A Guarda-Costas
Disclaimer: A história não pertence a mim, é da Naobi Chan que me permitiu a tradução. Os personagens aqui citados pertencem a Stephenie Meyer.
Sinopse: Edward Cullen, o presidente de uma importante companhia, está ameaçacado de morte, contacta uma empresa de segurança e eles lhe enviam sua melhor guarda-costas: A agente Bella Black.
Capítulo 10 – Aproximação
Uma semana depois, Bella estava no refeitório da empresa, enquanto Edward estava a algumas mesas de distância dela conversando com alguns acionistas. Bella não tirou os olhos de cada um dos seus movimentos, mas na verdade fingia ler um livro enquanto esperava seu noivo terminar o trabalho e ir para casa.
Bella não podia tirar olhos de Edward toda vez que ele passava a mão pelo cabelo bagunçado, ou coçava o queixo, sorrindo de lado. Bateu-se mentalmente por pensar dessa forma. E prometeu e jurou que se fixava tanto nele, porque era o trabalho dela e estava levando isso muito a sério, não havia outro motivo oculto. Nada.
Depois de alguns minutos, Edward disse adeus aos homens que ele estava a negociando e foi a Bella com um pedido de desculpas em seu rosto. Ele se sentou ao seu lado e suspirou.
— Emmett vai estar aqui na próxima semana? – Ele perguntou sem levantar o olhar.
Bella deixou o livro que estava fingindo ler de um lado e olhou para Edward fixamente.
— Sim… é seu trabalho… Algo errado? – perguntou com cautela.
— Eu tenho que ir viajar, então eu suponho que você venha comigo – Edward disse olhando em seus olhos – afinal, eu não gostaria de deixar minha família sozinha.
— Sim… eu entendo, — Bella disse sem nenhuma emoção na voz dela – Aonde nós vamos?
— A Espanha – Edward disse – você amar, é um belo país.
— Eu estou indo a trabalho… não para turismo – Bella disse secamente.
Edward ficou com uma carranca. Não entendia Bella, por vezes, deixava para trás a parede impenetrável ao seu redor e mostrava como ela era, especialmente com Emmett, era brilhante, divertida, alegre… doce. Em contrapartida em outros, como nesta ocasião, Bella se tornava hostil e eficiente em seu trabalho que tanto o desconcertava.
Edward não podia lidar com ela quando se mostrava tão distante, quando se fechava para si e não podia ver até mesmo um vislumbre de sua verdadeira personalidade.
Mas Bella estava assustada, ela se sentiu vulnerável diante Edward. Sentia que se mostrava como era realmente isso seria ruim para ela. A melhor coisa era se mostrar fria e distante, marcando a distância entre patrão e empregada. Entre civil e agente da lei. Não poderia e nem deveria passar essa linha fina entre eles. Ela já tinha cometido o erro de mostrar-se vulnerável na festa quando Leah perguntou por Jake.
— Quando vamos? – Ela perguntou de novo, sua voz fria.
— Amanhã – disse Edward, ainda atordoado – então é melhor ir para casa fazer as malas.
Sem esperar por qualquer sinal ou outra palavra dele, Bella se levantou e começou a caminhar em direção à saída, fazendo com que Edward estivesse atrás dela.
Na manhã seguinte, ainda era cedo quando Bella estava lutando no meio da escada, tentando descer sua mala. Maldições escavam descontroladas de seus lábios, mas essa maldita mala rosa que Alice insistiu em encher a noite se resistia em se mover como Bella queria, então ela foi duas vezes mais difícil de carregar para baixo.
Em um ataque de infantilidade, teimosia ou como quiser chamar, Bella abandonou a mala e chutou com raiva. A mala foi cambaleando por alguns segundos para terminar de rolar pelas escadas, sendo perfeitamente colocada ao lado da porta com um baque.
— Quando a força não funciona… temos de recorrer a toda nossa engenhosidade – disse Edward divertido com a cena que testemunhou.
Bella reuniu toda a sua dignidade e levantou o queixo, em seguida, desceu as escadas, fazendo soar os saltos batendo o mármore polido. Edward, mais uma vez, não pode evitar olhar para os pés e os tornozelos, os saltos seriam sua ruína, mas não qualquer saltos, era só os que Bella usava, tinha tentado olhar para quase todas as funcionarias do escritório que usavam sapatos deste tipo, e nenhuma tinha despertado nele o mesmo sentimento que sentia quando olhava para os pés de Bella. Ele suspirou e desceu as escadas entristecido, não sabia o humor que teria estes dias, esperava encontrar a Bella divertida e confiante, não a guarda-costas profissional.
Quando estavam no aeroporto Edward imediatamente foi a uma porta privada, à qual Bella interceptou o andar.
— O que foi? – perguntou Edward confuso.
— Nosso portão de embarque é aquele – disse a porta a uns metros de onde eles estavam.
— Não – disse Edward com segurança – ontem avisei que preparassem meu jatinho e é por essa porta aqui – apontou para a porta a alguns passos deles.
— Mudança de planos, — Bella disse sorrindo com orgulho – Eu liguei para o aeroporto e reservei dois bilhetes de primeira classe para Madrid, sai em cinqüenta minutos, então é melhor que peguemos quanto antes.
— Que...? – Edward perguntou atordoado, incapaz de esconder sua surpresa – por que você fez isso?
— Quantos na empresa sabem que ia realizar essa viagem hoje? – Bella perguntou.
— Todo mundo, são negociações importantes – respondeu Edward o mais obvio.
— Exatamente, e se você se lembrar de algumas cartas… o melhor é prevenir, a pessoa por trás dela tem muito dinheiro e pode comprar qualquer um, entre eles os mecânicos do aeroporto – disse Bella.
— Tudo bem – disse Edward ainda assimilando suas palavras.
Embarcaram no avião logo após a decolagem e Bella caiu rapidamente dormindo. Desde a noite da festa havia se remexido em pesadelos, ela acordava encharcado de suor e respirando com dificuldade. Voltava a reviver uma e outra noite a morte de Jacob, vi-o cair entre o tumulto, ela se viu correndo em sua direção e abraçando-o fortemente, na tentativa vã de que algum resquício de vida permanecesse em seu corpo. Mas era só um corpo… Jake estava vazio, os olhos já não brilhavam, seus lábios não se curvaram em um sorriso… e o coração de Bella morreu com ele no mesmo momento.
Edward observava Bella dormir completamente fascinado, nunca tinha visto esse lado dela. Ela sempre estava tão correta, mesmo quando estava conversando com Emmett, Bella sempre tinha uma fachada para manter. Mas agora, dormindo ao lado dele, parecia outra pessoa completamente diferente. Estava corada, seus lábios entreabertos deixando escapar sua respiração, de olhos fechados as pálpebras quase translúcidas, os cabelos desgrenhados e amarrados em rebeldes ondas… parecia completamente diferente de como era sempre.
Bella endureceu de repente em seu sono, Edward olhou para ela com a testa franzida e decidiu monitorar todos os seus movimentos. Bella começou a girar no seu lugar, sua respiração tornou-se bastante agitada e no lugar de respirar parecia que buscava o ar. Edward ficou chocado e tentou acordá-la, não conseguiu, Bella se tornou ainda mais nervosa e tentou atingi-lo.
— Não! – quase gritou fazendo que os belos braços de Edward se tornassem como garras – Jake não!
O entendimento golpeou Edward como um martelo, Bella estava sonhando com seu marido morto. Longe de ter superado a morte, ela revive dia a dia, e estava prestes a apostar que havia piorado desde o dia da festa, quando seus sentimentos vieram à tona.
Edward se aproximou de novo tentando acordá-la, sacudiu seus ombros vigorosamente até Bella abriu os olhos e parecia assustada.
— O que foi? – perguntou com a voz entrecortada enquanto se reacomodava em seu lugar e tentava colocar algumas mechas de seu cabelo dentro de seu rabo de cavalo.
— A aeromoça queria saber se você queria alguma coisa para comer – Edward mentiu, sentindo que se ele contasse a verdade ela se sentiria envergonhada pelo pouco que ela gostava de mostrar seus sentimentos.
— Eu não quero nada – disse com a voz estrangulada – obrigada.
Edward ficou em silêncio o resto da viagem, olhou de soslaio enquanto Bella acenou com a cabeça, tentava não dormir, aparentemente se recusou a voltar a dormir novamente e ter um pesadelo em frente a Edward.
Era quase meia-noite na Espanha quando eles desembarcaram em Madrid, e Bella mal conseguia manter as pálpebras abertas, oscilava ao lado de Edward, e ele ria entre dentes e tentava orientá-la discretamente, sem que ela percebesse, para não tropeçar em nada nem ninguém. Quando chegaram no seu hotel em La Castellana, Bella estava tão sonolena que só percebeu que em vez de manter quartos separados, Edward tinha uma suíte de casal em seu nome.
Quando eles entraram nesse luxuoso quarto Bella caiu na cama e enterrou a cabeça no travesseiro abandonado-se a um prazeroso e necessitado sono. Edward ficou olhando por alguns minutos e depois virou-se para tomar um banho e dormir também, estava exausto.
Era quase três horas quando com uns gritos ensurdecedores Edward acordou, deixou a cama em um salto e entrou no quando onde Bella dormia como um tiro. Ele a viu deitada na cama, enrolada entre os lençóis e chorando. Quebrou o seu coração ao vê-la naquele estado e não poderia suprimir o desejo de aproximar-se dela e tentar acordá-la do conforto.
— O que aconteceu? – perguntou Bella em um sussurro com voz rouca enquanto sentava na cama.
— Estava gritando – disse Edward com prudência – Você está bem?
— Sim... – disse ela atordoada – Só foi um pesadelo.
— Precisa de algo? – Edward perguntou de novo.
Bella balançou a cabeça ainda sentindo o aperto no peito, seus pesadelos eram tão reais, poderia jurar que podia sentir o cheiro do sangue, que podia sentir seu estômago estava agitado e começava a ver embaçado por causa do cheiro de óxido e sal daquele líquido vermelho tão característico. Um arrepio percorreu sua espinha.
— Tem certeza que está bem? – Edward insistiu.
— Sim... – respondeu vez com a voz fraca, começando a chorar contra sua vontade.
Edward colocou seu braço sobre os ombros e puxou-a contra o peito, parecia tão vulnerável e carente que ele não podia controlar. Bella sentiu-se confortada com aquele abraço, nem mesmo o abraço de Emmett a fazia sentir desse jeito. A sensação era tão agradável e tranqüilizante ao mesmo tempo.
Bella deixou de chorar pouco a pouco, mas Edward não deixou ir, ele gostava de tê-la em seus braços, por uma vez era ela a protegida, e não ao contrário, ele gostava dessa atitude de macho protetor. Nunca havia tido que mostrar-se vulnerável diante alguém, só Bella conhecia seu rosto mais frágil, e agora era ele que a consolava em momento difícil. Isso o fez se sentir um pouco mais poderoso, mas ainda que não reconhecesse nunca, pelo menos por agora, ele adorava a sensação de deixar sua vida em suas mãos, nas mãos de uma mulher pequena e aparentemente frágil.
— Ainda não superou – ele afirmou.
Bella suspirou contra seu peito.
— Não sei do que diabos está falando – sussurrou com voz rouca.
— Do seu marido... ainda dói e já passaram quase dois anos – disse Edward endurecendo seu aperto ao redor dela.
— Não fique agora em plano paternalista – ela se queixou – muito obrigado por ter estado aqui quando eu precisei, mas já me basta com Emmett para escutar os conselhos que não posso seguir.
— Eu não queria ser intrometido – desculpou-se Edward – Mas… você já pensou em ir a terapia ou algo semelhante? Eu sei que a morte de alguém que você ama é difícil, mas se você ver isso... deve ser mais complicado.
— Não tem idéia – ela bufou – Mas já fui a terapia durante meses e não serviu para nada.
— Isso é porque não foi com um profissional adequado, eu conheço alguém...
— Não vou a terapia, assim que não perca seu tempo – Bella o cortou.
— Como quiser... certamente é agradável acordar gritando na metade da noite – disse Edward encolhendo os ombros.
Eles ficaram em um confortável silêncio por alguns minutos, Bella ainda estava encostada no peito de Edward, e esse tinha os braços em torno de sua figura esbelta.
— Eu…? – Edward parou quando pensou melhor no que ia perguntar... seria demasiado indiscreto e certamente para abriria velhas feridas e não estava disposto a vê-la chorar novamente.
— Você… o quê? – Bella perguntou, olhando ligeiramente para cima para ver o seu queixo.
— Nada… esquece isso – Edward pediu.
— Não – Bella endireitou-se – diga o que seja ou pergunte o que ia perguntar.
Edward suspirou, resignado, e olhou em seus olhos.
— Você pode me dizer como foi? – perguntou em um sussurro.
Bella deu de ombros pela dor por uma fração de segundo… falar sobre isso… uma vez mais… e nada mais e nada menos que com Edward… seu chefe… não. Nem falar.
— Por agora não – disse totalmente convencida.
— Por que? – perguntou Edward com a testa franzida.
— É algo difícil de lembrar… alem do mais, talvez mude sua imagem sobre mim quando souber – explicou Bella – quando acabar tudo isso, talvez eu conte.
— Isso pode ser muito longo – reclamou.
— Não… as coisas estão indo bem, será menos do que você pensa – Bella sorriu.
— Você está tão ansiosa para acabar com isso como eu estou? – Edward perguntou.
— Sim… a morte de Jake, em parte, também tem que ver com a mesma pessoa que está atacando você. Indiretamente, mas é sua culpa – disse Bella com o olhar perdido.
— Isso o converte em algo pessoal… é FBI permite isso no caso? – perguntou Edward confuso.
— Sim… ninguém sabe que eu sei… assim que é legal que eu esteja no caso. Me tiraram da investigação sobre a morte de Jake, porque era óbvio que eu era parente, mas dessa não podiam me tirar. Além disso, eu estou presa até a bunda na operação – Bella disse com um sorriso triste.
— Nunca relaxa? – disse Edward, e Bella o olhou interrogante – todas as conversas que temos sempre acaba em trabalho... é... é estranho – franziu a testa – não sei... o que faz para entreter? Eu te vi lendo livro, gosta de literatura?
Bella sorriu.
— Sim... se não fosse do FBI me dedicaria a isso – disse com melancolia.
— Qual seu autor favorito? – perguntou Edward com curiosidade.
Bella se recostou no peito de Edward, e ele a envolveu nos braços novamente. Eles embarcaram em uma longa conversa, na qual os dois deixaram um pedaço de sua alma, discutindo seus gostos, do que gostavam de fazer as coisas. Quando os primeiros raios de sol se levantam acima do horizonte, foi quando Bella deixou cair as pálpebras e voltou a dormir.
Edward suspirou e recostou-se na cama cobrindo-a um pouco com cobertores, ficou olhando-a e seguiu em um impulso de se deitar ao lado dela e puxou seu corpo de volta para ele. Amanhã iria lidar com a pequena ferazinha de Bella se isso fosse necessário, mas por algumas horas iria desfrutar de ter Bella indefesa e frágil em seus braços.
Bella frágil hun? Go Edward que tu consegue xD
Então... eu to fazendo um plano de postagem das fics para ver quantas vezes posto por semana... vou ver se posto essa duas vezes, aviso quando postar o 11
Obrigada pelas reviews, e comentem por favor.
Beijos
