Meninas, postando o último capítulo, espero que gostem!
Boa Leitura!
CAPÍTULO NOVE
Edward olhou Bella com admiração.
— Como sabia que ignorávamos nossa semelhança?
— Porque insistiam em não notá-la — murmurou, confidente. — Com minhas irmãs, isso sempre acontecia. Não víamos o quanto éramos semelhantes na aparência e nas atitudes.
Edward e Jasper não podiam ser confundidos. A pele do rosto de Jasper era muito mais branca. Talvez graças ao longo tempo de uso da barba crescida. Os cabelos longos não eram grisalhos nas têmporas, como os de Edward. Jasper aparentava ser um pouco mais jovem. As linhas de expressão eram mais suaves. Ao contrário do irmão, de aparência sempre severa, devido à responsabilidade com o título de duque.
Por outro lado, Jasper carregava algumas características de sua vida pregressa. Como uma cicatriz na face, que só ficou visível sem a barba.
Percebendo que Edward olhava para a marca no rosto do irmão, Jasper explicou:
— Lady Victoria me acertou com uma enxada de jardim quando eu ainda era criança. Depois daquele dia, aprendi a correr.
Edward deu uma gargalhada estrondosa com a espontaneidade do irmão. Ao mesmo tempo, afastou uma cadeira para que Bella se acomodasse à mesa com eles.
— Teve uma vida difícil, não é Jasper? — indagou a jovem. Ele pensou um pouco, antes de responder:
— Não sei dizer. Era a minha vida. Não conheci outra.
Edward interveio:
— E o que lhe diziam sobre seus pais ou como foi parar naquele lugar?
— Já que ninguém me reclamou, imaginava que eu era um bastardo. Lady Victoria foi a primeira a me chamar as sim. Disse também que minha mãe era uma prostituta. A partir dali, parei de fazer perguntas a quem quer que fosse.
— Ela chamou nossa mãe de prostituta? — repetiu Edward, furioso. — Saiba que a linhagem da família de nossa mãe é das mais tradicionais. Temos o sangue de reis em nossas veias!
O estalajadeiro se aproximou com a refeição de Bella e estacou, surpreso:
— Eu sabia que eram irmãos! — resmungou. Após depositar o prato na mesa, voltou para a cozinha.
— A semelhança entre vocês é perturbadora — disse Bella, esboçando um sorriso.
— Exceto que sou mais bonito do que ele — afirmou Jasper com uma piscadela.
A jovem riu, divertida.
Edward sentiu ciúme. Mas logo afastou o sentimento. Não havia razão para isso. Bella lhe pertencia.
— Por que outra razão lady Victoria me sequestraria? — prosseguiu Jasper na zombaria.
— Porque é louca — respondeu Edward.
— Concordo. Porém, Volture adora a irmã! — Edward recontou a história toda para Jasper.
— É muito triste o que o pai de vocês fez a Victoria — lamentou Bella.
Edward deu de ombros.
— Ele nunca foi um homem afetuoso. Fazia questão de mostrar-se austero. Não confiava em ninguém. E, no colégio, não foram poucos os que mantinham rivalidades com ele. — Respirou fundo e prosseguiu: — Com Volturi não foi diferente. O antagonismo entre as famílias datava de séculos. Não duvido que nosso pai tenha se aproveitado disso para atingir o irmão da lady. Ele sabia como atingir o inimigo da maneira mais cruel.
— Ouvi comentários de que lady Victoria tentara o suicídio quando soube que não poderia ter filhos — falou Jasper. Bella interveio, pensativa:
— Suponho que ela quis fazer justiça com as próprias mãos. Já que não poderia ter filhos, roubou o do pai de vocês.
— Mesmo assim, não consigo ter pena dela — murmurou Edward.
— Há algo que não entendo... — Bella murmurou. — Quando ela estava disfarçada de parteira, como o pai de vocês não a reconheceu?
— Ele estava viajando — explicou Edward. — Raramente parava em casa. Na ocasião, estava na Escócia, atendendo a uma solicitação do rei. Nascemos antes do tempo previsto. Quando ele recebeu a notícia, retornou imediatamente. Mas, claro, tarde demais. — Naquele instante, deu um suspiro profundo. — Por essa razão, no final da gravidez de Elizabeth, recusei-me a sair de perto dela.
— Elizabeth? — perguntou Jasper.
— Minha esposa. — Diante do olhar surpreso do irmão, esclareceu: — Ela morreu ao dar à luz. E a criança também. Há seis anos.
Jasper percebeu que a srta. Swan ficou tensa ao ouvir Edward mencionar a esposa. Na certa, estava apaixonada por ele. Mesmo assim, perguntou:
— Amava sua esposa?
— Sim. Nós nos conhecíamos desde a infância. Era filha do lorde Lynnhall, uma família de muito prestígio, aliada da nossa.
— Hum... — murmurou Jasper, como se estivesse zombando dos valores sociais elevados.
Edward notou-lhe a intenção e falou, desanimado:
— Sei que nossa criação foi diferente. E, por conta disso, nossas perspectivas são vistas de maneira contrastante. Mas posso lhe assegurar que, embora pareça arrogância, não o é. Trata-se apenas da maneira como as coisas são consideradas e avaliadas pela nossa classe social. Você pode ter sido um ferreiro, mas o que irá encontrar pela frente é muito diferente do que conheceu até o momento. Está preparado para isso?
— Como posso estar preparado para algo que não entendo? Posso ser um duque por tradição, mas olhe para minhas mãos grosseiras. Fique com o título. Eu não o quero.
— Mas é seu! — exclamou Edward. — Se recusar, dará a vitória a Volturi.
— Não conseguirei agir como um duque.
— Não está sozinho, Jasper. Ficarei sempre ao seu lado. Agora somos dois! E venceremos!
Jasper observou Edward por um momento.
Vivera toda a vida sozinho. Sempre tinha sido considerado um forasteiro. E, de repente, ser-lhe oferecido algo que jamais sonhara não fazia muito sentido, de acordo com suas experiências.
— Por que deseja abrir mão do que possui?
— E por que não deveria? — questionou Edward.
— Porque é você quem sai perdendo — respondeu Jasper.
— Ambos fomos perdedores. Mas agora temos a oportunidade de reparar o erro. Pensa que é o único que sofreu todos estes anos? Quando vim à Escócia, após receber a carta da babá, ficava me perguntando como teria sido minha vida com você ao meu lado. Não é fácil estar sempre só e ser constantemente cobrado. Nosso pai era um homem severo. Dava poucos conselhos e fazia muitas críticas. Eu tentava tomar as decisões acertadas, mas sempre fui alvo de pedidos de favores. Sem contar os inúmeros compromissos que roubam todo o tempo. Não tenho amigos. E agora estou feliz por saber que você é meu irmão.
— Tem certeza de que quer desistir do título?
— É o mínimo que posso fazer. A culpa não é sua nem minha.
— Qual é o procedimento para que renuncie ao título? — perguntou Bella, com curiosidade.
Edward explicou:
— É só uma questão burocrática. É lógico que produzirá um escândalo. O que não faltará é intriga. Mas já aprendi a superar mexericos...
Bella cruzou os braços sobre o peito. Jasper percebeu a ironia, mas nada falou. Porém, Edward preferiu esclarecer a situação:
— Pedi a mão da irmã dela em casamento e fui rejeitado.
— Bem. Melhor antes do que depois — respondeu Jasper.
— Não em Londres — corrigiu-o Bella. — A influência dos nobres destrói a vida das pessoas.
— Já disse que cuidaremos disso — Edward apressou-se em dizer.
— Não me importarei com os boatos — afirmou Jasper. E, com ares de pretensa soberba, acrescentou: — Afinal serei um duque.
Diante da aparente surpresa de Edward, o irmão prosseguiu com ar zombeteiro:
— Não se preocupe, não vou expulsá-lo da mansão dos duques.
Edward gargalhou.
— Não tenho medo disso. Afinal, conto com uma boa re compensa por minha assessoria. Além de ter feito uma boa fortuna com vários investimentos.
— Eu pensava que todos os duques fossem ricos! — exclamou Jasper.
— Não os que desperdiçam tudo em jogos, como nosso avô. E outros que fazem péssimos investimentos. Nosso pai não era brilhante no que dizia respeito a aplicações financeiras.
— Mas suponho que você, sim — disse Jasper. Edward concordou com um gesto de cabeça.
— Auxiliado pela substancial fortuna que acompanhou meu casamento com Elizabeth.
— Está dizendo que sou um duque pobre?
— Estou dizendo que agora somos uma família. E que temos que trabalhar juntos para termos sucesso. Eu me torna rei lorde Edward e serei respeitado por ser irmão do duque. O único que será prejudicado será nosso primo, que já contava com a sucessão. Quanto a mim, estarei livre para fazer o que quiser.
Bella fitou Edward com surpresa.
Jasper se perguntou se o irmão incluiria a senhorita em seus novos planos. Mas, entusiasmado com as novas idéias, interessou-se mais em se informar sobre o papel que faria na sociedade.
— Terei um lugar na Casa dos Lordes?
— Com certeza — respondeu Edward.
— Então terei poder de decisão?
— Claro. — Jasper sorriu.
— Poderei ajudar na questão dos Clearance?
— O quê?
— Vou explicar o que estão fazendo com os colonos que moram nas fazendas.
— Não pode fazer isso! — exclamou Edward com indignação. — Na verdade, a primeira coisa que iremos fazer ao chegar a Cullen será relatar as atividades revolucionárias de Volturi. A rebelião tem que ser abafada antes que se alastre.
—Não vamos fazer nada disso. Conheço aquele povo. Cresci com eles. Se os denunciarmos, o exército destruirá a todos.
— Talvez seja o que mereçam.
Jasper olhou o irmão com indisfarçável censura.
— Como pode ser tão insensível? Estamos falando de crianças e famílias inocentes! Eles não têm culpa dos esquemas de Volturi. E também por que não deveriam lutar por seus direitos? Foram os ingleses que criaram o problema. O homem sempre lutará pelo que acredita ser direito. Não foi por isso que foi me procurar?
— É diferente, Jasper. A questão é mais complicada do que pensa. A terra não pertence aos colonos, e sim aos proprietários. Não concordo com o que estão planejando nem com o que nosso pai fez. Mas a lei tem que ser soberana e respeitada. Esse é um dos deveres de um duque: garantir que a lei seja cumprida!
— Então, talvez eu não queira ser um duque — afirmou Jasper e deixou a sala.
Edward balançou a cabeça, desanimado.
— Acho que estava melhor sem um irmão!
Bella censurou-o:
— Ele não é um animal de estimação. A família diz coisas que o resto do mundo teria medo de mencionar. Pensa que é diferente com minhas irmãs?
— Pelo menos começaram juntas. Partilham dos mesmos valores — desabafou Edward com tristeza. — Estou me sentindo como se quisesse fechar uma porta que eu mesmo abri. Fui ensinado desde o berço a ter responsabilidade com o título de duque. E Jasper nem sequer imagina o que é isso.
— Ele apenas pensa de modo diferente de você. E talvez seja interessante olhar os dois lados da mesma questão. Os Clearance, por exemplo. Quem sabe não deveria ouvir os argumentos dos colonos? As pessoas não podem, simplesmente, serem expulsas de suas casas, onde moram por gerações.
— Mas a terra não lhes pertence — respondeu Edward com um toque de impaciência. — Os proprietários estão reclamando o que é deles.
— Mas os colonos também deveriam ter alguns direitos, não acha?
Edward roçou o queixo com o polegar e o indicador de uma das mãos.
— Esse foi um dos argumentos de James — murmurou, pensativo.
— O rei? — perguntou ela, intrigada.
— Não. Lorde James de Edimburgo. Ele queria falar comigo no mesmo dia em que recebi a carta da babá. Já deve estar de volta à Escócia. Poderíamos visitá-lo para que explique os caminhos corretos de contornar a situação. Ele sabe mais sobre os Clearance do que eu. Também poderá ajudar na solução sobre o que fazer em relação a Volturi. — Beijando a testa de Bella, concluiu: — Você é minha musa inspiradora! Vamos logo para Edimburgo!
—Não acha que deveríamos enviar uma mensagem a lorde James e preveni-lo da nossa chegada?
— Chegaremos antes de qualquer mensagem que pudéssemos enviar. Não se preocupe. Ele ficará feliz em nos receber. A casa dele será o lugar perfeito para proporcionar um pouco de polidez a Jasper, antes de voltarmos a Londres. Também aproveitaremos para comprar algumas roupas novas. — E confidenciou num sussurro: — Apesar de preferi-la sem roupa alguma.
Bella sentiu o pulso acelerar. Antes que ela pudesse comentar qualquer coisa, Edward anunciou:
— Vou ajeitar os cavalos enquanto você se prepara.
— Não vai avisar Jasper para onde vamos?
— Ele precisa de um momento para considerar as mudanças em sua vida. Não acho aconselhável discutir isso com ele agora.
Como se já tivesse ditado as ordens a serem obedecidas, Edward saiu.
Bella baixou os olhos para a refeição quase intocada e fria, perguntando-se até quando poderia tolerar as maneiras petulantes de Edward.
— Ele é mesmo insolente, não é? — questionou Jasper, vindo da cozinha.
Bella assustou-se.
— Há quanto tempo estava aí?
— Desde o início da conversa entre vocês dois. Eu me atra palhei na direção da saída e acabei na cozinha, fazendo companhia ao estalajadeiro, que não vê a hora de livrar-se de nós.
— Posso entender a razão disso — respondeu Bella, sorrindo.
— Eu também — concordou Jasper. — Só não compreendo o que está havendo entre você e Edward.
— Ele é um bom homem.
— Sim. Quando está dormindo! — Vendo que ela o olhou com censura, acrescentou: — Estou brincando. Acho que devo começar a vigiar minhas maneiras.
— Concordo. Não é mais um simples ferreiro.
— E o que sou? Um bobo? Um brinquedo?
— E o que deseja ser.
— Será que ele permitirá...?
— Edward tem escolha?
— Poderia cortar a minha garganta e acabar comigo. Você seria a única testemunha.
— E acha que eu ficaria quieta?
— O que uma mulher não faz por amor?
— Não eu — afirmou Bella categoricamente. Jasper sorriu.
— Então posso contar com seu apoio?
Bella recostou-se no espaldar da cadeira e o olhou com desconfiança.
— Está querendo dizer que tem provocado Edward propositadamente?
Ele assentiu com a cabeça.
— Por que, senhor Cullen? — Jasper apertou os lábios.
— Não sou um Cullen. Posso até aceitar o título de duque, porém odeio ser chamado por esse nome.
— Edward não pensa assim. Apesar de tudo, defende com vigor a reputação da família.
— Eu e ele somos diferentes em muitos aspectos. E está certa, srta. Swan. Não sou um animal de estimação.
Ela podia entendê-lo. Os últimos acontecimentos haviam mudado muito a vida dele.
— Como devo chamá-lo? Está pronto para receber o tratamento formal de um duque?
— Chame-me apenas de Jasper.
— Hum... Pelo menos aceitou o nome.
— Tavis está morto. Não sou tão tolo, srta. Swan.
— Pode me chamar de Bella.
— Está bem, Bella. Como eu estava dizendo, posso ter sido um idiota por muitos anos. Até o ponto de não perceber a trama de lorde Volturi desde o início.
— O que quer dizer?
— Com Moira. Ele já tinha feito o arranjo ao me colocar ao lado dela, quando éramos crianças. Queria que eu permanecesse exatamente onde ele achava que eu devia ficar.
— E depois a levou embora. — Jasper encolheu os ombros.
— Isso eu não sei se foi planejado por ele. Quando Bruce se interessou por Moira, ela mudou muito. É difícil para um homem apaixonado admitir que a esposa é infiel.
Bella podia perceber a mágoa por trás daquelas palavras.
— Por que insistia em que ela permanecesse a seu lado se sabia que Moira não o amava mais?
— Foi o que disse Volturi antes de ordenar o divórcio.
— E ainda a aceitaria de volta?
— Nunca mais! Cada vez que olho para o ferimento no ombro, lembro que a intenção era cravar a faca em meu coração. Há coisas que são imperdoáveis, Bella.
— É uma pena que tenham chegado a esse extremo.
Ele sorriu, mas a expressão era de amargura:
—Não precisa lamentar por mim, Bella. Ama Edward, não é? Nem precisa me responder. Vejo nos seus olhos. A primeira coisa que perdemos quando nos apaixonamos são os nossos princípios. Implorei que Moira voltasse para mim. Humilhei-me. Mas aprendi uma lição valiosa.
— Qual?
— Que devemos exigir que a pessoa que amamos seja tão honesta e sincera quanto somos. Caso contrário, não valerá a pena. Não funciona quando um dá tudo o que tem e o outro não lhe oferece nada.
Bella estremeceu. Era como se Jasper estivesse descrevendo o medo e a dúvida que ela sentia em relação a Edward.
Mas, antes que pudesse comentar sobre o que ouvira, a voz de Edward no umbral da porta ecoou:
— Estou interrompendo alguma coisa?
Bella e Jasper viraram a cabeça, ao mesmo tempo, na direção da porta de entrada.
Ela sentiu o sangue subir às faces e se odiou por isso. Dava a impressão de estar fazendo algo vergonhoso.
— Falávamos sobre meu divórcio — respondeu Jasper. Edward entrou.
Bella percebeu que ele a olhou com desconfiança.
— Também estava pensando nisso — disse Edward, desviando o olhar para o irmão. — A que conclusão chegaram?
Havia um tom de desafio na voz dele.
— Ainda não chegamos à conclusão alguma — afirmou Jasper.
— Nem chegarão — falou Edward.
Os dois irmãos pareciam desafiar-se sem palavras. Jasper percebeu a preocupação de Bella e a acalmou:
— Sossegue. Está tudo bem entre nós.
— Até agora — Edward acrescentou, com a costumeira precaução. Depois aliviou a tensão e prosseguiu: — Estive pensando no divórcio.
— E? — indagou Jasper.
— A melhor saída será a anulação do casamento. Providenciarei a papelada. Divórcio é um problema muito sério na Inglaterra. Talvez os escoceses sejam mais liberais.
— Não somos liberais! — esbravejou Jasper. — Custou uma fortuna a Volturi. E a mim a humilhação.
— Mesmo assim, não terá valor na Inglaterra. Se conseguirmos uma anulação, estará tudo resolvido.
— Meu casamento foi consumado e muito bem — protestou Jasper. — Não quero encarar ninguém me dizendo que não fui capaz de dar conta dos deveres conjugais!
Edward franziu a testa, impaciente.
— Não terá que encarar ninguém! Vamos deixar isso para os advogados. Encontrarão uma saída que será aprovada pelo clero. Tudo será feito em absoluto sigilo.
— Para quê? Meu casamento foi perfeito e válido.
— Vamos deixar a questão para os advogados — insistiu Edward .
— Por que será que percebo certa alegria na renúncia do seu título?
— Estou só fazendo o que acho correto — defendeu-se Edward. — Pela mesma razão, insisto na anulação do casamento. Jasper pensou em argumentar, mas desistiu.
— Está bem. Faça como quiser.
— Certo. Vamos embora? — propôs Edward.
— Dê-me uns minutos — pediu Bella e se apressou na direção das escadas.
— Precisa de ajuda? — perguntou Jasper.
— Não, obrigada. Volto num minuto.
Edward esperou até que Bella desaparecesse. Então falou para Jasper:
— Fique longe dela.
Jasper caminhou até o canto da sala, onde estava a espada dos Volturi e, apanhando-a, disse:
— Não tem direitos sobre ela, irmão.
— Pare de me chamar de irmão com esse tom.
— Que tom? — perguntou Jasper, fingindo inocência. Edward não conseguiu fazer outra coisa, a não ser praguejar:
— Se eu soubesse que ter um irmão fosse tão irritante, o teria deixado onde estava.
— Tudo bem. Vou ser honesto com você. Bella é uma mulher bonita e corajosa. Não é para ser tratada como uma prostituta.
— Poderia expulsá-lo por isso!
— Expulsar-me? Por quê? Por dizer a verdade? Ora, vá para o inferno! — Com passos decididos, encaminhou-se para a saída.
Edward bloqueou-lhe o caminho, estendendo o braço entre os batentes da porta.
— Preste atenção. Ela é minha.
— Ela é sua — concordou Jasper. — Mas tenha cuidado para não perdê-la. Afinal de contas, toda mulher sonha em se casar com um duque. — Afastando a mão de Edward, saiu acelerado.
Edward o seguiu com o olhar. Ficou imobilizado quando percebeu a verdade nas palavras do irmão. Pela primeira vez, pensou no que estava abrindo mão. Até o momento, ansiava por passar o título para Jasper. Era a coisa certa a fazer.
Todavia, poderia significar a perda de Bella. Ele não tinha considerado essa possibilidade. De repente, sentiu o ciúme crescer dentro dele. Mas procurou dominá-lo, mantendo a aparência inabalável.
Bella desejaria desposar um duque... E ele não mais o seria. Na verdade, nem tinha mais ideia do que viria a ser.
Rosalie o humilhara com a rejeição. Entretanto, o escândalo também o havia preparado para aceitar o irmão.
No caso de Bella, os sentimentos estavam envolvidos.
O som de passos o alertou. Ela se aproximou, sorrindo. Edward sentiu o coração acelerado. Só então se deu conta de que o amor que sentia pela jovem crescia a cada instante. Se não se cuidasse, Bella poderia destruí-lo...
— Há algo errado? — ela perguntou ao vê-lo tão sério.
— Não. Está tudo bem.
— Ótimo. Aonde foi Jasper?
Jasper, pensou Edward. O homem que confiara na mulher que amava e havia sido cruelmente traído...
— Edward? — insistiu Bella, vendo-o distraído.
Ele sacudiu a cabeça, como se quisesse afastar os pensamentos.
— Ah, sim. Está lá fora — respondeu de forma automática. Os pensamentos prosseguiam: Ela é tão linda... Mas e se o sonho de Bella for casar com um duque?
— Você não vem?
— Vou num minuto. — Ele precisava de tempo para aclarar a mente.
— Então vou indo na frente.
Observando-a caminhar, sabia que tinha de ser cauteloso ou acabaria fazendo papel de tolo, como o irmão.
Poderia não ser mais um duque dentro de alguns dias, porém tinha sido educado com o orgulho de um nobre... E Bella teria o poder de expor sua vulnerabilidade a todos.
Por essa razão, decidiu manter em segredo os sentimentos que o assolavam. O risco era demasiado. Seria melhor esperar que ela se declarasse primeiro.
Quando Edward foi ao encontro deles, achou-os montados em seus respectivos cavalos, rindo em total cumplicidade. Mais uma vez, sentiu-se como um intruso.
— Vamos embora — Edward gritou. — Não temos tempo para conversa. — Cutucou Homer com as esporas e saiu a galope.
Bella notou a mudança em Edward. Só não entendia a razão. Embora continuasse atencioso, mantinha-se frio e distante. E, toda vez que ela falava com Jasper, ele franzia o cenho.
Em uma das paradas para descanso, enquanto Edward afastou-se para uns instantes de privacidade, Jasper aproveitou para dizer a Bella:
— Ele está com ciúme de mim.
A ideia era tão absurda que a jovem riu, com descrédito.
— É verdade — prosseguiu Jasper. — Eu disse a ele que não a merecia.
— Por que fez isso? — perguntou ela, espantada.
— Porque o ama, não é?
Ela acenou positivamente com a cabeça.
— Mas não nos conhecemos realmente — falou Bella, aborrecida por deixar tão evidente que estava apaixonada.
— Por que diz isso? Por não ter sido cortejada com todas as formalidades?
Ela nada respondeu e Jasper prosseguiu:
— Isso é bobagem. Mas, se um homem ama uma mulher de verdade, deve declarar-se a ela. Ou não passa de diversão.
O que será que ele quer dizer com isso?, pensou a jovem.
— Você é uma mulher bonita...
— Não sou uma leviana, se é o que está pensando. — Jasper sorriu.
— Será que preciso lhe dar um beliscão?
Ela o olhou, desconfiada. Ele a estaria cortejando? Mas, antes que pudesse responder, Edward retornou. Percebendo que os dois conversavam, demonstrou desagrado.
— Vamos embora — ordenou para Bella e praticamente a socou sobre o lombo do cavalo.
Jasper observou a maneira dominadora de Edward e insinuou um sorriso para Bella, como se lhe dissesse: "Não falei?"
Fora a questão com Bella, à medida que o tempo passava, os irmãos pareciam entender-se melhor.
Naquela noite, conseguiram hospedar-se na casa de uma agricultora viúva. Edward e Jasper trocaram a gentileza por tarefas no campo.
— Qual dos dois bonitões é seu homem? — perguntou a viúva para Bella. — Ou não faz diferença, já que são gêmeos? — escarneceu, rindo da própria piada.
Bella enrubesceu e rezou para que Alice nunca descobrisse sobre a situação embaraçosa em que se colocara.
O que mais desejava na vida era que Alice fizesse um excelente casamento. Ficaria mortificada se a irmã se aventurasse numa relação como a que ela mesma estava tendo com Edward.
Entretanto, quando Edward a chamou para dormirem no palheiro, Bella não recusou o convite.
Apesar de mais uma vez se entregarem ao ardor da paixão feito loucos, Edward nada falou sobre um futuro juntos. Apenas comentou sobre os planos para Jasper e uma forma de punir Volturi.
Na manhã seguinte, acordaram cedo. Edward aprontou os cavalos.
— Onde está Jasper? — perguntou Bella.
Antes que Edward respondesse, ela viu a porta da casa ser aberta e Jasper sair de lá, acompanhado da viúva.
Quando se despediram, a mulher deu um beijo apaixonado em Jasper e falou:
— Boa viagem, bonitão.
Jasper deu-lhe uma palmadinha carinhosa nas nádegas e montou no cavalo, com um sorriso que ia de orelha a orelha. Assim que se afastaram, Edward provocou o irmão:
— Parece que se divertiu muito!
— E ela também — afirmou Jasper com um sorriso. — O suficiente para nos presentear com um lanche para a viagem. — Erguendo uma sacola no ar, acrescentou: — Pão, queijo e uma garrafa de cidra.
— Pensei que não gostasse de queijo — ironizou Edward.
— Gosto de tudo que aquela mulher me deu — afirmou com ares triunfantes e acelerou Butter.
Na noite seguinte, conseguiram abrigo na casa de uma família presbiteriana.
Edward insistia no disfarce de sr. e sra. Smith.
E, trocando serviços por hospedagem, conseguiram, finalmente, chegar a Edimburgo.
A amizade entre os gêmeos tornou-se admirável. Parecia que tinham vivido juntos desde a infância. Não tiveram dificuldades em encontrar a mansão de James, já que a família pertencia à tradição local.
O mais difícil foi convencer o mordomo a anunciá-los, visto que os três estavam com a aparência tão arruinada que mais se assemelhavam a pedintes que outra coisa qualquer.
Quando lorde James entrou na sala de espera, ficou surpreso ao ver o duque de Cullen em sua residência e, principalmente, nas condições em que se apresentava.
Primeiro dirigiu-se a Jasper, mas percebeu algo diferente e então viu Edward, que sorriu, compreensivo.
Antes que Edward fizesse as apresentações, lorde James notou a espada dos Volturi presa na cintura de Jasper e empalideceu.
— Como conseguiu essa espada?
— O senhor a conhece? — perguntou Edward.
— Ouvi histórias sobre ela.
Edward aproximou-se do jovem lorde e questionou:
— O senhor é leal ao rei?
— Sim. Mas o que Volturi fez?
— É uma longa história. E pretendo participar tudo ao senhor. Porém, antes gostaria de acomodar a srta. Swan.
James fez uma expressão de surpresa.
— Srta. Swan? — repetiu sem querer.
— Sim — afirmou Edward com expressão severa. — É a irmã de Rosalie Swan, com quem pretendia me casar. Embora tendo consciência de toda a intriga a respeito do fato, acredito que um nobre como o senhor não é do tipo que toma parte em tais tagarelices.
— Claro que não! — exclamou o lorde, recompondo-se.
— Ótimo — falou Edward. — Porque tenho uma história a lhe contar e preciso confiar em sua discrição. A propósito, por acaso tem em casa um bom conhaque?
— Claro que sim, Alteza.
— Se não se importar, precisamos de hospedagem por um ou dois dias. Temos de comprar roupas e acertar os detalhes do que faremos a respeito de Volturi, antes de retornar a Londres.
— Será um prazer, Alteza — respondeu James e os liderou até a sala reservada, onde serviu-lhes a bebida.
— O conhaque é muito bom! — elogiou-o Edward.
E, quando percebeu Jasper se aproximando de uma garrafa de vinho, olhou-o com censura e o irmão recuou.
— Prefiro uísque — disse o anfitrião.
— Eu o acompanho — Jasper apressou-se em dizer. Um sorriso cordial iluminou as faces do lorde:
— Gostaria de uísque também?
— Se não for incômodo — respondeu Jasper.
Servida a bebida, James e Jasper fizeram um brinde à Escócia, como dois orgulhosos compatriotas.
— Minha esposa está em Glasgow — desculpou-se James. — Por isso não veio recebê-los. Mas nossos servos cuidarão para que fiquem confortáveis. — E, tocando uma sineta, chamou o mordomo. — Tenho certeza de que a srta. Swan está ansiosa para relaxar.
— É muita gentileza — agradeceu Edward. E, olhando para o mordomo que acabava de entrar, solicitou: — Acomode a senhorita no meu quarto.
Se Edward tivesse acertado James com um tijolo, a reação não seria tão chocante.
Edward pouco se importou com que o lorde pensou. E sabia que James não o desafiaria. Portanto, se Bella lhe pertencia, teria que dormir com ele.
Um silêncio embaraçoso se seguiu.
Ela sentiu o chão sumir sob seus pés, enquanto esforçava-se para terminar o licor que lhe fora servido. Sua reputação havia acabado de ser arruinada para sempre. Lorde James agora tinha conhecimento de que ela era amante de Edward.
Edward pôs James a par dos últimos acontecimentos e concluiu:
— Precisamos parar Volturi.
— Ou?... — indagou o lorde.
— A Escócia arderá em chamas.
Volturi olhou para Jasper. Como dois escoceses, se entendiam sem precisar de palavras.
Jasper foi o primeiro a falar:
— Se as leis não mudarem, Edward, não será só a Escócia a queimar.
Edward depositou o copo com conhaque na mesa de centro e, com o punho da mão, deu uma pancada no braço da poltrona. — Não permitirei que Volturi mantenha aquele exército.
— Pode ser que ele tenha saído de lá. Se não os perseguiu, é sinal de que está ocupado, removendo o pessoal.
Edward contestou:
— Não nos perseguiu porque queimamos o estábulo.
— Com todo o respeito, Alteza. Os escoceses são mais competentes do que imagina.
No final da discussão, ficou estabelecido que James convidaria algumas autoridades britânicas, que conhecia, para um jantar, onde entrariam em maiores detalhes.
Bella reparou no aposento aonde o mordomo a conduzira. Tinha uma decoração modesta e as paredes revestidas de papel azul-celeste. Da janela, podia-se avistar o jardim. No banheiro, havia bacias com água morna e toalhas limpas. Um buquê de flores frescas ornava a penteadeira.
Ela se banhou e procurou descansar.
Ouviu quando Edward entrou e, então, fingiu dormir. Es tava decidida a ignorá-lo.
Porém, mais tarde, após ele ter-se banhado e deitado ao lado dela, a resistência pareceu enfraquecer.
E, quando Edward lhe beijou os lábios, Bella não contestou. Lutando contra os apelos de dignidade que ainda lhe restava, sucumbiu aos prazeres de mais uma noite com o homem que amava.
Momentos depois, assim que ele adormecera, ela ainda permaneceu acordada por um longo tempo.
A aventura havia terminado. Teria que retornar ao seu mundo real.
Bella acordou cedo. Mal conseguira dormir, por conta dos pensamentos em conflito. Deixou Edward adormecido e saiu sem fazer barulho.
Quando entrou na sala do desjejum, James já estava acomodado à mesa. E, com um sorriso cordial, perguntou:
— Prefere chá ou café?
— Chá — respondeu ela.
James a serviu e aproximou o prato de salgados para que ela retirasse o que lhe agradasse.
Após um breve silêncio, o lorde arriscou fazer-lhe um pedido constrangedor:
— Não desejo insultá-la, srta. Swan. Mas, como sei que é uma mulher inteligente, vou pedir-lhe um favor.
— Pode dizer — respondeu ela, intrigada.
— É que minha esposa com meus dois filhos retornam hoje.
Bella corou de vergonha e baixou os olhos, enquanto o lorde prosseguia:
— Será embaraçoso para eu explicar que a senhorita e o duque estão compartilhando o mesmo quarto. Se não for pedir muito, gostaria que mudasse de aposento.
— Aprecio a honestidade — afirmou Bella com a voz embargada. — O que está me pedindo me ajuda a enxergar melhor meus atos. Nunca imaginei me tornar a "amante" de um duque. Realmente acreditei no amor de Edward.
— E ele não passa de um idiota! — exclamou Jasper, entrando na sala.
Estava barbeado e com os cabelos alinhados. Bella sorriu em agradecimento ao apoio que lhe foi oferecido. E, tomando coragem, encarou James.
— Não vou me mudar de quarto, milorde. Na verdade, estou partindo para Londres.
— Vai partir com o duque?
— Não. Vou sozinha.
— O duque não vai gostar — disse o anfitrião, demonstrando receio.
— Vá, sim — falou Jasper. — Deixe que me entendo com meu irmão.
— Vou precisar de um empréstimo — disse ela. — Devolverei assim que chegar em casa.
Lorde James ficou desconcertado. Estava numa posição muito delicada.
— Ajude-a — pediu Jasper. — Eu serei o novo duque. E, provavelmente, nos tornaremos grandes amigos.
— Acha que não tenho que me preocupar com ela?
— Preocupe-se comigo — respondeu Jasper, apanhando um bolinho. — Dê o dinheiro a ela, James. — E, dirigindo-se a Bella, acrescentou: — Se Edward não a procurar, então o esqueça.
— Será que ele fará isso? — perguntou ela, com um fio de esperança.
— Posso até garantir. Mas primeiro ele precisará levar um susto para "acordar".
A primeira coisa que Edward fez ao despertar foi procurar Bella.
Provavelmente já está lá embaixo, pensou.
Após barbear-se, desceu, com a intenção de convidá-la para sair e comprarem algumas roupas.
Vasculhou algumas salas e não a encontrou, começando a preocupar-se.
Ao ouvir vozes na varanda, seguiu para o local e viu Jasper jogando xadrez com James.
Olhou para ambos os lados e não achou Bella.
— Ela foi embora — informou Jasper.
— Para onde?
— Londres.
— Quer dizer que partiu sozinha?
— Sim. Deixou um recado para você. Disse que não era uma boa amante.
— Permitiu que ela partisse?
Jasper ergueu-se e pediu a James:
— Será que poderia nos deixar uns instantes a sós? — O lorde saiu imediatamente.
— O que há em você, Edward, que assusta tanto as pessoas?
— Por que acha que as pessoas têm medo de mim? Não é verdade. Quanto a Bella, acredito que a tenha encorajado a agir dessa maneira.
— Não, irmão. Ela quis partir. Eu apenas não impedi.
Edward cerrou os punhos.
— Bata-me. Não é o que quer fazer?
— Você podia tê-la ajudado.
— Ajudado como? A proteger o coração dela? Você não lhe deu escolha. Nem sequer fez um pedido.
— Não quero acabar como você — disse Edward.
— E por que acabaria? Bella não é Moira. Sabe disso! — Edward baixou os olhos.
— Acho que sou um idiota.
— Concordo. — O irmão sorria, insinuante. — Mas ainda dá tempo de corrigir o erro.
— Cuidará do caso Volturi sozinho?
— Sabe que sim.
James ficou feliz ao emprestar a Edward roupas, dinheiro e providenciar para que selassem Homer. Até lhe contou em qual carruagem Bella seguira.
Em menos de uma hora, Edward estava a caminho.
Bella recusava-se a chorar. Embora as lágrimas insistissem constantemente em inundar-lhe o rosto. Sentada frente a duas mulheres que falavam sem parar sobre problemas cotidianos, já estava entediada. Não via a hora de chegar em casa.
O banco em que se acomodara ficava de costas para o co cheiro. Num dado momento, a carruagem parou no meio da estrada. Ela ouviu o condutor gritar:
— Que está fazendo aí parado? Poderíamos tê-lo atrope lado!
— Ainda bem que não o fizeram — uma voz que lhe era familiar ecoou.
Edward!, exclamou Bella em pensamento.
— Sou o duque de Cullen e preciso resgatar uma passageira, por ordem da Coroa. — Tirando algumas moedas do bolso, atirou-as ao cocheiro, que as apanhou com agilidade.
— Está bem. Faça o que precisar. Mas seja rápido. Estou atrasado.
Edward desmontou e abriu a porta da cabine. Vendo Bella, falou com voz enérgica:
— Srta. Swan, eu a amo.
Ela prendeu a respiração e o encarou com surpresa.
— Se descer da carruagem e me acompanhar, iremos até a primeira cidade e anunciaremos nosso casamento. Isto é, se me aceitar não mais como duque, e sim como um homem comum.
Os olhos de Bella ficaram marejados de lágrimas. Ela se mantinha imobilizada pela emoção.
As duas senhoras que permaneciam na carruagem a instigaram. E uma delas brincou:
— Vá logo, moça. Senão uma de nós o fará!
Todos riram, divertidos.
Bella ergueu-se e Edward ajudou-a a descer. Os dois se abraçaram e ele lhe deu um beijo que quase a sufocou.
A carruagem seguiu adiante, deixando um rastro de poeira. Todos os medos e as dúvidas se desvaneceram.
Tomara que Alice também descobrisse o maravilhoso sentimento que unia duas pessoas de maneira tão envolvente, pensava Bella, enquanto se acomodava na sela, junto de seu futuro marido.
FIM
Meninas é chegada ao fim de mais uma adaptação. Espero realmente que tenham gostado.
Obrigada a todos que acompanharam, comentaram e favoritaram a estória.
Espero ver vocês na minha mais nova adaptação "Estranho Irresistível".
Beijos, até.
