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Capítulo Dez - Till The End

Antes.

Bella POV.

Foi em um jantar que acontecia em minha casa no meio de fevereiro que ele me pediu em casamento. Ele já estava presente em minha vida por pelo menos dois meses e meio e eu sabia que isso iria acontecer cedo ou tarde. Infelizmente, ele optou pela primeira opção. Renée e Charlie, obviamente, ficaram maravilhados com o pedido já imaginando o contrato milionário que viria no momento em que trocássemos nossas alianças. Porém, eu não conseguia me mover. Talvez eu estivesse tendo algum ataque de pânico ou alguma coisa do tipo, mas tudo o que eu sabia é que eu precisava adiar aquilo o máximo possível. Eu não podia me casar com ele. Eu não pertencia a ele. Eu pertencia a Edward.

Oh, Deus. Edward. Ele ficaria furioso.

Eu era sua. Eu não podia simplesmente me casar com outra pessoa.

Pensando nisso, fiz a única coisa que me veio em mente - por mais clichê que pudesse parecer - e fingir desmaiar. Quando eu abri os olhos alguns minutos depois, eu já estava no meu quarto e minha mãe estava sentada ao meu lado na cama, seu olhar era severo em minha direção, deixando claro que ela sabia muito bem o que eu tinha feito. A confirmação veio segundos depois quando ela respirou fundo antes de me lembrar que devia ser mais esperta do que isso e parar de fazer joguinhos. Que era tudo pela família e que eu já devia saber que tentar fugir não ia dar certo.

- Você vai limpar essa maquiagem borrada, arrumar o cabelo e em dois minutos quero você lá na sala onde seu futuro marido a espera - ela disse naquele tom frio. Às vezes eu me perguntava o que tinha acontecido com minha mãe. Me perguntava como ela podia tratar isso com tanta naturalidade e frieza. Então eu chegava a conclusão que talvez ela nunca fosse mesmo diferente. Que ela não tinha uma razão para ser assim. Às vezes as pessoas só eram do jeito que eram, sem motivos, sem explicações.

- Sim, senhora - respondi, respirando fundo.

Tudo aconteceu muito rápido depois disso. Eu voltei para a sala com o meu sorriso perfeito, me desculpei pelo inconveniente e então eu estava sendo pedida em casamento novamente e aceitando. Um anel de diamante amarelo gigante - provavelmente uns 100 quilates - foi posto em meu dedo anelar e uma garrafa do champanhe mais caro foi estourada em comemoração. Isabella Swan estava oficialmente noiva. Eu queria vomitar. O peso daquele anel em meu dedo me lembrava que, mais uma vez, minha vida estava sendo controlada. Me lembrava que, mais uma vez, eu não tinha o poder de dizer sim ou não sobre algo. E, me lembrava também que, por mais uma maldita vez, eu tive que agir como a filha submissa perfeita e fingir que tava tudo bem. Mas, principalmente, me lembrava que aquele anel em meu dedo não pertencia a Edward e provavelmente nunca pertenceria.

Assim que a comemoração acabou, eu me levantei e murmurei algo sobre ter sido um longo dia e então fui para meu quarto, onde eu esperei até que todos tivessem ido embora e fiz o meu melhor para sair de casa escondida. Na minha cabeça eu só conseguia pensar em um lugar: os braços de Edward. Quando estacionei perto da praia, eu sequer me importei em trancar o carro, antes de sair correndo até o trailer e bater freneticamente na porta. Eu sabia que pelo horário, Edward provavelmente estava dormindo, mas eu precisava dele. Eu precisava que ele me dissesse que tudo ia ficar bem. Que ninguém ia me tirar dele.

- Bella? - ele questionou, parecendo surpreso ao me ver ali, mas eu não respondi nada. Apenas puxei-o para mim e tomei seus lábios em um beijo sôfrego, cheio de desespero e medo. Por alguns segundos, ou minutos, ele me beijou de volta deixando que eu o guiasse até a pequena cama no final do trailer, onde rapidamente comecei a tirar suas roupas com minhas mãos trêmulas. - Wow, baby, espera aí. Está tudo bem? - perguntou preocupado.

- Eu preciso de você - murmurei tocando seu rosto. - Preciso que você me faça… me faça esquecer.

- Esquecer o que? - perguntou e eu neguei com a cabeça, tentando puxar eu rosto para mim, mas sendo parada por ele, que colocou as mãos em cima da minha, retirando-as do seu rosto e me olhando por alguns segundos, antes dos seus olhos caírem para o enorme diamante nos meus dedos. - Baby? Isso é… isso é um anel de noivado? Mas que porra?

- Eu não pude fazer nada - disse, chorando avidamente. - Eu só queria fugir, queria ter uma vida com você… mas isso nunca será possível. Eles nunca vão me deixar em paz. Eles sempre me acharão.

- Eles? Baby, o que está acontecendo? Você não está falando coisa com coisa - tentou me acalmar. Eu notei que ele estava irritado - e provavelmente muito machucado - devido ao anel em meu dedo, mas acima de tudo ele estava tentando me confortar e entender a situação.

- Ele me pediu em casamento e eu fui obrigada a aceitar. Você tem que saber, eu não quero me casar com ele. Nunca quis. Você sabe que eu sou sua. Sua. Eu nunca vou ser dele. Nunca. Mas eu não posso fazer nada - solucei. - Eu sempre soube que esse dia chegar, mas eu nunca imaginei que algum dia conheceria alguém como você e tudo fosse mudar. Eu só queria viver ao seu lado, queria ser sua como eu nasci para ser. Queria envelhecer ao seu lado, queria que você me tomasse todos os dias… Mas isso é impossível.

- É claro que é possível - disse ele. Seu tom era firme e eu quase acreditei em suas palavras. - Nós podemos fugir, podemos ir agora. Nós não precisamos de mais nada.

- Você não entende, Edward. Eles não vão deixar. Eles vão me procurar até o inferno se for preciso. Eles já fizeram isso uma vez.

- Eles?

- Meus pais… você não entende…

- Então me explica, porra! - berrou.

E, tentando controlar meu choro, eu contei para ele a verdade. Contei sobre como Charlie não era meu pai verdadeiro, como eu tinha herdado uma fortuna gigante do meu verdadeiro pai - mesmo sem saber o seu nome ou ter o conhecido -, e sobre como nada daquilo importava. Contei sobre como eu odiava cada aspecto daquela vida, sobre como eu estava começando a odiar estar viva, sobre como um dia eu tentei fugir de casa.

- Eu estava prestes a completar dezoito anos e de acordo com o testamento eu herdaria minha fortuna, mas eu não me importei. Eu fugi o mais rápido que pude. Por uma semana, eu consegui me esconder, mas então eles finalmente me acharam quando eu estava chegando no Canadá. Eles alegaram que eu estava sofrendo um surto psicótico, sei lá… que eu precisava de ajuda e que eu não tinha o emocional ou o psicológico para conseguir tomar decisões. E foi assim que eles conseguiram mina tutela por tempo indeterminado e, com isso, conseguiam controlar não só minhas ações, mas meu dinheiro também. Eu sou a prisioneira deles - murmurei por fim. - Sempre serei.

- Nós vamos dar um jeito - Edward me prometeu, me puxando para ele e me beijando. - Você é minha, Isabella Swan. Minha. Entendeu? - perguntou me segurando pelo queixo e eu assenti. - Repete!

- Eu sou sua, Edward. Sua e de mais ninguém - respondi ofegante e ele me beijou sofregamente. - E você é meu.

- Todo seu - concordou, mordendo meu pescoço. - Ninguém nunca vai te tirar de mim.

- Nunca.

- Nós vamos dar um jeito - ele repetiu, abrindo a barguilha da calça e tirando seu membro para fora, antes de empurrar minha calcinha para o lado e me penetrar. - Você consegue sentir isso? Consegue sentir como pertencemos um ao outro?

- Sim! - berrei. - Só você, Edward. Só você.

- Você vai deixar eles vencerem mais uma vez? - indagou, aumentando a velocidade. A intensidade entre nós dois era quase que forte demais para aguentar. Chegava a doer e a consumir cada pedacinho meu. E eu amava aquilo. - Vai deixar que eles continuem controlando sua vida?

- Não! Eles nunca vão conseguir me tirar de você - choraminguei, arranhando suas costas me me importar em machucá-lo. Ele era meu. Eu podia fazer o que eu quisesse. Assim como eu era sua. - Nada, nem ninguém, vai conseguir me tirar de você.

- Eu sou capaz de tudo por você, Isabella - ele grunhiu, me olhando com aquela intensidade que chegava a machucar.

- De tudo - eu o garanti.

O fogo entre nós dois estava me consumindo como nunca e eu sabia que não podia passar minha vida sem sentir aquilo novamente. Eu tinha nascido para me sentir assim, tinha nascido para ser possuída por ele. Tinha nascido para possuí-lo da mesma forma. Nós tínhamos nascido para um consumir o outro da forma mais possessiva e apaixonante. Eu não me importava com as consequências, ou com quem estava no meu caminho, mas ninguém nunca me tiraria de Edward. Eu não deixaria que eles vencessem mais uma vez. Se dependesse de mim, eles não iriam vencer nunca mais.

Nunca.


Esses dois mostrando mais uma vez o quão possessivos e loucos um pelo outro eles são. Agora finalmente descobrimos como a família da Bella mantém controle sobre ela. O que acharam? Estamos cada vez mais perto do final! Não deixem de comentar que eu volto rapidinho com o próximo :)