Atenção! Resolvi modificar a legenda q coloquei. Agora ficou assim:
Feitiços: itálico
Língua do fogo (falada no momento apenas por Christine e Lothy): negrito
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Capitulo 10- A partida de handgel
Christine corria em direção ao dormitório feminino comum, o plano já sendo bolado. Ao entrar encontrou Helena lendo um livro em sua cama.
- Ainda bem que te encontrei. – Disse Christine enquanto segurava a mão de Helena, puxando-a. – Preciso de ajuda. Vamos.
- Espera aí, para que? Para onde?
- Eu te conto no caminho, agora vamos!
Snape olhava para aquela estranha menina. Era muito baixa, devia ter uns 5 anos, mas tinha uma expressão nada infantil. A menina então esticou o braço, apontou para ele e começou a andar. Snape sabia que o objetivo do "jogo" era não ser tocado. 'Isso esta fácil demais. 'Pensou enquanto saía da trajetória da ruiva. Porem, no momento em que saiu, o braço dela o acompanhou num arco, tocando-o. Foi nesse momento que Snape entendeu porque Christine pedira para não revidar. A menina possuía o calor de uma fogueira. Snape olhou para o ponto tocado. Estava queimado. Olhou de novo para a garota, essa fez um "tsc" com a boca, voltou para onde estava e esticou o braço na mesma posição. O exercício continuou. Snape logo percebeu que, apesar de Imlothriem não aparentar, era muito rápida. Por mais que Snape se afastasse ela vinha em sua direção como um raio escarlate. Porém, a aula foi melhor que as de Christine. Imlothriem era fria e impiedosa enquanto que Christine era cruel e sádica. Quando o relógio bateu nove horas, a tocha se apagou. Lothy ficou estática, olhou para a tocha apagada, se voltou para Snape, fez uma pequena reverência e mergulhou em um archote aceso, deixando Snape sozinho e bem queimado.
Havia muito movimento no salão comunal da Grifinória. Fred e Jorge faziam demonstrações de seu novo kit mata aula para uma multidão de alunos enquanto uns poucos estudavam. Ninguém percebeu quando duas alunas do terceiro ano entraram. Uma tinha cabelos e olhos castanhos a outra os tinha pretos. Enquanto a de cabelos castanhos vasculhava a sala com o olhar, a de cabelos pretos se juntou a multidão, encantada com os produtos dos gêmeos. Só foi despertada de seu devaneio quando sentiu a mão de sua amiga em seu ombro. A morena seguiu a outra até as costas de um menino loiro e uma menina morena. A de cabelos pretos olhou para a de cabelos castanhos buscando confirmação e essa acenou com a cabeça. As duas se posicionaram atrás do casal e cada uma sussurrou em um ouvido:
- Ayube.
O casal se enrijeceu tensos. Lentamente as duas meninas se afastaram, saindo da sala comunal. As garotas caminhavam pelos corredores vazios sem olhar pra traz, mas sabiam que o casal as seguia. Pararam em um corredor sem portas, quadros ou tochas. As meninas se viraram. A de cabelos castanhos sacou um punhal adornado com runas, encostou-o na parede e começou a murmurar um feitiço enquanto a de cabelos pretos acendia um isqueiro preto. Quando a de cabelos castanhos terminou de colocar os feitiços de proteção a de pretos assoprou a pequena chama do isqueiro, que se espalhou por toda a parede. O casal nem piscou.
- O que querem com a gente? Perguntou o garoto enquanto seu cabelo crescia até seu queixo e escurecia até ficar cor de madeira. O cabelo de sua acompanhante clareou, indo para o mesmo tom e encurtou, para o mesmo comprimento. Lentamente o menino loiro foi se transformando em Hita, enquanto a menina morena se transformava em Haku. A semelhança entre os gêmeos Ayube era incrível. Apesar de terem sexos opostos seus rostos eram idênticos. Os olhos castanhos vivos, do mesmo tom dos cabelos. A pele levemente morena, os lábios finos. O corpo praticamente sem curvas de Hita e o minúsculo pomo de adão de Haku. A única diferença era o uniforme de Cannomar. O vestido em Hita e o blazer em Haku, apesar de ser obvio que nenhum deles se importava de se disfarçar de sexos diferentes. Aos poucos a menina de cabelos castanhos foi se transformando em Helena enquanto a de cabelos pretos se transformava em Christine.
-Preciso de suas habilidades. Disse Christine. Os gêmeos se entreolharam.
Snape preparava suas aulas quando ouviu uma batida na porta. 'Não pode ser. ' Pensou enquanto ia abrir. Christine entrou envolta por uma capa preta, para a infelicidade de Snape.
- Achei que fosse assistir ao jogo. Perguntou.
- E você acha que vou perdê-lo? – Ela riu. – Esse jogo vai ficar para a historia, escute o que eu digo. Só vim para dar instruções a Lothy. – Christine percebeu o olhar desapontado de Snape. – Não achou que fosse ficar sem a aula só por causa do jogo não é? Ela perguntou sarcástica enquanto tirava a capa. Snape percebeu que ela usava uma segunda pele em tons de verde oliva e prata, como uma cobra. Uma bota preta, sem salto de cano longo completava o visual. Snape por um minuto se perdeu na roupa justa de Christine que lhe acentuava o corpo, mas foi despertado pela voz da mesma.
- O que foi? Está indecente? A voz estranhamente insegura.
Snape desviou os olhos do corpo de Christine para seu rosto, tentando aparentar indiferença.
- Achei que fosse torcer pelos Lobos.
- Por quê?
- Ora, ele não é o time de sua casa?
Christine franziu as sobrancelhas, depois balançou a cabeça sorrindo.
- Não existem times próprios das casas, cada um torce pelo que lhe convém. Alem disso minha melhor amiga Alice é a capitã das Serpentes Metálicas e... – De repente seus olhos se tornaram sombrios. – Eu não gosto de lobos...
Christine voltou para os preparativos da aula enquanto Snape procurava desviar seus olhos de sua roupa. Christine percebendo o estranho comportamento de Snape perguntou sem se virar.
- Quer falar alguma coisa senhor Snape? - Snape procurou algo para disfarçar.
- Estava me perguntando como seria o handgel.
Christine franziu os olhos. Sabia que não era isso, mas resolveu explicar mesmo assim.
- Basicamente, é como o handebol trouxa, mas existem algumas modificações.
- Óbvio, o jogo acontece no ar. - Desdenhou Snape.
- Mais que isso. Alice pode ter se baseado no handebol, mas quis que o jogo fosse útil aos seus propósitos de guerra. Assim ela criou regras novas chamadas Concessões de Alice. As concessões de Alice são: após o primeiro gol são permitidas agressões físicas no raio de um metro da bola, o uso dos pés depois do primeiro tempo e a criação de uma barreira entre o gol e o campo, transponível apenas pela bola. No mais algumas adaptações do jogo para o ar certas mudanças estéticas. Isso responde sua pergunta?
Antes que Snape pudesse responder começou-se a ouvir sons de bombinhas explodindo.
- É o sinal! – Disse Christine sorrindo. – Quer dizer que posso sair em segurança, sabe que se por acaso eu for vista aqui meus colegas de escola podem me linchar, ou o mais provável, te linchar. - Ela riu.
- Os feiticeiros são sempre violentos assim?
- Como eu disse: super neandertais. – Ela riu. – Daqui a pouco Lothy ira aparecer. Obedeça-a direitinho.
Snape girou os olhos.
- Ah. – Disse ela quando ia sair. – Obrigada pela opinião masculina... sobre minha roupa.
Christine saiu rapidamente, sem notar a expressão de surpresa de Snape.
Christine se encontrou com Alice, que já usava sua roupa de jogadora das Serpentes. Uma cota de malha verde-oliva, calça de couro da mesma cor com protetores nas cochas. Botas, joelheiras, manoplas, ombreiras e um peitoral de prata. Um óculos de aviador na testa completava o visual. Christine fez uma reverencia exagerada e disse irônica:
- Salve a imperatriz Alice!
Alice riu acompanhada por Christine. Depois seguiram até o pátio do castelo. Alice andava com uma mão apoiada na parede. De repente parou, olhou-a intensamente e voltou-se para Christine com um sorriso no rosto.
- Achei. Disse pegando a mão de Christine a atravessando a parede.
De repente estavam em frente a um enorme estádio elíptico de onde já se podiam ouvir os gritos ensurdecedores das torcidas. Christine e Alice se distanciaram da entrada principal, contornando o estádio até encontrarem Hita, Haku e os outros. Richie se adiantou para elas.
- Consegui o que me pediu. Deu um pouco de trabalho por causa do guarda-caça, mas nada que eu não pudesse resolver. – Disse com orgulho. – Eles estão do outro lado do estádio, amarrados e desiludidos.
- Ótimo. Chegou a hora de explicar o meu plano para todos.
- E podemos confiar neles? Perguntou Dhrimian encarando os gêmeos.
- Eles são necessários Dream. Disse encerrando a discussão. Todos então se juntaram mais e começaram a sussurrar.
- Muito bem, o plano é o seguinte: no final do jogo, antes de começarmos a nos matar, alguém irá derrotar todos os jogadores e quem mais se opor, dirá que o território de Hogwarts e dele, portanto que devemos sair daqui agora.
- E quem será esse super-guerreiro? Perguntou Richie.
- O único que conseguiu derrotar os anjos: Scarface.
Todos arregalaram os olhos, principalmente os quatro amigos de Christine.
- Hita e Haku devem se transformar nele, montar nos testrálios que Richie trouxe e lutar com os anjos, tal como o verdadeiro fez.
- O verdadeiro lutava pulando de testrálio em testrálio, se você não se lembra. Observou Haku, divertindo-se com idéia tão louca.
- O verdadeiro também não podia lançar ataques em todas as direções como vocês farão. Obviamente vocês não estarão sozinhos, nos quatro, o diretor e Daniela estaremos em pontos estratégicos, atingindo-os. Alice estará no céu, manipulando o vento para dificultar o vôo deles. Tudo o que precisam fazer é interpretar como sempre fazem.
Os gêmeos se entreolharam durante um tempo num dialogo de olhares, depois se voltaram para Christine sérios e assentiram com a cabeça.
- Muito bem, nos encontraremos aqui no final do primeiro tempo. – Os gêmeos saíram silenciosamente. – Richie, consegue trazer os testrálios até aqui?
- Claro, mas vou precisar que alguém me ajude.
- Tudo bem, isso é o de menos. – Christine tirou uma planta do estádio de sua mochila. – Prestem atenção. Richie, você vai ficar aqui. – Disse apontando. – Você já é capaz de lançar feitiços através das ondas sonoras? Como resposta Richie tocou um acorde do violão que já se encontrava em suas mãos.
- Eu ficarei aqui com o diretor e Daniela, quero ter certeza de que eles vão ajudar. Dhrimian e Helena ficam aqui.
- Por que eu não posso ficar com Richie? Perguntou Helena tentando parecer indiferente.
- Richie precisa ficar sozinho para que nenhum inocente seja atingido.
- Acaso está com medo de mim, Helena? Ou meu sangue é nobre demais para estar em sua presença?
Helena lançou um olhar de desprezo a Dhrimian e saiu em silencio. Dhrimian olhou para Christine, que rolou os olhos e o enxotou com a mão, e foi atrás de Helena. Christine sorriu, guardou a planta, se despediu de Alice e, acompanhada por Richie foram até o estádio. Lá estava lotado. Os torcedores se aglomeravam para amigáveis competições de insultos. De lábios apertados para não responder aos insultos dos Lobos, chegaram até seus lugares onde a única coisa que se ouvia eram os gritos das Serpentes. De repente as linhas da quadra começaram a levitar até chegar a 30 metros de altura. O espaço entre elas emitia um brilho, como se fosse de vidro, mas todos sabiam que a quadra era intangível. No chão os times entraram. Os jogadores dos Lobos eram todos homens musculosos, que usavam peles brancas e azuladas no lugar das proteções de prata das Serpentes e máscaras lupinas no lugar dos óculos, dando a impressão de serem homens das cavernas. 'Realmente, "super-neandertais."'. Christine pensou. Os jogadores encaravam seus adversários em silencio, até que lentamente cada jogador os cumprimentou com a cabeça. Afinal a farsa do espírito esportivo deveria ser mantida...até o primeiro gol. De repente um som de cornetas silenciou todos. Daniela, transformada em imperatriz Alice, caminhava sobre as linhas da quadra carregando a bola com os braços estendidos para frente. Os jogadores ainda no chão entraram em suas posições e se ajoelharam. Daniela caminhou até o circulo, a platéia muda de expectativa, até que ela parou e disse em voz retumbante, jogando a bola para o alto:
- Que a batalha se inicie! E desapareceu.
De repente, das costas de cada jogador, brotaram asas angelicais, que num impulso conjunto com as pernas, os fez levantar vôo. Rápidos e verticais, os jogadores atravessaram a quadra em direção a bola que caía.
- E começou a partida, com a bola nas mãos de Alice, que joga para Thiago que desvia e manda para Rodrigo, que joga para...foi interceptado por Rafael que passa para Bernardo, que devolve. Eles estão fazendo joguinho pessoal! É Rafael e Bernardo, Rafael e Bernardo, Rafael...Amanda os interceptou! E lançou para Miguel que lança para Alice. Ela desvia de um, desvia de outro, passa para Tiago que faz um GOL! GOOOOL!
Christine deu um berro e abraçou Richie que também gritava. A torcida levantava bandeiras, gritava e cantava. O locutor tentava a todo o custo continuar o jogo entre os gritos da torcida:
- Rafael está com a bola e tem cara de que vai matar um. Ele desvia de um, soca outro e manda para Tomás que desvia de dois e... Huh! Leva uma cotovelada na cara por Miguel que desvia de um, de outro e... Cabeçada de Bernardo! A bola ta caindo, Tomás intercepta e... Leva uma joelhada de Alice e a bola sai da quadra. É ressurgimento para as Serpentes.
Alice saiu da quadra pelo chão, apanhando a bola ainda no ar. Com uma graciosa curva ela voltou a subir, voltando para a quadra exatamente do ponto que a bola caiu.
- E Alice sobe e joga a bola para Miguel. Miguel desvia de um, de dois, passa para Amanda que devolve para Alice que lança na cara do goleiro... IMPRESSIONANTE, A BOLA ENTROU!!! É incrível minha gente! Alice quebrou o nariz do goleiro e ainda fez a bola entrar! Dois a zero para as Serpentes!
Houve outro berro de alegria por parte das Serpentes. Christine percebeu que Alice e Rafael trocavam olhares raivosos, como dois animais depois de um empate. Os cabelos presos de Alice estavam molhados de suor e ela exibia um olhar feroz que não combinava com sua antiga personalidade. Já não era mais Alice, era uma guerreira alada sedenta pela vitória. O jogo se seguiu cada vez mais violento. Enquanto as Serpentes eram ágeis e esguias, os Lobos eram fortes e rudes. Quando Daniela apitou o fim do 1° tempo o placar estava 7X8 para as Serpentes e não havia nenhum jogador inteiro. Christine e Richie, após terem visto o ultimo gol feito pelos Lobos que custara o braço direito de Alice, ofegavam como se tivessem acabado de lutar. Christine sacudiu a cabeça furiosamente enquanto repetia mentalmente a mesma frase: ' A razão deve prevalecer aos instintos. A razão deve prevalecer aos instintos. A razão deve prevalecer... ' Quando finalmente recuperou sua frieza tocou no braço de Richie dizendo:
- É à hora, vamos.
Christine e Richie saíram sorrateiramente do estádio. Christine seguia Richie que parecia procurar algo no vazio. Eles seguiram para um beco vazio onde ficava uma antiga entrada abandonada. Richie seguiu até o portão enferrujado, mas parou antes de alcançá-lo, sussurrou um feitiço e do nada dois belos testrálios apareceram. Apesar de já ter visto varias vezes testrálios, Christine sempre se maravilhava com sua beleza, ficando sempre abismada toda vez que os via. A voz de Richie a despertou como um balde d'água.
- Acorda Christine e me dá uma mão aqui!
Richie soltava os testrálios e os guiava para fora do beco. Christine pegou uma rédea e começou a guiá-los para o ponto de encontro. Hita e Haku já os esperavam.
- Ainda quer seguir com esse plano? Perguntou Haku.
- Estamos aqui não? Disse Richie impaciente.
- E o que ganhamos com isso? Perguntou Hita. Richie se voltou para Christine que sorriu maquiavelicamente.
- Fora as belas expressões de medo e terror que irão assistir de camarote? E o orgulho que irão sentir de si mesmos por terem enganado a todos? Este jogo ira entrar para a historia como o jogo que foi interrompido por Scarface e vocês serão uma das poucas pessoas que saberão a verdade.
- Há muitos furos históricos Christine. Disse Haku.
- Mas ninguém irá reparar neles num momento de pânico. E mesmo que alguém repare, não conseguirá ser ouvido pelos outros.
Os irmãos Ayube se calaram. Christine sabia o quanto eles se orgulhavam de suas transformações e isto era sua melhor moeda. Os irmãos se viraram um para o outro e olharam para um ponto distante. Seus cabelos começaram a escurecer, ficando pretos e maltratados, a face endureceu tornando-se quadrada e o olho castanho esquerdo foi fechado por uma cicatriz vermelha. Pouco a pouco até suas roupas foram se transformando na que Scarface usava nos livros de historia. Christine sorriu satisfeita.
- Perfeito. Agora montem os testrálios e esperem o sinal de Alice.
Os gêmeos montaram nos testrálios e voaram para o estádio. Christine acompanhou o vôo com o olhar, mas quando foi se dirigir a Richie, este estava com um olhar distante e muito sério.
- O que foi? Perguntou Christine.
- Pela primeira vez eu reparei numa coisa. – Ele encarou Christine. – As expressões. São as mesmas, sempre.
Christine absorveu as palavras de Richie em silencio, exibindo uma expressão parecida com a dos pseudo-Scarface.
- Vamos. – Disse ela friamente. – Ou iremos perder o espetáculo.
Richie demorou um minuto para seguir em frente. Quando entraram no estádio o jogo já tinha começado. Porem Christine e Richie estavam muito tensos com o plano para vibrar com a expulsão de um Lobo e um gol de bicicleta aérea feito por Alice ou se enraivecer quando Rafael quebrou a perna de Miguel. Nos últimos minutos, Richie se dirigiu para o local combinado. Christine por sua vez se esgueirou para o camarote do Diretor, onde Caliel e Daniela a esperavam.
- Todos já estão em suas posições? – Caliel perguntou. Christine acenou com a cabeça. – Ótimo. Disse saindo.
Os três entraram por uma passagem secreta que os levou para cima do estádio. Daniela se posicionou com o arco pronto. Caliel e Christine sacaram seus báculos, tensos. O báculo de Caliel era fino e dourado, indo ate o chão. Possuía uma enorme pedra vermelho-sangue no topo. Já o de Christine era grosso como uma lança, prateado, em uma ponta havia uma safira azul-marinho redonda que parecia possuir um cravo branco entranhado em si. A parte de baixo dos dois era pontiaguda.
De repente o estádio se irrompeu de xingamentos e vaias. Christine viu Alice voar como uma flecha em direção as nuvens onde em seguida surgiram dois cavaleiros alados. Os cavaleiros mergulharam em direção ao estádio onde Daniela abateu um jogador com sua flecha. Ao mesmo tempo Caliel e Christine uniram seus báculos e gritaram:
- Danto.
O feitiço abateu três anjos e mais quatro caíram por feitiços que Christine acreditava terem sido lançados por Helena e Dhrimian. Começou então um furacão que impedia os anjos de controlarem o seu vôo. Se esforçando para se estabilizarem os jogadores ficavam parados nos seus lugares. De repente os anjos começaram a cair em uma precisa linha reta. Christine não podia ouvir, mas sabia que era o ataque sonoro de Richie. Como ele ainda não sabia controlá-lo totalmente os cavaleiros precisavam fugir do raio de ataque. Os jogadores caiam como moscas sem terem noção de onde vinham os ataques. Os feiticeiros estavam paralisados de medo e aqueles que tentavam se rebelar eram abatidos pelas flechas precisas de Daniela. Quando não havia mais anjos no ar, os cavaleiros pararam no céu e falaram com uma voz retumbante como um trovão.
- ESSE TERRITORIO É MEU! SAIAM ENQUANTO EU AINDA PERMITO QUE VIVAM.
- Daniela. – Sussurrou Caliel enquanto os "Scarfaces" falavam. – Vá para o castelo e certifique-se de que todos irão direto para os dormitórios.
Daniela acenou com a cabeça e saiu. Assim que os "Scarfaces" terminaram de falar houve um rápido silencio antes pânico total. Ao ouvir os gritos Caliel sorriu satisfeito.
- Bom trabalho Christine, eu não teria feito melhor. Agora é melhor você descer e acalmá-los. Não quero que eles saiam gritando por Hogwarts a essa hora da noite.
Christine desceu meio emburrada. 'Será que ele nunca está satisfeito? ' Pensou. Mas seu humor logo melhorou quando reencontrou sua turma.
- Fomos ótimos! Ela riu abraçando-os.
- Você tinha dúvida? Disse Richie.
- Quem diria que os gêmeos fossem capazes de fazer uma voz tão perfeita. Falou Dhrimian.
- É por isso que eles são os melhores em disfarces. Disse Helena como se falasse algo óbvio.
- Vocês viram como eles correram?
- E na hora que parecia chover anjos?
Os quatro amigos começaram a rir e comentar o feito. Mas tiveram que adiar as conversas para coordenarem a saída do estádio que estava um pandemônio. Quando finalmente todos haviam saído e eles começavam a resgatar os jogadores caídos Alice apareceu. Seu olho estava roxo e de sua boca saia um filete de sangue.
- Está tudo bem? Perguntou Christine. Alice ainda exibia a mesma expressão do jogo.
- Empatamos. Alice disse num suspiro.
Christine então se lembrou que não havia nenhuma torcida comemorando no final do jogo. Ninguém estava feliz com o placar, mas Alice não iria permitir que os Lobos vencessem depois de todo o seu treinamento duro. 'Se as Serpentes não iam vencer, então ninguém ia, foi isso que Alice decidiu. ' Pensou Christine.
Christine exibiu um sorriso orgulhoso para Alice que o retribuiu meio sem jeito. Silenciosamente as duas recomeçaram o trabalho.
Snape fazia a ronda pelo castelo, procurando por alunos que desobedeciam ao toque de recolher. Tudo estava muito silencioso, exceto por um fluxo de feiticeiros que saiam do pátio e se dirigiam até o quarto andar, onde ficavam seus dormitórios. Decidiu fiscalizar o sexto andar, para evitar se encontrar com eles...ou com ela. Estava chegando ao fim de um corredor quando ouviu passos se aproximando pela esquina. Com um "nox", Snape apagou sua varinha e esperou pacientemente na escuridão. Mas ao invés de um aluno desobediente, surgiu Daniela empunhando como uma tocha seu arco que brilhava como uma estrela.
- Senhor Snape. – Ela cumprimentou com a cabeça. – Não deveria acender sua varinha? A menos que consiga enxergar no escuro.
Snape lhe lançou um olhar mortal, mas Daniela continuou exibindo sua expressão hipócrita.
- O que faz aqui? - Perguntou grosseiramente.
- Vim certificar que após o jogo todos os alunos irão direto para suas camas.
Snape estreitou os olhos. Não era preciso legilimência para saber que Daniela mentia descarada mente. Afinal todos os feiticeiros estavam no mínimo dois andares abaixo. Murmurando algo inteligível Snape passou por Daniela, voltando a fazer sua ronda.
- Christine tem razão. O senhor tem potencial.
Snape parou ao ouvir a voz de Daniela. Com um olhar frio e passos de rainha, Daniela venceu a distancia que Snape havia imposto.
- Lembre-se senhor Snape: o maior poder de Christine não esta dentro dela e sim ao redor dela, mesmo assim não deve subestimá-la. Sozinha Christine é forte, mas ela nunca está sozinha e isso a torna muito perigosa.
Snape franziu as sobrancelhas.
- Por que está me contando a fraqueza de usa filha? O que você vai ganhar com isso?
Os olhos esmeralda de Daniela faiscaram.
- Christine nunca foi minha filha.
Snape bufou e foi embora. Daniela ficou parada no mesmo lugar, dura como uma estatua. De repente suspirou, parecendo cansada e disse para o nada.
- Não sei por que me pediu isso...e sei que não é da minha conta, mas por favor...não a deixe sofrer mais. Proteja seu coração ferido. Eu lhe suplico.
Daniela sabia que não podia se virar, senão ele sumiria. Sabia também que apesar dele tê-la ouvido, não responderia. Apesar disso sabia que ele estava ali, pela sua majestosa presença e pelo cheiro de narcisos. Assim Daniela ficou parada, de costas para o guardião Aladus, aproveitando a companhia de seu amado padrinho.
Depois de levar todos os anjos à enfermaria do estádio e cuidar dos machucados de Alice, Christine e seus amigos conseguiram finalmente chegar à Hogwarts. Todos os feiticeiros já tinham ido dormir e o lugar parecia deserto. Porém, nem Christine nem nenhum de seus amigos pareciam com sono. Todos conversavam animados, embora silenciosamente enquanto subiam a escada. Mas quando chegaram ao 3° andar a chama de uma das tochas aumentou assustadoramente e de lá surgiu uma Lothy muito nervosa.
- Mestra, mestra! Aconteceu mestra!
- Acalme-se Lothy, o que aconteceu?
- A sapa, mestra. A sapa está fazendo!
- Mas que sapa? Perguntou Christine.
- Umbridge? Sugeriu Alice.
- O que a Umbridge está fazendo? Perguntou Christine seria segurando os ombros de Lothy.
- Escrevendo. Com um sorriso mau. Disse que os feiticeiros iriam ver!
- Qual é a sala dela?
Lothy apontou com o braço e começou a correr naquela direção. Antes de segui-la Christine olhou para seus amigos que esperavam por uma explicação, sérios.
- Parece que é a nossa vez de se divertir. Todos exibiram sorrisos macabros.
Eles seguiram Lothy até uma porta de madeira medieval. Christine fez sinal para que todos se aproximassem e fizeram uma roda.
- Todos sabem os seus postos? – Perguntou. Não havia nenhum traço de duvida nas feições de seus amigos. – Ótimo. Richie. Tire-a da sala.
Todos se afastaram. Christine foi para a parede oposta à porta com Helena e Alice de cada lado, Richie e Dhrimian foram para traz da porta. Richie encostou suas mãos e sua testa na parede ao lado da porta e se concentrou.
Umbridge estava em sua sala escrevendo para o ministro. Não via a hora de enviá-la e ter seu pedido atendido. O pensamento lhe trouxe um largo sorriso. De repente sua sala começou a tremer, os pratos decorativos começaram a cair no chão e a escrivaninha parecia dançar. Assustada por tão estranho fenômeno, Umbridge correu para a porta, mas ao abri-la encontrou Christine e suas "comparsas" observando-a com um olhar divertido. Ao mesmo tempo ouviu o som da porta se fechando, revelando a armadilha. Estava cercada.
- Trabalhando tão tarde Sra. Umbridge. Deve ser algo muito interessante, não? Disse Christine casualmente.
'Ela já sabe. ' Pensou Umbridge.
- Nada do seu interesse. Retrucou Umbridge.
- Discordo totalmente. Tudo que se refere a minha raça é do meu interesse.
'Ela sabe!' Umbridge pensou nervosa. Suava frio, suas mãos fechadas lamentavam ter deixado a varinha na escrivaninha.
- O que a faz pensar que tramava contra os feiticeiros? Tentou blefar.
- No momento, sua mentira. Disse uma voz atrás de si que pertencia a um garoto de cabelos castanhos arrepiados.
- Como ousa...
- Basta! – Cortou Christine. – Achei que tinha lhe ensinado a não se meter conosco Sra. Umbridge, mas vejo que de nada adiantou o exemplo que os alunos lhe deram. Como não quero ser injusta vou lhe dar uma ultima chance. Vai nos deixar em paz ou não?
- Você fala muito, mas duvido que aja. Ainda vou lhe tirar esse sorriso irritante, guarde minhas palavras.
Christine suspirou cansada.
- Então não há outra saída. Imlothriem!
De repente o chão a frente de Christine se incendiou revelando uma estranha menina ruiva de vestes curtas e olhos furiosos.
- Lothy, mate-a.
A menina, com sua boca minúscula, abriu um sorriso de orelha a orelha (literalmente), repuxando seus lábios de maneira a parecer um enorme rasgo em seu rosto. Seus dedos cresceram até ficarem do tamanho de seu tronco, como pontas finas como estacas. Umbridge se desesperou com a visão.
- Não espere! Talvez possamos conversar...
- Já conversamos Sra. Umbridge.
Lothy começou a andar.
- Me de outra chance...
- A senhora a desperdiçou.
Lothy preparou suas garras.
- Eu lhe imploro!
- Não me interessa.
Lothy começou a correr.
- Por favor! Eu faço qualquer coisa.
- Pare. Disse Christine.
Lothy parou. Suas garras estavam a milímetros do pescoço de Umbridge. Lothy lançou a ela um olhar aborrecido.
- Qualquer coisa? Perguntou Christine sorrindo para seus amigos.
- Qualquer coisa, mas me poupe!
- Interessante. Lothy, junto.
Lothy desapareceu para depois aparecer ao lado de Christine.
- Muito bem. Em primeiro lugar quero que pare de perseguir os feiticeiros. Querem acrescentar alguma coisa? Christine perguntou para seus amigos que sorriram maleficamente.
- Em segundo. – Seguiu uma garota de cabelos pretos de óculos. – Deve fechar os olhos para toda e qualquer atividade cometida por feiticeiros.
- Terceiro. – Disse o garoto de cabelos arrepiados. – Deve sempre defender os feiticeiros contra as punições dos bruxos.
- Quarto. – Seguiu um belo garoto de cabelos pretos e olhos cor de mar. – Deve sempre anular os castigos dados por bruxos aos feiticeiros.
- Mas isso não é... Umbridge parou de falar ao ver o sorriso de Lothy voltar.
- Quinto. – Disse uma garota de cabelos castanhos presos por um rabo-de-cavalo. – Deve conseguir acesso para nos nas salas vazias, na seção restrita da biblioteca ou nos campos de quadribol sempre que solicitarmos.
- Por enquanto é só isso, mas caso nos lembremos de mais alguma coisa lhe procuraremos. E se não cumprir nossas exigências, bem... Lothy sabe onde você se encontra e ela costuma ser rápida em seus serviços.
Christine acariciou a cabeça de Lothy que parecia ronronar. Umbridge não desviou o olhar de Christine, até que desmaiou com um golpe na cabeça.
- Que idiota. – Disse Alice estalando os dedos. – Ficou tão concentrada em Christine que não percebeu minha aproximação.
- Dhrimian. – Ordenou Christine. – Faça-a pensar que tudo não passou de um sonho. Richie, não a deixe se esquecer da promessa, das exigências e nem de Lothy. Depois a coloquem de volta no escritório.
Os garotos se aproximaram de Umbridge com sorrisos demoníacos. Sentaram-na, puseram as mãos em sua cabeça e começaram a trabalhar.
- Lothy, queime o que você a viu escrever.
Lothy entrou na sala, pegou o papel e o engoliu voltando para perto de Christine com um minúsculo sorriso satisfeito.
- Foi fácil, não? Christine perguntou a Helena.
- Sim. – Respondeu vaga. – Fácil demais...
Helena olhou para o alto desconfiada, fechou os olhos em meditação, a respiração lenta. Até que os abriu violentamente, empunhou o sabre apontando para o fim do corredor e disse baixo.
- Daur.
Nada aconteceu. Com um olhar Helena chamou Alice e as duas foram ao fim do corredor. Qual foi a surpresa de Christine que, ao ver suas amigas voltarem traziam levitando um Severus Snape paralisado.
Snape inspecionava o terceiro andar quando ouviu vozes. Decidiu então ver o que era. Apenas parou de andar quando reconheceu as vozes de Umbridge e Christine. Resolveu então assistir atrás de uma armadura. Escutou as súplicas de Umbridge, as ameaças de Christine, as exigências dos feiticeiros, tudo. De repente percebeu que não era mais capaz de se mexer. Eles haviam lhe descoberto. Pode apenas observar Helena e Alice se aproximarem irritadas, levitarem-no e levarem-no até Christine. Por um segundo, Snape achou que ela estava surpresa , como se tivesse caído numa armadilha, mas logo ela exibiu seu olhar frio e sua expressão cínica.
- Chris, achamos que ele escutou tudo. Temos que matá-lo. Disse Alice.
- Não podemos.
- O que não podemos é ter testemunhas Chris. Lembra-se? Devemos sempre apagar os nossos rastros. Disse Richie impaciente.
- O diretor o quer vivo.
- Quem realmente o quer vivo, Chris? Perguntou Helena olhando fixamente para Christine.
As duas se encararam até Christine dizer:
- Vão para os seus quartos. Eu cuido dele.
- Chris, você não é capaz... Começou Dhrimian.
- Eu tenho Lothy para sobrepor minhas incapacidades, caso tenham esquecido!
- Não tenha piedade Chris. Pediu Alice.
- Não se preocupem. Se não conseguir convencê-lo, eu o matarei sem hesitar. Agora vão.
Hesitantes, seus amigos colocaram Umbridge de volta na sala e foram embora. O corredor ficou vazio, exceto por Christine, Lothy e Snape que flutuava paralisado. Christine sacou seu báculo, o desceu e libertou sua cabeça do feitiço.
- Agora podemos conversar. Disse Christine séria.
- O que estava fazendo com a Umbridge? Perguntou furioso pela situação em que se encontrava.
- Eu não lhe entendo senhor Snape. – Começou Christine, ignorando a pergunta de Snape. – Por que o senhor sacrificaria sua vida defendendo a Sra. Umbridge se nem ao menos gosta dela?
Snape franziu as sobrancelhas.
- E quem disse que eu faria isso?
- É o que estará fazendo se contar para alguém que estávamos aqui. Sra. Umbridge achará que tudo foi um sonho. Ninguém alem do senhor nos viu aqui e pessoalmente eu não gostaria de ter que matar meu aluno. Mas não terei outra escolha se quiser comentar isso com alguém. Dar-lhe-ei uma escolha senhor Snape: Pode fingir que o que viu e ouviu nunca aconteceu ou morrer pelas mãos de Lothy, mas devo lembrá-lo de que sei quando alguém está mentindo.
Snape refletiu. Umbridge achava que tudo não passava de um sonho. Dumbledore provavelmente não se interessaria para essa informação e já notara que Caliel também não faria nada. Christine tinha razão, a informação era inútil para seus propósitos, mas talvez...
Um plano começou a se formar na cabeça de Snape. Talvez fosse possível usar Christine para seus propósitos, só precisava achar seu ponto fraco e como Daniela havia dito: "o maior poder de Christine não esta dentro dela e sim ao redor dela" devia então procurar descobrir os poderes de seus amigos também, mas quem sabe, se soubesse jogar suas cartas, não seria a própria Christine que lhe daria essa informação. Olhando Christine nos olhos, Snape disse:
- Ainda precisarei puni-los por estarem fora de seus dormitórios.
Christine sorriu.
- Mas de quem o senhor esta falando, senhor Snape? Só há eu aqui.
Snape franziu os olhos, depois bufou e disse aborrecido.
- Pois que seja. Você será punida.
- Ótimo. – Disse ela libertando-o completamente. – Assim teremos mais uma desculpa para as aulas. Boa noite senhor Snape.
Christine se virou e seguiu para as escadas. Snape a observou até perdê-la de vista quando reparou que Lothy continuava ali, olhando-o desconfiada. Ela rosnou ameaçadoramente para ele antes de desaparecer em uma tocha. Por um momento Snape pensou se Imlothriem havia conseguido ler sua mente.
'Ela só deve ter lido meus olhos como Christine sempre faz. ' Porem o pensamento não o deixou mais calmo e aqueles olhos vermelhos o censuraram até seus sonhos.
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Oi gente!
Tah foi mal eu ter demorado tanto. u.u' Mas também com as provas, com uma apresentação de teatro e com o fato de eu ter perdido meu caderno com metade da historia faz com q qualquer um demore neh?
Bem esse capitulo tah bem grande, maior ateh q as minhas espectativas. As palavras mágicas dos feiticeiros saum em sindarin, uma língua de Senhor dos Anéis (não, eu não sou fa). Elas querem dizer respectivamente "caia" e "pare". Quem quiser saber o q eles estaum dizendo eh soh procurar.
Eu agradeço de coraçaum a Ana Paula Snape por ter betado esse cap pra mim enquanto minha beta Haruka-sama estava viajando. Atendendo a pedidos da única q me manda reviews vou tentar colocar situações mais românticas. Me avisem se estiver melhor.
Estou começando a achar q soh ela lê minha fic. DÁ PRA VCS ME MANDAREM UMA REVIEW NEM Q SOH SEJA PRA DIZER: "EU LEIO!" eu juro q não vai dar choque.
Até o próximo cap!
