DISCLAIMER: Apenas a fanfic me pertence. Personagens, localizações, nomes, feitiços e artefatos pertencem a J. K. Rowling/Warner Bros ©.


NOTAS DO AUTOR: A publicação de capítulos acabou não sendo tão rápida quanto eu gostaria que fosse, mas o que importa foi que eu adorei escrever isso, mesmo que poucas pessoas tenham lido.

Uma ou dois milhões, eu agradeço de coração a todos que gostaram e elogiaram, de verdade. Obrigada pelo carinho!


.

.

.

.

.

Apesar de nunca ter estado em uma formatura, Remus já detestava. O ar que passava na escola de tristeza e saudade precipitada era demais para ele. Não conseguia entender como pessoas que conviveram umas com as outras simplesmente aceitavam que nunca mais se veriam. Ele tinha perfeita ciência da posição dos amigos ao seu lado e que nunca deixaria de falar com nenhum deles. Nem mesmo com a nova integrante do grupo, a ruiva que se esgueirava nos braços de James, ocupada com um cubo mágico, tentando explicar para o namorado o artefato trouxa que a mãe lhe enviara de aniversário. Eles estavam falando baixinho, e apesar de Sirius dizer que era estúpido, Remus notou que ele prestava atenção as explicações da moça. Estavam sentados no jardim da escola, esperando as horas passarem até o horário do Baile de Formatura¹. Mais uma mania clichê da escola, porém eles não podiam negar que estavam se divertindo com a história toda. Após o rumor que Lily Evans e James Potter finalmente haviam se acertado, o baile caiu como uma luva. Remus havia convidado Emmeline Vance², uma garota da qual sentia certa atração desde o sexto ano, e ela havia aceitado. Era uma garota doce que gostava muito de sua companhia. Naquele ano, tudo fora mais pacífico. Claro, a "perda" proposital do Mapa do Maroto ajudara. De acordo com Sirius, o ideal seria Filch tê-lo em mãos. Deixar escondido na Sala Comunal ou qualquer coisa assim seria fácil para qualquer aluno encontra-lo. Eles precisavam repassá-lo para alunos como eles, que entravam em detenções e aprontavam na escola. Qual melhor lugar do que com Filch? Fora fácil. Tudo que precisaram fazer foi arranjar uma baita detenção (resultado de terem enfeitiçado o escritório de Dumbledore para substituir os quadros por mulheres nuas) e então esconder o mapa. Começaram a perturbar Filch psicologicamente, dizendo que havia algo de valor perdido em seu escritório alguns dias depois. Até hoje, Filch os olha feio, pois não sabe como abrir o Mapa. Sirius achou divertido e lançou um feitiço insultante como entrada, assim qualquer pessoa que continuasse tentando seria levemente sacaneada pelos meninos.

Lily sabia sobre o Mapa também, é claro. O número de vezes que ela e James o usaram para encontrarem salas vazias e corredores onde poderiam se agarrar foram inúmeras. Aos poucos, conforme ela se aproximava mais deles, os segredos foram ruindo. Em uma noite, ela havia chamado Remus para conversar, e confessou que assim como ele imaginava, ela sabia o que ele era, e sabia que os amigos sabiam também. Remus não se incomodou em mentir. Se ela sabia e ainda assim estava ali, segurando sua mão, nada mais faria Lily Evans correr. James havia mostrado a ela sua forma animaga, na qual nas palavras dela: era magnífica. Algumas semanas depois, o patrono de Lily se tornou uma corça.

Snape não andava os perturbando mais, afinal seus hobbies agora eram mais pesados. Lily olhava pesado toda vez que ela cruzava o corredor. Ela sabia o que ele estava se tornando e sabia o que seu mestre desejava com todos os nascidos trouxas, como ela e Remus. James ainda o azarava quando ela não estava perto e negava até a morte caso ela perguntasse se havia sido ele. Eles ainda se detestavam, agora ainda mais que James tinha a ruiva apaixonada. Snape sabia sobre Remus também, graças as gracinhas de Sirius uns anos atrás. Ele não se lembrava, mas de acordo com James, que lhe salvara a vida havia sido algo perigoso e muito, mas muito perto de resultar em grandes complicações. Isso não o impedia de jogar livros de Remus para cima quando tinha a chance e lhe sussurrar palavras como "cachorro imundo". Remus não se incomodava, afinal, Snape seria o primeiro de muitos.

Naquela noite, tudo foi perfeito e ele até mesmo não odiou a formatura tanto assim. O baile aconteceu no salão principal, onde tiveram bebidas, se divertiram, sumiram com garotas por horas, cada um com a sua, e voltaram bêbados para a torre da Grifinória de madrugada. Ele se lembrava de rir do nada e sentir como se nunca mais fosse ser triste novamente.

Na manhã onde voltariam para casa, eles se despediram temporariamente, assim como faziam todo ano na plataforma 9 ½. Remus deu um último abraço em Peter, que o retribuiu rindo e observou enquanto James carregava as malas de Lily. Ele iria conhecer os pais dela, e depois, ela os dele. Sirius iria direto para a casa de James, já que lá era seu lar temporário. Remus voltaria para sua fazenda, para seu pai, agora sozinho sem mais a companhia da mãe, apenas para uma visita e então iria procurar algum lugar para viver. Não poderia jamais atrapalhar a vida pacífica do pai novamente. Peter? Ele voltou para a casa dos pais.

Remus se despediu de todos e foi para a fila do táxi, esperando enquanto algum trouxa pensava ou não se pararia para o homem que mais parecia um mendigo. Remus se assustou quando um vulto parou ao seu lado, mas reconheceu a barba branda e as vestes verdes em qualquer lugar. Ele sorriu de modo doce.

- Olá, Prof. Dumbledore. Como está?

- Muito bem, Sr. Lupin! - ele respondeu sorrindo – Estou muito contente que esteja formado, um bruxo completo após muitos anos em minha escola. Ainda me lembro do dia que lhe ofereci uma vaga.

- Nunca poderei agradecê-lo o suficiente – Remus disse olhando para o céu – Eu amo meu pai e amei minha mãe com tudo que tinha dentro de mim. Aquela casa pequena sempre fará parte da minha infância, mas jamais poderei negar que Hogwarts é minha verdadeira casa. Nunca imaginei que alguém pudesse ser tão feliz dentro de um castelo em um penhasco – ele brincou, causando sorrisos em Dumbledore – mas eu fui. E ainda sou. – ele olhou para o Prof. – Nunca poderei pagar o que me deu, Prof. Dumbledore.

Este sorriu e pôs a mão em seu ombro.

- Eu que agradeço por tudo. Um dia, se precisar de qualquer coisa, não hesite em me contatar. Somos mais do que Prof. e aluno. Saiba disso. - Com isso, ele desapareceu. Remus levou algum tempo para ouvir o motorista que o chamava apressado na rua. Ele pediu desculpas e entrou no carro, lhe dando o endereço do pai. Olhou pela janela novamente, pensando no que Dumbledore havia lhe dito. O Prof. havia sido tão importante em sua vida que se pegou pensando nele como uma inspiração. A ideia de se transformar em professor, apesar de um sonho distante, não parecia mais tão estúpida assim.

.

.

.

.

.


MANDEM REVIEWS E FAÇAM UM AUTOR FELIZ!