Hey Ice! And here we go go go! :D


O.M.G

!

Vocês fazem idéia do quanto eu fiquei feliz com os reviews que me deixaram no cpt passado?

Tipoooo (cpt 9 foi campeão de reviews e a fic já possui mais de 100 favoritos!) O.M.G

Ahhhhhhhhhhhhhhhhhh

Gente, muito obrigada! Nossa, estou tão motivada, tão tão tão motivada que a tradução dos capítulos tem estado prontinha com muito mais agilidade, perceberam ? :)

Arigatou. De verdade.

Gostaria de pedir que as meninas fofas que deixam esses reviews não assinados, por favor, me deixem um email de contato para que eu possa agradecê-las 'pessoalmente'. Você dizem coisas tão bonitas, queria poder dizer o quanto isso me emociona :)

Às meninas do Nyah e Anime Spirit e da lista da Angel: Ahhhhhhhhh não sei o quanto agradecer, vocês são lindas lindas lindas lindas!

Às leitoras ffnet: Ahhhhhhhhh Meu Deus, não tenho como agradecer. Vocês fazem meu dia ficar mais feliz (ri muito com cada coment das senhoritas)

Às leitoras recentes: Ahhhhhhhh arigatou por deixarem a Hime saber que vocês estão curtindo o que estão lendo. Isso é realmente super importante pra mim :D

No mais, bonecas, eu desejo uma boa leitura pra todas vocês

:)


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N/T: Eu to cheia de provas e seminários durante novembro e meados de dezembro.

Mas fiquem tranquilas que as postagens vão se normalizar, no máximo, a partir de 15/16 de Dezembro.

2ªN/T: O capítulo de hoje está tenso. (Né meninas, vocês que leram as Cenas do Cpt 10 adiantado, já sabem exatamente do que estou falando... Além disso, ainda tem muitas surpresas por aí...)

3ªN/T: Esse capítulo tem classificação T.

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No Capítulo Anterior:

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– Não me venha com Sakura. - resmungou com os olhos queimando e praticamente cuspindo fogo sobre ele. E foi até a cozinha, com a intenção de pegar um copo de água fria para esfriar seu corpo. Controle seu temperamento, controle seu temperamento, controle seu temperamento, tenha paciência. - Tudo que eu sempre quis era que você me tratasse bem, do jeito que você faz com o Time Hebi, por vezes até mesmo com Karin. Ou Kakashi ou até mesmo Naruto.

- Karin é diferente.

A frase fez com que ela parasse ali mesmo, sua mão segurando a alça do refrigerador.

- Bem, sim. Ela é chorona e mesquinha e...

- Ela estava ao meu lado quando eu matei Itachi.


Algo no coração de Sakura havia partido. Algo lá no fundo doía.

Fechou os olhos e tentou não demonstrar. Não demonstraria, considerando, é claro, o fato de que ela não estava exatamente de frente para ele.

Ela não sabia o que faria se estivesse.

Eu estava lá por você também, Sasuke-kun.

- Você me expulsou da sua vida. - Sakura murmurou, sua voz suave e até mesmo os traços de impaciência e raiva agora já haviam evaporado tão rapidamente quanto tinham aparecido. - O que eu deveria fazer, Sasuke-kun? Você se fechou pra todos.

- Eu tive que fazer isso.

Não, você não tinha.

- Eu era sua amiga. Gostaria de tê-lo ajudado.

- Nós nunca fomos amigos, Sakura.

E ela pensou que isso a não machucaria novamente. Pensou que já havia superado isso.

- Você era apenas uma fangirl. Só se importava com a minha aparência, você nunca viu quem eu realmente era.

Eu vi. Eu vi, Sasuke-kun. Eu me importava.

Ela estava errada.

- Então pare de fingir que você me conhece. Porque você não conhece. Nunca conheceu, Sakura. Nunca.

Você nunca me deixou.

– E você nunca conhecerá, então pare de tentar.


Lentamente, Sakura abriu os olhos e tirou as mãos da alça da geladeira. Virou-se e olhou para ele.

E tentou de verdade, com toda sua força, dizer para si mesma que a paixão que sentira por ele no passado havia definitivamente acabado. E que isso não a havia afetado.

Ela nunca seria afetada novamente.

- Se você diz, Sasuke-kun... - disse em acordo. Sakura inclinou a cabeça. E assentiu.

E desligou sua inner, que estava dividida entre o choro e arrebentar a cabeça dele no chão.

- Se você diz … - ela repetiu. Eu aceito.


Sakura se afastou. E Sasuke não a impediu. Ambos nem se deram conta do novo saco de mangas no balcão da cozinha, mas é claro que Sasuke já sabia que estava lá, de qualquer maneira.

Ela se afastou. E enquanto o fazia, estirpou todos os sentimentos que tinha por Sasuke. Que tivera.

Eu não te amo. Eu não vou te amar.

Isso não é certo.


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Naquela noite, Sakura dormiu. E sonhou. Sobre corações partidos e sonhos desfeitos e esperanças perdidas de si e seus companheiros e sobre coisas que eram melhor ser deixadas com aqueles a quem pertenciam. No passado.

Ela não chorou.

Ela nunca mais choraria.

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Quinto dia

Flores Silvestres

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Talvez a melhor coisa a fazer era manter a boca fechada e deixar que ele ditasse as regras do jeito que sempre fazia. Ela devia ter apenas ignorado aquilo e continuado com sua vida, assim como sempre o fazia. Ela não deveria ter deixado seu temperamento ficar no caminho e não deveria ter deixado suas emoções obter o pior de si.

Deveria ter mantido o controle.

Não deveria ter ficado zangada. Ou ferida.

... Deveria acabar logo com essa aposta estúpida enquanto ainda podia...

E o que aconteceu, aconteceu.

E não havia como voltar atrás agora.

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Naquela manhã, Sakura havia acordado cedo, na hora em que o sol ainda estava longe de aparecer, e o frio era como um cobertor que te congelaria se você ficasse andando pela rua por muito tempo. Havia acordado e se vestido e saído - do lugar que a estava sufocando, sufocando-a de uma maneira que nunca havia sido antes. Ela saiu e foi para um lugar que sempre ia quando queria ficar sozinha ou sempre que as coisas em sua vida estavam em desacordo com o conceito de algo chamado felicidade.

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Ela estava sozinha.

E não estava feliz.

... E não tinha a quem culpar senão a si mesma.

E a ele, Sakura. E a ele.

Sakura não podia realmente pensar sobre isso ainda, porque não queria pensar... nele.

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Suspirando, a kunoichi embrulhou o cobertor pesado em torno de si e fitou quase que em contentamento os campos ao seu redor, ao redor de seu lugar especial (como sempre o chamara).

Lugar este que era um cemitério.

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Ela deveria ficar assustada por ficar assim no escuro, num lugar onde todas as pessoas presentes já estavam mortas e seus corpos ali enterrados com apenas seus espíritos e almas pairando, nem em prantos, nem inquietas, nem felizes, nem relaxadas. Não que já tivesse visto alguma, é claro. Mas a idéia era essa. Ainda assim, a verdade era que ela não estava realmente com medo disso. Desde que seus pais morreram, dois anos atrás, em um acidente em que a maioria dos civis (e um pai orgulhoso e uma mãe amorosa) não deveria ter experimentado (em férias estúpidas na montanha – onde houve um acidente típico de escaladas), ela passou a vir a este lugar sempre que conseguia encontrar tempo e esse tempo sempre encontrava, apesar de sua agenda lotada. Apesar de sua estranha forma de viver.

Este era o único lugar que sempre, sempre a acalmava.

Então, ela ficou lá, até o sol nascer (e que belo nascer do sol). Ficou lá, mesmo quando viu seu ex-sensei fazer o que ela também estava fazendo (ele era apenas um pequeno ponto entre as pedras esculpidas e estava muito longe de si), visitando seus entes queridos como ela sabia que ele fazia todos os dias que estava aqui em Konoha. Porque ela viu a expressão em seu rosto, e sabia que isso era algo que não deveria estar vendo, então manteve seu chakra escondido e virou-se de costas, como sempre fazia toda vez que o encontrava neste lugar, porque ele era um homem que sofria calado (mesmo depois de todos estes anos, Kakashi-sensei?), e um homem em sofrimento tinha de ter sempre, sempre o direito à sua privacidade.

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Quando Sakura se virara novamente, ele já havia ido embora, provavelmente em uma missão ou treinar ou qualquer coisa do tipo. Sakura sabia que ele sabia que ela estava lá (como sempre o fazia e por muito ele a ignorava) mas como sempre, nenhuma palavra fora trocada. Ela respeitava a sua privacidade e assim o fez. Talvez um dia, eles iriam falar alguma coisa ... mas não agora, ainda não.

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Ela permaneceu ali, até que o vento já não estava tão frio e o cobertor ficou inútil.

E em poucos momentos, finalmente sentiu seu coração acalmar. E sua mágoa dissipou.

Isso sempre, sempre funcionou.

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- Sakura ...?

A voz era familiar. Os passos eram leves, não era exatamente o que ela esperava para um homem de seu porte e seu tamanho, mas ainda assim , ele era um shinobi. A maioria das coisas eram geralmente inesperadas quando se tratava de um ninja.

No rosto de Sakura um sorriso leve apareceu. Já era mais de meio-dia e o sol estava a pico.

Ficara por ali por quase nove horas.

- Olá, Juugo.


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Sakura não se virou para olhar para ele, manteve seu olhar sobre a coisa que tinha em sua mão, algo que vinha segurando desde o nascer do sol.

Cheirou-a por um tempo, antes de girar para finalmente olhar para o homem enorme que estava bastante hesitante atrás de si.

E Sakura lhe deu um sorriso suave, pequeno.

- Quer se sentar?

Ele sorriu de volta e delicadamente (delicadamente, porque ele sempre foi um homem gentil e Sakura nunca havia mudado sua opinião sobre isso, mesmo quando a maioria das pessoas duvidavam dele) percorreu o caminho para se sentar ao lado dela.

- Obrigado, Sakura.

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Eles ficaram em silêncio por um momento, observando a vista, os campos, as flores ... as pedras esculpidas. Ele inclinou a cabeça e leu os nomes esculpidos na pedra direita um pouco acinzentada a sua frente, quase como se a estivesse considerando solenemente. Depois de um tempo, ele se virou para olhar para ela.

- Quando eles morreram? - perguntou.

- Dois anos atrás. Num acidente. - ela respondeu suavemente.

Ele acenou com a cabeça e não fez mais perguntas. O olhar de Juugo desviou de seu rosto e foi até o objeto macio e amarelo que estava nas mãos de Sakura.

- Fico feliz que você goste de mangas.

Ela piscou em vista à sua mudança repentina de assunto.

- Hein?

- Sasuke me pediu pra comprá-las. Quando vocês estavam ... naquele encontro.

- ... Oh. - De alguma forma, ela não esperava isso.

Mas o que você esperava, então? Que aquele saco de mangas de repente num passe de mágica aparecesse do nada?

Sim.

Com certeza não esperava que ele fosse ser atencioso.

Ele nunca fora atencioso.

Para manter seu pensamento longe dele, ela simplesmente sorriu para Juugo e manteve a manga perto de seu nariz novamente. - Obrigada, Juugo. Eu sempre adorei o cheiro de mangas. Elas são muito agradáveis.

- Ele está procurando por você.

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Sakura piscou novamente, mais uma vez não esperava a súbita mudança de assunto.

Mas, é claro, Juugo não era realmente o tipo de pessoa que se desviava da questão principal.

- Não que esteja dizendo isso ou qualquer coisa. - continuou, olhando para ela calmamente. - Mas eu conheço o Sasuke.

Ela permaneceu em silêncio e continuou a cheirar a manga.

- Às vezes, ele realmente não quer dizer o que diz. É um mecanismo de defesa. Ele nunca deixa ninguém entrar, porque sempre acreditou que essa é a maneira de ficar mais forte.

E ele sempre quis mais poder, não é mesmo?

Ela quis dizer friamente. Mas se conteve deixando Juugo continuar a falar.

– Mas ele é uma boa pessoa. ... simplesmente não sabe como demonstrar isso. Nenhum de nós sabe como fazer isso. O Sasuke sempre toma conta de nós, ele nunca nos decepcionou, Sakura.

Ela sabia disso. Será que ninguém sabia que ela sabia disso? Será que as pessoas realmente achavam que ela não se importava, que ela não o amav-

Whoa. Peraí!

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Seus pensamentos pararam abruptamente e sua cabeça levantou rapidamente em vista à última palavra que tinha acabado de imaginar... a palavra que brotou de seu cérebro. A kunoichi empalideceu consideravelmente. De onde diabos veio isso? Claro que não era amor. Claro. Isso, o que quer que ela estava sentindo, era apenas paixão. Apenas atração. Era inegável, considerando como o cara era bonito e atraente e beija muito bem e sabe tocar nos lugares certos para fazê-la sentir coisas...

Pára, Sakura. Pára.

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Parecia que ia explodir com tantas emoções vindo à tona. Considerando o quanto ela gostaria que ele a deixasse entrar, mesmo só que por uma vez...

Terreno perigoso. Pare de pisar em terreno perigoso.

... Para que ela pudesse finalmente conhecer o seu "eu" real.

Assim, ela poderia finalmente curá-lo.

Porque lá no fundo, ele é apenas um garoto à espera de ser amado.

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Mas o que Sakura estava fazendo, pensando que ela poderia ser a única a dar a ele esse amor?

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Entrando em pânico ligeiramente por causa do rumo de seus pensamentos, Sakura deixou cair a manga de sua mão, a fruta caiu sobre a grama macia provocando um baque surdo. Seus punhos cerraram inconscientemente, agarrando firme o tecido da barra de sua saia, como se sua vida dependesse disso. Ela olhou para cima e viu que Juugo estava dando-lhe um olhar preocupado.

Ela olhou para baixo e em seguida fechou os olhos.

- Sakura, qual é o problem...?

- É tudo fingimento - deixou escapar.

Ela sentiu o silêncio na atmosfera que os circundava, mas não que ele a estivesse julgando ou coisa assim. Sakura olhou para cima, ele ainda estava olhando para ela, em seus olhos um fio de surpresa.

A kunoichi suspirou e começou a contar-lhe tudo.

- Ele quer se livrar das fangirls. E a melhor maneira de conseguir isso era arrumar uma namorada de mentira para afastá-las... Sabe, o que você pensa, toda essa doçura que você vê, isso não é real...

- E o que você ganha nisso tudo?

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Ela parou de falar em vista a pergunta e ficou boquiaberta. Então, quase, quase corou.

- O que te faz pensar que eu ganho alguma coisa nisso? - murmurou.

- Eu não quis te ofender... -começou a dizer suavemente, mas ela o interrompeu.

- Não, não, você está certo, - Sakura murmurou, sacudindo a cabeça. Respirou fundo, manteve os olhos constantemente sobre os campos. - Eu fiz uma aposta com uma amiga. Uma aposta inofensiva. Estávamos bêbadas e fomos completamente inconseqüentes. É isso que eu vou ganhar em troca. Mas ele não sabe. Ninguém sabe. Só eu e você, e. .. . minha amiga. Mas eu não, eu não pretendo magoá-lo...

Silêncio.

Sakura tirou os olhos dos campos para poder fitar sua companhia que permanecera em silêncio.

- Eu não vou machucá-lo - Repetiu. - Se é isso com o que você está preocupado. Então ... não se preocupe.

Silêncio.

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Juugo simplesmente estava considerado o que ela havia dito, sua expressão pensativa. Sakura não se sentiu desconfortável pois supôs que devia agradecer o tipo de vínculo que os dois partilhavam agora. Era uma espécie de alívio, poder finalmente chegar a falar com alguém sobre isso.

Pelo menos, ela poderia parar de ficar pensando muito sobre isso.

Até parece.

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Depois de um tempo, ele finalmente falou.

- Você diz que não é real. A doçura... que vocês tem mostrado em público.

Ela sorriu um pouco. - Não. Foi ele quem propôs a idéia, bem, na verdade, Naruto propôs. E ele teve que aceitar, se quisesse... viver uma vida livre de fangirls.

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Você era apenas uma fangirl. Só se preocupava com a minha aparência, nunca viu quem eu realmente era.

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Seu sorriso vacilou, mas ela tentou com bastante dificuldade não deixar que aquelas palavras a afetassem. - É só por alguns dias de qualquer maneira. Muito em breve, nós vamos seguir nossos caminhos, cada um pra um lado e as coisas vão voltar ao normal.

- Sakura?

- Sim?

- Tem certeza que não é real?

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Seu coração batia forte. O sorriso sumiu.

Não é real, Sakura? A 'Inner Sakura' perguntou, de forma estranhamente suave, sem gritos.

Beijos no escuro. Toques ardentes. Murmúrios que a fazem esquecer do mundo. A voz dele, seus olhos, suas adoráveis e amáveis mãos.

Emoções que nunca deixaram de mexer com alguma coisa lá dentro de si.

Não. Não podia ser real.

Isso não podia ser real.

Ela balançou a cabeça para convencê-lo. Para convencer a Inner Sakura.

Para convencer a si mesma.

- Não, Juugo. - sussurrou baixinho. - Não é real por parte de ambos.

- Mas ... vocês são amigos, certo?

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Nós nunca fomos amigos, Sakura.

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Uma pausa.

Sugou o ar com dificuldade.

- Sim, Juugo. Somos amigos.

Mentirosa.

Juugo ainda permanecia em silêncio.

Mas depois de um tempo, ele finalmente concordou.

- Tudo bem.


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Ficaram em silêncio novamente, ele pensava em algo, ela contemplava sobre algo.

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Então pare de fingir que você me conhece. Porque você não conhece. Você não me conhece, Sakura. Você nunca conheceu. E nunca vai conhecer, então pare de tentar.

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Desde quando você desiste, Sakura?

De repente, uma luz iluminou seus pensamentos. 'Inner Sakura' estava certa.

Desde quando ela parou de tentar conseguir alguma coisa?

Talvez eles não fossem ter nada de especial mesmo. Talvez, depois disso, simplesmente voltariam a ser estranhos completos um para o outro.

Mas pro inferno que ela simplesmente desistiria tão facilmente.

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- Juugo?

- Sim, Sakura?

- Onde estão os pais dele?

Juugo a encarou surpeso mais uma vez. - O quê?

- Os pais dele. Eles foram enterrados por aqui?

Ele continuou olhando para ela um pouco mais, em seu rosto pura hesitação. Então, finalmente suspirou.

– No distrito Uchiha. - respondeu suavemente, e depois de mais um momento. - Ele nunca vai lá. Nenhum de nós vai. Bem... Sasuke não quer isso. Ele tentou uma vez e ... não conseguiu.

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Algo em seu coração doía só de pensar, mas ela trancou essa emoção especial bem no fundo de seu 'eu' e tentou pensar nisso como um passo para se tornar amiga dele.

Eles se tornariam amigos. Isso ia acontecer.

Amigos. Apenas amigos.

Mesmo que tivesse que espancá-lo até que ele finalmente cedesse.

Ou beijá-lo tão ardentemente até que ele gemesse nosso nome.

'Inner Sakura' riu, sua aura agora completamente renovada.

- Certo. - Sakura murmurou, principalmente para si mesma. Ela se levantou, trazendo seu cobertor consigo. E estendeu uma mão para Juugo.

- Onde estamos indo?- o gigante perguntou.

Ela sorriu. - Pegar algumas flores.

Silêncio.

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Lentamente, Juugo sorriu de volta. Então pegou a mão que ela havia oferecido e, juntos, saíram do cemitério caminhando pelos campos, onde encontraram-se completamente renovados e com todos aqueles pensamentos perturbadores totalmente dissipados, pela primeira vez naquele dia (porque Sakura havia estado bastante incomodada e Juugo, um amigo - sim, seu amigo – também havia ficado preocupado com ela).

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Nenhum dos dois percebeu o par de olhos presunçosos, cheios de malícia que observavam por trás de uma árvore, contemplando. Ninguém sentiu o chakra oculto.

E ninguém viu o brilho no olhar nem o sorriso satisfeito e triunfante nos lábios dessa pessoa.

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- Dobe.

- Teme! Onde diabos você esteve? O treinamento começou ontem à noite e você sabe muito bem disso...

- Você viu a Sakura?

O discurso do loiro (pois ia ser um discurso, com certeza) parou, e ele começou a olhar para o rosto calmo do rapaz de cabelos negros, seu amigo-inimigo-rival.

Lentamente, os olhos azuis brilharam e um sorriso de gato apareceu em seus lábios.

- O que, você quer fazer bebês com a sua namorada? - perguntou alto, a voz assumindo um tom de provocação. – PORQUE EU APOSTO QUE VOCÊ IA ADORAR ISSO E AIIIII QUE ISSO, FOI NA MINHA CARA QUE VOCE BATEU, SABIA?

- Eu sei.

Naruto olhou feio e praticamente rosnou. – SE VOCE ACHA QUE VAI SE LIVRAR TÃO FÁCIL ESTÁ MUITO ENGANADO...

- Kakashi.

Empoleirado em cima de uma árvore, Kakashi não desviou o olhar de seu livro de laranja.

- Sim, Sasuke? - perguntou preguiçosamente.

- Você a viu?

Uma pausa.

O olho de Kakashi permaneceram em suas páginas preciosas.

-... Não.

- Por que você está procurando por ela, Sasuke-san? - Sai perguntou em tom agradável.

- Não é da sua conta. - foi sua resposta, fria e curta.

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E então ele se foi em uma nuvem de fumaça.

- Teme! TEMEEEEEE!

E Naruto foi deixado para trás gritando com ninguém mais do que si mesmo.

E continuou xingando a plenos pulmões.

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Quando ela chegou lá, com um encantador buquê de flores silvestres em suas mãos (as flores que Juugo a ajudou a escolher, antes que saísse para ajudar Suigetsu no treinamento), e um pequeno sorriso nervoso no rosto (porque esta era a primeira vez que punha seus pés nesse lugar, nesse lugar sagrado), a vista que contemplara não era a que pensara que teria.

Primeiro, o local estava limpo.

E não estava vazio.

Juugo não dissera que ninguém pisava mais ali?

- Pinky, o que diabos você está fazendo aqui?

Parecia que ele estava errado afinal.

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Seu sorriso desaparecendo, Sakura virou-se para a voz familiar em total surpresa.

Karin, que havia estado anteriormente ajoelhada em frente a uma lápide cinza escuro, o rosto tranqüilo e sereno, estava agora de pé, mãos nos quadris e um brilho fugaz em seus olhos vermelhos.

Não era, para dizer a verdade, pelo menos, algo que Sakura esperava encontrar (sabe, serenidade naqueles olhos). Nunca.

Havia flores por todo o pequeno cemitério da família Uchiha. Eram flores coloridas, dispostas de forma elegante e atraente (e tudo tão minuciosamente planejado). Sem folhas mortas e a grama estava verdinha. Parecia terem sido cuidadas recentemente.

Pareciam ser cuidadas durante meses.

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- Você vem aqui todo esse tempo? - Sakura perguntou, um pouco espantada e muito chocada. A verdade era, ela teria esperado isso de Juugo. Ou Kakashi. Caramba, até mesmo de Naruto.

Mas... Karin?

- Desde quando, Karin?

Karin endureceu e apenas manteve o olhar feio.

- Não é da sua conta! - ela rosnou. - E o que você está fazendo aqui? Você não deveria estar aqui!

Sakura arqueou uma sobrancelha. - Você não deveria estar aqui, também.

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Karin ficou raivosa com isso, mas se recuperou rapidamente e seguiu em direção à Sakura, punhos cerrados um de cada lado. De repente, antes que Sakura pudesse reagir, tais punhos chegaram rapidamente perto de si e ela teve de largar as flores no chão. Sem aviso, Karin pegou as flores que sakura trouxera e começou a destroçá-las violentamente.

Elas ficaram esmagadas em questão de segundos.

Com se numa questão de segundos, o choque de Sakura se transformou instantaneamente em uma emoção muito, muito diferente.

- Ei, o que você está fazendo? - Perguntou com raiva, seus olhos verdes brilhando em revolta.

- Me Livrando de você!

- Isso foi rude!

- Eu não me importo! - Karin berrou com petulância.

- Você não s...

- Cala a boca. Cala a boca, Pinky!

- PINKY! Por que diabos você sempre...

- Eu disse CALA A BOCA!

- Não me diga pra calar a boca...

- CALA A BOCA, Sakura!


Sakura ficou tão surpresa por ter sido chamada pelo primeiro nome (e não de Pinky), que na verdade ela realmente calou a boca por um tempo. Mas então, a frustração rapidamente lhe deu um chute no estômago, e ela abriu a boca novamente.

- Por que diabos você é assim?

Ela esperava um grunhido ou um grito, ou um brilho diferente no olhar vermelho. Esperava um insulto, um comentário sarcástico ou um tapa na cara, como antes. Caramba, esperava até mesmo uma ordem qualquer para calar a boca novamente.

Ela se preparou e seus próprios punhos cerraram (nunca se sabe não é mesmo, quando as coisas com essa ruiva podem sair do controle e) ...

- Porque você tirou ele de mim!

Sakura parou.

Ela parou completamente.

Não foi por causa de suas palavras.

Mas por causa da aparência completamente desolada no rosto de Karin.

... Karin?

A raiva da ruiva dissipou tão facilmente quanto havia começado. O queixo de Karin tremia embora tentasse firmemente mantê-lo no lugar. Mas não havia como negar a dor em seus olhos vermelhos. A Miséria.

Lentamente, a raiva de Sakura se dissipou, e ela só conseguiu olhar para a outra moça quase como que em choque.

Você o levou pra longe de mim!

Karin repetiu com a voz vacilante agora, ainda mais alto. – Você roubou ele! Ele cuidou de mim! Ele se importa comigo! E-e-você-é apenas ...

Sua voz foi ficando mais suave.

- Você acabou com tudo!

Um pouco mais baixa.

- Ele é tudo o que eu tenho. Ele é tudo que eu sempre quis e você o levou embora.

Quase não se podia ouvi-la.

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Aquelas não eram palavras de uma fangirl. Não eram declarações de adoração, ou paixão, ou atração.

Eram palavras de uma moça que estava realmente apaixonada.

Por ninguém menos que Uchiha Sasuke.

O que ela deveria dizer?

- Karin…

Karin se virou, enxugando as lágrimas violentamente. E olhou tranqüilamente para os túmulos. - Eu vejo o jeito que ele olha pra você. A maneira como ele te toca. Você conseguiu o amor dele, sua vadia. Você acabou com tudo e levou ele de mim.

O coração de Sakura bateu forte. Sua cabeça girava. Não por causa do insulto (que mal notara).

Ele não olha pra mim de maneira nenhuma.

Ele não me ama.

Você está errada.

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- Karin, n-não é o que você pensa...

Karin riu amargamente. - Cala a boca. Só cala a boca. Eu não quero falar com você. Eu não quero ver a tua maldita cara. - Sua voz estava determinada. - Este é o meu lugar e eu vou cuidar desse lugar! - A voz dela estava entrecortada. – Vá embora daqui e pode transar com ele à vontade, isso não me interessa mais! - Sua voz estava tremendo. - Porque eu não vou ligar! Eu não ligo! Eu não ligo!

Sua voz sumiu.

E o momento de fraqueza finalmente apareceu. Numa explosão.

A barreira havia rompido, a barreira que Karin, a 'espanta fangirls' e ...

Sempre tão corajosa...

...Sempre tão determinada a conseguir o que quer...

Porque isso era o que ela era, Karin, no final, sempre conseguia o que queria...

.

... Afundou-se no chão. Cobrindo o rosto com as mãos.

E chorou, muito, muito suavemente.

- Eu preciso dele. - murmurou baixinho. Suplicante. - Eu quero ele.

E tão quebrantada.

- Eu o amo. Por favor, Sakura ... não o leve embora. Não o leve embora.

Karin implorou silenciosamente num murmúrio abafado por suas mãos.

E Sakura sentiu seu coração apertar tão forte, ela estava tão impotente.

O que deveria fazer?

.

Não é real, Sakura?

.

Não era. Não é.

Sakura não o amava.

Ela não o amava.

Quem você quer tentar enganar, menina?

- Karin ...

Eu estou te dando ele volta.

Ele é todo seu.

Eu não quero ele.

- ... Me desculpe.

.

Silêncio.

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- Mas eu não vou desistir dele.

Ainda não.

Digamos que ainda não.

- Eu não vou.

Eu não posso.

- Por quê? - Karin perguntou entre lágrimas.

Porque eu posso estar apaixonada por ele também.

O coração de Sakura bateu forte mais uma vez. Seus olhos arregalaram.

... eu estou?

Ela estava?

A kunoichi não conseguiu responder, porque, de repente, um som sibilante foi imediatamente ouvido e uma dor irradiou e percorreu por si rapidamente.

E uma kunai subitamente foi cravada fundo em seu ombro.

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- Suigetsu.

- Oi! Sasuke! Onde diabos você...

- Onde está a Sakura?

Àquela pergunta e interrupção, Suigetsu apenas encolheu os ombros. - Como eu saberia? Eu não sou o namorado dela, não que eu queira ser, considerando o fato de que ela é muito gostos... er... quero dizer, eu não a vi... - ele emendou, quando viu um brilho perigoso passar pelos olhos do Uchiha. Eita. Falando de possessividade hein.

Em um instante, a expressão precipitada de Suigetsu tornou-se um sorriso amplo, muito amplo.

- Você sente falta dela, não é? Que droga de homem de sorte você é, conseguir fod ... er, quero dizer, fazer amor com ela o dia inteiro e heeey! Que diabos, porque você chutou a minha katana?

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O homem de cabelos negros não respondeu, ele apenas fez uma careta e se afastou.

Suigetsu suspirou e reclamou sobre o abuso daquele Uchiha por ter chutado sua katana querida.

Mas suas queixas pararam quando as palavras de Juugo foram ouvidas.

- Ela foi visitar seus pais.

Lentamente, o Uchiha parou de andar.

Lentamente, ele se virou.

- O quê?

Suigetsu quase estremeceu perante a dureza de seu tom frio.

Calmamente, Juugo repetiu sua declaração.

- Ela foi visitar seus pais.

Silêncio.

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Então, como que num passe de mágica, Uchiha Sasuke desapareceu, deixando um Suigetsu chocado e um Juugo bastante calmo para trás.

- Merda, Juugo, você quer que a Sakura morra?

- Ele não vai matá-la.

Suigetsu só conseguiu suspirar novamente.

Ele só podia esperar que o Uchiha não fizesse nenhuma besteira.

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Aconteceu rápido demais para ela compreender o que realmente tinha acontecido.

Primeiro, havia de repente uma kunai profundamente cravada em seu ombro, teria sido pior se ela não não tivesse se movido no último segundo possível.

Sakura estava sangrando muito. Mas não estava tão ruim quanto as feridas que Karin tinha recebido por causa das várias shurikens presas em suas pernas.

- AAARGHH! AAARGHH! Quem me acertou? AAARGHH! - A kunoichi de cabelos vermelhos gritava como uma alma penada.

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Em seguida, apareceram de repente três presenças chakra atrás de Sakura. Ela se virou e viu que eram as mesmas três meninas que a tinha seguido até o bar, há poucos dias atrás, na noite em havia declarado (ou melhor, Naruto havia declarado) que Sasuke era seu namorado.

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Fangirl número um tinha um sorriso muito largo no rosto.

Fangirl número dois e três estavam encarando muito feio.

E cada uma tinha uma kunai nas mãos.

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Instantaneamente, Sakura estava em modo de defesa e começou a proteger Karin com seu próprio corpo. Ela olhou feio para as fangirls e removeu a kunai de seu ombro curando-o logo de uma vez. E segurou a kunai firmemente em seu punho.

- Você está bem, Karin?

- Eu NÃO estou bem! - Karin retrucou. - Tenho várias armas presas na minha maldita perna e você ainda pergunta se estou bem!

- Mas você vai viver?

- Eu disse que tem várias...

- Karin, responda a maldita pergunta! – Sakura gritou de volta.

Karin parecia assustada. Mas finalmente balançou a cabeça.

- Vou viver. - murmurou.

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Satisfeita com a resposta, Sakura assentiu com a cabeça (embora não estivesse nem olhando para a moça de cabelos vermelhos). Então, finalmente voltou sua atenção total para as três fangirls triunfantes.

Havia um brilho muito estranho em seus olhos verdes.

- Se vocês tem algo contra mim, não incluam ela no meio disso. - Sakura disse muito friamente.

Uma das meninas deu de ombros. - Ela é irritante. E o seu choro já tava me dando nos nervos.

Karin rosnou. – CALA A BOCA EU NÃO TAVA CHORAN...

- Não a machuque. - Sakura disse, ignorando a outra. - Eu disse: se você tem algo contra mim...

E Haruno foi interrompida por uma risada muito cruel. - Você? Por que teríamos algo contra você? Por que você sempre acha que é tudo sobre você, Pinky? Você não é nada pra nós. Apenas um pedaço de lixo, sério. Uma puta estúpida.

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O temperamento de Sakura estava começando a ferver. - Então, se eu não sou nada, por que você está fazendo isso? O que está tentando fazer? Nos matar? - Sakura perguntou com raiva.

Elas não responderam. Em vez disso, miraram as kunais diretamente no peito da kunoich. Sakura se esquivou facilmente, pegando uma Karin berrante no colo.

- Não - disse outra fangirl, quase que docemente. Vitoriosa. - Estamos apenas colocando a culpa em você.

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E Sakura, apesar de sua vontade, não previu o que aconteceria em seguida.

BOOM!

Ela deveria ter previsto.

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Houve uma explosão tão forte, tão forte, que a força da mesma enviou Sakura para trás, fazendo-a quase cair no chão. Ela não caiu, mas deixou Karin cair acidentalmente.

Karin amaldiçoou e agarrou suas feridas por causa da dor.

Sakura tropeçou, mas manteve-se de pé.

Então ela olhou.

Não para Karin.

Mas para o estrago que foi feito de repente e inevitavelmente ao seu redor.

Oh, Kami. Oh, Kami. Oh, Kami Oh, Kami, não...

O cemitério estava completamente destruído.

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Ele corria o mais rápido que podia, mas ao som da explosão...

Ele parou.

E olhou.

E o que viu fez seu sangue correr horrivelmente, terrivelmente frio por suas veias.

Logo, os olhos de Sharingan estavam perigosamente vermelhos em suas órbitas.

E não havia misericórdia presente neles.

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As fangirls desapareceram, mesmo antes da explosão estar concluída. Mesmo antes de Sakura poder retaliar.

E no instante seguinte, antes que a kunoichi pudesse decidir o que fazer, ela foi agarrada de repente pelos ombros, escorada brutalmente contra uma árvore, sua respiração engatou por um instante e um suspiro escapou de seus lábios.

Em seguida, o suspiro morreu, e sua garganta ficou seca quando ela finalmente viu quem era a pessoa que a estava segurando firmemente.

Quando ela viu o olhar frio (muito frio, muito frio) em seus olhos vermelhos de Sharingan.

Algo em si ficou com muito, muito medo.

- Sasuke-kun! O que…

- Mas que merda você fez, Sakura?

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Ela ficou tão espantada com a pergunta e não pode fazer nada, mas apenas continuar olhando para ele por um momento. Então, a realização subitamente a tomou e sua expressão de espanto se tornou algo parecido com desafio.

- O quê? Eu não fiz nada! Como você pode pensar que eu...

- Ela colocou kunais explosivas nas lápides.

Seus protestos morreram ao som repentino de uma voz.

Não.

Não podia ser.

Mas Karin, olhos voltados para o chão e ainda se lamentando sobre suas lesões, continuou a falar.

E o que ela disse em seguida fez com que a expressão de Sakura mudasse para completo choque.

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- Eu tentei impedi-la. - Karin disse baixinho, com lágrimas correndo silenciosamente pelo rosto. - E... e ela tentou... ela tentou me matar.

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Sakura ficou instantaneamente entropecida.

- ... O que Karin...Sasuke-kun, você não pode acred...

- Por quê? - simplesmente disse friamente, interrompendo-a.

Eu não fiz isso.

- Sasuke-kun ... eu...

- Você a machucou. Destruiu esse lugar. A única memória da minha família. Por quê? - O olhar frio se foi, e em seu lugar não havia nada, apenas fúria. E dor.

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Ela não podia falar.

- Esse é seu jeito de tentar entrar na minha vida? Você está tentando acabar comigo?

Ela ainda não conseguia falar, mesmo quando a mão esquerda do Uchiha deixou seu ombro e apertou em volta de seu pescoço com força.

Algo dentro dela estava se quebrando, quebrando lentamente.

Certamente.

- Pare de foder comigo, Sakura. Pare de mentir.

Sua mão apertou ainda mais.

- Pare de tentar se enfiar onde você não é bem vinda.

Eu não fiz isso.

Eu não fiz.

Eu me importo.

Eu me importo, Sasuke-kun.

Mas ela não conseguia dizer as palavras, porque algo em si subitamente congelou.

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Sakura só podia assistir de forma entorpecida enquanto o enlace de Sasuke em seu pescoço soltava. E seus olhos Sharingan desapareciam. Então, ele a deixou ir e caminhou rapidamente até Karin para carregar a garota de cabelos vermelhos (a mulher) cuidadosamente, certificando-se que seus ferimentos não fossem tocados.

Ele não olhou para trás para onde Sakura estava, em vez disso falou ainda de costas, fitando em sua frente pedras agora esmigalhadas.

O solo negro.

As flores queimadas.

Eu não fiz isso.

- Saia.

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A kunai caiu de sua mão, de forma inconsciente.

Por que você não acredita em mim?

- Eu não... - Sakura murmurou baixinho. - Sasuke-kun, eu não...

- Saia. Eu não quero te ver novamente.

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Algo rachou dentro do corpo feminino.

- Arrume suas malas. E não volte nunca mais aqui.

Houve outra grande rachadura.

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- Acabou ... Haruno.

E depois ... de repente, ele começou a se afastar.

E ela não podia evitar, não conseguia parar a sensação de entorpecimento que a tomava agora. Seus joelhos enfraqueceram.

Seu coração estava se partindo dolorosamente, em pequenos cacos.

Quebrando…

Não.

Não quebre.

Não se atreva a quebrar!

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Ela não sabia o que a fizera dizer as palavras que se seguiram.

- Você é um monstro.

Ele endureceu e parou.

- Você é um monstro, Uchiha Sasuke. - Sakura disse baixinho, o pulso acelerado.

Em seguida, se firmando.

Então ... tentando catar os cacos.

- E você está certo. Nós nunca fomos amigos. E eu não me importo. Eu te odeio.

Mentirosa.

- Eu te odeio tanto, tanto. - sussurrou, sua voz ainda firme. - Eu vou odiar você pro resto da minha vida.

- Eu não me importo. - respondeu ele.

Eu me importo.

Mas não havia mais nada a dizer, na verdade. Não havia nada mais a se fazer. Então, Sakura ficou em silêncio, observando enquanto Sasuke levava Karin em seus braços e ainda não olhava de volta para ela.

Antes que ele pudesse desaparecer completamente (eu não quero olhar pra você nunca mais, Sasuke-kun), ela se virou.

Eu não estou apaixonada por você.

Então ela saiu andando devagar (assim como ele fizera, Sakura assim o fez. E Assim como ele sempre o fará).

Eu não quero estar apaixonada.

E ela não olhou para trás.

Eu nunca mais vou me apaixonar por você.

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Ele não tinha nenhuma razão para duvidar de Karin.

Porque durante todos esses anos juntos como companheira de equipe, ela nunca o traíra. Nunca, jamais mentiu para ele.

Nunca foi outra coisa senão uma fangirl, mas também uma boa amiga.

Então o que isso fazia de Sakura?

Ele não queria mais pensar. Não sobre isso.

Não sobre ela.

Ele não se importava com ela.

Não mesmo.

Então por que não podia acreditar em suas próprias palavras?

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Ele estava tão irritado. Tão irado. Consigo mesmo. Por causa dessas emoções. Por causa dessa sua fraqueza.

Por causa dela.

Por que você fez isso, Sakura?

Por quê?

- Sasuke-kun ... - Karin sussurrou, enterrando a cabeça em seu ombro. As mãos dele apertaram. Ela estava segurando um soluço. E estava sofrendo.

- Hn.

- Sasuke-kun ...

Sakura ...

Por quê?

- O que, Karin?

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As mãos sobre ele apertaram ainda mais. O corpo feminino tremia.

E sua voz tremia. E o que ela havia dito em seguida foi o suficiente para que os pensamentos de Sasuke desaparecessem completamente.

Os pensamentos e toda aquela raiva.

Dormência assumiu o controle.

-... Sinto muito. Sinto muito. Não foi ela. Ela não fez nada.

Em um instante, Karin ficou histérica em seus braços.

E Sasuke estava entorpecido demais para ligar, a ficha começou a cair. Muito rápido. E Muito profundamente.

Mas já era tarde demais.

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Você é um monstro, Uchiha Sasuke.

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Ele era.

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Eu te odeio tanto, tanto.

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E Sakura tinha todo o direito de odiá-lo por isso.


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...

Continua.

Postagem do próximo Capítulo Prevista para meados de Dezembro.

Cenas do Próximo Capítulo: Envio por PM/email para os leitores que deixarem reviews ;D

(Sim. A prévia do cpt 11 vale muitoooo a pena!) ;)

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Maldita 4 olhos!*

MALDITA!

Cara, no incio eu até fiquei com pena dessa cretina, mas caraaaaaaaaaa vocês viram isso?

Como essa 'pessoa' foi fazer uma coisa dessas?

*tipoooooooo I-hate-her-likeeeeeee-4-ever*

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Além disso, como o Sasuke foi acreditar nela? Ahhhh,

afinal de contas ela é a Karin! A KARIN!

E sakura é a Sakura.

Pelo amor de Deus! *que falta de critério!*

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Ai ai Fico tensa enquanto traduzo/leio/releio e a cada instante tenho uma vontade subta de matar a karin over and over again *mata/apunhala/derruba da escada*

*Ai ai chega, momento desabafo da tradutora.*

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Mas e vocês:

O que acharam?

Gente, deu pra perceber que a fanfic guarda milhares de intrigas e revelaçõs e confusões do arco da velha, né.

E eu espero que vocês curtam todas elas :D

*apesar de toda a revolta, porque não são só vcs que ficam revoltz não, imagina eu aqui, ainda não consigo parar de pensar em formas mil de acabar com a raça dessa ruiva tosca e de bater muitoooo no bumbum de um certo Uchiha!*

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Bom, amores, ajudem o kokuro de uma Hime tradutora a ficar mais feliz:

Deixem reviews ;D

Quem sabe né, eu tenho zilhares de provas/seminários/etc por aí, massssssss posso pedir, QUEM SABE, TALVEZ para que uma mui amiga minha (se ela tiver tempo) faça as

revisões devidas do inglês e tal e aí daria pra postar tipooooooo um pouco antes... Nunca se sabe mas (Seria legal né ;D) - Só preciso convencer a Lele, ela não curte muito essas coisas, mas vamos ver né *talvez a suborne com chocolate heheh*

Motivem, motivem, motivem a Hime :)

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Reviews, reviews, reviews ;D

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Lindas, beijoquitas prôces,

Nos vemos :)

Hime-chan.


PS* Nada contra quem usa óculos (eu também uso! hehe) Só usei essa expressão porque é a que os personagens usam todo momento pra se referir à Karin.

PPS: Eu não sei em quem bateria primeiro: No Sasuke ou na karin. Esse cpt me deixou realmente tensa.