Suteki da ne
Capítulo Dez
Sakura percorria rapidamente os corredores do colégio.
'Justo hoje eu tinha que me atrasar...' - pensou entrando no corredor onde ficava sua sala e diminuindo um pouco os passos. Abriu a porta e cumprimentou a todos rapidamente, fechando-a em seguida. Estava ofegante, apressada e distraída, tanto que acabou sem perceber que todos na sala a olhavam de forma curiosa. Caminhou para sua carteira regularizando a respiração e reparou que Shaoran não estava presente. Viu Eriol e Tomoyo sentados, cada um em sua própria carteira, estando a jovem de cabelos negros voltada para trás. O inglês segurava a mão da jovem de olhos violeta, brincando com seus dedos.
"Bom dia, Eriol e Tomoyo!" - sorriu para os amigos, fazendo-os voltarem-se para fitá-la.
"Bom dia, Sakura..." - Eriol falou, meneando levemente cabeça.
"Bom dia..." - Tomoyo disse, hesitante. A japonesa de olhos verdes piscou um pouco confusa. - "Como foi o chá com o Li ontem, Sakura?" - questionou, recebendo um olhar que parecia dizer: 'O quê?'.
"Tudo bem. Por quê, Tomoyo?" - estranhou ao ver os dois trocarem um olhar aliviado, voltando a encará-la com um sorriso.
"Apenas ficamos preocupados porque o Shaoran não chegou ainda..." - Eriol explicou. Sakura desviou o olhar para a carteira vazia do amigo.
"Ele ainda não chegou?" - murmurou de forma que nenhum dos dois pôde ouvi-la. Durante alguns poucos segundos Sakura não ouviu nada a sua volta. Perguntava-se se algo teria acontecido com Shaoran. Ele não costumava chegar tarde no colégio. Desde que o conhecera isso apenas acontecera uma vez: quando ele ficara doente depois de tomar conta dela, durante o tempo que seu pai estava na América. Foi tirada de seus pensamentos ao ouvir a porta ser aberta, enquanto três indivíduos barulhentos entravam na sala.
"Eu não acredito nisso..." - Akami olhava incrédula para a amiga de cabelos acobreados.
"Tem certeza disso, Akio?" - Hikaru perguntou, passando a mão pelos cabelos louros, fazendo-os cair novamente sobre o ombro.
"É claro que sim..." - afirmou a garota.- "Era uma limusine, linda por sinal, o Li falou com a mulher que estava perto do carro, chamou-a de mãe, depois entrou no carro e foi embora..." - pousou seus olhos azuis de forma ameaçadora sobre Sakura por alguns segundos antes de voltar-se para as amigas. - "Agora, digam-me o que é que eu faço para..." - abaixou a voz, até que ninguém mais pudesse ouvir o que cochichava.
Sakura tinha os olhos arregalados encarando as garotas que conversavam. Seu coração estava apertado dentro do peito. Sabia que se a garota tentasse uma aproximação, Shaoran iria ceder. Ela tinha certeza disso. Sentou-se em sua cadeira, ficando submersa em seus próprios pensamentos de forma que nem percebeu quando o professor do primeiro horário entrou na sala, acompanhado.
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Shaoran quase esbarrou com o professor no corredor, antes de entrar na sala. Detestava atrasar-se para as aulas, mas ao reparar o olhar que a turma lhe lançou, não pôde deixar de pensar que fora a melhor coisa que poderia ter acontecido. Poderia adiar a onda de perguntas sobre o que acontecera no dia anterior no horário da saída. Sentou-se em seu lugar e cumprimentou seus três amigos, recebendo resposta de Eriol e Tomoyo, mas não de Sakura. Ela estava de cabeça baixa, olhando a mesa vazia de forma concentrada.
O chinês decidiu aproveitar que o professor estava ocupado, não havendo iniciado a aula, e inclinou-se para frente, chegando mais perto dela para descobrir o que havia acontecido.
"Sakura..." - chamou-a suavemente, fazendo-a erguer a cabeça e olhar para ele sobre o ombro. - "Aconteceu alguma coisa depois que eu fui embora, ontem?" - indagou com a voz baixa, vendo-a menear negativamente a cabeça.
"Não aconteceu nada,..." - sorriu um pouco ao senti-lo enrolar uma mecha do cabelo de sua nuca, com o dedo. - "...não se preocupe..." - disse com um leve suspiro.
"Está bem..." - não acreditou muito na resposta dela. Algo a incomodava, ele simplesmente sabia. - "...conversaremos mais tarde." - soltou o cabelo dela e voltou sua atenção para o professor que dava início à aula. Tomoyo e Eriol trocaram rapidamente um sorriso, enquanto um par de olhos azuis ardia em chamas, observando a rápida troca de palavras entre os dois amigos.
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Sakura estava sentada em sua cama, observando a imagem no espelho de forma absorta. Sentia-se temerosa quanto ao jantar que teria mais tarde. Levantou aproximando-se do espelho, tentando decidir o que faria com o cabelo. Olhou para a penteadeira, vendo as várias presilhas que havia separado. Seus olhos pousaram sobre um par de grampos em formato de borboletas esmaltadas em tonalidade pérola cintilante.
'Perfeito!...' - pensou enquanto guardava os outros prendedores em um estojo e o mesmo em uma das gavetas da penteadeira. Escovou o cabelo e separou duas mechas da franja falsa prendendo-as com as presilhas. Olhou para o estado em que estava o quarto de forma desanimada. Havia peças de roupa espalhadas em cima da cama, e penduradas na porta do guarda-roupa. Teve tempo, apenas, de suspirar e ouviu a campainha tocar.
"Sakura!" - Fujitaka chamou-a do andar inferior.
"Já estou descendo!" - respondeu, procurando algo entre as roupas em cima da cama. Olhou para a cadeira da escrivaninha e encontrou o que procurava. Pegou rapidamente uma pequena bolsa e saiu apressada do quarto, não sem dar uma última olhada no espelho.
Shaoran estava à porta da casa dos Kinomoto, conversando com Fujitaka. Desviou distraidamente o olhar para o interior e quase engasgou com o que viu. Sakura usava um vestido pérola justo que ia até os joelhos; tinha um decote discreto e alças largas que eram vistas sob um casaquinho transparente rosa-pálido e de mangas três quartos. Os cabelos presos apenas por dois grampos de borboleta e uma pequena bolsa branca. A maquiagem era suave: sombra branca, iluminando e destacando os olhos verdes e batom rosa-claro.
"Boa noite, Shaoran!" - disse com um sorriso enquanto calçava um par de sandálias brancas com tiras finas.
"Boa noite, Sakura..." - disse recuperando-se do choque ao vê-la daquele jeito. As roupas dela estavam longe de serem ostensivas, mas isso não diminuía em nada sua beleza. Pelo contrário, apenas realçava ainda mais seu encanto.
Ela observava Shaoran discretamente enquanto colocava os sapatos. Ele usava calça e terno grafite, uma camisa vermelha e uma gravata cinza com tracejados vermelhos. Sorriu um pouco ao reparar que, no entanto, o terno estava aberto e a gravata frouxa. Ele detestava usar aquele tipo de roupa.
"Estou pronta!" - levantou-se olhando para o pai. O homem sorriu e segurou uma das mãos da filha, afastando-se para poder vê-la melhor. - "Como estou?" - ela perguntou, ficando constrangida.
"Deslumbrante, meu anjo!" - tocou gentilmente o queixo da filha erguendo suavemente seu rosto e olhou para o chinês com um sorriso terno. - "Não concorda, Shaoran?" - perguntou subitamente, fazendo ambos ficarem envergonhados. Li apenas balançou positivamente a cabeça, vendo-se incapaz de pronunciar uma só palavra.
"V-vamos?" - ele perguntou, estendo uma mão a Sakura que ainda estava corada. Ela respirou profundamente e assentiu, sorrindo.
"Até mais, papai!" - disse, acenando.
"Até mais, filha. Divirtam-se!" - acenou, de volta, vendo o rapaz sorrir e balançar a cabeça positivamente, enquanto levava Sakura pela mão até o carro. O patriarca dos Kinomoto sorriu tristemente balançando negativamente a cabeça, vendo-os entrar no carro e partir. - "Até quando isso se prolongará, eu me pergunto..." - murmurou pensativo, antes de entrar novamente em sua casa.
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Yelan observava Sakura com um sorriso de satisfação no rosto. Quando entraram no restaurante era possível ver o espanto da japonesa. Riu suavemente ao lembrar da expressão admirada no rosto da garota ao ver todos os talheres que estavam sobre a mesa. Pensou que seria impossível não se impressionar com a beleza resplandecente que aquela adorável jovem possuía. Não era à toa que Shaoran fizera questão de permanecer no Japão por mais tempo que o estabelecido pelos anciões.
"O que era aquilo no colégio hoje?" - Sakura comentava com Shaoran, que estava sentado ao seu lado na mesa. - "Parecia que nunca o tinham visto antes..." - falou com admiração e descrença na voz.
"Foi complicado me livrar de todo aquele pessoal..." - o rapaz falou ficando cansado com a mera lembrança do que acontecera. - "E acabamos não conseguindo nos falar direito..." - suspirou levemente. Ficaram em silêncio por alguns minutos apenas apreciando a suave música que tocava no ambiente.
"O que você estava comentando sobre Eriol, mais cedo, meu filho?" - Yelan perguntou suavemente, fazendo ambos os jovens sorrirem.
"Na noite passada ele foi jantar na casa de Daidouji e pediu Tomoyo em namoro..." - o rapaz disse sorrindo. Yelan arregalou suavemente os olhos em espanto.
"Se não me engano faz apenas dois meses que Eriol está aqui no Japão..." - disse pensativa. Shaoran concordou com a cabeça. - "Ele e a Srta. Daidouji já se conheciam?" - questionou recebendo um aceno negativo dos dois jovens.
"Eu também me surpreendi, mas a senhora conhece o Eriol..." - Shaoran suspirou. - "Apesar dos modos conservadoramente britânicos ele é bastante impulsivo..." - sorriu de lado ao lembrar da cena que presenciou no dia anterior na sala de música.
"Talvez ele não seja impulsivo,..." - Yelan disse pensativa, olhando com um pequeno sorriso para o filho. - "...apenas não se permite confundir com relação ao que quer e isso faz com que ele tome suas decisões com mais segurança e rapidez..." - viu Shaoran erguer uma sobrancelha de forma confusa.
'Isso foi algum tipo aviso?' - ele se perguntou vendo a mãe desviar o olhar para o garçom que trazia as bebidas.
"Obrigada..." - Sakura disse suavemente ao garçom quando este deixou o copo com suco a sua frente. Olhou para Yelan com um sorriso. - "Eu gostaria de agradecer por me convidar para jantar com vocês..." - disse timidamente.
"Não há o que agradecer, meu bem..." - abriu um sorriso doce. - "Eu fico feliz por tê-la conosco essa noite..." - olhou de relance para Shaoran e balançou negativamente a cabeça vendo-o sorrir para a jovem.
Sakura ergueu o copo levemente tomando um pouco do suco. Observava melhor o ambiente. Nunca estivera em um restaurante como aquele antes. A casa parecia um palacete europeu. O teto era alto, vários pilares de mármore espalhados pela sala, três lustres de cristal pendiam dispostos pelo ambiente, as janelas eram grandes de vidro e ornamentadas em gesso; havia uma escada ao fundo que levava para um salão de festas, conforme indicava uma placa com letras decoradas. Sentia-se mal com toda aquela ostentação, principalmente reparando nas outras pessoas ali presentes. As mulheres usavam vestidos com detalhes que cintilavam. Lembravam membros da realeza que era vista em filmes de época. Voltou seu olhar para Yelan por um instante. Usava um vestido chinês negro, com dragões bordados discretamente sobre o tecido. A gola e as mangas tinham detalhes em vermelho, assim como os botões que o fechavam no peito. Os cabelos estavam presos no alto em coque, por uma fita vermelha e usava um batom vermelho fogo, que contrastava com a pele branca.
'Não que seja ostensivo, mas ela possui toda uma aura de poder que...' - sorriu desviando o olhar para os lustres. - "Chega a ser ofuscante..." - sussurrou, fazendo Shaoran voltar-se para ela e olhar para o ponto em que mantinha os olhos fixos.
"São lindos, não são?" - ele perguntou, vendo-a encará-lo e sorrir levemente envergonhada, por ter pensado em voz alta. Ela concordou com a cabeça, levantando novamente o copo de suco, mas parou ao ver alguém passar pela porta do restaurante. Abaixou o rosto tristemente.
Shaoran estranhou a reação dela e voltou seu olhar para a porta reparando em três pessoas que se encontravam na entrada. Arregalou os olhos e sentiu a boca seca ao ver três garotas acompanhando o maître por entre as mesas. Akami vestia uma saia preta longa, lisa com uma racha até o joelho e uma blusa pêssego de uma única alça sobre o ombro esquerdo, mantinha os cabelos soltos. Hikaru usava um vestido turquesa-claro, um palmo acima dos joelhos, era justo no busto e no quadril e com a saia larga; uma tiara fina de metal adornava a cabeça. Yamazato trajava um vestido verde-escuro, longo. O tecido parecia se ajustar ao seu corpo ressaltando seus contornos. Os cabelos estavam presos em um coque desalinhado, que lhe conferia um ar irreverente e sedutor. Hikaru foi quem primeiro olhou para eles, enquanto se aproximavam, e chamou a atenção de suas duas amigas, que sorriram ao vê-lo.
"Boa noite! Que surpresa agradável encontrá-los aqui..." - Akio falou com a voz calma sorrindo dissimuladamente para Shaoran que piscou uma porção de vezes sem conseguir acreditar que ela realmente estava falando com ele. Hikaru e Akami limitaram-se a acenar suavemente com a mão dizendo um baixo 'Boa noite!'.
"É uma surpresa vê-las aqui, também..." - Li respondeu educadamente, sem desviar os olhos da garota de cabelos acobreados.
'Desagradável, mas ainda assim uma surpresa...' - Sakura não pôde evitar de pensar, enquanto erguia o rosto.
"Permita-me apresentar-lhes minha mãe, Yelan Li..." - apontou para a mulher, sem sequer olhá-la. Yelan ergueu o rosto de forma imponente e as cumprimentou com um leve aceno. As garotas se apresentaram e caíram em um silêncio nervoso.
"Então, Mishima, Takada e Yamazato, o que as trazem aqui?" - perguntou Sakura recebendo um olhar desdenhoso das três. Yelan observava silenciosamente a cena com os olhos semicerrados. Percebeu que Shaoran parecia fora de órbita e, definitivamente, não gostou disso.
"Kinomoto!" - Hikaru simulou surpresa. - "Não a havíamos visto..." - comentou, fazendo um sorriso surgir nos rostos das duas amigas.
"Viemos comemorar o aniversário de Akami..." - Yamazato foi quem respondeu a pergunta da jovem de olhos esmeralda. Sakura estreitou os olhos com desconfiança, tinha certeza que o aniversário da garota seria apenas no mês seguinte.
"Não sabia que estava de aniversário, Mishima..." - Shaoran finalmente desviou o olhar da garota de verde. - "Meus parabéns..." - desejou abrindo um sorriso, que fez a garota piscar e ficar vermelha. Aquele rapaz era lindo.
"Nós já vamos, então..." - Hikaru disse educadamente. - "Não queremos continuar a incomodá-los..." - as três acenaram e Sakura se permitiu respirar aliviada.
"Esperem..." - Shaoran pediu ao ver Yamazato voltar-se para ir até a mesa onde o maître as aguardava. - "Por que não se juntam a nós?" - perguntou, fazendo Yelan arregalar os olhos, espantada. O filho nem ao menos se lembrou de pedir-lhe autorização para fazer tal convite.
As garotas se entreolharam e sorriram, como se tivessem conquistado uma grande vitória. Voltaram-se para a mesa do rapaz e adquiriram uma expressão pensativa.
"Não queremos incomodá-los, Li..." - Yamazato falou com uma humildade impossível de se tornar mais artificial.
"Faço questão..." - apontou para as cadeiras vazias na mesa onde estavam. As três concordaram e se sentaram. Yelan não tirava os olhos de Yamazato. Observava atentamente todos os movimentos dela. Ela tinha requinte, parecia estar acostumada a uma vida de luxo e com as regras de etiqueta e era uma garota atraente, mas de uma forma vulgar aos seus olhos. Desviou o olhar para Sakura que mantinha a cabeça abaixada. O brilho de seus olhos havia desaparecido. Compreendeu o que acontecia. Aquela garota eclipsava a luz de Sakura e deduziu, também, que não era a primeira vez que isso acontecia.
"Vocês estudam na mesma sala?" - Shaoran ouviu a mãe perguntar e se voltou para ela.
"Sim, senhora..." - Akami respondeu sorridente.
"Acredito que tenha muito orgulho de seu filho..." - Yamazato comentou e Sakura pensou que aquilo não poderia ser mais irônico. A mulher de cabelos negros pousou os olhos castanhos sobre o filho de forma séria.
"Na maioria das vezes, eu tenho, sim..." - comentou com a voz baixa que fez as três jovens estremecerem levemente. Shaoran não compreendeu o que a mãe queria dizer com aquilo.
Sakura encarou a Sra. Li com a expressão um pouco confusa. A mulher encarou-a e seus olhos se suavizaram enquanto seus lábios se curvavam em um suave sorriso. A jovem não pôde evitar sorrir também.
O jantar foi logo servido, mas havia uma grande tensão à mesa. Aquela não seria uma noite muito agradável.
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Sakura mexia devagar a comida em seu prato. Shaoran estava entretido em uma conversa animada com Akio e as amigas. Era incrível como aquela garota sabia ser dissimulada, assim como a facilidade com que Shaoran se deixava enganar. Suspirou pesadamente, largando o garfo ao lado do prato. Estava sem fome.
"Tudo bem com você, florzinha?" - Yelan perguntou observando a garota. Todos ficaram em silêncio e se voltaram para ela. Yamazato olhou com uma expressão entediada para as duas. A mulher passara o jantar inteiro imparcial com sua presença, mas sempre que falava com Kinomoto tinha uma voz terna e suave. Deixava claro com sua atitude que não apreciava sua presença perto do filho, mas a garota não se importava. Contanto que mantivesse o rapaz na palma de sua mão teria o que queria, independente da aprovação, ou não, da mãe dele.
"Está tudo bem. Não se preocupe, Sra. Li..." - Sakura sorriu e balançou positivamente a cabeça.
"Você mal tocou na comida, Sakura..." - Shaoran contraiu as sobrancelhas de maneira preocupada. Ela forçou um sorriso.
"Eu estava apenas pensando que papai vai viajar amanhã e eu gostaria de poder passar um pouco mais de tempo com ele..." - disse suavemente e abaixando a cabeça. Realmente não havia pensado muito nisso antes de aceitar jantar com Li e sua mãe. A mãe do rapaz sabia que não era por aquele motivo, apenas, que ela estava abatida, mas não falou nada. Akio murmurou algo como: 'E quem se importa?' para suas amigas que tiveram de se controlar para não rir e acabar chamando a atenção.
"Quer ir para casa?" - Yelan questionou sabiamente. Sakura anuiu silenciosa. - "Tínhamos a intenção de permanecer aqui por mais algum tempo, mas..." - foi interrompida.
"Não há necessidade em mudar seus planos..." - a jovem de olhos verdes falou humildemente. - "Eu posso pegar um táxi e..." - a mulher apenas ergueu a mão pedindo a ela que parasse de falar e balançou negativamente a cabeça.
"Não posso permitir isso, meu bem!" - sorriu suavemente. - "Nós a trouxemos e a levaremos também para casa." - viu as bochechas da jovem tornarem-se levemente rosadas.
"Eu, realmente, não quero atrapalhar o resto da noite de vocês..." - disse constrangida. A mulher sorriu levemente e concordou olhando para o filho.
"Shaoran, acompanhe Sakura até o carro e peça a Wei que a deixe em casa..." - pediu com autoridade, fazendo-o levantar-se. Sakura ia tentar dissuadi-la, insistindo que poderia pegar um táxi, mas sentiu uma mão pousar em seu ombro. Voltou-se e viu Shaoran sorrindo e balançando a cabeça negativamente.
"Não vai adiantar, Sakura. Minha mãe sabe ser mais teimosa que nós dois juntos..." - comentou ajudando-a a se levantar. - "Quer mesmo ir embora?" - perguntou tristemente.
"Acho que é o melhor a fazer..." - confirmou, sendo acompanhada até a entrada do restaurante. Ao saírem, percorreram em silêncio uma pequena varanda até alcançarem o jardim que separava a casa do estacionamento.
"Pena que não vai ficar para a sobremesa..." - Shaoran comentou com um leve sorriso, fazendo-a voltar-se para ele, rindo. - "Você não gosta muito quando seu pai vai viajar, não é?" - constatou, suspirando.
"Eu sinto falta dele, mas essas viagens fazem muito bem ao papai..." - disse suspirando. - "Não o impediria de ir, mesmo que tivesse a oportunidade..." - sentiu Shaoran passar o braço por seus ombros e arregalou os olhos, encarando-o.
"Esse seu jeito de fazer tudo para que os outros sejam felizes é uma das coisas que eu mais admiro em você, Sakura..." - ouviu-a suspirar, abaixando a cabeça em seguida.
Shaoran não imaginava que ao dizer aquelas palavras a fez sentir-se como a pior das pessoas. Sakura passara a noite toda desejando que Yamazato desaparecesse para que Shaoran prestasse atenção apenas nela e em ninguém mais, apesar de saber da paixão do amigo pela ruiva. Não acreditava que Akio pudesse ter, da noite para o dia, começado a dar valor ao chinês. Sabia que era por interesse que estava se aproximando, mas, em vez de desejar que ela os deixasse em paz, deveria pedir que a garota aprendesse a reconhecer o valor que Li realmente tinha para que ele pudesse ser feliz. Estava sendo egoísta.
Sakura repousou sua mão sobre a de Shaoran que estava em seu ombro e fechou os olhos apoiando a cabeça no ombro do rapaz que a abraçava, deixando-se guiar por ele. Pararam de andar e ela abriu os olhos, sentindo que Shaoran retirava o braço de seu ombro. Viu o mordomo da Sra. Li ao lado do carro alguns metros a frente. Sentiu Shaoran segurar sua mão e viu-o abrir um pequeno sorriso.
"Se você quiser, ainda tem uma chance de ficar para a sobremesa..." - disse em voz baixa enquanto se aproximavam do carro e Sakura, realmente, pensou em permanecer, mas lembrou-se do motivo pelo qual decidira ir embora. Sorriu e balançou negativamente a cabeça.
Shaoran suspirou tristemente e caminhou com Sakura até o carro.
"Wei, minha mãe pediu que você levasse Sakura para casa..." - sorriu fracamente, ainda segurando a mão da jovem.
"Será um prazer, jovem Shaoran..." - o mordomo curvou-se abrindo a porta do carro para que a garota entrasse.
Sakura sorriu e deu um passo a frente, em direção ao carro, mas Shaoran ainda segurava sua mão. Voltou-se para ele com uma sobrancelha erguida e viu-o sorrindo. Shaoran ergueu gentilmente a mão livre, para tocar o rosto da amiga, e aproximou-se, beijando de leve sua fronte.
"Tenha uma boa noite, Sakura..." - disse após afastar-se. Ela ainda estava surpresa demais para esboçar qualquer reação. Li vinha tratando-a com tanto carinho nos últimos tempos que simplesmente não sabia o que fazer quando ele fazia algo inesperado. - "Vejo-a amanhã..." - sorriu, fazendo-a piscar confusa.
"Amanhã?..." - questionou, incerta. Não se lembrava de ter combinado algo com ele no dia seguinte e não teriam aula.
"É claro!... Amanhã eu vou, finalmente, levá-la ao parque..." - estava animado, mas seu sorriso se fechou. - "A menos que já tenha planos..." - adicionou, vendo-a balançar rapidamente a cabeça negando.
"Não tenho nada programado..." - sorriu, vendo-o alegrar-se novamente.
"Excelente!... Passarei na sua casa ao meio-dia..." - falou. Ela concordou com um leve aceno e entrou no carro. Wei fechou a porta e encarou o rapaz com um suave sorriso, dando a volta no veículo e partindo. Shaoran permaneceu parado até o carro sair do estacionamento, antes de voltar ao restaurante.
Ao retornar à mesa, Li percebeu que algo não estava certo. Sua mãe tinha o familiar olhar rígido da matriarca do clã e as garotas estavam silenciosas, sentadas de forma ereta e com os olhos em qualquer lugar, para não terem que encarar a mulher. Enquanto se aproximava aproveitou para prestar um pouco de atenção na garota de cabelos acobreados. Constatou com estranheza que não se sentia mais nervoso perto dela como costumava. Não sentia o coração disparar, nem os pêlos do corpo se arrepiarem ao ouvir sua voz. Começou a indagar o motivo para isso e foi então que a garota voltou-se para ele, parecendo relaxar. Encarou os olhos dela e sentiu-se levemente tonto. A garota era linda, mas havia algo que o incomodava nessa constatação.
Sentou-se em frente a Yelan e a viu suavizar sua expressão parecendo, de certa forma, desapontada.
"Achei que fosse convencer Sakura a ficar conosco mais um pouco..." - ela comentou, vendo-o abrir um sorriso triste.
"Eu bem que tentei, mas não consegui..." - respondeu alargando o sorriso. - "Consegui convencê-la a sairmos amanhã, no entanto...".
Yelan sorriu e observou com o canto dos olhos que Yamazato estreitou os olhos enquanto escutava a conversa.
"É um tesouro precioso aquela pequena flor, Shaoran..." - sua voz estava repleta de carinho. Shaoran sentiu o coração acelerar ao ouvir tais palavras e se encheu de uma alegria inexplicável enquanto mantinha os olhos fixos nos de sua mãe.
"Eu sei!" - respondeu com um sorriso e olhar sonhador.
"Cuide bem dela, meu filho..." - aconselhou, sorrindo e pedindo internamente que não demorasse muito para que ele percebesse o que seus olhos mostravam com tanta nitidez. Desviou o olhar para a japonesa de verde e sua expressão se tornou, mais uma vez, imparcial. - 'Espero que não cometa nenhum erro, Xiao Lang Li!' - pensou repreendendo-o em pensamento. Reparou que o garçom se aproximava trazendo a sobremesa, agora que o filho retornara.
Akio contraiu todos os músculos de seu rosto, voltando-se para as amigas. Elas engoliram em seco ao receber aquela mirada. Um sorriso malicioso surgiu em seu rosto enquanto alguns pensamentos se passavam por sua mente.
'Parece-me que você fez um bom trabalho conquistando a Sra. Li, Kinomoto!' - voltou seu olhar para o rapaz sentado na cadeira ao seu lado, que parecia indiferente à batalha que era travada ao seu redor e falava alguma coisa com Hikaru e Akami sobre o restaurante. - 'Mas vamos ver o que você poderá fazer quando eu atingir meu objetivo,...' - levou uma colherada do doce à boca e sorriu, triunfante. - '...esse jogo está apenas começando!' - concluiu seu pensamento, voltando-se para o rapaz que tinha suas atenções sobre si agora.
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O sábado amanheceu ensolarado e com poucas nuvens no céu. Os pássaros cantavam na janela do quarto de Sakura, enquanto ela penteava seus cabelos com cuidado. Ouviu o pai chamá-la e desceu rapidamente com um belo sorriso no rosto.
"Bom dia, papai!" - saudou-o, abraçando-o com força.
"Bom dia, querida!" - sorriu, retribuindo ao abraço. Sempre que ia viajar era assim. Essa era a forma como a filha mostrava que sentiria saudades, sem desencorajá-lo de partir. - "Venha tomar o desjejum, que já está pronto!" - afastou-se ligeiramente dela, mantendo um dos braços sobre seu ombro.
Aproveitaram o início da manhã para passarem os últimos instantes que teriam em muito tempo, juntos. Perto das onze horas, Fujitaka estava na porta da casa, enquanto um taxista colocava sua bagagem no porta-malas.
"Assim que eu chegar lá, ligo do hotel para lhe passar o número do telefone..." - abraçou-a carinhosamente. - "Vai passar rápido, quando você menos perceber eu estarei de volta..." - soltou-a e sorriu, vendo-a tentar esconder a tristeza. - "Cuide-se bem, filha..." - disse vendo-a assentir.
"Aproveite bem a viagem e não se preocupe comigo, papai..." - sorriu, vendo-o concordar.
"Eu fico mais tranqüilo porque sei que Shaoran estará tomando conta de você..." - falou, deixando-a envergonhada. - "Tenha coragem, Sakura!... Eu sei que tudo vai terminar bem quando você decidir falar..." - sussurrou fitando-a diretamente nos olhos. Ela arregalou os olhos, ficando sem fala. O Sr. Kinomoto sorriu e piscou para ela, dando um passo para trás. - "Eu aprovo a escolha de seu coração, minha filha!" - voltou-se para o portão, seguindo até o carro. Acenou para a sua menina, antes de partir.
Sakura não tinha idéia de como seu pai descobrira, mas o que ele disse encheu seu coração de coragem. Ela gostaria de falar ao amigo o que sentia.
"Eu vou falar!" - pensou em voz alta, entrando novamente em sua casa. Tinha que se preparar, dentro de pouco tempo Li estaria passando para buscá-la.
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Shaoran tocou a campainha e ouviu a voz de Sakura gritar do andar superior que já iria atender. Sorriu de lado ouvindo-a correr de um lado para o outro, fazendo todo tipo de barulho dentro da casa. Ela logo apareceu na porta e pediu que ele esperasse um instante para que fosse buscar a bolsa. Sakura fechou a porta e virou-se para ele, vendo o carro parado em frente a casa.
"Precisamos ir de carro até o parque, Shaoran?" - questionou constrangida. Ele sorriu e balançou negativamente a cabeça. Pararam em frente a Wei.
"Iremos andando daqui, Wei,..." - ele disse, vendo o mordomo curvar-se e partir logo em seguida. - "Não agüentava mais ser carregado de um lado para o outro..." - confessou sorrindo aliviado.
"Por que veio de carro, então?" - ela perguntou, estranhando.
"Achei que você pudesse preferir a ir andando..." - viu-a sorrir e balançar negativamente a cabeça.
"Você é um amor, Shaoran!" - falou suavemente começando a caminhar. Ele a seguiu com um sorriso bobo no rosto.
Em poucos minutos, encontravam-se caminhando no parque de diversões, observando o pouco movimento que havia ali, devido ao horário. Aproveitaram para andar na montanha-russa e no elevador. Shaoran conseguiu arrastar Sakura para o trem-fantasma e a Casa dos Horrores, tendo gostado do passeio, pois a garota ainda continuava grudada em seu braço quinze minutos depois de terem saído.
Almoçaram um cachorro-quente cada um e aproveitaram o resto da tarde de forma mais tranqüila. Passearam de charrete em uma parte do parque que, de acordo com Shaoran, era uma cópia de parte da cidade de Londres. Assistiram a uma apresentação de teatro nô e de circo e ouviram música interpretada pela bandinha do coreto; andaram pela Casa dos Espelhos, divertindo-se com as imagens desfiguradas.
Estavam andando entre barracas de doces, jogo de argolas, roleta e pescaria, quando Sakura avistou pouco a frente, na barraca de tiro ao alvo, um belo bichinho de pelúcia. Era um filhote de lobo marrom claro, estava sentado olhando para a frente com a cabeça levemente inclinada para o lado. A garota sorriu e se aproximou da barraca, inclinado-se para ver melhor o bichinho estufado que se encontrava no fundo.
"Que tal tentar ganhar o prêmio, senhorita?" - o rapaz responsável pela barraca perguntou, estendendo a espingarda de pressão para ela. Sakura balançou a cabeça, negando.
"Obrigada, mas não vou conseguir acertar..." - disse levemente corada, empurrando a arma.
"Eu ganho ele para você, então..." - Shaoran disse parando ao lado dela e pedindo a arma ao rapaz. - "Qual deles você quer, Sakura?" - perguntou se preparando.
"O lobo..." - sorriu, apontando para o boneco que desejava.
"Certo..." - concentrou-se e mirou no bichinho, ouvindo o rapaz da barraca dizer que teria três tiros, apenas. Sorriu de lado e atirou, acertando-o de primeira. Sakura gritou de felicidade, dando pulinhos ao seu lado.
Pegou o prêmio e virou-se entregando-o à jovem de olhos verdes que o pegou abraçando-o fortemente, rodando com ele nos braços.
Shaoran ficou observando-a com um sorriso no rosto. Ela parecia uma criança agarrada ao lobo daquela forma. Ela parou de rodar, com um sorriso enorme no rosto e viu Shaoran de braços cruzados olhando para ela com um sorriso debochado.
"Muito justo isso!..." - começou ele, fazendo-a encará-lo de forma confusa. - "Eu que ganho o bichinho, e é ele que ganha o abraço..." - viu-a abrir um sorriso carinhoso e balançar a cabeça, aproximando-se.
"Bobo!" - murmurou, abraçando-o e sentindo que ele abraçava-a pela cintura.
Ela descansou o rosto no ombro do rapaz, aspirando a suave fragrância que ele exalava. Suspirou de leve, sentindo seus cabelos serem afagados, um arrepio correu por sua espinha quando a respiração dele roçou em seu pescoço, uma vez que ele abaixara a cabeça tocando com sua face na dela. Seu coração estava agitado, mas aquela sensação era tão natural para ela, que nem ao menos se importou.
Shaoran sentiu o coração disparar em seu peito. Quando Sakura passou os braços ao redor de seu tórax, abraçou-a fortemente, querendo mantê-la o mais próxima possível de si. O perfume doce de sakuras que ela usava, inebriou seus sentidos, fazendo com que perdesse noção da realidade.
Lutando contra todos os seus desejos, Sakura soltou Li, afastando-se levemente, mas percebeu, surpresa, que ele não a libertou e a encarava de forma intensa com um sorriso no canto do rosto. Shaoran viu os belos olhos da amiga se arregalarem e, sem pensar, aproximou-se dela, tocando suavemente seus lábios. Sentiu um frio no estômago e os pêlos da nuca se eriçaram. A garota se agarrou ao tecido de sua camiseta enquanto estremecia levemente. O beijo foi suave, um leve roçar de lábios, apenas. Afastou-se dela, segurando-a pelas mãos e a viu permanecer com os olhos fechados, enquanto seu rosto tornava-se rubro. Seu rosto também começou a esquentar e tentou compreender o motivo que o levou a tomar tal atitude, pois não tinha a mínima idéia do que se apossara dele para fazer o que fez.
Quando abriu os olhos, Sakura sentiu seu coração pular e perdeu o fôlego. Shaoran ainda a encarava, e mantinha-a presa pelas mãos, mas parecia estar refletindo sobre algo. Ela tentou encontrar uma solução para o ato dele, mas o que vinha a sua mente parecia maravilhoso demais para ser verdade. Lembrou-se das palavras de seu pai antes de viajar. Dissera que tudo ficaria bem quando ela contasse a Shaoran. Engoliu em seco e decidiu que iria contar.
"Shaoran..." - sua voz era um sussurro. Ele piscou levemente, despertando e percebeu que ela tremia. Respirou profundamente: seria agora. - "E-eu... Eu...t-te..." - foi interrompida por gritos de comemoração e risadas que vinham de suas costas. Viu Shaoran arregalar os olhos, soltando suas mãos em seguida. Voltou-se para ver quem era, embora não precisasse realmente. Era ela.
Continua...
CCS SDN CCS SDN CCS SDN CCS SDN CCS SDN CCS SDN CCS SDN CCS SDN
N/A - Aiya! Esse capítulo me custou duas broncas e muita dor de cabeça, portanto, antes que todos decidam começar a atirar pedras em minha pessoinha, deixe-me dizer que EU, mais que qualquer um de vocês, O-DE-IO a Yamazato com todo ódio que cabe em meu coraçãozinho... Eu devo ter ido no fundo de meu ser buscar toda mesquinhez, arrogância, ignorância, futilidade, inveja e egoísmo para criá-la... aiai... Será que essa 'cobrurubaca' não se enxerga??... Ninguém quer ela por perto. Droga!!...
Agora eu vou deixá-los com um diálogo especial entre eu e a minha mamãe. Desculpem pelo tamanho das notas, pessoal...
#Na Mansão Hiiragizawa... #
Miaka: Ai, ai... Mas que belo casal... A Boba e o Burro... Isso não daria uma fábula, não? #se escondendo antes que Yoruki a acerte com a primeira coisa que consiga alcançar#
Yoru: #esticando o pescoço para olhar atrás do sofá onde a mãe se escondeu#... Aiai... Suponho que você tenha razão... #sentando desanimada na poltrona preferida do Eriol#...
Miaka: #esticando o pescoço para ver se era realmente verdade que a filha não iria tentar jogar algo nela e saindo do esconderijo após ver o desânimo da garota# Ah, filhinha não fica assim... Eles são bobos, o que fazer? Logo, logo eles se acertam... E de uma maneira linda!! #ficando fora de órbita ao fantasiar mil possibilidades#
Yoru: Eu sei que eles irão se acertar logo, mesmo assim, eles me dão nos nervos!!... Como o Shaoran pode ser tão Burro??... Pelos deuses!!... Ele acabou de beijar a Sakura e começa a babar pela YAMACHATA!!... E ela demorou muito para falar... Estou seriamente tentada a mandá-la para a Sibéria de vez... Essa bondade toda dela, tem mais é que virar freira, mesmo... #parando de falar e começando a rir#... Hahaha... se bem que o fato dela ser freira, não adiantaria muita coisa... se é que você me entende... #gargalhando#...
Miaka: Se você está pensando no mesmo que eu, acho que entendi... Só acho que o pessoal é que só vai entender quando resolvermos finalmente postar, não é? Aliás... Quando desempacarmos... #estremecendo ao ver o olhar da filha# Tá bem, tá bem... Quando EU desempacar...
Yoru: #suspirando#... Nhai,... o pior é que eu não tenho a mínima idéia de como começar o próximo capítulo... S&S não me ajudam em nada para tentar arrumar as coisas... Eu queria que alguém me desse uma luz... Se o fic tivesse magia eu usaria 'O Apagar' na 'Cobra' e apagaria ela da memória de todo mundo... Usaria 'O Espelho' depois para se fingir de Sakura e dizer tudo para o Shaoran e sair correndo, fazendo ele dizer para Sakura também e depois eu... eu... #com lágrimas nos olhos#... Mas não tem magia, mãe... Qual o ponto de eu ficar pensando no que eu faria se tivesse??... Estou ficando desesperada... #começando a arrancar os cabelos#...
Miaka: #acariciando os cabelos da filha# Calma, filhinha... A gente vai dar um jeito... Eu te ajudo... O Felipe também... Estamos aqui para te ajudar... Sempre... #sorrindo ternamente# E você é uma ótima escritora, já passou por crises piores, saindo delas com classe e uma imaginação incrível... #com lágrimas nos olhos# Tenho orgulho de você, querida...
Yoru: Obrigada, mãe!!... Mas o que eu preciso mesmo é de coragem para continuar seguindo os planos,... por mais que me doam... São males necessários... eu deveria parar de sofrer no lugar dos personagens... Por que raios, afinal nós os contratamos??... Se as coisas continuarem assim, da próxima vez, quem vai fazer o papel da Sakura sou eu... hum... até que não é má idéia... hihihi... #encostando a cabeça no encosto da poltrona#...
Miaka: Hahaha! Se as coisas fossem assim fáceis, eu estaria no lugar da Tomoyo, querida... Mas temos que manter nosso profissionalismo, você bem sabe... #calma, mas pôde-se ver uma veia saltar em sua testa# Afinal, não passa de uma história fictícia... Temos que controlar nossos impulsos...
Yoru: Hahaha... Eu fico impressionada ao ver o sangue frio com que você escreve as cenas E&T, mãe!!... Sou sua fã!!... E, também... #com o olhar looooooonge#... Eu não acho que realmente trocaria o meu gatinho fofo por nenhum guerreiro chinês, mesmo sendo o TDB do Li... Todo mundo sabe que o Shaoran é da Sakura e vice-versa... Nem adiantaria, criar ilusões... hehe...
Miaka: #suspirando ao lembrar do marido# Acaba sendo fácil escrevê-las, já que sei do que Eriol gosta e... #pára ao ouvir batidas na porta# Entra!
Eriol: #sorrindo ternamente ao fitar seus dois tesouros# O jantar já está servido... Venham comer antes que esfrie, as meninas já estão esperando.
Miaka: #sorrindo em retorno ao marido# Está bem, querido. #vai até ele e dá um selinho# Já estamos indo.
Eriol: Posso saber o que estão fazendo? #observando alguns cabelos de sua filha no chão e observando desconfiado o brilho no olhar das duas#
Yoru: Nada não, papai... #levantando-se e indo até a porta#... Estávamos apenas conversando sobre trabalho...
Eriol: #balançando negativamente a cabeça e sorrindo# Vocês duas realmente se excedem quando ficam conversando sobre as estórias que criam... #abraçando Yoru com o braço que não prendia a cintura de Miaka# Como eu sei que vocês vão acabar ficando horas aí, vou levá-las agora mesmo para a mesa...
Miaka: #acompanhando o marido, sabendo que sequer adiantaria tentar soltar-se# Só estávamos falando sobre a enrolação nos enredos, querido...
Yoru: #ficando mal-humorada#... Coloca enrolação nisso... ¬.¬
Eriol: Mas é isso que dá graça às estórias de vocês... A criatividade que vocês tem para criar tantas coisas em torno de um mesmo grupo de pessoas... Acho que nem eu conseguiria fazer algo assim.
Miaka: #cutucando-o# Modesto como sempre, não é, senhor Hiiragizawa?
Eriol: #sorrindo, brincalhão# São seus olhos, querida... #beijou-a por alguns segundos#
Yoru: #ficando envergonhada por ainda ter um dos braços do pai em torno de seu ombro, enquanto ele beija a mãe# Hei, você dois... Mais respeito, tem criança na sala... #comentou brincalhona depois que os dois se separaram arrancando risadas#...
Miaka: Docinho, não há motivos para ficar envergonhada... Afinal de contas, não é como se você nunca tivesse feito algo parecido. #riu ao ver a filha ficar envergonhada#
Eriol: Apesar de que, você fica uma gracinha vermelhinha desse jeito. #apertando as bochechas de Yoru#
Yoru: #ficando ainda mais enrubescida#... Ha-Ha-Ha... não teve graça... #abaixando o rosto para tentar esconder a vermelhidão#... Vamos jantar logo... Porque eu estou com fome!! #se soltou do pai, e correu corredor afora até a sala de jantar#...
Miaka: Ela é realmente uma preciosidade, não é? #virando-se para o amado, vendo-o fitá-la com os olhos brilhantes#
Eriol: Você é um tesouro... O meu tesouro... Que trouxe toda a alegria para a minha vida, inclusive nossas preciosidades, que estão esperando-nos na sala... #beijou-a, dessa vez de forma mais envolvente#
Miaka: #recuperando o fôlego# Sempre me cortejando... Quantas vezes vou ter que repetir que já sou sua?
Eriol: Só estou dizendo a verdade... Agora vamos antes que a comida esfrie... #oferecendo um braço para a esposa#
Miaka: #entrelaçando seu braço no dele# Está bem...
#FIM#
Muitíssimo Obrigada a:
Felipe S. Kai, Diu Hiiragizawa, Pety, Nelly Chan, Lan Ayath, Rosana (Tia-Avó-Revisora-Oficial-Mente-Brilhante), MeRRy-aNNe, Yume Rinku, Pequena Dama, Patty Sayuri Suyama, Dani Glatz, Cherry-Hi, Marjarie, Violet-Tomoyo, Rafinha Himura Li, M. Sheldon, Camille, Miaka Hiiragizawa, Kaho-chan, AnGeL nAnDa, Yüükï nö Äïmïchï... Um beijo especial para Kath Klein e pra minha maninha Cris-chan!!
Já enrolei demais aqui...
Até o próximo capítulo.
Yoru.
Re-postado em 25/01/2007.
Bem, eu sempre fico em dúvida se posto SDN original antes ou depois do reeditado... o.ò Mesmo que estejam ficando bastante distintos, ainda há algumas situações muito semelhantes... e eu fico com medo de estragar a surpresa para quem está lendo o reeditado... o.ò
Para evitar problemas, vou postar junto... É a vida...
Beijinhos.
Yoru.
