Olaa pessoas queridas =D
Postando mais um capitulo e gostaria de dizer algumas palavras direcionadas a vocês. Primeiramente queria desabafar que realmente não tenho respondido as ultimas reviews que recebi, maaas isso não significa que eu não dou importância. Estou muito grata por ter recebido cada uma delas, ainda mais os que mandaram mais de uma vez. Eu só peço desculpas por não poder responder a cada uma, ultimamente ando muito ocupada, tanto que não tenho postado os capítulos com a mesma freqüência de antes. Eu não abandonarei esta fic, ainda tenho muitos planos a ela. E mesmo que demore a postar, espero de coração que não se cansem ou deixem de acompanhar a fic que me dedico com tanto carinho. Reler as reviews que recebi são um "combustível" e tanto para continuar escrevendo, por isso, não deixem de acompanhar, ok? ;)
Obrigada pela atenção e espero que gostem, aproveitem.
Capitulo X
As pálpebras de seus olhos abrem-se lentamente, incomodas com o raiar do sol que penetrava pela janela. Poe um dos braços acima dos olhos não querendo acordar, apenas retornar ao seu sono profundo. Zero só queria descansar calmamente, sem ter de acordar e lembrar-se que lá fora rondavam vampiros famintos que se aproveitavam do sangue dos mais fracos. Ele não permitia tal coisa, por isso se levantava todos os dias ao invés de continuar adormecido. Outra lembrança lhe veio à mente. O senhor que há poucas horas lhe informava que a pequena "estranha", segundo Zero, não retornou a seus aposentos. Não sabia o porque, mas esta ausência inesperada dela o perturbava. Talvez essa fosse uma das razões pela qual Zero não pregara os olhos a noite, segundo ele esse não poderia ser o motivo de tal coisa. "Idiota" Foi a única palavra que lhe apareceu a cabeça quando pensou nela. Vestiu uma roupa e engolindo algumas pastilhas de sangue marchou para fora da pensão. Não entendia o porque de estar agindo assim, Apenas que não iria se tranqüilizar enquanto soubesse se ela estava viva. "Espere só até eu te encontrar Saiory, se eu fosse você preferiria não cruzar comigo. Ela sai e simplesmente acha que está tudo bem em não voltar? E o trabalho como fica?" Aquela hora o comércio estava abrindo suas portas e as ruas vazias. Zero percorria os lugares e perguntava dando características físicas para saber do paradeiro da pequena. Enquanto isso, uma menina é acordada pelo canto dos pássaros.
-Mais que porcaria! Não posso nem tentar dormir um pouco? (Protesta para si)
-Não consegui dormir nada, no final das contas. Essa noite foi complicada...
-Lembrança de Saiory sobre o ocorrido-
Apos matar o vampiro, que alias, era sem gosto, fui atrás da mulher desesperada e apaguei suas memórias. Em seguida, me certifiquei de que ninguém havia presenciado aquela cena ou até sentido minha presença de sangue puro. Então resolvi que não podia voltar para casa naquela estado, nem correr o risco de Zero me ver ensopada de sangue. Procurei por alguma vestimenta estendida em um varal de uma casa qualquer. O detalhe é que teria que ser uma que coubesse em mim, afinal se eu tombar com Zero ele poderia estranhar o tamanho da roupa em mim, ele já é um desconfiado por natureza. Banhei-me em um rio de águas límpidas pelas redondezas, após este banho refrescante, vesti minhas novas roupas. Caminhei e em alguns instantes o sono predominava em mim, deitei no primeiro banco a vista para um descanso.
-Voltando à realidade-
Saiory abre os olhos lentamente, pois a claridade e o canto dos pássaros não a deixavam dormir, notando um vulto a sua frente. Obstruindo qualquer luz solar com sua sombra maligna.
-Hora, hora. Não é que ele veio me buscar! (Comenta sarcasticamente enquanto se espreguiçava e bocejando).
Uma veia pulsa na testa de Zero, fecha os olhos para não agir impensadamente.
-Vamos. (Apenas responde rapidamente enquanto inicia sua caminhada em direção oposta a dela)
-Eii! Espere um momentinho! Porque esta bravo afinal? Não va me dizer que é porque passei a noite fora? (Tira suas próprias conclusões)
Zero para repentinamente e lança-lhe um olhar mais aterrorizador do que o anterior. Em seguida, retoma seu caminho sem dizer uma palavra.
Contudo, Saiory não desiste.
-Não tire conclusões precipitadas. (Detalhe: ela fez isso a pouco, ela revida mesmo ele estando rabugento)
Os dois prosseguem sem pronunciar uma única palavra ou som. Até que, ambos percebem que aquele clima tenso da noite passada ainda perdurava sobre eles. Saiory toma uma iniciativa.
-Sobre ontem...
-Esqueça. (Responde calmamente descansando as pálpebras dos olhos)
Ela já se preparava para retrucar o descaso dele, quando notou a tranqüilidade anormal quando disse aquela única palavra. "Esta certo Zero, também não quero mais discussão."
Em um certo ponto Saiory observa um lugar coberto por arvores, de difícil passagem, e um tanto distante do povoado. Foi em direção ao local.
Zero a observou ir e resolveu, finalmente, dizer algo.
-Vai ficar ai? (Indaga inexpressivo)
Ela vira a cabeça para visualizá-lo.
-Eu vou treinar um pouco, você ainda vai para a escola?
Ele mexe a cabeça negativamente.
-Hum, fique aqui então. Reparei que sua expressão esta cansada, relaxe um pouco debaixo de alguma dessas arvores, vai te fazer bem. (Expressa um sorriso reconfortante)
Reflete um pouco e anda em direção da pequena. Ela, depois de ter dito aquilo, continuou em direção ha um espaço vazio entre as arvores.
Zero se reconforta em um tronco de uma cerejeira, enquanto Saiory prepara-se com as kodachis em mãos para o treinamento. Golpeava entrecortando o ar como se estivesse cortando perfeitamente o tronco de alguém. Não ousava parar um segundo de golpear, usava, às vezes, as pernas deferindo chutes pesados. Sua face mudara de um brilho vivaz para a seriedade impenetrável. Certo interesse surgiu em Zero sobre essa mudança repentina dela e em seus movimentos certeiros.
-Respire. (Disse um tanto frio)
-Que? (Para o que estava fazendo sem entendê-lo)
-Você não esta respirando, respire a cada intervalo de seus movimentos. Assim ira aperfeiçoá-los. (Fala como um verdadeiro sensei)
-Ok. (Continua, mas não ha mudança perceptível)
-Não me ouviu? Respire! (Enfatize aumentando o tom de sua voz)
-E o que acha que estou fazendo? (Ela se enerva um pouco)
Zero levanta-se retira, de forma até rude, uma das kodachis dela e demonstra como ela deveria fazer.
-Agora repita.
-Ta bem... Agora seja um pouco mais simpático afinal não esta aqui obrigado. (Contesta irritada, e prossegue tentando imitá-lo)
-Assim está bom?
-Sim. Tem outra coisa, está indo com muita sede ao pote. Não avance impulsivamente. Espere um pouco, compreende seus passos e o do oponente, depois prossiga. (Ajuda pacientemente)
-Uhum. (Concorda balançando a cabeça)
-Eu serei seu oponente, avance.
Saiory adianta-se tentando acertá-lo, entretanto, Zero muda seus passos agilmente. Ela também era rápida, porém os desvios desiguais dele a faziam exitar consequentemente indo ao erro. Ela parou alguns instantes refletindo de olhos fechados e então prosseguiu. Zero mudou sua rota, ela o perseguiu buscando entender seus passos e atitude. Assim ela levou a kodachi ao pescoço de Zero, parando-o encostado a uma arvore.
-Agora sim. (Sorriu de lado satisfeito com a aprendiz)
-Obrigada.
Ela sorriu abaixando sua kodachi e retirando a outra da mão de Zero. Ele observou que o ambiente em volta estava diferente, mais escuro. Quando olhou para o céu, estava avermelhado.
-Ja é final de tarde? O tempo passou rápido, heim? (Saiory assustou-se)
Um alerta surge no sentido vampiro de Zero.
-Ha alguns quilômetros esta um vampiro. (Diz com uma voz áspera)
-Vai ser fácil então. (Ela logo se animou)
-Tem humanos com ele. (Rugiu entredentes)
-Vamos. (Respondeu prontamente)
Ambos correram em direção ao ponto de "janta" e em poucos minutos chegam próximo do lugar. Ao longe, um vampiro segurava duas vitimas, se preparando para partir. O dito cujo sentiu a presença dos caçadores apressando sua fuga. Zero se adiantou, contudo, as arvores atrapalhavam a visualização e movimentação. O vampiro rapidamente entendeu sua vantagem e se aproveitou. Saiory também não estava tendo sorte com toda aquela mata e o cheiro de sangue vindo das vitimas.
Zero estava cada vez mais impaciente e Saiory ansiosa. O que não avaliaram, é que, o ser fugitivo era observador. Cada detalhe não escapava de seus sentidos, assim como a emoção de seus inimigos. Viu que Zero era um vampiro, abriu feridas nos humanos para espalhar mais sangue pelo ar e confundir os sentidos do caçador. E foi o que aconteceu, quando Zero quase o alcançava e segurou em uma das vitimas. O vampiro soltou-a e Zero caiu em um buraco profundo, que o vampiro já havia avistado quando passara horas antes por ali, de difícil escapatória. Para complicar ainda mais, a vitima exalava um cheiro forte de sangue o que o deixava um tanto tonto. Saiory passa pelo local para socorrê-lo.
-Não, o vampiro. Eu me viro. (Pronunciou com certa dificuldade, devido à tontura, mas com firmeza na fala)
Ela afirmou com a cabeça e prosseguiu. O vampiro é surpreendido por Saiory, não sentiu sua presença já que ela usava de suas habilidades para se camuflar, e uma luta é travada.
O vampiro, mesmo carregando um corpo, movimentava-se velozmente. Desviava de todas as investidas de Saiory. "Ele é muito rápido." Pensa ela enquanto conseguira deferir um arranhão no rosto dele. Saiory simplesmente lembrou-se das dicas do seu companheiro e acalmou-se seu entusiasmo. Juntou as mãos, em forma de prece, encostando-se ao peito, relaxou o corpo e fechou os olhos tentando se concentrar.
"Mas o que ela pensa que esta fazendo?" Pensou o inimigo confuso.
Ele aproximou-se dela esperando uma reação, nada. Apos alguns minutos deu uma investida com uma de suas garras para entender o que ela queria. Pretendia avaliar o comportamento da garota.
Ha alguns centímetros dela, a mesma acordou de sua clausura prestes a fazer seu movimento. Mais rápida que um rasante de uma águia, Saiory levou uma kodachi a uma das costelas da criatura, deu uma rasteira com uma das pernas e quando ele caiu no chão usou a outra kodachi para enfiar em seu pescoço. Entretanto, o vampiro, sendo rápido, conseguiu se afastar um pouco do segundo golpe e o ataque rasgou sua barriga.
Ela iria aproveitar para socar seu rosto, quando o ser usa de uma das garras para feri-la na perna. Ela afasta-se ligeiramente e o vampiro desaparece rapidamente de sua visão. "Droga! O que ele quer afinal? Com esses dois golpes já vão matá-lo, mesmo que seja um tanto lento." Lembrando-se disso Saiory apressa-se para alcançá-lo, para certificar-se que ele realmente iria morrer. Sentiu o cheiro dele próximo de onde estava acercando-se. Então... Depara-se com uma cena que a fez automaticamente frear.
Em meio a cerejeiras, uma de tronco relativamente largo e suas flores eram tão fartas que a arvore se destacava claramente das outras ao redor. O que mais chamava atenção, porém, era o que estava abaixo das flores. Uma mulher, vampira, deitada sobre a árvore, sua aparência debilitada mostrava claramente que não tinha condições de se levantar. O vampiro, que antes lutará com Saiory, estava debruçado sobra à moça. Sugou um pouco do sangue da vitima humana e passou o sangue ainda em sua boca para a da vampira. "Ele estava... pegando as vitimas para salva-la da morte." Saiory estava estática, sem saber como reagir àquela visão.
-Você ficara bem meu amor. (Dizia amavelmente o vampiro) Não deixarei que ninguém se aproxime de você, que passe pelo meu cadáver.
Ela apenas sorriu bondosamente, aproximou uma das mãos do rosto dele e o acariciou. O vampiro pôs sua mão em cima da dela e sorriu em resposta.
Ela estava visivelmente preocupada com os ferimentos dele e uma lagrima surgiu em seu rosto.
-Não precisa de tanto por mim querido.
-Sim, farei qualquer coisa para tirá-la dessa situação. (Respondeu determinado)
Mais lagrimas surgiram em sua face e ela apenas pigarreou.
-Então me deixe, ao menos, cuidar de suas feridas.
Ele, contento as lagrimas, acenou positivamente com a cabeça.
Saiory, sem mesmo perceber, andou alguns passos em direção aos dois. Ela não conseguia fazer mal a eles, na verdade não o queria, apenas gostaria de ajudá-los a sair daquela situação deplorável. Aquele destino que os aguardava, a morte sangrenta e deplorável como um level E. O casal notou a movimentação da caçadora e o vampiro se preparava para atacá-la. A vampira já mostrava uma expressão curiosa sobre a visitante. Antes que qualquer um ali observasse, Zero surgiu inesperadamente aproveitando da distração dos dois com Saiory. Retirou sua arma atirando no peito do vampiro, acertando em cheio. O mesmo cambaleou e se recompôs rapidamente em posição de defesa, a frente da amada. Sem perder tempo, Zero atirou outra vez, acertando o ombro do rapaz. E mesmo assim, o ser permaneceu imóvel. "O que ele esta fazendo? Porque não reage?" Não entendia o porquê, isso o deixava hesitante. Para obter uma resposta dele, sua face vampira surgiu e num piscar de olhos estava ao lado da vampira. A bloodrose apontada na sua testa.
O vampiro entrou em estado de choque ao ver que não conseguir cumprir o que acabar de dizer a ela. Antes que ele pudesse fazer algo Saiory interveio.
-Pare Zero! Ele esta tentando salva-la. Ela não tem condições de se defender. (Grita um tanto aflita)
Zero se surpreende com a mudança de fatos.
-Ela esta certa. Minha esposa esta doente e precisava se recuperar, mesmo ciente que somos level E. Lutamos para atrasar esta situação. (O vampiro tenta argumentar com o caçador na esperança de salva-la)
A mão de Zero treme ao ouvir tais palavras. Recorda-se de sua tentativa de lutar contra este mesmo destino que aguarda o casal.
-Lutem! (Saiory branda)
Todos a olham perplexos.
-Não se entreguem, o destino de vocês ainda não esta traçado. Por mais que saibam do que pode acontecer, não desistam. Mostrem quem é o dono de sua própria vida. Este fardo ou suas vontades? (Ela explicava com um olhar decidido)
-Você não entende Saiory, é algo em que não se pode contrariar. Simplesmente não se decide ir contra e pronto, é inevitável. (Zero comenta indiferente)
-Então porque ainda luta? (O vampiro indaga o confrontado)
-Que?
-Se é assim, porque ainda caça semelhantes a você? Porque lutar por algo se você vai morrer de qualquer jeito? Afinal, não tens um objetivo? Pra que segui-lo se será em vão? (Reclama efusivamente)
-Não fale como se me conhecesse. (Zero fica furioso)
-E você? Conhece-nos para nos tirar a vida? (Retruca taciturno)
O caçador permanece sem palavras.
-Nós, assim como você luta para alcançar seus desejos, estamos enfrentando o inevitável para aproveitarmos o máximo o tempo que nos resto. Tentamos adiar com as forças que nos resta. (A vampira se intromete com uma voz envolvente e tão cálida como a luz do sol)
Nesse instante o vampiro perde o equilíbrio caindo de joelhos no chão. Perdera muito sangue, o ferimento o envenenava pouco a pouco.
-Querido! (Grita a moça em desespero)
-Por favor, eu imploro, (Joga-se no chão, com as mãos esticadas em sinal de reverencia) me mate, mas deixe-a viver por mais um tempo. (As lagrimas forçaram sua saída derramando-se incontrolavelmente)
-Zero... (Saiory mostra uma voz também pedindo que Zero conceda o pedido do quase morto)
Zero entende o que os dois sofrem a agonia de quererem viver, de não quererem estar naquela situação de ferir alguém. Lutando contra seu destino. Uma batalha trava-se dentro de sua mente. O outro cuspia sangue tentando ser forte para que a outra não o visse morrer tragicamente. Apenas a vê-la viva faria sua alma descansar em paz.
A vampira, não agüentando aquela cena apenas disse com uma expressão tranqüila.
-Não preciso, eu vivi a minha vida sem um objetivo. Depois que o conheci aprendi que a vida não é apenas saciar meus instintos, que posso construir minha felicidade com alguém. E é por isso que luto a cada dia para que o sangue não me domine. E sem você é o mesmo que... (Apos se expressar de maneira afável em meios as lagrimas e sua dor, aproximou sua mão da arma e puxou o gatilho)
Zero, que estava envolvido nas palavras sutis da vampira, não observou a mão dela se movimentando. Saiory já estava em choque com aquilo tudo. O vampiro berrou o nome da amada e segurou-a em seus braços.
-Agora iremos juntos, eu te peço, não faça essa cara de decepção consigo mesmo para mim. (Ela dizia reconfortando-o)
Ele nada conseguiu pronunciar, apenas um sorriso brotou em seu rosto. Um singelo sorriso, mas verdadeiro. "Agora entendo, não poderia ficar feliz se ela não estava contente. Se esse é seu desejo eu respeitarei, pelo menos, estaremos juntos para sempre."
Pensado em seu intimo, ele deitou-se ao lado dela e ambos adormeceram, emanando uma paz que combinava com o lugar. A cerejeira que agora manchada de sangue, transbordava sua beleza pacifica. Uma tumba digna do sono eterno daquele casal de vampiros.
Os caçadores ali ficaram, por algum tempo, até voltarem à realidade.
-No fim das contas eles não conseguiram prolongar um pouco mais a vida. (Saiory comenta triste)
-Sim, mas eles conseguiram mais que isso escapou de seu destino e vão permanecer juntos para sempre. Ganharam a tranqüilidade eterna. (Zero respondeu sério, ainda mirando o casal)
-Eles fizeram seu próprio final. (Ela sorri contente, entendendo a decisão dos vampiros)
Algumas pétalas de cerejeira flutuaram pelo vento que passava e caindo sobre o sangue provindo do casal. Nenhuma alma viva estava mais presente no local.
-Zero você iria matá-la? (Saiory indaga oscilante com o que ouviria)
Ele nada diz, apenas caminha aparentemente sem rumo e ela o seguindo atrás. "Eu senti Zero, que pelo menos dessa vez, você não queria matá-los."
-Não tem problema você faltar a aula hoje? (Ela estranha o fato de ele não ter se importado em se ausentar)
-Amanhã eu me explico. (Explica ainda sério)
-Hum... Zero? (Tenta puxar papo)
-Que? (Diz um pouco impaciente)
-Sobre o que aconteceu agora, bem, você acredita que o amor pode mudar as pessoas ou fazê-las lutar por algo maior? (Pergunta como se não entendesse direito do assunto)
-Porque esta me perguntando isso? (Ele estranha a pergunta)
-Acho que a pergunta certa seria, primeiramente, você já gostou de alguém? (Direta ao ponto)
-O que você quer afinal? E porque quer saber disso? (Zero torna-se inquieta)
-Já gostou de alguém? (Mostra seu olhar intimidador e seu bico casual)
Ele sente-se incomodado com a situação.
-E porque você quer saber? (Fuzila a pequena com seu olhar ameaçador)
-Huhu, não precisa responder, já tenho minha resposta. (Ela se delicia com uma risada zombeteira)
Agora ele atinge o ápice do nervosismo.
-Sayorii. (Ele a chama pronto para o interrogatório)
-Eu? (Se finge de inocente)
-O que quer dizer com "já tenho minha resposta"?
-Ahh, é que convenhamos que, se você não gostasse de ninguém simplesmente faria aquela sua cara de que não ta nem ai pra o que eu digo e daria de ombros com um não ou não tenho tempo pra isso, ou só em me ignorar ja faria com que eu entendesse o recado. Maaas curiosamente demonstrou uma reação adversa e alterando seu humor, concluindo, você gostou ou gostou de alguém. (Ela sorri satisfeita com sua dedução)
Zero entende na besteira que caiu e pensa para si "Não acredito que cai nessa". No fundo ele não queria lembrar-se de quando estava com Yuki, não queria reviver o passado. Ainda mais que, para ele, não passou de uma ilusão, a partir do instante que ela mostrou sua verdadeira face de vampiro.
-Não se preocupe, não vou entrar em detalhes, é que eu não imaginava q o Sr. RP (Rabugento Pervertido) poderia ter esse tipo de sentimentos por alguém. (Diz tentando se equilibrar a borda da calçada com a rua, ainda se divertindo com aquilo tudo)
-Hunf, pare de dizer besteiras. (Fechou os olhos impaciente e ainda sem acreditar que caíra na dela)
-Só não invente de gostar de mim, heim? Huhuhu (Dizendo isso, mas como um alerta do que uma brincadeira solta uma risadinha brincalhona)
-Ficou louca? Agora me vem com essa, ei Saiory! (O jovem grita revoltado com o que acabara de ouvir, pronto para repreendê-la, enquanto a garota despreocupada corria longe atrás de uma borboleta)
A noite cai e um grupo de jovens estava reunido em uma mansão reservada.
-Aidou! Pare de ler manga e venha se socializar. (Yuuki censura o amigo)
-Enquanto não resolverem o que vão fazer, vou continuar lendo. Acabou de sair nas bancas e estou na melhor parte, não enche. (Resmunga com ar de preguiçoso)
-Ja é a terceira vez que você o Le, só de ontem pra hoje. Não me venha com essa como se estivesse lendo pela primeira vez. (Retruca a pequena querendo um pouco de atenção)
"Ainda bem que não preciso me preocupar em dormir aqui hoje, Zero me falou pra não atrapalhá-lo que ele teria que estudar para as provas e devido a isto ficaria a noite estudando. Menos mal..." Enquanto pensava nisso suspira em reação ao alivia que sentia.
-... e eu vou continuar falando até largar o manga. Não acha que ele deveria deixar de ser molenga, Sayori? (Yuuki chama a atenção da nova amiga)
-Heim? (A outra nem sequer saíra de seus pensamentos e ja esta se sentia perdida na conversa e no jogo com Kaname)
-Sua vez Saiory. (Adverti o jovem gentilmente)
-Sim. (Saiory volta sua atenção, determinada e sentindo a pressão voltar ao jogar com o campeão de xadrez Kaname Kuran)
-Vocês dois também. Parem de jogar e vamos fazer alguma coisa para todos participarem. (Yuuki reclama ja irritada, mas ainda não o bastante, pois não conseguia brigar com Kaname)
-Você só esta falando isso porque não esta fazendo nada Yuuki. (O irmão comenta sendo franco e continua a jogar)
A testa dela transpira de tensão ela e acaba sem saber o que dizer afinal o que ouvira era a verdade.
-O que acha que deveríamos fazer Saiory? (Pergunta a anfitriã sem jeito e mudando o assunto)
Saiory estava tão tensa para responder quanto que para jogar. Por mais que não o quisesse demonstrar, a expressão compenetrada e firme de Kaname jogando, de certa forma, era ameaçadora e causava muita pressão a cada jogada que ela fazia. Ela sentia que ele a analisava a cada passo que dava com a peça. " E se eu ganhar? Ele vai me trucidar só com um único olhar. Afinal, quem ousa ganhar dele no jogo de xadrez? E porque ele me convidou pra uma partida? Será que foi para me testar? Até que ponto chegava minha ousadia? Ou era apenas pra se divertir me humilhando no jogo? Ahhh! O que eu faço?" Os nervos de Saiory ja saltam de seu corpo, até que ela joga o rei sem mais saber o que estava fazendo. Quando percebe que fez o xeque. Para seu desespero Kaname a olha misteriosamente e fixamente. "Pelo amor dos kamis, alguém diga alguma coisaaa! É hoje que eu morro."
-Parabens, fez um xeque. (Kaname a parabeniza com um sorriso simpático)
Os nervos de Saiory não agüentam e ela jogas braços para trás e desmaia em resposta.
-Saiory? (Yuuki preocupada acode a enferma)
Aidou também se mostra um pouco apreensivo, Kaname mostrava-se confuso com o acontecido.
-Quem? Onde estou? Quem eu sou? (Saiory despertava lentamente)
-Ainda bem. (Yuuki sorri feliz)
-Quer água? (Aidou pergunta cuidadoso)
-Não, desculpem o transtorno, acho que sobrecarreguei meu cérebro. (Responde ela sem jeito)
-Vamos fazer algo mais relaxante. Você escolhe. (Diz Yuuki ainda com sua idéia fixa de atividade em grupo, mas também querendo ser atenciosa com a visitante)
-Bem... que tal... (Para fugir do jogo que para ela a expressão compenetrada e ameaçadora de Kaname a faziam tensa demais para pensar em alguma jogada então procurou pensar em algo quando é interrompida)
-Isso! Vamos assistir um filme de romântico. (Yuuki bate palmas contente, depois faz uma pose de desbravadora dos sete mares)
-Filme romântico? Porque não um de ficção cientifica? Daqueles bem viajados com ação e... (Aidou se mobiliza, de seu tédio, e se empolga imaginando e interpretando um filme sem pé nem cabeça)
Gotas surgem na cabeça das duas e ele ja se prontifica a sua pose de um nobre jovem.
-Os homens também têm direito a opinar. O que acha Kaname? (Aidou recorre ao seu ultimo recurso)
-Obedeça a Yuki, Aidou. (Responde com voz firme, mesmo que fosse tranqüila, ja bastou para dar o recado)
-Nem pensar Aidou, filme romântico. (Ordena Yuuki escolhendo o filme)
-Taa (Derrotado faz um bico e cruza os braços)
Em seguida observa Sayori sentada no sofá, que olhava uma aranha comendo uma mosca em sua teia, e uma idéia surge a mente. Mais veloz que a aranha que comeu a mosca Aidou senta-se ao lado, quase que grudado na menina, com uma cara de anjo.
-Ja que não tenho escolha, fazer o que né. (E sorri maliciosamente)
Saiory apenas olha par Yuuki tentando passar uma mensagem em código. E a outra compreende a situação antes mesmo de Aidou ter sentado perto da amiga. Kaname observa curioso com o que pode acontecera com Aidou.
-Que descuido o meu, que filme você gosta Saiory-chan? (Um sorriso matreiro brota em sua face)
Alguns minutos depois, Aidou deprimido estava espremido em uma ponta do sofá, Yuuki segurando com força, com medo do filme, sua blusa e a de Kaname, sentado ao lado dela, entretido com o filme de terror e Saiory na outra ponta roncando tranquilamente. Acabado o filme e as luzes acendidas, os três ficaram a olhar a visitante que dormia no sofá.
-Não podemos acordá-la, ela esta dormindo tão profundo que acho melhor deixá-la assim. (Fala Yuuki sem saber o que fazer)
-Bom, eu vou dormir também. (E La se foi o loiro espreguiçando-se ja em direção ao quarto)
-Folgado, só porque o chamei para dormir aqui também não quer dizer que precisa agir como se a casa fosse dele. (Diz Yuuki inconformada olhando o vampiro ir para seus aposentos reais)
-Vou colocá-la no quarto de hospedes. (Kaname resolve a situação ja colocando Saiory em seus braços)
-Eu queria que dormíssemos no mesmo quarto para conversarmos mais, porém, ela deve estar bastante cansada, tadinha. (Yuuki tem compaixão por Saiory que visivelmente aparentava cansaço)
Um leve sorriso aparece no rosto de Kaname, satisfeito com a bondade de sua amada.
-Vamos, vou te dar uns beijos de boa noite. (Diz com uma voz sedutora e gentil)
As bochechas de Yuuki imediatamente mostram-se rubras.
O silêncio toma conta dos aposentos, até que, alguns passos cautelosos passeiam pelos corredores. "Onde fica o banheiro? Porque esse lugar tinha de ser tão grande? Nesse passo vou acabar me perdendo. Nossa, que lugar é esse? Mais escuros do que os demais."
Saiory depara com um cômodo fora do comum. "Tem uma porta enorme aqui e toda trabalhada. Esquisito, ainda mais emana um odor peculiar. De certa forma é convidativo, vou dar só uma espiadinha." Quando seu pensamento se define ela sente a presença de outro individuo no local.
-O que faz aqui Saiory? (Uma voz calma, entretanto seu olhar a advertia sobre algo)
-Vim procurar o banheiro. (Responde naturalmente)
-Aqui não parece um banheiro. (Sua voz era séria)
-Eu sei o que é este lugar? Sei que não devo intrometer-me, mas algo difere dos outros quartos. (Ela não queria enganá-lo, sabia que ele era muito esperto pra cair facilmente. Então preferiu ser cautelosa)
-Realmente, ele possui uma atmosfera distinta. Só que é uma sala privada, melhor para você que não adentre. (Sua expressão passava tanta elegância, mascarando um sutil aviso por detrás de suas palavras)
-Kaname, não precisa fingir para mim. Eu sei que não sou próxima a você nem nada do tipo. De certa forma consigo sentir as coisas no ar que esta rodeando você. Por exemplo: sei que não é irmão de Yuuki. (Ela estava inexpressiva)
-Que interessante, e como descobriu? (Ela começa a se interessar pela conversa)
-Através do meu "dom" como puro-sangue. Senti em seu sangue e no dela que não provinha o mesmo DNA. (Saiory sempre atenta)
-Suas habilidades são mesmo fascinantes. (Ele se encanta com o que acaba de ouvir)
-As suas que são de se admirar. (Saiory reconhece que esta diante de um puro sangue poderoso)
-Obrigada. (Responde cortêz)
-Porque está acordado também? (Recorda-se de algo que não havia reparado antes)
-Não estava com sono.
"Você é mais útil do que eu pensava Saiory. Apenas terei de ter cuidados extras para que não se sinta desconfiada de nada." Pena Kaname enquanto a analisava.
-Kaname, depois gostaria de discutir algumas coisas sobre a sociedade dos vampiros, estou um pouco desatualizada e imagino que você sabe mais do que transparece. (Ela o admira pelo respeito que ele impõe aos outros vampiros)
-Eu já pensava em conversar sobre este assunto com você, mas não agora. Um outro dia, esta de acordo? (Mais uma vez ele revela-se atencioso)
-Está certo. Agora me mostre o banheiro que estou apertada. (Ela ri naturalmente)
-E depois vamos tomar algo quente e nos sentar, discutiremos alguns assuntos banais para nos entretermos. (Kaname oferece sua companhia)
-Não será algum incomodo meu falatório? (Saiory de certa forma se delicia com seu ar descontraído perante ele)
-De forma alguma, acho sua companhia muito agradável. (Ele sorri em resposta)
Saiory sente-se envergonhada com a resposta, só que logo retorna a seu jeito extrovertido de ser.
Em um lugar completamente avesso a mansão, estava um jovem tentando concentra-se nos estudos. Contudo, a lembrança do ocorrido a poucas horas atrás o atormentou em seus pensamentos.
"Qual o problema dela? Porque todas aquelas perguntas? Ela é uma incógnita para mim, uma hora ela mostra-se de uma maneira e outra esta oposta ao de antes. E porque as palavras daqueles dois vampiros não saem da minha cabeça? Saiory realmente não pretendia matá-los? E por quê? Não entendo, ela é uma humana e sua reação perante alguns vampiros é como se os conhecesse ou como se não distingui-se vampiros de humanos. Mais porque? Que tipo de experiência ela teve com vampiros? Eu sei que não é da minha conta, mas está ficando estranho. Será que seria o caso de eu interrogá-la? Não... depois decidirei isso. Antes preciso conversar algumas coisa sobre o ocorrido de hoje. Saiory, quem realmente é você?"
Zero deitou-se em sua cama, com livros espalhados sobre a mesma, e ficou a olhar o teto pensativo.
Obrigada, mais uma vez, por lerem e até o próximo capitulo ^^/
