Apollo – O Temível Deus do Sol

Já passara dos limites, o rosto banhado em lágrimas mostrava profundas raiva e indignação. Hyoga olhava para mim com compreensão, e logo voltou o olhar também ferino para a Deusa, assim como todos os outros Cavaleiros ali presentes. Fui à frente, tomando completamente as dores de Marin.

-- Maldição... Malditos sejam vocês que usam nomes de Deuses! Deuses como vocês não merecem respeito nem do pior dos seres humanos, nem de um verme! Volte pro Olimpo com a sua maldita divindade!!

Hyoga engole em seco e dá um passo atrás, ele sabia muito bem quando eu estivesse com o pior dos humores, e o quanto isso era perigoso. Mesmo Ikki arregala os olhos, nunca me vira com aquele olhar em chamas, chegando um pouco mais perto do irmão.

Meu cosmo explode intensamente, nos olhos, as pupilas verticalmente contraídas cintilam com poder e minhas garras vão certeiras contra Ártemis, tão rápidas e poderosas, que até ela se assusta, pondo a mão diante do rosto na tentativa de se proteger.

Meu cosmo se desfaz diante dela, a luz muda completamente, tomando um profundo tom vermelho repentinamente. Um cosmo aterrador toma conta do local em um segundo e uma profunda e imponente voz ecoa no templo.

-- Não merecemos respeito?

-- Essa voz... – diz Atena para si mesma.

-- Irmão. – reconhece Ártemis.

-- Não merecemos respeito? – ele repete. – Quem é você, humana, para blasfemar desse modo? Não é permitido aos humanos questionar os Deuses. – vira-se para Ártemis – Ártemis, pensei que fosse mais esperta.

Até ela treme diante de sua figura que acabara de surgir, um homem alto, de cabelos ruivos que lembram chamas vivas, olhos azuis, profundos e seriamente calmos. Vestia uma longa toga branca com detalhes dourados sobre os ombros e uma tiara também dourada diante da testa, com um círculo no meio, simbolizando o sol.

-- Atena, mostre seu rosto, vamos.

Ele estendo os braços na direção da jovem, fazendo-a desaparecer de onde estava e surgir com o rosto entre seus dedos, com os pés fora do chão. Todos estávamos apreensivos, sem reação que pudéssemos tomar.

-- Mas que belo rosto... É uma pena que vá deixar de existir.

Seu cosmo se propaga ao redor de Saori, ela não tem nenhuma reação, como se estivesse paralisada por seu poder, ou até por medo dele.

-- Minha pequena Irmã, um Deus que se aproxima de humanos é inferior a eles.

Seu cosmo forma raios ao redor dela, ele a destruiria diante de nossos olhos. Mas eu não estava disposta a assistir, concentrei uma rajada de cosmo e lancei contra ele.

-- Pára com isso!!

Mas ele desaparece, deixando Atena cair sentada, enfraquecida. Ele aparece de novo na sua frente, sem dar importância aos humanos ali presentes.

-- Aqui acontecem coisas estranhas. Humanos apontando armas contra Deuses...

-- Não quero saber o que você é, quero que deixe a gente em paz! – disse.

Mas ao tentar avançar, Hyoga me segura pelo braço, tentando me impedir. Torno para ele, séria.

-- Que está fazendo?

-- Não vou deixar você ir lá. O cosmo dele é poderoso demais.

-- Ta com medo?!

-- Não vou te deixar ir sozinha! – respondeu bravo.

-- Parem! – pediu Saori – Vocês não devem lutar contra Apollo, suas forças são nada perto da dele.

Mas Shiryu dá também um passo a frente,seguido de Shun e Ikki.

-- Há uma coisa que nossos mestres não ensinaram, Saori: Dar as costas ao inimigo e fugir. Nós lutaremos não importa o que nos digam.

Ele eleva seu cosmo poderosamente, pondo-se diante do Deus, que sem dar a mínima para a ameaça apenas diz:

-- Deuses são eternos, e mesmo assim vocês me enfrentam? Os que possuem a eternidade são os mais belos e poderosos do mundo. Desapareça humano.

Seu cosmo é aterrador diante do Dragão, que ainda sentindo todo o seu poder, se mantém diante do inimigo com olhar desafiador e destemido. Um brilho branco se propaga pouco antes da explosão que mais parece a de uma galáxia, uma bomba com um poder que tornaria o Big Bang algo ridiculamente ínfimo e sem importância.

À frente do grupo, elevando o seu cosmo ao poder máximo, Shiryu barra com as próprias mãos todo o poder de Apollo, tentando empurrá-lo de volta. Era uma visão incrível...

-- Não importa o que diga, nós também temos a eternidade. Elevando nossos cosmos ao infinito nos fundimos com o universo e chegamos perto da eternidade!

Ele reúne todo o poder de seu cosmo, que brilha verde como as águas das cascatas de Rozan, tentando repelir a enorme esfera de energia do Deus. Mas esta se expande ainda mais, seu brilho rubro se torna verde claro e se espalha por toda a dimensão em que nos encontrávamos e depois desaparece aos poucos. Uma intensa luz branca consome tudo e todos que estão ao nosso redor, como se nos deixasse cegos e só pudéssemos ver o forte alvo que toma o ar.

O Santuário, Marin, Tohma, Saori e os Deuses que estavam à nossa frente, meus amigos, Hyoga... Todos são consumidos pela luz. Tento gritar o nome de Hyoga, estendendo a mão em sua direção, mas ele desaparece, e minha voz não sai, como se estivéssemos no vácuo.

Seria um Deus tão grandioso assim? A humanidade, para um Deus, seria tão insignificante? Mas a humanidade tenta viver com todas as forças. O que são os Deuses, se não protegem os que tentam viver, perdoando os humanos e reconfortando-os calorosamente? Não é isso um Deus? Saori desejou viver conosco... O que é um Deus que não ama as pessoas? Nós não queremos Deuses que não sejam assim!

--

Em uma outra dimensão, Atena se encontra novamente com Apollo, seu irmão mais velho, gêmeo de Ártemis. Os dois se encaram com seriedade.

-- Os humanos não podem negar os Deuses. – diz Apollo autoritário.

-- Pare, por favor. – ela diz, segura de suas palavras – Estou preocupada com a sua segurança se isso continuar assim, irmão.

-- O que diz?

-- Se você quiser continuar, eu serei sua adversária.

-- O que?!

--Ainda não, Atena. – soa uma voz grave e imponente no vácuo.

Os Deuses fitam o alto, surpresos pela voz que ouvem e reconhecem, mais surpreso ainda está Apollo, que franze o cenho, descontente.

-- Você... Que desapareceu desde a era mitológica. O que pretende?

-- Volte para o Olimpo, Apollo, e vejamos qual será o futuro dos Deuses e da humanidade. E você, Atena, venha e assista ao meu lado.

Um forte brilho se expande, antes da completa escuridão, e tudo some.

--

"No momento em que a vontade humana vencer um Deus, o que Deus irá perdoar, e que tipo de punição irá ordenar..."

--

Estava agora em um campo aberto, havia uma fresca e suave brisa, grama verde, uma casa de campo, um bosque ao fundo. A luz era cálida, de um leve tom dourado, dourado como os cabelos do jovem que estava lá também, recostado em uma árvore e que, de repente olhou para mim. Seus olhos azuis, profundos e nobres me assustaram, gelaram meu coração. Quem seria? Parecia até que já o tinha visto, que já vira aquele lugar. Ele sorriu ao me ver, um sorriso doce e terno.

-- Está perdida? Se quiser ajuda...

-- Oh, me desculpe... É que este lugar é tão bonito que acabei me levando. Parece até que já estive aqui...

-- Tudo bem... Só tem eu aqui. Espero que encontre o que procura.

-- Obrigada...

"Mas que bonita... Quem será? Esses olhos... Esse perfume no ar... Será que devia ter perguntado seu nome?" – pensava, enquanto me via me afastar.

--

Nala: Nuss... Q coisinha mais estranha...

Hyoga: Eu q o diga... -.- Ah!! É assim q acaba?? Naum é possível!!

Nala: Sim... É assim q acaba o prólogo... Mas agora é q a encrenca de verdade surge.

Hyoga: Sim... A gora me lembro... Isso é só o começo. Agora vem a encrenca de verdade.

Nala: Meu próximo livro chega em minha próxima postagem. A fic q eu produzi p/ a continuação de Saint Seiya. Naum percam as batalhas inéditas dos Cavaleiros!

Além da Coragem - Livro IV - A Carne, a Luxúria e os Imortais - Mundo de Luzes

O verdadeiro poder da humanidade em se tornar maiores que os Deuses