Computer Repair/Técnico em Informática - Capítulo 10
"Ah.. tá de sacanagem..." murmurei baixinho. O braço de Bella se apertou ao redor do meu enquanto encarávamos os três garotos a nossa frente, bloqueando a saída mais perto da rua.
Eram Mike, Eric e Tyler. Se o cheiro deles fosse alguma indicação do que eles estavam fazendo, eles estavam até agora celebrando com uma torre ou duas de cerveja. Mike estava parado na frente dos dois garotos, todos parecendo se divertir.
"Então, qual é, Bella? Precisa se sentir bem sobre você mesma? Fazer um pouco de caridade, talvez?" Mike perguntou, arrastando as palavras um pouco.
"Do que diabos você está falando?" Ela gritou, enterrando os dedos no meu braço. Eu acho que ela estava tentando me impedir de bater até quebrar esses caras. Mike merecia, e os outros mereciam também por serem um bando de bêbados.
"Eu estou falando sobre dar pro Cullen aqui. Qual é? Ele está fazendo seu dever de casa em troca de um boquete de vez em quando?" Ele riu da piadinha, os outros garotos sorrindo atrás dele.
"Cala a boca, Newton," eu rosnei, a raiva começando a correr por minhas veias. Eu estava tremendo enquanto tentava ficar parado. Mas, como Bella disse mais cedo, eu não precisava ser preso por causa desse imbecil. Eu não precisava agir como um homem das cavernas para provar nada pra um idiota.
"Eu só não entendo, Bella," ele disse, ignorando minha presença. "Você não aguenta um homem de verdade? Eu ouvi que você topou meter com um índiozinho e agora esse idiota. Sério, você tem um fetiche por mongolóides?"
Bella explodiu. Eu pude ver o ódio nos olhos dela antes mesmo que ela largasse meu braço. Antes que eu pudesse impedi-la, ela foi até ele. "Me ouça bem, seu bêbado filho da puta. Você não saberia o que é um homem de verdade nem que ele te mordesse na bunda. Edward é trinta vezes mais homem que você. Sinto muito que eu não abra minhas pernas como Lauren e agüente você. Eu tenho bom gosto."
"Sua vaca," ele grunhiu antes de atacar.
Era isso. Eu não ficaria parado e deixaria isso acontecer, mas tudo parecia estar acontecendo rápido demais. Mike foi em frente e Bella deu um tapa forte no rosto dele. Ele não parou, entretanto. Eu ia avançar na direção dele quando dois braços me seguraram para trás. Eu vi Mike jogar Bella contra a parede pouco antes de me desvencilhar do aperto de Tyler ao empurrá-lo contra a parede atrás de mim. Eric foi o próximo e eu chutei o pé dele por baixo. Ele tropeçou, caindo de cara no chão. Era o que ganhava por estar bêbado; se estivesse sóbrio provavelmente não teria caído. Quando eu levantei vi Mike apertando o seio de Bella que tentava se livrar dele. Eu o peguei pelo ombro e o empurrei para longe dela, dando um soco no rosto dele só para garantir.
"Mike, vamos lá! Não vale a pena!" Tyler gritou para ele, ainda tossindo por ter ficado sem ar com a pancada. Eric já estava tropeçando para fora do beco. Quase certamente tinha o nariz quebrado da queda, sangue pingava de suas narinas. Quando Mike não disse nada, eles foram embora. Ele provavelmente iria logo atrás, não era estúpido para ficar por ali para apanhar mais.
Eu fui até Bella, tentando ver se ela estava bem. Ela não parecia estar sangrando nem nada. Lágrimas estavam correndo pelo rosto dela e seus olhos estavam vermelhos. Eu queria poder matar todos eles por a machucarem. Ela não merecia isso.
"Filho da puta," eu ouvi um murmúrio atrás de mim e as mãos de Mike me pegaram pela cintura, me jogando longe. Eu me desequilibrei, caindo de bunda numa poça d'água. Mike riu e Bella aproveitou para dar um soco no rosto dele. O barulho de osso quebrando não era bonito. Mike praguejou alto e Bella gritou de dor. Eu levantei enquanto ela tentava correr para longe do alcance de Mike. Os braços deles se fecharam com força ao redor dos ombros dela.
Com graça e rapidez impecáveis, mesmo com a mão quebrada, Bella jogou Mike no chão como uma profissional. Eu me enchi de orgulho com a cena. Com um chute forte, ela praguejou contra ele. Eu cheguei a ela com rapidez. "Sua mão," eu murmurei, pegando a mão dela para ver.
"Eu sei," ela respondeu.
"Chame a polícia, ok?" Eu disse baixinho antes de ouvir Mike levantando de novo. Não tinha sido o bastante ainda? Mesmo uma garota sem treinamento estava acabando com ele. "Fique atrás de mim," eu comandei. Iria acabar com aquilo.
Mike se jogou na minha direção, acertando um soco fraco no meu ombro. Eu mal senti alguma coisa, como se fosse nada. Eu retruquei, acertando o maxilar dele. O lábio dele se abriu, sangue começou a pingar do corte. Quando ele veio na minha direção, outra vez, eu o chutei no estômago. Mike voou para trás, parando contra a parede de tijolos.
"Bella deveria ficar com um cara como eu," ele disse, cuspindo sangue. Eu só via ódio no olhar dele. Suas mãos estavam fechadas em punhos ao lado de seu corpo, a raiva o fazendo tremer.
"Um que ataca pessoas em becos?" eu retruquei, me preparando para o ataque que sabia que viria. Ele me atacou, tentando me dar um soco. Eu me defendi, mas o outro punho acertou meu maxilar. Eu senti meu lábio abrir e cuspi o sangue que ficou na minha boca. Mike parecia orgulhoso de si mesmo. Ele iria se arrepender.
Eu o chutei no joelho, o derrubando com facilidade, antes de dar um chute com o peito do pé na cabeça dele. Eu sabia exatamente o que estava fazendo com isso. Ele não iria levantar mais. Era a única coisa que o deixaria desacordado no momento. Se continuássemos brigando, eu poderia acabar matando o desgraçado. Eu tinha que evitar a tentação porque isso era exatamente o que eu queria depois do que ele fez com Bella.
Eu voltei até Bella que estava pressionada contra a parede. Passei meus braços ao redor dela, querendo sentir sua presença. Bella finalmente ergueu o telefone com as mãos tremendo até a orelha, ligando para a polícia.
"Eu e meu namorado fomos atacados. Estamos atrás do cinema. Eram três, mas dois deles fugiram. Sim, conhecemos. O nome dele é Mike Newton. Meu nome é Bella Swan e meu namorado é Edward Cullen. Eu acho que quebrei a mão. Meu namorado o desacordou. Ele continuava levantando e nos atacando. Acho que Mike estava bêbado. Obrigada," ouvi Bella murmurar, a voz dela chorosa. Fechei os olhos, me inclinando contra a parede e ofegando. Eu já tinha lutado, mas nunca assim. Nunca tinha me sentido assustado por outra pessoa. "Eles chegarão em um minuto," ela me informou.
"Ainda bem," eu murmurei.
Bella lentamente deslizou contra a parede, um soluço alto escapando de seus lábios. A mão quebrada estava firme contra o peito dela. Eu deslizei também, ao lado dela, e com cuidado a coloquei no meu colo. Ela se curvou contra mim, começando a soluçar continuamente. "Eu sinto muito," murmurei contra o cabelo dela. "Eu devia ter feito mais. Deveria ter evitado que ele fizesse isso com você."
"Eu não deveria tê-lo atacado. Sabia que ele estava bêbado," Bella disse, tentando me livrar da necessidade de me desculpar.
"Ele nunca deveria ter te tocado assim. Se eu estivesse fazendo um trabalho melhor em proteger você, ele não teria-" Bella me interrompeu antes que pudesse terminar.
"Edward, você o parou. É o que importa. Por favor, me abrace."
Eu apertei meus braços em volta dela. Senti um soluço subir pela minha garganta enquanto enterrei o rosto no cabelo dela. "Sinto muito. Eu amo você e quero te proteger."
Eu só percebi o que tinha dito quase dez segundos depois.
Bella ergueu o rosto lentamente, fungando. Com cuidado, ela correu os dedos pelo meu lábio aberto. "Eu amo você também."
Eu pressionei meus lábios trêmulos contra a testa dela, chorando baixinho agora. A onda de adrenalina veio com tudo contra mim. Os sons de sirenes atingiram meus ouvidos, mas eu não podia escutá-los com precisão, na verdade. Estava muito ocupado abraçando Bella contra mim. Estava muito ocupado sentindo coisas demais ao mesmo tempo.
"Senhor? Senhorita?" Eu ouvi uma voz de homem chamar. Lentamente, eu olhei para cima, afastando as lágrimas dos meus olhos. "Vocês estão bem?"
"Eu estou," assenti com a cabeça. "Tenho certeza que ela quebrou a mão quando ele a atacou."
"Certo. Nós temos ambulâncias a caminho agora. Eu preciso que você me diga o que aconteceu exatamente," o policial mais velho disse com firmeza. Outro policial estava perto de Mike, checando por pulsação. Depois de ter certeza que existia uma, ele procurou por armas. É claro, como qualquer garotinho brigão, ele tinha uma faca. Eu estava tão aliviado que ele não tinha tentado usá-la.
O que poderia ter acontecido se ele tentasse me apavorava.
"Nós tínhamos acabado de jantar, na rua de baixo. Estávamos indo para o cinema. Depois do cinema, nós iríamos comer torta e café, então decidimos deixar meu carro e caminhar já que o restaurante não era longe do cinema," comecei. Bella assentiu contra mim, tremendo de leve. Eu parei minha explicação para tirar o casaco e colocar ao redor do corpo dela. Ela murmurou um obrigada, enterrando o rosto no meu pescoço. "Nós estávamos caminhando pra esse lado quando ouvimos passos atrás de nós. Mike," eu apontei para o corpo no chão, "estava aqui, junto com mais dois amigos."
"Qual o nome completo deles, se você souber?" O policial perguntou, escrevendo com rapidez.
"Mike Newton, Eric Chow e Tyler Crowley. São todos de Forks," expliquei. "Mike... ele me odeia por algum motivo, não sei qual. Ele sempre me tratou como lixo, mas hoje ele começou a chamar Bella de coisas. Ela o mandou calar a boca, basicamente, e ele a atacou. Eric e Tyler me seguraram enquanto Mike... Enquanto ele..." eu parei, sem conseguir pronunciar as palavras.
"Enquanto ele me tocava," Bella terminou por mim, a voz dela era quase um sussurro. "Ele ficou me tocando sobre a blusa."
"Eu te conheço de algum lugar," ele disse para Bella, a encarando. "Qual o seu nome mesmo?"
"Bella Swan," ela sussurrou, passando uma mão pelo rosto para limpá-lo das lágrimas.
"Espere. A filha do Chefe Swan?" Perguntou em choque. Bella assentiu, sem realmente querer falar. O dia já tinha sido muito longo para ela. Tinha sido puxado e ela estava com dor, eu podia dizer pelo jeito que ela tremia. "Certo, querida. Ele tá de serviço hoje, vou ligar para ele."
Ele falou no rádio por alguns minutos, os sons estavam baixinhos. Bella gemeu baixinho, apertando o braço com força contra o peito. Eu a balancei para frente e para trás enquanto esperávamos o policial terminar o que quer que estivesse fazendo. Ainda estávamos esperando a emergência chegar. Algumas vezes a demora era demais nas cidades pequenas.
"Certo, depois que ele a tocou, o que aconteceu?" O policial perguntou, nos encarando de cima. Eu percebi que ele estava mais cordial depois de descobrir que o pai de Bella era um companheiro de policia.
"Eu joguei Tyler longe e chutei o pé de Eric de baixo para cima para que ele me largasse. Ele tropeçou. Acho que quebrou o nariz. Eles decidiram que não valia à pena e foram embora. Depois, eu o tirei de cima dela. Pensei que Mike fosse embora também, mas ele não foi."
"Você luta?" Ele perguntou, estreitando os olhos para mim.
Assenti. "Sim," não podia mentir sobre isso, era óbvio. "Eu não usei força demais. Mike... Mike só continuava levantando e vindo até mim. Eu podia sentir o cheiro de bebida nele," eu disse, minha voz cortada. Me sentia prestes a chorar de novo. Deus, eu não era nada machão.
"Certo, me conte o que aconteceu depois?" O policial pediu, percebendo que eu estava perdendo a compostura. Uma das ambulâncias chegou. Eu sabia que Mike iria primeiro porque era o pior de nós.
Umideci os lábios, pensando nas palavras. "Ele me pegou e me jogou no chão, indo atrás de Bella de novo, e ela deu um soco no rosto dele. O soco nem mesmo o deixou tonto. Eu podia ouvir o som... o som dos dedos dela..." eu tremi, respirando fundo. "Ela tentou correr, mas ele a pegou de novo. Ela... ela o derrubou. Não tenho certeza de como ela conseguiu."
"Você sabe artes marciais?" O policial perguntou a Bella. Ela negou com a cabeça e ele assentiu, escrevendo mais alguma coisa. "Continue, por favor."
"Ele levantou de novo e me deu um soco. Eu bati de volta, tentando fazê-lo parar. Ele tentou me dar outro soco, mas eu o detive, mas ele conseguiu me acertar no maxilar em seguida. Ele estava falando um monte de merda," eu comentei, me perdendo nas palavras. "Eu o chutei no joelho e na cabeça. Não queria realmente machucar. Só pará-lo. Ele ficou tanto tempo atrás de mim e de Bella. Não podia deixá-lo fazer nada a ela."
As lágrimas corriam por minha bochecha e eu enterrei o rosto no ombro de Bella. O braço dela passou ao redor do meu, segurando com força. Me senti um covarde.
"Certo," o policial suspirou. "Bom, Chefe Swan está a caminho. Deve estar chegando já que não estava muito longe. A segunda ambulância está a caminho também. Vocês dois devem ir ao hospital para serem checados. Vamos precisar falar mais sobre o que aconteceu também."
Merda, eu pensei. Eu iria parar na cadeia por defendê-la. E ainda não tinha defendido o suficiente.
"Sinto muito," gemi para ela, beijando sua bochecha.
"Não. Não sinta. Edward, eu amo você," Bella disse baixinho, mas firme. A mão boa dela subiu ao meu cabelo, puxando meu rosto para baixo. Eu a beijei de leve, escorando minha cabeça na dela. Naquele momento, ouvi uma voz que nunca queria ouvir de novo.
Mike estava sendo colocado na maca quando acordou. Ele começou a se debater, os braços voando para todos os lados. Ele foi segurado por um paramédico, praguejando e gritando o tempo todo. "O QUE DIABOS VOCÊ ESTÁ FAZENDO! ME DEIXE DESCER! Onde está aquele puto desgraçado? Eu vou matá-lo! Aquele filho da puta! E aquela vadia também."
O policial que estava perto de Mike o algemou na maca, sorrindo. "Adorável," eu o ouvi murmurar. "Bem, filho, deixe te falar uma coisa. Você tem o direito de permanecer calado. Qualquer coisa que você dizer pode e vai ser usada contra você em um tribunal..." o homem continuou enquanto Mike ainda gritava.
Bella se curvou mais contra mim, novos soluços escapando. Eu tentei acalmá-la, murmurando o quanto a amava. Pelo menos eles colocaram o bastardo na ambulância antes que eu resolvesse calar a boca dele.
Assim que a segunda ambulância chegou, Chefe Swan e o que parecia o parceiro dele também chegaram. O homem mais novo o seguiu, tentando acompanhar a pressa do pai de Bella.
"O que diabos aconteceu?" Ele gritou quando nos viu no chão. Apertei meus braços ao redor dela, meus instintos superprotetores voltando com tudo.
"Chefe Swan," o policial mais velho que falou conosco mais cedo chamou o pai dela.
"Jones," ele suspirou. "Obrigado por ligar. O que aconteceu?" Ele perguntou, o tom de voz mais neutro. Dois paramédicos vieram ao nosso encontro e começaram a nos examinar enquanto os policiais conversavam. Aquilo era bom. Eu acho que não conseguiria contar tudo de novo. Eu sabia que Bella não conseguiria.
"Precisamos levar os dois pro hospital," a paramédica disse ao pai de Bella. "Ela com certeza quebrou a mão e ele precisa de pontos no lábio."
Mesmo que eu não quisesse levantar, eu sabia que precisava. A paramédica começou a conduzir Bella na direção da porta da ambulância e eu a segui, mas Charlie me parou. Eu sabia que aquele era o momento que eu seria preso. Isso não era bom. Charlie iria me odiar depois disso. Eu nunca mais poderia ver a filha dele.
"Você realmente desacordou aquele garoto?" Ele perguntou em voz baixa.
"Sim," eu sussurrei.
"Ele... ele realmente... a tocou?" Ele rosnou com raiva.
Eu assenti, sem olhar para ele. Se eu só tivesse dado um soco nele mais cedo nada disso teria acontecido. Mas eu pensei que estava agindo certo. Eu sabia que Mike era esquentadinho. Eu só não sabia que ele podia ficar perigoso depois de beber. "Sinto muito..."
"Sinto muito também. Sinto muito que você não o matou. Garoto, você tem muito autocontrole em não causar mais dano a ele. A polícia estava pensando em prestar queixa contra você, mas decidiram que tudo que você fez foi autodefesa e para defender Bella. Obrigado, muito obrigado por cuidar dela. Só... só nunca mais caminhe por ruas escuras, certo?"
"Sim, senhor. Com certeza, senhor," eu respondi com rapidez, o encarando com os olhos arregalados. Ele estava falando sério?
"Eu vou cuidar de tudo com a polícia aqui," Charlie suspirou, massageando a nuca. "Seu carro ainda está no restaurante?"
"Sim, senhor, está lá."
"Você vai na ambulância com Bella. Ela precisa de você agora. Eu não acho que vou dar nenhum conforto a ela, ainda estou muito bravo. Ela não precisa me ouvir resmungar e xingar. Me dê suas chaves e vou pedir a Sam que leve seu carro ao hospital. Eles estão te levando para o hospital em Forks, ao meu pedido. Não vou permitir que aquele filho da puta fique perto dela de novo."
Eu o encarei por um tempão, sentindo vontade de abraçá-lo. Mas eu não queria arruinar qualquer boa opinião que ele tinha de mim agora. Depois de tirar as chaves do meu bolso, eu as coloquei na palma de sua mão. "Obrigado por entender."
Charlie corou de leve, parecendo muito com a filha naquele momento. "Vai lá, garoto. Entre. Ela está te procurando."
E então ele apertou minha mão.
Eu de fato me senti adulto por um momento. Eu encarei seus olhos castanhos, o mesmo castanho de sua filha e deu um sorriso. "Obrigado de novo."
"Certo, certo," ele corou de novo, ficando desconfortável. "Vai lá."
Eu entrei na ambulância com Bella. Ela estava sentada na maca, encarando o teto sem expressão alguma. A mão dela estava atada e coberta de gelo, minha jaqueta ainda ao redor dela, mas ela parecia sentir frio. Ela me encarou lentamente, estendendo a mão para mim. Eu a peguei com rapidez, dando um beijo na sua palma. "Me abrace," ela pediu.
A paramédica não disse nada quando eu fui até a maca e coloquei Bella no meu colo. Juntos, nos deitamos naquela cama provisória, a cabeça de Bella contra o meu ombro enquanto ela respirava lentamente. Pelo menos ela não estava mais chorando. Nós começamos o caminho de volta a Forks, e eu podia dizer que a noite não estava terminando como eu tinha planejado.
"Você está bem?" perguntei depois de alguns minutos, sem conseguir agüentar o silêncio. Era demais.
"Eu estou... Eu meio que estou em choque, acho," Bella disse baixinho, a voz sem emoção. "Não posso acreditar no que aconteceu. Eu sabia que Mike era um imbecil, mas não achava que ele faria o que fez."
"Ele estava bêbado," eu comentei.
"E isso é pior!" Ela disse, o tom de voz mais alto. "Quando... Quando Eric e Tyler seguraram você e Mike estava me tocando, ele estava dizendo como iria me mostrar o que era um homem de verdade. Edward, ele iria me estuprar. Eu realmente acho que iria. Aquele monstro... Aquele," ela grunhiu, frustrada. A emoção estava voltando. E estava me deixando puto de novo. "Como ele podia achar que era um homem de verdade? Ou mesmo um humano de verdade!"
"Ssshhh," eu a acalmei, beijando sua têmpora. Eu queria que ela falasse, mas que não ficasse alterada de novo. "Acabou. Eu nunca mais vou permitir que esse imbecil chegue perto de você de novo. Vou te proteger. Eu prometo."
Bella virou lentamente e correu a mão no meu maxilar, espiando o roxo que já aparecia ali. "Eu sei," foi tudo que ela disse antes de se inclinar e beijar o lado que não estava machucado de minha boca. Eu não me importava com a dor, eu tinha que beijá-la direito. Enterrei a mão nos cabelos dela, a puxando para perto enquanto mostrava o quanto a amava. Nos afastamos por um momento, descansando as testas uma contra a outra.
Ficamos em silêncio depois disso. Eu estava cansado, minha adrenalina inexistente depois de tudo. Bella cochilou, por falta de uma palavra melhor, contra mim. Ela não dormiu de verdade, acho, mas também não estava presente. Eu acariciei a barriga dela gentilmente, sabendo que ela deveria estar dolorida em vários lugares. Eu sabia que eu estava, mas estava bem melhor que ela.
Quando a ambulância parou, Bella e eu levantamos. Meu pai estava na porta da frente, preocupação cobrindo sua expressão. Por uma vez ele não parecia o pai brincalhão que eu tinha. Ele era um médico preocupado, com medo em seus olhos. "Jesus Cristo," murmurou, correndo os dedos pelo cabelo desarrumado.
Eu saí do carro primeiro, descendo com cuidado e peguei Bella pela cintura para descê-la da ambulância. Ela se inclinou contra mim, sem encarar meu pai. "Charlie ligou e disse que vocês estavam a caminho. Ele me contou o que houve. Vocês estão bem?"
Eu suspirei. Sabia que responderia essa pergunta aos montes. "Estou bem. A mão de Bella..." disse, sem querer falar mais nada. Ele assentiu e passou um braço ao redor da cintura de Bella, a guiando para a emergência.
"Não se preocupe com nada, querida. Vou cuidar de tudo pessoalmente e liberar vocês o mais rápido possível. Você tem algum outro machucado? Dói em algum outro lugar?" Ele perguntou, a mão nas costas dela enquanto a guiava. Eu os segui, aliviado que um adulto que eu amava e confiava estava assumindo o comando. Charlie era ótimo, mas não existia ninguém como meu pai. Eu o amava muito mais no momento.
"Eu acho que tenho alguns arroxeados, mas só," Bella balançou a cabeça. Nós chegamos num quarto no fim do corredor. Bella sentou automaticamente, passando a mão boa pelo cabelo. "Eu só... Eu não sei... Estou cansada e confusa. Dói. E eu só..." E então ela começou a chorar de novo. Meu pai a alcançou com rapidez, a puxando para um abraço gentil, a acalmando. Ela enterrou o rosto no peito dele, o deixando confortá-la.
"Está tudo bem, querida. Eu vou te dar um sedativo leve e algo para dor. E então vamos fazer um raio-x e ver qual o diagnóstico. Você foi corajosa hoje. Você poder ser corajosa só mais um pouquinho?" Perguntou, erguendo o queixo dela. Ela assentiu, os olhos ainda rasos de lágrimas e o lábio entre os dentes. "É isso aí. Edward," ele me chamou. Eu sabia o que ele queria. Ele queria que eu a confortasse. Eu fui até o lado de Bella, fazendo carinho nas costas dela. Ela se inclinou contra mim, colocando o rosto no meu peito. "Certo, eu vou pegar tudo e começar o trabalho. Vou mandar uma enfermeira pra ver seu lábio. Precisamos ao menos limpá-lo."
"Obrigado, pai."
Ele passou a mão pelo meu ombro antes de beijar minha testa. Eu fiz uma anotação mental de dar um abração nele depois. Eu não o abraçava o bastante. Depois disso, ele nos deixou sozinhos.
Eu brinquei com o cabelo de Bella enquanto ela se acalmava. Ela esfregou os olhos, fazendo um bico de novo. O rosto dela estava inchado e os cílios grudando juntos. "Bella, você é fofa quando chora," eu disse, me sentindo estúpido em seguida.
"Cala a boca, mentiroso," Bella riu, me encarando.
"É sério," me defendi. "Mas eu acho você fofa o tempo todo."
Ela deu uma risadinha, correndo os dedos pelo meu pescoço. "Amo você," ela disse de novo. Amava aquilo, nunca teria o bastante.
"Diga de novo," pedi. Precisava ouvi-la dizendo de novo.
Um sorriso cresceu no rosto dela. "Eu amo você, Edward."
Meus dedos seguraram a nuca dela, "de novo," pedi, a puxando para perto.
"Edward Cullen, eu amo você."
Eu a beijei, ignorando a dor no meu lábio. "Amo você também, Bella Swan."
"Certo, estou aqui para ver o mocinho com a boca machucada!" Uma senhora de idade, na verdade, enfermeira que eu conhecia desde criança chegou, o uniforme de um rosa pink forte. Ela provavelmente tinha a idade do meu pai, e tinha começado na mesma época que ele no hospital. Outra boa amiga do meu pai. Ela sabia o que estava interrompendo e estava adorando. "Garoto Edward, você certamente sabe como detonar algo," ela murmurou enquanto examinava meu lábio. Ao menos ela não tinha pedido para Bella se mover. Eu não acho que poderia largá-la agora. "Bem, eu preciso limpar isso e tirar todo esse gloss daqui," ela me provocou.
"O que posso dizer?" perguntei, erguendo o queixo. "Gosto de ficar bonitinho."
Bella gargalhou, tremendo contra meu lado. Eu ri junto, a onda de emoção era demais para mim hoje. E já devia ser meia noite. Eu sabia que tinha respondido a provocação como nunca responderia, mas precisava quebrar a tensão do ar. A enfermeira rolou os olhos, sorrindo.
"Oh, e é o seu tom, querido. Mas, eu preciso tirar! Agora, eu vou limpar isso e colocar um líquido cicatrizante. Acho que você está pronto."
"Obrigado, Tanya," eu sorri para ela. Ela sorriu de volta, correndo uma mão pelo meu cabelo. Aquilo me fazia parecer ter cinco anos, mas eu deixava Tanya fazer.
Charlie entrou durante o procedimento, parecendo preocupado. A enfermeira já tinha limpado o lábio com gaze molhada e estava colocando álcool no local. "Cristo," eu murmurei enquanto sentia a ardência.
"Você aguenta três jogadores de futebol bêbados, mas reclama de um lábio?" Ele perguntou arqueando a sobrancelha. Eu sorri e ele sorriu de volta, batendo no meu ombro. "Aliás, achamos os outros dois. Você quebrou o nariz dele mesmo. Estúpido desg-" ele se cortou, balançando a cabeça.
Tanya passou algo no meu lábio antes de dizer que estava pronto. Honestamente, parecia super bonder. Eu mexi meu lábio um pouco, tentando me acostumar. "Acabei aqui, criança! Sem mais brigas."
"Vou tentar," brinquei. "Mas não prometo nada."
"Certo Srta. Swan, eu venho trazendo comigo as drogas da felicidade," meu pai voltou sorrindo, segurando três frascos e uma seringa. Os olhos de Charlie se arregalaram. Tanya saiu do quarto, já pressentindo o que poderia ser um problema. "Oh, oi Charlie," ele disse enquanto eles apertavam as mãos. "Eu tenho um sedativo leve para ela e alguns remédios para dor. Ela vai precisar deles quando colocar o gesso. Vou prescrever esses para ela tomar em casa. Ah, e algo para o estômago também. Remédios para dor podem afetá-lo."
"Cuidado, ela é fraca para remédios. Ela fica tonta com facilidade," Charlie riu. Meu pai começou a preparar os remédios, colocando todos na mesma seringa. Bella se encolheu, segurando meu braço com mais força. Eu acho que ela não gostava de agulha, e nem Charlie gostava. "Então, um... Eu tenho uma imensa papelada para resolver. Se você quiser, eu posso ficar, mas eu tenho certeza que você-"
"Tudo bem, pai. Eu tenho esses dois. Vou ficar bem," Bella respondeu.
"Certo, docinho. Volto em mais ou menos uma hora. Precisa que eu traga algo?"
Bella disse que não e ele saiu antes que meu pai pudesse dar a injeção. "Ombro, barriga ou bunda?" Meu pai perguntou brincalhão. Eu rolei os olhos com a tentativa dele de ser engraçado. Bella sorriu nervosamente. "Eu acho que barriga."
"Barriga então," meu pai disse erguendo a blusa dela. Bella deu um gemidinho, colocando o rosto no meu pescoço. Eu ri, a acalmando e acariciando a nuca dela. Ela ficou tensa quando a agulha entrou e depois relaxou contra mim.
"Me sinto quente," Bella disse, preguiçosa.
"Isso é a morfina, minha querida. Te dei das melhores," meu pai falou. "Vamos fazer o raio-x em um minuto. Vamos ter que sair um pouquinho enquanto ele trabalha, filho."
A máquina entrou, junto com o técnico. Eu movi Bella com cuidado do meu colo e ela balançou para trás. "Uau, isso é pesado," era murmurou, encarando o nada de olhos arregalados. Era meio difícil não rir.
Eu esperei com meu pai no corredor, meus braços cruzados sobre o peito. Eu estava nervoso de ficar longe dela agora. Não gostava nada disso.
"Você fez bem a protegendo," meu pai disse.
"Poderia ter feito melhor," retruquei.
"Você não deveria estar caminhando numa ruazinha escura," ele comentou. "Mas, é Port Angeles. Eles provavelmente não têm um assalto há dez anos. Eles mal têm acidentes de carro."
"Estava tão assustado, pai," confessei. "Se algo acontecesse com ela... eu não sei... Eu não sei o que eu teria feito."
"Deus, você é igualzinho a mim," ele disse baixinho.
"Como assim?" Perguntei curioso, o encarando.
"Rápido e com força," ele balançou a cabeça. "E provavelmente para sempre."
Sorri de leve com as palavras dele, "Sinceramente espero que sim."
Ele suspirou pesadamente, jogando um braço ao redor do meu ombro. "Bem, pelo menos você pegou uma bonitinha."
Eu o empurrei e ele riu, me empurrando de volta. Antes que eu esquecesse, eu dei um abraço apertando nele e o senti suspirar contra mim, me abraçando de volta. "Se você contar para mamãe que eu fiquei todo emocionadinho eu vou te socar," eu murmurei quando me afastei.
"É, ela vai querer tirar uma foto disso."
Nós dois rimos antes de ficarmos em silêncio de novo. Eu não acho que nenhum de nós queria falar depois disso. Eu passei a mão pelo lábio de novo, odiando a sensação dolorida e o puxão que sentia. Era estranho, mas eu teria que me acostumar. Não ficaria surpreso se ficasse com uma cicatriz.
Quase dez minutos depois o técnico finalmente saiu do quarto com a máquina. "Te entrego o resultado logo, Carlisle."
Eu não esperei pela resposta de meu pai porque eu precisava voltar para Bella. Quando ela me viu, sorriu, meu casaco finalmente fora dos ombros dela. Ela estava um pouco corada, os olhos arregalados. "Meu travesseiro voltou," ela arrastou as palavras, sorrindo.
Eu ri, deslizando por trás dela na cama pequena. Colocando uma perna de cada lado do corpo dela, eu coloquei meus braços ao redor do seu estômago e ela se inclinou contra mim. Ela tinha novas bolsas de gelo na mão, quase até o cotovelo. Ela se aconchegou contra mim, se deliciando com o calor do meu corpo contra suas costas. Eu amava aquilo também. Ficamos deitados em silêncio por muito tempo, e eu acho que até dormi.
"Bem, você quebrou dois dedos e alguns ossos da mão, junto com um menor do pulso. Vamos ter que engessar," meu pai disse quando entrou. O barulho súbito me assustou e me fez pular. Bella riu, levando a mão boa ao meu cabelo e o puxando.
"Você é engraçado," ela disse ainda de olhos fechados.
"Sabe... você poderia perguntar qualquer coisa a ela e saberia a verdade. O que eu dei para ela é como um soro da verdade," meu pai comentou enquanto separava o material para o gesso.
"Eu não acho que as perguntas que eu tenho são as que eu gostaria de perguntar na frente do meu pai," eu informei sorrindo. Ele sorriu pesaroso.
"Oh! Como perguntas sexuais?" Bella perguntou rindo, um pouco agudo demais. Eram os remédios. "Você não precisa perguntar sobre isso. Você é ótimo. Aparentemente é algo de família porque Rosalie disse o mesmo sobre Emmett."
Eu corei e meu pai caiu na gargalhada. "Ah, eu estou muito orgulhoso."
"Calado," eu murmurei para meu pai. Eu seria provocado pelo resto da minha vida, certeza. E Emmett também.
"Você deve ficar! Edward é ótimo," ela ronronou, correndo os dedos na minha bochecha. "Eu o amo taaaaaaaaanto."
"Podemos falar sobre outra coisa antes que Chefe Swan volte e atire em mim? Sério, não quero morrer assim," disse baixinho para Bella. Ela riu de novo e beijou minha bochecha. "Bella, estou falando sério, amor."
"Certo, vocês dois. Que cor de gesso você quer, Bella?" Meu pai perguntou, finalmente ficando sério. Bella escolheu azul e ele começou a trabalhar. Em algum ponto Bella adormeceu em meus braços. Eu a abracei apertado, correndo meus dedos pelo cabelo dela. Eu amei ficar com ela assim. Charlie apareceu assim que Carlisle terminou.
"Aqui," meu pai disse, entregando um frasco de remédios. "Eu já passei na farmácia daqui pra que você não se preocupe de manhã. Ela vai sentir dor cedo. O dano foi bem grande."
"Obrigado, Carlisle. Acho que deveria levá-la, então," Charlie disse, suspirando. Ele colocou a mão no ombro dela, sacudindo com cuidado. "Vamos, Bells, hora de ir para casa."
"Não," ela gemeu, se curvando mais contra mim. "Não, eu quero ficar com Edward."
Eu a abracei, sabendo exatamente como ela se sentir. "Olha, eu não quero sair do lado dela também. Eu sei... Eu sei que somos novos, mas eu nunca faria nada para machucar Bella, especialmente agora. Eu só... Eu preciso ficar ao lado dela hoje. Eu posso dormir na poltrona no quarto dela ou no sofá do meu quarto e ela pode ficar na minha cama, eu só preciso ter certeza que ela está bem hoje."
Ambos os pais se entreolharam. Bella já tinha adormecido em meus braços de novo, me segurando com tanta força que eu tinha certeza que ela não abriria os dedos sem lutar. Charlie suspirou, massageando a nuca. "Eu preciso voltar pro trabalho hoje de qualquer jeito. Carlisle, você se importaria se Bella ficasse na sua casa?"
"Será um prazer," ele concordou. "Eu confio nos dois e Esme estará lá se Bella precisar de algo."
Charlie suspirou de novo e me alcançou as chaves. Eu tinha esquecido delas. Eu as peguei, o encarando com surpresa. "Obrigado," respondi aliviado. Tinha sido mais fácil do que eu podia suspeitar. Eu acho que eles sabiam que nada teria me mantido longe dela. Charlie alcançou para Carlisle os remédios, já que ela iria para nossa casa.
Eu me movi com rapidez antes que eles pudessem mudar de idéia, pegando Bella em meus braços. Ela ronronou baixinho, colocando o rosto no meu peito para proteger os olhos da luz. "Algum de vocês poderia abrir o carro para mim? Não quero ter que soltá-la."
Meu pai sorriu e assentiu, pegando as chaves. Ele foi na frente e abriu a porta do passageiro para mim. Charlie veio atrás, parecendo preocupado. "Olha, garoto, eu saio às quatro. Se você quiser trazê-la na primeira hora da manhã-"
Eu o cortei antes que ele terminasse. "Durma um pouco. Eu a levo pra casa depois do almoço."
"Obrigado," ele respirou, dando um tapinha nas minhas costas. Ele voltou à viatura, tirando um celular de dentro. Sabia que ele ainda tinha uma papelada para lidar. Eu estava satisfeito que ele estava cuidando disso, porque sabia que Bella não conseguiria responder mais nada, ainda mais agora. Provavelmente teríamos que lidar com isso no futuro, mas pelo menos não hoje.
Eu fui para casa rápido, abrindo a porta e pegando Bella nos braços de novo. Minha mãe estava esperando por mim, a expressão assustada. Ela abriu a porta da frente, me deixando entrar.
"Ela está bem?" Perguntou, tocando o cabelo dela.
"Só cansada," respondi. "E medicada. Pai praticamente a dopou."
"Ela provavelmente precisava disso, precisa descansar. Por que você não a coloca na cama?" Eu assenti. Antes que eu pudesse subir as escadas, ela me parou. "Você está bem?"
"Vou ficar," garanti. "Boa noite, mãe."
Eu a levei pro meu quarto, sem acender a luz. Eu estava cansado de luzes por causa do hospital. Deitei Bella na cama e ela quase nem moveu ou respondeu. Tirei os sapatos e as meias, e em seguida o jeans. Não queria tirar a blusa porque não achava que poderia fazer isso sem machucá-la. Eu deitei ao lado dela depois de mudar de roupa.
"Edward?" Bella chamou baixinho.
"Aqui, meu amor," respondi, deslizando para o lado dela. Eu sei que tinha dito que dormiria no sofá, mas eu precisava abraçá-la. Tinha que ter certeza que ela estava bem. O único lugar que eu me sentia seguro era com ela em meus braços. Eu coloquei meu braço sobre a cintura dela, a puxando contra mim.
"Eu amo você," ela sussurrou, a mão boa procurando a minha. Ela pegou minha mão com força, pressionando minha palma contra o coração dela, e enterrei meu rosto em seu pescoço, a beijando de leve na orelha.
"Eu amo você também. Bella, eu te amo muito."
Bella virou o rosto e nós nos beijamos por algum tempo, gentilmente. Ela se afastou primeiro, dando um beijo no meu maxilar. "Boa noite."
E essa foi a primeira de muitas noites que eu dormi com Bella em meus braços.
FIM
Mas palma palma não priemos cânico... esse foi sim o último capítulo do nosso nerdzinho, mas ainda teremos um epílogo =)
Que deve sair... semana que vem, tvz? Paciência com a tia danny... hehehe eu tô congelando aqui meu Deoooos! Mas e aí, o que vcs acharam? A Lili e eu nos apaixonamos por essa história e gostaríamos de saber quais as impressões vcs tiveram dela.. então, cliquem aí no ex-verdinho e nos contem, sim?
