Notas da Autora
Yukiko deixa os namekusei-jins estarrecidos, quando revela que...
Há centenas de anos-luz, no palácio do Imperador dos saiyajins, o mesmo...
Capítulo 10 - Shenron
Yukiko ia explicar, quando a Lendária heroína avisa:
"Cuidado com o que vai revelar... Eles não podem saber que a vida deles seria diferente, assim como haveria a verdadeira paz no universo, senão fosse o incidente de séculos atrás."
"Verdade... mas, o fato, é que exibimos muito conhecimento."
"Fale que viu o passado, o processo de transformação deles. Como Lendária heroína, você conseguirá tal poder. Mas, não sabem que ainda não o dominou, para poder usá-lo. Porém, é algo bem plausível e consideravelmente crível, pois, já ouviram falar do poder das visões."
"Entendi... Vou falar que foram das visões passadas e não de um futuro, que não existe mais."
- Foram as minhas visões do passado. Eu vi o bastardo ascendendo às formas e a explicação para cada uma, que deu ao desgraçado do genitor dele.
De fato, não era uma grande mentira.
Afinal, soube disso tudo, por ver Son Goku se transformando e a explicação dele para cada forma, assim como o gasto, além de presenciar em suas visões todas as batalhas que ele teve para uma melhor compreensão das transformações, sendo que o nome saiyajin dele é Kakarotto, não tornando o que ela falou uma mentira por completo, porque também, foi através das visões.
A única exceção era a forma super saiyajin 4, pois, ele somente havia ascendido até a forma super saiyajin 3 contra Kid Buu.
O conhecimento da transformação em super saiyajin 4, foi a partir das suas visões do passado de Kakarotto.
- Ter a capacidade de ver o passado e o futuro é algo muito bom e é consideravelmente exigido, que a Lendária heroína o domine. – Moori comenta admirado.
"Dependendo da ocasião, pode ser uma maldição ou uma benção." – ela comenta em pensamento.
"Concordo." – a sombra da Lendária heroína comenta, pesarosamente, surpreendendo a jovem.
- Vou precisar de um local para ficar.
Notam que a voz dela muda, um pouco, ficando mais triste e menos séria e compenetrada como antes, compreendo que algumas vezes, a sombra da Lendária heroína tomaria a iniciativa, embora soubessem que havia uma linha tênue entre as duas e que ambas se mesclavam, conforme a necessidade pedia.
Nesse caso, a criança ainda estava ferida, tanto mentalmente, quanto fisicamente e precisava de auxilio. Afinal, tamanha dor e desolação, não eram superadas em apenas alguns dias e sim, após anos, senão, décadas, com sorte.
- Vamos arranjar uma acomodação para você e acredito que deseja descansar. Pode aproveitar para conhecer uma das nossas vilas. – Moori fala carinhosamente, afagando a cabeça da criança que o olha, admirada.
- Eu entendo que vou ter que treinar muito... Já detenho a transformação em super saiyajin 1. Estou acostumada a treinar e, além disso, quero me vingar do saiyajins, sendo que se fizer isso, salvarei o universo. Mas, entendo que há dois dessa raça que merecem ser poupados.
- "Dois saiyajins que merecem ser poupados" – Moori pergunta surpreso, repetindo o que ela falou - Bem, nos acreditamos em você. Portanto, não duvidamos de suas palavras, embora que nos surpreendemos.
- Depois vou caçar algo para comer... Gostaria de ver como é uma vila. Em Bejiita, vivia trancada em uma mansão, sendo que ficava mais no porão e somente saia, para ir até a Rinha de Escravos e voltar, sendo que já fui algumas vezes no Principal mercado, na capital do império dos saiyajins. – nisso, ela treme levemente e percebem que devia ser uma lembrança demasiadamente dolorosa.
Eles até queriam compreender o que era a tal rinha, já que era uma palavra estranha aos mesmos.
Porém, perceberam que a vida em Bejiita foi repleta de dor e sofrimento. Portanto, era normal Yukiko não querer lembrar e não desejavam força-la.
Como se lesse o pensamento deles, ela explica tristemente:
- A rinha é um local onde escravos lutam, sendo estes treinados por saiyajins, apenas para prazer deles, sendo que nos últimos anos, as mulheres lutam quase que nuas, gerando um prazer adicional a eles... Inclusive, o bastardo do Kakarotto, me treinou para ser uma escrava de rinha, como a minha mãe Chichi foi e em uma das batalhas, ordenou que eu tirasse a roupa da minha adversária. Na época não compreendi o motivo de tal ordem, mas, perante minhas indagações, a Lendária heroína explicou. Minha amada genitora me fez inocente ao extremo, para não compreender muitos atos, visando que não sofresse, assim como mentiu sobre quem era o meu genitor, caso um dia, o bastardo do Kakarotto resolvesse me estuprar. Assim, eu não teria o sofrimento adicional.
Moori e Nail se entreolhavam, sem saberem o que falar, sendo que não podem evitar um olhar de pena, imaginando quanta dor e sofrimento ela teve que lidar, assim como sentiam ódio e ira por Kakarotto e pelos outros monstros.
Claro, sabiam que os escravos enfrentavam humilhações, punições e intensas dores, assim como sofrimentos. Mas, ouvir todo o mal que fizeram a uma criança, com a mesma contando, era diferente de ouvir falar, através de boatos e de imaginar.
Afinal, a realidade era demasiadamente pior do que conseguiriam supor.
- Devo avisa-los, que em um mês, mais ou menos, os saiyajins virão atacar esse planeta e é melhor, nos fugimos, antes disso. – ela fala, preocupada.
- Vão atacar Namekusei?
- Sim. Draco Star descobriu sobre o ataque e pediu para avisa-los. – ela mentiu, não revelando que foi Raditz que contou a Draco Star.
- Bem, vamos reunir as esferas, para fugirmos. – Saichourou fala pensativo – Não vamos enfrenta-los.
- Sim... Mas, acredito que não terão que invocar Porunga. Porém, é de bom tom, que deixem as Dragon Balls reunidas.
Os namekuseijins não estranharam o conhecimento dela das Dragon Balls, pois, era reencarnação da Lendária heroína que possuí muitos conhecimentos, sendo algo esperado, devido às várias vidas anteriores que teve.
- Como assim, talvez não seja preciso invoca-lo? – Nail pergunta surpreso.
- Além dos seres malignos do universo, pretendo fazer com que não exista a escravidão no universo. Irei lidar com qualquer um que tenha esse sentimento... Se for verdade o que a Lendária heroína me contou, terei meios de garantir isso e por cauda disso, não será necessário invocar Porunga, sendo que é melhor guardar o desejo para alguma necessidade no futuro.
- Como assim, meios?
- O mesmo dragão que lhes conheceu o poder das Dragon Balls, também me concedeu um poder similar, sendo que terá uma diferença considerável do de vocês. Afinal, algumas regras não irão ser aplicadas.
- Então... eles... – todos os namekusei-jins ficam estarrecidos.
- O de vocês tem limitações e é bom o deixarmos para uma emergência, além de que, recomendo ampliar a capacidade do desejo dele, assim como rever algumas regras, que podem ser modificadas. Já o meu, não há regras, a não ser o fato que não posso trazer ninguém de volta a vida por causas naturais, pois, essa é uma lei primordial. Afinal, o tempo de vida da pessoa foi encerrado e não pode ser prorrogado.
- E quanto às outras restrições? – Nail pergunta.
- Nenhuma... Nunca me interessei em ter tal poder nas mãos, mas, considerando o nível de destruição que esses monstros praticam, assim como a escuridão da maldade que se infiltrou em vários planetas, em era tão tenebrosa, sendo que o universo nunca esteve tão tomado pelo mal, faz-se necessário ter esse poder e eles sabiam disso, sendo que me forneceram. Muitos deles têm habilidades distintas, como vocês sabem.
- Bem, isso é verdade... Um ser com poderes ilimitados, assim como desejos, faz-se necessário. O universo está completamente tomado pelo mal e aos inocentes, só resta o medo e as lágrimas. – Saichourou fala pensativo.
- Por aí...
Então, ela caminha até a frente deles e começa a se concentrar.
"Concordo com você, precisamos de tal poder, embora não seja algo correto, termos um ser que obedeça a regras ínfimas... Há um motivo para tais limitações e que inclusive, são necessárias." – A Lendária heroína comenta um tanto receosa.
"Ainda acha que não devemos usar tal poder? Eu sinto o caos e o mal que impregna o universo. Desde que despertei, eu sinto o universo, de certa forma e assim como você, sei o quanto está sofrendo... Precisamos desse poder para dar a paz que o universo tanto anseia e necessita. O mal o contaminou e ele é alimentado pelos inúmeros monstros." – Yukiko comenta seriamente.
A Lendária heroína fica pensativa, sendo que se encontra em uma bela campina, com uma belíssima cachoeira próxima dali, sendo uma materialização da mente de Yukiko.
"Sim... Você está certa. Nunca encontramos um universo tão imerso em caos e maldade, como esse. Não temos como tomar as mesmas atitudes do passado. Precisamos de algo mais e esse poder, é a resposta."
Nisso, um poder a ronda, sendo que ela se transforma em super saiyajin, surpreendendo os demais e então, uma intensa luz irradia em volta dela, sendo que a mesma cega temporariamente os namekusei-jins, enquanto que a meia saiyajin tinha os olhos fechados, se concentrando na forma do mesmo e inclusive, em segredo, separando o controle dele da sombra a Lendária heroína, sem a mesma perceber, decidindo que em um determinado momento, esse ser somente ouvira ela, Yukiko e Sayuri.
O céu fica escuro e relâmpagos surgem por alguns minutos, porém, do nada, eles cessam, enquanto que o brilho parecia concentrar-se em uma única esfera e em seguida, a mesma desce e toca no solo, começando a ficar sólida, sendo que possuí a cor laranja, enquanto que uma espécie de fio de luz conectava a esfera ao tórax da mestiça.
Nisso, algo começa a tomar forma em torno da esfera reluzente que se consolida, sendo que conseguiam ver apenas uma estrela no centro.
"Era a forma esperada..." – A Lendária heroína comenta com um sorriso, pois, aquela forma significava muito para Yukiko.
"É a forma que desejo..." – ela comenta pensando na genitora com um intenso carinho.
"Vocês estarão unidos, tanto no coração, quanto na mente. Dois seres em um. Mas, acredito que você o verá com um sentimento maternal, com o mesmo amor de uma mãe para um filho. Além disso, quanto mais poderosa você ficar, mais poderoso ele será" – A Lendária heroína comenta em um tom animado.
"Está certa" – Yukiko fala em um sorriso.
Então, todos ficam surpresos quando a luz se dissipa e eles vêm um dragão esguio, pequeno, com grandes olhos, sendo que parecia um filhote e ao olharam para as nuvem, observam que elas ficaram escuras e que dentre os relâmpagos que surgiam, parecia que viam a sombra de um dragão imenso e esguio, completamente diferente de Porunga e ao mesmo tempo, a mestiça desfazia a transformação.
Nisso, torna a ficar dia, com a sombra desaparecendo, enquanto que Yukiko dobrava os joelhos e ficava na altura do pequeno dragão que ressonava, dormindo profundamente, abraçado a esfera e ela o acha fofo.
Afinal, ainda era uma criança, que estava emocionada, enquanto achava a forma dele fofa, sendo que chorava de felicidade, esticando as mãozinhas para pega-lo, enquanto falava, gentilmente, sendo que estava emocionada:
- Okaeri (Bem vindo – forma informal), Shenron-chan.
Então, o dragão abre os olhos e observa em volta, até que olha para ela, sendo que a única esfera, que era do tamanho das esferas de Namekusei, reluz e entra em Yukiko, através de uma luz, enquanto que eles se entreolham, não compreendendo o ocorrido.
- Essa forma... Mas, as esferas... Quer dizer... – Saichourou comenta em uma perda de palavras, pois, esperava um conjunto de Dragon Balls, assim como a que eles a possuíam.
- Essa técnica toma a forma que o meu coração deseja. Não queria uma criatura que sai de esferas quando convocadas, sendo que elas precisam existir, para que possam julgar se tal pessoa é digna ou não de reunir as esferas... Já, eu, quero um amigo. Quero um ser que fique comigo. Por isso, modifiquei... Na verdade, a técnica atendeu ao meu desejo mais profundo. Se eu quiser os desejos, preciso invocar a esfera e quando ela sair do meu corpo, ele irá assumir a sua forma verdadeira, com todos os seus poderes e sua personalidade nessa forma. Agora, ele é apenas um filhote. A verdadeira forma dele é de um adulto, imenso. Apesar de que, mesmo na forma filhote, ele pode conceder pequenos desejos.
O dragão olha para a meia saiyajin com curiosidade, até que vê o sorriso da criança que estende os braços e como se compreendesse, subitamente, o que acontecia, ele vai até o colo dela, que o abraça e encosta a sua cabeça na dele e fala, com um imenso sorriso, enquanto o afagava:
- Meu amado Shenron-chan...
- Shenron-chan? – ele repete.
- Isso... Shenron... chan é um sufixo que dei a você.
Eles notam que ele parecia confuso e ela fala:
- Não moldei a personalidade dele. Ele tem direito a escolher sua própria personalidade, conforme a sua vivência comigo.
Então, beija a cabeça de Shenron, que fecha os olhos, enquanto sorria, adorando as carícias.
Eles notam que ela parecia hipnotizada por ele, mas, perceberam que era como uma criança que ganhou um animalzinho. Somente queria ficar com ele e afaga-lo.
- Acredito que podemos começar o treinamento amanhã... Por aqui, Yukiko.
Ela olha para ao namekusei-jin e o agradece, até que perde a consciência e é amparada por Nail, antes que caísse, enquanto que Shenron flutuava ao lado dela, exibindo preocupação em sua face.
- Nail...!
- Ela está fraca e debilitada, Saichourou-sama... Essa técnica exige muito e por mais que tenha um poder considerável, ainda é uma criança.
Ele fala, enquanto a pegava gentilmente no colo.
- Ela tem que dormir e descasar. Acredito que não percebeu a fraqueza, até que começou a andar.
- Entendo.
Então, Shenron o segue ainda preocupado e eles voam dali, com os demais os seguindo, até que entram em uma casa, numa vila próxima de onde Saichourou morava, sendo que era a casa de um dos namekusei-jins, que desejou ser assimilado.
Eles a deitam na cama e a cobrem, sendo que Shenron os segue e deita com ela, com a mesma o abraçando, inconscientemente, puxando-o para perto de si, enquanto murmurava feliz:
- Shenron-chan...
- Yukiko... – ele responde, ficando deitado, sendo que fecha os olhos, enquanto ficava feliz com o calor dela e os carinhos.
Então, após alguns minutos, ambos adormecem e sorrindo com a cena, os namekuseijins saem da casa, para voltarem aos seus afazeres, sendo que decidiram reunir as Dragon Balls, por segurança, na casa do Saichourou.
Distante dali, em Bejiita, o imperador andava pelo castelo, sendo que os saiyajins fugiam de seu humor assassino que exibia, diariamente, nos últimos nove anos, pois, o mesmo despejava sua ira por qualquer problema, não aparentando mais a frieza e a calma assustadora, sendo que os demais desconfiavam do motivo, embora estranhassem perdurar por todo esse tempo.
