oi flores... mais um capitulo... o que estão achando... não se esqueçam das reviews...bjuxx^^
CAPÍTULO NOVE
— Então, o que você acha? — Edward perguntou assim que Bella desceu do helicóptero que os tinha deixado no Palazzo Cullen.
Mesmo do ar, a magnificência da arquitetura e o tamanho da construção que coroava o morro haviam impressionado Bella. Edward pegou-lhe a mão e a conduziu para os degraus do terraço.
— Esta casa está em minha família por séculos. Por quase uma década, pertenceu a Cecilia e Anthony, mas eu a comprei no ano passado. No momento é uma obra de arte em progresso porque está sendo restaurada. Aqui será onde faremos nosso lar com Nessie.
Bella pigarreou gentilmente.
— Objetivo número um, Edward. Grandes decisões devem ser discutidas.
Ele sorriu.
— É claro que não vou obrigá-la a ficar aqui se de testar o lugar. Mas você é uma garota do campo...
— E quando chegou a essa conclusão?
— Talvez eu saiba mais sobre você do que imagi na. Irá adorar a propriedade e as pessoas aqui, bella mia.
Bella pensou em mencionar que o segundo objeti vo era não fazer suposições sobre os sentimentos dela, mas a referência à filha deles a distraiu.
— Já estou com saudade de Nessie.
— Tenho certeza que ela ficará bem sem nós por uma semana. Alice é maravilhosa com crianças.
Bella sabia que aquilo era verdade. Porém, o hábito de se preocupar com o bebê era difícil de ser quebra do. Afastando a ansiedade, lembrou-se de que, além de Alice, duas babás também estavam cuidando da filha. Descansou as mãos sobre o balaústre de pedra, o qual ainda estava morno pelo calor do dia. O silêncio era uma bênção depois de todo o barulho da festa. Era começo de noite e um brilho suave iluminava o vale exuberante sobre o qual o palácio se erguia. As mon tanhas eram cobertas de verde com vinhedos aqui e ali, e a vista era de tirar o fôlego.
Ela passou embaixo da entrada arcada e andou pelo enorme hall circular, ornado com aquarelas e colunas altas. O lugar era fabuloso e a idéia de viver com tanta grandeza a fez rir. De algum lugar, estava vindo uma música popular que ela reconheceu. Balançando os quadris no ritmo da batida, os cabelos cor de chocolate e caindo no rosto, executou alguns passos de dança.
Edward ficou observando-a, imóvel. Bella encon trou os intensos olhos verdes e parou de dançar, Ape sar de estar corada de vergonha, sorriu lindamente.
—- Você tem tanta vida que chega a transbordar, bellezza mia — murmurou ele. — Também é incri velmente linda.
— Quem está tocando esse rádio?
— Fora os seguranças do lado de fora da casa, de veríamos estar totalmente sozinhos aqui. — Edward abriu uma porta de uma grande sala vazia com uni andaime ao longo da parede. O rádio de um operário tocava no canto. Ele desligou e se voltou para ela.
— Certo. Seu primeiro objetivo será sempre me fa zer feliz — instruiu Bella com um sorriso.
— E a recompensa é?
— Mantenha-me feliz e você terá uma vida mais fácil, porque já devia saber... Eu não sofro em silên cio.
Edward tirou o paletó e o deixou cair.
— Ops — murmurou ela. — Acho que este é um pensamento muito machista do que faz uma mulher feliz.
Ele afrouxou a gravata e a conduziu para a esplên dida escadaria de pedra.
— Embora você possa estar no caminho certo —-admitiu ela, olhando-o desabotoar a camisa. — É cla ro que poderíamos jogar xadrez antes...
— Eu não poderia me concentrar — interrompeu ele em tom absolutamente sensual.
Bella olhou para o peito bronzeado visível entre as laterais da camisa. Também não achou que poderia se concentrar. Uma deliciosa sensação de desejo já esta va se construindo.
Edward estava muito mais à vontade naquele am biente. De modo infinitamente casual, entrelaçou os dedos nos dela enquanto subiam a escada.
— Não estou acostumado com mulheres tímidas.
— Nunca fui tímida na vida — protestou ela, tiran do os sapatos quando chegou ao topo da escada, como se aquilo fosse uma declaração.
— Exceto comigo. — Edward abaixou a cabeça e deixou a boca fazer uma trilha sensual desde o lóbulo dela até a extensão do pescoço e à clavícula delica da. — Mas acho isso inacreditavelmente sexy, delizia mia.
A suíte principal localizava-se atrás de grandes portas duplas e era do mesmo estilo elegante de todo o palácio. Bella deu uma olhada para a cama de qua tro colunas e deitou-se com uma exclamação exta siada:
— Oh, isso é incrível. Sempre quis uma cama como esta!
— E embora eu não tenha reconhecido até que fos se quase tarde demais, eu sempre quis uma mulher como você nela — disse Edward com voz rouca.
O sorriso de Bella diminuiu e ela abaixou os cílios para esconder a expressão. Sem poder evitar, pensou em Tania, de quem era diferente em aparência, es tilo e experiência. Como Tania cruelmente falara, ela sempre seria a garota que ele idolatrara quando adolescente. Havia uma história ali, uma familiaridade vivida na juventude que Bella sabia que jamais poderia igualar.
Edward sentou-se ao lado dela e tirou-lhe a gargantilha de esmeraldas, colocando de lado antes de co meçar com os minúsculos ganchinhos que fechavam o corpete do vestido. Bella ficou tensa porque estava pensando no momento em que ele veria a cicatriz nas costas dela.
— Tudo bem, deixe-me abrir — disse ela apressa da, se afastando com habilidade.
Edward a puxou de volta.
— Como isso aconteceu?
Ela suspirou.
— Na prisão. Alguém pensou que eu a tivesse dela tado e me atacou no chuveiro.
Ele lhe segurou a mão.
— Ninguém nunca mais vai machucá-la.
— Você não pode fazer promessas como esta. — Os olhos de Bella estavam marejados, mas não podia ceder às emoções. Amá-lo loucamente era , mas transparecer isso, uma outra bem diferente.
Ele a virou para ver-lhe os olhos.
— Você tem tanto medo de confiar em mim.
— Não tenho medo de nada!
Com olhos verdes brilhando, Edward se inclinou e tomou-lhe os lábios com paixão, fazendo-a tremer de desejo. Após alguns momentos, ele se levantou para tirar a camisa. O coração de Bella batia descom passado enquanto o assistia se despir. A luz lançou um brilho sobre a aliança de ouro no dedo dele. O lembrete de que Edward era seu marido lhe deu forças novamente.
Bella saiu da cama num movimento flexível e se virou de costas.
— Preciso de sua ajuda com isso.
Ele terminou de abrir os botões do vestido, mas não o tirou. Afastou os cabelos castanhos de um dos ombros e tocou os lábios no ponto sensível do pescoço de Bella.
— Você está tremendo.
— Faz muito tempo — murmurou ela ofegante.
— Quanto tempo? — A pergunta dele foi abrupta e um silêncio tenso se seguiu. — Imaginei se...
— Não é da sua conta — interrompeu ela. — Eu lhe pedi um relatório do que você fez naquela festa estúpida do iate?
— Ofereci lhe contar e você se recusou a ouvir. Diga-me, se eu afundasse Diva Queen, você pararia de falar nesta festa? — perguntou ele docemente.
Bella riu.
— Não, eu lhe diria o quanto é extravagante e esbanjador, e ainda não esqueceria.
Ele abriu o zíper da saia, deixando o vestido cair, e um gemido quase inaudível escapou dela quando per cebeu que a cicatriz estava à mostra.
— Sua pele é como seda, macia e branca como a neve. E não acredito que você se sinta tão ansiosa com uma pequena imperfeição. — Edward alisou a pele ás pera e ela tremeu, movimentando os ombros em de fesa.
— É feia. E minha pele é tão clara que aparece muito.
— A única coisa feia é a pessoa que fez isso com você — disse ele. — Se a cicatriz a incomoda tanto, um bom cirurgião plástico pode resolver. Porém, em minha opinião, isso não é nada, bella mia.
— Você é muito bom em falar a coisa certa quando precisa — provocou Bella, toda a tensão evaporando quando se inclinou contra ele. — Então, sem dúvida se você se determinar, pode ser um bom marido.
— Isso é uma ordem ou um pedido?
— Uma sugestão?
Edward riu e rodeou-lhe a cintura com mãos pos sessivas.
— Seu tom foi muito mandão para ser uma su gestão.
As mãos dele se fecharam sobre os pequenos seios. Bella gemeu, abalada por quanto estava sen sível àquele primeiro toque. O desejo que contivera enquanto cuidava de Nessie estava sendo libertado agora.
Preenchida com uma súbita impaciência, se virou no círculo dos braços dele e se colocou na ponta dos pés para beijá-lo. O gosto roubado de Edward era in crivelmente sedutor. Ele a puxou para mais perto e correspondeu ao beijo com ardor, antes de erguê-la e colocá-la sobre a cama. Então alcançou a calcinha que lhe abraçava os quadris e removeu-a.
Ofegando, Bella o fitou com olhos ansiosos. Em bora nunca tivesse sentido-se tão nua ou tão exposta, não tentou se cobrir, porque aceitava que ele queria olhá-la. Prendeu a respiração com medo de que Edward a achasse muito magra, ou que não tivesse tantas curvas para competir com Tania.
— Você é inteirinha maravilhosa. — Com os olhos intensos nela, deslizou as mãos para as coxas delga das. — Elegante, graciosa...
Ela estendeu-se para que ele pudesse admirá-la de todos os ângulos, e um sorriso cruzou os lábios de Edward enquanto os olhos verdes seguiam cada mo vimento. Ele removeu a cueca sem hesitação. Ela o olhou em retorno. O corpo forte, musculoso e bronze ado parecia o de um atleta e era absolutamente lindo. Os olhos de Bella pousaram na masculinidade pode rosa e um rubor subiu-lhe às faces.
— Este é primeiro lugar em que fazemos um acor do, delizia mia — murmurou Edward, puxando-a sobre o corpo másculo.
— Um acordo?
— Enquanto eu me concentro no que lhe dá prazer fora do quarto, você pode se concentrar no que me dá prazer dentro dele.
Atônita, ela o estudou.
— Você é realmente básico assim?
Ele assentiu.
— Quero passar a semana inteira na cama. Estou tão sedento por você que quase a arrastei da igreja.
Bella enrubesceu. Mas gostava da idéia de ser tão desejada. Um homem que fazia dela o foco de inten ção erótica provavelmente não pensaria em outra mu lher ao mesmo tempo.
— Embaixo da mesa do hall... Em um outro cômo do contra a parede... No chão — enumerou ele, a voz revelando cada vez mais excitação. — Em minhas fantasias você é insaciável.
— Sou? — Ela sussurrou um segundo antes que a boca sensual a silenciasse.
Então a troca de carícias se aprofundou. Pela pri meira vez, Bella estava ansiosa para tocá-lo e condu zir as próprias explorações. Pela primeira vez, sentia-se confiante o bastante para ser amante. Traçou o peito sólido com as pontas dos dedos, sentiu os músculos do estômago reto e, quando hesitou, ele a guiou e lhe ensinou a fazê-lo gemer.
— Basta — disse Edward. — Esta é a noite do nosso casamento. Eu quero lhe dar prazer.
— Você é tão tradicional. — Encantada com as novas habilidades aprendidas que faziam maravilhas pela auto-estima, Bella se recostou contra os tra vesseiros. Sem fôlego, observou-lhe o rosto bonito e forte. Ele apenas mencionara a palavra prazer e o centro de sua feminilidade já estava pulsando em expectativa.
— Não, esperei muito tempo para deitar aqui e não posso manter minhas mãos longe do seu corpo mara vilhoso — murmurou Edward.
Inclinou-se sobre ela e provocou os mamilos rosa dos com as mãos. Bella tremeu, fazendo-o sorrir.
— Você está tão pronta para mim, amata mia — disse ele, abaixando a cabeça para cobrir um dos ma milos com a boca.
Bella gemeu alto, movimentando os quadris. Com uma paixão controlada e infinita habilidade, ele traçou um caminho sensual ao longo do corpo delgado, deliberadamente não a tocando onde ela mais queria ser tocada. Como se para compensar, outras áreas pare ciam se tornar muito mais sensíveis, enquanto o san gue pulsava nas veias dela e o coração batia cada vez mais rápido. Com o corpo em chamas, ela quase chorou de impaciência.
— Edward...
— Sem ordens, instruções e nem mesmo sugestões, cara mia. Esta é uma das ocasiões em que realmente sei o que estou fazendo.
E ela aprendeu mais sobre si. Descobriu que gos tava de coisas que nunca sonhara que pudesse gostar. Também descobriu um nível de resposta assustadora mente poderoso. Quando acreditou que não poderia mais suportar, descobriu que não tinha voz para lhe dizer isso. Mas então, no momento certo, ele a preen cheu e fez o mundo dela girar.
Edward murmurou o nome de Bella e ela gemeu em resposta. Eles se amaram com desespero, até que ela arqueou a coluna e gritou no momento do clímax, sentindo a liberação dele segundos depois. Ondas de deleite se seguiram, abalando o âmago dela pelo que havia experimentado.
— Acho que vou gostar de ser casada — sussurrou ela feliz, os dois braços ao redor dele enquanto o aper tava contra si num gesto de afeição instintiva.
Uma forte onda de amor e perdão a inundou. Inalou o perfume almiscarado da pele dele e suspirou com contentamento. Edward a beijou, depois a estudou com olhos sonolentos.
— Você estava certo — acrescentou Bella, sen tindo que ele merecia um elogio. — Não precisa de instruções.
Um silêncio se estendeu e ela se perguntou no que ele estaria pensando. Em Tania? A idéia surgiu do nada, destruindo os sentimentos de felicidade. Não era estranho que Edward não lhe perguntara o que Tania lhe falara na noite anterior? Ele deveria ter pen sando em Tania depois de vê-la naquela noite. Era humano, afinal de contas. Mas Bella não queria que ele pensasse sobre a ex-noiva, que logo se tornaria a ex-cunhada.
— Você foi muito apaixonado por Tania? — per guntou ela abruptamente.
Edward a liberou e sentou-se na cama.
— O que você acha?
Em vez de responder, Bella acrescentou:
— Você falou com ela hoje?
Enrijecendo o maxilar, ele gemeu.
— Não, acho que ela ficou na festa por aproxima damente dez minutos.
O rosto queimando pelo que poderia ou não ser uma alusão ao incidente do vinho tinto, Bella murmurou:
— Ela mencionou que está se divorciando de seu irmão.
Com a expressão séria e rígida, Edward se levantou.
— Preciso de um banho.
— E você é o homem que vai mudar e compartilhar coisas comigo? — questionou ela, abalada pelo senti mento de abandono.
— Madonna diavolo, não coisas como esta! — re plicou ele e fechou a porta do banheiro.
Lição número um: não mencionar Tania, pensou Bella com tristeza. Mesmo após 8 anos, havia coi sas inacabadas ali. Porém, agir como uma adolescen te ciumenta não seria uma rota muito sutil a seguir.
Desejou que não tivesse estragado aquele momento precioso de intimidade com perguntas irritantes.
Dez minutos depois, Edward saiu do banheiro, os ca belos cobre penteados para trás, uma toalha ao redor dos quadris.
— Venha aqui, amata mia.
Bella o olhou, admirando o físico incrível.
— Não, estou de mau-humor — confessou.
— Não gostaria de se acalmar na piscina?
— Não sei nadar.
Edward não pôde esconder a surpresa.
— Tudo bem. Mas você estará segura comigo.
Ela imaginou se a piscina teria uma parte mais rasa onde pudesse sentar-se, porque estava com muito ca lor e a idéia de água fria no corpo era tentadora.
—- Tenho champanhe no gelo esperando lá embai xo.
— Não gosto muito de champanhe — respondeu ela.
— Também tenho seu chocolate suíço favorito.
Edward poupara a oferta mais sedutora para o fim, deixando-a com água na boca. Como ele descobrira uma noite no hospital enquanto estavam com Nessie, Bella simplesmente adorava chocolate.
— Tudo bem — concordou ela — mas tem uma regra. Você não tem permissão para me tocar.
— Veremos quem se rende primeiro — provocou ele preguiçosamente.
Seis semanas depois, Edward a conduziu para um quarto do palácio. Conforme fora instruída, Bella estava com os olhos fechados. Ele a girou para au mentar a tensão.
— Já posso olhar? — perguntou ela.
— Vá em frente.
Ela piscou para ajustar a visão e olhou para uma mesa à frente, onde havia uma casa de bonecas que parecia ser idêntica a uma que possuíra quando crian ça, mas que acreditara que nunca mais veria. Confusa, continuou olhando, incapaz de entender a coincidên cia, pois não podia acreditar que aquela era a mesma casinha.
— Fale alguma coisa — incentivou Edward.
— Não pode ser minha... — Mas ela descobriu que estava errada. Quando estendeu a mão e abriu a frente da casa em miniatura, encontrou os pequenos móveis alinhados lá dentro. Ergueu a familiar boneca de plás tico com uma só perna e vestida em uma roupa de crochê que a mãe adotiva tinha feito.
— É sua — confirmou ele.
Bella voltou a atenção para as outras coisas sobre a mesa. Largou a boneca para estudar a coleção de gatos de brinquedo, um dos quais tinha o rabo colado. Havia uma sacola de recordações da adolescência e uma pequena caixa de jóias. Ao lado de tudo, jazia um álbum de fotografias e ela o folheou, de repente fre nética para chegar à mais importante, e lá estava... A foto dos pais adotivos. Lágrimas escorriam pela face sem que ela nem mesmo percebesse.
— Onde você conseguiu estas coisas?
— Seu ex-namorado ainda as tinha...
— Jacob? — exclamou ela.
— Embora a mãe dele tivesse lhe ordenado para sumir com as suas coisas, ele conseguiu escondê-las no sótão. E... — Edward enxugou uma lágrima do rosto dela — quero que você sorria, não que chore!
— Estou apenas emocionada — disse ela, soluçan do. — Você não imagina o quanto estas coisas signi ficam para mim.
Edward a abraçou carinhosamente.
— Imagino, sim. Quando meu pai mudou o testa mento e me privou da maior parte do que seria minha herança, eu perdi tudo sob aquele teto, exceto minhas roupas. Cecília e Umberto venderam meus quadros, esculturas e móveis colecionados por meus ancestrais, assim como alguns itens pessoais que não pude provar que me pertenciam.
— Você não pode comparar meus gatinhos de brin quedo com a coleção de arte mundialmente famosa...
— Mas foi somente quando ouvi sua história que percebi a sorte que tive em poder perseguir e comprar de volta muito do que havia perdido.
— Se Jacob ainda tinha minhas coisas, por que não respondeu à carta que lhe enviei quando saí da prisão?
Houve uma pequena hesitação antes que Edward respondesse:
— A mãe dele provavelmente achou a carta antes.
Bella desviou o olhar, desconfortável com qual quer coisa que o lembrasse do passado criminoso.
— Você realmente conheceu Jacob? Quando?
— Na semana passada, quando fui para Londres a negócios. A mãe dele bateu portas e gritou com o filho durante minha visita. Ele leva uma vida triste mas, pelo menos, admitiu estar com suas posses e me entregou.
Bella estava emocionada que ele tivera tanto tra balho por ela.
— Isso significou muito para mim. É como ter mi nhas raízes de volta. Quando você perde a família, pertences sentimentais significam muito. — Ela res pirou fundo e o olhou determinada. — Honestamente acredito que você deveria ou menos falar com seu ir mão e ouvir o que ele tem a dizer...
— Eu não sou do tipo sentimental. — O tom de Edward era impaciente, pois não era a primeira vez que ela tentava abordar aquele assunto.
— Você nem me perguntou o que Anthony disse quando me procurou em Londres.
— Não estou interessado.
— Ele sente-se muito mal em relação ao passado e quer fazer as pazes com você.
— Ele quase levou os negócios à falência e empo breceu. É claro que quer meu perdão em termos de apoio financeiro.
Bella o olhou com expressão desaprovadora.
— Ele parecia sincero e infeliz, e não parecia muito bem de saúde. — Ela suspirou. — Certo, não vou fa lar mais nada, especialmente depois que você me fez uma grande surpresa.
— Não foi nada. — Ele lhe envolveu os quadris e a puxou para si. — Além disso, gosto quando pensa em outras pessoas. Você tem o coração terno, bella mia.
Os olhos verdes fixos nos dela a emocionaram. Às vezes amava-o tanto que chegava a doer. Apesar de ter crescido com privilégios, Edward também passara por períodos difíceis. Ela entendia que as experiências de vida o tinham deixado frio e cínico. Entretanto, po dia reconhecer o quanto mudara em relação a ela, fa zendo tudo que estava ao alcance para agradá-la. Mal acreditava que já havia se passado seis semanas do casamento. Mas então os dias pareceram voar e agora Edward deveria voltar para o escritório de Londres. No dia seguinte, eles retornariam para a Inglaterra.
Bella estava relutante em deixar a Itália, porque fora muito feliz lá. A lua-de-mel tinha começado com Edward lhe ensinando a nadar. Ele a levara para escalar rochas em Dolomites e para navegar num catamarã. Quando ela ficara enjoada no barco, ele a fizera con trolar aquilo até que estivessem se divertindo muito. Ela suspeitava que o marido estivesse determinado a levá-la a bordo do Diva Quenn, o qual Bella tinha antipatia sem conhecer. Reconhecia, contudo, que, em termos físicos, ambos eram ativos e combinavam. Sérgio também estava convencido de que ela adora ria esquiar e já planejara as férias no inverno para tal propósito.
Nas coisas mais importantes, Edward estava abrindo espaço para ela na vida agitada e compartilhando inte resses em um nível que Bella nunca sonhara que ele faria. Mas ainda não a vencera no xadrez.
Nessie permanecia sendo o centro do mundo deles, o ponto de encontro que continuamente os unia. Bella começava a perceber que durante as primeiras semanas de vida da filha, havia se unido a Edward de uma maneira que não percebera na época. Os momentos de medo que tinham compartilhado aprofundaram o re lacionamento. Embora tivessem passado alguns dias fabulosos sozinhos, ambos sentiram tanta saudade da filha que a levaram para o palácio antes de voltarem para casa.
Naquela tarde, Bella aconchegou a menina no ber ço para uma soneca. Com cabelos castanhos, olhos verdes e um narizinho perfeito, Nessie era muito bonita. Assim como muito amada pelos pais.
Uma hora mais tarde, Bella saiu do banho quando Renata telefonou para anunciar que Aro a pedira em casamento.
— Oh, estou tão feliz por você! — exclamou, anco rando a toalha embaixo dos braços. — Você aceitou, certo?
— Claro que sim. Ele é um homem bom — disse Renata com carinho. — Ele não queria que eu lhe contasse, mas acho que você deve saber. Aro está analisando todos os fatos de sua condenação e seguin do pistas há meses.
Bella estava atônita.
— Mas por quê?
— Ele aceita que você é inocente e quer ajudar. E há uma novidade. Alguns itens de prata roubados da coleção da sra. Taplow foram recentemente adquiri dos por um negociante de antigüidades em Dover. Se ele conseguir descobrir quem os vendeu, pode ser ca paz de identificar o verdadeiro ladrão.
Bella franziu o cenho.
— É muita gentileza de Aro tomar tanto inte resse, então diga a ele que agradeço de coração. Mas acho que muito tempo se passou. As pessoas não vão se lembrar de nada...
— Não seja tão pessimista — ralhou Renata. — O negociante avisou à polícia e isto já está sendo inves tigado. O homem comprou as pratas de boa fé e alega ter perdido muito dinheiro. Você não está louca para saber quem é o ladrão? É claro que está!
Bella fez uma careta, pois há muito tempo já ima ginava quem era a culpada. Apenas uma pessoa tivera oportunidade de preparar as pistas falsas e incrimi ná-la. Mas não sabia como poderia provar o fato. Em vez de se enterrar numa amargura autodestrutiva, ha via escolhido seguir com a vida. Quatro anos depois, tinha poucas esperanças e aceitava que teria de viver com um registro criminal pelo resto dos dias.
— Vamos esperar pelo melhor — respondeu Bella. — Então, quando vocês vão se casar?
— Bem, não queremos esperar muito.
— Acho que posso contar o segredo a Edward...
— Aro não acha que seria profissional admitir a nossa relação antes do casamento de vocês — mur murou Renata. — Homens!
— Que segredo?
Assustada pela interrupção, Bella se virou e viu Edward parado à porta.
— Bella... Eu lhe fiz uma pergunta.
O tom de comando a irritou. Perguntando-se o que havia de errado com ele, deu uma desculpa para Renata e se despediu.
— Renata e Aro estão namorando há meses e ele a pediu em casamento. Esse era o segredo, mas não era meu para compartilhar.
Edward a estudou com atenção, nem um músculo se movendo no rosto forte, a expressão dos olhos ve lada.
— Eu não tinha idéia de que eles estavam namo rando, mas a vida particular de Aro não é da minha conta.
Ela sabia que alguma coisa estava errada.
— Você está zangado comigo?
— Não estou zangado. Mas houve uma mudança de planos. Partiremos agora, não amanhã cedo.
Bella arqueou as sobrancelhas.
— Imediatamente? Acabei de sair do banho.
— Eu apreciaria muito se você ficasse pronta em dez minutos.
— Mas eu nem arrumei as malas.
— O staff cuidará disso. Apenas vista-se. Obviamente algo havia acontecido. Ansiosa, ela se vestiu rapidamente e foi encontrá-lo. Edward estava no terraço, falando nervosamente ao telefone. Aproxi mou-se assim que ele desligou.
— Por favor, me conte o que aconteceu.
— Nada inesperado, amata mia- — Olhos verdes pousaram no rosto preocupado dela. Então ele deu um passo à frente e tomou-lhe os lábios com os dele.
Muito vulnerável no momento, Bella tremeu em resposta. Mas Edward logo a liberou, pegou-lhe a mão e a conduziu para os degraus que levavam ao heliporto.
— Você não disse para onde vamos — murmurou ela.
Edward a ajudou a entrar no helicóptero. Nessie já esta va seguramente presa a uma cadeirinha, demonstran do uma incrível habilidade de dormir, independente mente de qualquer barulho ao redor.
— Não, eu não disse.
O mistério foi esclarecido dentro de uma hora, O piloto voou sobre o Mediterrâneo, então aterrissou so bre um iate no oceano vasto.
Quinze minutos depois, Nessie estava acomodada numa cabine, acompanhada de babás excitadas. Bella encontrou Edward numa área de recepção lindamente decorada.
— O que está acontecendo? — pressionou ela, can sada de tanto segredo.
— Jasper tem muitas conexões com a mídia. Ele me avisou que amanhã sairá uma história sobre seus antecedentes criminais no jornal —- explicou Edward, o maxilar tenso. — Decidi que era uma boa idéia manter você e Nessie longe das câmeras. Enquanto Diva Queen estiver no mar, estaremos seguros.
O choque a atingiu numa onda de reação física. A cor lhe foi drenada do rosto e uma náusea lhe enjoou o estômago. Um segundo depois, outras reações in ternas doeram ainda mais, porque descobriu que não tinha mais coragem de encontrar os olhos do marido por medo do que pudesse ver neles. Repulsa, raiva, ironia? Como poderia culpá-lo por detestar a expo sição pública do passado vergonhoso dela? Que homem decente gostaria de saber que a esposa um dia fora condenada por roubar de uma mulher idosa e doente?
Entretanto, não havia absolutamente nada que Bella pudesse fazer para mudar a situação.
