Felicidade Extinta
No primeiro dia estava chocada e não acreditava que estava ali, que estava ali justamente com ele, mas sorriu, sorriu com muito prazer quando os lábios frios tocaram os dela, quando os olhos cinzentos estavam fixos no sorriso largo que exibia.
Nos encontros escondidos, quando era necessário sussurrar e segurar suspiros. Fechava os olhos e permitia-se acreditar na realidade daqueles momentos curtos que passavam rápido, mas deixavam uma sensação por todo o dia.
Na primeira semana, era como cores e sons e sensações e tudo que pudesse imaginar. Era errado e excitante e animador e não era necessário mais que algumas palavras para que tudo corresse bem.
Imaginava quando Harry descobriria e pensou que haveria uma emoção assim, se imaginava deixando o marido e que talvez as coisas melhorassem. Pensou na cara que Astoria faria, pensou em várias coisas para dizer e fazer, parecia divertido e irresponsável.
Mas no segundo mês, havia algo de diferente nos beijos, algo mecânico e comum, algo que não fazia mais Ginny sorrir com tanta felicidade. Aquela felicidade que diminuía, mesmo que as ações não mudassem. E para ele, os cabelos ruivos deviam ser tão comuns, quanto os olhos cinzentos se tornaram para ela. E aquela sensação de felicidade não durava mais que poucas horas, poucos momentos.
Não ligava mais se Malfoy demorasse, se Malfoy não se importasse, se Malfoy não aparecesse.
E simplesmente, não buscaram um ao outro. Nem encontros furtivos, nem meios sorrisos, apenas felicidade extinta.
