CAPÍTULO 9
- Bella, - Falou uma Tanya extremamente séria - Você não vai acreditar.
- O quê foi? - Perguntei preocupada.
- Está sentada?
- Estou no sofá. Diga, o que aconteceu?
- O cara, o meu novo cliente.
- O que tem o cara, Tanya?
- Eu fui hoje no escritório do meu cliente, o cara dos hotéis milionários.
- Tá, e daí?
- Bella, tem cartazes espalhado pelo prédio inteiro.
- Cartazes do quê, Tanya? - Eu estava começando a me irritar.
- De Nick!
- O quê? - Eu quase gritei - Do que está falando Tanya?
- Eu perguntei pra secretária e ela disse que é o filho do cara. Bella, ele é idêntico ao Nick, quando você o adotou.
Eu estava tremendo.
- Tanya... - Levantei do sofá e saí para a varanda, deixando todos na casa confusos - Isso é impossível... O pai de nick morreu!
- Eu sei! - gritou Tanya - Mas aqui diz que o nome dele é Patrick Carlisle Cullen, e ele desapareceu na mesma época do acidente.
- Patrick? - Comecei a andar de um lado para o outro - Mas eu vi o pai dele morrer!
- Bella, o nome do pai de Nick... Patrick... Sei lá... O nome do cara é Edward Cullen, é o meu cliente, é o cara dos hotéis milionários.
Comecei a chorar.
- O que eu faço agora? - Perguntei.
- O que qualquer pessoa em sã consciência faria: Ligue para o Jasper!
Depois do jantar todos foram embora. Claro que todos perceberam que eu não estava bem, mas não queria falar sobre isso com ninguém. Não antes de falar com Jasper.
- Já estou pronto! - Falou Nick.
Ele veio até mim e deu um sorriso forçado para me mostra os dentes.
- Ótimo! Vamos dormir!
- Vai ler uma história pra mim?
- Hmm, já está meio tarde, não acha?
- Ah, mãe, só um capítulo de qualquer livro.
Suspirei.
- Ok, vamos lá! - Falei me rendendo - Quem precisa dormir cedo, não é mesmo?
- É - Concordou Nick.
Subimos para o seu quarto. Nick correu e pegou um livro. Peter Pan.
- Sabia que era o livro favorito de Michael Jackson? - Perguntou.
- Não - Respondi.
Já se faziam cinco meses que MJ havia morrido. Nick ficara arrasado. Além de grande fã, ele estava extremamente ansioso, uma vez que seu cantor favorito iria recomeçar a fazer shows.
- Nick, já quis ter outro nome? - Perguntei de repente.
Ele pensou por um minuto.
- Acho que não.
- Se seu nome não fosse Nicholas, gostaria de ser chamado como?
Mais um minuto de pensamento.
- Luke!
Star Wars detected!
- Algum nome não fictício - Falei.
- Não sei, eu gosto de Nick.
- Vamos fazer assim, eu falo alguns nomes e você me diz se sim ou se não, se gostaria de tê-los.
- Ok - Ele se arrumou na cama.
- Alex! - Comecei.
- Sim!
- Por que? - Perguntei.
- Por causa do Alex Cross.
Ok, Bella. Evite nomes fictícios.
- Benjamim!
- Não!
- Phillip!
- Não!
- Arthur!
- Sim!
- Por que?
- Arthur Conan Doyle - Respondeu sorridente.
Recomecei.
- Jeremy!
- Não!
- Patrick!
Um minuto para pensar.
- Sim!
- Por que? - Quis saber.
- Termina com "ick", igual a "Nick", então soa melhor.
Naquele momento me lembrei o quanto Nick ficava irritado ao chamá-lo de Nicholas, pouco tempo depois do acidente. Ele sempre se sentia melhor quando chamado de Nick. Termina com "ick", igual a "Nick", então soa melhor.
- Vai começar a ler o livro? - Perguntou ele.
Sentei-me ao seu lado na cama e abri o livro.
- Todas as crianças crescem — menos uma. Elas logo descobrem que vão crescer,e a maneira como Wendy descobriu isso foi a seguinte...
Assim que Nick dormiu, fui para meu quarto e peguei meu notebook. Entrei no google e pesquisei o maximo que pude sobre Edward e Patrick Cullen.
Havia a ficha de desaparecimento de Patrick e diversas reportagens. Li o máximo que consegui encontrar. A maioria das reportagens eram repetitivas, com poucas novidades, e nenhuma pista.
Mas as fotos de Patrick Cullen, eram sem dúvidas, fotos de Nick.
PATRICK CARLISLE CULLEN
Data de desaparecimento: 31/03/2006
Local de desaparecimento: Atlantic City, NJ
Data de nascimento: 17/03/2002
Idade: 04 anos
Sexo: Masculino
Cor dos cabelos: Castanhos claros.
Cor dos olhos: Verdes
Foi visto pela ultima vez na saída da creche em que frequentava na companhia de uma mulher loira e alta.
Asbury Park Press (01 de Abril de 2006)
Um menino de 04 anos desapareceu na tarde desta sexta-feira (31) na cidade de Atlantic City. Patrick Cullen foi visto pela ultima vez na saída da creche em que frequentava na companhia de uma mulher alta e loira que se passou pela mãe do menino.
"Por favor, só quero que a pessoa que pegou o meu filho me traga ela de volta. Eu pago tudo o que quiserem, mas tragam meu filho de volta." Disse o empresário Edward Cullen, pai de Patrick.
A polícia local continua com as buscas, até o momento a suspeita é de que o menino tenha sido sequestrado, para ser libertado em troca de fiança.
America Oggi (05 de Abril de 2006)
Há cinco dias do desaparecimento do pequeno Patrick Cullen, família ainda não tem notícias.
Em um primeiro momento a polícia acreditava que o menino fora vítima de sequestro. Porém, após quase uma semana de seu desaparecimento, os sequestradores não entraram em contato com a família.
"Já estamos vendo o caso como rapto para venda de crianças ou tráfico de órgãos." Afirmou o delegado Jason Jenks "A única pista até o momento é que o menino sofrera agressões, dias antes do desaparecimento. Isto está anotado no relatório do assistente social da creche em que o menino frequentava. Inicialmente isso foi tratado como violência doméstica, porém agora estamos vendo isso como a primeira tentativa de rapto."
Burlington County Times (07 de Abril de 2006)
Família de menino desaparecido faz apelo:
"Só peço que devolvam nosso menino. Sem ele, não há luz em nossa casa. Nunca fizemos mal a ninguém, muito menos o nosso menino. se for dinheiro o que querem, nós o daremos, mas por favor, devolvam nosso pequeno Patrick". Carlisle Cullen, avô paterno.
O delegado Jason Jenks, que investiga o caso disse que ainda não possuem nenhuma pista concreta que os levem ao menino.
Courier News (08 de Abril de 2006)
Esme Cullen, a avó materna do menino desaparecido há oito dias, Patrick Cullen, foi internada na noite da última sexta-feira (07) após sofrer uma parada cardíaca. A mulher de 47 anos foi reanimada por paramédicos e encontra-se em estado estável na Unidade de Terapia Intensiva do hospital Atlanticare Behavioral Health.
"Minha mãe está deprimida" afirmou Edward Cullen, pai de Patrick. "Desde que raptaram meu filho, ela tem estado triste e chora muito. Seu coração ja mal pode suportar esta dor. Ela sempre foi o maior coração da casa, porém o mais frágil."
New Jersey Herald (09 de Abril de 2006)
O pai e o tio do menino Patrick Cullen, que desapareceu no dia 31 de Abril, estiveram no instituto médico legal de Atlantic City para identificar o corpo de uma criança que foi encontrado em um motel incendiado na entrada da cidade. Porém, não identificaram o menino como sendo Pratrick.
"Na parede da minha casa tem riscado a altura de Patrick, 1,05 m" Falou o pai do menino "A criança que eles encontraram mede 1,22m. Não pode ser meu filho."
The Trentonian (15 de Abril de 2006)
A polícia prendeu nesta sexta-feira (14) Royce King, de 36 anos, na cidade de El Paso, TX. King possuía sete crianças entr anos em seu poder. Segundo o delegado que investiga o caso, King raptava crianças nos Estados Unidos e as levava para o México, onde as vendia para outros países.
Ao ser questionado sobre um recente desaparecimento, o do menino Patrick Cullen, King negou ter o raptado.
A polícia do México encontrou outro cativeiro, onde eram mantidas as crianças que esperavam para serem vendidas, no local 3 crianças foram encontradas e serão deportadas de volta para os Estados Unidos. Porém, Patrick Cullen não estava entre elas.
Daily Record (25 de Abril de 2006)
A avó do menino Patrick, Esme Cullen, de 47 anos, recebeu alta na manhã do ultimo dia 24. Esme estava internada desde o dia 7 deste mês após ter sofrido uma parada cardíaca. Na saída do hospital Atlanticare Behavioral Health, a mulher disse:
"O meu coração só precisa de um remédio, e seu nome é Patrick!"
Jersey Journal (06 de Agosto de 2006)
Irina Cullen, de 24 anos, mãe do menino Patrick Cullen que desapareceu há quatro meses morreu nessa madrugada, na cidade de Atlantic City. O corpo da mulher foi encontrado em um beco de uma periferia da cidade. Aparentemente, Irina teve parada cardíaca decorrente de uma hemorragia interna.
A perícia irá analisar se havia substâncias tóxicas em seu organismo.
The Daily Journal (09 de Setembro de 2006)
O laudo da morte de Irina Cullen, apresentou presença de benzoilmetilecgonina em sua corrente sanguínea. Isso indica que Irina havia feito uso de cocaína, levando-a a ter uma hemorragia interna e uma decorrente parada cardíaca. Ou seja, a mulher de 24 anos teve uma overdose.
Irina era mãe de Patrick Cullen, menino que desapareceu ha cinco meses na cidade de Atlantic City. A família não quis comentar a morte da mulher.
Today's Sunbeam (14 de Dezembro de 2006)
Nesta semana a família Cullen inaugurou uma ong de crianças desaparecidas. A ong será financiada pelo empresário Edward Cullen e presidida por Esme Cullen, pai e avó de Patrick Cullen, que desapareceu no dia 31 de março deste ano. A ong terá por objetivo principal ajudar pessoas com entes desaparecidos e crianças perdidas a encontrarem suas famílias.
A família também se queixou quanto ao esquecimento dos casos.
"Patrick desapareceu e em um mês ninguém mais se lembrava do caso. Meu filho passou a ser apenas mais um fantasma amontoado numa caixa de investigação. Assim como muitas outras crianças. As pessoas se comovem naquele momento, mas depois de um tempo todos voltam a viver suas vidas. Mas queria que soubessem, que meu filho é a minha vida, e sem ele estou morrendo um pouquinho mais a cada dia."
Assim como o caso de Percy, logo o caso de Patrick caiu no esquecimento, isso quer dizer que logo a polícia parou de investigar o caso. Suspirei sem saber o que fazer. Me lembrei de quando Percy desapareceu. Algumas horas pareceram uma eternidade. Pensei que apesar de toda a dor, ao menos eu sabia onde meu filho estava. Ao contrario disso, a família Cullen permanecia na escuridão, buscando a luz que iluminava os seus dias. Enquanto isso, eu tinha essa luz iluminando os meus dias.
Voltei ao google e pesquisei por James Olsean.
Apenas uma notícia. Falava sobre o acidente, sua morte e o estado de seu único filho.
Peguei meu celular e liguei para Jasper.
- Hey, Bells! - Falou um sonolento Jasper.
- Desculpe por te acordar.
- Eu te desculpo.
- Como foi seu jantar de Ação de Graças?
- Ótimo! E o seu?
- Bom! Como estão seus pais?
- Tão legais! Por que me ligou de verdade.
- Acho que James Olsean Sequestrou Nick.
- O quê?
- Descobri que Nick, na verdade se chama Patrick Cullen, e que esta desaparecido a três anos e meio. Acho que James Olsean era o seu sequestrador.
- E o que vai fazer?
- Eu é que pergunto, o que eu vou fazer?
- Ta legal, você vai fazer o seguinte...
Na manhã seguinte, quando Nick estava tomando o seu café, fui até ele com algumas fotografias que havia encontrado na internet.
- Quero lhe mostrar uma coisa.
Ele enfiou uma colher cheia de cereais na boca e concordou com a cabeça.
- Vou te mostrar algumas fotografia e você me diz se gosta ou não.
- Ok - Respondeu com a boca cheia.
A primeira era um cachorrinho.
- Gosto!
Sorri e mostrei a próxima foto. Um bombeiro num caminhão.
- Gosto! Acho que quero ser bombeiro! - Falou reflexivo.
Um menino fazendo contas.
- Não gosto!
Crianças entrando num ônibus escolar.
- Não gosto!
Eu comecei a rir. Próxima foto: Esme Cullen.
Nick semicerrou os olhos e pegou a foto.
- Acho que... gosto!
- Por quê? - Perguntei.
- Acho que ela parece legal! - Falou ainda olhando para a foto.
Emmett Cullen.
- Mãe... - Falou semicerrando os olhos novamente - É tão estranho!
- O quê?
- Esse cara é daqui de Port Angeles?
- Não!
- Mas parece... - Ele encarava a foto - Parece que eu o conheço. E ela também - Falou pegando a foto de Esme Cullen.
Outra foto: Carlisle e Edward Cullen abraçados.
Nick estendeu as mãozinhas e pegou a foto.
Ele respirou fundo.
- Eu sei que conheço. Não lembro da onde mas eu sei que os conheço.
- Nick - Chamei. Ele ergueu os olhinho e me encarou - Vou lhe contar uma coisa que descobri ontem.
Ele ergueu a foto que tinha na mão.
- Eu os conheço, não é?
- Sim, Nick! São sua família.
01 de Dezembro de 2009
O voo de Seattle à Newark durou quase sete horas. Quando cheguei já eram quase três da tarde no horário local. Eu tinha apenas um mochila, eu sabia que não chegaria a ficar mais do que uns poucos dias naquele lugar.
Peguei um ônibus, um metrô e um trem, para finalmente chegar à Atlantic City. Faltavam menos de trinta minutos para as seis da tarde. Caminhei algumas quadras até chegar ao escritório de Edward Cullen.
- Em que posso ajudá-la? - Perguntou a sorridente secretária.
- Gostaria de conversar com Edward Cullen - Respondi.
Ela me deu uma rápida olhada. Eu sabia que estava péssima. Eu estava exausta, mas queria resolver isso o quanto antes.
- E qual seria o assunto?
- Diga que tenho um assunto muito urgente para tratar com ele.
Ela pegou o telefone e falou algumas palavras.
- Ele está em uma reunião. Mas a Srta. pode subir até o sexto andar, a secretária particular dele irá recepcioná-la.
- Obrigada.
Entrei no elevador e apertei o botão de numero 6. Olhei para a lateral do elevador e vi um papel com a foto de Nick. Suspirei.
Cheguei na recepção do sexto andar e me identifiquei para a secretária. Hoje, a vida de todos iria mudar.
Já devia fazer mais ou menos uma hora que eu estava sentada na sala de espera. A secretária digitava sem parar em seu computador e vez ou outra falava ao telefone com alguém. A ansiedade começava a me dominar. Eu não estava com medo, estava apavorada.
O telefone tocou, a secretária falou alguma coisa e o colocou de volta no gancho. Ela se levantou e veio até mim.
- Pode me acompanhar, por favor? – Falou – Ele já vai recebê-la.
- Claro – Respondi levantando.
Caminhamos até a porta do escritório, ela abriu a porta para que eu entrasse e falou:
- Dr. Cullen – chamou – A moça que precisava falar com o senhor já esta aqui.
- Ah, claro – disse ele se levantando para receber-me – Entre, por favor!
Ele me cumprimentou e ambos nos sentamos.
- Então, - começou ele casualmente – o que tinha de tão urgente para falar comigo, Srta...?
- Swan – respondi – Bella Swan.
- O que tinha de tão urgente para conversar comigo Srta. Bella Swan?
- É sobre meu filho, Nicholas.
- E em que eu posso ajudar? - Perguntou curioso.
- É que na verdade... – eu comecei a gaguejar – talvez... ele possa... ser seu filho... Patrick.
Ele congelou.
N/A: Eita capítulo porreta! Finalmente chegou o gatoso do Edward.
Espero que tenham gostado.
Quem quase infartou quando leu a notícia do infarto da Esme coloca o dedo aqui, que já vai fechar o abacaxi!
hehehe... Mandem reviews falando o que acharam do cap. e até a próxima pessoal.
Thazz Ransom.
