CAP 10 – A busca
-Operação Distraindo Mamãe – Leila sussurrou para Harry. Era o dia seguinte, e os dois estavam abaixados nas escadas. Tiago tinha saído para o treino de quadribol, e Lílian estava limpando a cozinha após o almoço.
-Você tem certeza que pode mantê-la ocupada por algumas horas? – Harry disse ceticamente.
-Deixe isso comigo. – sua irmã disse, sorrindo marotamente. – Mamãe não vai saber o que a acertou. Assista o serviço de mestre.
Leila escorregou para a sala de estar fechando a porta do corredor atrás dela. Harry pressionou sua orelha contra a madeira gelada.
-Mãe – ele ouviu Leila dizer hesitantemente. – Eu posso falar com você por um minuto?
O som de panelas e tampas parou.
-Claro, Leila. O que é?
-Bem... é sobre algo que aconteceu na escola...
Harry segurou uma risada. A voz de Leila tremia; ela soava como se fosse se desmanchar em lágrimas.
-Oh querida... – Lílian disse suavemente. – Me conte o que aconteceu.
-Tinha um garoto que eu gostava...
Harry subiu as escadas em silêncio. Ele não tinha nenhum desejo de ouvir a história infeliz de Leila; ele tinha uma capa de invisibilidade para encontrar.
O sótão era escuro e frio, com um estranho ajuntamento de equipamentos trouxas e bruxos e bugigangas. Harry passou por alguns velhos espelhos, uma pilha de vassouras (provavelmente as que Tiago já havia usado), e um armário inteiro de roupas dos anos setenta. Finalmente ele encontrou o que ele estava procurando – uma pilha de coisas que cheiravam a mofo etiquetadas por "Escola".
Harry puxou um tamborete de cima e começou a olhar. Ele encontrou pilhas de livros texto de seus pais, velhos uniformes escolares, e álbuns de fotos cheios de pessoas que se mexiam nas fotos. Ele também encontrou uma caixa de diversões da Zonko's – velhas Penas Cruas que escrevia insultos para as pessoas que tentavam usá-las, talheres enfeitaçados para dar gosto ruim à comida, e um conjunto de fogos de artifício e bombas de bosta. Outra caixa estava cheia de desenhos com a assinatura fina de Lílian no canto inferior direito. Harry reconheceu Sirius, Tiago, Pedro e Remo, juntos com diversas outras garotas e garotos que deveriam ter sido amigos de Lílian durante seu tempo em Hogwarts. Então, percebendo com um sobressalto quando tempo já teria passado, ele rapidamente mudou para a próxima caixa.
Esta uma estava cheia de roupas, mas no fundo Harry encontrou uma pequena caixa de madeira. Ele correu os dedos pelas gravuras floridas e encontrou o trinco. A tampa deslizou nas dobradiças, revelando filas de cartas empilhadas. Todas pareciam ser endereçadas a Lílian Evans com a mesma caligrafia apertada. A curiosidade de Harry substituiu a pequena ponta de culpa que ele sentia no fundo do estômago quando pegou uma carta à toa e começou a ler.
Querida Lily,
Sua carta veio essa manhã por coruja. Um sentimento de alegria se derramou sobre mim quando eu reconheci sua tinta roxa. Embora eu admita, eu já sabia de quem a coruja era antes que eu visse a carta – ninguém além de você escreve tão esperançosamente.
Eu lamento saber que você teve outra briga com sua irmã. Eu posso ver que você a ama muito, e eu compreendo sua situação. É incrível como os trouxas podem não compreender nossas maneiras. Meu pai era um trouxa, e ele acabou deixando minha mãe alguns anos atrás. Ele nos odiava, e odiava a mim em particular por me tornar como minha mãe. Eu acho que minha mãe o amava, entretanto, porque ela nunca pareceu me perdoar por minha parte no afastamento dele.
Parabéns por ganhar o prêmio de Poções de Slughorn! Eu sabia que você conseguiria. Acho que venci a aposta, hã? Você venceu ao invés de mim. Na próxima vez que formos para Hogsmead você terá que pagar as cervejas amanteigadas.
Estas férias estão se estendendo tanto... Eu não posso esperar para que terminem. Apenas mais algumas semanas e eu poderei ver você de novo no Expresso e Hogwarts. Você consegue acreditar que fizemos isso para o nosso sexto ano? Eu nunca pensei que eu iria. Especialmente com o constante bombardeio daqueles sujos, nojentos roedores que chamam a si mesmo de Marotos...
Mas eu peço desculpas. Embora eu saiba que você os detesta também, eu prometi que eu não iria mais insultar qualquer grifinório na sua presença mesmo se eles merecessem ou não. Embora eu deva lembar a você que foi minha casa, não a sua, que venceu a Copa de Quadribol e a Taça das Casas no último ano...
De novo eu tenho vagueado pelo assunto de que os terrenos da escola podem não ser seguros para conversas entre eu e você, que somos de casas que diferem uma da outra como o dia e a noite. Mas estranhamente quando eu estou com você eu esqueço meu plano de fundo e minhas insuficiências e sinto que posso atingir qualquer nível por você. Eu posso subir a qualquer altura se você estiver lá para me alegrar. Você é especial para mim, e eu sei que você me pediu para não dizer as palavras, mas eu sinto que preciso. Eu amo você, Lily. Nós somos de dois mundos diferentes, mas de algum modo uma ponte se formou.
Esperando impacientemente pelo nosso próximo encontro,
Harry olhou. Não havia assinatura. O canto da carta havia sido rasgado, como se sua mãe quisesse que ninguém mais soubesse de quem era a carta. A carta certamente não era de Tiago e nem de nenhum grifinório. Provavelmente não era de ninguém que Harry conhecia, mas ele sentia que ele já tinha visto aquela caligrafia antes?
Harry empurrou a carta em seu bolso, pretendendo mostrá-la a Leila mais tarde. Ele fechou a caixa e recolocou as roupas em cima dela.
Cinco caixas mais tarde e ele encontrou o que estava procurando – a capa de invisibilidade de Tiago – e algo mais útil que Harry não havia esperado encontrar – o Mapa do Maroto. Por que seu pai havia terminado com este mapa era um mistério, mas definitivamente era um golpe de sorte a favor de Harry. Ele fechou as caixas, recolocando-as em uma pilha parda. Empurrando os itens necessários para baixo de sua camisa, Harry desceu as escadas e foi para seu quarto.
Leila invadiu seu quarto quinze minutos depois.
-É melhor você ter encontrado aquela capa estúpida – ela murmurou.– Eu não vou cobrir você de novo. Eu precisei escutar duas horas de conselhos de mamãe sobre garotos!
-Sim, eu encontrei. – disse Harry. – E algo mais também. – Harry pegou o Mapa do Maroto de debaixo de sua cama. – Veja. – Puxando sua varinha, ele disse: – Eu juro solenemente que não pretendo fazer nada de bom.
Linhas de repente começaram a aparecer no pergaminho em branco, formando esboços de um mapa de Hogwarts.
-Uau – ofegou Leila – Como você...?
-Como eu disse, no outro...
-Tá, ta, ta – ela disse, balançando a cabeça impacientemente. – Você aprendeu na outra realidade. Então, quem criou este mapa? Meu irmão ou não, eu sei que você não tem poder cerebral o suficiente para fazer algo deste gênero.
-Obrigado pelo voto de confiança. – Harry disse, sorrindo. – Não, eu não o criei. Papai criou, junto com Sirius, Pedro e Remo, quando eles todos estavam em Hogwarts. Mas chega do mapa. Você alguma vez viu essa carta antes?
Harry puxou a carta de seu bolso e alcançou-a para Leila, que abriu-a e rapidamente a leu.
-Sim, eu já a vi. – ela disse. – Eu te contei, eu estava lendo cartas velhas de mamãe para tentar descobrir com quem ela saiu antes de papai, mas todas as cartas tinham tido o nome rasgado fora no canto da carta. Eu acho que ela não queria que papai descobrisse.
-Eu tenho certeza que papai sabe quem é. Ele esteve em Hogwarts com ela por sete anos. – Harry lembrou a ela. – Deve ser de alguém mais que ela está tentando esconder a identidade do remetente.
-Como seus filhos insensíveis que ficam revirando seu velho material escolar? – Leila disse, rindo.
-Talvez – Harry disse em dúvida. – Você alguma vez já viu essa caligrafia antes?
Leila olhou para a carta uma vez mais.
-Não, nunca.
-Olhe de novo. – Harry pressionou. – Você tem certeza que não poderia ser a caligrafia de nenhum dos professores de Hogwarts?
Leila sacudiu a cabeça.
-Eu tenho certeza. Eu nunca a vi antes. Então, o que você vai fazer sobre recuperar o diário?
Harry suspirou.
-Eu não tenho idéia. Mamãe não está trabalhando essa semana, então ela sempre vai estar em casa! Papai vai estar a maior parte do tempo também. Eu não tenho idéia de com sair sem eles perceberem.
-Apenas não vá enquanto eles estiverem olhando. – Leila disse.
-Hã?
-Vá à noite, quando eles estão dormindo. Se você for silencioso, você pode retornar antes da manhã, e eles nunca descobrirão.
Harry olhou para ela. Por que ele nunca pensara nisso antes?
-Se eles acordarem antes que você volte – ela continuou – eu cobrirei você com uma história.
-Leila, você é uma gênia.
Ela corou um pouco, mas sorriu para ele.
-Eu sei.
--------------------------------------------------------------------------------------------------------
-Remo!
Houveram alguns momentos de silêncio, mas então a cabeça de Lupin apareceu no espelho de dois sentidos.
-Harry. Alguma coisa aconteceu?
-Eu descobri um jeito de sair para nós podermos encontrar o diário.
Eu sei! Demorei muito tempo para atualizar com um capítulo tão pequeno. É que eu estava num período folga-provas-férias!!! e perdi a cabeça. Passei no Peies II (48 acertos de 77... dá pro gasto) e agora estou livre. JURO! Os capítulos devem sair mais rapidamente agora. Também quero voltar a escrever minhas outras fics.
No próximo capítulo: Retorno a Hogwarts
/galerinha: qualquer erro de gramática/digitação/tradução de nomes, peço que vocês me avisem. Eu não reviso (me dá dor de cabeça)/
