DE CRISÁLIDAS Y MARIPOSAS;
Disclaimer: A história não pertence a mim, é da Saranya.x que me permitiu a tradução. Os personagens aqui citados pertencem a Stephenie Meyer.
Sinopse: Bella é solitária e se esconde de todos, tem um amor platônico por Edward, lindo e sensual, mas ele precisa de aulas e recorre a ela, sem suspeitar que seu coração morto pode ser ressuscitado pelo toque de uma borboleta e não sabe como ela é frágil.
Capítulo 10
A manhã se estendeu por Forks, e o sol se levantou com seu pálido calor. Edward acordou sentindo a lânguida luz do dia contra seu rosto, havia esquecido de fechar as cortinas e a ampla janela lhe mostrava a fraca luz, porém chata. Ficou surpreso por ter dormido algo, não se deu conta do momento que perdeu a consciência da vigília para entrar no mundo de sonhos confusos e tediosos.
Tomou uma ducha fria, a água golpeava os músculos com força, enquanto ele tratava de tirar as sensações ruins da noite passada, se secou e buscou sua roupa apressado, nesse dia tinha prova no primeiro horário.
Pensou em Bella e em como havia amanhecido, em Tanya que com certeza dormiria com certeza graças a promessa que tinha feito, e em seu pai, que poucas vezes tomava a atitude de querer falar sério com ele, mas quando fazia era algo verdadeiramente sério.
Definitivamente o dia não começou bem. A melhor idéia era voltar para os lençóis e ignorar que tinha uma vida real. Não, melhor não, a noite foi torturante, não podia passar o dia igual.
Se vestiu rapidamente e lembrou da sua prova de biologia precisamente no primeiro horário da manhã. Bella iria? Claro que não, estava no hospital, pois esperava o resultado dos exames.
Desceu as escadas e foi para a cozinha, Esme como sempre antes de sair tinha deixado a cafeteira quente e ele ansiava por cafeína em seu organismo; lamentavelmente a perspectiva de um dia ruim se concretizou quando viu Emmett que o esperava encostado no balcão da cozinha, com o cenho franzido e os braços cruzados no peito.
— Bom dia – cumprimentou Edward, desconfiado.
— Bom dia – respondeu Emmett, com seu olhar agudo e carregado de reprovação.
Edward pegou a cafeteira e serviu café em uma xícara, ao sentir o aroma agradeceu mentalmente a Esme que sempre se certificava de não lhes faltar nada. Ele e Emmett se olhavam de soslaio sem falar, até que finalmente Edward rompeu o mutismo.
— Fale logo Emmett, se não fizer vai ter uma aneurisma – lhe disse cansado de esperar, tomando um gole que diluiu em seu corpo.
— Necessito saber quais as suas intenções com ela – respondeu Emmett, impaciente porém direto.
— Não te importa – contra-atacou com ousadia, bebendo da xícara novamente.
— Eu me importo muito. A beijou, você está interessado nela de alguma forma, deixe-me saber se você quer brincar com ela como faz com todas, ou se você realmente se importa.
Para Edward era estranho ouvir o tom de seriedade de seu irmão – geralmente brincalhão e alegre – era assustador no seu papel de sério e preocupado, mas não o suficiente para ir junto.
— Se quer respostas, me dê primeiro. Quais são as suas intenções com ela? Por que se importa?
— É minha amiga Edward. Não permitirei que faça mal a ela, que a use e a jogue de lado como algo inutilizável depois de ter se aproveitado.
— Claro, porque prefere que seja você a tirar proveito, porque anda atrás dela. – completou Edward tentando controlar sua raiva. – Se quer saber é se deixo o caminho livre, pois não, não está livre… É tão importante para você, como para deixar Rosalie?
— As razões pelas quais Rose e eu terminamos só incumbem a nós. Edward, Bella não merece ser magoada, eu não quero usá-la para alguma coisa, eu quero ganhar o seu afeto, porque ela merece ser amada, merece alguém que a respeite e admire, que a beije para satisfazê-la, não porque quer egoisticamente satisfazer a si mesmo.
— Emmett você está louco! Tem Rose, deixe o caminho livre para aqueles que não tem nada em suas vidas.
— Com Rose as coisas não estão funcionando…
— Claro que funcionam Emmett. Eu tenho isso claríssimo desde que está com ela, a olha como era antes de ser seu namorado e como é agora. Ela melhorou você, te deu perspectiva de vida nova e diferente, todos nós notamos. O garoto vazio e superficial que havia em você se foi deixando lugar para um homem cheio de alegria e um humor gigantesco, isso Rose te deu, não deve esquecer.
Emmett refletiu uns segundos, certo, Rose o havia presenteado muito, mas no final sua relação eram de brigas e cada vez que se irritava terminava, era insustentável.
— Sinto algo por Bella, por isso necessito que deixe claro suas intenções com ela, conhecendo você só penso que a quer na sua lista de conquistar que usa e joga fora, e esteja certo que não permitirei isso, ela vale muito mais do que você pensa.
— Por que você perde seu tempo com Bella, Emmett? Você mesmo disse que ela me ama. Se isso for certo as possibilidades com ela são minhas, não suas.
Emmett ficou furioso. Subtamente pegou Edward pela gola da camisa, o arrastou e colocou contra a parede.
— Maldito arrogante! – exclamou. – Ela te ama cegamente porque não te conhece nem conhece outras possibilidades, e eu lhe mostrarei que a perspectiva é mais ampla e que o único homem sobre a terra não é você. Deixará de te amar logo quando souber que tem, não mais, se não melhores opções.
— Emmett me solte, você pode ser mais forte, mas eu sou mais rápido e eu tenho mais capacidade, não me faça bater em você, nós podemos ter diferenças, mas você é meu irmão.
Emmett suavizou seu agarre, mas manteve seu olhar fixo ao dele, direto nos olhos.
— Se você machucá-la de alguma forma estarei aqui para cobrar isso.
— Se me ama como Alice e você disseram, mesmo tendo mais opções isso não fará a diferença. Por certo, mesmo que seja a melhor opção, eu não comparto.
Edward se sentia incapaz de deixar o caminho livre para Emmett, ou pelo menos deixá-lo tão fácil. Ele não entendia por que, estava certo de que a melhor coisa para ele, era ficar longe de Bella, mas assim mesmo sentiu que o mobilizava a ir contrário a Emmett e faria qualquer coisa para deixá-lo insatisfeito. Portanto, não poderia dizer que ele planejava fugir com ela. Se o seu plano com Tanya resultava, o faria, e não queria que seu irmão se aproximasse de Bella, se ele renunciava a ela Emmet também teria que fazer, ainda que não planejava que outro conseguisse algo com ela; a deixaria em paz, mas com a condição de que ninguém se aproximasse dela e pegasse o que era apenas seu, ainda que ele se abstivesse de pegá-la para sua própria segurança.
— Eu estarei atrás de você sempre, permanentemente e em cada passo que você dar eu vou estar vigiando, não vou deixar que a magoe, olha o que fez com ela um simples beijo, ela é frágil, é uma mulher sensível e você não se importou, e se a está incomodando, não permitirei irmãozinho.
— Está jogando um jogo que sabe de antemão que é perdido, Emmett, nunca jogue ao menos que tenha possibilidade de ganhar. Por que quer jogar nessas condições? Você mesmo me disse que ela me ama, e eu tenho as cartas ganhadoras.
— Aqui só quero que ganhe Bella. Nem você, nem eu, nesse caso e com só a possibilidade de ganhar.
— Só pense em Rose não vale a pena que acabe com uma relação tão importante.
— Isso é problema meu. E você só quer jogar para não perder pela primeira vez Edward, ela nem se quer é seu tipo, não te entendo, é estranho em você… me diga sinceramente, sente algo por ela?
Edward o olhou indeciso, sim, sentia algo por ela, mas não podia aceitar nem diante de si mesmo, muito menos diante de seu irmão.
— Não, não sinto nada – lhe disse finalmente e o coração se oprimiu diante da mentira.
— Então a deixe em paz – lhe disse Emmett transmitindo toda a sinceridade do mundo em suas palavras.
Edward o deixou sozinho sem responder. Agora estava mais confuso ainda, parecia por suas respostas que estava determinado a ter algo com Bella. Mas isso não era certo, essa menina lhe paralisava, o temor de ter algo por ela era abrasador e esmagador. Sem duvidas, tão pouco podia entregar a Bella na bandeja de prata a outra pessoa, ia mais alem de suas forças, se não podia ser para ele, tão pouco seria para qualquer outro.
Se sentia enlouquecendo, enquanto dirigia até a escola, tocava a ponte do seu nariz com os dedos para conjurar as confusões do eu cérebro, todo se havia tornado sumamente complexo. Pensou em que Emmett tinha razão, se ele não sentia nada por ela, por que simplesmente não a deixava em paz? Se sentia incapaz com essas sensações metidas em sua pele, e em seu cérebro, quem sabe depois de estar com Tanya e se recuperasse poderia dar carta branca a Emmett. Agora, não, não podia.
A jornada na escola não havia sido fácil.
Nem Bella, nem Alice apareceram, certamente porque continuavam no hospital, o bom era que ninguém na escola sabia sobre isso.
As garotas do clube de admiradoras do Edward se haviam exacerbado ao o ver só naquele dia e o seguiram e piscavam como cão fraldiqueiro.
Tanya estava exasperante, mas ele sorria e a beijava de vez em quando, dando um espetáculo em publico especialmente antes da prova de biologia e durante o almoço, porque devia mantê-la interessada na sessão de sexo a tarde. Mas isso custou ceder seus caprichos.
Mas o pior, o pior do dia foi Mike e James que o seguiam por uma chance para conversar e ele os evadiu, não queria absorver seu cinismo e para isso, pelo menos, Tanya tinha servido.
No entanto, no final da última aula de ginástica, inevitavelmente, foi encurralado contra os armários.
— Oi Cullen, um especialista em escapar de nós – James soava ressentido e brincalhão ao mesmo tempo.
— Não fujo, só que vocês são um pouco chatos.
— E agora que bicho te picou para que não pareçamos dignos de relacionarmos com você? – lhe disse Mike, com gesto ameaçante.
— Não é problema de dignidade ou indignidade, é que se tornaram extremamente pesados para toda a escola, e especialmente para mim. Por exemplo, James você esta se insinuando para minha irmã.
— Mas se ela que esta me provocando – respondeu James sarcasticamente – disse que não gosta dos garotos e pelo o que deduzo só gosta das garotas e desde esse momento é a protagonista das minhas melhores fantasias. Como acha que vou deixar de lado depois disso?
— Você é imundo James, como tem coragem de falar assim da minha própria irmã.
— Foi você que quis falar dela. Bem o certo que queremos saber como vai com suas "administrações" – disse fazendo aspas com as mãos. – Com Bella Swan. Te vimos trabalhando com muito entusiasmo, deve ter algum fruto.
— Não lhes importa.
— Claro que nos importa – se queixou Mike. – E mais, temos todo o direito de saber os resultados do que ardentemente foi promovido certo amigo? – deu um cutucão em James e sorriram sarcasticamente.
— Se eu contar me deixam em paz? E o melhor, deixam ela em paz?
Edward esperava fugir deles de maneira definitiva e para ele, mentir seria necessário.
— Eu sim, por minha parte, só quero saber se cumprimos com as garotas da escola como era devido, a todas, me sinto satisfeito. Não sei se Mike.
O referido ficou em silêncio.
— Bem continuou Edward tentando sorrir forçadamente – tudo pronto, missão cumprida.
— Você dormiu com Bella? – a incredulidade ganhava Mike, pois algo se quebrou dentro dele, a secreta frustração de que Bella havia aceitado Edward e não a ele, como primeira opção, ainda que tivesse sido sua idéia.
— Sim já – respondeu Edward com simples evasivas de olhares.
— Assim tão fácil? – Mike não saia do seu assombro.
— Por que ficou espantado com as já comprovadas habilidades do playboy numero um da escola? – perguntou James a Mike. – irmão te felicito.
Chocou as mãos com as de Edward com força expressando sincera admiração, mas se surpreendeu com a carranca de Mike, quem não pensou em sentir tanta opressão sobre o assunto que ele mesmo havia instigado. Esperava que valesse a pena o sacrifício de tê-la cedido a outro, para agora poder ter acesso a ela.
— Mike animação, agora que Edward pegou o que era seu tem toda a possibilidade de pegar os pedaços da garota, assim agora deve querer você mesmo que seja pouco, ou você não sabe Edward que Mike morre por pegar as sobras que você deixou? – gargalhou muito animado enquanto os observavam incrédulos.
Edward olhou para Mike com ressentimento. Estava entendendo bem? Mike queria os pedaços de Bella que ele havia deixado quebrados. Maldito cachorro vira-lata que se contentava com os restos de comida que caiam debaixo da mesa. Definitivamente sim Bella merecia muito mais do que isso. Tinha que espantá-lo.
— E quem disse que eu terminei com ela? Ela foi muito boa na cama e não vou soltá-la facilmente. – Nossa, como fluía isso dele mentir, ele mesmo se surpreendia.
— É sua… namorada? – perguntou Mike espantado.
— Não, mas eu a fiz minha, tirei sua virgindade e quero ficar com ela por um tempo… digamos… um tempo bastante longo – o gesto de Edward era arrogante, como se de verdade havia feito isso que ninguém antes havia alcançado.
— Esse não era o trato Cullen – exclamou Mike com fúria. – A idéia não era buscar uma namoradinha, e não acho que queira continuar com ela, ao menos porque te vimos beijando Tanya no almoço.
— Não teve nenhum trato Mike, o acordo foi fazê-la minha, o fiz e será até que eu queira, agora a deixe em paz maldito imbecil, ou terá que se ver comigo.
Edward queria que Mike lhe desse a desculpa perfeita para lhe dar um soco contra seu quase queixo torcido que só ele mesmo considerava perfeito.
— O que aconteceu Cullen? – disse James contundente – como é que ficou tão egoísta para não compartilhar seus bocados? Se Mike também a quer para o mesmo que você, qual o problema disso? Já compartilharam Jéssica muitas vezes como para que não estivessem acostumados. Alem disso não acho que quer conservá-la sabe por que? Porque ela não é o seu tipo, desses que pode exibir que contribua em aumentar ainda mais sua fama. Se é certo que estão juntos espero que seja seu par no baile de formatura, se é capaz de passear por ai com a garota tonta e sem graça, não sei o que vocês viram nela, eu vou acreditar o contrário, se chegar com Tanya ou outra, se chegar só ou não ir, simplesmente Mike e eu teremos uma conversa com o chefe da polícia e lhe contaremos como sua menininha foi deflorada e depois abandonada. Vamos ver se com isso conserva seu membro depois de um tiro.
— Maldito idiotas não tenho que provar nada.
— Pense o que quiser e fique atento às consequências, um dia depois do baile Charlie Swan vai receber uma visita nossa e estou certo de que irá nos ouvir.
Saíram deixando Edward com raiva, mas tentou acalmar-se. Que importava o que poderia dizer a Charlie Swan? Nada, se ele poderia pedir que o hospital fizesse na sua menina um teste de virgindade e que permanecessem como os maiores mentirosos da história. Ele esperava pelo menos ter assustado Mike para não se atrever a ter qualquer coisa com Bella.
Por que o queriam lembrar até a exaustão sobre Bella Swan, quando ele estava fazendo todo o possível para tirá-la de sua mente? Naquela tarde, ele podia, tinha a obrigação de fazê-lo, Tanya tinha que ser mulher o suficiente para fazê-lo esquecer tanto as idéias malucas que o agonizavam com essa estranha satisfação que sentia por ter mentido dizendo que ele tinha relações sexuais com ela.
Tanya o beijou com fúria, expressando toda a ânsia que continha que tinha acumulada desde a ultima vez que haviam tido sexo; com certa ferocidade introduziu sua língua na boca de Edward, que fez um grande esforço para corresponder, porque a paixão que tradicionalmente fluía não estava por nenhuma parte.
Quando senti a paixão febril de Tanya queria o calor e a doçura da paixão de outra menina, quando o seu corpo estremeceu contra o seu, ele só queria sentir outro corpo, outro cheiro, outra substância e tudo o que pode fazer sobre a sua saudade, era acariciá-la furiosamente para tentar sentir alguma coisa, mesmo que similar ao que ele sentiu naquele beijo com Bella.
De repente, ele a soltou e se afastou dela, com força, mas educadamente.
— O que foi? – Ela perguntou intrigada.
— Nada, eu quero. - Na verdade, a respiração de Edward parecia escassa, sentia que ele precisava de oxigênio.
— Desagradei em algo? Você esta estranho, nunca havia me afastado.
O rosto de Tanya refletia a perplexidade de suas palavras, tentou olhar dentro dos olhos verdes e indescritíveis que tinha a frente, mas ele se esquivou com habilidade. Se bem que a relaão entre eles era esporádica, seus encontros eram tão recorrentes que Bella queria conhecê-lo, até agora, que não encontrava explicação para seu comportamento; normalmente, desejava e tomava, sem mais voltas.
— Desculpe – se sentia incapaz de continuar, mas logo teve uma grande idéia para pdoer fazer isso – Tenho uma fantasia com você, não sei se pode…
Tanya imaginou que Edward havia inventado alguma perversidade muito agradável, sorria enquanto escutava, mas ficou perplexa ainda quando soube o que ele queria.
—... queria que seu cabelo cheirasse morangos, me fascina.
— Bem, minha irmãzinha deve ter algum shampoo com cheiro de morangos… mas que capricho é esse? Pareceria mais normal que quisesse algo pervertido e estou disposta, mas meu cabelo cheirando morangos? – parou perplexa. - Isso me parece disfuncional Edward, tem certeza que está bem?
— Se pode fazer diga e se não puder, irei atrás de uma que possa.
— Bem, lavarei meu cabelo, mas pelo menos quer fazer comigo? Vamos a ducha.
— Não, eu vou esperar aqui, e amarre seu cabelo em um coquei que eu possa soltar com facilidade.
Tanya deu de ombros e franziu a testa. Em seu histórico sexual havia satisfeito muitos caprichos de seus parceiros, mas nunca haviam pedido algo tão estúpido. Edward estava mais estranho do que pensava, olhou para um curto período de tempo tentar decifrá-lo, enquanto ele com o olhar pensativo e indiferente apoiou os cotovelos no peitoril da janela, com o rosto em suas mãos olhando a paisagem.
Tanya voltou pronta em trinta minutos. Havia se secado e o longo cabelo loiro avermelhada, estava em um coque alto e que deixava cair umas mechas ao azar; de forma sedutora começou a atrair a atenção de Edward que ao vê-la se aproximou na intenção de beijá-la, estava sinceramente esperançado, quem sabe o que havia passado era que havia aficionado um fetiche sexual ao qual era esse cheiro embriagante, isso sem dúvidas era o que desejava tanto em Bella, com certeza se outra garota tivesse esse cheiro, também seu desejo iria aflorar.
Tanya se lançou sobre Edward para devorar seus lábios.
— Espera – voltou a cortar ela.
— E agora o que foi? – perguntou ela exasperada.
— Vamos devagar, não gosta devagar?
— Está bem, se assim quiser…
Ela se deteve e o deixou fazer. O sexo com Edward era o melhor que havia provado, valia a pena ser paciente, agora que havia se tornado caprichoso e… criativo?
Ele tirou o prendedor do seu cabelo lentamente, o soltou e o penteou com os dedos, se aproximou para cheirar, e mesmo sendo o cheiro de morangos, não se perdeu como havia acontecido antes.
Se aproximou dessa boca que o desejava e tratou de prová-la calmamente, com um beijo quase casto, ela o deixou fazer e começou a maravilhar-se com esse lado terno de Edward que nunca antes tinha visto.
— Coloque um pouco, só um pouco da sua língua pra fora – lhe ordenou.
Ela obedeceu. Ele pegou sua língua entre sua boca e explorou suas próprias sensações. "Merda nada" pensou com preocupação. Sim havia um leve vestígio de que havia começado a se excitar, mas era como se seus neurônios tivessem dado ordem direta ao seu membro viril, sem passar por seu coração, e isso tirava a essência do assunto de beijar e tocar. Desejava sentir esse fogo fervente em seu peito que se estendia por todos seus membros, mas nada disso aconteceu, seu coração estava quieto, incólume.
Tanya estava já bastante excitada e por um momento a Edward lhe pareceu perigosa para o jogo que ele estava jogando, mas perdeu seu remorso, afinal, afinal, ela sempre havia servido para usar e ser usada, não havia nada a criticar.
Ele pensou que beijar e tocar um pouco mais aconteceria algo, lentamente desabotoou a sua blusa desejando que sua própria respiração estivesse mais agitado, colocou a mão sob o sutiã e começou a acariciar seus seios. Ele nunca tinha se preocupado, mas não especialmente satisfeito que eles fossem operados, mas agora sentia um grande desconforto com eles e pior, não houve incêndio, não havia nenhum vulcão nítido e brilhante em seu peito.
O que acontecia? Estava doente? Sim, iria ficar doente se seguisse com isso. Soltou Tanya que devolveu um olhar carregado de reprovação.
Edward se acomodou na camisa que ela havia acabado de desabotoar e lhe disse:
— Não posso Tanya, não agora – fechou os olhos e tocou com desesperação a ponte do nariz.
— Agora tem problemas de ereção Cullen? – lhe disse com tom de brincadeira. – Você, um garoto carregado de energia sempre.
Sentiu uma raiva indescritível, ela pensou que vulnerando seu ego ele ia ceder, precisava desesperadamente dele condescender a todo o custo devido à umidade do seu sexo ser insuportável.
— Pense o que quiser – respondeu ele, pegou suas coisas com rapidez e foi embora.
Edward dirigiu a toda velocidade sem rumo fixo.
Ele olhou para a estrada, mas não via realmente. A esmagadora certeza de que desejava a ela, a Bella, o tinha deixado febrilmente afetado. O que ele tinha acabado de passar provou que ele não poderia suprir com ninguém, ninguém a substituía, esses sentimentos só apareciam nela e em ninguém mais… e se ficou assim com um beijo curto, como seria fazer amor?
Se sentia tão vulnerável, tantos anos de sua adolescência criando um escudo que ele protegia para precisamente isso que o perturbava, para não depender de outra pessoa para ser feliz, para não soltar seu coração e deixa-lo nas mãos de uma mulher, e havia falhado. A vontade de vê-la corria nele todo. Queria voltar a sentir esse sabor, esse aroma, que definitivamente não dependia de um produto doméstico, porque era o aroma dela, seu eflúvio o deixava louco.
Sem dúvida estava apaixonado, não era uma opção que pudesse mudar.
Quem sabe era o amor que Bella sentia por ele, que o incitava a projetar algo similar para ela; sim era isso, o amor era uma energia poderosa, mas nem por isso podia se deixar afetar por ele.
Quem sabe pela primeira vez ele havia quebrado suas cadeias sem ter se prevenido de alguma maneira. Por que lhe dava a impressão de que essa menina tímida, doce e com essa beleza escondida de todos, era dona do seu coração?
Não podia ser possível, não aceitaria com facilidade, entregar a alma, o coração, a vida inteira a outra pessoa, não entrava nos seus planos.
Essa vulnerabilidade que sentia era tão incomoda, era como se perdesse uma parte de si, e ao perde-la, desejava apropriar-se de uma parte dela para encher o vazio. Queria seu corpo, isso era evidente, mas queria mais… quem sabe sua vida e sua alma/
Mas não, ele não podia estar apaixonado, não podia. Isso mudava tudo, e agora, acima de tudo nem se quer podia dormir com outra, Por que? Agora que precisamente não desejava entender, a resposta se apresentava claramente em sua mente, porque a desejava, a queria, única e exclusivamente a ela.
Logo viu a placa na estrada: "Port Angeles a 500 metros". Como havia chegado até ali? Deu com rapidez uma volta de 180 graus com o carro e retomando a velocidade em um breve momento voltou a Forks, a escuridão já quase que pairava sobre a cidade e uma leve chuva encheu o ar como de costume. Ele não estava com a intenção de voltar para casa, quase inconscientemente, encontrou-se chegando ao hospital e estacionou em frente, esperou, sem saber exatamente o quê, hesitou em entrar ou permanecer lá deliberadamente não fez nada. A patrulha de Charlie estava estacionada na outra extremidade, ele podia ver claramente.
Cerca de oito horas da noite viu Alice aparecer na porta, então Charlie veio com Bella, parecia bem, com uma palidez que no escuro ressaltava com as luzes da entrada vendo algo escuro, mas em paz, calma e clara , como era na sua essência própria. Edward fixou seu olhar sobre ela procurando ler no seu rosto o que ela pensava de tudo o que tinha acontecido, o beijo, o seu olhar, quando acordou do desmaio, de que ele não a tinha visitado, mas só conseguiu absorver a paz que ela refletia, sentiu que em seu ser acompanhava a calidez.
Uma sensação estranha no estômago o surpreendeu, algo nele vibrou por dentro, mantendo seus olhos em Bella, um sentimento indefinível, que começou em seu peito e espalhou por todas as terminações nervosas, mas principalmente no seu estômago, em que algo se agitava e mexia, borboletas? Mas o que estava errado isso era com as meninas! Era impossível! Ele se focou em compreender e sim, algo parecido com borboletas voavam e faziam cócegas em seu estômago preenchendo-o com uma emoção imensa, só de vê-la, embora nesse momento tão distante e inacessível.
Alice abraçou Bella para dizer adeus, Charlie levou-a suavemente para dentro do carro da patrulha e saiu na chuva agora intensificada.
