Título: O loirinho no Limbo.

Legenda: -Normal: Fala. Itálico: lembrança ou pensamento. Negrito: Dar ênfase. Ex: Não. Eu não vou convidá-lo.

Autora: Marina

Categoria: Bones

Advertências: ^^ Não deixe de ler ^^

Classificação: Livre K/K+

Capítulos: 9/9

Completa: Sim

Sinopse: "Cansado de vê-los apenas como amigos, Parker decide mudar o rumo da história de Brennan e seu pai, e com a ajuda de Ângela, ele quer mais que tudo que sejam mais que parceiros".


Capítulo IX: O loirinho no Limbo.

-Tinha um bem grande Bones...! – Parker abriu os braços para enfatizar seu ponto e ela apenas sorriu do gesto dele. –Ali! – As atenções de ambos se voltaram para o objeto de desejo do garoto. Um polvo azul, -que se ele pudesse comparar, teria o seu tamanho-, ocupando o espaço de "objetos prêmio".

-Você quer aquele? – Ela o mirou com um sorriso convencido, e ele sabia que ela conseguiria aquele.

-Você consegue? – Ele precisava perguntar, mesmo sabendo a resposta. Ainda com uma expressão divertida no rosto, Brennan ergueu a arma a altura dos olhos, e acertou nos locais de maior dificuldade, mas maior número de pontos.

O homem balançou a cabeça encantado pela perfeição da execução de disparos.

-Parabéns. – Ele se aproximou do objeto e o pegou, entregando-o a mulher, que depositou o rifle na bancada e pegou o bicho de pelúcia, passando-o ao garoto, que sorriu abertamente abraçando o animal, para poder carregá-lo, já que este era do seu tamanho...

-Nossa... Ele é enorme...! – Parker declarou o óbvio e ela apenas riu do entusiasmo infantil.

-Mas... Você sabe que isso está errado, certo?

-O que está errado? - Perguntou confuso, e se virou para o animal de pelúcia.

Ele olhava o brinquedo procurando uma falha que ela provavelmente vira, e ele não. Alcançando um banco, os dois se sentaram, absortos em seus próprios momentos, e não percebendo os que estavam a volta no parque. Em especial, um homem que segurava dois saquinhos de pipoca e três algodões doces nas mãos e escorou-se a alguns metros deles esperando o desfecho da conversa, e se esquecendo completamente de seu interesse em "onde" e "como" ela conseguiu aquele brinquedo para o garoto.

-Polvos não são azuis. – Ela disse e ele ergueu os olhos para ela um sorriso ameaçando aparecer em seus lábios. –Não dessa forma, completamente... - E virou a cabeça de lado observando atentamente o brinquedo e a coloração que este possuía. E ele gargalhou. O sorriso nunca deixando os lábios dele, e Brennan agora o encarou, mas confusa. -Que foi?

-Nada... É que... Você é incrível, Bones! – Abandonando seu brinquedo no banco, ele deu a volta pra abraçá-la e ela retribuiu o gesto, confusa, fascinada...

-Oi... – Os dois se viraram para Booth, Parker saiu do colo de Brennan em um salto, e alcançou um dos algodões doces, ele ofereceu o saquinho de pipoca a ela, que fechou um pouco a expressão ao ver Parker disputar entre o algodão e a pipoca.

-Booth... - Ela o chamou assim que avistou tantos doces. Ele sorriu como só ele fazia...

-Hoje é um dia especial Bones, e algodão doce e pipoca é especial!

-Você não devia entupi-lo de tanta besteira! Faz mal ao desenvolvimento dele...

Parker se sentou novamente no banco, e prendeu seu olhar nos dois adultos a sua frente, alternando entre a pipoca e o algodão-doce, o seu polvo servindo como companheiro de espetáculo. Ele sempre chamaria esses momentos de espetáculo, porque mesmo parecendo que discutiam, eles sempre acabavam se beijando no final, arrancando uma risada dele mesmo por assisti-los, já que logo esqueciam o porquê do ocorrido.

-É só hoje Bones...

-Você disse isso ontem, quando trouxe hambúrgueres... - Ela franziu o cenho para ele, lembrando-se exatamente dessas mesmas palavras.

-Não se preocupe Temperance. – Ele sorriu travesso e ela apenas o mirou incrédula. –Vamos compensar isso mais tarde, certo amigão? – E olhou para Parker em busca de apoio, gesto seguido por Brennan.

-Concordo com a Bones, mas fazer o quê? Sou viciado.

Os dois adultos riram da brincadeira de Parker, que comeu pipoca e arrancou um belo pedaço de algodão-doce em seguida. Ele depositou um beijo rápido em Brennan, a mão ainda em sua cintura, e depois Booth sugeriu

-Que tal uma última volta antes de irmos pra casa?

-Podemos ir na roda-gigante? – Parker abriu um enorme sorriso com o pedido. Brennan se desvencilhou dele e se sentou no banco com o animal de pelúcia. –O que está fazendo Bones?

-Eu espero aqui. Pode ir com o seu pai... - Ela disse de uma forma que o fez mirá-la incrédulo.

-Nem pensar! – Parker se levantou num pulo entregando ao pai suas guloseimas e alcançando o pulso de Brennan na sequência. –Quero meu pai e minha mã... Você comigo.

Ela sorriu.

Era a segunda vez que ele dizia aquilo, mas diferente da primeira, essa foi de uma forma mais espontânea, e não ciumenta.

Booth também sorriu.

-O que fazemos com ele...? – Ela apontou para o polvo.

-Acho que podemos levá-lo pro cara da roda-gigante guardar lá em baixo... – Booth disse com um sorriso. –Ele não vai se importar.

°°°°BB°°°°

-Ei! Esse é o fêmur! E essa é a tíbia... Falanges... - Ângela e Brennan se encararam surpresas. Fascinadas, encantadas, contentes, mas principalmente surpresas. –A pélvis... Acho que é um homem por causa desse formato... De coração... Ah, e o crânio. –Eu errei né?

Parker franziu um pouco o cenho encarando as duas mulheres a sua frente. Um sorriso triste em seus lábios.

Brennan tinha as mãos nos bolsos e Angie, a prancheta nas mãos. Os olhos e um pequeno sorriso direcionados para a amiga.

-Não você... Não... – Brennan encarou Ângela - Não sei o que dizer. - que riu, porque pela terceira vez, ela perdera a fala.

-Ela quer dizer que está surpresa, e eu também porque você acertou todos os ossos da mesa... – Ângela falou arrancando uma risada do garoto. –Você definitivamente é o loirinho do Limbo.

-Não estou familiarizado com esse termo. - Ele falou novamente, e exatamente como Brennan e Ângela gargalhou, e Brennan sorriu encabulada.

-Meu Deus, Parker, o que eu fiz com você?

O garoto tirou as próprias luvas que usava. e se aproximou da antropóloga abraçando-a pela cintura.

-Essa é fácil. – Ele disse e Brennan se abaixou para também abraçá-lo, ele se afastou para olhar nos olhos dela continuando com um sorriso. –Você me transformou em algo que eu não pensei que podia ser de novo, Bones. Alguém querido.

-Onm... – Ângela quem falou ao ver a amiga abraçar o garoto em retorno. Os olhos vermelhos.

°°°°BB°°°°

-Hei... – Ela respirou fundo ao sentir os braços dele envolverem-na pela cintura. E repousou a própria cabeça no peito dele. –Cansada?

-Um pouco... – Ela admitiu. –Onde está o Parker?

-Com a Angie. - Ele disse abraçando-a mais firmemente.

-Ele se referiu a mim como "mãe" Booth.

-Ele sabe que você não é a Rebecca, mas te considera tanto quanto a ela...

-... Alguém importante. Eu sei. Ele me disse isso. – Ela se virou para olhá-lo nos olhos. –E mesmo sabendo que é biologicamente errado eu não... Eu... – Ela fechou os olhos não encontrando as palavras certas, e apenas sorriu. Ele também sorriu esperando a conclusão, daquela mente brilhante, mas algo assim, era especial, forte, até pra ela. -Eu não achei errado entende?

-Sim, eu entendo Temperance.

-Papai! Bones!

A voz de Parker abaixo deles, os fez se encararem antes de se aproximar da sacada do segundo andar do instituto e olhar pra baixo em seguida. O garoto usava um mini-jaleco azul e acenava freneticamente para atrair a atenção do casal, e assim que obteve, ele fez um sinal positivo para Ângela, do outro lado, que sorriu e imediatamente as luzes se apagaram. Como restara apenas os cinco, seis, com o filho da artista, eles não se importavam. Pelo contrário, adoravam aquele lugar e as surpresas reservadas no mesmo.

Novamente algumas luzes se acenderam, mas o casal do segundo andar sorriu ao ver a imagem em um dos computadores da plataforma logo abaixo de si, as luzes do equipamento como única fonte de iluminação do local, tinham uma foto tirada por Ângela, -que por acaso serviu de "história" na época durante um mês para a artista- e duas recentes, dela com Parker, e dela com Booth que refletiam em todos os vidros do Instituto, tornando-as do tamanho de um outdoor, tornando o local um enorme museu artístico.
Ângela sorriu satisfeita assim como Parker, ao ver lá de baixo, mesmo com a pouca luminosidade, o brilho nos olhares de sua melhor amiga, e seu namorado, e o brilho nos olhos do pequeno ao vê-los se beijando, seguido por uma risada gostosa.
E bateram os punhos.
Cam e Hodgins fizeram sinais aos dois de "ótimo trabalho". Ângela voltou-se para Parker.

-Você é um pequeno gênio.

-Não... Eu sou o grande Parker! – E riu da própria caracterização, assim como Angie.

Ele acredita em alma, e nesse momento, teve certeza que podia ver além da dela. De toda a felicidade e brilho que emanava. De toda a tranquilidade e serenidade que tinha em seu olhar, o sorriso, que ocorrera mais nesses dois meses do que nos últimos anos.

Ele acreditava nisso.

Porque ele a amava. Ele a ama.

-Eu amo você... - Ele juntou o pensamento as palavras.

Declarando. Pra ela.

Ela ergueu a cabeça olhando-o nos olhos.

-Eu também amo você Booth...

*°*FIM*°*


Muito obrigada pelas Reviews pessoal.

E respondendo a você Fraan, eu bem que queria que o Parker se aproximasse mais da Brenn, mas eu acho que a sétima temporada vai vir com tudo. E eu também não podia deixar de comentar o quanto gostei do fim... A Emlily conseguiu no fim das contas convencer o HH a aderir sua gravidez a da personagem. O que é maravilhoso pra gente... Exceto a parte de ter que esperar até setembro pra ver o desfecho...

End Bones - I'm Pregnant. You're the Father.