Twilight não me pertence, nem os personagens da obra.



Dedico essa fanfic as duas amigas que mais me apoiaram, independente do dia ou da hora, para que fosse concluída.

Stephanie (Teti) e Pamela (Pam)

Sem vocês eu não teria conseguido, obrigada mesmo! Amo muito vocês.



Capas:

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Capítulo 6.1 - Promessa

Acordei naquela manhã com o som estridente do telefone da sala, fechei meus olhos com mais força, torcendo para que parasse. Edward me pegou no colo - ainda enrolada no edredom -, caminhando pra fora do quarto, descendo as escadas. Abri meus olhos, vendo que ele estava me levando até o telefone, sorri, beijando a bochecha dele. Ele parou ao lado da mesinha do telefone e sentou no braço do sofá, tendo-me sentada no colo dele. Estendi meu braço e peguei o telefone, atendendo enquanto coçava um dos olhos.

"Bella." Renée chamou do outro lado da linha, sua voz estava chorosa e aborrecida.

"Mãe?" Arregalei meus olhos imediatamente, fazendo Edward me olhar, confuso. "Está tudo bem?"

"Nós vamos voltar pra Forks amanhã, tá?" Eu conhecia Renée o bastante pra concluir que ela estava chorando.

"Mãe, por favor, me diga por que você está chorando." Eu estava aflita, Renée não deveria estar chorando por saudades.

"Eu estou assustada, Bella." Ela confessou, deixando-se chorar de vez, enquanto eu ouvia os soluços desesperados.

"Por que? É Charlie?" Fechei meus dedos contra minha mão, irritada. Soltei-me do edredom e dos braços de Edward, procurando o telefone da Rodoviária no catálogo de telefones. "Eu vou pra Phoenix hoje, eu preciso te ver, mãe."

"Não, quer dizer, é... Ele faz parte." Ela tropeçava nas palavras enquanto eu folheava as páginas amareladas do catálogo.

"Ele te machucou?" Parei na letra 'R', passando meu indicador por vários telefones.

"Não! Claro que não, Bella! Charlie não fez nada de errado." Ela exaltou-se, aumentando a voz. Eu fechei meus olhos e respirei aliviada, não achava mesmo que Charlie fosse capaz de machucar Renée.

"Então o que é?" Desisti de procurar o telefone, virando-me pra Edward - que me olhava preocupado -, fiz um sinal negativo com a cabeça e esperei a resposta de Renée.

"Eu estou indo pra Forks, amanhã eu chego aí, me espere. Eu prefiro te contar pessoalmente." Ela insistiu, preparando pra desligar.

"Mãe?" Chamei, fazendo-a parar e ouvir o que eu tinha a dizer. "Eu te amo, tá? Fica bem." Pedi, suspirando.

"Eu também te amo, Bella, e amanhã eu estarei muito bem, prometo." Então ela despediu-se e desligou, eu coloquei o telefone no gancho e fiquei pensativa. Eu não precisaria explicar nada a Edward, ele já tinha ouvido tudo, claro. "Você consegue ouvir os pensamentos dela pelo telefone?" Indaguei a ele, esperançosa.

"Não, mas Alice vem aí pra te contar algo... Três, dois, um." Ele contou nos dedos e assim que a contagem teve fim, a campainha tocou insistentemente. Eu sorri, vendo-o sorrir também. Enrolei-me de novo no edredom, sentindo frio, fui até a porta e atendi, vendo uma pequena vampira de cabelos negros pular de felicidade.

"Que bom que você está bem, mas esse edredom é horrível pra você 'vestir'." Ela fez uma careta, empinando o pequeno nariz, então entrou contagiando o ambiente com a incansável felicidade. "Eu sei que o Edward já introduziu que eu vim aqui te contar algo, mas dessa vez é algo bom..." Ela virou-se pra mim, juntando as duas mãos frias. "Eu tive uma visão."

"Que visão?" Levantei uma das minhas sobrancelhas, desviando o olhar pra Edward logo em seguida. A expressão dele estava congelada, não exatamente assustada, mas estava surpresa.

"Eu te vi com uma criança no colo. Os cabelos quase loirinhos... lindo." Os olhos de Alice brilhavam enquanto eu digeria as palavras. Como assim uma criança no colo? Eu não estava nem perto de ser mãe, Alice enlouqueceu? Arregalei os olhos, me assustando, é melhor eu não duvidar das visões dela...

"Explique melhor, Alice, você está me assustando." Apoiei-me na mesa logo atrás de mim, respirando fundo.

"Pelo amor de Deus, Bella, o filho não será seu! Eu vi..." Ela revirou os olhos, cruzando os braços na altura do peito. Suspirei aliviada, eu realmente não podia me imaginar mãe, pelo menos ainda. "Ele tinha os olhos de Charlie." Ela finalizou e então eu entendi.

As informações encaixaram-se em minha cabeça e involuntariamente eu sorri. Eu teria um irmão! Céus, Renée deveria estar em um pânico profundo, sabe-se lá o que estava passando em sua cabeça, mas tenho certeza que o desespero no telefone não era nem um décimo do que ela estava sentindo.

"Renée deve estar em pânico." Levei minhas mãos aos meus cabelos, passando meus dedos entre as mechas morenas. "Preciso muito encontrá-la."

"Ela chegará aqui na madrugada de hoje pra amanhã e já terá contado a Charlie." Alice sentou-se no sofá, ao lado de Edward.

"Alice, já parou pra pensar que talvez isso devesse ser uma surpresa pra Bella? Assunto dela e de Renée" Edward indagou, encarando-a com os olhos estreitos. Ela deu os ombros, olhando as próprias mãos.

"Bella ficará surpresa da mesma forma, eu posso ver." O sorriso espalhou-se pelo rosto delicado de Alice, eu sorri pra ela também, tendo certeza que ouvir da boca de Renée me deixará tão surpresa quanto como se eu não soubesse.

"Alice." Edward repreendeu, vendo-a rir docemente.

Eu precisava estar com Renée agora, eu tinha que apoiá-la com esse bebê...


Eu passei aquele dia todo na casa dos Cullen, por medida de segurança. Era claro que eu não conseguia pensar em outra coisa a não ser em Renée, estava muito preocupada e apreensiva com o que viria pela madrugada, ela era muito imprevisível - assim como Edward.

Discutimos sobre as possibilidades de quem seria aquele vampiro que invadiu meu quarto, Edward jurava que já tinha sentido o cheiro dele em algum lugar, mas que estava misturado com outros vampiros e por isso não conseguia distinguir. Pela primeira vez algo era um mistério para a família Cullen. Aliás, pela segunda: a primeira era eu.

Quando a noite caiu, pedi a Edward que me levasse em casa pra caso Renée chegasse mais cedo. Me despedi dos Cullen e agradeci por eles terem cozinhado pra mim; inaugurei a cozinha. No fim do dia, quando conversamos sobre a minha transformação - deixando Edward muito irritado -, eu não tive certeza sobre o que responder. Talvez eu estivesse tomando uma decisão e nem percebendo estava. No fim, não respondi que sim e nem que não.

Assim que cheguei em casa, fiz algo bem leve pra comer e subi pra tomar banho, dessa vez Edward ficou esperando no meu quarto. Troquei-me dentro do banheiro mesmo, já saindo de lá de pijama. Deitei-me na cama junto a Edward, enquanto ele passava os dedos frios pelas minhas costas, me dando arrepios.

"Desculpe." Ele sorriu assim que eu estremeci quando ele passou o indicador pela minha nuca, me arrepiando. Corei ligeiramente, ajeitando meu rosto melhor pelo peito dele.

Ficamos ali por horas, apenas conversando sobre assuntos relapsos. Eu me esforcei ao máximo pra não tocar no assunto da transformação e muito menos pegar no sono, eu queria esperar Renée acordada.

Mais ou menos duas da manhã, o barulho do motor do carro de Charlie preencheu a garagem e Edward se levantou, beijando minha testa.

"Eu volto só amanhã, venho te buscar logo cedo. Vou deixar você conversar em paz com Renée" Selou meus lábios rapidamente, indo até a janela e então sumindo na escuridão.

Assim que ele saiu Renée abriu a porta, encostando-se ao batente. Eu percebi que Charlie estava logo atrás dela, segurando seus ombros com delicadeza, com o queixo pousado em cima da cabeça da minha mãe. Levantei-me e fui até ela, a abraçando apertado, sem falar absolutamente nada.

Era assim como a gente se entendia, não era necessário palavras. Eu sempre entendi Renée do começo ao fim, e ela muito mais a mim, somente ela e Edward tinham o poder de me decifrar tão facilmente, interpretar e saber o que fazer na hora certa. Mas nesse momento eu me sentia quebrada por ver Renée daquela forma, não podia ser feliz se ela estivesse triste, nossa ligação era forte demais.

Charlie se afastou, entendendo que aquele era um momento nosso. Coloquei Renée pra dentro do meu quarto e fechei a porta, sentando-a em minha cama enquanto eu ajoelhei no chão, olhando pra ela. Esperei com paciência até que ela falasse, enquanto eu segurava suas finas mãos.

"Eu estou grávida, Bella. Tenho quarenta anos, não era mais hora." Ela começou a gesticular nervosamente, balançando a cabeça. Meus olhos se arregalaram surpresos, era claro que eu já sabia, mas ouvir da boca de Renée era bem mais impactante. Fiz sinal para que ela parasse, encarei os olhos claros da minha mãe e sorri, mostrando que estava tudo bem.

"Mãe, eu estou ficando crescida e logo eu partirei, você sabe..." Desviei meu olhar, pensando que talvez em meses eu seria uma vampira. "Um bebê agora será algo muito bom, tanto pra você quanto pra Charlie. Pense, mãe, quando eu vim ao mundo você estava completamente sozinha, agora você tem a mim e a Charlie."

"Eu tinha vinte e poucos anos, Bella. Eu era forte suficiente pra não precisar da ajuda do seu pai, confesso que estava assustada, mas sabia que podia fazer isso. Agora veja, Bells, quando esse bebê tiver a sua idade eu terei quase sessenta anos." Ela argumentou e eu revirei os olhos. Então era isso?

"Eu tenho certeza que continuará a ser atrapalhada e louca como é hoje." Sorri abertamente, apertando as mãos dela. "Mãe! Um bebê! Imagine ele correndo pela casa de um lado ao outro..." Ri, vendo-a sorrir enquanto imaginava. "Vai ficar tudo bem, comece a pensar nisso positivamente."

"Me prometa uma coisa?" Ela pediu, fungando. Fiz que sim com a cabeça e me levantei, sentando-me na cama agora. Limpei as lágrimas do rosto dela com uma mão enquanto a outra ainda segurava a mão dela. "Prometa que vai ficar comigo até o bebê nascer? Que pelo menos até terminar o colegial você ficará comigo?"

Aquilo atingiu meu peito em fundo e eu perdi o ar, encarando Renée. Como eu podia prometer algo como aquilo? Eu sabia que iria me transformar em vampira, e que não demoraria muito - segundo as visões de Alice. Essas mudavam conforme as decisões das pessoas, e talvez fosse hora mesmo de eu mudar meu destino. Cansei de simplesmente esperá-lo chegar a mim, eu tinha o poder de mudar o meu futuro, agora ou sempre, eu podia decidir o que seria bom pra mim. E por que não decidir apoiar Renée? Concluí que não me transformaria até completar o colegial, até ter certeza que minha desastrada-melhor-mãe ficaria bem. Eu poderia esperar mais um ano e meio, certo? Assim pelo menos faria Edward feliz, e cuidaria de Renée o máximo possível; apoiá-la nessa gravidez era crucial. Querendo ou não, Renée é um poço de emoções, tudo é um risco e quanto mais apoio emocional, melhor. O fato é, iria ser muito diferente ter um pirralho correndo pela casa; seria bom.

"Prometo." Me comprometi, abraçando Renée. Senti meu rosto arder e as lágrimas preencherem meus olhos, algum dia eu teria de me despedir de Renée; pra sempre. Diriam que eu morri, talvez eu tivesse algum enterro arranjado, alguma coisa do tipo. Eu faria Renée chorar sobre meu caixão? Que absurdo! Se eu desaparecesse simplesmente, ela correria o mundo atrás de mim, talvez até me achasse. Então encararia meus olhos vermelhos, minha pele pálida e minha garganta seca, clamando pelo seu sangue.

Cruel.


Meu domingo passou em paz. Edward ficou a tarde toda comigo em casa, assistimos diversos filmes e entre eles A Bella e a Fera. Era cômico pra mim assistir isso, eu achava os musicais da Disney tão vazios, mas tão encantadores ao mesmo tempo. Na verdade, o Sr. Dawnson nos recomendou que estudássemos os nossos personagens por livros e por filmes, mas disse pra focarmos no musical. Apesar de tudo, eu concordava com nosso professor; a adaptação da Disney é a mais encantadora.

Então, quando já estava tarde suficiente eu me vi obrigada a me despedir do meu vampiro. Edward disse que caçaria por algumas horas, mas que durante a madrugada estaria lá para me fazer companhia. Uma coisa era fato, a aparição do estranho vampiro deixou Edward de muito mau-humor, e conseqüentemente aumentou sua sede. Como ele insistia; 'não era seguro.'

Dormi sozinha, portanto. Deitei-me cedo dessa vez, já que amanhã logo cedo teria um dia de escola. Droga! Os fins de semana eram tão tediosos e tão longos quando não estava com Edward, agora com ele passam muito rápido. Ele realmente tinha o poder de mudar até a linha de tempo das coisas da minha vida, e não precisava nem fazer esforço. Caí num sono profundo, sentindo falta de um corpo frio recostado ao meu.

Tive pesadelos com o vampiro que invadiu meu quarto, sufoquei um grito de pavor em minha garganta enquanto sentava-me na cama. O suor escorria pelo meu corpo, molhando meu pijama. Passei minhas mãos pelos meus cabelos, sentindo meu pulmão inflar diversas vezes, pressionando meu tórax contra meus joelhos. Sonhei que estava num lugar muito escuro, apenas os olhos vermelhos me encaravam com desejo. Eu queria correr, queria gritar por Edward, queria que ele viesse e me salvasse; mas não aconteceu.

O estranho vampiro se aproximou, e no momento em que o senti mordendo minha jugular, saltei da cama acordando. Sentia minhas mãos trêmulas, as palavras de Renée cercavam minha mente, um pequeno bebê e então o pior; uma pele pálida, cabelos castanho-escuros e olhos vermelhos. Olhos que eu conhecia muito bem, olhos que eu encarava no espelho todos os dias: os meus.

Então minha janela abriu-se e a luz da lua clara entrou pelo meu quarto, eu encarei a silhueta na janela, estremecendo. Meu coração disparou, enfurecido contra minhas costelas, deixando minha respiração alterada. Reconheci então olhos dourados, os olhos dourados que eu mais amava, os que mais me alegravam.

Ele veio até mim, beijando o topo da minha cabeça, acariciando meus cabelos. Dei lugar a ele no meio dos meus lençóis e ele moldou o corpo dele colado ao meu, deitei meu rosto no peito dele e continuei a chorar, segurando com força o tecido da camisa. Ele continuou a acariciar meus cabelos enquanto sussurrava na minha orelha 'Está tudo bem', me deixando mais tranqüila, e então começou a cantar a mesma canção da noite passada.

Novamente não demorou muito até que eu dormisse, e dessa vez não tive mais nenhum pesadelo. Não sonhei com nada, era tudo uma infinita escuridão; minha mente estava limpa.


Bom feriado, meu povo! Juízo =D boa viagem pra quem vai, bom divertimento pra quem fica!

Estou indo viajar, postei correndo =D espero que quando voltar tenha MUITAS reviews *-*

:* beijos

Nina.


(Clicar nesse botãozinho aqui de reviews não dói, e ainda faz uma ficwritter feliz