Disclaimer: Naruto não me pertence, não pretendo ganhar nada com essa fanfic, porém os personagens pertencem ao Kishimoto-sem-coração.
Crianças: não bebam se forem dirigir, usem camisinha, acredite o menor dos problemas é ter um filho, não usem drogas, elas fazem você virar seus pais.
E por fim, Boa leitura.
Cap 10. Sem mentiras, sem passado, mesmo separados fazemos tudo junto.
Casa vazia. O som do vento batendo nas janelas, impiedoso e constante, quente e frio ao mesmo tempo, o gosto que a chuva dava naquele lar, o corpo dela provava, a despertava, lento, pesado e doce. A vontade era ficar ali, ocultada entre os panos da cama, sentindo o cheiro fusionado dos dois. Contudo a vida não pára quando se encontra um cais, a tempestade lá fora não a faria parar. Ela apenas não podia e por isso, e por consciência, levantou-se de uma vez.
Olhou à sua volta. Não era o seu quarto, nem a sua casa, porém sentiu falta de sons. Apenas o vento não satisfazia os seus ouvidos.
Ligou a luz e abriu as janelas, deixando o vento cortante e gelado entrar, mas não se encolheu. Ele a deixara quente por dentro, o suficiente para dias assim. E pela primeira vez em um ano ou dois a luz fraca do sol entrou no quarto de Sasuke.
Sakura viu quadros nas paredes, com fotos e reportagens, gente famosa ao lado dele, sorrindo. Ele não, não sorria.
Olhou mais uma vez pelo quarto e, no canto oposto à porta, havia uma bateria da Pearl vermelho-vinho esmaltada e nova, porém com marcas de uso. Sem se dar conta de sua nudez, andou pelo cômodo, vendo os slogans das matérias em que ele aparecia sem ler realmente tudo. Eram muitas.
Contudo não pôde parar e abrir bem os olhos para um banner de mais ou menos 1,50m x 60 cm enquadrado na parede em frente à cama:
"XRT - 93. Good Night Chicago Blues
Reed's Greatest Hits!"
E havia outro poster tão grande quanto do Chicago Steels, oposto em outra parede. Ele não parecia só um fã.
Sentou-se na cama, pegou suas roupas e foi para o banheiro. Tomou um banho, voltou ao quarto para fechar as persianas quando viu o papel sobre o criado-mudo. Pegou-o sorrindo e, ao ler, o sorriso foi se desfazendo. Gelou, olhou novamente as paredes. Às vezes poderia ser realmente lerda. Sasuke era ELE.
Não teve outra reação a não ser sair correndo dali e ir para casa. Precisava pensar. Lembrou-se do episódio da camisa. Talvez ele soubesse e, se sim... sentiu-se usada.
Reed não faria aquilo com ela.
Tomou um táxi até Oak Park. Quando chegou, pagou ao motorista e não esperou o troco. Chegou em casa resfolegando e corada e correu todos os andares pelas escadas. Neji a viu entrar e foi ao seu encontro. Ela apenas desviou e seguiu para o quarto. Trocou de roupa ainda pensando naquilo e, quando se deitou, ainda tinha o bilhete dele - ou de Reed - apertado nas mãos.
Três bips. Mais três, Sakura acordou e pegou o pager - "Emergência - CC 3 - acidente de carro - 10 minutos aqui". Tsunade e Hinata não entenderam como chegara até o seu apartamento. Apenas explicou que havia um problema no hospital.
Neji a barrou na porta.
- Ei, por que está correndo de mim?
- Neji, pelo amor de Deus, saia da minha frente!
- Me responda!
- Não te devo explicações da minha vida!
- Você dormiu com ele, não foi?
- Se é isso que quer saber... Dormi e agora, por favor, SUMA!
Sakura pegou o estetoscópio na mesa da sala e saiu correndo. "Dane-se Neji, Dane-se ele!"
Estava extremamente errada. Queria chegar logo e travestir-se da médica eficiente e feroz que era.
Romano a esperava, furioso. Ela não estava atrasada, contudo ele apenas a queria exibir como um troféu para outros médicos que estavam ali para avaliar o desempenho do Counting General Hospital of Chicago.
Creevy apenas viu um maço de cabelos rosa borrarem-lhe a visão sem o típico "bom dia" que ela lhe dava. Algo estava realmente ruim. Sakura subiu pelo elevador e nem reparou na maca e nos outros médicos mais novos com uma senhora, dividindo o elevador com ela. Um dos novatos abriu a boca para perguntar-lhe algo e, percebendo a sua intenção, Sakura apenas lançou um olhar furioso, o bastante para o outro médico se calar.
Chegou à ala cirúrgica já despindo o jaleco e fazendo a assepsia dos braços e mãos. Vestiu o pijama verde de procedimentos cirúrgicos e olhou a equipe. Temari, Romano, Josh e outros auxiliares.
No vidro de observação, outros médicos tão velhos quanto o hospital em que trabalhava a observavam, atônitos. O comunicador entre a sala de cirurgia e a sala atrás do vidro foi acionado e uma risada cretina foi ouvida.
- Romano, esta é a sua carta na manga? Essa menina mal saiu dos cueiros...
E mais uma voz
- Aposto que mal sabe o que faz... - o outro velho desdenhava.
Temari olhou assustada. Romano a fitou como quem dizia "não responda e trabalhe". Joshua não a conhecia, mas ao visualizar o rosto da médica, abismou-se. Sakura tinha estampado na feição puro ódio. O dia havia começado bem, contudo depois do que descobriu, queria enfiar os bisturis no crânio de cada um daqueles velhos e quem mais atravessasse o seu caminho.
Ignorando o olhar de Romano, ela respondeu.
- Ora, calem-se, dinossauros! Quem trabalha aqui sou eu. Se não gostam do que vêem, desçam e venham sujar as mãos!
Todos congelaram, porém a mulher em fúria agiu com naturalidade.
- Vamos! Mexam-se! Joshua, quero o quadro geral! Temari, verifique o estado cardiovascular. Romano, não fique parado, termine de aplicar a anestesia!
- Quadro geral instável, pressão da T5 até T 12, exames posteriores sem resultado de sensibilidade, outra lesão na lombar nos forames intravertebrais, vazamento de medula em 0,01 para 10.000 ml.
- Temos um grande vazamento, portanto vamos começar por ele. Fórceps aqui, um bisturi Nº 4.
Sakura pegou o bisturi e abriu as costas do paciente acima das nádegas e começou a cirurgia, sendo assistida pelos outros médicos desdenhosos. Aquela era uma cirurgia complicada. O invólucro medular era fino demais e qualquer erro poderia causar, além de paralisia, a morte do paciente.
Ela espaçou com o fórceps as vértebras e encontrou o vazamento. Uma lente de aumento lhe foi posta à frente do rosto e viu, menor que um furo de alfinete, a medula amarela vazando.
- Preciso de material coagulante do paciente aqui! Retirem de alguma cartilagem!
Temari pegou um bisturi e abriu uma incisão no cotovelo do paciente. Com uma seringa retirou um pouco de sangue e cortou um pedaço da cartilagem. Romano tratou de ajudar, fechando o corte enquanto a loira passava o material para a amiga, que fez um enxerto.
- Joshua, fique de olho aqui. Não temos muito tempo!
Pegou as radiografias e olhou uma e mais uma vez. O vazamento estava estancado. Agora precisava avaliar se era ou não operável a pressão intravertebral torácica do paciente. Por fim, descobriu que teria de arriscar.
- Romano, temos algum parente por perto?
- Sim, temos. Afinal que diabos você quer saber com isso?
- As radiografias não deixam margem. Operável é, contudo não prometo sucesso. Temos esfacelamento ósseo entre a T6 e T7, fragmentos intravertebrais. Estamos no escuro.
Romano acionou outro interfone.
- Preciso de um parente do sobrevivente do acidente de hoje mais cedo.
A enfermeira que o atendeu respondeu positivamente, porém assustada. Falar com Romano não era algo bom para qualquer funcionário, a não ser que obtivesse sucesso sobre a ordem do médico.
A equipe cirúrgica estabilizou o paciente por exatos dez minutos até o interfone tocar novamente, só que dessa vez da central para a sala de cirurgia.
- Dr. Romano, a mulher do paciente se encontra aqui. Posso deixá-la subir?
- Mande-a subir, Joshua. Leve-a até o observatório - Sakura atropelou a fala do médico careca, que só fez em resposta uma careta.
Mais dois minutos e a mulher estava lá, com rosto inchado e olhos vermelhos de tanto chorar. Temari ligou o interfone que fazia ligação com o observatório.
- Dra., ele vai sobreviver?
- Veremos, contudo preciso que você autorize a cirurgia. Um desses velhos ao seu lado pode explicar o que está acontecendo - a Haruno falava, curta e grossa.
Enquanto um dos "dinossauros" explicava para a ela o que havia ocorrido, Sakura bufava.
- Hey, rosinha, que diabos deu em você? - Temari resmungou baixo.
- Depois te conto - ela sussurrou - Que diabos de demora é essa?
Falou mais alto, sendo seguida pela voz da mulher respondendo que acabara de assinar os papéis e sabia do risco.
Ela sorriu por dentro. Agora poderia começar a fazer o que sabia e relaxar.
Ainda era madrugada quando a cirurgia terminou. Resultados só seriam comprovados após o paciente ter acordado, porém certamente o homem precisaria de sessões de fisioterapia, estas previamente prescritas pela médica.
Após jogar o pijama cirúrgico no lixo, Sakura, deu de cara com os médicos que assistiram a cirurgia.
- Drª., apesar de seu linguajar e gênio, temos que concordar que Romano tem em mãos um diamante.
- Se permitir a estes velhos dinossauros, como diz, pedirem desculpas, estaremos agradecidos.
- Não é nada, afinal acostumei-me com esse tipo de tratamento por parte de outros colegas, digamos... mais experientes - reiterou Sakura.
- Nos sentimos gratos, entretanto tenho uma dúvida.
- Sim, diga.
- Não acha que o Counting General um reduto, digamos, um tanto pequeno para tanta genialidade, srtª?
- Poderíamos providenciar a sua estadia em um hospital especializado...
- Não preciso ouvir mais, não agora. Se me derem licença, preciso ir para casa. Aqui está o meu telefone. Discutirei isso com sua equipe mais tarde, com maior prazer. Tenho um paciente à espera.
- Oh, claro. Ligaremos amanhã então, à tarde. Adeus, Drª Haruno.
Sakura leu rápido o jaleco do senhor que falava com ela.
- Adeus. Dr. Burtlle.
Subiu pelas escadas. Mais dois lances. Precisava pensar. Sentou-se na escadaria, remexeu a bolsa e pegou um velho maço de cigarros. Acedeu um e tragou. Recorria àquilo quando não sabia mais para onde correr. Raros os momentos em que algo ficava tão ruim que sentia vontade de largar tudo para o alto e sumir e agora se sentia assim. Queria ligar para Sasuke e descontar toda a sua frustração, também entendia o direito do homem em não falar tudo sobre si, até que se deu conta de que escutava a voz dele pelas paredes. Creevey havia estacionado a rádio interna do hospital na XRT.
"Hoje é um dia especial, sinto que posso sair correndo descalço pela neve. Sim, meus caros, a neve que cai hoje me faz sorrir como uma garota nua dançando sobre a minha cama."
A voz de Reed foi cortada pelo som de "Goin' Mobile - The Who". Ela baixou a cabeça entre as pernas e chorou.
Sasuke puxou as pernas e as jogou sobre a mesa de canais do seu estúdio. Com baquetas nas mãos, surrava o tampo de madeira sorrindo. Tudo estava perfeito demais, tudo calmo demais, mas pela primeira vez em alguns anos se deixou levar.
Gaara terminara o seu trabalho no laptop e seguiu para o estúdio zero. Viu a luz vermelha escrevendo "On air" sobre a porta dupla de vidro. Ignorou-a e, empurrando as vidraças e seguindo pela segunda dupla de portas, abriu sem cerimônia alguma.
Gaara fez um sinal conhecido entre os radialistas com o indicador para cima apontando duas vezes, perguntando se seria transmitido se falasse. Sasuke fez que não com a cabeça e então o ruivo pôde falar.
- Sua galinha paraplégica! Que diabos deu em você? Não pude ao menos pegar o meu celular!
Sasuke soltou um riso que logo se tornou uma gargalhada. Gaara parou de esbravejar e o olhou estranho.
- Aaah, cara, hoje a noite tá sensacional, não! - continuou rindo.
- Sasuke... que diabos você andou injetando?
Ele riu mais. O Sabeku se preocupou.
- Tomei nada, cara, nada... Eu só estou feliz pra cacete...
- Isso eu estou vendo, mas...
- É ela, ela é a culpada de tudo isso. Se eu pudesse acorrentava o pé dela no meu.
Foi então que o ruivo entendeu. Algo mais havia acontecido. Antes de sair do apartamento do amigo foi checar se estava tudo bem com os dois e a viu presa ao corpo dele. Não negou a si que sentiu ciúmes, porém a atração que sentiam um pelo outro não passava disso. Sentiu-se também feliz. Completava um ano que havia reencontrado Sakura em Chicago e só agora a via sorrir tão livre.
Sasuke anunciava a última musica do seu programa na rádio quando saiu do estúdio e decidiu ligar para a sua médica. Não foram poucas as tentativas, porém sempre caía na caixa postal. Deu a sua hora e pegou carona com Gaara.
- Cara, estou ligando para ela, mas não me atende...
- Sasuke, eu não sei se te contei, mas a Sakura... bem, ela é apaixonada pelo Reed. Você ao menos contou a ela...
- Putaquepariu! Foi ela quem me deu a camisa do Chicago Steels?
- É... foi... E, se bem a conheço, se ela descobriu que ele é você... vai se sentir traída...
- Cabeça de fósforo... fiz a maior merda da minha vida...
- Quê?
- Transamos hoje. Tive que vir para a rádio e deixei um bilhete.
- Não me diga que assinou com o seu codinome?
- Assinei...
- Meu amigo, você está na forca. Não espere que ela te atenda, acho que... Nunca mais. Ela tem todo um problema com aceitar omissões e traições... Sabe, o Neji...
- Sim, sei. O ex-noivo dela.
- Esse mesmo. Pelo visto você sabe da história.
- Por alto.
- O suficiente para saber que com ela tem de jogar aberto... cara, você deu uma mancada e tanto.
-
-
A porta do apartamento bateu firme, sendo seguida pelo barulho de trancas sendo giradas. Um miado manhoso de Jo-jo, entre as suas pernas, passeando. Saudades. Bolsa jogada na mesa de centro, corpo jogado no sofá, pés sobre a mesinha, estilo oriental, um suspiro, dois resmungos. Porque era assim antes dele e pelo visto continuaria assim. Sentir-se mais só do que antes, sem o rádio ligado, sem sons, sem ele falando desde antes disso tudo, diretamente para ela. Sentiu-se tola. Ela nunca fora única. A doce ilusão do sentir-se especial vinha sempre acompanhada com o amargo da descoberta. Por que os homens mentiam? Seria ela? Ou todos eram assim? Deveria esquecer e continuar? Deveria manter-se como sempre e não aceitar?
Temari havia errado feio. Reed não era nem gordo nem careca e definitivamente não tinha bigode-de-porteiro. Era lindo em toda sua constituição, porém feio por dentro, pensava ela. Ta vez seria melhor que fosse feio por fora?
Sentiu o sofá afundar do seu lado, um braço passar pelos seus ombros, um beijo no pescoço. Tão dentro de seus pensamentos que se deixou levar, até lembrar-se de que estava em casa e ele, Neji, era o único homem ali. Empurrou-o.
- Que diabos é isso, Neji?
- Saudades.
- Não minhas. Se quiser passar uma noite vá a algum bordel.
- Sakura, não há nada de errado nisso.
- Sim, há. Eu não te amo.
- Mas já amou...
- Deixe de ser pedante, homem! Suma agora da minha frente se não quiser pagar um hotel nos seus últimos dias em Chicago!
Sakura levantou-se, pegou a bolsa, remexeu, segurou o estetoscópio e jogou-o sobre o homem.
- E leve isso para longe de mim - disse, entrando pelo corredor e trancando a porta do seu quarto.
Olhou o celular. Cinco, dez, quinze, vinte ligações dele. Deveria retornar? Definitivamente não agora. Entrou em seu closet, pegou uma camisa grande o bastante, calcinha e seguiu para o banheiro. Banhou-se por mais de uma hora. Queria lavá-lo de si e pela primeira vez no dia permitiu-se chorar.
Quando saiu, visualizou a cama e lá se jogou. Só teria de trabalhar no meio da semana. Tinha ainda dois dias de puro ócio.
Dormiu pesado, sem sonhar, agarrada ao travesseiro como um náufrago que agarra a taboa de salvamento.
E não via o dia raiar.
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Destrancou a porta de casa. Remus estava em crises. Havia ficado em casa o dia todo, porém hoje não sairiam.
Sasuke tinha os olhos perdidos, uma expressão cansada. Pôs comida para o cão negro, que percebeu logo o estado de espírito do dono e pôs-se a comer em silêncio.
O homem em sua cadeira de rodas se guiou para o banheiro. Um banho rápido antes de jogar-se na cama, que mais tarde descobriria ainda guardar o cheiro dela. Cheiro de lábios vermelhos de tanta pressão nos beijos trocados, cheiro de cabelos úmidos pelo ato em que se consumiam como viciados. Não ousou trocar os lençóis. Queria ela por perto, queria redimir o seu erro, queria trazê-la para junto de si até os corpos se misturarem.
Queria, porém sabia que agora não era o melhor momento. O sol subia esplêndido por trás dos prédios até atingir as suas janelas, estranhamente descobertas pelas usuais persianas. Ela mudara tudo na sua vida. Até a luz agora entrava pelo cômodo da casa por culpa dela.
Reparou que o seu bilhete não estava mais lá, viu a camisa do Steels jogada sobre a cama, viu os quadros com reportagens sobre a rádio, fotos e banners que guardava. E viu como tudo ficava com uma cor diferente com os primeiros raios da manhã invadindo a sua vida, vendo o dia renascer.
N/A: Olá meu povo, odeio admitir, porém estava sem paciência e criatividade alguma nos ultimos tempos, agora creio que tudo voltou ao normal, preciso agradecer sempre à minha Beta-reader, que desculpe-me as outras, é a melhor do mundo. Geninho você é sensacional!
Demorei porque tenho uma vida, a faculdade andou comendo meu lindo courinho com sal e limão, o estágio, vai muito bem obrigado, fazendo cirurgias! e A-M-A-N-D-O! Mas o coração anda à perigo, não ganhei um chocolate no dia-dos-amarrados! vê se pode? To de mau! XD
O cap tá curtinho, mas tá bom, coisas vão se esclarecendo e a fic chega à reta final, espero que gostem, dependendo do meu humor não prometo final feliz! (risada malévola!)
Só pra deixar lembrado, castrem seus animais, eles serão mais saudáveis, calmos e felizes.
