Ai, eu realmente sinto muito. Mas eu to sem tempo e eu esqueci. É sério, cara! Eu preciso de alguém que me lembre de postar, uisdhsdauisdhsdia... fora que estamos bom um bloqueio dos bons no capítulo treze! Muito bad. Anyway, esse aqui vai dar o que falar! Espero que aproveitem.

Um beijão para Mary Pontas, Nayara, Crystin-Malfoy, Monique, Tahh Halliwell, Mel Black Potter, Gi Foxter, Mrs. Na Potter, Fini Felton, Hannah Lu, Thaty, Daí-chan, Marmaduke Scarlet, Zia Black, Marina, Isadora, Lolabunny, Daiane, Tata Black, Bi Radcliffe, Cla V, Mari Buffy, Paola, Gabriela Black, Amy L Black, Julinha Potter, Pri, Marigold B, e todo mundo que já passou por aqui.

O título do próximo capítulo é 'Proximidade Fatal'. Espero que aproveitem esse aqui. Um enorme obrigado para todo mundo que vem lendo, acompanhando e principalmente comentando. É por vocês que eu continuo escrevendo.

Beijão,

Gween Black.

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- Capítulo Oito -

Uma Questão de Poder

"My shadows, the only one that walks beside me

Minha sombra, a única que anda ao meu lado

My shallow hearts, the only thing that's beating

Meu coração superficial, a única coisa que está batendo."

(Boulevard of Broken Dreams – Green Day)

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- Gween, ACORDA!

Gween abriu os olhos lentamente, com uma luz fraca vindo da janela semi-aberta. À sua frente, Lílian se encontrava de pé, as mãos na cintura e uma expressão impaciente. Com um esforço, virou o rosto até mirar o relógio.

- São sete horas, Lílian! – ela resmungou. – Pelo amor de Deus, me deixe dormir!

- Você tem uma sessão de fotos. Tem que estar no estúdio dentro de menos de duas horas. – ela empurrou as cobertas da amiga. – Trate de acordar, e depois aproveite e compre um despertador. – Lílian foi até porta, e enquanto saía continuava a falar. – Porque eu não vou te acordar mais!

Gween bufou, enquanto se levantava e ia para o banho. Em pouco mais de meia hora, ela sentou-se na mesa da cozinha, servindo-se de um pouco de granola e iogurte de coco para o seu café da manhã. Lílian já havia saído, mas Nicolle ainda estava na mesa, folheando o jornal.

- Então... o que tem de novo aí? – a loira perguntou, levando uma colher de granola à boca.

- As notícias. – Nicolle respondeu, erguendo o olhar do jornal apenas para dar um sorriso irônico.

- Posso ver? – Gween perguntou, curiosa para saber o que a amiga estava lendo.

- Nossa, que milagre. – a morena passou o jornal à loira. – Você, lendo jornal...

- É só a sessão de fofocas. – desta vez foi a vez de Gween lançar um sorriso irônico.

Ela então baixou os olhos para o jornal, lendo a manchete: "Show lota arquibancadas!". Revirando os olhos, começou a passar as páginas, até que uma pequena nota à direita chamou sua atenção.

- Nicolle, você viu isso? – perguntou, enquanto se levantava e mostrava o jornal à amiga. – Que estranho.

Nicolle inclinou-se, dando uma mordida na torrada, e passou a ler o discreto parágrafo indicado pela amiga.

"Neste último sábado um casal que morava no centro de Londres foi encontrado morto, em sua própria casa. A autópsia realizada pelos médicos legistas indicou rastros de uma substância conhecida como Estricnina, um veneno mortal. A polícia local classificou o caso como suicídio, embora, curiosamente, os vizinhos e parentes afirmem que os dois estavam em harmonia como família, sem brigas recentes, e os registros do banco comprovam que não possuíam dificuldades financeiras. Possuíam hábitos saudáveis de alimentação, praticavam esportes regularmente e não eram entregues a nenhum vício. A pouca idade – tanto o homem quanto a mulher tinham apenas vinte anos – também desperta suspeita. O casal possuía uma filha de três meses que, felizmente, estava na casa da tia na hora dessa estranha morte. Os corpos foram identificados como de Grace e Edgar Bones. Sem mais detalhes."

- Estranho. – Nicolle falou.

- Suspeito. – Gween respondeu. – Muito suspeito. – depois de pensar por um momento, continuou. – Como um casal de vinte anos, com uma filha pequena, vivendo em aparente felicidade, bem sucedidos financeiramente, se suicidariam em conjunto?

- Estávamos falando deles há poucos dias. – Nicolle comentou, chocada demais para terminar a torrada.

- Tem alguma coisa nisso. – a garota largou a colher em seu prato, também desistindo de comer. – Alguma coisa muito estranha.

- Mas, infelizmente, não posso dar uma de investigadora e descobrir o que aconteceu. – Nicolle comentou, enquanto se levantava. – Preciso ir trabalhar.

- Eu também. – Gween suspirou, enquanto levava as louças até a pia. – Mas vou acompanhar essa coluna, de agora em diante. De perto.

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- Srta. Bauer? – perguntou a recepcionista, quando Gween entrou pela porta do lugar que seria usado como cenário. Ela era loira, os olhos azuis e o rosto incrivelmente esticado, como se já tivesse passado por algumas plásticas. A boca estava coberta de um batom vermelho-sangue, e ela fazia biquinho para falar. Gween achou-a extremamente artificial.

- Sim, sou eu mesma. – a garota confirmou, mostrando a carteira de identidade.

- Pode seguir pelo corredor, é a última sala. – a recepcionista indicou, mostrando as unhas incrivelmente compridas, também pintadas de vermelho.

Gween olhou para as suas próprias, soltando um suspiro resignado. Demorara muito tempo para parar de roê-las... Meneou a cabeça, espantando os pensamentos, enquanto seguia pelo corredor. A última porta estava aberta, toda decorada em estilo vintage. Gween entrou, apresentou-se, e o fotógrafo indicou o camarim, onde ela deveria trocar de roupas – as suas pelas da grife.

Minutos depois, ela estava deitada em um grande sofá maravilhosamente macio, sentindo no rosto todos os flashes da máquina. Mas, em vez de doer seus olhos, eles faziam seu coração disparar.

Estava de volta. Ao glamour, à fama, ao dinheiro. À vida.

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Quando Sirius finalmente conseguiu terminar todo o trabalho acumulado e sair do escritório, soltou um suspiro de alívio. Caminhou em passos descansados até sua BMW, entrando e ligando o carro. Acelerou, ligando o rádio em seguida. A música encheu seus ouvidos, e ele permitiu-se divagar.

Aquela última semana havia sido cheia de tudo aquilo que ele sempre fora apaixonado: beijos, abraços, seduções. E, enquanto não estavam fazendo isso, ele e Gween passavam horas e horas conversando, ouvindo música, assistindo filmes, ou simplesmente se agarrando em qualquer lugar.

Fez uma curva, enquanto sentia o corpo estremecer apenas pela lembrança daquela garota. Ou melhor, mulher. E que mulher...

Toda ela era provocante, cheia daquela malícia implícita, quase descuidada. Os cabelos caindo como uma cascata até a metade das costas, sensualmente lisos. Aqueles olhos tão mel que pareciam ser quase dourados, conter o brilho das estrelas, e carregavam uma provocação muda, uma intimação, algo que instigava e convidava. Os lábios rosados, não muito cheios nem finos: apenas perfeitos.

E o corpo. Nossa, ele poderia se perder naquele corpo tão feminino! Não era daquele tipo que estava acostumado, seios fartos e quadril extremamente largo. Não. Era delicado. Os seios firmes, mas não pequenos; a cintura fina e a barriga desenhada; as pernas longas e bem-torneadas. Era tão absurdamente feminino que poderia passar por frágil.

Doce engano...

Por trás daquela pele de princesa, Gween trazia um fogo tão quente que era impressionante. Era obstinada, impetuosa, e, acima de tudo, perseverante. E Sirius a admirava demais por isso.

Dobrou à esquerda, entrando no endereço que Gween lhe dissera que seria a sessão de fotos. Estacionou, entrou, foi até a recepção. Ouviu as instruções e ignorou completamente o flerte descarado que a recepcionista tentava, em vão, manter, para depois seguir até a porta indicada.

Quando chegou, Gween estava vestindo um vestido vermelho que ia até a metade da canela, com a frente toda bordada, deitada em um grande sofá branco com almofadas vermelhas. O contraste entre o claro do sofá, da pele dela e dos cabelos loiros, e o intenso do vermelho das almofadas e do vestido era perfeito. Realmente aqueles fotógrafos eram geniais.

Encostou-se na parede, e ficou por ali mais ou menos meia hora, até que finalmente o fotógrafo liberasse a modelo. A sua modelo.

Quando ela virou-se para o camarim, Sirius adiantou-se e foi até ela.

- Então. – ele disse.

- Então. – ela respondeu, enquanto continuava a caminhar.

- Você estava linda.

- Obrigada. – ela agradeceu, ainda assim sem parar de caminhar. Mas Sirius puxou-a, puxou-a com força e beijou-a com uma paixão ávida, voraz, intensa. – Eu tenho que me trocar. – ela sorriu, quando interrompeu o beijo. – Espere aqui.

- Não se preocupe, eu vou junto. – ele sorriu, malicioso, sem soltar a garota.

- Sirius! – ela riu.

- Vamos. Estamos saindo há uma semana... – ele murmurou, a voz rouca, deixando os lábios deslizarem para o pescoço da garota.

- Esse vestido custa quase mil euros, se você estragá-lo...

- Posso comprar milhões desse aqui para você. – ele respondeu.

Gween ergueu a sobrancelha.

- Vamos, Sirius. – ela respondeu.

- Ok. – ele começou a soltá-la, mas em seguida puxou-a de volta. – Só mais um beijo.

- Você não existe! – ela murmurou, entre riso, enquanto deixava os lábios mergulharem nos de Sirius.

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Ela saiu do banho, e sem enrolar-se na toalha, foi até o quarto. Deixou as janelas abertas, para quem quisesse poder admirá-la. Passou as mãos pelo próprio corpo, sentindo o poder. Os grandes seios, fartos e firmes, a barriga definida, o quadril grande e malhado, as pernas grossas e torneadas. Um poço de sexualidade.

Havia recém chegado de uma filmagem, e a fantasia de cowgirl ainda estava jogada no chão. Não fora algo muito cansativo, já havia pegado alguns mais difíceis – ou maiores. E o corpo estava completamente limpo, cheirando àquela loção incitante que ela sempre usava. Porque, e qualquer um que a conhecesse seria obrigado a concordar, toda ela exalava sexo.

Abriu o roupeiro com calma, as unhas grandes arranhando leve e sensualmente a madeira da porta. Não precisou revirar muito seu amontoado de roupas e fantasias para encontrar o que queria: um robe de seda rosa choque, de mangas longas e comprimento mínimo – até acima da metade das coxas. Nem tampouco precisou mexer na grande coleção de lingerie – não usou nenhuma.

E, sentindo o prazeroso toque macio na seda direto na pele, dirigiu-se para a sala. Pegou um refrigerante e uma torrada e deitou-se displicentemente no sofá, o robe escorregando e revelando seu corpo, enquanto ligava a televisão e passava os canais. Encontrou-se em um dos filmes da sessão pornô, mas era um trabalho antigo, quando havia recém começado – há quase dez anos, quando estava apenas florescendo na juventude.

Depois de mudar novamente para outro canal, ouviu um barulho na porta. Estranhou. Não tinha nenhum compromisso marcado, e já era quase meia-noite. Mas, dando de ombros, levantou-se do sofá e foi até a porta. E, quando abriu, teve uma grande surpresa.

- Você? – comentou, deliciada com a visita. – Pode entrar. – acrescentou, enquanto abria a porta e preocupava-se em deixar a manga escorregar pelo ombro.

- Estava assistindo à televisão? – o homem perguntou, enquanto passava pela porta e indicava o aparelho ligado com a cabeça.

- É o que parece. – ela respondeu, encostando-se na porta e erguendo a perna, de modo que o roupão caiu para o lado e revelou a parte interna da coxa.

- Mas eu acredito que você já desconfie que não é isso que interessa. – ele arrematou, enquanto virava-se e dirigia-se para o quarto.

Os olhos dela brilharam de orgulho, e ela apenas seguiu o homem. Quando ele entrou no quarto, a mulher fechou a porta e sorriu, maliciosa.

- Você é bem mais esperta que me disseram. – ele falou.

Ela soltou uma risada obscena, enquanto completava em pensamento: "Muito mais que você imagina! Você não faz idéia de quanto o seu dinheiro seria útil...". Então, com um gemido forçado, tirou o chambre e puxou as mãos dele para seus seios. Ronronou, embora não sentisse nada.

- Então vem. – ela disse, deitando-se na cama.

Ele tirou a roupa, enquanto ajoelhava-se na frente dela. A mulher ia retrucar que ele não havia tirado as luvas, mas as palavras fugiram-lhe da boca quando sentiu que ele a penetrava com violência, bombeando, cada vez mais forte.

Antes que tivesse tempo de reclamar ou de fingir prazer, arregalou os olhos e perdeu a respiração, sentindo as mãos enluvadas do homem envolverem seu pescoço. Tentou gritar, sem sucesso, então levantou as próprias mãos e tentou com toda a força arrancar aqueles dedos fortes que apertavam tanto, tanto, tanto...

A angústia era tanta que, mesclada ao desespero, parecia enevoar completamente seus pensamentos. Tentou levantar o joelho para empurrá-lo, mas ele continuava bombeando, forte, firme, e prensando-a contra a cama. Os dedos permaneciam dolorosamente imóveis em seu pescoço, e a cada segundo ela sentia as forças diminuírem. Tentava a todo custo respirar, deixar apenas um tantinho de ar penetrar em seus pulmões, mas não conseguia – e a dor era tanta!

Com o tempo, desistiu de se debater, sentindo o corpo ser preenchido por uma quase bem-vinda dormência, e todos os sons tornaram-se indistintos – uma confusão aleatória. Os olhos não conseguiam mais divisar os contornos, e uma nuvem ia preenchendo sua visão.

E, a última coisa que sentiu, foi não sentir mais nada.

O homem à sua frente sorriu, gozando dentro dela quando o corpo inerte da mulher desabou sobre a cama. Pena que ela não podia ver mais nenhuma coisa. Ele vestiu-se novamente, com calma, quase saboreando a sua conquista. Em seguida, conferiu se a mulher estava realmente morta. Sim.

De dentro do paletó, tirou um pequeno revólver com silenciador, e não hesitou em atirar direto na vagina – não queria deixar seus espermatozóides de presente para o médico que fosse realizar a autópsia.

Depois, pegou um pequeno canivete. Aproximou-se do corpo dela, e mirou-a, sentindo o corpo inteiro ser sacudido por uma vibração de prazer. Para ele, tudo aquilo uma questão de controle, de poder. E poder ele tinha. Muito.

Depois de mirar cada tantinho daquela mulher – apenas mais uma prostituta do mundo – levantou o canivete. Inclinou-se, até a lâmina encontrar a pele clara da mulher, e afundou. O sangue intensamente vermelho jorrou, mas ele não parou nem por um momento até finalmente terminar a sua marca.

E, quando terminou, não pôde resistir a admirar sua obra. O vermelho do sangue realmente era o ingrediente perfeito para os cabelos loiros, a pele clara e os olhos azuis arregalados. Com um brilho sádico no olhar e um sorriso maldoso no rosto, guardou o canivete e fechou sua capa.

E, com último olhar, saiu do quarto.

O último instante de vida de Narcissa Black – um pedido desesperado por sobrevivência.