Do you really want to hurt me

do you really want to make me cry

precious kisses words that burn me

lovers never ask you why

in my heart the fire's burning

choose my colors find a star

precious people always tell me

that's a step a step too far

(Você quer mesmo me machucar?

Você quer mesmo me fazer chorar?

Beijos preciosos, palavras que me queimam

Amantes são aqueles que nunca perguntam porque

Em meu coração há um fogo que arde

Escolha minha cor, encontre uma estrela

Pessoas preciosas sempre me dizem

Que isso já é dar um passo um passo longo demais)

Finn olhava Rachel com uma expressão furiosa e magoada nos olhos:

–Quem te disse que eu e a Liv dormimos juntos?

–Ah, e nem nega!- Rachel retorquiu, sarcástica.- A própria cozinheira Coelhinha da Playboy.

– Rachel, eu quero que você sentiu-se acuada, ameaçada pela sua presenç foi infantil e estúpida, me embebedou, a gente fez sexo, mas isso não quer dizer...

–Você a deixou entrar na sua tenho certeza que ela não te amarrou e entornou a garrafa de bebida alcoólica garganta abaixo, nem que te amarrou na cama para transar com ela.- Rachel interrompeu-o.- É você que precisa entender, sou a atual ganhadora do Tony, e olha só onde estou? Voltei para Lima só para ter seu amor de perdi a esperança de te rever.E o que você faz quanto a isso?- ela indagou, chorando.- Você também diz que me ama, que nunca me esqueceu, mas não se desfaz desta garota para ficar comigo! Daqui a pouco vou precisar voltar para Nova York, e como vai ser? Você vai ficar aqui, casar e comer macarronada todos os dias com ela? E eu? Eu preciso saber o que VOCÊ quer.

Dizendo isto, afobada demais para permanecer naquele mesmo espaço que Finn, aliás, afobada demais para simplesmente estar em Lima, Rachel saiu da sala do coral pisando firme, por mais que lágrimas turvassem sua visão naquele momento.

Finn ficou parado, uma lágrima escorrendo pelo seu rosto inexpressivo.

Rachel estava certa, ele que tinha ido para o Exército, sua cabeça e seu coração sempre estiveram que, então, parecia tão difícil de desvencilhar de Liv? Ele nunca a tinha amado com toda a intensidade como a Rachel, então, por que aquela sua estúpida mania de não querer machucar ninguém estava justamente machucando a única mulher que sempre amaria na vida? Precisava fazer mostrar para ela que se importava, se arrependia, que a , outra coisa lhe ocorreu: e quando ela tivesse que voltar? Como seria? Finn não tinha vida em Nova York; ela, sim.O que ele iria fazer lá?

{...}

Puck encostava Quinn cada vez mais na parede, mordendo de leve seu pescoço, fazendo a loira gemer seu nome...as mãos dele percorriam o corpo dela, já estava subindo a bainha do seu vestido quando a campainha da sua casa tocou.

–Oh, meu Deus!- Puck bufou, deu um sorrisinho chateado e deslizou ágil em direção à porta.

–Rachel?- ela se surpreendeu.- Entra.

Puck se sentou no sofá e pôs uma almofada sobre as pernas, de forma que sua "animação" ficasse escondida, enquanto cumprimentava a visita:

– Rach-Rachel! O que a traz à nossa humilde morada do amor e do pecado?- ele disse, piscando o olho para a mulher, que teve que dar um tapa em seu ombro enquanto se sentava no braço do sofá.

– Diga, Rachel, o que aconteceu? Você tá com uma carinha triste...- observou Quinn.

–Finn. Finn dormiu com a Liv.- ela respondeu.- Ah, me desculpem chegar assim, mas...eu estou sozinha em casa, Kurt sumiu...estou tão...- e nem chegou a completar a frase, recomeçando a chorar.

– Arrasada.- completou Puck, baixinho.

Ele e Quinn abraçaram Rachel, sentando cada um ao lado nestes momentos parece que desconhece as medidas do tempo, porque não importa o que aqueles três tinham passado, ainda seriam amigos.

– Achava que Finn não tava mais encontrando a Liv.- comentou Quinn.

– Bom, mas eles dormiram juntos, ela e ele me disseram.- respondeu Rachel.- Acho que vou voltar para Nova York.- ela disse, enxugando o rosto.

– Não, Rachel!- o casal objetou.- Finn te ama!

– Ama?! Muito boa demonstração de amor, essa.

– Rachel, você não tá entendendo.- disse Puck.- Finn passou anos no Exército tentando livrar o pai falecido que ele nem conheceu direito de uma , quando saiu, não foi te procurar, porque já tinha te mandado ir para Nova York atrás do seu sonho, e depois que você se tornou famosa, não queria estragar nunca pensou que você teria vontade de voltar, mas você voltou, e agora ele meio que não sabe o que fazer com a garota adora o Finn, e ele não quer machucá-la.

Rachel olhava atentamente para Puck, as pálpebras de seus olhos ainda muito úmidas.

– O que Puck tá querendo dizer, Rachel- explicou Quinn - é que Finn é movido pela responsabilidade e pela foi teria se casado comigo aos dezesseis anos por achar que seria o pai da sempre se sacrifica pelos outros, e não quer que ninguém saia ferido na história.

– Então, por que ele me fere tanto? Por que amar o Finn é tão difícil e dolorido, às vezes?- Rachel questionou, seus olhos brilhantes de lágrimas.

– Porque o amor é difícil, dolorido, e realmente machuca, Rachel.- surpreendentemente foi Puck que respondeu.- Amar não significa só ser feliz, significa também ter alguém, ao seu lado, com quem você vai passar por todas as dificuldades da vida.

Quinn e Puck fizeram companhia a Rachel durante a noite jantou, conversou e acabou adormecendo no sofá dos amigos.

{...}

O restante da semana passou num clima arrastado, nublado. Finn tinha feito de tudo para não ter contato com Liv, estava com duas vezes mais raiva dela por ter falado sobre terem dormido juntos para também não parecia muito afeita à conversar com chegou a ir à sua casa, tocar na campainha, mas ela não o recuou, triste.

Rachel tentava se focar no seu trabalho no Glee Club. Ela não poderia ir embora de repente, aqueles garotos tinham mutas expectativas, sem falar em , em relação a maior preocupação, principalmente, era com demais da garota, achava que ela era realmente muito digna de ser a sua sucessora no posto de capitã do falar que cada olhada longa que Sophia dava em direção a Dylan lembrava tanto a Rachel de si mesma, naquela idade, suspirando por Finn...e tem certas coisas que nunca mudam, ela constatou, triste: ainda suspirava por ele, e provavelmente o faria até morrer.

Estavam próximas as , os meninos do coral tinham chegado a um acordo sobre o que cantariam, e o único entrave estava sendo o figurino.

–Nós podemos ir naquela costureira de Sandusky que fez nossas roupas ano passado.- sugeriu Sophia.

–Mas quem vai? A gente precisa ensaiar.- observou Stephen.

–Eu posso ir.- ofereceu-se Rachel.

E lá foi ela, para uma cidade que também ficava na região metropolitana como não era muito longe, mas o tempo fechou quando ela dirigia-se para lá.Rachel ficou presa em um congestionamento horrível e chegou já tarde na tal saiu do ateliê com os figurinos, já caía uma forte chuva, com direito a raios e trovões estremecendo tudo.

Finn ficou apreensivo quando Kurt comentou que Rachel tinha viajado sozinha para aquela cidade debaixo de chuva tão ligava para ela, mas o celular estava sem sinal.

– Meu Deus, Finn... onde a Rachel foi se meter debaixo desse dilúvio?- Kurt divagava, preocupado, fitando a janela.

Finn pegou suas chaves, uma capa de chhuva e saiu.

–Aonde você vai?- Kurt gritou para o irmão que já dava partida no carro.

–Atrás da Rachel!- ele gritou em resposta.