai do que a gente pensava. Nii-chan nunca gostou de chocolate, mas isso nunca impediu que a gente convivesse em paz respeitando os gostos um do outro...
Yoshiyuki, Kenji e Miyuki sorriam, como se não estivessem nenhum pouco nervosos com o veredito de Kouji. Encorajado pelas palavras do tio, o mestre de Flamelus repirou fundo, encarou a barra parcialmente derretida e a levou até sua boca, mordendo um pedaço considerável.
Assim que sua língua tocou o chocolate, Kouji se perguntou como poderia ter um dia duvidado que gostaria da iguaria. Agora ele finalmente entendia a importância que seu tio e primo davam para ela. O chocolate derretia em sua boca, enchendo-a com seu sabor adocicado, porém suave. Kouji imediatamente sentiu-se mais energético e mais vivo, sentiu seus lábios se contorcerem em um grande sorriso semelhante ao que seus Yoshiyuki e Kenji sempre exibiam. Sua família percebeu a mudança em sua expressão facial, o que incentivou Kenji a se agarrar com força à cintura do primo gritando coisas ininteligíveis.
- Gostou? – Perguntou Yoshiyuki, erguendo uma sobrancelha ao observar a reação do filho. A resposta de Kouji foi morder um pedaço ainda maior de sua barra e balançar a cabeça com entusiasmo. – Fico feliz por você, apesar de isso significar que nós talvez precisemos expandir o armário de chocolates...
- Eu não vejo problema nenhum nisso, pai! – Exclamou Kenji, largando Kouji para apanhar um dos doces na mesa. – E Kouji-Nii, fique à vontade pra experimentar qualquer coisa daqui! – Kenji afastou uma das cadeiras da mesa e subiu nela, ficando mais ou menos da mesma altura que o primo. – Eu agora te declaro um membro oficial da família Yuy! Você promete comer chocolate sempre que tiver a chance, em qualquer lutar, em qualquer quantidade, até explodir?
Kouji ficou sem palavras em um primeiro momento, pego de surpresa pelas ações do primo. Kenji estava novamente tentando parecer sério, segurando uma barra de chocolate em formato cilíndrico como se fosse um cetro. O mestre de Flamelus arriscou uma olhadela na direção de seu tio em busca de uma pista do que fazer. O sorriso maroto de Yoshiyuki sugeria que ele não tinha escolha a não ser concordar com o que seu priminho estava fazendo.
- Eu... prometo? – Declarou Kouji finalmente, ainda sem muita certeza do que estava fazendo.
- E você promete fazer o possível para manter as nossas reservas de chocolate a níveis aceitáveis, fazendo o máximo possível para obter qualquer sólido achocolatado que cruzar seu caminho?
- Ah... Prometo?
- E você promete que vai fazer o máximo possível para que aqueles ao seu redor também possam partilhar dessa grande maravilha culinária, oferecendo seus chocolates para seus amigos e para desconhecidos sempre que possível?
- Prometo? – A cada nova promessa, Kouji olhava para Yoshiyuki, encontrando sempre o mesmo sorriso encorajador. Ele não fazia idéia se Kenji estava falando sério ou não, porém, conhecendo sua obcessão por chocolates, ele estava mais inclinado a acreditar que o garotinho estava falando sério.
- Então coma o cetro da iniciação e prove sua lealdade a nossa causa! – Kenji passou seu tubo de chocolate para Kouji, que logo fez como ordenado. O gosto do "cetro de iniciação" era ainda melhor do que o da barra, por isso Kouji acabou com ele em menos de um minuto. – Bem-vindo a nossa família, Kouji-Nii!
Kenji pulou da cadeira, agarrando-se ao pescoço do primo. Prevendo a tragédia, Yoshiyuki se posicionou atrás do sobrinho bem a tempo. Kouji caiu para trás, mas foi aparado por seu tio. Por causa disso, Kenji conseguiu permanecer pendurado no pescoço do garoto por algum tempo antes se deu pai mandá-lo descer, quando o rosto de Kouji estava perdendo um pouco de sua cor.
- Podemos jantar chocolate, mãe? – Perguntou Kenji, como não tivesse acabado de quase sufocar o primo.
- Não, Kenji, você sabe que eu nunca deixo você comer chocolate para o jantar.
- Nem em um dia tão especial como hoje?
- Nem em um dia tão especial como hoje.
Kenji fez sua carinha fofinha de cachorrinho pidão, mas Miyuki não voltou atrás em sua decisão. Derrotado, Kenji passou a guardar os chocolates de volta em seu lugar de origem. Kouji se preparava para ajudá-lo quando Yoshiyuki o impediu:
- Seu rosto e suas mãos estão sujas. Vá lavá-los enquanto nós damos um jeito na situação aqui.
- Mas eu...
- Vai, vai, antes que o Kenji queria te limpar ele mesmo!
Kouji tinha quase certeza que seu tio não estava falando sério. Mesmo assim achou melhor obedecer e ir para o banheiro. Quando finalmente conseguiu tirar todas as sujeiras de seu rosto (ele não fazia idéia de como havia se sujado tanto em tão pouco tempo) e voltar para a cozinha, encontrou a mesa já posta e os três Yuys sentados esperando-o para comer. Uma sensação estranha se apoderou de Kouji naquele momento, e ele sorriu ao caminhar em direção ao seu lugar ao lado de Kenji, sentindo pela primeira vez desde que chegara em Tóquio que estava em casa.
Kenji: Olha só que lindo, gente! XD O Kouji-Nii está em casa! XD Ele é da família agora! XDDDD
(Kenji corre e abraça o primo)
(Kouji não percebe Kenji se aproximando e os dois caem no chão)
Yoshiyuki: (Aparece do nada ao lado de uma mesa cujo conteúdo está coberto por um lençol roxo com unicórnios bunitinhos desenhados) Você devia tomar mais cuidado, Kenji... XD Não é uma boa idéia acabar com o personagem principal quando a história ainda tem menos de dez capítulos... XD
Kenji: (Se recuperando da queda bem mais rápido que o Kouji) Então eu vou pular em você! XD
(Kenji pula no Yoshiyuki)
(Yoshiyuki está em sua versão adolescente-de-quatorze-anos-recém-feitos que é bem menor do que a versão adulta que se acostumou a agarrar o Kenji no ar e os dois caem no chão também)
Kenji: Oh, não! XD Eu nocauteei o meu pai! XD E logo no aniversário dele! XDDDDD
Akiko: Você não parece muito abalado com isso, Kenji-kun.. O.õ
Kenji: Eu estou... XD Mas eu também sei que se o meu pai não pode aparecer no aniversário dele, então eu posso comer todo o bolo sozinho! XDD
(Kenji tira o lençol de cima da mesa e revela um bolo gigantesco de chocolate)
Akiko: Nossa... O.O'
(Bolo de chocolate é do tamanho da Akiko.)
Kenji: O bolo tem exatamente 1,17m de altura?
(Pois é. Agora que todos sabem a exata altura da Akiko nós podemos dizer a altura exata do bolo também!)
Kenji: Eu sou mais alto que a Akiko-chan! XD Eu tenho 1,19m! XD
Akiko: O que significa que você é um centímetro menor do que o seu pai era quando ele tinha a sua idade! XD
(Akiko mostra a língua pro Kenji)
Kenji: Grande coisa! XD Quanto menor, mais bunitinhu, fofinhu, carismático e bom-de-apertar! XD Então eu sou ainda mais bonitinhu, fofinhu, carismático e bom-de-apertar do que o meu pai! XD
Akiko: Não é, não! ò.ó
Kenji: Sou, sim! XD
Akiko: Não é, não! ò.ó
Kenji: Sou, sim! XD
Akiko: Não é, não! ò.ó
Kenji: Sou, sim! XD
Akiko: Não é, não! ò.ó
Kenji: Sou, sim! XD
Akiko: Não é, não! ò.ó
Kenji: Sou, sim! XD
Akiko: Não é, não! ò.ó
Kenji: Sou, sim! XD
Akiko: Não é, não! ò.ó
Kenji: Sou, sim! XD
Akiko: Não é, não! ò.ó
Kenji: Sou, sim! XD
Akiko: Não é, não! ò.ó
Kenji: Sou, sim! XD
Akiko: Não é, não! ò.ó
Kenji: Sou, sim! XD
Akiko: Não é, não! ò.ó
Kenji: Sou, sim! XD
Koichi: Chega. ¬¬''
(Koichi aparece do nada e pega o Kenji e a Akiko pela gola das camisetas deles)
(Koichi levanta a Akiko e o Kenji do chão porque aos 22 anos recém-feitos eles já tem 1,87m de altura e braços muito, muito fortes XD)
Kenji: Tio Koichi, me põe no chão, por favor? XD (Kenji fazendo carinha de inocente) Eu preciso aproveitar o aniversário do meu pai... XD
Koichi: (Levanta o Kenji ainda mais alto) Não. ¬¬''
Kenji: TIO KOICHIIIIIIIIIII!
(Kenji começa a se debater e chutar o ar e socar o ar tentando se soltar)
(Koichi solta a Akiko porque ela ficou quietinha e muito bem comportada)
(Koichi agarra o Kenji com as duas mãos pra fazer ele parar de se mexer)
Kenji: Você é tão mau, Tio Koichi! XD (Kenji faz beicinho de coitadinho) Por que você está fazendo isso comigo? XD Eu até te defendi durante o capítulo! XD Tô começando a mudar de idéia... XD
Akiko: Koichi-sensei está sendo mau com você porque você nocauteou o irmão dele! Quando você acordar o Yoshiyuki-san ele voltar a ser legal! XD
Kenji: Mas se o Tio Koichi não me soltar eu não posso tentar acordar o meu pai! XDD
(Koichi continua segurando o Kenji)
Kenji: Acho que o problema não era esse... XD (Kenji tentando se soltar) Alguma outra idéia? XD
David U.: Será que ele está esperando o Kouji-san aparecer?
Akiko: E por que ele esperaria o Kouji-san aparecer? O.õ
David U.: Pra completar a festa em família, ora! Koichi-san deve estar esperando que o Kouji e a Satsuki-san apareçam pros Yuy poderem ter uma festa feliz cheia de chocolate, do jeito que o Yoshiyuki-san estava planejando desde o mês passado!
Akiko: É, isso até que faz sentido...
David U.: Então vamos procurar o Kouji-san e a Satsuki-san pro Koichi-san soltar o Kenji! Vamos, Akiko! XD
Akiko: Vamos, David-san!
(David e Akiko se dãos as maõs e saem cantarolando pelo cenário do off-talk procurando pelo Kouji e pela Satsuki K.)
Kenji: E isso significa que eu fiquei sozinho com o meu Tio Koichi mudo, o meu pai nocauteado e um bolo de chocolate gigante que eu não posso comer porque o Tio Koichi não me deixa descer! XD
Voz: Não por muito tempo!
Kenji: Quem disse isso? XD
Voz: Alguém que veio te salvar das garras do seu tio malvado!
Kenji: Kouji-Nii? XD
Voz: Não. ¬¬'
Kenji: Nathaliya-san? XD
Voz: Não. ¬¬''
Kenji: Umeragi-san? XD
Voz: Não. ¬¬''
Kenji: Então desisto. XD Não tem ninguém mais que o Tio Koichi considere próximo ao nível dele. XD
Voz: Cala a boca, pirralho! Você não sabe do que está falando! ò.ó
Kenji: Sei, sim! XD
Voz: Sabe, não! ò.ó
Kenji: Sei, sim! XD
Voz: Sabe, não! ò.ó
Kenji: Sei, sim! XD
Voz: Sabe, não! ò.ó
Kenji: Sei, sim! XD
Voz: Sabe, não! ò.ó
Kenji: Sei, sim! XD
Voz: Sabe, não! ò.ó
Kenji: Sei, sim! XD
Voz: Sabe, não! ò.ó
Kenji: Sei, sim! XD
Voz: Sabe, não! ò.ó
Kenji: Sei, sim! XD
Voz: Sabe, não! ò.ó
Kenji: Sei, sim! XD
Voz: Sabe, não! ò.ó
Kenji: Sei, sim! XD
Voz: Sabe, não! ò.ó
Koichi: Chega. ¬¬'''
(Koichi cansa e solta o Kenji)
(Kenji cai de bunda no chão)
(Kenji faz cara de quem vai chorar porque caiu de bunda no chão)
(Kenji vê o bolo gigante parado em cima da mesa e decide que vae mais a pena se levantar e correr até o bolo antes que o Koichi possa agarrá-lo de novo)
(Kenji corre até o bolo antes que o Koichi possa agarrá-lo de novo)
Voz: Eu já fiz a minha parte. Minha missão aqui está feita, então eu posso sair daqui... (Voz pega uma bombinha de fumaça para fazer uma saída dramática com efeito)
Kenji: Espera! XD Você me ajudou a escapar do Tio Koichi! XD Eu preciso te agradecer! XD
Voz: Você vai me dar um pouco de bolo? (Voz está esperançosa)
Kenji: Hum... (olha pro bolo e olha pra direção de onde veio a Voz) Não! XD Mudei de idéia, você pode ir embora se quiser! XD
Voz: (Vozinha chorosa) Poxa... depois que tudo que eu fiz por você... T.T Mas tá... Eu vou fingir que o filho de um dos meus personagens favoritos não acabou de me negar um mísero pedaço de bolinho! T.T E eu também vou fingir que não vai ser nada pessoal quando eu fizer o Kenji ficar com dor de dente no próximo capítulo e ficar sem poder comer chocolate até o fim da história! T.T
(Voz pega a bombinha de fumaça de novo)
Kenji: NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOO! XD Espera! XDD Eu sei quem você é agora! XD Pode comer um pedaço de bolo, Jamie-sama! XDDD
(Kenji oferece um pedacinho mísero de bolo pro Jamie)
(E pra quem não percebeu, o Kenji acabou de descobrir que a Voz era o Jamie)
Jamie: Precisava mesmo anunciar isso? O.õ
(A Rumiko e os outros Beybladers mentalmente incapacitados podem estar lendo esse off-talk esperando para se intrometer. É nosso dever deixá-los a par do que está acontecendo antes que eles façam alguma besteira muito besta até mesmo para os padrões do off-talk)
Jamie: Ah...
Kenji: Jamie, vai aceitar o meu bolo ou não? XD (Kenji empurrando o pedaço de bolo pra perto do Jamie)
Jamie: Hum... não sei... acho que eu vou te deixar com dor-de-dente mesmo. Vocês todos comeram muito chocolate nesses últimos capítulos! Assim eu vou ficar sem fundos pra comprar mantimentos pra história!
Kenji: NÃO, JAMIE! PORFAVORPORFAVOR!
(Kenji gruda nas pernas do Jamie e começa a implorar como ele ficou implorando pra mãe dele durante o capítulo)
Voz: Não tema, Kenji! Eu posso garantir que o James não vai te deixar com dor-de-dentes por problemas financeiros!
Kenji: Outra voz? XD Isso tá ficando repetitivo! XD
Voz: Não tema, pirralho! Eu não vou ficar incógnito por muito tempo. u.ú
Kenji: Como você sabe? XD
Voz: Assim, ó! (Voz respira fundo) Puta que o pariu, mas que merda, seus filhos da puta, não conseguem fazer bosta nenhuma direito sem dar merda! Vão se foder, motherfuckers!
Kenji: Oh! XD Eu sei quem você é! XD Você é o cara que ensinou todo o vocabulário podre do meu pai pra ele! XDDDDDD
Voz: Exatamente. Eu ensinei ao seu pai tudo que ele sabe sobre palavrões, afinal eu sou o maior especialista neles. u.ú
Kenji: Mas você não está falando nenhum palavrão agora! XD
Voz: Isso é porque eu agora sou um homem importante de 22 anos e muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito rico, e por isso eu preciso de vez em quando parecer que eu tenho alguma educação. u.ú
(Vocês vão anunciar logo quem é a Voz pra gente poder parar de escrever "Voz" o tempo todo? Isso tá ficando chato...)
Voz: Tá, que seja, caralho. ¬¬''
(Voz faz cara feia e aparece na frente do Jamie e do Kenji)
Franklin: Eu sou Franklin Hill, o personagem mais rico que você criou, estimado criador de merda, e eu vou cuidar para que daqui para frente a família Yuy tenha todos os bloody chocolates que eles quiserem até o fim dessa história. u.ú
Kenji: Franklin-san, eu te amo! XDDD
(Kenji corre e pula no Franklin)
(Franklin felizmente já é um adulto crescido e um pouco forte e consegue segurar o Kenji sem ser nocauteado)
Kenji: XDDDDDDD
Franklin: Vai comer a porra do bolo do seu pai que eu vou cuidar do James. XD
(Franklin lançando olhar sugestivo pro Jamie)
(Jamie engole seco)
(Kenji se solta do Franklin e vai atacar o bolo)
(Jamie e Franklin ficam sozinhos)
Jamie: Vai me dar dinheiro? XDDD (Beeeeem esperançoso)
Franklin: Não, eu não sou idiota. Já tenho que sustentar a Chris, a Alice e o Erik, não preciso de mais um agregado filho da puta se aproveitando da minha generosidade. ¬¬''
(Jamie fica depressivo porque foi chamado de agregado filho da puta por um dos seus personagens)
Jamie: Então como você vai fazer pra eu cobrir as despesas comprando chocolates pros Yuy? O.õ
Franklin: Simples, porra. Eu vou comprar os chocolates eu mesmo!
(Franklin faz pose pomposa)
(Todas as luzes do cenário do off-talk se focam no Franklin)
(Franklin fica imóvel por alguns segundos pra criar um clima de suspense)
(Piano dramático começa a tocar no fundo)
(Close no Isaac e no John tocando piano juntos pra criar um efeito dramático ainda mais poderoso)
(Close no Ken fingindo que também está tocando em um piano mudo)
Franklin: Hey, eu sou o centro das atenções aqui, porra! ò.ó
(Desculpa! Vamos voltar a focar em você agora!)
(Close no Franklin ainda parado fazendo pose de fodão com uma música fodona no fundo)
(A música pára de repente)
(Franklin estala os dedos)
(Como tava tudo quieto o barulho do estar de dedos ecoou por todo o cenário)
(Pausa silenciosa dramática para as pessoas se perguntarem o que vai acontecer)
(Pausa para as pessoas começarem a se irritar com a nossa demora em dizer o que vai acontecer)
(Pausa pra gente rir das pessoas que estão começando a se irritar com a nossa demora)
(E quando todos menos esperavam, cai uma caixa gigante no meio do cenário do off-talk)
(Caixa gigante explode na queda e seu conteúdo voa pra todo lado)
Isaac: (Pára de tocar piano pra observar a cena) E para aqueles que não perceberam, o conteúdo da caixa gigante era um grande estoque de todos os chocolates favoritos do Yoshiyuki. n.x
(Franklin, Jamie, Kenji, o que sobrou do bolo gigante e o Yoshiyuki nocauteado ficam cobertos pelos chocolates que saíram da caixa gigante)
(Yoshiyuki de algum jeito percebe que está soterrado por seu chocolate favorito e acorda pra festejar)
Yoshiyuki: CHOCOLATE! XDDDDDD
(Yoshiyuki come todo o chocolate que vê pela frente)
(Yoshiyuki come seu caminho até o Franklin e o Jamie)
Yoshiyuki: Obrigado, Franklin! XDD Sabia que você ia ser legal comigo no meu aniversário! XDD Desde que eu fui passar quase todas as minhas férias com você, você ficou um cara bem legal! XD
(Yoshiyuki abraça o Franklin)
Franklin: Eu só estou sendo legal porque hoje é seu aniversário, e isso significa que você e o seu irmão ganharam aquelas merdas de poderes especiais de aniversariante. Se eu fizer alguma merda, um de vocês vai querer foder comigo... ¬¬'
Yoshiyuki: Oh, entendi! XDD Eu prefereria acreditar que você era um cara legal de verdade, mas já que eu ganhei montanhas de chocolate, eu não vou reclamar! XDD
(Yoshiyuki agarra mais um chocoalate e começa a comê-lo)
Sasha: Já repararam que o Yoshiyuki-san está com o dobro da idade do Kenji nesse off-talk que quebra noções de espaço-tempo?
(Beybladers que estavam zanzando pelo cenário do off-talk param um pouco para pensar no que o Isaac acabou de dizer)
Kenji: Legal! XD Papai tem só sete anos a mais do que eu! XDDD
Yoshiyuki: E eu posso ter 14 anos agora, mas eu continuo fofinhu, bunitinhu, carismático e bom-de-apertar! XD
Erik: Mais ou menos... (Erik com sorriso quase demoníaco) Não foi nessa última férias de páscoa que você acordou todo mundo na mansão do Frank uma manhã quando você descobriu que tinha um pêlo nascendo no seu queixo? XDDDDD
(Sorriso do Erik muito demoníaco)
Christie: Verdade! O pobre menininho bonitinho ficou tão traumatizado ao perceber que já não era mais tão criancinha assim que, em uma manhã cinzenta e chuvosa como normalmente são todas as manhãs cinzentas e chuvosas de março, ao acordar antes de todo mundo porque era domingo de páscoa e ele queria procurar suas dezenas de ovos de páscoa escondidos pela casa pelo grande número de empregados super-competentes da mansão do meu querido Franky,ele foi ao banheiro e gritou tão alto, mas tão alto, que interrompeu até mesmo o meu magnífico, poderoso, importantíssimo e essencial sono de beleza. Oh, o coitadinho do Yoshiyuki desceu correndo as escadas até o nosso quarto, bateu com tanta força que poderia ter quebrado a porta se ela não fosse feita de madeira especialmente tratada e preparada para servir de super-porta de quarto principal de uma grande e suntuosa mansão, e pulou na nossa cama gritando desesperado! Ele queria que a gente tirasse aquele minúsculo indício de que sua adolescência, o tempo que ele teria que deixar de ser uma criança feliz, bunitinha, fofinha, carismática e boa-de-apertar e começar a ser um adulto normal como outro qualquer! Oh, coitadinho dele! Eu fiquei com tanta pena do pobre menininho que peguei uma das minhas pinças rosas de pom-pons e arranquei aquela coisa sem dó nem piedade! E só depois disso o nosso querido Yoshiyuki voltou a sorrir e saiu correndo pela casa tentando achar seus adorados ovos de chocolate. Oh! Oh, que história tocante, não é mesmo?
(Silêncio)
(Christie percebe que quase todos os Beybladers dormiram no meio de sua história)
(Erik acena pra Christie)
(Erik foi aparentemente o único que não dormiu)
(Close no Yoshiyuki no canto Angst do off-talk com fones de ouvido e cercado por chocolates de vários tamanhos e cores)
Erik: Eu pessoalmente não entendo qual o problema de ter barba.
(Close no Erik com uma barba poderosa que faz ele ficar com cara de que tem 25 anos ao invés de 20).
Alice: (que estava dormindo, mas acordou imediatamente ao ouvir a voz do Erik) Adoro a tua barba, Erik! XDDDD
(Alice começa a passar a mão pela barba do Erik)
(Erik faz pose de fodão porque agora tem barba de homem)
Luiz: Hey! Eu também tenho pêlo na cara! Também quero atenção! ò.ó
(Close no Luiz com cavanhaque tipo aquele que ele vai ter na época da fic de natal)
Felipe: Argh! Luiz tá com cara de alemão feio! O.o''
Luiz: Eu to com cara de ser responsável, assustador e intimidador. Quero ver qual vai ser o artilheiro que vai ter coragem de se aproximar quando eu fizer a minha cara de alemão selvagem! XD
(Luiz acariciando o cavanhaque com cara de pomposo)
Jamie: E não se esqueçam de mim! ò.ó
(Close na barbinha bagunçada do Jamie – que não por coincidência é muito parecida com a do Erik)
Nathaliya: Grande coisa. Três de nós têm barba. E daí?
Yoshiyuki: E daí que barbas são assustadoras para criancinhas fofinhas que querem continuar com cara de criancinha fofinha por muitos e muitos anos... XD
(Yoshiyuki tentando ficar o mais longe possível do trio barbado)
Koichi: Então use os seus poderes de aniversariante para mudar de assunto. ¬¬''
Yoshiyuki: Nii-chan! XD Você por aqui! XD (Yoshiyuki pula em cima do Koichi)
(Koichi não cai tentando segurar o Yoshiyuki, mesmo que ele agora seja um garoto de 14 anos e já seja mais alto que o Jamie)
(Não que o Jamie seja muito alto. Ele tem menos de 1,60m...)
Jamie: Hey! Ninguém deixou vocês divulgarem essa informação! ò.ó
Hehashiro: Tudo bem, Jamie. Não tem nada errado em ser baixinho...
(Hehashiro e Jamie são do mesmo tamanho! XD)
Yoshiyuki: Gente! XD Gente! XD Eu sei do que a gente pode falar! XDD
Beybladers: Do que? O.õ
Yoshiyuki: Do novo poll de melhor casal que está no profile do Jamie! XDD
Felipe: Mais um? O.O''
Yoshiyuki: É sobre o melhor casal da fase 2! XD Inclui casais que são casais mesmo e casais que o Jamie colocou ali só por diversão! XDD O casal mais votado vai ganhar uma fic tipo a do Luiz e do Felipe! XDDD
Felipe: Fico feliz por não fazer parte desse novo poll...
Shizune: Vai ter um poll de melhor casal da fase 3?
Yoshiyuki: Um dia, quem sabe... XD
Lhana: Vai ser difícil fazer um poll pra terceira fase involvendo os não-adultos que não seja ilegal... todo mundo é parente entre as crianças... O.õ
Hikaru: Nem todos, Lhana-chan, nem todos... XD
(Hikaru lançando olhar significativo pra Lhana)
Momoko: Isso mesmo, Lhana, nem todos...
(Momoko lança olhar significativo pro Hikaru e pra Lhana)
(Lhana fica super-corada)
(Lhana dá a mão pro Hikaru e pra Momoko e os três vão embora do cenário do off-talk)
(Beybladers ficam olhando os três irem embora com cara de chocados)
Rumiko: O que foi aquilo? O.O``
Hehashiro: A Lhana... O Hikaru-chan...
Toshihiro: E a Momoko-chan...
Nathaliya: O que eles estavam tentando dizer? O.õ
Isaac: Provavelmente eles só queriam dizer que nem todo mundo é parente nessa história, e que nem todo mundo é criança... n.x
Yoshiyuki: Eu não quero saber o que é! XD Eu ainda sou uma criancinha inocente e não sei nada sobre isso! XD
Miyuki: É verdade, ele ainda é uma criancinha inocente! XDD
Beybladers: O.O''''''
Miyuki: O que foi? O.õ
Jamie: Ignora eles, Miyuki-chan, ignora eles... Essas criaturas todas têm mentes poluídas demais para você e o Yoshiyuki! XD
(Jamie com sorrisinho sugestivo)
Yoshiyuki: Vamos mudar de assunto, por favor! XD Vocês são um bando de adolescentes cheios de hormônios! XD Eu não quero nada com vocês! XDD
Osamu: Eu sei um assunto que vocês podem comentar agora! ò.ó
Kazuo: É, eu também! ò.ó
Koichi: Deixa eu adivinhar – o Hiwatari ainda não fez nada sobre a história de vocês. ¬¬''
Gêmeos Motomiya: Exatamente! Ò.ó
Jamie: Não se desesperem, meus caros!
Osamu: Não é a primeira vez que ouvimos isso...
Jamie: Dessa vez eu tenho o potencial de estar falando a verdade! XDD Eu vou começar a viajar pra Edimburgo três dias por semana e passar três horas no trem! E agora que eu tenho um lap-top com memória que dura bastante tempo, adivinha quanto tempo eu vou poder escrever nesses dias?
Kazuo: É bom que isso seja verdade! ò.ó
Jamie: É verdade! Eu estou de férias da universidade pra sempre agora! XD (Beybladers dão vivas no fundo) Vou me formar em julho e planejo tirar um ano de férias antes de voltar a estudar! Se tudo der certo, é agora que essa história e todas as outras vão ir pra frente! XDDDD
(Beybladers dão vivas ainda mais altas no fundo)
(Beybladers continuam dando vivas e batendo palmas e batendo os pés)
(Terra explode por causa de tantas vivas)
(Yoshiyuki consegue salvar seus chocolates e chama o Kenji e o Kouji pra comer com ele enquanto eles flutuam por aí no espaço)
(Koichi fica olhando a família começar chocolate)
(Beybladers barbados ficam mexendo em suas barbas enquanto flutuam pelo espaço)
(E nós dizemos tchau agora, e mandamos os leitores irem para o profile do Jamie e responderem ao poll!)
(E pedimos reviews também, já que temos que comemorar a nossa volta em grande estilo! E o fato de que o Jamie vai finalmente se formar! E o fato de que o Yoshiyuki e o Koichi estão de aniversário! Porque nós sabemos que todos gostam muito deles! XDD)
OWARI
