Repostei pq o 'buon appetito' do Edward no final do capítulo tava um tanto quanto... francês. ;)
Aplicando regras na prática.
Edward Masen
"Isabella, preciso que você entenda alguns pontos que devem ser discutidos." Falei assim que sentei no banco do motorista, após afivelar o cinto na Isabella. "Primeiro, você precisa ter palavras de segurança que serão nossos meios de comunicação durante uma cena." Olhei pra ela esperando seu olhar de compreensão. Ela apenas manteve seu olho grudado em suas pernas. Sua respiração estava irregular e suas bochechas tingidas num tom de vermelho claro. Eu sorri.
"Normalmente uso as palavras vermelho e amarelo. Pare, e continue com cautela, respectivamente." Olhei pra ela e notei um leve aceno com sua cabeça. "No sentido que o amarelo será a palavra usada quando eu estiver ultrapassando seus limites, mas que ainda seja suportável. Assim, vou saber que você precisa que eu vá com mais calma. Tudo bem?" ela concordou com a cabeça, mas tentativamente virou seu rosto na minha direção.
"E 'vermelho'?" sussurrou.
"Só use se não quiser mais ser minha submissa."
Ela manteve sua postura ereta e seu corpo imóvel. Eu sorri de canto enquanto girava a chave na ignição do meu Aston Martin. A respiração dela se acelerou quando o ronco do motor foi ouvido e eu voltei a sorrir imaginando o quão acelerada ela vai ficar, quando a tomar por trás, em cima do capô do carro.
Engatei a primeira marcha e pisei no acelerador enquanto soltava a embreagem. Meu corpo se aqueceu com a sensação de colocar essa máquina em atividade.
"Minha maior intenção é te dar prazer," falei quando saí da vaga do estacionamento. "E, pra mim, nesse momento, não tem nada que me deixe mais excitado do que ver você excitada por minha culpa." Além de ter meu pau sendo chupado por ela, claro. "Então não se engane. Eu não sou altruísta. Quero gozar tanto, ou talvez mais, do que você, linda." Comentei repousando minha mão na coxa torneada dela. Isabella estremeceu, mas não retesou ao meu toque.
Sorri, segurando a gargalhada, quando lembrei da sugestão dela pra eu me submeter à sua dominação. Não existia nada que combinasse mais com Isabella do que a posição que se encontrava agora. Ela era completa e irrevogavelmente nata no quesito de submissão.
"Você cozinha?" perguntei só pra confirmar porque sabia que a resposta seria afirmativa. Ela acenou positivamente a cabeça. "Quero ouvir sua voz. Você tem permissão para falar contanto que seja com respeito."
"Sim senhor." Disse com a voz tremida e eu suprimi um gemido quando ouvi a palavra 'senhor' deixar seus lábios.
"Você vai cozinhar nosso jantar assim que chegarmos na minha casa. Quero algo leve, uma salada, talvez. E você vai se juntar a mim à mesa."
"O senhor possui alguma restrição quanto à comida?" perguntou.
"Não. Faça o que falei que não teremos problema." Ela acenou em concordância e fez menção de falar, mas em seguida fechou a boca. O movimento se repetiu por mais três vezes. "Vou ter que te obrigar a falar,docinho?" falei com um sorriso enquanto pegava a estrada que me levaria pro meu bairro. Ela fechou os olhos, respirando fundo, enquanto um sorriso pequeno tingia seu rosto.
Eu sorri, largamente, percebendo que ela gostava tanto disso quanto eu. Coloquei casualmente minha mão em sua perna e fiquei fazendo movimentos circulares.
"Como... hum..." ela estava com a voz tremida e eu apertei seu joelho, encorajando-a. "Eu realmente não sei o que fazer."
"Pro jantar?"
"Não, como me comportar."
"Ok. Quer falar sobre isso agora?" perguntei me xingando mentalmente por ter negligenciado por tanto tempo suas dúvidas.
"Se não houver problemas, eu gostaria."
"Você sabe o que é BDSM?"
"Acho que sim. Não é um apelido pra sadismo e masoquismo?"
"Não." Respondi, rindo baixinho, enquanto colocava a marcha em ponto morto pra parar no sinal vermelho. Virei meu tronco na direção dela e sorri enquanto colocava uma mecha do seu cabelo atrás da sua orelha. Ela corou suavemente e eu suprimi um gemido quando notei seu pescoço e topo dos seios repetirem a ação. Se ela corava ali, só podia imaginar como seu corpo inteiro iria corar. "B significa 'bondage', e quer dizer basicamente tudo que tenha relação com escravidão, servidão, cativeiro. É basicamente a pratica de amarrar ou imobilizar os submissos..." notei ela estremecer e peguei sua mão na minha. "Não vou extrapolar os limites que você tem, Isabella. Não se preocupe."
"Eu confio em você." Ela falou baixinho, mas foi suficiente pra fazer meu pau latejar.
"Que bom," falei acariciando seu maxilar e então voltando a sentar normalmente pra colocar o carro em movimento porque o sinal voltara a ficar verde. "o D é de 'Disciplina', e eu acho que seja auto-explicativo." Notei pelo canto do meu olho que ela sorriu e eu repeti o gesto. "Mas ele junto ao S, significa 'Dominância e Submissão', que é uma relação onde alguém abdica de poder em prol do prazer do casal. No nosso caso, você abdicou o seu poder de dominar, pra ser dominada por mim."
"Senhor?" ela perguntou com a voz incerta.
"Hum?"
"Realmente acredita nisso?"
"No que?"
"Que eu abdiquei por ou para você?" perguntou com a voz tremida e eu imediatamente virei meu rosto em sua direção.
"Se não foi, me clarifique porque fiquei confuso." Respondi completamente sarcástico.
"Quer dizer... eu vou...sou... er... sua submissa, mas não acha que é uma relação do poder igual?"
"Lógico que é. Eu dependo que você confie em mim, e a recíproca é totalmente verdadeira."
"E não só isso, mas essa relação só pode existir se eu aceitar que ela exista. Então, mal ou bem, tirando o meu 'poder', o senhor acabou me dando um ainda maior."
Sorri, porque não era capaz de fazer mais nada, enquanto concordava com a cabeça.
"Não repita isso pra nenhuma submissa que você encontrar." Falei divertido, piscando o olho. Ela olhou pra baixo, mas sorriu suavemente.
"Sim senhor," sussurrou depois de alguns segundos.
"Acho que faltam as letras SM, que se aplicam tanto pra 'Sadismo' e 'Masoquismo' quanto pra 'Sadomasoquismo', que são as praticas de sentir prazer ao infringir dor, ao sentir dor ou ambos, respectivamente." A respiração da Bella se acelerou e então parou. Eu não me surpreendi, nem por um segundo. São raras as submissas que não gostam do 'SM'. "Lembra quando te disse, na nossa primeira reunião, que não gosto de infringir dor?"
Ela concordou com a cabeça.
"É porque é verdade. Não gosto de fazer minhas submissas se sentirem mal. E enquanto eu puder não fazer, não farei. Mas se me desrespeitar vai fazer nós dois passarmos por isso. Entretanto, Bella, existem tipos diferentes de dor: a de aquecimento, a pra castigar e uma que faço bastante uso, pra dar prazer. São técnicas completamente diferentes, e embora eu domine cada uma delas, só gosto de usar a terceira." Falei enquanto reduzia a marcha e fazia a curva pra entrar na rua da minha casa.
Ela concordou com a cabeça e virou seu rosto pra janela. Eu voltei a minha atenção pra frente enquanto tamborilava os dedos no volante do meu carro. Poucos minutos se passaram até que o carro estivesse estacionado na garagem do meu prédio.
Abri a porta do carro e saí de dentro, encaminhando-me pro lado do carona pra abrir a porta pra Isabella enquanto colocava a carteira de volta no bolso traseiro da minha calça. A porta já estava aberta quando cheguei, mas consegui pelo menos oferecer minha mão pra ajudá-la. Gargalhei baixinho quando notei a dificuldade que ela estava encontrando pra mexer suas pernas por causa da saia extremamente apertada.
"Eu sempre posso te carregar no colo, você sabe né?" falei piscando quando ela finalmente saiu do carro.
Fechei a porta e a tranquei com o alarme enquanto posicionava minha mão em seu cox e nos guiava na direção dos elevadores.
Isabella estava admirada com aquilo tudo. E eu vou ser sincero, gastei um dinheiro escroto pra morar aqui. Meu apartamento na cobertura foi decorado por Esme Cullen, uma decoradora de renome que, consequentemente é uma amiga da minha família. Mulher do Carlisle. Pensei sorrindo enquanto guiava Bella pra dentro do elevador e apertava o botão da cobertura.
Esse meu relacionamento com Isabella não poderia ser mais providencial. Nunca, em toda a minha vida, poderia imaginar que encontraria uma submissa que trabalharia pra Carlisle Cullen, o melhor amigo do meu pai, Ed. Sorri ao imaginar o quão benéfica essa minha amizade com o chefe da Bella poderia ser quando quisesse mais alguns dias com ela, além dos finais de semana.
Levei-a até a porta da minha cobertura e digitei a senha para abri-la. Estendi minha mão, gesticulando pra ela entrar em casa e, em seguida, acendi as luzes. Bella se encolheu e fechou os olhos por causa da claridade repentina e eu rapidamente diminuí a intensidade da iluminação no interruptor.
"Desculpe, querida. Não foi intencional." Murmurei passando minha mão por debaixo do seu rabo de cavalo, acariciando sua nuca. "Tudo bem?" perguntei em sua orelha enquanto colava meu corpo junto ao seu.
Honestamente, não fazia ideia do efeito que essa mulher tinha sobre mim. Era impressionante como a necessidade de ter alguma parte do meu corpo em contato com o dela era algo gritante. Seu corpo moldou-se quase que imediatamente ao meu enquanto eu circulava meus braços ao redor da sua cintura fina e depositava um beijo em seu pescoço esguio.
"Vem, vou te mostrar a cozinha." Então separei nossos corpos e fui andando à sua frente em direção àquela parte da minha casa. Ela era moderna e em tons bastante escuros. Os eletrodomésticos eram, em sua maioria, de aço e os móveis em mogno. As únicas partes claras eram as paredes que tingiam-se de branco. Depois de mostrar onde tudo ficava e ensinar como fazer o fogão funcionar, puxei-a pelo cotovelo e a guiei de volta pra saleta de entrada. E então apontei pra uma porta a minha esquerda.
"Esse é o nosso quarto, e aquele," disse apontado pro ao lado deste, "é o meu. Tenho mais três quartos de hóspedes," disse e, depois de mostrar cada um deles à ela, me virei e perguntei qual ela iria optar por ficar.
Isabella hesitou com um olhar de dúvida por tempo demais e quando percebi minha paciência estava esgotando.
"Mandei você fazer uma escolha, Isabella." Comentei, mas ela apenas manteve-se parada com um olhar agitado. "Muito bem," disse depois de esperar por mais alguns segundos, "não quer escolher, escolho eu." E então a guiei até a frente do meu quarto, não antes de passar no closet do corredor e retirar uma esteira, lençol e travesseiro. Joguei a esteira em frente a porta e acima dela, o travesseiro e lençol. "Esse vai ser seu quarto." Falei e o olhar de pânico não passou despercebido por mim.
Estreitei meus olhos à ela, que imediatamente baixou os seus enquanto concordava com a cabeça. "Obrigada, senhor." Sussurrou olhando a esteira, travesseiro e lençol.
Abri a porta do quarto que ficava ao lado do meu e fiz um movimento com minha mão direita, urgindo-a a entrar. Acendi a luz assim que repeti seu gesto e sorri quando ouvi Isabella ofegar.
Isso mesmo, querida. É aqui que vamos brincar.Pensei orgulhoso enquanto olhava pra cada canto daquele quarto que me tomou mais de cinco anos pra ser construído e equipado.
Das paredes pendiam cordas, do teto duas correntes com algemas presas às suas extremidades. No meio da sala, uma enorme mesa de metal com cordas, fitas de couro e correntes pendentes de cada canto. No fundo, em frente à porta, tinha um enorme armário de mogno onde eu guardava todos os 'brinquedos'. No canto esquerdo da sala – próximo a porta – tinha uma cadeira de espancamento. No canto direito tinha uma outra porta que levaria ao banheiro e ao lado desta porta, uma cômoda de vidro que deixava a mostra cera, velas, essências, ferros e instrumentos usados pra queimadura. No canto esquerdo da parede tinha uma enorme cama sem cabeceira ou pé, que usava ou pra foder minhas submissas quando cansasse da mesa ou da cadeira de espancamento, ou pra castigá-las acorrentadas às correntes que desciam do teto.
"Vá fazer o jantar. Você tem meia-hora e quando terminar, arrume a mesa e me espere na cadeira da extremidade mais próxima à janela." Falei com a voz serena. Isabella acenou com a cabeça sem me olhar e com um tímido e baixo pedido de licença, se retirou do meu quarto favorito.
Depois que o clique mudo da porta foi ouvido, prossegui com meus planos ao me encaminhar até a cômoda de vidro e armário. Peguei a cera, o isqueiro, o travesseiro pequeno, a espátula e o creme. Deixei todos os itens em cima da mesa de metal e fui até o centro do quarto pra preparar as correntes que exporiam o corpo escultural da minha submissa.
Sorri imaginando o rosto dela ao atingir seu clímax pela minha voz, meu toque, mas não ainda pela minha pica.
Depois de preparar o quarto, fui para o meu e tomei uma ducha rápida. Coloquei a cueca, uma calça jeans escura e uma camiseta branca. Não calcei sapatos. Peguei a caixinha de veludo – que parecia pesar uma tonelada – e levei pro playroom*, depositando-a acima da poltrona que fica abaixo das correntes. E, em seguida, fui pra cozinha.
Isabella estava de costas pra mim. Sua coluna estava inclinada enquanto ela depositava algo em cima da mesa. Silenciosamente observei-a colocar dois pratos, talheres e copos e, em seguida, virar-se para a geladeira, retirar uma travessa, repousa-la em cima da mesa, pra depois sentar-se na cadeira que lhe foi comandada. No segundo que seu rosto levantou, seus olhos encontraram-se com os meus e arregalaram-se. Ela imediatamente levou-os para a mesa, escaneando tudo, e voltando aos meus. Levantei uma sobrancelha e segui meu caminho até o seu lado da mesa, retirei o prato da frente dela e coloquei a salada molhada que, parecia bastante uma Ceasar em seu prato e, em seguida, fui até a mini adaga que tinha na cozinha, retirei o Léoville-Las Cases 2002 e o abri. Sem cerimônia alguma - diferentemente do Jasper, despejei o líquido numa taça e ignorei o copo que Isabella colocara na mesa. Rodeei a taça e sorvi do aroma encorpado no liquido. Depois de degustá-lo e constatar que meus dólares foram bem pagos, retirei uma outra taça e levei até Isabella.
"Espero que goste de vinho." Comentei depositando a taça na frente do seu prato e a garrafa no centro da mesa. Levantei minha taça, demonstrando que queria fazer um brinde e ela repetiu o gesto. Seu rosto estava corado e eu o acariciei com a ponta do meu dedo antes de falar.
"Pela primeira de muitas." Falei com a voz baixa enquanto tocava delicadamente nossas taças.
"Pela primeira de muitas." Repetiu com uma voz tão sedutora que sua mensagem foi direto pro meu pau. Sorte – ou azar – que eu estava com uma cueca que, nesse momento, apertava a porra da minha pica.
"Buon appetito," urgi com meu sotaque de filho de italiano, que viveu sua infância e adolescência inteiras em Sardenha, bastante carregado.
N.a.: Twilight não me pertence.
Postando hoje em homenagem a New Moon que foi smplesmente espetacular!
De boooa... O filme é inteiramente do Taylor. E a cena com a Rachelle me arrepiou do início ao fim. Odeio cada vez mais a Summit!
E o Charlie!? Aaaaaah! Adoro! :)
Entãaaaaao... digam-me o que acharam do capítulo. Pode ser? Quero mt uma review! ;)
Ahaaaaaaa! Ganhamos uma capa pra PdS!! *_*
http://item*slide*com/r/1/205/i/kI_ZysplrD_vDRuSUorpDA3mbrIRrAQf/
substituam os '*' por pontos finais! ;)
Beijos mil de uma Lou completamente extasiada!^^
Não esqueçam de me dizer o que acharam, ok? ;)
