Os Cullens

- Que tipo de história?

- Eu pensei em te contar a história da minha familia.

- Isso porque você tá tentando me distrair né? - eu falei em tom de acusação.

- Desculpe... se voce nao quiser eu não conto... - ela mordeu os lábios.

- Eu to brincando, Lice. Quero ouvir sim - ela me lançou um sorriso e se ajeitou na cama.

- Bom, você já deve ter percebido que nós não somos todos realmente irmão não é? - eu concordei com a cabeça.

- Certo. Então, Emmett e Edward são mesmo irmãos. E eu sou prima deles.

- Como assim? - eu perguntei sem entender.

- Vamos por partes então Bells:

' Carlisle e Esme se casaram muito cedo, ele com 17 e ela com 16. A família era contra eles se casarem tão cedo, mas não contra o casamento em si.

Mesmo casados, ele continuaram estudando. Carlisle já tava no ultimo ano do colégio. Sempre foi um aluno muito aplicado e seu sonho era ser médico.

Algum tempo depois, Esme engravidou. Ser mão sempre fora o sonho dela. Ela e Carlisle estavam tão felizes... Na época, ele com 18, cursava o primeiro ano de faculdade. Mas com quatro meses, ela sofreu um acidente: eu não sei exatamente o que aconteceu, porém foi alguma coisa relacionada com penhascos. Eu não gosto muito de pensar nisso... é muito triste. E isso acabou levando a perda do bebê. Foi uma época muito dificil. Carlisle se culpava pelo acidente, embora ele não tivesse nada a ver com aquilo e ela sofria a dor da perda e a dor das sequelas daquele dia.

Depois de algum tempo no hospital e vários exames, veio a notícia que ela não poderia mais engravidar. Ela ficou triste, mas sabia que não podia se entregar assim. Ela já tava com 18 então, isso a ajudaria no que ela tava pretendendo fazer.'

'Esme entrou numa faculdade de gastronomia, enquanto o Carlisle recebia elogios dos seus professores. No mesmo ano, ela pediu pra ele um filho. Sabia que ela tinha nascido pra ser mãe, a criança sendo dela ou não. Foi então que eles foram até o orfanato. E foi nesse dia que eles nos conheceram.

Emmett, com dois anos, não largava o irmão de jeito nenhum. Carregava o Edward pra todo lugar que ia. E eu os seguia, grudada na camiseta do Emm.

Esme ficou profundamente admirada com todo aquela nossa união, sabe? Ela queria adotar um só, mas depois que nós viu, ela simplesmente não pode fazer isso. Ela tinha que levar a familia inteira.

A diretora do orfanato explicou para eles que meus pais tinham morrido num incendio e que depois disso, eu fui morar com os pais do Emm e do Ed. Só que, bom, os pais deles também acabaram morrendo num acidente de carro.

A gente não tinha nenhuma familia além deles, pelo menos era isso que falavam, já que não haviam encontrado ninguém para ficar com a gente, entao, acabamos indo pra lá mesmo.

Carlisle, assim como Esme, ficou indignado com isso. A gente só tava lá há algumas semanas, mas segundo eles era um absurdo ficarmos nem que fosse horas.

Eles começaram a ir nos visitar todos os dias lá até que a adoação finalmente saisse. Demorou uma semana exatamente. Nesse meio tempo, o Emmett já tinha soltou até alguns papais e mamães, coisa que fizeram a Esme e o Carlisle quase morrem de alegria. Edward foi o que mais demorou para se adaptar a eles, já que eu na primeira oportunidade já me jogava no colo deles.'

' Depois que Esme e Carlisle se formaram, nos mudamos para Los Angeles. Eles acabaram ficando super conhecidos nas suas respectivas areas de trabalho e acabaram ganhando bastante dinheiro com isso. Acabamos comprando uma boa casa por lá e começamos a estudar numa boa escola. Esme sempre nós falava que nunca vira crianças tão lindas quanto nós. Confesso, eu adorava aquilo. Mas quem era ela pra falar alguma coisa? Ela e o Carlisle eram as pessoas mais perfeitas que eu já vira. Tanto por fora quanto por dentro.

Quando eu tinha 14, tivemos que nos mudar pro Alaska. Eu nunca entendi muito bem porque aquilo, mas tudo bem. Ficamos lá menos de um ano e depois nos mudamos pra Miami. E foi lá que eu conheci o meu Jasper e o Emm, a Rose. Em questão de uma semana, a gente já tava namorando. Carlisle e Emmett ficaram muito amigos dos pais da Rosalie e do Jasper, e, quando os pais deles falaram que iam ter que se mudar pra Londres, Carlisle disse que se os meninos não quisessem ir, podiam ficar com a gente. Desde então, eles moram conosco.'

Alice parou de falar, esperando pela minha reação. Eu não sabia o que dizer. Nunca imaginara que eles pudessem ter passado por tanto coisa. Perda dos pais... orfanato... meu Deus, aquilo era simplesmente informação demais.

- É... hum... eu não imaginava... - eu falei pausadamente.

- Ninguém poderia imaginar, não é? Mas sabe, eu não fico triste, sabe. Carlisle e Esme foram as melhores coisas que poderiam ter me acontecido - ela sorriu.

- Não tenho duvidas disso - eu tentei sorrir, mas ainda tava meio chocado com tudo aquilo.

- Quer saber de uma coisa bem curiosa da nossa familia?

- Quero!

- Eu e meus irmãos temos mais uma coisa em comum!

- Que seria...?

- Te dou uma semana. Se você não descobrir, eu te conto.

- Cê tá brincando não tá?

- Não! - ela sorriu maliciosamente.

- Ah! Muito legal da sua parte, viiu! - ela começou a rir da cara que eu fiz.

- Bom, acho que foram informações demais por hoje, não acha?

- Oh se acho!

- Então que tal ir lá em casa comer alguma coisa preparada pela minha mamãe mestre cuca?

- Não! Tá doida! Não posso ver o Edward hoje! Com que cara eu olharia pra ele?

- Com a sua, oras.

- Ha! Não, nem vem. Pode ir pra casa comer a deliciosa refeição da sua mamãe mestre cuca que eu vou ficar aqui com a minha lasanha congelada.

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Edward Pov

Eu já não sabia mais pra onde tava indo. Eu não voltei pra escola, sabia que não ia adiantar ir até lá. Não tinha cabeça pra pensar em nada além dela.

Já fazia mais de quatro horas que eu tinha deixado ela em casa e eu ainda não tinha parado em nenhum lugar. Continuava dirigindo sem rumo.

- Merda! Porque mesmo eu a afastei de mim? Ah é! Eu sou um idiota - Qualquer um me acharia um louco psicotico se me visse falando sozinho desse jeito, mas agora isso não me importava tanto.

Eu não queria ir pra casa, não queria ter que me explicar pros meus irmãos.

Num subito momento de lucidez, ou talvez a falta dela, eu virei o carro. Era isso! Era isso que eu tinha que fazer!

Eu parecia um louco correndo pelas ruas de Forks, embora não fosse lá muito perigoso pelo fato das ruas serem meio vazias.

Só mais algumas quadras e eu faria o que pretendia.

Droga, o que que a Alice tava fazendo ali? Ok, se eu não fizesse isso agora, perderia a coragem.

- Isabella! - eu berrei saindo do carro. Ela saiu segundos depois com uma cara assustada, acompanhada da Alice.

- O que que você tá fazendo aqui? - ela perguntou sem me olhar.

- Eu preciso falar com você!

- Olha, se é pra falar sobre aquilo, eu já pedi desculpas, ok?

- É sobre isso, mas não é sobre isso!

- Eu... eu não to entendendo - eu olhei pra Alice e via que ela tava sorrindo. Sem duvida ela sabia o que eu tava fazendo lá! Ela sempre sabia de tudo.

- Eu nunca mais faço aquilo, tá bom Edward? Não foi a minha intenção! Foi um impulso idiota! Eu tava abalada com tudo aquilo e não pensei no que estava fazendo - eu, que andava em sua direção, parei. É logico que tinha sido sem querer. Porque eu me dei ao trabalho de vir até aqui? Ela não me amava e eu já sabia disso, mas por um momento eu me iludi. Idiota! Mil vezes idiota!

- Esquece vai - eu falei, andando de volta ao volvo.

- Não, não esqueço. O que que voce veio fazer aqui? Me humilhar é isso? - ela estava chorando. E era eu que tinha feito aquilo. Eu não virei pra ela, eu não podia fazer isso. Seria estupidez.
- ME FALA O QUE VOCÊ VEIO FAZER AQUI, EDWARD! - ela berrou quando eu já estava dentro do carro.

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Bella Pov

Meu pai tinha acabado de voltar pra delegacia e Alice tentava me convencer a ir jantar na casa dela quando eu o ouvir berrar
- Isabella! - era a voz do Edward. Eu corri até a porta, assustada, com a Alice ao meu encalço.
- O que que você tá fazendo aqui? - eu perguntei sem olhá-lo nos olhos.
- Eu preciso falar com você! - ele parecia bravo.
- Olha, se é pra falar sobre aquilo, eu já pedi desculpas, ok?
- É sobre isso, mas não é sobre isso!
- Eu... eu não to entendendo
- Eu nunca mais faço aquilo, tá bom Edward? Não foi a minha intenção! Foi um impulso idiota! Eu tava abalada com tudo aquilo e não pensei no que estava fazendo - eu continuei, quase berrando. Me doia falar aquilo, mas eu sabia que a partir de agora ia ser uma verdade.
- Esquece vai - ele falou voltando pro carro.
- Não, não esqueço. O que que voce veio fazer aqui? Me humilhar é isso? - eu comecei a chorar. Droga, eu não podia chorar. Ele não virou para me responder, simplesmente continuou andando em direção aquele carro estupido.
- ME FALA O QUE VOCÊ VEIO FAZER AQUI, EDWARD! - eu berrei assim que ele entrou no volvo.
Ele balançou a cabeça e deu partida no carro.
- VAMOS! - eu gritei.
- Você não entende, não é? EU TE AMO, DROGA! - foi a última coisa que ele me disse antes de partir.

Eu congelei no lugar vendo partir com aquele maldito carro. Eu não devia ter ouvido direto, claro.

- Hun... Alice, me explica uma coisa?

- Claro! - ela estava com um mega sorriso no rosto, dando pulinhos. Porque aquilo?

- Eu to louca, certo?

- Depende. Sua loucura se aplica em que?

- Bom, eu posso jurar que seu irmão falou que me ama - ela começou a rir loucamente.

- É Bella - ela vai falar que eu to louca, claro que vai! - ele te ama - O QUÊ?

- OOOOOOOOO QUÊ? - eu reproduzi meus pensamentos.

- Tá aí o que temos em comum, Bellinha.

- E isso é?

- Nos apaixonar a primeira vista e por incrivel que pareça, ser reciproco.

- Tu tá brincando não é?

- Nem to amor. Agora, se eu te convidar pra ir jantar em casa sua resposta vai ser sim?

- Ele me ama mesmo? - era dificil de acreditar nisso.

- Eu nao tenho duvidas.

- ENTÃO BORA LIGAR PRA ROSE! - eu berrei correndo pra dentro de casa pegar minha bolsa.

Não demorou nem dez minutos e a Rosalie já tava na porta da minha casa, buzinando alegremente.

- Voce contou pra ela, não é? - eu perguntei pra Alice enquanto trancava a porta.

- Sim, embora não precisasse. Todos nós sabiamos que isso ia acontecer.

- Como assim? - ela só riu.

- Merda! O Charlie! - eu bati a mão na testa, um pouco mais forte do que o necessario.

- Toma! - Rose tacou o celular dela pra mim.

- Pai! Oie!

- Hun... Bella?

- Que eu saiba, tu só tem eu de filha.

- Bem pensado. O que que aconteceu?

- Então, o senhor deixa eu ir jantar na casa da Alice hoje?

- Amor, você tá indo muito lá não acha? Será que não vai atrapalha-los?

- Maaaaagina, tiio! Deixa a Bellinha ir! - Alice berrou do meu lado. Como ela tinha conseguido ouvir aquilo?

- Hun... sendo assim, tudo bem. Mas nao volta tarde que amanha voce tem aula, tá bem?

- Sem problemas! Te amo - eu entreguei o celular pra Rosalie sorrindo.

- O que uma pessoa não faz pra conseguir o que quer dos pais, não? - Alice falou rindo.

- Droga! Desde quando sua casa fica tão longe? - eu falei bufando. Rose e Alice se entreolharam, segurando uma risada.

Mais alguns minutos e eu pude ver a mansão. Rosalie entrou na garagem e a primeira coisa que eu vi foi o volvo estacionado.

- Emmett, cade o Ed? - ela perguntou assim que abriu a porta.

- Lá em cima amor. E aí Bellinha, finalmente vai prensar meu irmão na parede? - eu corei violentamente e ele gargalhou.

- Vai lá Bella. Acho que voce já conhece muito bem o caminho até o quarto dele - Alice falou no meu ouvido. Eu concordei com a cabeça e comecei a subir as escadas.

O quarto do Edward era o penultimo e aquele corredor nunca foi tão longo.

Eu parei em frente a porta do quarto dele. Vamos lá Bella, é só bater na porta. Eu dei duas batidas leves mas não obtive resposta alguma.

Eu pude então ouvir a música que vinha de lá de dentro: Let me be the one who calls you baby all the time... Ele tava ouvindo Smother me e isso não me ajudava na resolução dos meus pensamentos.

Eu bati mais forte dessa vez e a musica parou.

- Que que é? - ele rosnou. Eu abri um pouco a porta, colocando a cabeça pra dentro do quarto. Caralho, porque ele tinha que tá de boxer? Ele tinha alguma coisa contra usar roupas dentro de casa? Merda, isso me ajudava menos ainda!

- Bella? - ele quase berrou, pegando uma calça em cima da cama e vestindo tão rapido que eu jurava ser impossivel - O que você tá fazendo aqui?

- Hun... sabe Edward... - eu entrei no quarto, fechando a porta atrás de mim. Eu tentava fazer uma voz sexy, mas acho que não tava dando muito resultado.

- Bella? - ele repetiu.

- Eu vim terminar a nossa conversa - eu andei até ele, parando a centimetros do seu rosto.

- Eu achei que a nossa conversa já tinha acabado, Isabella - ele desviou os olhos do meu, encarando o chão. Ele estava meio corado e eu sorri com isso. Era dificil ver alguém corando que não fosse eu.

- Bom, voce não esperou pela minha resposta.

- Resposta? - ele olhou pra mim sem entender.

- É... - eu tava mais perto dele ainda. Da onde eu tava tirando coragem pra fazer isso eu nao sabia. Ele não me respondeu, só ficou me olhando.

- Eu também te amo, Edward - eu falei no seu ouvido.

Eu pude sentir sua surpresa. Ele deu um passo pra trás pra poder ver meu rosto. Seus olhos estavam arregalados e sua boca entreaberta. Ele ficava tão absolutamente lindo surpreso.

- Co...como? - ele gaguejou.

- Eu falei que eu te amo - ele piscou algumas vezes ainda sem entender.

- Eu falei que eu te a... - eu não tive tempo de terminar de falar. Ele me puxou, fazendo com que nossos lábios se encontrassem. Aquela era a melhor sensação de todas. Eu passei meus braços em torno do seu pescoço, o trazendo pra mais perto e ele me abraçava pela cintura. Mais um passo dele pra trás e eu senti a gente caindo. Mas não doeu tanto quanto eu imaginava. Pra falar a verdade, não doera nada. Foi então que eu percebi que a gente tava em cima da cama king size dele. Eu prendi minhas mãos no seu cabelo, o trazendo pra mais perto. Eu senti umas de suas mãos subindo e descendo pelas minhas costas enquanto a outra apertava a minha cintura.

Eu me separei dele meio contra vontade, mas era preciso. Eu queria ver seu rosto.

Ele sorria pra mim, numa felicidade palpavel, embora eu duvidasse que fosse maior que a minha.

- Eu te amo - eu falei, mordendo seu lábio e ele gemeu. Ahá! Então ele também geme!

Ele virou, ficando por cima, me encarando.

- Você é tão linda... tão... minha - eu sorri com suas palavras - eu te amo.

Eu não sabia que tinha dado em mim, mas comecei a tirar minha própria camiseta e, por incrível que pareça, eu tinha plena consciência disso e ele não parecia se incomodar em nada com isso.

- Eu posso entrar? – eu levei tamanho susto que acabei metendo uma cotovelada na cara do Edward.

- Ai! – ele gemeu baixinho

- Edward! Desculpa! – eu implorei, beijando onde eu tinha batido.

- Tudo bem amor – ele sorriu, saindo de cima de mim e indo abrir a porta. Eu ajeitei minhas roupas enquanto isso.

- Que que é Alice? – eu tive a leve impressão que ele queria ter sido grosso com ela, mas não teve muito efeito, devido ao sorriso em seu rosto.

- Hun... Mamãe quer falar com a Bella como sendo oficialmente sua sogra... – ela mordia a boca, segurando a risada.

- O QUE? – eu berrei.

- Ah... o Emmett deixou escapar que você tava prensando o Ed na parede.

- OOOOOO QUEEE? – eu berrei ainda mais alto, corando furiosamente. Alice desistiu de segurar a risada e começou a gargalhar, seguida pelo Edward.

- Bom, acho melhor você ir lá e falar que não foi na parede que você prensou ele, né – e ela saiu saltitante.

Eu congelei, vendo o Edward se aproximar com o mesmo sorriso no rosto.

- Bells, relaxa! – ele subiu na cama, engatinhando até onde eu estava.

- Com que cara eu vou olhar pra sua mãe agora, Edward?

- Bella boba, você acha mesmo que minha mãe leva alguma coisa que o Emmett fala à sério? – ele falou no meu ouvido, causando-me arrepios.

- Eu pensei que... – ele beijou meu pescoço, fazendo com que eu parasse de falar, perdendo o raciocínio.

- A maior parte das vezes ela ignora. Desde o dia que ele bebeu uma garrafa de vodka e voltou falando que tinha feito 'contato imediato de terceiro grau' com seres de outros planetas – ele falou ainda beijando meu pescoço.

- Seei.. – eu me bastei a falar, com os olhos fechados.

- Deixa eu por uma camiseta, Bella – ele levantou, pegando uma camiseta limpa no closet que até então eu não tinha visto, mas que era enorme.

Como vestir uma camiseta podia ser tão sexy?

- Vamos? – ele estendeu a mão para que eu pegasse. Assim que a minha mão tocou a dele, ele me puxou, fazendo com que eu ficasse em pé na cama e me trouxe até suas costas.

- Edward! Edward! O que você tá fazendo? Me coloca no chão, menino!

- Eu te levo de cavalinho vai. Pelo menos você não corre o risco de voar pra cima de mim, embora não fosse lá muito ruim.

- Não não não não! Me bota no chão, Edward.

- Esquece Bella – e nisso ele saiu porta afora. Eu escondi a cabeça no seu pescoço por vergonha e aproveitei pra sentir seu cheiro.

Ele senti ele descendo as escadas embora não tenha visto.

- Uhhhhhhhhhhhhhhhhh – eu ouvi o Emmett fazendo uma voz meio afeminada.

- Edward, me solta por favor – eu falei baixinho pra ele perto do ouvido dele. Ele deu uma risada e me soltou. Eu devia estar roxa de vergonha.

– E aí, Bellinha? Estreou a parede? – ele tinha um sorriso sacana estampado no rosto.

- Emmett! Para com isso! Você tá assustando a Bella – Rosalie, minha diva! Eu agradeci baixinho a ela.

- Bella! – Esme falou do meu lado e eu dei um pulo. Como ela tinha conseguido fazer isso? Eu podia jurar que ela não estava lá segundos antes.

- Eu sabia que você seria da família – ela continuou com aquele seu jeito maternal – e eu fico muito feliz com isso.

- Obrigada! – ela me abraçou e eu me senti protegida.

- Eu preciso conhecer seu pai, sabe... que tal marcarmos um jantar por esses dias?

- É... hun... – droga, como eu ia falar não pra ela? Era impossível! Mas eu não podia chamar meu pai pra vir pra cá. Ele não ia entender o fato de eu ter começado a namorar um outro garoto no mesmo dia que eu terminei um namoro de quase quatro meses. Calma, quem disse que a gente tava namorando? Eu estava sendo muito precipitada, assim com a Esme.

- Mãe, eu acho que ainda não é hora. Ela terminou com o namorado hoje...

- Oh! Verdade! Desculpe, mas cidade pequena você sabe como é... Eu fiquei sabendo do que aconteceu e, me desculpe a franqueza, mas ele não te merecia, querida!

- Você tá certa Rose! Vamos dar tempo ao tempo - ela colocou a mão na minha bochecha - Bom, querida, eu vou preparar o jantar. Me dê licença, sim? - eu fiz que sim com a cabeça.

Assim que ela desapareceu pelo corredor, Emmett se pos ao meu lado, passando o braço na minha cintura e empurrando o Edward com o outro.

- Particular com a cunhadinha, EdCat! - e me puxou até a outra sala.

- Olha, temos que ser rapidos antes que o Ed venha querer saber o que que tá rolando. Eu não quero que ele saiba sobre o nosso amor dessa maneira - eu tenho certeza que minha cara estava de total desespero e confusão, porque ele começou a rir.

- Brinks Bells, relaxa! Mas então, voce prenso ele mesmo na parede?

- Ai meu Deus, Emm. Que obsessão. Eu não fiz isso né...

- Tá, então ele te prensou contra alguma coisa. Mas isso não vem tanto ao caso. Eu estou aqui para compartilhar da minha ampla sabedoria com você - ele esperou que eu falasse alguma coisa, mas eu sabia que ia ser perda de saliva.

- Primeiro: Você é virgem e o Edward é quase um também - isso é bom. Segundo: ele tem uma certa experiencia com o banheiro e, cá entre nós, a pia é um ótimo lugar - Rose e eu testamos e aprovamos.

Ai meu Deus. Eu não merecia ouvir aquilo.

- Emmett, espera mais alguns dias para os seus ensinamentos jedis, ok? - Jasper falou. Ah! Eu não tinha percebido o quanto gostava dele até agora...

- O que aquele maniaco sexual tava falando pra voce? - Alice perguntou

- Dicas jedis, Lice - eu repeti o que o Jazz havia dito.

Pela cara do Edward, ele sabia como era essas dicas e não pareceu gostar nenhum pouco.

- Bells, ainda são seis horas e o jantar vai demorar um pouco pra sair. Vamo ver filme?

- Claro! Qual?

- No cair da noite! - os olhinhos dela brilharam

- Cê tá brincando comigo, não é?

- Não, porque?

- Alice, eu não vou assistir isso! De jeito nenhum!

- Porque não Bella?

- Eu tenho medo... como eu faço pra dormir depois? - eu segurei a mão do Edward.

- Tá com doce! Bota aí Al! - Emmett falou se jogando no sofá - Senta aqui, momô! - ele bateu no próprio colo para que Rose se sentasse.

Edward sentou no outro sofá que ficava logo em frente a tv e eu sentei o mais perto dele possivel, praticamente no seu colo, sem soltar da sua mão.