Título: Of Elves and Humans
Autora: reginabernardo2002
Casando: Legolas/ Deirdre
Censura: R
Gênero: Drama/Romance
AVISOS: sexo e violência
Disclaimer: Nenhum dos personagens me pertence. Todos vieram da mente brilhante de J.R.R TOLKIEN e, bem, essa história é uma forma de homenagear esse autor de histórias tão fascinantes e intrigantes. Apesar disso, os personagens originais – Deirdre, Bard, Elina, Onodher e outros - são criação minha .
Linha temporal: Começa no ano 2992 da Terceira Era, antes da guerra pelo Anel de Poder se alastrar por toda a Terra Média e termina no ano de 1541 da Quarta Era. Seguindo, principalmente, o universo dos livros (O Senhor dos Anéis - trilogia completa - O Hobbit e Contos Inacabados).
Sumário: Elfos, Homens, amor, amizades, batalhas vencidas e perdidas. Uma história de amor, pura e simplesmente.
NOTA DA AUTORA: OK. Para quem está esperando pelo Legolas, sinto informar-lhes que eu acabei por deletá-lo deste capítulo. Nos próximos o elfo-loiro volta a aparecer. OK? Não me matem por favor.
Capitulo dedicado a Myriara, que ao me chamar de mãe desnaturada (por abandonar a fanfic), me instigou a reescrevêe-la. Dedicado também a minha ex-beta, Lorena (também conhecida como Lore) e a Sadie (mestra do Tolkein Group). O capitulo é todo de vocês. Aliás sem vocês essa fic não existiria. OK. Está um pouquinho brega, mas como diria a Lore, o Amor é brega.
Palavras em itálico: élfico, Sindarin ou Quenya. Haverá um pequeno glossário para as referidas palavras no final do capitulo.
CAP 10. HEART OF A WARRIOR
ANO 3015 da Terceira Era.
REINO ELFICO DA FLORESTA DAS TREVAS
DEIRDRE
Uma semana havia-se passado da partida da patrulha de Legolas. E foi exatamente no primeiro dia da semana seguinte, que Gwaeron, o curador, retirara a tipoia do braço dela. O ferimento, segundo o exame realizado por Gwaeron, fora totalmente sanado. Não havia mais nenhum tipo de restrição. E finalmente Deirdre sentiu-se um pouco livre naquele palácio nas cavernas. Livre mas absolutamente entediada. Não havia ali os prados de Rohan para que ela pudesse correr, ou as ruas de paralelepipedos de Valle, para que ela pudesse andar livremente. Não havia ali o jardim de Maeva, em sua casa, uma mistura de jardim com horta e ainda pomar. Cheio de plantas, frutas que saciavam a fome, ervas que curavam ou que tinham o poder de tirar a vida de uma pessoa sutilmente. Deirdre sentia falta de tudo isso e se perguntava quanto tempo mais teria de ficar em Mirkwood.
Deirdre continuou a andar a esmo, depois de sair das Casas de Cura. Longos minutos se passaram até que a humana estivesse contente consigo mesma. Deirdre sabia que erra muito errado ouvir conversas alheias, mas ela não pode deixar de ouvir e prestar atenção, especialmente quando alguns elfos comentarem sobre o portão de entrada do reino, sempre vigiado mas também do grande movimento que aquele portão tinha em determinadas horas do dia. Quando as patrulhas entravam e saíam. Sim ela podia tentar sim. Por que não ver a entrada do reino? Essa era a pergunta que Deirdre se fazia mentalmente.
Conseguira. Ela exultava. Saíra do reino dentro da caverna. Podia respirar o ar livre pela primeira vez em meses. Andar em meio às faias, olmos, carvalhos, procurando ver o sol, que se infiltrava no meio da cobertura das árvores. Em pouco tempo Deirdre conseguia distinguir o som de alguns animais que estavam por perto. Ela chegou a ver alguns esquilos, e para seu espanto, a pelagem era negra, como a noite. A eldar andara um pouco mais quando ouviu vozes.
"Droga!" a humana procurou esconderijo num arbusto fora da trilha.
"Matar Orcs, é diversão". Marthan a frente da patrulha disse. Os outros concordaram. Havia orcs em demasia agora.
"Quanto falta para chegarmos? Indagou Nerdanel.
"Uns quinhentos metros." respondeu Amrod.
Os demais elfos da patrulha, Nirthol, Cúvaethor; Aeron; Orngovoston; Rauthar; Calion; Aglareboth e Eruvadhor assentiram em silêncio.
De onde estava escondida num arbusto, Deirdre podia ouvir as conversas em tom de pilhéria daquele grupo élfico, o som dos cascos dos cavalos pisando o chão batido, o atrito do couro contra as armaduras. O grupo adentrara o que em Mirkwood chamava-se de os portais do reino. Faltavam meros quinhentos metros para encontrarem-se em casa.
Quando eles passaram por ela, a eldar prendeu a respiração e logo em seguida olhou em torno e terminou por subir numa das faias. Demorou um bocado, e exigiu certa astúcia, sair do palácio, mas agora ela precisava que aqueles elfos entrassem pelo portão logo a frente e não a descobrissem ali, Deirdre pretendia passar mais algum tempo ali fora.
Mas como se fosse um sinal, de que a pretensão da mortal não iria se concretizar tão rapidamente assim, ouviu-se um som terrivel. Uivos. Uivos que gelavam a alma de qualquer pessoa que os escutasse. Em seguida o som de vozes repletas de ódio, dirigido a tudo o que é bom e belo se fez ouvir. Orcs vestidos em armaduras completas, as espadas curvas desembainhadas, montados em wargs. Era um ataque.
A patrulha élfica se desfez, entrando em posição de batalha rapidamente. Os orcs emitiam sons que lembravam rosnados, os elfos divididos em duplas atacavam com arco e flecha. Os orcs caíam, wargs corriam sem rumo no meio das árvores, procurando atacar os cavalos. Os elfos atacavam com espadas. O retinir das mesmas tornava o ar pesado, havia um novo ritmo no ar. Era o ritmo característico das batalhas. Era excitante e amedrontador ao mesmo tempo.
Atordoada e amendrontada Deirdre assitia tudo isso de cima de uma faia. Havia milhares dessa espécie por ali. Ela já pedira a Iluvatar para que saísse ilesa de todo esse conflito. De onde ela estava a impresão que tinha era como de ondas vindas de um lago, que não tinha fim, os orcs pareciam se multiplicar e ela sentia-se perdida no meio de tudo aquilo. Havia luzes, que eram os elfos em sua armadura a quebrar as ondas de cor escura formada pelos orcs. As flechas voavam. As espadas retiniam e produziam faíscas. As folhas farfalhavam devido ao movimento provocado por elfos e orcs. Galhos eram quebrados pelos wargs. A floresta que outrora estavam em paz e silêncio, ganhara vida subitamente.
Repentinamente Deirde sentiu que uma de suas pernas era puxada e olhando para baixo ela viu que um warg procurava alcança-la. Ela percebeu que havia sangue e que a bota que usava se fora. Ignorando a dor que começava a emanar do pé ferido, Deirdre buscou subir mais um pouco e o animal continuou a subir, chamando a atenção de alguns dos elfos que estavam por ali perto.
Aeron saiu do grupo e desferiu uma flechada no animal. Outra e em seguida o warg estava morto.
"O que ele perseguia?" indagou Marthan
"Não sei. Vamos até lá descobrir, afirmou Amrod Anariníon"
A dupla aproximou-se da faia, para descobrir a edain hospede do rei em um dos galhos. Via-se que ela estava ferida.
"Pode deixar que eu subo, falou Amrod Anariníon" Marthan assentiu.
A perda de sangue não fora muita mas Deirdre sentia que ia desmaiar. Ela começara a descer da arvore, instada pelos elfos, no entanto ao pisar no chão a escuridão tomara conta de si. Quando ela voltara a si descobrira os olhos verdes de Amrod Anariníon observando-a.
"Tem muita sorte mortal. Geralmente humanos ou elfos, não sobrevivem a encontros com wargs" o tom de voz de Amrod continha uma certa reserva. Ele estava repreendendo-a, não havia dúvidas quanto a isso.
"Vamos é hora de voltarmos para casa", disse Marthan.
A patrulha élfica montou. Deirdre ainda tonta com tudo o que tinha acontecido apenas observava, a cabeça doía, o pé latejava e o sangue já parara de escorrer e agora coagulava. Sim. Definitivamente parecia que ela não era bem vinda ali. Tudo dava errado para ela naquela floresta. Era como uma maldição.
Ela tentou subir no cavalo que Calion; segurava e logo em seguida caiu. A queda brusca a deixou zonza, aumentando sua dor de cabeça de tal modo que temeu desmaiar novamente.
"Deixe-me resolver isso Calion. Eu a levo." declarou Amrod. Entretanto, antes que tivesse tempo de refletir sobre isso, Amrod a ergueu nos braços e a colocou sobre a sela com delicadeza, montando em seguida. Na realidade não cavalgaram muito. O problema refletia Deirdre era a dor de cabeça que não a deixava e o movimento a fazia enjoar e temer um problema mais sério. No entanto havia outra coisa a atormenta-la naquele instante, O corpo musculoso de Amrod a comprimia por trás, e ela estava aninhada entre suas pernas como se fossem amantes. Os braços longos e fortes a circundavam, enquanto manejavam as rédeas, fazendo-a sentir que era uma espécie de abraço.
"Está ferido?" Deirde indagou Precisava distrair-se com urgência.
"Apenas uma cicatriz." Respondeu Amrod.
"Não sei. Isso parece ser profundo". Ela respondeu olhando o braço do elfo.
"Não é. A patrulha sofreu mais baixas. Um morreu, outro ficou gravemente ferido, e três poderão se salvar se forem bem cuidados, e eles o serão nas casas de curar."
"Chegamos."
Ao chegarem ao portão houve um certo alvorço. Aquela patrulha em particular estava atrasada e os uivos dos lobos chegaram a ser ouvidos
Os eldar machucados foram levados às casas de cura, bem como a mortal. E Amrod começou a supervisionar o trato com os animais e depois dirigiu-se ao capitão da guarda real.
Duas horas depois o eldar encontrou a adan sentada num dos leitos, alimentando-se. Sim. Gwaeron já fizera seu trabalho com ela.
Lembas. Fora isso que Gwaeron, o curador entregara a Deidre após limpar seu pé esquerdo e enfaixa-lo após fazer uso de um unguento fedorento. Por sorte, dissera-lhe o curador, ela podia andar. Ficaria com cicatrizes como lembrança daquela aventura mal planejada, mas nada mais do que isso.
"Pronto você pode ir". Falou Gwaeron ao constatar que após alimentar-se a mortal aparentava uma aparência mais vívida.
Deirdre desceu da cama sem dificuldades, como Gwaeron esperava. Amrod Anariníon sério observava tudo atentamente. Os dois saíram lado a lado, sob o olhar atento de Gwaeron e seus ajudantes. A adan centímetros mais baixa que o eldar. Os cabelos vermelhos presos numa trança oscilavam conforme ela andava.
Em silêncio Deirdre pensara no quão tola ela fora. Era como se tivesse subitamente voltado a ser uma criança, fugindo de casa, para treinar esgrima com o irmão, ou outra birncadeira. Só que dessa vez as consequências poderiam ter sido muito mais severas. Tivera muita sorte concluiu.
Amrod parou e ela estacou logo em seguida.
"Você tem ideia do risco que correu?" a voz do elfo era controlada, mas ela podia distinguir um pequeno tremor, como que de raiva.
"Eu estava pensando sobre isso nesse instante." Deidre olhou nos olhos do eldar e pela primeira vez, ela viu raiva e preocupação.
"O susto que eu tomei ao constatar que você estava naquela árvore e que aquele amaldiçoado warg podia estraçalhar você, e que jamais eu poderia entregá-la a seu irmão."
"Eu.." ela interrompeu o que pensara em dizer ao constatar que o elfo ainda pretendia falar.
"Voce percebe o quão dificil e complicado seria para o rei, explicar a seus pais, que você fugiu como uma criança e que sua fuga causou sua morte."
Amrod ouviu sons de passos e percebeu que aquele não era o melhor lugar para conversarem. Levando um dedo aos lábios pedindo silêncio ele tomou da mão da jovem.
"Vem vamos caminhar."
Ao entrarem no meio do pátio Amrod Anariníon, viu um pequeno recanto, um banco sob uma pérgola, usado para descanso.
"Vamos até lá. Poderemos conversar em paz" confirmou Amrod Anariníon
Ela chorava. Deirde pedira desculpas a ele. E chorara. Na realidade ela chegara a molhar a camisa dele. Passado alguns minutos ela parara e voltara a sorrir.
"Pronto. Agora você pode ir para seu quarto. Tenho um treinamento a fazer agora." falou Amrod Anariníon
" Você me perdoa?" Indagou Deirdre. E para a surpresa de Amrod ela fez beicinho. O que em nome de Eru significava isso? Ele pensou.
"Para de me olhar assim. ok. Perdoado, mas não esquecido. Você não pode ser irresponsável e por sua vida em risco novamente." disse Amrod Anariníon
Deirdre calara-se. Sim fora irresponsável em sair do palácio sozinha.
"Posso fazer um pedido?"ela indagou. Segurando as mãos do elfo.
"Outro?" Não acha que está abusando da sua sorte?" mas os olhos de Amrod Anariníon sorriam, enquanto tentava parecer aborrecido com a mortal.
"Posso ver o treinamento da sua patrulha? Eu não suporto mais não ter o que fazer. Por favor".suplicava Deirdre
"O que você deveria fazer é descansar. Você fica sozinha por alguns dias e se mete em confusão."
"Por favor Amrod. Eu prometo não fazer isso de novo." Deirdre implorava.
Ele tomou-a pela mão e levou-a consigo. Momentaneamente se perguntando por que sentia-se tão atraído por aquela mortal que parecia pensar ser uma guerreira imortal.
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