A serie naruto pertence a Kishimoto

Mas o Naruto pertence a Hinata,

Sasuke pertence a Sakura,

Shikamaru pertence a Temari,

E o Kakashi é todinho meu


Eu não tenho nem desculpas pra apresentar a vocês.

Não vou nem tentar me desculpar.

Espero que gostem do capitulo ( se é que alguém ainda vai ler essa fic )


CAPITULO 10

FRUSTRAÇÃO

- O que voce está fazendo aqui? – indagou interrompendo os pensamenos da kunoichi

- Admirando as esculturas de Kankurou-san – respondeu Tenten com seu sorriso habitual – São incriveis

- Voce deveria se concentrar na missão – protestou o Hyuuga se aproximando

- Os planos estão feitos – argumentou a morena suspirando enfadada – Nós só temos que esperar – completou voltando a olhar a escultura que mais tocou seu coração

A peça convidava ao toque, quase exigia isso do obser vador. Kankurou a criara de um bloco de mármore cor-de-rosa. A mulher expressava um ar de determinação enquanto girava o corpo e lutava para liberar um dos pés preso na rústica base. Uma pose simples mas muito pode rosa, para dizer a verdade

- Trata-se apenas de uma mulher com o pé preso nos rochedos.

- Talvez – concedeu a morena – Mas talvez reflita a luta para sair de uma situação critica, talvez ate desesperadora – argumentou com a voz repleta de emoção

- Tenten ...

- Voce tenta encontar uma saida, uma maneira de realizar seus sonhos mas ... – suspirou e encarou os olhos brancos que refletiam sua propria dor – Mas voce não consegue. Ficar junto dói, ficar sepado tambem dói

- Eu sei – murmurou o jouunin – Eu tambem sinto

- Não está funcionando, Neji – chorou Tenten, desistindo da fingir que estava tudo bem. Que estava feliz e satisfeita com a vida.

- Nós ainda sentimos e pensamos o mesmo que antes – argumentou o rapaz apertando os punhos para evitar abraçar a mulher que amava. Tudo o que queria era abraçar e fazer Tenten parar de chorar e sofrer, mas não podia mentir, nem para ela nem para si mesmo

- Então me deixe aqui vendo as esculturas de Kankurou-san, sozinha – pediu a morena fechando os olhos para não vê-lo dando as costas para ela. Novamente.


- Shikamaru! Tio Shikaku! – chamou Ino agitada e animada entrando na sala onde pai e filho continuavam após a saída de Temari e Baki. Shikamaru havia desistido dda conversa problemática com o pai e Shikaku estava jogando sozinho já que seu filho estava tendo um desempenho terrivelmente medíocre

- Que foi? – indagou o Nara mais velho ao perceber que o filho continuava a ressonar no sofá

- Shikamaru, acorda! Anda! – insistiu a loira sorrindo ao ver que o amigo finalmente abriu os olhos

- Chouji esta na cozinha! – revelou num tom de voz conspirador

- E daí? – perguntou o rapaz sem entender – Estranho seria se ele não estivesse

- Mas ele não está comendo – contou a loira com um enorme sorriso, que foi diminuindo ao pensar novamente sobre o assunto – Pelo menos não tanto quanto ele costuma comer ! – corrigiu voltando a sorrir

- A comida daqui é muito mais temperada que a nossa – avaliou Shikaku, sem prestar muita atenção – Talvez ele tenha estranhado.

- Chouji? Estranhando a comida? – indagou Shikamaru olhando descrente para o pai – Impossível! – voltou a encarar a loira esperando novas informações

- Ele esta paquerando a cozinheira! – revelou a loira com um sorriso gigantesco

- Esse é o nosso Chouji – brincou Shikamaru, sorrindo divertido – Sempre pensando com a barriga.

- Ele é uma criança especial – comentou Shikaku, sorrindo. Seus companheiros de time: Inouchi e Chouza. Inouchi era uma grande companheiro, um irmão de luta, de brigas, de farras . Chouza era diferente. Claro que lutava muito bem, gostava de uma farra. Mas tinha um coração maior que o corpo. E o filho compartilhava dessa característica do pai

- Eu fico feliz por ele se interessar por uma garota – assegurou Ino – Mas se ela ficar cozinhando pra ele desse jeito, Chouji vai engordar muito.

- Quem que vai engordar? – indagou Temari interrompendo o momento de descontração dos ninjas da Folha

- Chouji, ele passou o dia na cozinha com Mya – respondeu Ino sorrindo simpática.

- Isso é um problema? Pra ele, eu quero dizer – indagou olhando para Shikamaru que havia contado a ela que a força do rapaz de ossos grandes vinha da sua gordura corporal.

- Não se preocupe com isso, Temari-san? – protestou Shikaku com a voz profunda – Como foi a reunião? – indagou querendo saber logo o que havia acontecido

Temari fechou os olhos, pensativa.

- Não foi exatamente como eu esperava - falou por fim, começando a relatar o que havia acontecido na reunião.


Encarou com firmeza cada um dos conselheiros, sem se mostrar intimidada nem desrespeitosa, apenas firme e séria.

- Tenho dezenove anos, fui emancipada após a morte de meu pai, assim como meus irmãos – começou a falar – Sou considerada adulta, posso e devo tomar minhas próprias decisões no que concerne a minha vida pessoal, que é o assunto em questão - avaliou as expressões dos conselheiros e sem se deixar intimidar continuou – Casamento é algo que não deve ser considerado levianamente, não é um jogo. É um compromisso de lealdade, respeito e confiança, por uma vida inteira.

- Sabemos disso, Temari-hime - assegurou Panish sorrindo de forma gentil e aduladora – Tenho certeza que você se tornará uma esposa exemplar para meu filho.

- É isso que estou querendo fazer vocês entenderem – continuou Temari ainda sem sorrir – Eu nunca serei leal ao seu filho – garantiu – Não gosto dele e não confio nele nem como shinobi nem como homem.

- Não diga isso, minha querida – pediu Hamatu se aproximando dela e tentando tocar em seu rosto.

- Tente me tocar e eu me esquecerei que essa sala é sagrada e vou fazer você sangrar – alertou Temari apontando uma kunai para o pescoço de Hamatu

- Você não recebeu uma educação adequada – resmungou um dos conselheiros mais velhos, enquanto Hamatu recuava com um brilho malicioso no olhar – Isso é uma falha sua Baki – repreendeu ao antigo sensei da garota – Ela não tem respeito pelas nossas tradições.

- Tanto respeito, que estou aqui apresentando minhas razões para que vocês cancelem um contrato que eu, não apenas desconhecia, mas também não assinei – garantiu a kunoichi altiva e sendo o mais transparente possível naquelas circunstancias.

- Na verdade, Temari-hime apresenta um comportamento insubordinado, insolente e petulante – avaliou Panish, tocando o ombro do filho numa tentativa de acalmá-lo.

- Mas não é culpa dela – protestou Hamatu, defendendo a mulher que desejava.

- É claro que não é – concordou Panish, pacificando o filho, ciente que aquela demonstração de proteção havia chamado à atenção dos conselheiros – A culpa é do demônio com quem ela teve de conviver enquanto crescia – declarou encarando Gaara de forma impiedosa.

- Seu cretino imbecil! – protestou Temari agressiva, vendo o olhar magoado do irmão caçula – Como ousa ...!

-Prometo que após se casar com meu filho ela irá se comportar como uma verdadeira princesa deve – garantiu Panish sorrindo friamente interrompendo a loira, quanto mais àquela garota se descontrolasse e desrespeitasse o conselho, melhor para ele.

- Se é verdade que o demônio é culpado pelo caráter de Temari, então devemos culpar o verdadeiro responsável pelo demônio – avaliou Baki, a voz profunda marcada pelo cinismo – O Quarto Kazekage, o mesmo homem que assinou o contrato que você insiste que ela deve honrar

- O Quarto cometeu muitos erros – avaliou Ebizou-jii-sama, com tranquilidade – Causou a morte da própria esposa, insistiu em manter o demônio, falhou em todas as tentativas de matá-lo e por isso perdemos muitos homens.

- Sem falar na aliança com o Som para destruir a Folha – continuou Yoru, num tom de desculpas para os irmãos Sabaku – Sabemos que ele desistiu da invasão, mas falhou em matar Orochimaru e isso nos deixou em uma posição muito delicada.

- É verdade – concedeu outro dos anciões – Mas ele também fez coisas interessantes e sábias. Melhor matar a própria esposa do que a mulher de outro homem e o demônio se mostrou útil em algumas ocasiões. – avaliou friamente, sem ligar para os protestos de kankurou e Temari - Talvez ele estivesse certo em relação a esse casamento também.

- Por quê? – indagou Temari deixando transparecer a sua irritação pela maneira como falavam de sua mãe e de Gaara. O mesmo Gaara que havia morrido para proteger Suna, que havia sido ressuscitado por Chyio-ba-sama – Não há nenhum motivo econômico ou político que beneficie Suna para o conselho se envolver numa decisão tão pessoal.

- Você é a irmã do Kazekage – lembrou um dos conselheiros – Seu casamento interessa ao conselho. E se você resolvesse se casar com um homem de outra aldeia? – indagou friamente – Você tem acesso a muitos segredos e poderia ser levada a trair Suna

- Essa é a preocupação do conselho? – inquiriu a loira, exasperada – Que eu me envolva com um homem que me leve a trair Suna? – insistiu duramente – Considero isso uma grande ofensa, senhores. Não sou uma garota estúpida e deslumbrada com a idéia do amor, e não admito que questionem a minha lealdade a Suna.

- Explique porque você não confia em Hamatu como shinobi, menina – ordenou Ebizu-jii-sama

- Ele não é um bom capitão – garantiu a loira, sorrindo apesar de contrariada por ser chamada de menina, mas sabia que não podia se arriscar a ofender ao "grande irmão" que parecia estar do seu lado – Em praticamente todas as missões que ele liderou houveram perdas humanas.

- Mas isso pode acontecer com qualquer um – sugeriu Panish arrogantemente – Se não me engano aconteceu com você

- Sim, aconteceu comigo – concordou a jounnin – Um rapaz recém nomeado chuunin que não gostava de seguir ordens, falhei em salva-lo e quase morri na tentativa – explicou mais uma vez aquele incidente ao conselho.

– Isso aconteceu uma vez com Temari, e ela tomou providencias para que não ocorra novamente e as decisões dela foram consideradas adequadas – lembrou kankurou - Mas isso aconteceu varias vezes com seu filho. Em todas as missões. Ou ele não sabe o que deve fazer ou ele não sabe impor respeito aos subordinados

- SEU BONEQUEIRO RIDÍCULO! – exclamou Hamatu furioso – VOCÊ É QUE NÃO É RESPEITADO! ELES APENAS FINGEM PORQUE VOCÊ É IRMÃO DO KAZEKAGE

- JÁ CHEGA, HAMATU– intercedeu Panish, temendo que o rapaz perdesse o controle – Peço que perdoem o destempero do meu filho – pediu humildemente ao conselho – Mas ele ama verdadeiramente Temari-hime e kankurou-domo o impede de cortejá-la como foi autorizado pelo conselho – revelou com uma ponta de satisfação. Mais uma vez aquele bonequeiro idiota havia desobedecido ao conselho e isso era muito bom para ele.

- Isso é verdade, Kankurou? – indagou Yoru – Você desobedeceu a uma determinação do conselho? Mais uma vez?

- Sim – afirmou kankurou sorrindo ironicamente, sem se intimidar – Eu não permiti que ele encontrasse Temari, é um dever meu, impedir que minha irmã seja obrigada a aturar caras idiotas e cretinos, pelo menos nos horários de folga – completou com cinismo.

- Isso foi um pouco estúpido para você – avaliou Ebizou-jii-sama – Se tivesse deixado que Hamatu passasse algumas horas com essa menina ele, provavelmente, mudaria de idéia sobre casar com ela – sugeriu divertido, fazendo com que alguns conselheiros rissem, todos conheciam o temperamento da garota.

- Isso não é uma brincadeira, senhores – protestou Hamatu frustrado e irritado – Esse maldito bonequeiro desobedeceu mais de uma vez ao conselho e tudo o que eu queria era passar algum tempo com a mulher que eu amo.

- Eu prefiro que arranquem um coração com uma colher – protestou Temari com descaso, fazendo alguns conselheiros rirem novamente.

- Hamatu, eu sugiro que você dirija sua afeição a uma mulher mais receptiva – sugeriu Yoru, divertido – Suas chances de obter sucesso seriam maiores e você teria uma vida mais tranqüila.

- Se eu pudesse demonstrar meus sentimentos tenho certeza que Temari iria me aceitar – assegurou Hamatu, sem se deixar afetar pelas brincadeiras, mas tendo em mente que talvez devesse matar yoru também.

- E como você faria isso? – indagou Gaara, se manifestando pela primeira vez desde que a reunião havia começado – Minha maior preocupação nessa historia toda é a felicidade de minha irmã. Não me importo com o contrato que meu pai assinou sem o conhecimento nem a concordância de Temari.

- Sua irmã é uma mulher fantástica, Gaara-sama - garantiu trincando os dentes por ter que usar um tom respeitoso ao falar com o maldito demônio – Ela nunca deveria ter sido obrigada a ser treinada para ser uma ninja e muito menos por um homem tão violento e insensível quanto Baki – acusou lembrando dos treinos duros que o jounnin havia submetido sua pupila e que ele havia espionado – Ela deveria ter sido treinada para assumir sua verdadeira função e vocação: Ser a Hime gentil e delicada que ela verdadeiramente é – e buscando os olhos verdes que estavam em choque com suas palavras continuou, sem ligar para a risada de Kankurou – Com a minha proteção você pode ser o que você nasceu para ser, minha querida – e completou tirando uma caixa de veludo do bolso interno de seu colete e o abriu para avaliação de Temari e dos membros do conselho: Uma tiara de esmeraldas rodeadas por pequenos diamantes – Uma rainha, esse é o seu destino, Temari. Minha rainha

- Incrível – Temari falou baixinho – Você não tem a mínima idéia de quem eu sou, do que eu quero, quais são meus sonhos.

- Não negue a verdade – Hamatu ordenou meio que suplicando – Não rejeite os nossos desejos

- Você está completamente insano ou é um enorme idiota se realmente acredita que eu desejo esse casamento- murmurou a kunoichi o rosto forte marcado pelo desprezo que sentia por aquele homem - Você só acertou em um ponto – continuou a loira – Eu sou fantástica – concordou ela – Sou uma ninja fantástica, tive a sorte e a honra de ser treinada pelo melhor jouunin de Suna e que também é o homem mais honrado que eu conheço. – afirmou encarando Baki e vendo orgulho no meio sorriso que ele exibia – Tive a sorte de ter meus irmãos ao meu lado enquanto crescíamos e lutávamos – olhando para o irmão caçula continuou – Foi difícil viver ao lado do demônio sim, mas em pequenos gestos era possível ver o garoto que só queria ter uma família normal, mas eu não fui capaz de proporcionar isso a ele – sorriu com carinho para os irmãos – Nunca quis ser uma princesa, muito menos a rainha de um homem – riu levemente – Sempre quis ser uma kunoichi, a melhor que essa aldeia já teve.

- Temari... – tentou Hamatu incrédulo. Essa era a grande chance de eles poderem ficar juntos e ela estava, simplesmente desistindo? Recuando? Por medo daqueles irmãos malditos!

- Não vou me casar com você. Nunca! – afirmou determinada, enfática – Talvez eu nunca me case, nunca tenha filhos – considerou dando de ombros – Não me importa. Tudo o que eu quero é proteger a minha aldeia e as pessoas que eu amo

- Eu sugiro que Hamatu e Temari saiam para que o conselho possa tomar a sua decisão – sugeriu Ebizo-jii-sama , sorrindo internamente avaliando como positivo o discurso emocionante da kunoichi. Se os conselheiros tivessem essa emoção em mente nunca iriam concordar com esse casamento.

- Mas eu .. – tentou Panish vendo o olhar cruel em seu filho, seu controle estava por um fio e não podia se arriscar a que ele o perdesse – Está certo, vamos votar.


- E foi isso – Temari terminou o relato da reunião

- Eu pensei que você iria provocar Hamatu – Shikaku falou sem entender a mudança de planos. Na sua avaliação a garota tinha se comportado muito bem

- Creio que a provocação foi feita – avaliou Temari, massageando o ombro direito, o braço que ela costumava usar seu leque para lutar – Acho que desloquei meu ombro – completou com um sorriso cínico.

- Minha nossa! – assustou-se Ino que já estava nervosa com o relato de Temari – Porque você não disse antes? – brigou a loira da folha fazendo os jutsos necessários para curar o ombro da outra loira

- Ele te atacou? – inquiriu Shikamaru, entre assustado e admirado – Na frente do conselho? Ele foi preso?

- Sim. Não. Não sei – respondeu Temari sentindo a dor diminuir – Eu juro que quando isso acabar eu vou passar umas duas horas com Tukojiro – prometeu a si mesma

- Quem é esse? – perguntou Ino, sorrindo simpática.

- O melhor massagista do mundo – contou Temari – Tem mãos grandes, macias, as mais fantásticas do mundo – exaltou as qualidades de Tukojiro – Quando ele termina o trabalho você fica sentindo como se fosse feita de algodão. Sem ossos ou musculs doloridos – completou Temari suspirando.

- E ele não fica mal sem camisa – concedeu Anthea baixinho, mais pensando que falando.

- Quando você o viu sem camisa? – inquiriu Temari, tentando não sorrir, aquela garota era muito divertida.

- Foi ... um acidente – tentou se defender a garota, mas desistiu ao reparar no olhar severo de sua líder, suspirou derrotada – Já sei: Punição

- E qual a punição que eu deveria lhe dar? – perguntou Temari, fingindo estar em duvida – Talvez eu devesse contar a Baki que você está espionando homens sem camisa. E com quem você comparou? – perguntou a loira curiosa. Fora Kankurou não havia muitos homens que andassem por ai sem camisa. – Anthea ! – exclamou quando a menina muito corada apontou para Shikaku

- Queee? – exclamou o homem perplexo, enquanto Ino ria com a mão na boca, também muito vermelha e Shikamaru bufava e resmungava.

- Mil perdões pelo comportamento inadequado dessa garota – desculpou-se Temari, constrangida e encabulada, curvando-se um pouco – Tomarei providencias para que isso não aconteça novamente – prometeu e olhou muito feio para a menina – Nem que eu tenha que arrancar os olhos dela

- Podemos voltar ao ataque de Hamatu, por favor – pediu Shikaku, depois de respirar fundo, de olhos fechados, tentando não ficar envergonhado

- Eu vou ...Humm – Anthea tentou, mas não conseguiu terminar de falar e simplesmente apontou para a porta da cozinha para onde foi correndo. Praticamente fugindo

- Ele me encurralou num corredor afastado da sala do conselho, eu me recusei a falar com ele – Temari começou, tentando resumir a historia – Então ele torceu meu braço e me empurrou contra a parede, tentou ... – nessa parte a loira parou, sentindo um arrepio de asco percorrer a sua coluna.

- Beijar seu pescoço? – tentou Shikaku, não se sentindo muito benevolente, ainda estava constrangido.

- Desgraçado – Shikamaru rosnou quase inaudível.

- Lamber minha orelha – corrigiu Temari fazendo uma careta de nojo – Fala serio! Tem gente que gosta disso? – indagou para o jounnin, ficou imediatamente vermelha e desconversou – Não precisa responder – assegurou sacudindo as mãos e fechando os olhos – Então eu dei uma cabeçada nele, puxei o braço, foi ai que eu senti o ombro e bati na altura do abdome dele com o meu leque fechado. Foi tudo filmado pelas câmeras que tem no corredor e Gaara ordenou que os Ambus vigiassem Hamatu, então eles viram tudo – terminou o resumo, respirou fundo e concluiu – E agora eu vou tomar outro banho


- Meu senhor – chamou o homem que se mantinha nas sombras – Como foi a reunião?

- Ela recusou meu presente – Hamatu informou pensativo, estava tentando entender as atitudes de Temari. Não era para ela negar, recusar o casamento, dizer que não gostava dele. Ela o amava!

- Uma enorme ingratidão da parte dela, meu senhor – avaliou Damure ainda nas sombras sem considerar a reação de seu mestre.

Hamatu moveu-se muito rápido, com as mãos em garra apertou o pescoço de seu aliado, seu rosto contorcido em fúria.

- Nunca insulte minha mulher – alertou com um rosnado – Se quiser continuar vivo – soltando o homem continuou – Não é culpa dela, são aqueles irmãos – considerou convicto – Sempre eles! – repetiu afinal outra possibilidade, que Temari realmente não o amasse, era impensável

- Não tive intensão de ofender Temari-hime – escusou-se Damure humildemente, nenhuma expressão no rosto - Sei que ela somente o recusa por ordem daquele demônio.

- E o maldito bonequeiro – resmungou irritado – E Baki, aquele lambe botas, era capacho do Quarto e agora da besta, mas eles irão morrer – sorriu satisfeito ao imaginar as maneiras com que faria aqueles três sofrer – Lenta e dolorosamente.

- E se o conselho ceder ao kazekage? – arriscou-se a perguntar

- Eu matarei qualquer um que tentar impedir que Temari e eu fiquemos juntos – prometeu solenemente – Qualquer um. O conselho inteiro! A aldeia inteira!

- Sim meu senhor – concordou o outro, sabendo que nunca deveria contrariar Hamatu – Eu o compreendo perfeitamente.

- Eu sei que você entende – lembrou Hamatu – E vou conceder o seu desejo, meu leal amigo, minha obediente irmã será sua esposa – prometeu novamente – Temari e eu podemos ser seus padrinhos de casamento – sugeriu benevolente.

- Obrigado, meu senhor – Damure curvou-se para agradecer tamanha honraria - Tenho noticias de que nossos amigos já estão no país do vento – revelou tentando controlar a satisfação.

- Tudo está correndo conforme o previsto – animou-se Hamatu com mórbida satisfação – Eles nem imaginam que são apenas minhas ferramentas

- Não senhor – concordou Damure – Eles realmente acreditam que o plano foi deles

- Meu tolo primo acredita que vou ajudá-lo a derrubar o Tsuchikage depois que ele matar o demônio – divertiu-se Hamatu – Mas eu serei aclamado o novo herói de Suna

- Infelizmente chegaremos tarde demais para proteger o kazekage e seu irmão – completou Damure – Mas teremos matado os invasores

- E eu terei a minha Hime – murmurou fechando os olhos, quase sem fôlego ao imaginar que finalmente aquele corpo dourado seria seu. Imaginou como Temari ficaria grata por ele liberta-la dos irmãos, as coisas que ela faria para lhe agradecer. O prazer que seu corpo receberia, a adoração, o amor que sua alma merecia receber. Temari o amava, sabia disso, os irmãos é que a impediam de declarar sua adoração para toda a aldeia.

- Deixe-me a sós com meu filho – ordenou Panish, sua voz trazendo Hamatu de volta a realidade

- Finalmente essa maldita reunião acabou – desabafou Hamatyu, frustrado com a demora – E então? Quando poderei me casar com Temari? – inquiriu confiante em sua vitoria

- Somente depois que substituirmos o atual kazekage – respondeu Panish, preparando-se para a tempestade que viria, seu filho era imprudente, essa obcessão pela filha do Quarto era muito perigosa para os seus planos – O concelho decidiu acatar ao pedido de Temari

- Isso ... Não ... Pode ser ... – murmurou Hamatu, chocado com a noticia, sua rainha não seria sua? O concelho negou seu pedido? Fechou os olhos, respirou fundo tentando se controlar - PORQUE VOCE NÃO IMPEDIU ISSO! – jogou contra seu pai toda a sua revolta, sua frustração, sua dor – VOCE DEVERIA CONVENCER O CONSELHO ! VOCE TINHA QUE USAR SUA INFLUENCIA, SEU PODER – não conseguia enchergar mais nada na sua frente, seu pai era um inutil, era pior que um inimigo, era alguem que deveria ser eliminado – VOCE. TINHA. QUE. FORÇAR. O. CONCELHO. A. FAZER. O. QUE. EU. QUERIA. – a cada palavra um golpe, a cada inspiração uma apunhalada, a cada expiração um jato de sangue. Hamatu somente se acalmou quando o corpo de seu inimigo não mais se contorcia, não tentava mais escapar de sua sentença.

Seu inimigo, seu pai estava morto!

E ele estava livre para fazer o que deveria fazer.


Espero que tenham gostado

beijos