A história se chama Bodas de Vingança e a autora é Lucy Monroe bem como as personagens pertencem a Naoko Takeuchi.
oi oi oi tudo bem com vocês? hoje trago uma surpresa para vocês que gostam da fic. . . . . . em vez de um capítulo vou actualizar dois. . . é uma pena que sejam os últimos mas espero que gostem tanto quanto eu!
Resumo:
No exato momento em que Mamoru Chiba viu a modelo Usagi Tsukino, teve a certeza de que um dia a possuiria. Mas a beleza dela não era a única coisa que o atraía – ele queria vingança! Usagi não seria uma conquista fácil. Ao ser rejeitado pela beldade, ele chegou à conclusão de que seria preciso uma mudança de tática para seduzi-la. De uma forma inesperada, Mamoru dará o último passo rumo a sua vingança: casando-se com Usagi!
CAPÍTULO DEZ
— Usagi? — Os corpos nus se encontravam colados uns ao outro na larga poltrona localizada em um dos cantos do luxuoso escritório.
Ele correspondera ao beijo da esposa com entusiasmo. Em seguida, trancou a porta e lhe provou o quanto pensara nela durante o dia.
Usagi deslizou a mão pelo peito másculo.
—Sim?
— Por que o rompimento de seu namoro com Seiya se tornou público?
A languidez que a envolvia sempre que acabavam de fazer amor se dissipou no ar. Aquele era um assunto sobre o qual não gostava de falar. Nem com sua própria mãe. As lembranças ainda a feriam.
Mamoru lhe acariciou as costas com um movimento suave.
— Gostaria de saber.
— No início, ninguém tomou conhecimento. Seiya contou-me que ia se casar, mas queria que mantivéssemos nosso relacionamento.
— E você negou.
— Sim. A partir daí, a mídia pareceu tomar conhecimento do fato. Dividíamos um apartamento no subúrbio. Nosso namoro não era divulgado, portanto pensei que estaria segura dos paparazzi e suas malditas câmeras.
— Algo deve ter acontecido para mudar o cenário de maneira tão radical.
— Tem razão. Dois modelos que eu pensava que fossem meus amigos, venderam a versão deles da história para os tablóides quando o noivado de Seiya foi anunciado. Como ficou óbvio que ele estava dormindo comigo enquanto a cortejava, foi a vez de ele destruir minha imagem perante os jornais.
Desta vez foi Mamoru quem tensionou o corpo.
— Pintando-a como a amante que se recusava a aceitar um não como resposta.
— Isso mesmo. — Suspirou exasperada. A dor da traição dos amigos e a sordidez de Seiya ainda estavam latentes, lembrando-lhe como fora ingénua. — Dói muito falar sobre o assunto?
— Por que você o amava?
— Porque ele e meus supostos amigos me traíram. Devastaram a minha vida. E para quê?
— Dinheiro?
— Sim, mas isso não os ajudou em nada. Os dois modelos, cuja idade já era avançada para a profissão, trabalham agora nos bastidores da moda e ninguém mais ouve falarem deles. E Seiya está se divorciando. A traição não os levou onde esperavam.
— O quê? — Mamoru apertou-a mais para si. — Como sabe que Seiya está se divorciando?
— Ele me telefonou.
— O que está me dizendo? — Ele se ergueu com um impulso, levando-a consigo para que pudesse fitá-la bem dentro dos olhos. O semblante másculo desfigurado pela raiva. — Por que não me contou?
Usagi franziu o cenho diante da reacção exacerbada.
— Achei que não fosse importante.
— Claro que é.
— Ouça-me. Seiya foi apenas estúpido o bastante para achar que me interessaria em tê-lo de volta. Deixei claro que ele estava enganado e depois disso, não voltamos a nos falar.
— Você o dispensou?
— Acha que eu teria casado com você se não o tivesse feito?
— O que mais ele disse?
— Na verdade, preveniu-me contra você.
Mamoru parecia transtornado, mas Usagi não pôde deixar de achar o desvario um tanto lisonjeiro.
— Não se preocupe com isso. A opinião de Seiya não vale nada para mim.
— O que você respondeu?
— Para me deixar em paz e desliguei o telefone.
— Se ele voltar a ligar quero que me informe de imediato.
Usagi o fitou nos olhos.
— Não seja tão super protector. Sou uma mulher adulta e ninguém, nem mesmo você, irá me controlar.
— Não foi isso que disse ontem à noite.
Eles haviam encenado uma variação do jogo de poder, desta vez com Mamoru no controle. Usagi não se importara nem um pouco. Ao contrário, fora dormir tão saciada e exausta que tivera dificuldade em despertar pela manhã.
— Isso não é um jogo.
— Tem razão. É a realidade e o que me contou é muito sério. Não quero que tenha nenhum tipo de ligação com Seiya.
— Acha mesmo que sou tão masoquista?
— Por quê? Ele ainda tem o poder de feri-la?
Aquela conversa estava tomando um rumo perigoso.
— Claro que não.
— Mas você disse...
— Foi apenas um modo de me expressar. Mas também não me agrada o fato de você me controlar dessa forma. Não sou seu bicho de estimação.
No minuto seguinte Usagi estava envolta nos braços másculos. Os lábios subjugados aos do marido num beijo profundo e possessivo.
— Acredite em mim. A última coisa que consigo ver em você é um bicho de estimação — afirmou Mamoru com tamanha intensidade no olhar que a fez estremecer.
Usagi estava relaxando na espreguiçadeira ao lado da piscina de sua mansão, quando lhe ocorreu pela primeira vez que Mamoru nunca havia mencionado o nome do homem que queria destruir. Mas não se deteve pensando nisso por muito tempo, pois algo mais importante lhe veio à mente.
— Mamoru... Precisamos conversar.
A urgência no tom de voz de Usagi produziu um frio que percorreu toda a espinha do marido. O que estaria acontecendo?
Apressou-se em desligar o telefone e lhe voltou um olhar preocupado. Usagi trajava um biquíni amarelo que lhe realçava o corpo de curvas sinuosas bem como o bronzeado que adquirira desde que chegaram à Sicília. Os olhos castanhos, no entanto, não possuíam o desejo latente que os fazia brilhar.
— O que houve, stellina?
— Nunca conversamos sobre filhos.
E por que a urgência? Estaria ela grávida?
Tal probabilidade o envolveu num estado de satisfação até então desconhecido. Havia muito não fazia parte da intimidade de um círculo familiar. A ideia lhe pareceu bastante atraente.
— Não estamos usando nenhum tipo de contraceptivo.
Só agora ela se dera conta?
— Eu sei.
— É só isso que tem para me dizer?
— O que está te deixando tão preocupada?
— E se eu estiver grávida?
— Não lhe agrada a possibilidade?
Tal perspectiva nunca lhe havia ocorrido.
— Esse não é um problema.
— Então o que é? — questionou Mamoru, erguendo a sobrancelha.
— Nunca sequer tocamos no assunto.
— E o que há de tão errado nisso?
A pergunta pareceu chocá-la.
— Fez de propósito? — inquiriu ela em tom acusatório.
Mamoru tentava manter a calma, mas estava ficando mais difícil a cada minuto.
— E você?
— Sabe muito bem que não!
— Escute, querida. A última coisa que eu estava pensando em nossa noite de núpcias era em métodos de controle de natalidade. O desejo que estava sentido naquela hora superava qualquer outro pensamento coerente.
— Como pôde ser tão irresponsável?
— Eu?
— Você. O único parceiro sexual que tive foi Seiya e isso foi há dois anos. Métodos contraceptivos não era minha prioridade.
— E acha que teria de ser a minha?
— Não?
— Você é minha esposa.
— E daí?
— Se estiver grávida, será motivo para comemorarmos.
— Não estou assustada com a possibilidade de estar esperando um filho. É o fato de sequer ter pensado nisso que me desagrada. Isso me leva a concluir quantas outras vezes se comportou dessa mesma forma.
— A resposta é nunca.
— Mas...
— Ao contrário do que pensa, sexo casual não me atrai. Como manter um relacionamento sério é muito difícil quando se trabalha quase 24h por dia, passei um bom tempo da última década em um quase celibato.
— Ora, Mamoru. Você pode ser tudo, menos o tipo celibatário.
— Pois pode acreditar. Todos esses anos canalizei minha energia para o trabalho.
— Você não faz amor como um inexperiente.
— E quem está falando em inexperiência? — berrou ele.
— Não se atreva a elevar a voz para mim!
— Não estou gritando com você — argumentou, embora tivesse baixado o tom de voz alguns decibéis para não atrair a atenção dos empregados. — Eu disse quase celibato, não... — parou, se dando conta do quão ridícula estava ficando aquela discussão. — Esqueça. Eu nunca fiz sexo sem protecção. Está segura quanto às doenças sexualmente transmissíveis. Quando pensei em usarmos algum tipo de contraceptivo, já tínhamos feito amor várias vezes. Se não quer ficar grávida agora, podemos discutir formas de fazê-lo.
Usagi pareceu murchar como um balão sem gás.
— Prefiro me certificar de que não estou grávida. Posso providenciar um desses testes de gravidez antes de tomarmos qualquer decisão.
— Não prefere consultar um médico?
— Pode demorar muito para conseguir marcar uma consulta é os laboratórios asseguram uma credibilidade de 99 por cento para esses testes.
— Estou certo de que o médico de nossa família concordará em atendê-la amanhã.
— Temos a festa de recepção que sua família nos oferecerá. Prefiro deixar para depois de amanhã.
— Vou marcar a consulta.
— Obrigada. — Usagi girou nos calcanhares para sair, quando algo lhe ocorreu. — Mamoru?
— Sim?
— Quer ter filhos?
— Muito, cara.
Ela sorriu.
— Eu também. Nunca consideraria uma gravidez como um incidente.
— Nem eu. Se estiver esperando um filho meu, será uma bênção.
Usagi pareceu bem mais relaxada.
— Sim, mas se eu não estiver, decidiremos quando vamos querer ter filhos.
— Estou grávida? Tem certeza? — Usagi perguntou ao médico, tomada de euforia.
— Si, signora. É uma sorte podemos confirmar este diagnóstico cada vez mais cedo, não é?
— É.
Usagi precipitou-se pela porta do consultório com a mente em turbilhão. Estava grávida! E de um filho de Mamoru! Levou a mão ao abdómen recto. Não sentia nenhuma diferença, mas sabia que carregava uma nova vida dentro de si. O fruto de seu amor pelo homem com quem se casara.
Ele ficaria extasiado.
Quando chegou em casa, Usagi confirmou suas suspeitas.
— Está esperando um filho meu? — Ele exibiu um sorriso luminoso. — Acho que trabalhamos rápido, stellina.
Usagi se jogou nos braços protectores do marido com o coração flutuando de felicidade.
— Sim, querido. Tem razão.
Mamoru soltou um gemido e lhe tomou os lábios num beijo terno, que selava aquela cumplicidade.
Duas semanas mais tarde, voaram para Nova York. Mamoru insistiu para que ela se adaptasse à nova rotina de forma gradual. Dormiria até mais tarde e não chegaria no escritório antes das dez horas da manhã. Quando Usagi argumentou que estava apenas grávida e não inválida, o marido limitou-se a responder que tinha o direito de mimá-la.
Como recusar um desejo do homem amado?
Naquela manhã, Usagi estava tomando o café da manhã na sacada do apartamento que descortinava toda Manhattan, quando escutou o som da campainha. Ergueu-se de pronto para atendê-la, mas Maria, a criada, se adiantou.
Usagi disparou pela sala de estar ao escutar a voz familiar que lhe causara tanto sofrimento. Que diabos Seiya estava fazendo ali?
A figura alta e imponente adentrou a sala, fitando-a com um brilho jocoso no olhar.
— Usagi.
— Não é bem-vindo em minha casa. Sabe que não quero vê-lo — disparou ela, espumando de raiva.
— Vim aqui para salvá-la de um monstro ainda pior do que aquele que acredita que sou — declarou o ex-namorado, parecendo tão belo como sempre. Mas aquilo em nada a afectava.
A única coisa que desejava era vê-lo fora dali.
— Godzilla?
Ele contraiu a mandíbula.
— Mamoru Chiba.
— Meu marido não é monstro algum. Fora da minha casa agora mesmo. — Gritou o nome da criada, que atendeu de imediato. — Este homem está de saída. Por favor, acompanhe-o até a porta.
— Espere! Tem de me ouvir. E para o seu próprio bem.
Mas ela o ignorou por completo e dirigiu-se à varanda para terminar o café.
Não contou a Mamoru sobre a visita de Seiya quando chegou ao escritório. Imaginou que à noite, no aconchego do lar, fosse mais apropriado.
Algum tempo depois, o marido adentrou sua sala, esbanjando charme e elegância num terno preto e camisa social branca.
— Que tal almoçarmos juntos?
Usagi exibiu um sorriso luminoso.
— Adoraria.
— Óptimo.
Mamoru escolheu um sofisticado restaurante especializado em frutos do mar. Ele estava preste a provar a primeira garfada do risoto de camarão, quando uma sombra assomou à mesa que ocupavam no terraço.
— Usagi.
Ela ergueu o olhar para encontrar Seiya parado em frente a eles.
— O que está fazendo aqui?
— Precisa saber a verdade sobre seu marido.
— Vá embora!
Mamoru se ergueu, ofuscando o outro homem em estatura e beleza.
— Deixe minha esposa em paz.
Seiya deu um passo atrás, mas não se retirou.
— O que vai fazer? Vai me arruinar? — Soltou uma gargalhada sarcástica. — Já estou destruído e sei quem foi o responsável por isso.
— Você mesmo. Está colhendo o que plantou.
A que estaria Mamoru se referindo? Seiya arruinado? E por que estaria culpando seu marido por isso?
— Pode me informar o que está acontecendo aqui?
— Usagi não sabe o motivo que o levou a se casar com ela? — inquiriu Seiya, apontando em sua direcção.
— Nosso relacionamento não é de sua conta — retrucou Mamoru feroz.
— Ora, meu caro. Coragem. Diga-lhe a verdade.
— O que quer dizer com isso? — indagou Usagi, mas àquela altura uma suspeita nauseante crescia dentro dela. — Seiya é o homem que seduziu sua mãe, não é?
Mamoru baixou o olhar para fitá-la.
— Sim. Como pode ver, tenho mais motivos para odiá-lo do que você.
— É verdade — concordou ela, lembrando tudo que o marido lhe contara.
Mas algo lhe dizia que ela se encaixava em algum lugar daquela história. Só não sabia ao certo, onde.
Por instantes, o consentimento momentâneo de Usagi pareceu confundir Seiya, mas logo a expressão de sarcasmo voltou a seu rosto.
— Talvez. Mas ela vai odiá-lo tanto quanto a mim, quando souber que a está usando para atingir seu objectivo.
— Não seja ridículo — redarguiu Mamoru com olhar furioso. — Quando casei com Usagi ela não possuía uma empresa que eu quisesse tanto a ponto de levá-la à morte para obtê-la.
As palavras deveriam lhe trazer algum alento, mas estavam muito carregadas de rancor para levá-las em consideração.
— Não matei sua mãe — disparou Seiya. — Ela era uma mulher fraca. Trocava tudo por um corpo para aquecê-la na cama.
Mamoru cerrou o punho e desferiu um soco certeiro no rosto de Seiya, que tombou com o impacto.
— Não se atreva a falar de minha mãe desse jeito. Ela era milhares de vezes melhor que você. Seu único erro foi não perceber o sanguessuga oportunista que a cortejava.
Seiya se ergueu com dificuldade, amparando-se em outra mesa. Em seguida, levou a mão aos lábios que sangravam.
— Olha quem fala! O paradigma da honestidade! Mas o que fez com Usagi não foi muito diferente. Usou-a para chegar onde queria, não foi?
Mamoru ignorou as palavras de Seiya e dirigiu-se à esposa.
— Vamos embora.
Ela balançou a cabeça em negativa. Não queria dar ouvidos a Seiya outra vez, mas não iria fugir das acusações como fizera no passado. Mamoru omitira o nome de seu arqui-inimigo e agora sabia por quê. Mas nem tudo havia sido esclarecido. Como por exemplo, o motivo pelo qual o ex-namorado o acusava de a estar usando.
— O que eu tinha que Mamoru tanto queria?
— A chance de se vingar de mim.
— Consegui minha desforra sem precisar disso — contrapôs o marido, dirigindo-se a ela em seguida. — Vamos embora. Não há mais nada a ser dito.
— Mas você queria que ela fosse completa! — gritou Seiya. — Almejava tirar-me tudo a que eu dava valor.
— Mas você nunca me valorizou — argumentou Usagi. — Quase me destruiu, lembra-se?
— Usagi. — O tom de voz da Mamoru era autoritário.
— Vá se quiser. Não sairei daqui enquanto não obtiver as respostas que quero. E neste momento, você não é a pessoa mais indicada para fornecê-las.
O brilho de triunfo nos olhos de Seiya quase a fez mudar de ideia.
— Meu casamento era temporário. Eu planejava tê-la de volta e Mamoru sabia disso.
Usagi nunca conhecera alguém tão calculista. Aquele homem se casara, planejando divorciar-se em seguida?
— Só pode estar brincando.
Mas o sexto sentido lhe dizia que não.
— Nunca falei tão sério. Seu querido marido empreendeu uma caçada a você no minuto em que o investigador particular que trabalha para ele descobriu que eu a mantinha sob vigia.
Usagi sentiu uma náusea repentina ao perceber as implicações do que Seiya estava afirmando.
— Contratou alguém para me seguir? — E voltando-se para o marido. — E você sabia disso?
Um sorriso cínico curvou os lábios de Mamoru.
— Ele a mantinha sob vigilância desde que terminaram o namoro. Pagava a um investigador particular para descobrir qualquer relacionamento que você pensasse em ter.
Usagi lançou um olhar furioso a Seiya.
— Quem você pensa que é? O Poderoso Chefão?
— Apenas um homem que não se importa em ferir as pessoas para obter o que quer — respondeu Mamoru.
— Como sabia disso?
— Jedite.
— Nosso padrinho de casamento?
— Seu investigador particular — interveio Seiya. — Conte-lhe como subornou o meu para que ele não me contasse sobre seu relacionamento com Usagi.
— Não posso acreditar que me vigiou todo esse tempo, seu canalha!
Seiya a fitou com olhar descrente. Não entendia porque ela se atinha àquele detalhe. Mas Usagi sabia o motivo. A verdade que estava sendo revelada sobre o marido doía tanto que não era capaz de suportá-la.
— Seu marido só te cortejou para chegar a mim — declarou o ex-namorado, enfático.
Mamoru soltou uma imprecação, forçando-a a tomar conhecimento de sua presença.
Ela desviou o olhar de Seiya como se ele não mais existisse e se dirigiu ao marido.
— Você usou meu projecto como desculpa para chegar até mim. Não é verdade? Já sabia quem eu era e minha relação com Seiya.
Mamoru contraiu a mandíbula.
— Sim.
— Eu não disse? — interveio Seiya.
Usagi não podia mais suportar a voz daquele homem. Ergueu-se num impulso. O corpo trémulo pela tensão e fúria não a impediu de encará-lo, resoluta.
— Ouça-me com atenção, Seiya, pois esta é a última vez que me dirijo a você. Pelo que pude compreender, meu marido e Jedite têm provas suficientes para sustentarem uma acusação formal contra você num tribunal. Não é verdade, Mamoru? — inquiriu sem desviar o olhar do ex-namorado.
— Sim, stellina.
Ela vacilou ao ouvir o apelido carinhoso, mas continuou com os olhos fixos em Seiya.
— Quero que vá embora agora e nunca mais volte a me procurar. Se tentar me contactar de alguma forma, não hesitarei em impetrar acções criminais e civil contra você. Darei ao advogado de sua esposa provas suficientes para pintá-lo como o ser mais amoral da face da Terra. Terá sorte se sair desse casamento com as meias nos pés. Fui clara?
— Você mudou muito.
— Ao contrário de você. Que foi e continua sendo o mesmo bastardo de sempre.
— Não se preocupe — interveio Mamoru com o tom de voz tão frio quanto o gelo do árctico. — Se esse homem se atrever a se aproximar de você, o quadro que pintou parecerá uma carícia perto do que eu o farei passar.
— Fique tranquila. Estou indo embora — declarou Seiya. — Mas pergunte a si mesma se deve ficar ao lado de um homem que a usou de forma ainda pior.
As últimas palavras de Seiya eram como facas cravadas em seu já partido coração. Recusava-se a dar a Seiya a satisfação de vê-la ferida, mas o que mais lhe doía era o fato de ele estar falando a verdade.
Mamoru a usara para conseguir sua vingança contra o inimigo.
Ela não significava nada para o marido. Aquela verdade a devastava como um terremoto de nível dez na escala Richter. Agarrou-se à beirada da mesa, temendo desfalecer.
— Mamoru?
No instante seguinte ele estava a seu lado. As mãos firmes segurando-a pela cintura.
— Sim, stellina.
— Leve-me para casa agora.
Usagi sentia-se como se estivesse sendo rasgada ao meio. Sabia que ele não a amava, mas ter sido objecto da vingança do homem com o qual casara era mais do que podia suportar.
Agradecimentos: Priscilla Salles: realmente não vai ser bonito …. Kkkkkk espero que goste dos últimos caps. . . .
