Capitulo 8 – Uma Terrível Batalha. O Ressurgimento dos Laços Esquecidos!
O Deus dos Ventos Norte mudava automaticamente a expressão com a chegada do Cavaleiro de Athena: - Hahahahha! Interessante! Vocês humanos são engraçados, falam bobagens e acreditam em ilusões infundadas como essas. Meus irmãos foram derrotados por vermes como vocês porque são fracos, estão em um nível de poder bem mais baixo que o meu! Agora contemple toda a minha força antes que eu lhe mande para o Tártaro. – ele elevava seu cosmo ao máximo, mas notava que tal coisa não causava nenhuma reação ao Cavaleiro de Ouro que se mantinha apenas observando friamente – Hum, parece que vou ter que explicar ao seu corpo o que eu estou dizendo, MARTELO DE RAIOS! – o jovem dava um soco no chão com toda sua força fazendo com que ele se partisse e raios saiam do local em direção ao inimigo, atingindo Kamus certeiramente que era arremessado para trás se chocando contra a parede, perdendo o elmo de sua armadura.
O Deus se vangloriando de sua aparente sorria altivamente ao observar o corpo do cavaleiro de Athena estendido no chão: - Pobre coitado, nunca poderia ter chegado ao templo que se encontra após essa morada, local de repouso do nosso senhor Eólo! Chegou aqui tão confiante e veja o fim que levou, e nem soube o nome de seu carrasco, hahahhah... - porém ao terminar essas palavras ele engolia a seco sua risada, pois Kamus se levantava aparentemente sem nenhum dano, apenas com sua capa totalmente rasgada.
- Então é assim que seu golpe funciona! Você atinge o chão com toda a sua força, seccionando o ar com a onde de impacto e dispersando seus raios que atacam seu inimigo por todos os lados. Devo-lhe confessar que é um golpe poderoso, mas não funciona comigo... - Kamus explicava calmamente ao Deus que estava perplexo por seu golpe mais poderoso não ter causado dano algum ao Cavaleiro de Ouro -... Graças aos resquícios de cosmos que eu encontrei nos restos mortais daqueles cavaleiros eliminados por vocês eu pude entender parcialmente como seus golpes funcionavam, mesmo um corpo pereça o seu cosmo é eterno – Kamus abaixava a sua cabeça por um momento em sinal de respeito e gratidão aos cavaleiros mortos, logo a levantando e novamente encarando seu inimigo - Agora minhas conclusões ficaram completas ao ver o seu golpe de perto; um pouco arriscado eu diria, mas surtiu efeito!
Bóreas recuava ainda olhando seu adversário, que apesar de ser jovem já aparentava ter uma imensa experiência de combate: - Não me diga que...! – o deus novamente se surpreendia, alternando seu comportamento liberando sua ira – Maldito! Como ousas blasfemar contra mim? Mandar-lhe-ei ao inferno com todas as minhas forças assim poderá encontrar aqueles cavaleiros patéticos e se desculpar com eles por seu fracasso em vingar a suas mortes! – novamente ele atacava com o Martelo de Raios, mas dessa vez o ar a volta era congelado pelo cosmo de Kamus impedindo que o golpe o tocasse.
- Acabou senhor Deus, mas para lhe mostrar a minha nobreza, deixarei que saiba meu nome, então grave bem, pois este será o nome do humano que lhe exterminará! Eu sou o Cavaleiro de Ouro, guardião da casa de aquário, Kamus! – ele elevava seu cosmo ao máximo tomando a postura de um golpe, cristais de gelo eram possíveis de ser ver flutuando por toda a morada – TROVÃO AURORA! – com os dois braços arqueados Kamus liberava uma imensa massa fria que atingia Bóreas congelando totalmente o seu corpo, que caia morto no chão logo depois seu corpo se desintegrava em pó de estrelas como os outros deuses derrotados: - Você estava enganado senhor Deus, não vim aqui para vingar a morte de companheiros de batalha, isso é uma coisa natural que acontece. Vim aqui pela minha única filosofia que é a de exterminar todos aqueles que ameacem a paz na Terra. – ele observava calmamente o cosmo de seu rival subir ao céu.
Ao subir uma pequena escadaria o Cavaleiro de Ouro chegava a um grande santuário no topo da montanha, um extenso tapete vermelho recepcionava o visitante e em seu fim um trono onde o imponente Deus dos Ventos repousava sentado. Seu cosmo era intenso, porém até o momento sereno como uma brisa
- Cavaleiro de Athena! – a voz de Eólo ecoou por todo o local fazendo Kamus se ater por um instante – Devo parabenizá-lo por ter derrotado um de meus subordinados e ter chegado tão longe, mas será que um ser como você poderá fazer frente ao meu poder, o poder de um Deus? – O deus se levantava de seu trono, ajeitando sua capa e se colocando a frente do cavaleiro de Athena que ainda permanecia em silêncio.
Eólo começava a elevar o seu cosmo, o ar que até então somente era uma brisa pacifica se agitava de forma violenta, transformando em uma ventania bravia: - TUFÃO DA MORTE! – ao ressonar do cosmo do Deus, um vento mortífero saia de seus braços e ia em direção a Kamus, abrindo uma cratera no chão por onde passava até aparentemente atingir o cavaleiro em cheio.
- ESQUIFE DE GELO! – Kamus juntava as duas mãos na altura de seu peito formando um pequeno caixão de gelo a sua frente para tentar se proteger do golpe do Deus, anulando parte do impacto do golpe, porém o poder de Eólo era imenso e mesmo com sua barreira o cavaleiro acabou sendo afetado tendo partes de sua armadura trincadas e alguns cortes superficiais. "Mesmo com usando uma variação do Esquife de Gelo para me proteger ele ainda foi capaz de passar pela minha defesa e conseguir causar danos a minha armadura. Preciso arranjar algum modo de dificultar que ele manipule o ar a essa velocidade!" – Kamus se ajoelhava no chão colocando sua mão na altura de seu ombro direito perplexo.
- Hahahaha! O tamanho de meu poder lhe assusta, jovem cavaleiro? – Eólo caminha em direção a Kamus invocando uma nova ventania que rodeava todo o seu corpo, porém algo estranho aconteceu pouco a pouco o ar ao redor do Deus ia se congelando aprisionando seu corpo. – O que?! Mas como?
Kamus se levantava encarando Eólo: - Circulo de Gelo! São micro-cristais gerados por meu cosmo a uma baixa temperatura que se espalham pelo vento e prendem o inimigo ao meu comando. Porém, eu não acho que isso será muito efetivo contra você, na verdade foi até uma medida de ultima hora, mas servirá para lhe mostrar o que o poder desse humano pode fazer. – o Cavaleiro de Ouro caminhava lentamente contra o Deus, formando uma esfera de energia congelada na palma de sua mão logo a concentrando em seu punho: - PÓ DE DIAMANTE! – um intenso poder gelado rumava contra o Eólo provocando um impacto certeiro no Deus, mas para surpresa de Kamus o golpe parecia ter sido ineficaz, pois Eólo continuava em pé sem nenhum arranhão.
- Você me parece surpreso guerreiro de Aquário?! – o Deus encarava o cavaleiro com um sorriso sarcástico em seu rosto - Deixe-me explicar, foi tudo graças a essas asas sagradas que eu possuo. Embora não pareçam, essas asas possuem penas finas e rígidas como se fossem navalhas ai está também o segredo do poder destrutivo do meu golpe. Então, enquanto eu as possuir de nada você pode fazer.
Eólo dessa vez liberava um poder intenso tomando a postura de seu golpe, mas de repente alguém lhe segurava pelas costas sem que tivesse sido percebido e impedia que ele se movesse, era Tarja, a Amazona de Ursa Maior: - Aproveite Kamus acabe com ele com a Execução Aurora! Essa é a nossa chance dessa vez ele não poderá se defender. – a garota gritava para o companheiro segurando o Deus que se sacudia tentando se soltar.
-Mas Tarja?! – Kamus diferentemente de sua postura até aquele momento parecia hesitante – Se eu usar a Execução Aurora você também será atingida e acabará morrendo junto com ele. – lágrimas começavam a escorrer dos olhos do Cavaleiro.
Tarja interrompia o Cavaleiro de Ouro: - Kamus, você deveria saber melhor do que eu que os sentimentos não importam nessa hora, nosso objetivo maior é proteger Athena e paz na Terra! – as palavras caiam como uma bomba para Kamus, que finalmente parecia ter tomando sua decisão, ele finalmente tomava a postura da Execução Aurora queimando seu cosmo ao máximo. Eólo tentava convencer o jovem do contrário, mas finalmente o Cavaleiro de Ouro lançava seu golpe mais poderoso atingindo em cheio o Deus e a Amazona de Bronze que caiam no chão praticamente mortos.
Kamus corria até Tarja se ajoelhando próximo a ela e segurando entre seus braços, tendo seu rosto afagado gentilmente por ela: - Tarja! Tarja! Agüente firme! – novamente lágrimas escorriam por seus olhos
- Kamus, seu bobo! Você não deve chorar. Tudo isso é pelo bem da Terra e você deve estender isso – ela sorria pra ele enxugando as lagrimas que escorriam pelo rosto do rapaz.
Eles eram interrompidos por Eólo, que agonizava no chão: - Mas como?! De onde veio tamanho poder capaz de derrotar a mim, um dos doze deuses olimpianos. É isso que vocês humanos chamam de amor incondicional, o sentimento e o sacrifico que não se espera nada em troca por sua dedicação? Eu realmente não entendo, acho que nós deuses nunca seremos capazes de entender... – Eólo fechava seus olhos com um sorriso em seu rosto e seu corpo começava a se desfazer em forma de poeira estelar subindo ao céu.
- Sabe? Eu fiquei feliz em te ver e notar que os sentimentos que você nutria por mim não morreram depois de todo esse tempo... - ela acariciava os longos cabelos dele, retirando os que caiam sobre a face do rapaz – Nunca deixe que seus sentimentos interfiram em sua missão. Nunca te deixarei, sempre que sentir sozinho olhe para o céu e lá terá o meu conforto, eu te amo! – eles se beijavam e logo depois ela desfalecia e caindo em seu sono eterno, arrancando novamente lagrimas do guerreiro que sempre escondeu suas emoções.
O Santuário de Eólia começava desmoronar, já que não possuía mais o cosmo de seu guardião para mantê-lo em pé, o Cavaleiro de Ouro pegava o corpo da Amazona e seguia em direção a escadaria encontrando o Cavaleiro de Ouro de Escorpião, Milo: - Kamus! Fui enviado junto com alguns Cavaleiros de Prata pelo Grande Mestre para ajudar, eles já estão cuidando dos cavaleiros feridos.
O Cavaleiro de Ouro passava por Milo sem dizer uma palavra parando no meio da escadaria sem se virar para ele: - Levem os feridos para o santuário e digam ao Grande Mestre que logo me recolherei e lhe reportarei os acontecidos! – Kamus olhava novamente para o corpo de Tarja com um olhar profundo.
Tarja recebeu um caixão eterno em uma gruta, nas terras gélidas da Sibéria, onde há muito tempo Kamus e ela haviam vivido tantas histórias felizes juntos e se reuniam para se divertir: - Adeus Tarja, aqui hoje fica o meu coração junto com você e com ele todas as minhas lembranças e minhas emoções! – Novamente o olhar frio voltava à face do Cavaleiro de Ouro que se virava saindo do local para nunca mais regressar a aquele lugar.
