Capítulo 08

O jantar de Natal estava animado e barulhento como acontecia em todos os anos. Gui, Fleur (e sua barriga de oito meses), Carlinhos, Percy e Penelope, e, por fim, Jorge vieram para o jantar, o que causou imensa alegria em mamãe. Ela tenta disfarçar, mas sei que sente saudade deles e, principalmente, de papai e Fred.

Jorge me falava sobre a Loja, quando eu, sem querer, derramei suco em Harry. Pode parecer estranho, mas não é de propósito. Quer dizer, eu não tenho culpa se sou um pouco descoordenada e estabanada. Já nasci assim...

Então eu peguei o guardanapo e comecei o processo de limpeza na camisa branca dele, que agora tinha uma enorme mancha de cor lilás (foi uma má escolha o suco de uva). Começou devagar, quase imperceptível, mas eu senti o chão tremendo, talvez porque já esperasse que isso fosse acontecer. Olhei para o lado e não vi nada, então ele tinha aprendido a me vigiar ficando invisível. E antes que o tremor aumentasse (estava ficando mais forte a cada segundo), disse:

"Mamãe, a senhora pode limpar a camisa do Harry?"

"Claro, querida." – disse.

"Tenho que ver uma coisa lá em cima. Com licença." – e saí em disparada para o quarto.

Tranquei a porta (da forma trouxa e mágica), joguei um feitiço silenciador básico e gritei:

"MALFOY!"

"O quê?" – ele nem se deu ao trabalho de me encarar, continuou de costas para mim, olhando para a janela.

"Só me fala por que você faz isso."

"Eu não fiz nada."

Sabe, isso me irritou. Não só o fato dele estar negando uma coisa que evidentemente só ele poderia ter feito, mas também o negócio de falar comigo sem nem se virar para mim.

Andei até ele e o puxei, com força, fazendo com que ele se virasse. E logo percebi que ele estava assustado com minha reação.

"Por que você faz isso?" – empurrei-o com força para a parede – "Por que tem que ser tão idiota?"

E por que, mesmo diante de tanta idiotice, eu estou apaixonada por você?

Claro que essa última parte não foi dita em voz alta.

"Eu odeio ter um bando de pobretões aqui, na minha casa. Além de uma sangue-ruim e do cicatriz."

"Não é sua casa, Malfoy." – falei um pouco magoada – "Não mais. Você está morto."

Ele me olhou com mágoa e então ficamos empatados.

Ele puxou meus braços com bastante força para um fantasma e me sacudiu com fúria.

"Eu te odeio, Weasley." – concluiu.

"Eu te odeio mais, Malfoy." – mesmo que isso fosse uma mentira descarada.

Ele me puxou com força e então pressionou os lábios frios nos meus. Arregalei os olhos e fiquei pensando em como uma pessoa conseguia ser tão bipolar. Quer dizer, ele estava me ofendendo num momento e logo em seguida me beija assim, como se fizéssemos parte de algum romance insano. Depois do choque inicial, desliguei a parte racional do meu cérebro que gritava para afastá-lo e me entreguei ao momento.

Não era um beijo romântico, era mais parecido com uma competição para quem fazia o lábio do outro sangrar primeiro. E se levarmos em conta que ele era um fantasma, a primeira (e única) a sangrar seria eu, mas isso não me incomodou.

Ele me empurrou, sem ser agressivo, mas com urgência, para a parede e pressionou o corpo junto ao meu, tornando tudo mais... ahm... intenso.

Da mesma forma que começou, acabou. Abruptamente. Quando alguma pessoa (nada) querida (naquele momento) bateu na porta.

"Gina?" – ouvi a voz da Mione do outro lado.

Não falei, ainda tentava recuperar o fôlego e a capacidade de emitir sons.

"Você está bem? Ouvimos uns barulhos e ficamos preocupados."

Enfim consegui andar e abri a porta.

"Oi." – falei, com a voz um pouco rouca – "Eu estou bem."

"O quê aconteceu, Gina?" – Mione disse, adentrando sem um prévio convite – "Você está toda descabelada, as roupas amassadas... meu Deus, olha, tudo da sua penteadeira está no chão."

"Ah, não foi nada, Mione." – falei – "Eu derrubei sem querer essas coisas."

"Você estava brigando com alguém?" – ela perguntou, em tom de confidência – "Era o Malfoy?"

"Hm... na verdade não estava brigando, só estávamos tendo uma conversa calorosa." – nem me fale – "Mas está tudo bem. Sério."

Ela me analisou durante alguns instantes, depois arrumou tudo com um toque de varinha, andou até a porta e quando achei que, enfim, ela iria embora, disse:

"Espero que não esteja mentindo." – e saiu.

E eu não estava mesmo.

Quer dizer, mentindo.

Apenas omiti o fato de que estava beijando um fantasma.

Um fantasma que, por acaso, era Draco Malfoy.

Ela não ia entender se eu falasse a verdade.

Não mesmo.

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A Mediadora: Uma Nova Versão

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Então as férias acabaram e eu nem percebi.

Parece estranho, mas os dias começaram a passar mais rápido após o Natal.

Com o término das férias, Ron, Mione e Harry tiveram que voltar para a Escola deles e só posso dizer que a despedida foi muito ruim, principalmente porque minha mãe chorava e apertava os três com muita força.

Mas, sinceramente, eu não tinha tempo para pensar na volta às aulas e nem na partida dos meus amigos. Porque a única coisa que conseguia pensar era o beijo entre Draco e eu.

E, claro, o motivo pelo qual ele ignorava a ocorrência do fato.

Depois daquela noite, ele mudou. Agora só aparece de vez em quando, fala comigo (sem me encarar) e dá carinho para o Picolé.

E eu? Será que eu também não preciso de uns carinhos?

E outra: por que ele estava me ignorando? Será que tinha sido tão ruim para ele que era preferível nem falar no assunto?

"Srta. Weasley" – ouvi uma voz distante falar – "Srta. Weasley!"

Olhei para a pessoa que insistia em falar comigo e vi a Profa. Sprout, me olhando com raiva.

"Vinte pontos a menos para a Grifinória." – falou ríspida – "Detenção, hoje, às 18hs."

E foi assim que eu percebi que já estava na Escola e que o semestre já estava a todo vapor.

O pior de tudo foi ter logo uma detenção. Por acaso eu não merecia uma segunda chance? Quer dizer, até os criminosos têm uma segunda chance!

Depois disso tentei esquecer Draco e comecei a me concentrar nas matérias, o que foi um saco, sabe. As matérias parecem mais difíceis do que antes e mesmo que eu quisesse ser auror não ia dar, não mesmo.

Então, às 18hs, em ponto, fui para a sala da Profa. Sprout. Bati na porta e ela disse:

"Entre, Weasley."

Obedeci e, depois de fechar a porta, sentei na cadeira que ela tinha me indicado.

"Por que você estava tão perdida na aula, Weasley?"

"Ahm... sono." – menti e dei um sorriso amarelo.

Ela me avaliou durante alguns instantes e depois concluiu:

"Espero que na minha próxima aula, a senhorita esteja com mais disposição, pois não vou tolerar esse tipo de coisa. Mesmo sendo você a filha do Ministro." – eu arregalei os olhos e já ia responder, quando a (nem um pouco) distinta professora continuou – "Sua tarefa é fiscalizar a detenção de outro aluno. Sei que essa é minha função, mas hoje estou ocupada demais e não irei supervisioná-lo. Confiarei em você, Weasley."

"Ah... pode deixar, Professora."

Saímos da sala dela e fomos até a Estufa três, onde um garoto baixinho, de óculos e com aspecto assustado nos esperava.

"Este aqui é o Kerr." – falou para mim – "Kerr, esta é a Weasley. É ela quem ficará supervisionando sua detenção de hoje."

"E o que devo fazer, Professora?"

"O mesmo de sempre... cuidar das plantas, Kerr... o que mais poderia ser?" – respondeu, ríspida, abriu a porta e nos empurrou para dentro – "Volto às nove." – e foi embora.

Arre! Que gênio!

O garoto, que parecia ter, no máximo, quatorze anos, foi até a mesa da professora e pegou os materiais que seriam necessários para cuidar das plantas. Eu sentei numa das cadeiras e, já entediada (antes mesmo de começar), falei:

"Qual seu nome?"

"Adam." – falou sem me encarar.

"E o que você fez? Pelo que entendi, já é normal para você ter detenção."

"Não fiz nada." – disse ainda de costas.

Nossa, que antipático.

Já ia revidar a grosseria quando apareceu alguém na sala.

Sabe, alguém que não deveria estar lá.

E o mais estranho não era isso, quer dizer, já estava acostumada a receber esse tipo de visita, mas o garoto também estava vendo. Eu sei disso porque ele olhou para o homem e falou, baixinho:

"Vá embora."

O homem o olhou triste e eu levantei da mesa.

"O quê você deseja?" – perguntei firme, sobressaltando o garoto e o fantasma.

"Você também pode me ver?" – o homem-fanstama disse.

"Você também pode vê-lo?" – o menino disse.

"O que você quer?" – perguntei para o fantasma.

"Ainda bem! Pensei que não conseguiria fazer meu último pedido!" – ele revirou os olhos – "Preciso que você fale com minha mãe e..." – então ele me deu todos os detalhes sobre o que fazer, depois de prometer que faria no dia seguinte, o fantasma foi embora.

"Você também os vê?" – o garoto perguntou.

"Sim... qual o problema?" – perguntei indiferente. Ainda estava chateada por ele ser tão grosseiro.

"Isso não é normal!" – exclamou, desesperado.

"Não é mesmo." – falei calma – "Mas não precisa molhar a cuequinha por causa disso, Adam."

"Você os vê há quanto tempo?"

"Há dois anos, quase três." – suspirei – "No começo foi difícil, falei para meus pais e acabei internada no , mas depois aprendi que o primeiro mandamento de ser mediadora é: mantenha isso em segredo."

"Mediadora?"

"Sim... mediadores é o que nós dois somos." – falei – "Nós podemos ver e falar com fantasmas e ajudá-los a seguir em frente." – e se eles não quiserem ir, nós metemos a porrada, mas não disse isso em voz alta.

"Então eles só querem fazer um último pedido?"

"Isso." – às vezes eles querem nos matar, mas também não falei isso em voz alta.

"Nossa... eu os vejo há anos, mas nunca entendi porque me apareciam. Falei com meus pais, mas eles me levaram ao médico, pensaram que tinha enlouquecido, por isso nunca mais falei sobre isso com eles."

Pais... sempre iguais, só mudam de endereço.

"Então é por isso que você está encrencado?"

"Sim... esse homem estava me aparecendo há meses, mas não conseguia saber o que ele queria."

"Hm... agora você já sabe." – sorri – "Tudo bem, vou ajudá-lo."

E então, com o auxílio da minha varinha, cuidei de todas as plantas, o que causou uma certa desconfiança na Prof Sprout, mas ela preferiu ignorar o meu flagrante auxílio mágico ao garoto.

"Então... você vai para casa?" – Adam perguntou, quando saímos da Estufa três.

"Sim... o motorista do meu padrasto já deve estar me esperando. E você?"

"Ah... eu fico aqui... com meu irmão..."

"Adam!" – uma voz atrás de nós disse e quase morri de susto quando vi Ben vindo na nossa direção – "O que você fez dessa vez? A mamãe não vai gostar nada."

"Vocês são irmãos?" – perguntei meio abobalhada.

"Somos." – Adam disse, agora mais simpático.

"Ei, Gina, desculpe por não ter te visto aí." – Ben falou sorridente – "Vejo que conheceu meu irmão. Ele não estava te importunando, estava?"

"Não." – falei, ainda assustada – "Eu e Adam somos amigos." – pisquei para o garoto – "Agora tenho que ir. Derek já deve estar me esperando. Tchau!" – e saí correndo para fora, onde encontrei o carro preto do Ministério à minha espera.

Quando cheguei em casa ouvi um pequeno sermão da minha mãe sobre responsabilidades e também a respeito da decepção que ela sentia por eu estar envolvida em detenções. Depois do que pareceram horas, ela disse, em tom mais brando:

"Querida, tenho uma coisa que acho que vai interessá-la."

Pisquei sonolenta e ela continuou:

"Você sabe que seu padrasto está querendo colocar uma piscina no quintal, não sabe?" – concordei – "Então, hoje os rapazes vieram começar o serviço e depois de cavarem boa parte do buraco, acharam isso." – ela pegou uma caixa amarelada – "Olhei e percebi que são cartas daquele rapaz, Draco Malfoy... para uma Pansy Parkinson e para um Blaise Zabini. Perguntei à Alan se essas cartas eram interessantes para o Ministério, mas ele disse que não, uma vez que os três já estão mortos."

"Posso ficar com a caixa?" – perguntei, rapidamente.

"Ah... claro querida. David me disse que você gostaria de ficar com ela. Só não entendi bem o porquê."

"Hm... eu conheci os três e até estudei com o Malfoy durante um tempo."

"Ah... então, pegue aqui." – disse e me entregou a caixa, sorte ela não lembrar que Draco era mais velho do que eu um ano, sendo impossível termos estudado juntos.

Subi quase correndo as escadas e quiquei até o meu quarto. Percebi, com alegria, que Draco e Picolé não estavam lá, por isso, eu podia ler as cartas descansada. Sentei-me na cama e abri a caixa. Peguei os pergaminhos já amarelados e comecei a ler. Parecia que Draco tinha juntado aquelas cartas como se fosse um dossiê... elas estavam organizadas por data e separadas em duas pilhas, a primeira tinha como remetente Blaise Zabini e a segunda, Pansy Parkinson.

O conteúdo era repetitivo. Ambos, inicialmente, parabenizavam Draco pelos serviços bem prestados ao Lorde. Depois, os dois ameaçavam o outro e indagavam se ele não seria um espião duplo-triplo. Ou sei lá o que isso signifique.

Além dessas cartas, havia um caderno onde ele falava sobre Maria, um elfo de origem espanhola, que o criara. Ah-ha! Era por isso que ele falava em outra língua! Espanhol! Como não percebi isso antes?

Tive o trabalho de ler tudo o que tinha no caderno, só para ter certeza absoluta de que ele não falava de uma garota. Eu sei! É tão, mas tão ridículo! Apaixonada por um fantasma! Não que ele seja um filhote de cruz-credo, pelo contrário. Ele é lindo, os cabelos loiros bem lisinhos e a pele muito pálida, os olhos azuis acinzentados e aqueles braços tão fortes. Eu sei que são fortes porque já tive uma amostra da força que eles têm.

"Weasley!" – ele disse fazendo com que eu desse um grito e empurrasse, rapidamente, a caixa para debaixo da cama. – "Desculpe... assustei você? Está tudo bem?" – perguntou preocupado quando me viu levantando do chão.

"Estou ótima, Draco." – falei, sentando na cama – "O que deseja?"

Ele me olhou confuso e disse, agora sim, preocupado:

"Você está mesmo bem?"

"Ah, Malfoy não seja idiota. Eu estou ótima!"

"Agora sim. Essa é a mi... essa é a Weasley que eu conheço."

Estou sonhando ou ele ia dizer MINHA?

Ai Meu Merlim!

"Cadê o Picolé?" – falei, sem graça.

"Seu irmão, David, está com ele." – respondeu, meio sem jeito – "Então... novidades na Escola?"

Aproveitei para falar sobre Adam e seus poderes, isso ajudou, só um pouco, a nos deixar mais à vontade. Depois, Draco se despediu e foi embora, assim pude, enfim, me deitar e sonhar com ele.

Então fechei meus belos olhos cor de mel e comecei a pensar em um lugar feliz, onde Draco e eu corríamos de mãos dadas, na direção do horizonte, felizes, apaixonados. Até que senti algo em minha garganta, algo frio e letal. Abri os olhos e encontrei uma faca no meu pescoço e quem segurava a faca era Pansy Parkinson, enquanto seu amigo, Blaise Zabini pressionava a mão na minha boca me impedindo de gritar.

"Agora, Weasley, não grite."

Certo, como se eu pudesse.

"Nem pense nele." – Pansy disse fria – "Entendeu?"

Concordei e ela continuou:

"Você vai dizer ao seu pai para não cavar mais o buraco no jardim. Entendeu, Weasley?"

Concordei novamente.

"Se ele continuar com isso, sua família vai sofrer... e nós iremos retornar."

Dessa vez pensei em Draco por um segundo e a louca gritou:

"Droga, Zabini! A vadia chamou o Malfoy!" – e os dois sumiram rapidamente.

"O que houve?" – perguntou.

E eu não consegui falar, porque comecei a chorar. Oh Meu Merlim, que horrível!

"O que foi? Quem esteve aqui?" – ele sentou na cama e segurou meu rosto com delicadeza.

"Ninguém..." – falei.

"Gina..." – ele me olhou com cuidado – "Eu sei que tinha mais gente aqui... senti duas pessoas... quem eram?"

"Ninguém." – sequei as lágrimas e falei – "Foi só um pesadelo."

Ele me observou durante alguns minutos depois soltou meu rosto.

"Tudo bem." – levantou-se – "Mas se precisar de mais alguma coisa... estarei por perto." – e sumiu.

E eu soube que nunca mais conseguiria dormir novamente...

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A Mediadora: Uma Nova Versão

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No dia seguinte estava preparada.

A primeira providência foi mudar de quarto. Como a Mansão Malfoy, agora Mansão do Ministro, tem novecentos milhões de quartos, pude escolher, livremente, qual deles ia ocupar a partir daquela noite. Escolhi um na Ala Norte, com decoração azul.

A segunda providência foi juntar algumas ferramentas tipo machado, martelo, marreta. Infelizmente foram as únicas armas que encontrei disponíveis.

A terceira providência foi pedir a Merlim que me protegesse de qualquer fantasma do mal.

E assim deitei na cama de casal e fechei meus olhos, murmurando baixinho "Me protege, Merlimzinho... por favorzinho...", até que senti a presença de mais alguém ali e num ato de coragem, peguei o machado e o apontei para o intruso no meu quarto.

Que por acaso era Draco Malfoy.

"O que você está fazendo aqui, Weasley? E com um machado?"

Ele me olhava num misto de susto, dúvida e divertimento.

Abaixei o machado e sentei na cama.

"Hm... quis mudar de quarto."

"O que aconteceu?" – perguntou, aproximando-se.

Não respondi.

"O que houve?" – ele segurou meu rosto e forçou que meus olhos o fitassem – "Fala."

"Nada, Malfoy."

"Tem alguma coisa sim." – ele disse e olhou para a minha cama – "Isso é um martelo? E uma marreta?"

"Bem... eu gosto de ferramentas." – falei idiota.

"Fale." – repetiu.

E então, sem aguentar mais, falei tudo sobre a visita de Pansy e Zabini e as ameaças deles.

"Acho que eles estão com medo de encontrarem seu esqueleto." – falei, depois de narrar os fatos.

"E qual o problema?"

"Você não entende?" – perguntei, quase chorando – "Quando acharem seu esqueleto, eles vão se tornar culpados por sua morte e você vai embora."

"Não vejo por que isso os incomoda. Eles estã mortos como eu." – ele tocou meu rosto e completou – "E eu não vou embora."

Então, sem avisar, eu caí no choro, parecendo uma bebezona. Ai que vergonha, mas o melhor de tudo foi que ele me abraçou.

"Não se preocupe, hermosa" – sussurrou – "Não deixarei que eles a machuquem."

"Promete?" – perguntei, olhando-o com adoração.

"Prometo." – sorriu e beijou minha testa, mais um pouco a baixo e ele acertava.

"Agora" – disse levantando-se e acabando com o contato visual – "Vamos para o seu quarto."

Cinco minutos depois estava no meu quarto, livre das ferramentas e do medo.

"Agora durma." – disse quando eu me deitei – "Ficarei aqui com você."

E quando acordei no dia seguinte ele continuava lá. Sentado na poltrona de sempre, lendo o Semanário das Bruxas e tentando não rir muito alto com os artigos tipo "Dez simpatias para arranjar o bruxo dos seus sonhos".

"Dormiu bem?" – perguntou quando me viu acordada.

"Sim, muito bem." – e sorri bobamente, enquanto meu cérebro gritava "Eu te amo! Eu te amo!"

Ri-dí-cu-lo.

"Ótimo. Tenho que ir agora. E você tem que se apressar para a Escola. De noite nos vemos." – e sumiu.

E naquela hora eu nem sabia que de noite eu não o veria... não mais.

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A Mediadora: Uma Nova Versão

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N.B.B.: Como assim eles não se verão?? Affe!!! Fiquei hiper mega curiosa!!! Continue logo, heim!!!! Senão vai ter!!! hahahahahaha!!! Amei esse capítulo!!!!! E que beijasso foi aquele!!! Oh-My-God!!!!!!!!!!!! Aquela pressão toda!! Uh-hu!!! Hahahahahaha!!!

Gentem, esse capítulo merece aquelas reviews de arrancar os cabelos!!!!!!!!! Afinal, foi um capítulo de tirar o fôlego!!!

Amo todos vocês!! \o/

Beijos!!

ChunLi Weasley Malfoy

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Nota da Autora: Oie, pessoas queridas.

Eu tinha muitas coisas para falar/escrever, mas esqueci tudo. É a velhice...só pode!

Hm... nespero que gostem desse, escrevi em meio à confusão que está minha vida, por isso não tenho muita certeza se está bom.

E o beijo hein? Saiu! \Escutando gritos de alelulia/ E próximo capítulo tem mais... ops... hihihi

Agradecimentos: Muito obrigada à vocês que mandam reviews! Somente o apoio de vocês me dá forças para continuar com isso.

ChunLi Weasley Malfoy: Melhorei a intensidade, mas você, que nem quer sempre mais, já queria que os dois "funfassem"... calma, mulher! Olha o núcleo faixa preta, tarja preta, caixa preta! Huahauahauahua Beijocas.

Oraculo: É, né... ele sabe ser fofo...hehehehe Beijos

Barbara Malfoy Cullen: "Dont worry about Harry." I said... ele voltará no final da fic... hihihi Tudo bem, querida, entendo que você é ocupada, mas quando der, me mande sugestões, elas sempre são boas para mim que ando tão sem vontade de atualizar/continuar com as fics. Beijos.

Danielle Malfoy Black: Olá, seja bem vinda! Se eu pudesse, daria um Draco para você, quando achar um te dou ok? Hehehehe Obrigada por ler outras fics da minha autoria... :) Beijos.

Misty Weasley Malfoy: Mulher, eu só te vejo no msn como ocupado. Que diaboéisso? Affs...Sim... o amor está no ar... ou não, quem sabe... Beijocas.

Vi Malfoy Cullen: Se quiser, posso betar sua fic! :) O outro mediador é conhecido sim, acho que você já pôde perceber quem é, né? Eu também queria alguém que desse ataques de ciúme por mim, principalmente se ele fosse parecido com Draco Malfoy. Hehehehehe Beijos.

Srtá. Felton: Mocinha, obrigada pelo envio de inspirações, acho que recebi, por isso postei rápido. Hehehehehe :) Espero que goste deste. Beijos.

Denii Brandon Malfoy: Pois é, e agora que ela tá apaixonada por ele? Hehehe As coisas vão ficar um pouco mais complicadas... Estou tentando não demorar tanto, mas por problemas pessoais não consigo postar semanalmente... sorry mesmo. Beijos.

Yu xD: Sim, tem alguns nomes iguais, mas na outra versão era pior, moça, tinha quase tudo igualzinho igualzinho! Hehehehe Ela desmaiou nos outros capítulos porque sofreu muito com a cruciatus, mas pode ser que agora a taxa de desmaio diminua, vamos ver... hehehe. Sim, eu quero um Jesse... I Love Jesse 4ever! Hahahahahahaha Beijocas.

Princesa Chi: Espero que tenha gostado desse beijo! Hihihi Ser escritora é dificílimo e o pior é que adoro isso! Quer dizer, o carinho do povo, as pessoas interessadas em saber qual será o próximo passo... mas cansa! Principalmente quando se recebe poucas reviews (eu sei, sou mercenária), ma fazê o kê, né! Huahauahauahua Saudade das suas fics... e espero que não demore muito a re-aparecer... hehehehe Beijocas.

Gente, é isso. Obrigada pelo carinho e por hoje é só!

Beijos,

Manu Black Black Cullen (por parte de Sirius, de Jacob e de Emmet \grita desesperadamente/)