Capítulo 9
Jasper
Minha mão agora segurava o pulso fino e frágil da garota. Eu sabia que com um pouco de força, eu poderia quebrá-lo, e me surpreendi que pegar em um ser humano sem machucá-lo era tão fácil. Por que Edward sentia sempre esse medo ridículo?
Isabella tremeu ao meu toque. Sua pele quente mandava pulsos elétricos para o meu corpo inteiro. De repente eu percebi que era gostoso sentir o calor de uma pessoa viva.
Mas as ondas de desejo me engolfaram de um modo que eu não consegui barrar. Meu corpo reagiu rapidamente ao que a humana estava exalando, ficando duro. Eu olhei para ela.
- Você está exalando desejo.
A careta de Isabella ficou visível, mas seu rosto corou rapidamente com minhas palavras, fazendo seu cheiro divino chegar ao meu nariz poderoso. Controle-se, Jasper. Você não quer matar essa garota.
Diminui o aperto do seu pulso e Isabella recolheu sua mão rapidamente. Parecia com medo. Mas sua face estava fechada.
- Eu não tenho culpa de vocês serem uns malditos vampiros perfeitos.
Esse era o motivo da raiva? Eu sorri quando percebi que estava sem blusa, a centímetros de Isabella, e seu rosto se fechou mais ainda.
- Eu pedi para ver as cicatrizes, Jasper. Não precisava arrancar a blusa inteira, bastava levantar as mangas.
Isabella estava com raiva. Isso era de certa forma... excitante. O monstro dentro de mim começava a querer aparecer, e eu lutava contra isso. Infelizmente ele estava ganhando.
Aproximei-me da menina e seu coração respondeu no mesmo instante.
- Minha blusa estava encharcada, Isabella. E não minta para mim, você não odiou.
Eu estava amando jogar com a garota. Isabella ficou ainda mais vermelha e deitou-se na cama com raiva, puxando os cobertores para o corpo. Bingo.
- Eu quero dormir.
Ah, mas não quer não. E não ia mesmo. Não depois de Jasper Whitlock descobrir seu novo hobby. Jasper Whitlock? Merda. Isso não estava ficando bom.
- Não quer não.
Em questões de segundos, Isabella se sentava na cama com raiva. Passou as mãos pelos cabelos e colocou-os para trás, exibindo seu pescoço branco. Uma veia pulsava ali. Eu lambi os lábios.
- Pare com isso!
Saí do transe que estava e agradeci mentalmente a humana de ter quase gritado. Dois segundos a mais fitando seu pescoço e ela poderia estar morta. Isabella olhava para mim com receio. Seu corpo exalava insegurança, mas os resquícios do desejo ainda estavam presentes.
- O que você quer? Eu sou um vampiro, Isabella!
Inclinei-me automaticamente para Isabella e aproximei meu nariz do seu pescoço. A veia agora pulsava com mais força por causa de seu coração acelerado. Inspirei profundamente.
- E seu cheiro é divino.
Isabella finalmente conseguiu ter uma reação. Sua insegurança agora se transformava em medo e ela se desvencilhou e saiu de perto de mim rapidamente. Levantou-se da cama e caminhou em direção à porta.
- Vou descer. Não vou conseguir dormir mesmo.
Ela deu a volta no quarto para chegar até a porta, mas antes de dar seu último passo para alcançar seu objetivo, eu entrei no meio. Ela me olhou, seu rosto passando a mensagem que estava sentindo ódio, mas o que seu corpo mandava para mim contrariava completamente a mensagem que ela estava tentando passar. Excitação.
Minha mão alcançou facilmente a fechadura da porta. Eu a tranquei, pegando a chave e colocando dentro do bolso da minha calça. Eu achei que Isabella ia gritar, mas ela apenas empalideceu e correu seus olhos para onde eu havia depositado o objeto.
- Você não vai a lugar nenhum.
Ela fechou os olhos e trancou o maxilar. O coração ainda estava acelerado.
- Jasper, eu estou com fome.
Eu ri das palavras da humana.
- Não está. É impossível mentir para mim, Isabella.
Suas mãos agora estavam fechadas em punho, ela se virou para a cama e eu automaticamente agarrei seu pulso, tomando o cuidado de não quebrá-lo, mas o aperto era firme, e ela sentiu isso. Virei e puxei Isabella para perto de mim, fazendo seu corpo bateu contra o meu.
Foi o suficiente para meu monstro despertar completamente.
Eu corri meus olhos pelo seu corpo, ávido para relembrar minha visão pela manhã. Isabella continuava com o mesmo pijama. A calça de moletom, mesmo larga, deixava-a bonita, a blusa de malha era colada no corpo e um pouco curta, a mesma blusa que mostrava um pedaço de sua barriga. Mas meus olhos procuraram outra coisa. Seus seios estavam do mesmo modo que eu me lembrava. Os mamilos duros pressionavam a blusa, fazendo minha boca se encher de veneno.
Isabella estava estática. Eu busquei seus olhos com os meus. Os poços profundos e castanhos agora me pediam para continuar o que eu pretendia. Eu não pensei duas vezes, aproximei-me da humana e capturei seus lábios com os meus.
No momento em que o contato foi feito, meu corpo reagiu instantaneamente ao calor de Isabella. Ela estava travada, mas seu corpo exalava desejo e luxúria. Ela queria mais. Isabella já havia beijado decentemente na vida? Ao julgar pela posição de seu corpo, não.
Encaixei-me em Isabella e minhas mãos pegaram sua cintura fina, sentindo pela primeira vez realmente a maciez de sua pele. Ela tremia um pouco e suas mãos estavam pousadas no meu peito. A menina estava receosa.
Eu peguei suas mãos e as passei em volta do meu pescoço, no mesmo momento que abri minha boca e fiz força nos seus lábios, pedindo passagem para minha língua penetrá-la. Ela deixou. O corpo de Isabella amoleceu no momento que minha língua tocou a sua, sentindo o gosto divino que a humana tinha.
Elas faziam uma dança perfeita e minhas mãos agora corriam pela suas costas. Isabella pegou meu cabelo e o puxou delicadamente. Automaticamente, um rosnado leve saiu da minha garganta e a humana percebeu, quebrando o beijo no mesmo instante.
Eu abri os olhos para fitá-la. Isabella estava vermelha e ofegante. Eu não a culpava. Sabia que a garota nunca havia beijado assim. Ela deu dois passos para trás, a vergonha vindo dela assaltou meu corpo e ela mordeu o lábio, fazendo meu monstro se remexer dentro do meu peito pedindo por mais.
Era muito pouco.
- Acho... acho... o que você fez?
Eu? Isabella agora culpava a mim? Isso era hilário. Sorri para a menina e dei um passo a frente, fazendo-a levantar a mão. Eu não me mexi.
- Fique onde está.
Engoli o veneno que havia acumulado na minha boca e respirei fundo. Isso não ajudou, o cheiro de Isabella entrou nos meus sentidos. Mas era um cheiro novo, tinha algo adicional ali. O cheiro de sua excitação. O monstro agora não podia esperar.
Acabei com a distância com mais dois passos. O coração de Isabella bombeava rapidamente o sangue. Uma irritação se fez presente na minha garganta, mas eu concentrei meu desejo em outra coisa. Os mamilos ainda estavam endurecidos e cada poro do seu corpo estava arrepiado. Os seios subiam e desciam de acordo com sua respiração descompassada. Eu me aproximei de Isabella e peguei sua cintura novamente, puxando-a para mim.
- O que... o que fizemos?
A preocupação da humana era tola. Eu sabia que a garota que agora eu desejava, era namorada do meu irmão. E eu sabia que eu era casado. Mas o monstro dentro de mim me implorava para esquecer aquilo no momento e continuar o que eu estava pretendendo fazer.
- A pergunta que você quer fazer, Isabella, é o que vamos fazer.
Ela tremeu levemente nos meus braços e eu sabia que se não agisse de forma rápida, a humana cismaria de me impedir, o que não seria algo bom. Beijei-a novamente, dessa vez com menos cautela. Isabella abriu a boca instantaneamente para deixar minha língua entrar, e eu não objetei.
O beijo agora era mais ávido, e a humana agora era menos cuidadosa. Suas mãos pegaram meu cabelo novamente, puxando-os com mais força. Um rosnado mais alto saiu da minha garganta e fez meu peito vibrar, mas ela não parou o beijo como antes.
Eu dei passos para frente e ela para trás. Ela bateu suas pernas na cama e se desequilibrou. Eu ajudei. Empurrei a humana para a cama e ela se deitou, os cabelos caindo pelo rosto e a respiração acelerada, assim como o coração. Deitei-me na humana, tomando o cuidado de não esmagá-la com meu peso, me equilibrando nos cotovelos.
Os seios de Isabella agora estavam colados no meu peito, e minha boca se encheu de veneno quando senti o calor saindo do seu centro e o cheiro da sua lubrificação chegando ao meu nariz. Fechei os olhos e respirei fundo, meu peito agora vibrando.
- Jasper?
Eu pisquei algumas vezes e olhei para a menina que havia me chamado. Tentei me controlar um pouco, mas meu membro estava duro demais, e meu desejo por seu sexo, competia com o desejo pelo seu sangue. Ela continuava a me olhar.
- Você está bem?
Eu sorri para Isabella. Realmente ela era única. Quem embaixo de um vampiro prestes a comê-la pergunta se ele está bem? Neguei com a cabeça e Isabella arfou.
- Não estou nada bem, Isabella.
Ela tentou se desvencilhar do meu corpo, mexendo-se e fazendo com que meu membro endurecesse mais. Eu a pressionei com mais força, jogando um pouco mais do meu peso em cima dela.
- E não vou melhorar até ter o que eu quero.
Minha boca capturou a sua novamente e dessa vez minhas mãos pegaram sua cintura com força, fazendo-a gemer. Mas eu sabia que não era de dor. Isabella emanava desejo. Seu corpo cedeu, amolecendo. Finalmente Isabella parara de resistir e percebera que seria impossível lutar contra meu desejo, e contra ao seu próprio.
Puxei sua blusa para cima, passando minhas mãos avidamente na sua pele quente e macia. Ela pegava no meu braço e depois corria as mãos pelo meu peito, que já estava nu.
Minhas mãos passaram por trás das suas costas e fizeram força para Isabella se levantar e se sentar na cama. Ela não dificultou meu trabalho, sentou-se na cama e eu me ajoelhei no chão, ficando de frente para ela. Subi mais sua blusa e a tirei do seu corpo, jogando-a para um canto do quarto.
Com apenas uma mão, abri o fecho do sutiã de Isabella e ela enrijeceu quando a peça de roupa caiu no seu colo. Eu me afastei e contemplei o que havia descoberto. Os seios não eram grandes, nem pequenos, mas de tamanho médio, perfeitos para minhas mãos. Isabella estava corada e eu conseguia sentir sua vergonha planando pelo quarto.
Aproximei-me dos deliciosos pedaços de carne e passei meu nariz pela pele, cheirando seu perfume. Mas eu queria outra coisa. Olhei para Isabella e minha língua saiu da minha boca e começou a contornar um dos seus mamilos, como se fosse projetada para isso. Eu havia confirmado o que eu tinha me perguntado durante dias.
O gosto de Isabella era tão bom quanto o cheiro. Era melhor que o cheiro.
Suguei com força o mamilo e um gemido saiu da boca da menina, ela fechou os olhos e tombou a cabeça para trás. Eu me levantei e espalmei minha mão no seu busto, empurrando-a de volta para a cama e deitando-a. Ela olhava para mim, os olhos fixos no meu corpo. Eu sorri.
Comecei a puxar sua calça lentamente. Cada pedaço de pele exposta fazia com que meu membro protestasse. Eu puxei mais rápido a calça e a joguei para o lado, olhando-a por inteiro. Isabella estava apenas de calcinha na minha frente.
Comecei a correr meus lábios por sua pele, fazendo-a arrepiar-se ao meu toque e hálito gelados. Fechei os olhos e senti o cheiro de sua lubrificação mais forte saindo do seu centro. Subi na cama e comecei a beijar seu pescoço lentamente, provando cada pedaço que eu poderia. Ela gemia e dançava debaixo de mim, encostando parte do seu corpo no meu membro de vez em quando.
Isabella não sabia o perigo que corria.
Cheguei ao meu objetivo. A calcinha de Isabella me atrapalhava, então eu rasguei o tecido com facilidade. Seu sexo pulsava e eu passei minha língua na entrada, provando o líquido mais particular que Isabella poderia me oferecer.
Era melhor que sangue humano.
Seu gemido agora fora alto e eu me lembrei de mandar mais algumas ondas de letargia para o chefe Swan. Eu não queria ninguém me impedindo no momento mais delicioso que eu estava tendo na noite. Eu seria capaz de matá-lo.
Isabella abriu as pernas e eu quase me descontrolei. Em vez disso, centralizei meu desejo inteiro no que estava na minha frente, começando a chupá-la no seu lugar mais sensível e fazendo as ondas de satisfação triplicarem. Isso estava ficando preocupante.
Afastei-me de Isabella e me levantei rapidamente. Ela me olhava com curiosidade, um raio riscou o céu, iluminando parcialmente o quarto. Eu desabotoei minha calça e a tirei do meu corpo, junto com o tênis, ficando apenas de cueca. Subi na cama novamente, indo em direção a Isabella, ela abriu as pernas para me receber, mas uma pontada de medo percorreu o meu corpo. Medo que ela estava projetando.
- Isabella, se quiser realmente fazer isso, tem que saber das conseqüências.
Era um blefe, Isabella querendo ou não, eu faria o que estava pretendendo fazer. Afinal, manipulação era algo familiar para mim. Ela arfava, mas mantinha as pernas abertas, e isso me convidava e me incitava ainda mais a continuar.
- Isso vai doer.
Suas pequenas mãos brancas passaram pelo meu rosto, a humana estava tremendo, mas conseguiu percorrer meu corpo chegando à borda da cueca e abaixando-a. Meu membro duro saltou e ela olhou espantada para ele. Reprimi um sorriso. Eu era bem dotado até para um vampiro.
Eu me livrei da cueca rapidamente e peguei meu membro, direcionando-o para a entrada de Isabella, olhei para a menina e respirei fundo. Meu membro entrou com facilidade na humana e ela fechou os olhos, mordendo os lábios. Uma onda de dor me atingiu, mas eu quase não senti. A dor de Isabella era fraca demais para neutralizar o prazer que eu havia sentido no momento que penetrei a garota.
Isabella era quente e apertada. Virgem. O monstro dentro de mim rugiu de satisfação, ele havia vencido, afinal.
Minha boca se encheu de veneno e eu olhei para a humana novamente, ela agora permanecia com olhos abertos e me fitava. Eu a deixei acostumar com a sensação. Isabella mexeu levemente o quadril e eu a senti, envolta de mim, cada músculo do seu sexo se contraindo e me engolindo. Acalme-se, Jasper.
Saí um pouco de dentro dela e a penetrei novamente. A dor de Isabella agora era menor e eu conseguia sentir uma pontada de prazer. Era isso. Comecei a fazer os movimentos lentamente e ela passou as pernas envolta da minha cintura, me puxando para seu corpo e fazendo com que eu entrasse por completo. Suas mãos capturaram meu cabelo e puxaram com uma força que equivalia ao seu desejo.
Quanto mais eu penetrava, mais Isabella o puxava. E quanto mais ela puxava, mais eu rosnava. Quanto mais eu rosnava, mais ela projetava seu desejo e prazer. E isso formava uma bola de neve deliciosa.
As estocadas começaram a ficar mais urgentes. Eu sabia que a humana não iria agüentar muito. Puxei-a para cima de mim, rolando na cama. Ela ficou por cima, estática. Isabella sabia que estava no comando, e eu não me movi de imediato, esperei que a menina perdesse a vergonha e tomasse o controle da situação. Ela começou a se mexer timidamente, mas as ondas de prazer que ela projetava me davam a certeza de que ela estava gostando do resultado.
Cada movimento que ela fazia, era um novo gemido que saía de sua boca e um rosnado que saía da minha garganta. Os movimentos de Isabella agora eram mais bruscos e menos tímidos. Enfim a humana perdeu a vergonha e se banqueteou com o que eu tinha a oferecer. Outro raio riscou o céu, iluminando seu pequeno corpo que dançava em cima do meu em busca de algo que ela nem sabia que existia, algo que ela nunca havia provado e sentido. Algo primitivo.
Seu instinto guiava seu corpo, fazendo-a se remexer divinamente, me dando uma visão deliciosa. A pele agora cintilava devido ao suor, alguns fios do seu cabelo grudavam no rosto e ela estava corada.
De repente as pernas de Isabella travaram-se e seu corpo se enrijeceu. Uma onda de prazer gigantesca inebriou meus sentidos e eu senti as paredes do seu sexo apertarem meu membro fortemente. Não demorou muito para eu conseguir chegar ao meu prazer. Eu tranquei meu maxilar para não cair na tentação de mordê-la e causar um estrago maior do que eu havia feito.
Despejei-me por inteiro em Isabella e olhei para a humana, puxando-a para um beijo mais calmo, mas não menos desejoso.
Isabella me provara as qualidades de um ser humano.
Isabella
Eu arfava, meu corpo inteiro estava tremendo, extasiado com a sensação que eu havia provado segundos atrás.
Eu inspirava longas golfadas de ar, buscando pelo oxigênio que meus pulmões haviam perdido no momento. Meu cabelo estava grudado no meu rosto e eu sentia meu corpo leve, mas cansado.
O vampiro que havia me proporcionado isso, agora me olhava divertido. Ele pegou minhas coxas que estavam apertadas em volta do seu corpo e me virou rapidamente, não saindo de dentro de mim. O corpo frio de Jasper fez pressão no meu e eu agradeci mentalmente por ter deitado e relaxado depois de tudo.
Mas eu não conseguia dizer nada. O que eu havia feito? Deus! Eu tinha namorado! Eu amava meu namorado. Mas quem estava dentro de mim agora não era Edward, e sim um vampiro mais masculino e... selvagem?
Eu olhei para Jasper cautelosa. Seus olhos estavam negros, mas começavam a voltar ao normal, tomando a cor dourada que sempre tinham. A boca aberta e a respiração, mesmo inútil, compassada. Seu hálito gelado chegava ao meu rosto, fazendo-me sentir o seu cheiro característico de hortelã.
Ele ainda estava dentro de mim. Eu conseguia sentir o líquido gelado saindo de dentro do meu corpo e o membro de Jasper pulsando. Mas o homem que agora estava deitado sobre mim parecia outro. Eu não o conhecia realmente. O meu cunhado que eu havia conhecido, parecia uma história antiga de anos atrás. Esse agora era um homem novo, como se a máscara do vampiro tivesse caído e um novo vampiro tivesse aparecido. Um vampiro que tinha desejo, e não pensava nas conseqüências até consegui-lo.
- Quem é você?
A pergunta saiu automaticamente da minha boca e eu senti o corpo de Jasper relaxar um pouco. Os olhos escureceram levemente, fazendo-os ficarem em um tom dourado escuro. Ele sorriu torto, as covinhas aparecendo novamente.
- Jasper Whitlock.
Jasper Whitlock? Ele não havia me falado que Jasper Whitlock havia morrido junto com seu passado?
Ele percebeu a confusão nos meus olhos. Seu sorriso sumiu brevemente. Jasper saiu de dentro de mim e meu corpo sentiu sua falta no mesmo instante. Eu me xinguei mentalmente. O vampiro se sentou na cama e passou as mãos pelo cabelo agora seco.
Eu puxei os cobertores para meu corpo, tampando-o de vergonha do que eu havia acabado de fazer. Isso não estava certo. Minha consciência estava pesada, mas meu corpo contrariava minha mente, e pedia por mais.
Jasper olhou para mim e seu sorriso havia voltado para seu rosto.
- Creio que você estaria abusando de mim, se eu lhe desse mais, Isabella.
Como ele havia adivinhado? Não era possível que meu corpo já estava emanando desejo. Parecia que Jasper que tinha o poder de ler mentes, e não Edward. Minha raiva se intensificou e o vampiro sentiu, virando-se para mim.
- Vá tomar um banho, Isabella.
Eu concordei com Jasper e me levantei da cama, sentindo o líquido gelado escorrer por minha perna. Peguei rapidamente minha toalha. Tentei abrir a porta, mas estava trancada. Bufei de raiva e escutei uma risada atrás de mim, perto demais. Fechei os olhos e tranquei o maxilar. Maldito.
- Jasper, eu realmente preciso de um banho.
O braço gelado do vampiro contornou minha cintura e eu me arrepiei, ele afundou seu nariz na mecha do cabelo que estava no pescoço e cheirou.
- Eu vou com você.
O barulho da porta se destrancando chegou aos meus ouvidos e eu me alarmei. Jasper era rápido, e me deixava lerda. Ele era envolvente. Eu nem tinha percebido que o vampiro estava com a chave na mão.
- Não vai não.
Uma segunda risada saiu da boca do vampiro e eu abri a porta com força. Os roncos de Charlie estavam altos e ele parecia dopado, como Jasper havia prometido. Caminhei em direção ao banheiro e senti uma presença atrás de mim.
- Jasper, saia daqui.
Uma mão fria pegou meu pulso com força e eu senti meu corpo se virando. Jasper me fitava sério, mas sorriu ao ver minha apreensão.
- Precisamos tomar um banho Isabella. Amanhã seu querido namorado vai estar aqui. Vampiros sentem cheiro de sexo a quilômetros de distância.
Engoli em seco, me lembrando que tinha um namorado. Jasper tinha razão. Mas eu não cederia com facilidade.
- Você pode tomar banho depois.
Ele deu de ombros e começou a me empurrar para o banheiro.
- Não vou perder isso por nada.
Filho da puta. Jasper era um monstro e eu não sabia. Eu travei meu maxilar e joguei a toalha em cima do vampiro, ligando o chuveiro e fechando a porta do box. O que não adiantou muito, já que ela era transparente. Jasper olhava cada movimento meu. Peguei o shampoo e joguei no meu cabelo, massageando-o. A porta do box começou a ficar embaçada. Eu agradeci pela água caindo no meu corpo, lavando os vestígios do sexo. Lavando o líquido de Jasper. Levando parte da minha vergonha.
Meus olhos se encheram de água quando minha mente foi assaltada por imagens que eu não gostaria de presenciar. Edward descobrindo o que eu havia feito. Jasper brigando com a família. Eu não queria perder nada daquilo que eu tinha. Como eu poderia dizer que amava Edward se eu havia transado com seu irmão? Como eu olharia para ele depois do que eu tinha feito?
As lágrimas agora corriam livremente pelo meu rosto, se juntando à água do banho. Eu funguei. Escutei a porta do box deslizando e um ar gelado percorreu meu corpo, para desaparecer um segundo depois quando a porta voltou a se fechar. O banheiro agora estava embaçado.
- Por que está chorando?
Uma raiva repentina assaltou meu corpo. O vampiro responsável pelo meu choro estava na minha frente, fazendo uma pergunta irônica. Eu olhei para o dono da voz e Jasper me olhava com olhos completamente dourados, o corpo nu, forte e perfeito, e os cabelos molhados. Meu desejo não conseguia deixar meu corpo, e isso fez com que eu me odiasse ainda mais.
- Seu filho da puta!
Minhas mãos começaram a bater no seu peito, mas era como tentar socar pedra. Meus pulsos protestavam, mas a raiva era grande demais para parar. Infelizmente Jasper não mostrou nenhum indício de que estava sentindo dor.
- Pare com isso, Isabella. Você só vai conseguir uma mão quebrada.
Os soluços ecoavam pelos azulejos do banheiro e meu corpo sacudia.
- Você arruinou minha vida!
Jasper riu e eu parei de bater no vampiro, convencendo-me de que não iria produzir nenhuma dor no homem. Saí do box, deixando-o para trás com o chuveiro ligado. Escutei a água parar de correr. Meu corpo tremia de ódio e frio. Eu peguei a toalha e a enrolei no meu corpo, mas quando dei meu primeiro passo, escorreguei no chão úmido e quase caí.
Braços fortes e gelados me envolveram. Eu tentei me desvencilhar do abraço de Jasper, mas ele me apertou. Comecei a dar socos novamente, mas Jasper me puxou para seu peito, fazendo minha cabeça pousar na sua pele. Eu comecei a chorar. Meu corpo amolecendo devido à dor que inundou meus sentidos. A dor na consciência. A dor da vergonha. A dor da traição.
Eu nunca mais seria a mesma. Eu nunca mais conseguiria esquecer o que eu havia feito.
Jasper havia me marcado.
Logo depois, entreguei-me à escuridão que me esperava.
