Capítulo 9
Quando eu cheguei à sala de troféus (segunda parte da detenção) Malfoy já estava lá.
Ele me olhou por cima do ombro, como já era de se esperar, e continuou a limpar o troféu de uma das vezes em que a Sonserina ganhou o Torneio das Casas... Tão típico.
- noite _ resmunguei baixo, baixo o suficiente para que ele não ouvisse. Entenda, eu ainda sou uma garota educada.
E ainda sou uma garota ignorada.
Deixei minha mochila de lado e sentei, começando o trabalho.
Sinceramente, eu nunca vou entender como a sala de troféu consegue acumular tanta poeira e teia de aranha. Digo, o castigo mais comum que se possa conseguir para uma detenção é "limpar a sala de troféus", nada original.
Tendo isso em conhecimento eu posso chegar à conclusão de que a sala de troféus é na verdade o lugar para onde toda a fumaça das lareiras é direcionada, e também algum tipo de acampamento de aranhas... Ainda não pensei o suficiente sobre a segunda parte.
Mas a questão era no ritual que eu e Malfoy havíamos criado sem perceber. Entrar, sentar e trabalhar. Sem trocar uma palavra ou ofensa, até que funcionava, nós estávamos mais produtivos e como não perdíamos tempo xingando ou brigando então nossas mãos estavam sempre ocupadas.
Meu medo era que se terminássemos de limpar todos os troféus antes dos dias de detenção, nosso querido e amado Professor Morcego arrumasse algo mais pra limpar. Tenho certeza que Hogwarts possui muitas salas que poderiam usar do poder desinfetante dos materiais de limpeza.
Não que eu estivesse me escalando para ajudar nisso.
O problema era que graças ao meu amado irmão, nessa noite Malfoy revolveu quebrar nosso tão querido e respeitado ritual.
Juro que não deu nem cinco minutos que eu estava limpando um dos poucos troféus da Lufa-Lufa, e Malfoy apareceu ao meu lado.
Merlin, como eu sinto falta do tratamento de silencio.
Então ele ficou lá, me encarando intensamente enquanto eu tentava ignorá-lo o quanto me fosse permitido.
Eu não preciso dizer que eu sou incrivelmente fraca ignorando uma pessoa quando a mesma tem esses irritantes e penetrantes olhos azuis, certo?
- o que deseja Malfoy? _ soltei com um resmungo cansado o encarando, ele continuava em pé, uns três passos atrás de onde eu havia sentado.
O sonserino ergueu a sobrancelha e então eu percebi que a minha pergunta havia sido meio provocadora.
Completamente sem intenção.
- sabe coelha, para uma grifnória você até que é bem sonserina _ e voltamos aos bons tempos, que saudades – Se não fosse sua triste condição financeira, o distúrbio por procriação da sua família, esse cabelo cor de cenoura e o inexplicável amor por trouxas, até que você poderia ser a ralé que puxa meu saco e me venera _ é bom te ter de volta também, Malfoy.
- Merlin _ pousei a mão sobre o peito como se tivesse sido apunhalada. Eu sei, sou dramática – nossa Malfoy, de todas as coisas horríveis que você já me disse ou me chamou, Sonserina é a pior delas _ completei com um sorrisinho falso, mas fiquei meio revoltada quando não recebi a reação esperada.
Não tem sido muito fácil atingir o Malfoy ultimamente. Antes era só falar da sua amada e venerada casa Sonserina que ele perdia os nervos, ou do cabelo sem cor, ou da cara de fuinha, ou dos distúrbios familiares e a quantidade de terapeutas que ele teria que visitar... enfim, aonde quero chegar é que antes era muito mais fácil.
Agora, ele simplesmente sorriu e concordou ponderando o que eu disse.
- não que nós precisemos de motivos para trocar carinhos dessa maneira, mas por quê isso agora? Pensei que você não estivesse me dirigindo à palavra _ por que eu sempre falo merda? De verdade, por quê?
Ele ergueu uma das sobrancelhas e alargou o sorriso com a minha pequena declaração de quem havia notado.
Burra.
- saudades? _ cruzou os braços e deu dois passos a frente. Então eu me levantei, a intenção era igualar a altura por que com a proximidade e o fato de eu estar sentada, ele me olhava por cima, e essa era uma coisa que eu não permitiria.
Não que tivesse mudado muita coisa, afinal ele era bem maior que eu.
Mas de qualquer forma, faço o que posso pra colocá-lo no lugar.
- morrendo _ ironizei imitando o gesto dos braços, mas recuando um passo.
Ele me encarou com os olhos cerrados.
- será esse o motivo dos boatos de que certo herdeiro milionário e incrivelmente bonito perdeu seu tempo com certa ruiva cuja herança se resumem à um único sicle _ certo, eu não sei bem que reação ter no momento.
De fato, eu sequer sei se devo ficar enojada por saber que Malfoy acha que eu inventei a historia ou se fico irritada por ele mencionar a situação financeira da minha família, de novo.
- ok, só para te atualizar, eu fui a pessoa que negou. Por que diabos eu inventaria algo e negaria logo em seguida _ é, eu estava enojada, com toda certeza.
Acho que ele ponderou por um momento, menos mal.
- se não está inventando então está mentindo, de qualquer forma, ainda se encaixa na sonserina _ e a cada minuto que essa conversa se prolonga eu vejo o quanto eu estava errada em não curtir meu silêncio e o quanto eu odeio meu irmão.
- por favor óh poderoso mestre do saber, me diga aonde estou mentindo? _ retruquei completamente irritada com todo aquele circo – que fique claro, me perguntaram se você me agarrou, eu disse a verdade, afinal isso não aconteceu.
Ele parecia meio cético, mas nem adianta contra argumentar. Eu estava falando a verdade, e garanto que vou sustentar essa linha de pensamento até minha cova.
O que me incomodava mesmo era essa vontade repentina de papear.
Se o sonserino resolvesse bater um papo desses todas as noites, tenho certeza de que meu plano de acabar a limpeza antes do prazo ia por água abaixo.
- está dizendo que você me agarrou? _ acho que de certa forma, pensar por esse ângulo insultava a masculinidade do Malfoy... e o que insultasse o Malfoy, era meu passatempo.
- basicamente, sim _ ponderei. Aquela era provavelmente a conversa mais esquisita que eu já havia tido com qualquer garoto – e convenhamos, você está pirando demais nesse assunto.
- então você não mente? _ ele continuava com aquele olhar estranho e cheio de ases na manga que eu tanto temia.
- tento evitar _ o olhei mais desconfiada do que já olhava.
Qualé, estamos falando do Malfoy.
Eu rezava intensamente pra que aquilo tudo não passasse de um grande e demente sonho.
- sabe Weasley, eu vou adorar ver você mentir quando te perguntarem de novo se o Malfoy te agarrou _ ele disse sem fazer sentido algum.
...
Como se aquilo significasse alguma coisa.
Eu até repensei a frase pra ver se entendia que diabos aquilo queria dizer, mas não importava o quanto eu a revisse aquela sentença apenas não possuía lógica.
- por que me perguntariam isso de novo? Eu já disse a verdade _ ele continuou com aquele olhar esquisito e algo dentro de mim gritou por alerta de perigo – melhor, por que eu mudaria minha resposta? Ou mentiria?
Foi então que, tirando a ideia de Merlin sabe aonde, Malfoy me puxou para si e segurou minha nuca com firmeza.
Deuses, aquilo NÃO estava acontecendo.
- espe... o quê.. Malfoy... diabos..? _ gaguejei estupidamente. Mas tente entender, eu deveria ganhar um premio por não ter sofrido um aneurisma na hora.
- Weasley, sem clichês ok? _ e foi nesse momento que Draco Malfoy [ monitor chefe, capitão e apanhador da Sonserina, inimigo de quase todas as pessoas que gosto e etc ] me beijou.
E a única coisa que eu conseguia pensar era: por que diabos eu não o ignorei naquele maldito corredor?
Eu tentei, juro que tentei me afastar, mas o Malfoy me segurava com uma persistência suspeita.
E convenhamos, eu não coloquei muito empenho ou esforço na tentativa de escape, mas isso é o tipo de coisa que eu nunca admitiria em voz alta.
Nunca.
Por mais errado que fosse, era bom. Bom demais se você me compreende.
Depois de bancar a difícil eu correspondi.
Parei de tentar empurrá-lo e comecei a puxá-lo, amassando a camisa social.
Não me julgue, qualquer garota faria a mesma coisa no meu lugar. Ou é o que eu gosto de pensar pra aliviar um pouco o peso na consciência.
Então Malfoy mordeu meu lábio e... eu gemi. Ele me deu um ultimo selinho e se afastou, me encarando, esperando algum tipo de explosão, acho.
O encarei de volta sem saber exatamente o que fazer. Estuporá-lo parecia bem hipócrita da minha parte.
Sem muitas ideias de que reação tomar pousei as mãos na cintura e respirei fundo.
Eu olhava para qualquer direção, exceto para o alienígena loiro e tarada à minha frente, que me encarava.
Ele também não falava nada, o que era alivio, de certa forma.
Mordi o lábio tentando clarear os pensamentos, mas também não me ajudou muito.
- você está fazendo caretas Weasley _ ele me informou e acho que estava fazendo mesmo.
O encarei séria.
Eu poderia dar uma resposta bem afiada, mas não estava no clima de entrar em guerrinha naquele momento.
Veja meu lado, por mais que tivesse sido um mega beijo, o fato de ser com o Malfoy estragava tudo.
Eu até posso não ser a pessoa mais consciente do mundo, mas nada ia tirar o peso da minha traição com quase todas as pessoas que eu amo.
- manda ver Weasley _ Malfoy resmungou com um ar de cansaço – pode dizer como eu abusei de você e que a culpa é minha e blá blá blá.
Bufei alto e revirei os olhos, lhe lançando minha melhor expressão de descaso.
- se toca Malfoy, se eu não deixasse você nunca teria me beijado _ sorri de escárnio e apreciei sua expressão de incredibilidade... que durou pouco tempo
Sim, eu bem poderia fazer o que ele disse, mas se fosse pra ser hipócrita, eu o teria estuporado.
Mas confesso, ver Draco Malfoy sem palavras, mesmo que por um breve minuto, era impagável.
Então, para minha infelicidade, o sorriso maldito e torto voltou a enfeitar aquele rosto albino.
Acredite quando eu digo, o Malfoy é rápido. Não é a toa que ele está no time de quadribol.
Certo, isso soou como um elogio, mas não foi.
Em um instante ele já estava perto de mim novamente, mais perto do que eu me permitiria ficar depois do incidente.
- e por que você deixou Weasley? _ ele abaixou em direção ao meu ouvido e sussurrou de forma perigosa. Não perigosa de verdade, mas eu gritava PERIGO no meu subconsciente, então a definição é válida.
Tentei me afastar, mas a única coisa que consegui foi ficar encurralada entre ele e a parede.
- mulheres também têm hormônios _ respondi a primeira coisa, e mais estúpida, que me veio à cabeça, encarando-o. Perto demais, perto demais.
- só por isso? _ sorrisinho fdp esse seu hein Malfoy.
Fiquei meio idiota por algum tempo, e engoli em seco algumas vezes. Malfoy pousou a mão na parede na altura dos meus ombros e a outra veio em direção ao meu rosto. Fiz menção de desviar, mas acabei sendo mais prensada.
Eu ate tentei esvaziar um pouco a mente, para resolver o que iria fazer. Mas como dizem "cabeça vazia, oficina do diabo".
O problema era que o diabo era loiro, sonserino e estava me prensando de forma bem provocante, naquele momento.
E ele, definitivamente, estava brincando de oficina na minha cabeça.
- por que mais seria? _ juntei capacidade mental pra formular a frase e despejei.
Confesso, eu estava encarando a boca dele, me processe.
Malfoy também percebeu e seu sorrisinho torto se tornou ainda mais irritante, quase como se gritasse "Eu sou irresistível". Bom, ele realmente era.
Sem muita ideia do que mais fazer, o sonserino achou que seria divertido me torturar. Baixou o rosto para mais perto do meu e roçou a boca na minha, eu suspirei.
Ele ia me beijar de novo, sim, ele ia. Porem ele não beijou.
Quando estava perto de acontecer a segunda maior traição da minha vida, a porta da sala de troféus fez um estalo, um barulho nem um pouco discreto, de que estava sendo destrancada.
E a velocidade que eu e o Malfoy nos separamos foi bem mais do que mágica. Foi alem do acreditável, se você quer saber.
Um momento eu estava na parede, com ele me apertando, no outro eu já estava sentada com o troféu da Lufa-lufa (não pergunte quando eu o peguei) limpando-o.
O mesmo pro sonserino, que já estava limpando a taça da Sonserina, e ainda fazia o falsete de checar para ver se estava limpo o suficiente.
- Malfoy, Weasley _ o Professor morcego chamou. Ambos nos viramos para ele com um ar de curiosidade. Devo dizer, se a peça depender da minha atuação ou a do sonserino, talvez a Stra. Bibby ainda tivesse alguma chance – estão dispensados por essa noite.
Então ele nos deu as costas e deixou a porta aberta.
Eu não pensei muito e nem olhei para trás. Praticamente corri em direção à saída.
A paz e a tranquilidade do meu dormitório eram tudo que eu queria e precisava.
E distancia de Draco Malfoy.
Pode ter sido imaginação, grande chance de ter sido, mas eu daria minha cara à tapa de que ouvi Draco Malfoy dizer que não havíamos acabado.
-o-o-o-
N/A: Oi, como vai você? Kkkk Na paz meu pessoal?
Seguinte, devo dizer que fiquei muito chateada ao notar que não estão mais comentando, mas que ainda tão lendo. Sério, um simples " oi, tô acompanhando" muda o animo de um ficwriter, quem escreve sabe disso... e convenhamos, isso não é o tipo de coisa que a GNT precise ficar falando, todo mundo sabe. E que fique claro, eu privilegio muito minhas leitoras que comentam, exemplo a seguir...
Esse capítulo é em especial para minha linda Jennifer Malfoy Weasley, pq ela é taradona kkkkk é uma guria incrivelmente fiel à minha fic e como teve uns amasssos, que eu sei que ela curte, aí está 3
E outra coisa, próximo cap já ta pronto, só que eu sempre espero um tempo, pra ver se há comentários e se a maioria já teve a oportunidade de ler antes de postar o proximo
Jennifer Malfoy Weasley: Tcharaammmmmm \o/ tái, finalmente… espero que tenha valido a pena kkkkkkkkk eu tbm não vejo o Ron como uma pessoa corajosa, mas confesso que foi só pra preencher um espaço, eu geralmente não coloco o Ron pq a maioria das pessoas vê logo o lado protetor, e sendo caçula aqui de casa, isso me irrita u_ú kkkkk esse lance do final, eu mudei. Não era assim que ia acabar o capitulo, mas do outro jeito o Draco tava muito... não Draco, e todas queremos nosso alienígena loiro e sonserino do jeito que é, certo kkkkkkk beijão nega, se cuida.
Little Lady Black: Entrou na facu? Aeeeeeeeeee, parabéns lindaaa *-* a sensação é ótima neh... ao mesmo tempo que sufocante e o esquisita lance de estar crescendo kkkkkkk caracaaaa, as fics com os marotos jovens, são meu segundo sonho de consumo kkkkk adoro Sirius D: hahahahahaha eu to tentando criar um Harry mais ao estilo maroto e atrevido, pq na boa, eu AMO o jeito meigo dele, mas enxe mt o saco as vezes, por isso amamos o Draco atrevido Malfoy u_u kkkkkkkkk eu definitivamente vou dedicar um capitulo de amassos pra vc tbm kkkkkkkk minha leitoras são todas taradonas kkkkkkkk adoooro u—u A Stra Bibby foi inspirada em uma pessoa que eu conheço, imagina que tenso kkkkkkk boa leitura nega, beijocas ;*
Biela Bells: kkkkkkkkkk lindaaaaaaaaaa, imaginar uma Ginny mais ousada é o que faço de melhor u_u hahahaha é pq eu não suporto o modo como ele eh vista, ou meiga de mais, ou fodona de mais, o meio termo é tão bom as vezes D: kkkkkk não que ela vá sair por ae fazendo à louca, mas alguns momento de abuso são ótimos kkkkkkk eu realmente adoro essa cena tbm kkkkkk FINALMENTE a parte que todos queríamos neh kkkkkkk Sim, o gato vai aparecer mais, eu peguei um carinho estranho por esse personagem que não tem nem falas kkkkkkk o que é engraçado, eu sou uma pessoa que curte mais cães, na vdd, mas o Gato é especial. Obgd pelos elogios, vcs que me fazem continuar u_u Adicionei seu email flor, teu apelido é gabi... Gabriela ou Gabrielle? Kkkkkk Meu apelido é Gabe, de Gabriela kkkkkk olha a coincidência :p Se cuida linda, beijinhos
