N/A: Já sei, já sei, demorei demais de novo, né? Já vou me adiantar e pedir desculpas! Mas é que entre outras coisas, eu peguei amigdalite (e faringite, e laringite... Basicamente todas as "ites" resolveram se unir para acabar com o fim das minhas férias) e fiquei um tempão doente tanto em casa quanto no hospital. Depois que eu melhorei, eu resolvi usar o tempo que eu tive que ficar de repouso (que acabou com meu carnaval diga-se de passagem) para dar uma adiantada na fic. Então agora finalmente eu lhes dou o cap 10, que saiu bem fraquinho na minha opinião, e por isso eu prometo que posto o 11 logo, logo.

N/A2: Mais uma vez, parece que os deuses se uniram pra me impedir de postar a fic. Semana passada, eu fiz o upload, editei e ia postar o cap, mas o meu computador aparentemente se uniu com o ffnet para me encher o saco e minha pagina de histórias não abria, e eu não tinha como postar. Por sorte, eu ganhei um pc novo (mais de 3 GB de memória, finalmente!), mas ainda assim fiquei um tempo sem internet, só podendo postar HOJE. Então dessa vez, ao invés de erguer as mãos ao céu para agradecer pelo cap, eu peço que vocês erguam apenas uma mão e um dedo para ele, já que obviamente alguém lá em cima ODEIA minha fic.


Capítulo 10 - A Hard Day's Night

It's been a hard day's night

And I've been working like a dog

It's been a hard day's night

I should be sleeping like a log

"E lembre-se, Srta. Granger. Volte no tempo apenas para assistir as aulas, não use o aparelho para mais nada, nem interfira no que aconteceu no passado."

"Claro que não, professora."

Hermione Granger era uma menina extremamente responsável, o que a possibilitou realizar o que ela tanto queria: assistir a todas as aulas do terceiro ano de Hogwarts. Era difícil acreditar que ela havia conseguido ganhar até a total confiança de Minerva Mcgonagall.

Às vezes ela odiava isso.

Era em dias como esse – que estavam se tornando cada vez mais freqüentes –, em que ela corria pelos corredores da escola com cinco livros da biblioteca na mão, às onze e meia da noite, que ela mais se arrependia de ter prometido tanto obedecer as regras, e pensava seriamente em usar seu Vira-Tempo para voltar ao dia em que tivera a brilhante idéia de assistir às aulas de todas as matérias.

Ela subia as escadas para o sétimo andar, equilibrando os livros em suas mãos, já tentando imaginar o que escrever na sua redação de Poções. A perspectiva de ainda ter de sentar na sala comunal e escrever um texto de 60 centímetros, a fez parar na frente do retrato da mulher gorda com os olhos ao ponto de explodir em lágrimas.

- Já deveria estar na cama, não, querida? – a Mulher Gorda falou amavelmente.

- Eu estava na biblioteca.

- Não precisa se explicar, mas pelo seu rosto, deitar vai te fazer bem.

- Não me diga. – ela não conteve o tom sarcástico e suspirou irritada – Flibbertigibbet.

- Pois não – disse a voz seca do retrato, enquanto se abria para dar passagem – mau agradecida.

Hermione entrou na Sala Comunal batendo o pé, e largou os livros na primeira mesa que viu. Ela soltou uma exclamação de raiva ao mesmo tempo em que eles caíram com um estrondo na madeira.

- Tira essa aranha daqui, eu não quero dançar sapateado! – disse alto uma voz em meio a um baque surdo do outro lado do salão. Hermione virou-se assustada para achar Ron se levantando do chão, se apoiando em um dos sofás, com a cara de sono e uma expressão confusa. – Hermione?

- Ron, o que você está fazendo aqui? – disse Hermione andando até o ruivo, que agora se sentava no chão massageando a cabeça.

- Eu estava pesquisando para o Hagrid – ele disse abrindo a boca em um bocejo e colocando um livro em cima do sofá, entitulado "O Manual da Psicologia do Hipogrifo".

- Ah, sim.. – Hermione assentiu. Ron havia concordado em pesquisar argumentos para Hagrid usar no recurso de Bicuço, e assim tentar livrar o hipogrifo da execução. – Alguma sorte?

- Pelo que eu me lembre não – ele disse esfregando os olhos – Parece que a psique do hipogrifo nunca foi muito tolerante. E também é muito tediosa.

Hermione não pôde deixar de sorrir. Por mais que ela tentasse criar esperanças que Bicuço pudesse ser salvo, ela sabia que o recurso era mais uma formalidade do que uma nova chance de mudar a sentença. Ainda assim, ela ficou feliz em ver Ron tão animado com as pesquisas.

- Está meio tarde... Harry já voltou do treino? – ela falou.

- Já, há pouco tempo... – ele parou e olhou a sua volta – quer dizer, ainda tinha gente aqui, quanto tempo eu dormi? – ele franziu a testa.

- São onze e meia – disse Hermione olhando no relógio.

- Isso tudo? – ele exclamou alarmado e então virou para olhar a sua volta, procurando algo – Eu ainda tenho que terminar o texto do Snape!

- Você só deixou para fazer agora? – ela demandou sem pensar, esquecendo por um momento que ela própria ainda não havia nem começado a sua.

- Pensei que ia ter mais tempo... – ele disse pegando um pergaminho usado e uma pena e apoiando em cima do livro – E você, onde estava a essa hora?

- Na biblioteca.

- Até agora?

- É, eu tinha vários deveres para fazer...

- Já terminou? – ele perguntou casualmente enquanto escrevia na folha.

- Na verdade... – ela hesitou – falta poções.

Ron apenas assentiu em silêncio, e continuou olhando a folha. Hermione se sentiu um pouco decepcionada e levantou até a mesa, pegando seus livros e pergaminhos.

- Já que você também "só deixou para fazer agora", bem que podia vir me ajudar. – ele disse, imitado a voz mandona da garota. Ela sorriu e então virou-se para ele, com um pergaminho em mãos, indo até o sofá onde ele estava.

- Se for para eu realmente te ajudar, e não rescrever tudo para você...

- Como se isso acontecesse... – ele disse soltando uma exclamação de indignação.

Ela lhe deu olhar reprovador em meio a um sorriso e se inclinou para olhar seu pergaminho. A letra garranchosa de Ron cobria um pequeno espaço de pouco mais que um parágrafo.

- Você só escreveu isso? – ela disse com um pouco de choque na voz. – pensei que tinha dito que só tinha que terminar o texto.

- Bem, tecnicamente eu já comecei. – ele disse com uma cara inocente. Hermione não pôde deixar de sorrir.

- E sementes de girassol são da América do Sul, não da Índia.

Ele fez sinal com a cabeça e riscou o pergaminho, enquanto Hermione abria um livro de poções na frente deles.

- Tudo que a gente precisa está aqui. – ela disse virando o rosto e começando a ler uma página. – E pode tratar de ler também, porque eu não vou te dizer tudo que está escrito depois que eu terminar.

Ela pôde ouvir um murmúrio de desapontamento vindo do garoto ao seu lado, e sentiu seu movimento quando se acomodou para mirar o livro. Ele apoiou seu braço ao lado do de Hermione, e eles se encostaram por um breve momento.

Hermione desejou que conseguisse segurar seus bocejos e não parecesse tão cansada nas horas que seguiram. Não tinha a mínima vontade de subir para seu dormitório.

But when I get home to you

I find the things that you do

Will make me feel all right

Hermione mal havia chegado em casa quando a campainha tocou. Ela estava a meio caminho do banheiro, onde faria o que queria desde o início do dia, e tomaria um longo banho quente. Ao invés disso, ela foi obrigada a abotoar novamente a blusa, e soltar xingamentos em meio a respiração enquanto andava até a porta.

- Oi Herm... Esperro que non seja uma má hora. – disse a voz nervosa de provavelmente uma das últimas pessoas que Hermione queria ver após um dia inteiro de trabalho, que haviam colaborado em muito para seus cabelos ficarem tão bagunçados e suas olheiras ainda mais fundas.

- Oi, Viktor... Imagina, não tem problema... – ela suspirou desanimada e se afastou para que ele entrasse no apartamento. Nunca havia se sentido mais brava com sua mãe por ter lhe dado uma educação tão boa.

- Enton... Está tudo bem com focê? – o búlgaro estava em pé no meio da sala, claramente nervoso. Hermione fez sinal para que eles se sentasse no sofá.

- Sim... Só ando bastante ocupada no ministério. – ela se sentou a sua frente e tentou dizer da maneira mais educada – Eu posso te ajudar em alguma coisa...?

- Eu estava preocupado com focê. – ele disse rápido, como se já tivesse programado dizer isso há muito tempo – Querr dizer... Eu te escrevi, e focê nunca mais me respondeu, e eu achei que talvez...

- Eu ando trabalhando muito, Viktor, eu te disse... – ela desviou o olhar dele para Bichento, que saíra do quarto dela e atravessava a sala mirando Viktor desconfiado.

- Eu sei... – ele ficou em silêncio por um instante – Mas focê não está trabalhando agorra, está?

- Ahn? – Hermione o encarou – Agora? Hum, não, eu ia...

- Focê não quer sair comigo? – ele falou rapidamente, e dessa vez Hermione teve certeza que ele havia ensaiado essa conversa antes de bater na sua porta.

- Agora?

- Só para jantarr, nada sério... – ele sorriu de um jeito esperançoso que a fez se sentir pior ainda – focê não vai fazer nada agora, nem eu, vamos em algum restaurante aqui perto...

Hermione suspirou e avaliou suas chances. Realmente não tinha nenhuma desculpa para usar, a não ser que quisesse dizer a verdade, que não queria nada com ele e não estava nem um pouco pronta para ter qualquer outro tipo de relação. Mas isso implicaria em ter de conversar sobre isso, explicar coisas, e provavelmente falar sobre o que ela vinha fugindo há semanas.

O melhor a fazer era sair, tentar ser o mais rápido possível, e voltar para casa. Não era uma idéia tão ruim assim, pois ela não tinha comida alguma em casa, e quem sabe conversar com alguém a ajudaria a se sentir melhor depois do dia exaustivo que ela tivera.

- Tudo bem, Viktor. – ela sorriu levemente e se levantou – Só me dê alguns minutos para trocar de roupa, fique a vontade.

- Clarrro! – falou sorrindo. Ele esticou a mão até Bichento, que havia se sentado no braço do sofá. – Arr!

- O que foi? – Hermione se virou para encontrar Viktor segurando a mão direita, olhando assustado para o gato, que o encarava com o pelo arrepiado.

- Nada... – ele disse apertando a mão – Ele me arranhou.

- Ah.. Bichento! – ela andou até o gato e o pegou no colo – eu vou levá-lo comigo. Desculpa...

O gato não tirou a cara amassada do búlgaro, por cima do ombro de Hermione, até que ela o colocou em cima da cama e fechou a porta do quarto.

- O que deu em você, Bichento? – ela disse num tom bravo.

A resposta foi um miado agudo, enquanto ele andava até a cômoda e se sentava ao lado do bolo de cartas de Ron.

Hermione rolou os olhos.

- É, ele ficaria orgulhoso de você. – ela disse enquanto tirava a blusa para colocar um suéter verde.

When I'm home

everything seems to be all right

Uma hora e meia, três hambúrgueres e várias garrafas de cerveja amanteigada depois, Hermione finalmente aparatou em casa. Seu plano não havia sido completamente perdido, afinal, ela tinha comido mais do que provavelmente comeria se tivesse resolvido preparar algo em casa, e não havia pagado nada por isso.

Porém, o jantar não havia a ajudado muito a se distrair, mas a havia deixado ainda mais cansada.

Ela não se deu ao trabalho de acender a luz, e se deixou cair no sofá, permitindo que o cansaço que ela acumulara por três semanas finalmente a alcançasse. Ela soltou um grunhido, sentindo a barriga doer. Havia sido um dia cansativo, mas aparentemente a noite seria pior ainda. Ela mirou o teto e tentou organizar suas idéias.

Na próxima semana, ela tinha que terminar dois trabalhos para o curso de Aritmancia, pesquisar vários tópicos para o ministro, arranjar um stripper para o "Chá de Panela" de Ginny, e ainda dar um jeito em sua vida.

Ela parou por um segundo e ponderou se algum dia imaginara uma lista de afazeres igual a essa.

Talvez fosse melhor começar a fazer alguma coisa. Quem sabe ocupada ela não sentiria mais o embrulho se formando em sua barriga.

Com alguma dificuldade, Hermione levantou-se do sofá e acendeu a luz da sala. Ela olhou para a mesa, onde todos os livros de Aritmancia e pergaminhos do trabalho estavam organizadamente colocados, e imaginou se não deveria começar o trabalho sobre "as propriedades curativas do número 15 em dias de lua cheia". Era algo a se ocupar, e provavelmente a faria se sentir melhor.

Bichento saiu do quarto, atravessando a sala com toda a calma e elegância de um gato, e subiu na mesa, soltando um miado e a encarando.

- Sim, o jantar foi péssimo, como você tentou me avisar, né? – disse Hermione, mirando o gato, que soltou um miado fraco.

Ela puxou o livro de Aritmancia e começou a abri-lo quando Bichento miou novamente, dessa vez mais alto, e então pulou da mesa.

Ótimo, se já não bastasse eu levar bronca do meu reflexo, agora o gato está brigando comigo.

Ela abriu o livro e começou a ler o capítulo sobre o número 15, e logo as letras se embaralharam na sua frente, e ela tampou o rosto com as mãos.

Mais uma vez o miado de Bichento ecoou da cozinha.

Pensando bem, este era o gato que havia desmascarado um comensal disfarçado que enganara uma família por 12 anos. Ele havia sabido na hora que podia confiar em Sirius Black, quando todo o mundo mágico o condenava, e ele havia se mostrado extremamente fiel a seu ex-dono ao arranhar um jogador de Quadribol mundialmente famoso.

No momento, ele provavelmente era mais confiável do que Hermione.

A garota se virou e mirou o gato laranja, que havia se sentado no encosto do sofá e agora a encarava.

- Tá bom! – ela disse por fim, em meio a um muxoxo.

Ela andou até o seu quarto, e vasculhou a cômoda até achar o que queria – as cartas que Ron lhe mandara meses atrás. Voltou a sala rapidamente e tirou os livros da mesa, abrindo um pergaminho e molhando uma pena na tinta.

Ela iria começar aquela lista de afazeres pelo último item, e sabia exatamente com quem ela devia falar para dar um jeito na sua vida.

when I'm home

feeling you holding me tight, tight


N/A: Obrigada pelas reviews, alineoellers (obrigada! Quando eu vi que a trama em si ficaria um pouco triste, com o Ron e a Hermione muito tempo longe um do outro eu resolvi colocar esses flashbacks na história.. Foi minha maneira de interagir com momentos bons e ruins, além de ter me dado bastante liberdade para usar diferentes épocas... que bom que você gostou! E espero que o editor não resolva me odiar hoje de novo...), liz (acho que eles iam brigar mesmo se os pudessem escolher a Hermione para algo ehehe bem e agora não falta muito para a Hermione cair nos braços do Ron), Leka Moreira (muito muito obrigada! E desculpa por ter te deixado esperando.), Hope-W (obrigada mesmo! Me bateu uma vontade de escrever drama quando eu fiz aquela parte da guerra, que bom que você gostou), Miss H Granger (hehe corujas estão sendo usadas no momento... falta pouco pro caminho chegar ao fim, não se preocupe...), iraa (espero que esteja conseguindo ler dessa vez também, esse site parece não gostar de mim. Valeu pela review), Sugarlily (haha também acho. O Johnny é a prova que a natureza é perfeita, né? Eu tava meio sensível quando escrevi esse cap, essa parte da guerra veio não sei daonde, porque eu não estou acostumada a escrever drama...), Cellinha (haha que bom que você gostou! Sou membro de longa data da NOC, finalmente consegui matar a Cho de verdade hehe), Roberta Nunes (que bom ler uma review sua! Fico feliz que você esteja gostando, e agora as coisas estão se encaminhando para o fim.. e bem, o buquê realmente não erra.), Doom (mana, a sumida, você esqueceu da sua fic, é? Hehe olha quem fala, mas eu estou postando agora! Viu a morte da minha Cho? Hehe meu sonho de consumo.. espero que tenha gostado desse cap também), Lili (já vi as duas reviews, e muito obrigada! Espero que goste do resto da fic), Anny T Quillin (hehe o cap novo demorou, mas chegou. Obrigada pela review e espero que goste desse também), Poliana (valeu mesmo! Demorei mas agora acho que sai a fic toda em pouco tempo, continue lendo!), ana (muito, muito obrigada mesmo! Adoro reviews e adorei a sua! Continue lendo, espero que goste desse cap).

Como eu fui meio má esse tempo dessa vez eu vou até dizer o que esperar do próximo cap: Alguns flashbacks, uma carta e uma certa Despedida de Solteiro...


A hard day's night – a noite de um dia ruim

Está sendo a noite de um dia ruim

E eu trabalhei como um cão

Está sendo a noite de um dia ruim

Eu devia estar dormindo como uma tora

Mas quando eu chego em casa para você,

Eu acho que as coisas que você faz

Farão eu me sentir melhor

Quando estou em casa

Tudo parece estar bem

Quando estou em casa

Sentindo você me abraçar apertado