Pov Regina

Há 10 anos atrás...

" Por conta de seu empregado e amigo, Sidney, se encontrava do outro lado da cidade, num bar que era frequentado pela maioria homens e as poucas mulheres que ali estavam lhe lançavam olhares ... No mínimo curiosos... Claro, obviamente que seu lindo terninho azul, feito sob medida, seu altíssimo scarpin e sua bolsa de grife não combinavam com o lugar.

O jeans predominava ali, mas ela estava irritada demais pra também se aborrecer com aquilo.

- Sidney , Sidney! cade você?- murmurava aborrecida.

Regina trabalhava pra Gold numa como assassina de aluguel. Ele apenas dava nomes e ela tinha que cumprir sem perguntar pra que e por quê devia matá-los. Ela só cumpria ordens.

Ela no inicio se perguntava o que essas pessoas tinham feito pra merecer a morte. Questionava muitas veZes o seu chefe e amigo. No entanto, ele dizia: - É o destino delas, minha cara. Só faça o que meu mando. Você foi treinada pra isso. Tirei você da sarjeta pra isso.

Regina se sentia grata por Gold ter meio que adotado ela aos 12 anos por que viu que sua mãe Cora era uma drogada viciada em metanfetamina que vendia a filha pra caras mais velhos e lucrar em cima dela com favores sexuais pra alimentar seu vicio.

Até que um desses clientes ao descobrir que sua ninfeta na verdade era uma criança escrava sexual. Adotou a menina e colocou a mãe na justiça.

Gold não era um homem santo. Porém não aceitava esse tipo de coisa. Ele era comandante de uma divisão que treinava matadores de aluguel e tinha uma loja de antiguidades que disfarçava sua vida secreta.

Agora Regina era totalmente grata a ele e estava em mais uma missão desconhecida: Matar um casal com nomes de David Nolan e Mary Margaret.

Por isso, estava nesse bar esperando seu amigo Sidney pra ter informações sobre os últimos detalhes pra essa noite.

Ele estava quase meia hora atrasado. E ele sabia que ela não gostava de atrasos.

Havia pedido apenas uma agua acreditando que sua espera não seria longa. Cruzou as pernas, balançando o pé nervosamente.

Então uma risada alta lhe chama atenção. Foi ai que ela a viu. Aparentava ter 1.70 ou mais que isso.

Jaqueta vermelha de couro, cabelos loiros presos num rabo de cavalo frouxo. Não viu seu rosto. Mas seu perfil lhe chamara atenção. Ficou inerte por algum tempo que não percebeu seu amigo e empregado chegar com o dossiê.

Estava tudo pronto. Essa noite ela faria o serviço encomendado. Sabia que eles tinham uma filha meio rebelde de 18 anos, que engravidara de um bandido qualquer e deixara o filho com os pais.

Nesse momento Regina pensou em desistir. "O que será dessa criança?"

Sidney despertou a de seus devaneios e combinaram de seguirem o plano.

Chegando na casa, tratou de verificar se nada daria errado. Entrou pelos fundos, verificou os quartos e entrou no quarto do casal, que dormia tranquilamente. Ativou a pistola no modo silencioso e atirou.

Foram três tiros em cada um. Estava indo embora quando ouviu o choro de um bebê.

"Droga! E agora? "

Regina foi até o quarto de onde ouvira o choro, e viu um bebê sentado no berço berrando e quando a viu parou o choro e sorriu. Nesse momento, ela sentiu culpa. Culpa de ter matado a família daquela criança.

Então ela tomou uma atitude que influenciaria a sua vida futuramente e seu destino também. Levou a criança pra casa e registrou em seu nome o que causou ira de seu tutor.

Atualmente...

Agora ela estava ali, nos braços da filha de suas vítimas do passado. Apaixonara se por ela desde o primeiro instante, mesmo sem saber que era filha do casal assassinado. Ali naquele bar. E depois quando ela apareceu na porta da sua casa com o seu filho Henry. Não sabia que se tratava da mesma pessoa e saber que ela era mãe biológica daquele menino que hoje era seu príncipe que mesmo estando morando em outra cidade pra sua proteção, lhe deixava tonta. Confusa.

Sendo assim, procurava de todas as formas se manter afastada. No entanto, parecia que algo a impulsionava pra estar próximo a Swan. Swan... Esse era seu nome. Emma Swan.

Gold havia lhe alertado que a aproximação traria riscos a ela, e a divisão. Mesmo que ela não estivesse mais trabalhando pra ele, a descoberta de que Regina matara os pais de Emma, traria investigação ao fato e uma hora chegaria a divisão.

Gold a alertara que se a divisão percebesse um possível envolvimento de Regina com a loira que inclusive estava sob a mira dos assassinos de aluguel, como uma espécie de queima de arquivo. Ela também estaria no foco deles.

Regina tinha a sua paixão como fraqueza. E essa paixão lhe tiraria noites de sono.

Evitava ao máximo, discutiam, se estranhavam e usava a disputa pelo filho como motivo pra qualquer atrito. Porém, Regina sentia sua pele queimar de desejo e ânsia por tocá-la. Não podia. Sabia que estaria perdida a partir do momento que sentisse a loira.

Pelo filho passou a entrar em trégua, desejava a mais que tudo. No entanto, controlava se ao máximo. Sabia que Emma correspondia ao seu desejo, o que deixava a missão mais difícil. Pois a loira alem de ter um gênio forte era sagaz no jogo da sedução.

Tão sagaz, que agora estava ali, extasiada em sua cama a bordo de um veleiro. Linda!