Direitos Autorais:Naruto infelizmente não me pertence, ele é de seu criador, Masashi Kishimoto.

Advertências:Violação (ou seja, sexo não-consentido por uma das partes, estupro), violência (básicos socos, chutes e pontapés), M-preg (termo do inglês male pregnance, ou seja, gravidez masculina. Ou seja, um lindo menininho vai ficar grávido, prenho, embarazado, pregnant, entre outros XD), Yaoi (ou seja, dois menininhos lindos sendo MUITO mais do que amiguinhos e se agarrando à torto e à direito) e Lemon (relação sexual entre homens).

Pares: SasukexNaruto, SasuNaru. KabutoxSakura, KabuSaku.

Comentários Iniciais: Comparado com a outra vez, este tempo de espera não foi quase nada. Mesmo assim, se não tivesse tantos contratempos, eu teria postado mais cedo. Então, perdão pela demora. Agora, acompanhando o capítulo que todos esperavam!

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Menina dos olhos

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As constelações o acolhiam quando nada mais o fazia.

Sasuke sentara-se na varanda, como nos últimos meses, e observava os pequenos pontos de luz no céu negro. Não podia deixar de pensar que aquilo se parecia muito a ele próprio.

Sua vida nada mais era do que o céu noturno. Às vezes, acendiam-se e se apagavam estrelas. Apenas uma permanecia: Naruto. E era uma maldita estrela rebelde que teimava em sair de seu céu.

Não fazia tanto tempo assim que Naruto lhe dera o ultimato. Não mais o obedeceria, porque o próprio Sasuke havia lhe libertado, sem realmente pretender, da promessa que os unia. Daquele momento em diante, não houveram encontros sexuais, os dois dormiam em quartos separados, e eram casados somente no papel e no fingimento.

Uma lágrima solitária deslizou pela alva bochecha.

– SASUKE!

O moreno limpou rapidamente a prova de sua fraqueza, e correu para dentro da casa. O que encontrou o deixou apavorado.

A bolsa tinha estourado. Naruto daria a luz.

Inconscientemente Sasuke correu para o quarto e pegou a bolsa já previamente preparada, com as coisas do bebê. Correu para o loiro que se contorcia no chão, e o pegou suavemente no colo. Enquanto corria para o hospital como o ninja que era, com seu marido nos braços, reminiscências o atacaram, de um longo tempo atrás.

O sol incidia fortemente sobre as pálpebras de um moreno adormecido. Ele franziu o cenho, tentando lutar contra o sono, mas acabou por acordar, irritado. Não gostava de ser acordado com a luz batendo no rosto.

Somente quando tentou se sentar que notou que era difícil a mobilidade. Parecia que umas pernas o prendiam. Sobressaltado, abriu os olhos, e percebeu que era seu Naruto, adormecido. Ele estava sobre seu amado, e ainda permanecia dentro dele.

Sorriu levemente. Estava... completo. Sentia seu amor assegurado.

Com todo o cuidado que tinha, saiu do loiro, deu-lhe um beijo em cada pálpebra, um roce nos lábios, e caminhou até a cozinha. Prepararia o café-da-manhã, mesmo que fosse aquele odioso ramen. Queria agradá-lo e mimá-lo um pouco. Sim, somente em pensar a si mesmo mimando alguém, parecia algo bizarro. Mas era real. Naruto conseguia amolecer os mais duros corações.

Com total paciência Sasuke assistiu como Naruto dormia, até o momento que ele começou a acordar. Tomava cada detalhe em nota, como se fosse uma jóia preciosa. O jeito como os olhos se moviam sob as pálpebras fechadas, a linha fina que se tornava sua boca ao apertar os lábios, os bocejos, os movimentos de preguiça... Era tudo ao mesmo tempo engraçado, e adorável. Sasuke estava se tornando um idiota, e sabia disso. Mas não faria nada para remediar. É, pessoas felizes são estúpidas.

Quando Naruto finalmente abriu os olhos, Sasuke sorriu levemente. Ele aproximou-se, e beijou a bochecha do loiro. Naruto franziu o cenho, enquanto se incorporava na cama.

– Bom dia. Fiz ramen para você. Como eu sei que você ama, e não sabia se aceitaria outra coisa... – ele comentou vagamente. Não queria ser invasivo, mas esperava que Naruto agisse naturalmente. Até porque ele próprio sentia que os dois já se pertenciam há muito tempo.

– Eu... Ahn...? – O loiro ainda estava grogue, não pensava direito.

Foi quando a onda de memórias o atacou.

Lembrou de tudo de uma só vez, como uma projeção de cenas em slides indo e vindo em sua cabeça. O rosto suado e contorcido de prazer de Sasuke, a cama, a sensação de nojo, o espelho... Tudo convergia rapidamente para o topo. Não demorou muito para que caísse do precipício.

Naruto gritou.

Sasuke, sem saber o que acarretara aquela repentina reação, tentou tocar no ombro de Naruto. Este, quando o viu, somente podia lembrar de seu rosto cheio de prazer enquanto causava-lhe dor. Ele chorou e gritou, histérico.

Assustado, o Uchiha ficou parado, esperando que o ataque passasse. Notou que Naruto se acalmara, respirando entrecortadamente.

– Naruto...? – perguntou vagamente.

O loiro o encarou nos olhos, e uma suave voz tétrica soou do fundo de sua garganta.

– Eu te odeio, Uchiha Sasuke.


Shikamaru franziu o cenho, e assentiu para uma pergunta que não ouviu. Ouvir era problemático, compreender mais, e ter que responder era mais ainda. Mas não era só por isso que ele evitava falar ou interagir com o resto; a fadiga. Ele estava concentrado em um casal deveras estranho, para não dizer bizarro.

Sasuke tinha uma cara de poucos amigos, enquanto apertava fortemente o ombro de Naruto, como que para avisá-lo que ele tinha compromisso. O loiro, por sua parte, conversava animadamente com Hinata, que respondia, corada, esforçando-se para não desmaiar. Shikamaru, como uma pessoa naturalmente perceptiva – isso quando ele não estava dormindo ou vendo as nuvens –, notara que Naruto estava tentando incomodar Sasuke até deixá-lo maluco. Todos sabiam que o Uchiha era um homem sóbrio, da "boa sociedade", que não tolerava coisas como demonstrações públicas de afeto e fraqueza. Mas o que ele mais odiava, Shikamaru pudera notar, era que alguém tocasse ou se insinuasse para algo que considerava por direito seu. E não havia dúvida de que Naruto era uma dessas coisas.

Aquele era o aniversário de dois meses do casamento dos "pombinhos". Ambos estavam ocupados com os novos cargos de Hokage e conselheiro. Sasuke entrara para o seleto grupo, em nome do quase extinto clã Uchiha, e que parecia que não teria descendência. Mesmo assim, era estranho que a relação dois fosse tão impessoal. Mesmo conhecendo Sasuke.

Shikamaru bocejou. Aqueles dois eram realmente problemáticos. Ganhava mais tirando uma soneca.


Sasuke bateu a porta de entrada, e caminhou para a sala como uma locomotiva, pronto para atropelar o primeiro incauto que cruzasse seu caminho. Bom, parecia que seria Naruto.

– Seu idiota! Esquece que é casado?! – Sasuke bufou, e pegou Naruto pela gola da capa.

Naruto franziu o cenho.

– Ah, casado! Casamento de fachada, você quis dizer.

– Isso não faz de você menos infiel! – Sasuke gritou.

– Infiel?! Eu não fiz nada!

– Você estava praticamente abrindo as pernas para a Hinata. Ah, com ela era o contrário, não...? Se bem que aquela vadiazinha sempre te deu mole... – Enquanto o Uchiha divagava, ainda possesso, aumentava o ódio de Naruto.

– Não chame a Hinata-chan de vadia!

– Então quem eu devo chamar? Você? – Naruto arregalou os olhos. – Porque estava se comportando como uma! Nenhum homem casado se oferece tanto quando você fez hoje com aqueles seus amiguinhos.

– Eu não me ofereci! Eles são meus amigos, eu sempre os tratei assim!

Os dois ficaram em silêncio por alguns instantes. Sasuke suspirou, e falou.

– O que você tem que entender, Naruto, é que agora você é casado. Não pode ser mais tão... espontâneo e... "dado".

O loiro ignorou o segundo adjetivo.

– Eu não vou mudar meu jeito de ser somente porque me casei com você.

– Você não entende, Naruto...!

– Não tem nada para entender. Só que você está sendo um tirano estúpido, e sem motivo.

Sasuke suspirou. Naruto era tão ingênuo que não via aqueles olhares pecaminosos se dirigindo a si quando chamava toda aquela atenção com seu jeito. Sasuke acabava se descontrolando de ciúme. Afinal, ele não tinha seu amor assegurado. Tinha a impressão de que Naruto podia desaparecer com o primeiro aventureiro que aparecesse.

Sua sanidade estava se equilibrando em uma corda bamba.

Desde que se casara e sua noite de núpcias aconteceu, Naruto fugiu de casa por um dia, para o campo de treinamento. Quando se encontraram, um acordo silencioso se fez. Ambos fingiriam que tinham o casamento perfeito na frente de todos, e continuariam com suas tarefas. Quando dormiam, cada um ocupava um espaço da cama, Sasuke o mais perto do meio, e Naruto o mais perto do fim da cama. No fim, Sasuke era o único que tentava uma aproximação.

Mas os fatos de Naruto ignorá-lo, e continuar a tratar a todos tão bem, enfureciam-no. Ele queria ser aquele a quem Naruto dedicasse toda aquela gentileza, aquela espontaneidade, aquela luz. Mas ele era o marido, e os amigos conseguiam mais do que ele. No fim, queria trancar tudo o que Naruto tinha de bom dentro de um caixa, para que somente ele pudesse ver sua beleza.

Estava cansado daquela situação. Não era o que ele supunha que seria. Naruto era um cabeça-oca, e somente sua teimosia fazia com que não se apaixonasse pelo Uchiha. Na opinião de Sasuke, claro. E, além do amor de Naruto, ele também queria outras coisas. Compartilhar momentos, claro, mas também queria sexo. Fazia dois meses que estava na seca, e aquilo o deixava muito irritado. E desde a primeira vez que tivera Naruto em braços... sonhava com aquilo todas as noites. Principalmente as partes em que Naruto o consentia.

Tinha que quebrar aquela corrente.

– Naruto, você fez uma promessa – ele disse, já previamente excitado. – E tem que fazer tudo o que eu quiser. – Naruto franziu o cenho. – Deite no sofá – ele ordenou.

Naruto deitou, desconfiado.

– O quê...?

– Abra as pernas.

O loiro arregalou os olhos, mas obedeceu. Segurou as lágrimas de desespero.

Não, de novo não...

Essa... impotência era o que lentamente o matava.

Sasuke sorriu, aquele ar de superioridade em seus movimentos. Aproximou-se como um felino, e acomodou-se sobre o corpo exposto. Naruto retesou-se, e virou o rosto quando o Uchiha tentou beijá-lo. Sentia nojo... tanto nojo.

Arregalou os olhos quando sentiu a bile queimando pela garganta. Rapidamente, e com força, empurrou o marido para longe, e correu para o banheiro. Sasuke só entendeu o que acontecia quando ouviu o som vindo do local, e o som da descarga. Sentiu-se ofendido.

Era tão nojento assim?

A frustração passou rapidamente à fúria. Correu para o banheiro, disposto a gritar com Naruto, obrigá-lo a aceitar seu corpo do jeito que era – um homem, no fim das contas –, mas o que encontrou o assustou.

Naruto estava desmaiado do lado da pia.


– E então, Sakura? – Sasuke perguntou. Estava fora de lugar. Estava há horas ali.

– Parabéns. – Sakura sorriu amargamente. Descobrira há pouco tempo que Sasuke a enganara. – Você será pai.

Por alguns instantes, Sasuke ficou chocado demais para sequer abrir a boca. Sakura arqueou uma sobrancelha quando ele abriu um sorriso radiante, daqueles que nem quando criança ele sorria.

– "Um filho".

– Sasuke...?

– E Naruto já sabe? – ele perguntou.

– Já. Eu contei para ele – ela suspirou. – Também falei da sua armação para me enganar – ela comentou, enquanto acariciava o ventre proeminente. Estava grávida há algum tempo já. Mais do que Naruto.

– E...?

– E ele quer te matar. Por isso eu demorei. Eu o acalmei, e agora ele está sedado o suficiente para manter-se acordado. Quer falar com você.

– Tudo bem.

Sasuke entrou no quarto como quem entra na câmara da cadeira elétrica. Naruto estava sentado, com as pernas esticadas, e olhava friamente para a parede.

– Eu sabia que você era um cara psicótico, mas nem tanto. – Ele o observou, insensível.

– Naruto...

– Não! Agora tudo está claro como água! Como a Sakura não estava mais disponível, você resolveu que reviveria seu clã comigo com um jutsu bizarro feito pelo Orochimaru! E, claro, nunca se importou que isso poderia me matar.

– Claro que me importei! – De todas as palavras proferidas, a última sentença foi a que mais doeu. – Se não me importasse, não teria evitado fazer sexo com você por tanto tempo – ele comentou, o rubor um pouco acentuado.

– Depravado... – Naruto murmurou com nojo.

– Naruto, temos que combinar uma estratégia... Você sabe o que acontece se nós brigarmos, não?

– Infelizmente, sim.

– Meu chakra está mantendo este bebê. Se houver conflito, ele morre.

– Não! – Naruto gritou, e inconscientemente colocou uma mão sobre o ventre e dobrou as pernas, como que para proteger o feto que crescia dentro de si.

Sasuke se enterneceu.

– Nós podemos abrir mão de algumas coisas... – Ele se sentou ao lado do loiro, e acariciou-lhe a cabeça. – Eu, bom... Tenho duas coisas que gostaria que acontecessem nessa gestação. Você pode sugerir algo, e nós nos dobramos.

– Ok. O que você quer? – Naruto se surpreendeu. Sasuke estava disposto a cooperar e a abrir mão de seus direitos?

– Primeiro, acho que você deveria deixar suas funções de Hokage....

– Isso nunca! – Naruto o interrompeu.

– Acalme-se. E a segunda... Eu queria que continuássemos fazendo amor. – Nenhum dos dois olhou para o outro neste comentário.

– Yeah, vamos transar. – Foi difícil para Naruto dizer aquilo. Sentia nojo só de pensar, mas preferia aquilo a parar de trabalhar. – Mas continuo como Hokage.

– Certo. Mas eu vou te ajudar, como seu assistente.

– Certo. E eu quero sair com meus amigos. Sozinho.

– Não! – Sasuke franziu o cenho. Depois suspirou, e voltou à pose fria. – Não todos. Se quiser vê-los, tem que ser sob minha vigilância. Pode ver Sakura, os outros não.

– Mas...!

– Naruto, neste assunto eu não vou ceder – ele disse, sério. – E você sabe que nesta relação quem tem a última palavra sou eu.

– Claro, senhor magnânimo – o loiro sussurrou ironicamente.

– Vou acertar sua conta, e passo para te pegar. Temos que marcar alguns exames para nosso filho.

Sasuke sorriu novamente, e com a mão insegura, tocou no ventre plano. Naruto o olhou, e por um momento parecia ver aquele Sasuke de antes, não o atormentado psicopata, mas o seu amigo estóico, mas feliz. O Uchiha beijou a testa de Naruto, e depois seus lábios, e saiu do quarto.

O loiro suspirou profundamente, e deitou novamente, acariciando o ventre plano. Os pensamentos passavam por sua cabeça como o fluxo da água de um grande rio.

– Por você, meu filho. Ahn, só por você – ele disse, acariciando a pele sob a qual estava se formando seu futuro herdeiro.

Tsunade cuspiu todo o saquê que tomava quando viu o Uchiha com o Hokage nos braços, a expressão desesperada praticamente pedindo para que o ajudasse. Se fosse pelo Uchiha, certamente ela nada faria; mas era seu pequeno Naruto ali. E aquilo mudava as cartas do jogo.

O loiro foi acompanhado para uma sala especial, e Sasuke foi devidamente expulso. Somente atrapalharia.

Enquanto os amigos chegavam, Sasuke praticamente furava o chão, andando de um lado para outro, impaciente. Quando Shizune passou, ele a seguiu, e invadiu a sala.

– Merda, Uchiha...!

– Eu vou ver meu filho nascer. Cale a boca, velha.

Oh, tinha passado tempo demais com Naruto.

Sasuke ficou de pé do lado do loiro suado e fraco. Segurou sua mão com firmeza, e sorriu.

– Vai dar tudo certo. – Ele beijou a testa de Naruto, que franziu o cenho. Seu coração falhou uma batida.

– Ahhn! Merda! – Naruto choramingou.

– Por que dói tanto...? – Sasuke perguntou.

– Sabia que ele ia atrapalhar... – Ela olhou com censura para Shizune. – Imagine ter um grão de arroz dentro da sua uretra. – Sasuke tremeu. – É mais ou menos assim que ele se sente, só que em outra parte do corpo. Como o líquido amniótico saiu, está tendo atrito.

A mulher pegou um bisturi e começou a cortar no ventre, delicadamente. Naruto não sentia dor na pele, porque ela estava anestesiada. Mas sentia o bebê se mover por dentro.

Ela suspirou quando viu que o corte era bom o suficiente.

– Shizune, anestesia local.

– Quê? – Naruto arregalou os olhos. – Não!

– Garoto, não me atrapalha!

– Mas eu... Quero sentir.

Ficaram em silêncio por alguns segundos, e Tsunade suspirou. Ela abriu a ferida, e com as mãos enluvadas segurou o feto. Naruto gritou como se estivessem o matando.

– Você que quis... – ela disse, e riu baixinho.

Sasuke assistiu, maravilhado, como Tsunade pegava nos braços um pequeno bebê. Era uma menina, e gritava a plenos pulmões.

O som da vida.

Aos ouvidos dele, era a mais pura melodia.

Na sua mão, sentiu o aperto de Naruto. Olhou para ele, e viu o pai orgulhoso admirando sua cria. Sorriu também, e ambos riram baixinho. Parecia que o mundo, os problemas, tudo, resumia-se àquilo. E depois de todo aquele sofrimento, aquela pequena fazia tudo valer à pena.

Já não estavam sozinhos.


Naruto estava comodamente sentado, com faixas e gaze cobrindo o ventre que já era curado pelo chakra da Kyuubi. A pequena menina estava em seu colo, e tinha a boquinha em seu mamilo, chupando leite. É, Sakura fazia serviço completo quando se predispunha a fazer algo.

– E qual vai ser o nome? – Tsunade perguntou. Somente há algumas horas aquele garoto tinha dado a vida àquela pequenina. E sabia que tudo mudaria dali em diante. Viu nos olhos azuis que ele faria tudo por ela.

– Ayame – Naruto disse, irredutível.

– Por quê? – Sasuke arqueou a sobrancelha. Era o mesmo nome da filha do Teuchi, dono do posto de ramen, Ichiraku. Será que ele estava apaixonado por ela?

– Ayame-neechan disse que o pai dela, por casualidade, escolheu o nome mais bonito para ela. Ayame é Íris, uma flor azul parecida com a orquídea pela forma estranha que as duas têm. No horóscopo das flores, nossa pequena é regida pela Íris, já que nasceu dia 10 de dezembro. Mas Ayame, por significar íris, significa também a menina dos nossos olhos. Ela me disse que nos livros de poesia a "menina dos olhos", a íris de alguém é a pessoa querida, a felicidade, uma pessoa especial, insubstituível e única. Acho que é isso o que ela deveria significar para nós dois.

Os três ficaram em silêncio, até que Sasuke sorriu e assentiu.

– Perfeito. Nem parece que foi você que escolheu. (N/A: e não foi mesmo!).

– Bom, vou deixá-los sozinhos. – Tsunade retirou Ayame do colo de Naruto. A menina já estava dormindo, e seria levada para perto dos outros bebês.

Os dois ficaram em silêncio por um longo tempo. Naruto torceu a coberta sob seus dedos, e Sasuke notou.

– O que foi?

– Tenho algo para dizer. – Naruto franziu o cenho.

Sasuke se aproximou, e os olhos azuis de Naruto estavam mais profundos e escuros do que o normal. O loiro suspirou, e pronunciou as palavras fatais:

– Sasuke, eu vou pedir o divórcio.

Fim?

Comentários Finais

Não, não precisam me matar, isso não é o fim. Mas eu separei a continuação – que, aliás, já está postada – porque ambas têm estruturas de texto diferentes. É como uma nova saga da mesma história, tipo Dragon Ball e Dragon Ball Z e GT XD Espero que curtam a continuação! Aqui o link da Fanfic de continuação, é só retirar os espaços!

http : // www . fanfiction . net / s / 5733536 / 1 / O_Juri