Naruto não me pertence, nem a história!

Hinata mirou-se no espelho do quarto. O reflexo era de uma mulher cujo corpo gozara satisfação sexual em toda a plenitude e agora, orgulhosa mente, queria proclamar o fato ao mundo.

Não que fosse transmitir tal imagem ao avô de Sasuke… o homem indiretamente responsável por sua presença ali… o homem que não a considerava digna de desposar seu neto… que preferia vê-lo casado com Kurenai. Não exibiria a ima gem satisfeita a Sasuke, tampouco.

Por que seu corpo idiota não enxergava nada além do momento de satisfação? Não percebia que o futuro só lhe reservava solidão e sofrimento?

Após a breve conversa com Sakura, Sasuke tomou ba nho, vestiu-se rapidamente e informou que, embora o avô desejasse conhecê-la o mais rápido possível, ambos deveriam acertar alguns assuntos antes do encontro.

― Não vamos demorar ― finalizou ele, antes de sair do quarto, sem dar-lhe a chance de dizer que, dali para a frente, para sua própria sanidade e segurança, permaneceria o mais longe possível dele.

Enquanto aguardava que Sasuke voltasse e a levasse para a apresentação formal ao avô, Hinata ficou se olhando no espelho. Era mesmo a representação perfeita de uma mulher apaixonada. Até seus olhos exibiam um brilho novo, um reflexo que indicava a existência de um segredo especial e maravilhoso.

Tentava transmitir ao corpo que a situação era grave, porém sua aparência continuava gloriosa. Sobressaltou-se quando ouviu a maçaneta girar, mas a porta não sé abriu. De pé no corredor, Sasuke apertava a mão na maçaneta, incapaz de empurrar a porta, recordando os acontecimentos do últimos minutos:

— Kurenai tentou subornar Hinata para deixar você — contara-lhe Sakura, indignada. — Ofereceu um milhão de dólares. Claro que Hinata recusou, mas não vejo porque Kurenai deva sair ilesa após esse… comportamento lamen tável. Vovô precisa saber quem ela é… e se você não está preparado para contar… Sasuke?

Alucinado, ele recordava seu próprio comportamento "la mentável" para com Hinata. Saber da proposta indecente de Kurenai e como a declinara com nobreza o fazia se sentir a pior das criaturas… Como pudera se enganar tanto a respeito de uma mulher maravilhosa? Como pudera ser tão tendencioso… e radical?

Uma voz interior lhe dava a resposta. Desde o primeiro instante em que a vira, acontecera algo… uma sensação aguda e, mais perigoso ainda, uma emoção… que tentara suprimir de imediato. Seu maldito orgulho não o deixaria se apaixonar por uma mulher que parecia tão imoral. E, por dar ouvidos ao orgulho, não ao coração, destruíra algo que poderia ter sido a parte mais maravilhosa, mais preciosa de sua vida. A menos… A menos que pudesse convencer Hinata a lhe dar uma segunda chance…

Mas, independentemente de Hinata lhe dar uma oportu nidade de provar seu amor, havia algo que precisava fazer, uma reparação. Era grego o bastante para determinar que Hinata ostentasse seu sobrenome bem antes de todos sabe rem que ela gerava seu filho. Ela lhe entregara sua Inocência e ele, em troca, lhe daria proteção, não importava qual fosse sua vontade.

Sasuke contara ao avô exatamente o que planejava fazer, acrescentando sincero que Hinata era muito mais impor tante para ele do que saúde e posição, mais importante até do que o respeito do avô.

Até contemplara impedir que o avô a conhecesse, para não sujeitar Hinata a alguma mágoa ou preocupação, mas receou que o velho senhor pensasse que ele impedia o en contro por pensar que a noiva não era boa o bastante para ele. Boa o bastante! Ela era boa demais, maravilhosa de mais… preciosa demais…

Antes de voltar para o quarto, comunicou a Kurenai que ela devia deixar a ilha imediatamente.

— Não se incomode em tentar persuadir meu avô para permitir sua permanência. Ele não a atenderá. — Sem dar à prima chance de réplica, abandonou-a.

Agora, hesitava antes de entrar no quarto. Hinata o aguar dava, e saber disso lhe enchia o coração de amor e desejo. Criou coragem e entrou.

Ela estava tão radiante quanto uma noiva, os olhos bri lhantes, um sorriso nos lábios, externando pura alegria, velando o segredo de sua recente transformação em mulher. Ela parecia…

Hinata parecia uma mulher que acabara de deixar os braços e a cama do homem que amava.

Mas, assim que o viu, a expressão dela mudou. O olhar obscureceu-se e ela ficou tensa.

Sasuke fechou os olhos, assolado por uma onda de amor e culpa. Desejava mais do que tudo fechar a porta para isolar ambos do mundo, abraçando-a com força enquanto implorava perdão e uma oportunidade de passar o resto da vida demonstrando o quanto a amava.

Mas tinha responsabilidades e, em primeiro lugar, cum priria a promessa que fizera ao avô e a apresentaria. Fizera o avô prometer que trataria Hinata com gentileza.

Atravessou o quarto e estendeu a mão, mas Hinata se encolhia, com medo de trair seus sentimentos, sabendo que tremeria da cabeça aos pés simplesmente com o calor do toque.

Esperava algum comentário irritado e impaciente dele sobre o papel que devia encenar, mas ele sussurrou:

— Desculpe-me por colocá-la nisso… Hinata…

— Foi para isso que me trouxe aqui — lembrou ela, áspera, sem encará-lo. Com certeza, o tom de remorso na voz dele era sua imaginação.

Quando deixaram o quarto, uma empregada baixinha que cuidava da área adiantou-se. Sasuke lhe disse algo em grego antes de alcançar Hinata no corredor.

Seria normal, naquelas circunstâncias, que Sasuke lhe tomasse a mão, por isso deixou-se alcançar por ele, para darem a impressão de um casal profundamente apaixonado. Nada aceitável, porém, era o senso de ternura e segurança que a proximidade dele proporcionava.

Na ampla sala de estar, encontraram Sakura e Mikoto conversando com um velho senhor de cabelos brancos, pro vavelmente o avô de Sasuke.

Quando se aproximaram, o, ancião voltou-se e Sasuke declarou formalmente:

― Vovô, gostaria de lhe apresentar Hinata.

Mas Hinata não ouvia mais, reconhecendo o semblante do homem que a encarava. Era o mesmo homem que a quem socorrera na rua perto da Acrópole, o velhinho que não se sentia bem. Ele não parecia doente agora, e sorria largamente aos dois. Tomou-lhe a mão livre entre as suas.

― Não precisa nos apresentar, Sasuke. ― Ele riu. ― Nós já nos conhecemos.

Hinata via como ele se divertia com o efeito chocante da declaração sobre a família. Obviamente, era um homem que gostava de se sentir no controle da situação… das pes soas… que gostava de desafiá-las e surpreendê-las. Mas aquela característica, irritante em Sasuke, no avô era qua se enternecedora.

― O senhor e Hinata já se conhecem? ― repetiu Sasuke, franzindo o cenho enquanto olhava desconfiado para os dois.

― Sim, em Atenas, ela foi muito gentil com um velho e se preocupou com ele também. Meu motorista contou que expressou sua preocupação com minha saúde ― contou o velho senhor, satisfeito. ― De fato, aquela caminhada sob o sol, mais a espera até sua volta da Acrópole foram um tanto… cansativas. Mas não tão desagradável, desconfio,quanto foi para Sasuke chegar ao escritório e descobrir que eu tinha cancelado a nossa reunião! Encarou o neto com severidade.

― Não achou que eu permitiria que meu único neto se casasse com uma mulher sobre a qual eu não sabia nada, achou?

Hinata escondeu o sorriso. Ele era tão grego, tão machista. Sabia que devia estar irritada, mas o avô estava tão satis feito consigo mesmo que tinha de simpatizar com ele.

Sasuke não aceitaria a afronta tão facilmente.

— O senhor decidiu investigar Hinata?

— Você definitivamente fez uma boa escolha, Sasuke — desconversou o avô. — Ela é charmosa… e gentil. Poucas mulheres se dariam ao trabalho de cuidar de um velho es tranho. Eu tinha de encontrá-la sozinho, só eu e ela, Sasuke. Conheço você e…

— Isso que fez foi ultrajante! — rebateu Sasuke, en quanto Hinata o fitava atônita. Ele a defendia e protegia? De repente, recordou que ele estava meramente represen tando um papel… o papel de noivo apaixonado e protetor. — Pois ouça bem, vovô. Se o senhor aprova ou não Hinata, não faz nenhuma diferença. Eu a amo e sempre amarei e nenhuma ameaça, suborno ou agrado que o senhor faça mudará isso.

Houve uma breve pausa antes de o ancião assentir.

— Ótimo. Folgo em saber. Uma mulher como Hinata me rece ser o foco da vida e do coração do marido. Ela me lembra muito minha Elisabeth… — acrescentou, os olhos obscuros. — Elisa tinha a mesma gentileza, a mesma preo cupação com os outros. — Franziu o cenho ao reparar no anel de noivado de Hinata. — O que é isso que ela está usando? Não combina com uma noiva Demétrios. Estou sur preso com você, Sasuke… um simples solitário. Ela vai ficar com o anel de Elisabeth e…

— Não. — O tom áspero de Sasuke deixou Hinata tensa. Ele ia contar ao avô que era tudo uma farsa? A idéia de uma farsante usando uma jóia da família era demais para ele suportar? — Se Hinata quiser um anel diferente, que escolha sozinha. Por enquanto, quero que ela use o anel que eu escolhi. Um belo diamante puro e brilhante, como ela mesma.

Hinata viu a mãe e a irmã dele boquiabertas. Ela também estava espantada com a declaração quase poética e total mente inesperada.

Lágrimas brotaram em seus olhos ao fitar o solitário. Era lindo. Admirava-o sempre que o colocava no dedo. Mas, para valorizar a jóia, teria de recebê-la por amor. O com promisso era o que importava para uma mulher apaixonada, não o valor monetário de um objeto.

Mas o avô de Sasuke era, acima de tudo, um homem prático:

— Muito bem, quero saber quando planejam se casar. Não vou viver para sempre, Sasuke, e se for para ver os seus filhos…

— Vovô… — alertou Sasuke.

Mais tarde, após o almoço comemorativo e mais cham panhe do que talvez fosse prudente, Hinata caminhou de volta para o quarto muito concentrada. Sasuke a acompa nhava, conforme se esperava de um noivo apaixonado e protetor.

Antes de entrarem na suíte, Sasuke a segurou delica damente pelos ombros, para que se fitassem.

— Lamento o que aconteceu em Atenas — declarou, ainda irritado. — Meu avô não tinha o direito de submeter você a…

— No lugar dele, eu teria feito a mesma coisa — afirmou Hinata, defendendo o ancião. — Acho perfeitamente natural. Ainda me lembro da reação da minha avó quando voltei de meu primeiro encontro.

— Claro que ela agiu de forma protetora em relação a você — concordou ele. -— Mas meu avô não percebe o perigo que você correu? E se tivessem se desencontrado? Estava sozinha numa cidade estranha. Ele deu ordens para seu motorista ficar escondido até que começasse a voltar para o carro dele.

— Era dia claro, Sasuke — replicou Hinata, calmamente.

— Bem, pelo menos seu avô não vai tentar mais convencê-lo a se casar com Kurenai.

Na suíte, estacou ao ver as malas novas que Sasuke lhe comprara.

— O quê…

— Pedi para Maria arrumar nossa bagagem. Seguimos no próximo vôo para Heathrow.

— Já vamos embora?

Hinata sabia que estava sendo idiota. Claro que iam em bora. Afinal, não havia mais necessidade de Sasuke mantê-la ali. O avô deixara claro, durante o almoço, que Kurenai não era mais bem-vinda sob seu teto.

— Não temos opção — respondeu Sasuke. — Você ouviu meu avô. Agora que recebeu passe livre de saúde, ele vai ficar atrás de algo para ocupá-lo. Vai querer organizar nosso casamento, plantar a notícia em todas as colunas sociais, chamar a atenção de novos parceiros para negócios. Minha mãe e irmã também terão de tomar muitas providências. — Franziu o cenho. — Encomendar vestidos a estilistas famosos, um vestido de noiva que levará meses para ser confeccionado. Planos para ampliar a vila para acomodar mais crianças, porque minha mãe e meu avô estão deter minados a aumentar a família…

Hinata absorveu cada palavra e criou uma imagem que combinasse com a descrição. Vagamente, permitiu-se sonhar com o que sabia ser impossível. Então, as palavras seguintes de Sasuke lançaram-na em queda livre.

— Precisamos nos casar imediatamente. Não vamos es perar tudo ficar pronto. Se você já estiver grávida…

— O que está dizendo? — protestou Hinata, pálida. — Não pode estar falando a sério. Não podemos nos casar só porque…

— Só porque o quê? — Sasuke parecia amargurado. — Porque você era virgem, uma Inocente que nunca se deitara com um homem antes? Eu… eu sou grego, Hinata, e de forma alguma abandonarei um filho meu. Nas circunstân cias, não há nada que possamos fazer.

— Você é só meio-grego — lembrou Hinata, e acrescentou:

— Além disso, posso não estar grávida. Na verdade, tenho certeza de que não estou. Sasuke expressou desdém.

— Até parece especialista no assunto. Você, uma mulher que nunca nem mesmo…

— Dizem que nem sempre… não na primeira vez —jus tificou Hinata, sem convicção, vendo que não o convencia.

— Eu não quero isso, Sasuke — declarou, firme. — Mesmo que esteja grávida… hoje em dia isso não significa… eu posso criar a criança sozinha…

— Como? — desafiou ele. — Não com o milhão de dólares que recusou, claro.

Hinata espantou-se ao saber que ele já estava a par da quela história, mas optou por não comentar.

— Uma criança precisa mais do que dinheiro. Muito, muito mais. Uma criança precisa de amor.

— Acha que eu não sei disso? — rebateu Sasuke. — Afinal, tenho uma experiência melhor do que a sua nesse assunto, Hinata. Tive o amor de meu pai e de minha mãe quando criança e garanto que nunca permitirei que um filho meu cresça sem o meu amor.

Ele se deteve ao perceber que Hinata soluçava, arrepen dido da falta de tato.

— Hinata, meu amor, perdão. Não queria magoá-la… só queria que entendesse que não poderia dar as costas ao nosso filho, assim como não posso dar-lhe as costas, jamais.

Hinata o fitou, incapaz de falar, de se mexer, de suspirar enquanto avaliava a sinceridade da declaração. Ele estava encenando. Tinha de estar. Não a amava. Sabia disso. Por algum motivo, ouvir aquelas palavras a deixava mais an gustiada do que podia suportar.

Ergueu a mão direita e tirou do dedo anular o anel de noivado. Tinha raiva no olhar, e lágrimas de dor e orgulho rolavam por seu rosto.

Sasuke recordou trechos que ouvira recentemente de membros da família:

— Fiquei tão zangada quando Kurenai ofereceu o dinheiro a Hinata — revelara Sakura. — E tão orgulhosa dela quando recusou. Hinata o ama de verdade. Eu costumava pensar que nenhuma mulher seria boa o bastante para você, mas agora vejo que me enganei. Ela o ama tanto quanto você merece ser amado, como um dia pretendo amar o homem com quem me casar…

― Ela é perfeita para você ― sussurrara a mãe.

― É uma moça linda, com um coração ainda mais lindo ― descrevera o avô, emocionado.

Houvera apenas um momento de tensão no almoço, quan do o avô provocara Hinata sobre algum assunto e ela se voltara para o noivo em busca de proteção. Ante seu olhar amedrontado, desejara arrebatá-la dali e levá-la para um lugar onde pudesse tê-la só para si, amando-a até que não sentisse mais medo.

Hinata lhe devolveu o solitário e ergueu a cabeça.

― Jamais me casarei com um homem que não me ama. Sasuke fechou os olhos e recordou as palavras para ter certeza de que não ouvira mal. Então, abriu os olhos no vamente e se aproximou de Hinata. Faria a maior aposta de sua vida. Se perdesse, perderia tudo. Se ganhasse…

― Não devia ter dito que… jamais se casaria com um homem que não amasse?

Hinata ficou tensa, pálida e então levemente enrubescida.

― Eu… foi o que quis dizer ― afirmou, mas logo entrou em pânico. ― Não posso me casar com você, Sasuke ― protestou, quando ele a tomou nos braços.

― Não vou abrir mão de você, Hinata.

― Por causa do que aconteceu… por causa da possibili dade de haver um bebê? ― balbuciou ela, pois Sasuke a beijava com determinação no pescoço, no queixo, na boca.

― Por causa disto ― rosnava ele, febril, contra seus lá bios. ― E disto… e de você…

― De mim?

Sasuke segurou o rosto delicado e revelou, pelo olhar, toda a dor, remorso, amor e desejo que sentia por ela.

― Por favor, dê-me a chance de mostrar como pode ser entre nós, Hinata. Deixe-me mostrar como pode ser bom, como será…

― O que está tentando dizer? Sasuke respirou fundo.

― Estou tentando dizer com palavras o que minhas emo ções, meu coração, minha alma e meu corpo já declararam, minha amada, minha adorada, meu amor precioso. Não per cebeu como me senti quando fizemos amor?

Hinata balançou a cabeça, zonza, sem ousar acreditar no que ouvia. Seu coração palpitava tomado de alegria e exci tação. Nenhum homem poderia fingir o olhar que Sasuke lhe dedicava naquele instante, e, se não bastasse, o corpo dele reagia enviando-lhe uma mensagem íntima e distinta. Enrubesceu ao sentir o próprio corpo reagir provocado pela ereção do corpo viril.

― Eu… pensei que tinha sido só sexo ― confessou, co rajosa. Sasuke começou a rir. ― O que foi que eu disse?

― Minha querida… Se já não tivesse uma prova cabal da sua Inocência, essa declaração teria me garantido isso. Qualquer mulher que já tenha experimentado "só sexo" sa beria imediatamente que… ― Calou-se e sorriu. Beijou-a com ternura antes de continuar. ― Não. Por que devo me incomodar em explicar? Afinal, você nunca saberá o que é "só sexo". Você e eu, Hinata, faremos amor, partilharemos amor, daremos amor um ao outro durante o resto de nossas vidas. Acredite em mim!

― Oh, Sasuke… ― sussurrou Hinata, delirante, enquan to ele a abraçava com força.

Cinco minutos depois…

― Não, Sasuke, não podemos ― protestou ela, quando ele a levou para a cama e começou a despi-la.

― Todas as minhas roupas estão nas malas… Não terei o que vestir e…

― Ótimo ― informou Sasuke, sem o mínimo sinal de remorso. ― Não imagino nada que queira mais agora do que tê-la nua na minha cama, sem meios de fugir.

― Hum… engraçado ― retrucou Hinata, travessa. ― Es tava pensando a mesma coisa!