Olá pessoal, aqui está mais um capítulo da fic, espero que gostem...
BabiSnapePotter, muito obrigada pelo review, lhe respondi, mas quero agradecer por aqui tb... um grande beijo
Dois idiotas e um lobo
- Não aceito isso Harry, eles estão escondendo alguma coisa da gente. Por que não nos deixam ver a Mione? Dizem que ela está em uma área reservada na ala hospitalar, mas quando entrei lá escondido não encontrei nenhuma área reservada e nem mesmo a sombra de Hermione.
- Talvez tenham a transferido para algum lugar.
- Se Hermione fosse transferida para ST'Mungus eles tinham a obrigação de nos falar, somos os melhores amigos dela.
Rony chutou a poltrona e se largou sobre ela logo em seguida sentindo-se traído pelo sistema da escola, Hermione estava fora há dias logo depois de ter um surto na sala de aula e ninguém lhes dava uma única explicação.
- Já sei o que faremos. - Disse Harry baixando a voz para que somente o amigo ouvisse. - Vamos sair a noite usando a capa do papai e vamos procurá-la no castelo inteiro se for preciso.
- Isso, faremos isso.
Rony tinha em seus olhos uma determinação intensa que deixava claro que ele não descansaria até achar a amiga. O menino só não sabia que acharia muito mais do que gostaria.
- Seu jantar, senhorita.
Hermione sorriu para o elfo que levara a bandeja com seu jantar. Empadão de carne, purê e salada acompanhados de um copo de suco de abóbora. A menina carregou a comida até um canto da cela e deixou no canto sentando-se com dificuldade ao lado escondendo o rosto entre os braços apoiados no joelho. Não tinha fome e por mais que soubesse que precisava se alimentar não havia em seu âmago a menor força para mastigar.
- Então esse é seu plano? Morrer de fome?
A menina não levantou a cabeça para olhá-lo, nem mesmo deu um sorriso torto como vinha dando, apenas continuou como estava, respirando fortemente. Snape franziu a testa e cerrou os olhos vendo-a respirar daquela forma. Havia algo errado. Ignorando o fato de estar entrando em uma cela com um lobisomem Snape abriu o portão e caminhou até diante da menina que agora vestia apenas um robe para não rasgar mais nenhuma roupa. Devagar se ajoelhou diante dela e sem pedir ou falar separou os braços cruzados e ergueu a cabeça da menina fazendo-a encostar-se à parede e olhar para frente. Hermione manteve-se quieta apenas o olhando enquanto ele a examinava tocando em seu corpo até que os dedos longos apertaram suas costelas arrancando um grito de sua garganta.
- Você está machucada. - Constatou Snape. - Não parece que está com a costela quebrada, provavelmente só contundida ou deslocada apertando o pulmão e dificultando a respiração.
- Não é fácil quebrar os ossos, sarar e depois voltar a quebrar na noite seguinte. Não me admira que o professor Lupin ficasse tão mal, isso é horrível.
- Não é nada que ele não mereça. - Disse Snape continuando a examinar o corpo da menina sem perceber que entrava em uma conversa com a grifinória.
- Sinceramente, professor Snape, não acho que alguém mereça isso, independente do que tiver acontecido as pessoas, do que elas tivessem feito.
Snape a olhou com atenção, a menina deveria estar morrendo de dor, mas não demonstrava nada mais do que poucas caretas. Jamais imaginaria que aquela menina idiota que levantava a mão cada vez que fazia uma pergunta mostraria-se dessa forma.
Então a senhorita acha que independente do que a pessoa fez na vida, de seus atos, ninguém merece sentir a dor da transformação? - Hermione apenas acenou a cabeça enquanto sentia Snape curar suas costelas com um feitiço. - Nesse caso devo acrescentar burra em seus apelidos, senhorita Granger.
- Agora sou burra por não desejar mal aos outros? - Perguntou em meio a um gemido enquanto o feitiço de cura ainda agia em seu corpo. Fechou os olhos por um instante apenas ouvindo a resposta do homem.
- É burra por achar que as pessoas não mereçam isso. Há pessoas no mundo que merecem bem mais que isso, a senhorita desejar ou não que isso aconteça não isenta o fato de que essas pessoas existem. Claro que uma menina tola como você não saberia de nada, vivendo em seu casulo insignificante.
Quando Hermione voltou a olhá-lo sentiu que deveria ter continuado de olhos fechados. A dor em suas costelas se abrandara, mas a dor que as ônix de Snape transmitiam eram tão grandes que pôde sentir em seu âmago o abismo a qual ele se atirara. Sem falar mais nada Snape levantou-se e saiu da cela.
- Coma seu jantar, senhorita Granger, ficar com fome só a deixará mais irritada após a transformação.
O homem foi embora e Hermione ficou ouvindo os passos morrer no fundo do corredor. Sua testa estava franzida, apesar de gostar - o que a deixou completamente surpresa - não entendia por que Snape cuidava dela daquela forma. Sabia que Dumbledore havia mandado-o vigiá-la até que a lua cheia se fosse e a poção estivesse pronta para ser ministrada no próximo ciclo. Mas aquele mínimo contato que tinham era mais do que esperava, Snape por vezes ficava ali a observando dormir, sabia disso porque sentia seu perfume quando acordava. Preocupava-se com a alimentação e ferimentos e até mesmo com seu tédio. Tinha que admitir, o Snape que ficava ali ao seu lado era bem diferente do Snape em sala de aula. Poderia atrever-se a imaginar que aquele fosse um Snape que somente ela conhecia. Esse pensamento a fez sorrir e enfiar um pedaço de frango na boca descobrindo que estava morrendo de fome.
- Nós andamos por quase todo o castelo ontem a noite e não encontramos nada. - Sussurrou Harry olhando para a mesa da Professora McGonagall conferindo se a mulher não estava olhando em sua direção. - Onde ainda não olhamos?
- As masmorras. E Fred e George me disseram que há alguns lugares que são escondidos por umas passagens secretas lá embaixo. Não sei como sabem tanto assim do castelo, duvido que tenham se atrevido a ir às masmorras com Snape sempre rondando aquele lugar.
- Bom. Nós teremos que nos atrever.
Rony apenas concordou com a cabeça antes de voltar a fazer anotações em seu caderno. Harry suspirou e fez o mesmo que o amigo torcendo para que o tempo passasse logo, porém a ansiedade era tanta que o tempo arrastou-se lentamente como uma lesma, o menino já estava até mesmo com raiva de ficar esperando o sinal da última aula bater. Quando finalmente a aula acabou Harry e Rony foram os primeiros a saírem da sala indo para um corredor vazio.
- Certo, todo mundo vai direto para o salão principal jantar incluindo os professores, é nossa chance de olhar as masmorras sem interferência de alguém da Sonserina ou do Snape. Vamos.
Após esconderem as mochilas em uma sala vazia Harry jogou a capa sobre a cabeça e juntos caminharam para as masmorras. A princípio andavam devagar evitando fazer barulhos e também porque Rony crescera demais nas férias fazendo com que não coubesse mais embaixo da capa sem estar curvado. Apesar dos cuidados quase esbarraram com dois sonserinos que também estavam aproveitando o vazio das masmorras para namorar em um canto. Rony queria fazer alguma coisa para atrapalhar os dois, mas Harry apenas indicou que deveriam seguir adiante. Vasculharam salas vazias e armários bagunçados. Harry estava quase tentando entrar nos aposentos de Snape, mas Rony o impediu dizendo que estaria protegido por feitiços e que se Snape descobrisse mataria os dois.
- Não me lembro ao certo onde era a passagem que Fred falou. - Disse Rony tentando se lembrar e franzindo a testa ao fazer isso. - Acho que era atrás daquela estátua ali.
Harry seguiu até a estátua que Rony indicou achando que era a mais feia que já vira na vida, parecia a cruza de dois animais muito estranhos, se tivesse que descrever aquela estátua a alguém não saberia nem mesmo por onde começar. Após chegarem a estátua veio um grande questionamento. Como abririam a passagem? Não havia nenhuma indicação de como fariam aquilo. Imediatamente Rony puxou a varinha do bolso e começou a bater na estátua em vários lugares diferentes e até mesmo recitando feitiços que já aprenderam ou palavras aleatórias em latim. Harry deu de ombros e seguiu o amigo nos movimentos com a varinha até que sem querer pisou no que seria a pata do animal e o mesmo se abriu em dois dando passagem para um corredor rustico e escuro. Harry e Rony se olharam e engoliram em seco.
- Você primeiro. - Disse Rony.
O lugar era claustrofóbico, em certo momento Harry decidira que andar com a capa só os atrasaria e por isso a retirou carregando-a no braço. O corredor demorou para dar em outro lugar, havia muitos corredores paralelos, mas Harry preferiu continuar sempre em frente. Ambos já estavam suados quando finalmente chegaram a um lugar mais aberto.
- Que lugar é esse? - Perguntou Rony olhando para celas vazias. - Parecem celas, calabouços.
- Acho que o professor Binns falou sobre eles em alguma aula.
- Desde quando você presta atenção na aula? Pensei que dormia igual eu.
- Hermione me faz prestar atenção nas aulas sempre que vocês brigam. Acho que para sentir que estou mais do lado dela do que do seu.
- Mas é claro que você está mais para o meu... Que barulho foi esse? - Perguntou Rony parando no mesmo instante em que ouviu o som.
- Acho que foi alguém gritando. - Respondeu Harry no mesmo instante que o grito chegou novamente aos seus ouvidos. - Acho que é Hermione gritando.
Os meninos desataram a correr sem nem mesmo saberem para onde estavam indo, apenas seguindo o som do grito que chegava cada vez mais alto. Harry apertava a varinha na mão enquanto corria virando em um corredor, depois outro, passando por celas velhas e imundas até encontrar a certa.
- Mas o que?
O restante da pergunta ficou entalada em sua garganta, o que via era horrível, repulsivo. Rony bateu ao seu lado no mesmo instante em que Hermione gritou de novo.
- Afaste-se dela!
Snape nem mesmo levantou a cabeça, descobriria como ambos entraram naquele lugar depois, naquele instante precisava fazer com que a menina sentisse o mínimo de dor. A transformação da noite anterior não fora nada boa, os ossos de Hermione não estavam acostumados a quebrarem, esticarem e depois voltarem ao seu formato natural quando a lua cheia se fosse. Amaldiçoou-se por não ir vê-la antes, poderia ter colocado o braço no lugar e recitado os feitiços que muitas vezes usara em si mesmo para aliviar a dor.
Os olhos de Harry estavam arregalados, Hermione estava deitada no chão, vestida apenas com um robe, gritava a plenos pulmões enquanto Snape a prendia no chão com seu corpo e fazia alguma coisa com o braço da menina.
- Senhorita Granger fique quieta.
- Seu nojento, saia de cima dela!
- Cale a boca Potter, não me atrapalhe.
- Eu sabia, seu asqueroso.
- Expeliarmus!
O feitiço conjunto de Harry e Rony pegara Snape de surpresa, o homem fora jogado na parede e mesmo que não tenha desmaiado a batida em sua cabeça fora forte o suficiente para deixá-lo tonto.
Foi o bastante para que o desastre acontecesse.
Hermione arregalou os olhos e gritou furiosamente. Sem se importar com a dor levantou-se e cambaleou balançando o braço mole para perto de Snape que ainda gemia desorientado, um filete vermelho podia ser claramente visto em seu pescoço vindo de algum ferimento na parte de trás de sua cabeça. Com cuidado levou a mão até o rosto do homem e o tocou sentindo pela primeira vez a sua textura. Seus olhos marejaram, vê-lo machucado parecia pior do que carregar o braço deslocado.
- Hermione, afaste-se desse nojento.
A voz de Rony entrou em seus ouvidos como se fosse um som agudo que machucava, sua mão em seu ombro como um espinho cravado em sua pele. Ardia. A transformação veio rápida movida pela raiva que sentia devido Snape estar daquele jeito. Sentiu seus ossos quebrarem, deslocarem, alongarem até que o lobo estivesse presente. A dor do braço de a poucos, agora não mais importava. Tudo doía e tudo estava fora de controle.
Rony deu passos para trás olhando a menina que há três anos andava junto com eles, que comia junto, estudava junto e algumas vezes até mesmo tramava aventuras junto transformar-se bem diante de seus olhos. Viu com o ar faltando em seus pulmões o corpo humano se moldar, ouviu os barulhos dos ossos mudando, assistiu o rosto da menina criar focinho, pelos castanhos cresciam no corpo, garras saiam de onde estariam suas unhas bem feitas.
- Rony saia dai, agora!
O grito de Harry acompanhou o uivo daquilo que antes fora a grifinória mais inteligente da escola e que agora era apenas uma besta furiosa.
Rony correu em direção ao portão passando com rapidez e ajudando Harry a fechá-lo antes de sumirem pelos corredores. O barulho do portão sendo aberto com força os fez correr mais rápido ainda castigando os músculos infantis e sem prática. Harry largou a capa de invisibilidade, pois o atrapalhava na hora de correr, sabia que nunca a veria novamente, mas era melhor desistir da capa do que da vida. Seu peito ardia, o coração batia desesperado, podia sentir que aquilo se aproximava, era possível ouvir o barulho das patas no chão enquanto fugiam pelo corredor que levaria diretamente para fora daquele calabouço. Rony, que tinha pernas compridas, estava alguns metros a frente iluminando o caminho com a varinha. Finalmente viram a saída e Harry achou que conseguiria escapar, que ao sair dali conseguiria trancar a passagem e aquilo que os perseguia ficaria para trás.
- Anda Harry! -Gritou Rony apenas esperando que o amigo passasse para fechar a estátua.
O rosnado se fez ouvir alto e claro em sua nuca e antes mesmo de tocar o chão frio da masmorra sentiu a garra fincar em sua pele lhe jogando na parede com força. Rony berrou e ao virar para procurar o ruivo Harry se deparou com a imagem daquele ser medonho. Já havia visto aquela imagem antes, era capaz de reconhecer o focinho, os pelos, o formato do corpo, só não conseguia acreditar que um lobisomem estivesse realmente diante de si rosnando com os dentes amostra.
O medo tomava conta de Harry e Rony. O ruivo não conseguia se mexer e Harry nem mesmo respirar, sentiu suas pernas virarem gelatina e sua mente fumaça, não havia um único feitiço que vinha a sua cabeça naquele momento, nem mesmo o mais idiota. Quando o monstro partiu para cima lhe derrubando no chão, Harry apenas encolheu-se esperando o momento em que a garra partiria sua carne, esse momento não chegou. Ao afastar os braços da cabeça e olhar para cima encontrou Snape de costas para si, diante do monstro com as mãos estendidas sem nem mesmo carregar a varinha. Rapidamente arrastou-se para longe observando o monstro rosnar, mas não avançar. Pôde perceber os olhos grandes indo de Harry para Snape onde se demorava enquanto o homem apenas pedia calma como se estivesse falando para uma pessoa. Franzindo a testa tentou se acalmar a ponto de ouvir o que Snape falava baixinho sem tirar os olhos da criatura.
"Sou eu, sou eu. Calma Granger, sou eu."
A boca de Harry se abriu, mas não tanto quanto seus olhos quando o lobisomem pareceu se acalmar um mínimo apenas o suficiente para aproximar-se de Snape e deixá-lo tocar as pontas dos dedos em sua pelugem antes de soltar um uivo alto e correr de volta para o corredor de onde viera. Rapidamente Snape ergueu a varinha e fechou a passagem escondendo atrás dela a verdade assustadora.
Rony estava grudado na parede, Harry erguia-se devagar segurando o ombro machucado pelas garras do lobisomem.
- Professor Snape, o que...
- Cale a boca Potter, cale a merda da boca! - Gritou o homem virando-se para o menino com seus olhos homicidas fazendo com que Harry desejasse estar diante do lobisomem do que dele. - Não tem ideia do que poderia ter causado se aquele lobisomem saísse pelo castelo. Tudo porque o santo Potter não pode se dar ao luxo de reservar-se aos seus próprios assuntos, ele tem que saber de tudo, tem que sempre estar a frente de tudo, investigar, buscar uma resposta para achar a melhor forma de ser o herói da história.
- Não é nada disso, eu estava preocupado com Hermione e resolvi...
- Resolveu infringir no mínimo uma par de regras da escola, passar por cima das ordens de seus professores e até mesmo do diretor para xeretar o que não lhe interessa.
- Hermione me interessa, é minha amiga.
- E o senhor estava prestes a deixar que sua amiga matasse dúzias de alunos. Que grande amigo o senhor demonstra ser. - O rosto de Snape aos poucos ficava vermelho de tão nervoso que o mesmo estava, seus dentes ficavam a mostra enquanto cuspia as palavras em cima do grifinório. - Eu deveria ter deixado que ela os devorasse, pouparia a humanidade de tanta idiotice. Menos cinquenta pontos para a grifinória para cada cabeça e detenção por duas semanas.
- Professor Snape, não é justo, estávamos apenas preocupados com Hermione. - Disse Rony finalmente abrindo a boca. - Queríamos saber notícias.
- Queriam se meter em algo que não era da conta de vocês. A situação da senhorita Granger é de respeito do direto ele que os senhores irão implorar perdão.
Snape ergueu o braço apontando a direção que levava para as escadas e de lá para o grande salão onde os alunos estariam terminando de jantar. Harry ia falar algo, mas Rony indicou que não com a cabeça e ambos apenas caminharam até as portas do grande salão onde foram ordenados a esperar, Snape entrou no grande salão e foi até Dumbledore falando-lhe no ouvido. Do lado de fora Harry encostara-se à parede soltando um gemido, seu ombro parecia queimar em brasa, tocou a ponta dos dedos por dentro da blusa e descobriu-se sangrando. Rapidamente escondeu o ferimento quando Snape voltou acompanhado de Dumbledore. O diretor em nada parecia aquele bruxo simpático e meio doido dos banquetes, estava sério e parecia tão temível que Harry afastou os olhos. Rony poderia realmente dizer que estava morrendo de medo de Dumbledore como jamais temera alguém antes.
- Os senhores me acompanhem. Severus vá ver a senhorita Granger, veja se ela está bem dentro das condições e se precisar contê-la use o feitiço que lhe mostrei mais cedo. Apesar de que pelo que vejo não será necessário feitiços.
- É falta de educação bisbilhotar a mente dos outros, Alvo.
- Em alguns momentos são necessários Severus, muito necessários.
Snape não esperou para ver Dumbledore levar os alunos para uma sala onde poderia dar-lhes o castigo devido. Rapidamente voltou pelo caminho de onde veio entrando em seus aposentos e pegando uma garrafa de uísque na mesa ao canto colocando uma quantia adequada no copo e tomando um grande gole. A bebida desceu rasgando a garganta, mas seu efeito era quase imediato, sentiu uma calmaria atingir lhe o estômago. Deu mais dois goles antes de bater o copo vazio na mesinha e ir até a entrada secreta que o levaria mais rápido para a cela dela.
Enquanto caminhava via os sinais de sua passagem, garras arranharam o chão e as paredes, havia até mesmo marcas de sangue onde possivelmente ela se machucara. Snape caminhou silenciosamente com a varinha em mãos pronto para qualquer indício de sua presença. Mas não era preciso tanta cautela, apesar do uivo que o levou até ela, quando a encontrou Hermione estava arranhando a parede de sua cela fazendo um barulho lamentável. Ela se virou quando seus passos fizeram barulho. Ele ergueu a varinha. Ela rosnou para ele e se aproximou um passo mostrando cautela em seus movimentos enquanto o estudava. Snape não se mexeu um único instante, mas após alguns segundos baixou a varinha e apenas esperou, esperou e esperou. O lobisomem aproximou-se devagar passo após passo até que encostou-se em suas pernas e uivou baixinho enquanto os dedos do mestre de poções acariciavam seus pelos. Sem que sequer percebessem a lua traçou o rumo de suas vidas, bastava agora eles seguirem por aquele caminho. O único problema era que aquele caminho era mais difícil do que se pensava.
