Título:Chances
Capítulos: 9/?
Completa: [ ] Sim [X] Não
N/a: Pra quem queria um pouco mais do pequeno Booth, aqui vamos nós. Espero que curtam. :)
Ms. Pad's, Angie, Fraan Marques, Mikaelly, obrigada! Quanto aos pais da Brennan.. pretendo abordar o tema sim, mas ainda não planejei como.
CHANCES
Capítulo 9
Depois do beijo e da pequena discussão, Booth decidiu continuar com seus pequenos passos. Todos os domingos ia até o apartamento de Brennan, ver as meninas e passar um tempo a ajudando. Ela havia contratado a babá, que a ajudava durante os dias da semana, e já não parecia tão esgotada. E agora que já não estava cansada, com medo, ou vulnerável, havia erguido as barreiras novamente. Ela e Booth falavam sobre as filhas, e nada mais.
-Você chegou, que bom. Pode trocar a fralda da Alexis enquanto eu termino de amamentar a Sophia? – seria o que ela falaria normalmente, logo que abrisse a porta.
Booth estava se dividindo entre os filhos. Havia conversado com Rebecca, explicado a situação, e agora ficava com Parker às sextas e sábados. Ele havia explicando ao garotinho que havia conhecido uma mulher muito especial, de quem gostava muito, e que quando isso acontecia, podiam nascer bebês, assim como ele havia nascido. Levou algum tempo até que Parker entendesse o que era ser um meio-irmão.
-Bones, você se importa se eu trouxer o Parker semana que vem? Eu quero que ele conheça as meninas, afinal, são irmãs dele.
E ela havia concordado sem muita resistência. Pequenos passos...
Parker havia ficado maravilhado com as duas bebezinhas. Era algo realmente bonito de se ver, ele de olhos arregalados, com um sorriso, em pé entre Brennan e Booth, os dois sentados no sofá e cada um segurando uma das meninas no colo.
-Está vendo como elas são pequenas? Você também já foi desse tamanho. – disse Booth baixinho, incentivando o filho a pegar na pequena mão de Alexis.
Mas o que mais impressionava o menino era o fato de haverem dois bebês.
-E elas estavam na sua barriga? As duas? – perguntou ele, muito impressionado, para Brennan.
Brennan riu. O garotinho era inteligente, e muito educado. Ela não havia tido a oportunidade de ouvi-lo falar tanto da outra vez que o havia visto.
-Você não se lembra daquele dia que viemos aqui, amigão? Do barrigão da Bones?
Parker abriu a boca, e a cobriu com a mão, feliz quando os adultos riram como ele queria.
Um pouco mais tarde, depois que as meninas dormiram, Brennan foi até a cozinha preparar um lanche para eles.
-Você quer ajuda?
Ela se virou, vendo Booth logo ao seu lado.
-Não, está tudo bem. Onde está o Parker?
-No quarto, olhando as meninas dormirem. Ele não cansa de se impressionar com tudo que elas fazem.
-Ele é um ótimo garoto, Booth.
Booth sorriu.
-Eu sei.
-Bones! Bones! – gritou o garotinho, entrando correndo na cozinha.
-Ei, o que foi amigão? – perguntou Booth, segurando-o pelo ombro.
-A bebê tá fazendo barulho. Não sei qual é ela. – disse o menino, olhando para Brennan.
Ela seguiu para o quarto, para encontrar a pequena Sophia fazendo as reclamações que logo virariam um choro.
-O que ela tem? – perguntou Parker, curioso, e só então Brennan percebeu que ele a havia seguido e estava logo ao seu lado.
-Deve ser fome. – disse ela, pegando a bebê no colo e sentando na poltrona do quarto.
-Qual é ela?
-Essa é a Sophia.
-Como você sabe? Elas são iguais!
-Parker, venha aqui filho. – disse Booth, fazendo sinal para o menino da porta.
-Tudo bem, ele não está atrapalhando, Booth. – disse Brennan.
-Às vezes ele é curioso demais.
-A curiosidade é uma característica boa, que deve ser estimulada. – disse Brennan, vendo que o menininho observava atentamente ela dar o seio para a bebê. Logo começaram as várias perguntas.
Horas mais tarde, com as meninas dormindo em seus berços, Booth voltou para a sala apenas para encontrar seu menino, também adormecido sobre alguns bichinhos das irmãs.
-É melhor eu ir e colocá-lo na cama. - disse, olhando o relógio
Brennan observou ele se abaixar, e pegar o filho adormecido no colo com muito cuidado.
-Obrigada por tudo, Bones. Eu não tenho muito tempo com o Parker, e poder potencializar esse tempo com os três foi ótimo.
-Por que você não tem muito tempo com ele?
-Complicações entre eu e Rebecca, a mãe dele. Eu não detenho os direitos legais, já que nunca fomos casados, então os horários são dependentes do bom-humor dela. Normalmente fico com ele um final de semana a cada quinze dias.
-Isso é pouco. – disse ela, pensando como mal conseguia passar um dia longe das filhas, quem dirá quinze dias.
-Eu sei, mas que posso fazer? Ela detém o direito legal sobre ele.
Brennan ficou em silêncio, e Booth percebeu que tudo que ele dizia poderia ser duplicado a ela. Mas ele não havia dito com a intenção de condenar Brennan.
-Obrigado, Bones. Boa noite.
Ela abriu a porta para que ele saísse, mas ficou pensando algum tempo no que ele havia falado. Pela primeira vez, ela via a situação do ponto de vista dele. Logicamente, uma criança não era tão dependente do pai como era da mãe, ao menos não nos primeiros anos de vida. Mas ainda assim, só ter permissão de ver os filhos poucas vezes no mês era algo injusto.
