Quando o sangue Veela se impõe: Segunda temporada.
Disclaimer: Os personagens desta história são de propriedade de J.K. Rowling e da Warner Bros. Isto é puro entretenimento e eu não tenho nenhum benefício financeiro com eles.
Sumário: Vimos anteriormente como Lucius e Remus se conheceram se apaixonaram e se casaram. Agora, o primeiro filhos desse casamento (Draco), vai entrar em Hogwarts para viver suas aventuras. Como será a personalidade de Draco tendo sido criado (e mimado) por Remus Lupin? Será que ele tem um grifinório dentro dele e não está disposto a acreditar? E principalmente... Como reagirá ao saber que, como seu pai seu companheiro de vida resultou ser aquele a quem menos esperava?
Casais: Lucius/Remus, Severus/Narcissa Black. Para o futuro... Harry/Draco, Ron/Blaise, Neville/Theodore Nott e as que forem me ocorrendo pelo caminho. O_O
Esclarecimentos da autora: Essa temporada vai relatar a historia de Draco desde o seu primeiro dia no colégio e brincarei muito com livros, sempre do ponto de vista dos Malfoy. O romance entre os jovens não acontecerá tão rápido, então não se desesperem. E como esta fic se iniciou com o casal Lucius/Remus, não se preocupem que eles não vão deixar a trama, pois eles são os protagonistas.
Esclarecimentos de leitura
-Letra normal: diálogo relato.
-Letra cursiva: pensamentos dos personagens.
-N/A: notas de autora.
Beta: Gika Black
Capítulo 10: Moony, Prongs, Padfoot E Wormtail (Primeira parte)
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A porta de entrada da Sala Comum da Sonserina se abriu, dando passo a um furioso Theodore Nott e um Draco Malfoy que… bom, o veela-licantropo dava medo só de olhar.
- Que aconteceu? – Millicent quis saber.
- Odeio meu pai… – Nott resmungou com voz lúgubre e uma cara fechada.
- Não pudemos fazer nada. – Draco grunhiu – Vão sacrificar o animal.
- Não. – Pansy gemeu, mortificada.
- O estúpido de Hagrid ficou petrificado, e meu pai. – cuspiu Nott – Soltou um discurso muito convincente. Não puderam fazer nada, nem sequer acho que possam apelar da decisão.
- Sim… vou sair para dar uma volta, senão sou capaz de estrangular alguém – Draco resmungou com seus olhos brilhando d fúria.
- Que aconteceu com ele…?- disse Adrian, desconcertado.
"Hoje é lua cheia", pensou Blaise. "Ele está mais irritável do que o costume. Só espero que não encontre ninguém desagradável.".
Hermione, Ron e Harry retornavam ao castelo, depois de ouvirem a notícia da boca de Hagrid, quando viram Draco Malfoy, que vinha seguido de Crabbe e Goyle, com cara de poucos amigos.
- Isto é culpa sua, Malfoy! – Ron disse ao chegar perto dele.
- Minha? – disse zangado – Não é minha culpa que esse semi-gigante não saiba controlar seu animal. E ainda que seja tão idiota que não pode defendê-lo.
PLAF!
Draco cambaleou para atrás enquanto os outros garotos ali presentes olhavam atônitos para Hermione.
- Não se atreva a chamar Hagrid de idiota! Maldito menino mimado!
- Hermione... – Ron sussurrou com os olhos arregalados, enquanto a segurava por um braço.
- Me larga Ron! Pensei que você era diferente de Malfoy!
Granger puxou sua varinha e os olhos de Draco se estreitaram.
- Não foi minha culpa, Granger – murmurou. Deu meia volta para ir e seus amigos "gorilas" o seguiram.
- O que aconteceu com você? – Blaise perguntou, quando seu loiro amigo e os outros dois chegaram à classe de Transfiguração.
Draco grunhiu e foi Goyle quem respondeu:
- Gra-Granger … deu um tapa nele. – a incredulidade ainda era evidente na sua voz.
- Granger? – Théo perguntou.
- Me jogou a culpa do que passou com Bicuço... – Draco murmurou.
- Mas ela está louca?! Não foi tua culpa! – Pansy gritou.
- Senhorita Parkinson, silêncio! – a professora exclamou, a olhando com reprovação.
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-Sorte na final, filho.
Draco olhou a seu papai, o analisando com o olhar.
- Você pensa que não sei....? Você quer que a sua Casa ganhe.. Melhor ainda se seu aluno preferido agarrar o pomo dourado já que ele tem aquela Firebolt.
Remus rodou os olhos.
- É sério, você tem que fazer algo com seus ciúmes, filho… eu quero o melhor para você. Mas se a sorte hoje é para o jovem Potter, não posso fazer nada.
O jogo começou como sempre a torcida era maior para os Grifinórios que para as Serpentes. Mas Draco não se importava, só queria ter o pomo na sua mão para mostrar para seu papi que era melhor que Potter.
- Que trapaceiros… - murmurou Théo ao ver como Montague agarrava a cabeça de Katie Bell.
- Assim é o jogo. – Lucas disse.
- Assim é o jogo? - murmurou Cassius - Se isso que estão fazendo não é nada legal.
- É verdade. - concordou Miles. - O jogo está terrível. Mas vale tudo para ganhar, não é?
Severus riu divertido ao ver seu afilhado detendo Potter, agarrando a cauda da Firebolt. Remus franziu a testa.
- Isso é influência sua… - grunhiu.
- Oh, vamos Lupin. Ele é um Sonserino, e quer ganhar. Além disso, seguro que está fazendo só para te impressionar.
Agora Lupin lutava para que um sorriso não se escapasse de seus lábios enquanto Severus estava tão sério que dava medo.
- Bem…Grifinória ganhou. - murmurou o castanho.
Severus só grunhiu.
- Wood… - escutou Oliver que o chamavam entre meio de todo o tumulto. Girou sua cabeça e viu Marcus Flint que o olhava com um genuíno sorriso.
- Flint.
- Parabéns, você mereceu. - disse assinalando a Taça com a cabeça que estava nas mãos de Potter nesse momento. Estendeu uma mão e Oliver não duvidou em estreitá-la.
- Obrigado… Marcus.
Sorriram olhando um nos olhos do outro, e em um arrebato de pura felicidade, Oliver puxou a mão que ainda tinha entre as suas, se aproximou de Flint e o beijou nos lábios. (grande façanha levando em conta que Marcus é do dobro do tamanho de Oliver) Sorriu de orelha a orelha ante a surpresa refletida no rosto do Sonserino, e depois se perdeu entre a multidão vermelha.
- Marcus… Que foi isso? - Tobias murmurou.
- Eu não sei… - sorriu - Mas adorei...
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Draco se dirigia para o escritório de seu papi para tomar o chá com ele como todas as tardes. Ainda estava zangado por haver perdido a Taça de Quadribol. Mas pelo menos achava que tinha passado em todos seus exames com nota máxima, claro… sem superar a Granger. Perguntava-se como é que essa "violenta" garota fazia para estar em todas essas matérias. Théo tinha dito que certamente estava usando um Vira-Tempo. Está louca… Dobrou a esquina que o levaria a seu destino, quando escutou algo que lhe gelou o sangue.
- Moony lunático Lupin, Moony lunático Lupin, Moony lunático Lupin...- gritava Pirraça para seu papi, e os olhos de Draco se estreitaram.
- Me deixa em paz, Pirraça. Waddiwasi! - grunhiu Remus. A lua cheia era esta noite, e ele NÃO estava de bom humor.
"Moony? Definitivamente nesse mato tem coelho estou certo como meu nome é Draco Lucius Malfoy Lupin eu vou descobrir!".
- Olá, papi.
- Olá, Draco. Vamos entrar?
Remus preparou o chá e se sentaram na pequena sala que tinha frente do seu quarto.
- Você está pensativo…
-Théo me disse que não puderam fazer nada pelo hipógrifo. - comentou, evitando dizer o que na verdade, passava pela sua cabeça.
- É verdade. - suspirou. - Hoje à tarde eles vêm para sacrificá-lo. Macnair será o carrasco. - grunhiu.
Draco assentiu e os dois estiveram falando de trivialidades o resto da tarde. Quando o loiro saiu do escritório, se apressou em ir à Biblioteca.
-Senhora Pince… Por acaso aqui tem os exemplares do Profeta diário do verão passado?
- Claro Senhor Malfoy. Procura alguma data em especial?
- Não saberia dizer. Mas quero informação sobre Sirius Black, se isso facilitar a busca.
A bibliotecária estreitou os olhos e buscou o que Draco lhe pedia. Chegou com um feixe de papéis importantes, e o garoto não perdeu tempo em começar a procurar. Seu rosto empalideceu quando viu a foto que o diário publicava.
- Você está bem, Senhor Malfoy?
- Sim… eu… Posso ficar com isto?
-Claro.
*Sala Comum da Sonserina... *
- Lucas, vem comigo. - ordenou para seu primo, e este o seguiu, o olhando surpreso.
- Que foi, Draco?
- Olha isto. - disse, entregando a página onde estava a foto e a nota que falavam da fuga de Sirius Black.
- É… é… - gaguejou com os olhos arregalados.
- Sim, meu papi tem que me dar muitas explicações a respeito.
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Malfoy correu todo Hogwarts procurando seu papi, mas não pôde encontrá-lo. Lupin, nestes momentos, se encontrava cara a cara com seu amigo de adolescência.
- Não é um rato. - Sirius grunhiu de repente.
- Que quer dizer? Claro que é um rato!
- Não, não é. - disse Remus em voz baixa - É um mago.
- Um animago, - esclareceu Black - chamado Peter Pettigrew.
Depois dessa declaração, Remus procedeu a explicar toda sua juventude passada com os animagos. Expressou o culpado que se sentia ao arriscar seus amigos quando o acompanhavam como animagos, como foi apoiado por Dumbledore, entre outras coisas. (N/A: os senhores já sabem… ¬¬)
-Snape? - perguntou Sirius bruscamente - Por que você está falando dele?
- Ele trabalha aqui, Sirius. – sorriu - Ele dá aulas em Hogwarts. Esteve irritado todo este tempo, porque sabia que você estava por perto. Também guardou segredo todo este tempo para não dizer a Dumbledore que você é um animago.
- Com certeza você teve que ameaçá-lo…
-Não diga isso, Sirius. Desde que se casou com Narcissa ele mudou muito.
- Snape está casado?! - se exaltaram os pequenos Grifinórios.
- Mesmo que não acreditem é verdade. - grunhiu Sirius "E ainda por cima com minha prima... melhor não pensar nisso.".
- Você sabe que ele tem motivos para te odiar. Mesmo assim guardou seu segredo.
- Por que ele te odeia?- Hermione quis saber.
Remus lhes explicou sobre aquela piada de mau gosto muito tempo antes que ele começasse seu namoro com Lucius.
- Então por isso ele te odeia? Porque quase morre antes de chegar até aqui? - disse Harry.
- Exatamente. - Severus disse aparecendo de repente. Entrou no lugar, varinha em mão, fulminando Sirius Black com o olhar.
- Snivellus. - o de olhos azuis disse. - Que faz aqui?
- Por mais que eu deseje te lançar um feitiço e te levar com os Dementadores, temo que terei que me conter. Lupin… - disse zangado. -Você esqueceu de tomar a maldita poção de novo. Já está anoitecendo e hoje é noite de lua cheia. Além disso, teu filho está te procurando…
Os que estavam ali presentes empalideceram.
- Já estou terminando Severus. Há algo importante que você deve saber… você reconhece este rato?
Agora foi a vez de Snape quem empalidecer.
- Mas… Black o tinha matado. Como têm certeza que é ele? - murmurou incrédulo.
- Falta um dedo. - explicou Black. Os dois adultos olharam fixamente o rato e, efetivamente, comprovaram as palavras do fugitivo. - Quando Fudge foi inspecionar Azkaban no ano passado, me deu o jornal. E aí estava Peter, na primeira página... no ombro deste garoto. O reconheci logo. Quantas vezes o vi transformar-se. E ao pé de foto dizia que o rapaz voltaria a Hogwarts, onde estava Harry...
- Então que merda aconteceu naquela noite? Lucius e eu estávamos ali…
"Lucius?"
-Pouco antes de se transformar, lançou um feitiço confundus. - disse Black - Quando o encurralei, gritou para que toda a rua ouvisse que eu tinha traído a Lily e a James. Depois, para que não pudesse lhe jogar nenhuma maldição, abriu a rua com a varinha escondida nas suas costas, matou a todos os que se encontravam a sete metros de distância e se introduziu a toda velocidade pelo esgoto, com os demais ratos...
- E eu que sempre pensei que não era mais que um idiota. - murmurou Severus, sarcástico.
Seguiram deduzindo tudo o que tinha passado, mas aparentemente Harry não queria entrar em razão.
- ISSO NÃO É VERDADE!- gritou – VOCÊ ERA O FIEL DO SEGREDO! ELE DISSE ISSO ANTES QUE O SENHOR APARECESSE! ADMITIU QUE OS MATOU!
- Harry... a verdade é que foi como se eu os tivesse matado. - grunhiu o animago -
Persuadi Lily e James no último momento que utilizassem Peter. Os persuadi que utilizassem ele como Fiel do Segredo e não a mim. Eu tenho a culpa. Estava com muitos problemas… sentimentais nessa época, e não me sentia seguro de poder levar essa carga. - Ninguém notou como o olhar de Severus se escurecia nesse momento. - A noite que eles morreram tinha decidido vigiar Peter, assegurar-me que ainda era de confiança. Mas quando cheguei à sua guarida, ele já tinha ido. Não havia sinal de luta alguma. Não me deu bom pressentimento. Assustei-me. E fui imediatamente para a casa de seus pais. E quando a vi destruída e seus corpos assassinados... percebi o que Peter tinha feito. E o que eu tinha feito. - sua voz se quebrou e girou seu rosto.
- Oh, por Merlin, Black, não comece a chorar ou vomitarei.
- Cala a boca, Snivellus!
As explicações seguiram uma vez que Remus revelou a verdadeira identidade de Rabicho (o rato de Ron), quem sim resultou ser Peter Pettigrew. Eles gritaram tudo enquanto Severus encontrava uma mórbida diversão de ver brigar seus antigos inimigos entre si.
- Isso é o mais estúpido que escutei em minha vida, Potter. - bufou Snape ante a negativa de Harry de matar a Pettigrew.
- Harry tem razão. - falou o licantropo - Sai daí Harry. - como viu duvidar ao moreno, acrescentou: - Vou atá-lo. Mais nada, eu prometo.
Ataram ao animago traidor enquanto este gritava e chorava desconsolado.
- Severus… Você poderia ir à frente com os garotos? Quero trocar umas palavras com Sirius.
- Depressa, Lupin. - grunhiu.
- Moony… - murmurou Sirius quando estiveram sós, e se entregaram a um abraço fraternal.
- Eu sinto tanto, Sirius. - murmurou Remus, aflito - Lucius me disse que Peter era um Comensal, mas não podia fazer nada se não delatava meu esposo. Além disso, admito que achei que você tinha matado a Peter por aquilo. Se tivesse falado com você…
-Não diga nada, Remus. Regulus e Narcissa nada puderam fazer, Crouch não teria deixado. Você defendeu tua família, você não tem que se culpar. Tudo está perdoado.
- Obrigado, Sirius.
Se abraçaram novamente e saíram do quarto semi-destruído da Casa dos Gritos. Formavam um grupo, estranho. Ron e Remus iam escoltando a Pettigrew. Harry, Hermione e Sirius iam ao meio e Snape fechava a retaguarda. "Não acredito que estou fazendo isso! Você me deve mais uma Narcisa!".
- Você sabe o que significa entregar Pettigrew?- Sirius disse a Harry bruscamente, enquanto avançavam pelo túnel.
- Você ficará livre.
- Sim... - disse Sirius - Não sei se alguém já te contou, mas eu sou seu padrinho.
-Sim, eu já sabia. - respondeu Harry.
- Bom, teus pais me nomearam seu tutor. - disse Sirius solenemente - Se por acaso algo acontecesse com eles... - Harry esperou. Sirius queria dizer o que ele estava imaginado? - Certamente - prosseguiu Black -, compreendo que você prefira continuar morando com teus tios. Mas... pensa nisso. Quando meu nome ficar limpo... se você quiser mudar de casa...
Harry sentiu seu estômago encolher.
- O que...?Morar com você? - perguntou, batendo acidentalmente a cabeça contra uma pedra que sobressaía do teto - Abandonar os Dursley?
- Não aceite Potter, o pior que pode te acontecer na vida é passar tempo com Black. Fica com os Trouxas. - interrompeu Snape.
- Cala a boca, Snivellus!
- Vai à merda, Black.
-Chega os dois, parecem crianças. - repreendeu Remus, divertido.
- Então… que você diz? Compreenderia que não quisesse depois de tudo…
-Você está brincando? Claro que quero!
Sirius sorriu de orelha a orelha, e virou para encarar Severus.
- Engole essa, Snape!
- Vê se me esquece vira-lata!
Quando saíram da passagem secreta que se encontrava debaixo do Salgueiro Lutador, se deram conta que já estava completamente escuro. O inevitável aconteceu, Remus começou a transformar-se. Todos se assustaram, no entanto Sirius atuou rápido.
- Protege às crianças, Severus! - gritou, e se transformou em Padfoot, fazendo com que o lobo uivasse para depois perseguir-lo.
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Draco parou de repente ao escutar esse som, podia reconhecer esse uivo entre qualquer lugar.
- É meu papi… - murmurou.
- Que você está falando…? - perguntou Lucas, quem o estava ajudando a localizar a Remus.
- Mas… é impossível, se escuta muito perto. Ele deve estar na Casa dos Gritos agora… - seguiu murmurando, e depois começou a correr.
- Que…? Draco! Espera…!
Draco correu com todas as forças que lhe davam as pernas e chegou a tempo de ver um homenzinho rechonchudo que se transformava em rato e fugia. Não pode ser… Wormtail? Mas o que atraiu sua atenção foi ver a seu papi na sua forma de lobo, brigando com um gigantesco cachorro preto. O cachorro estava levando a pior, obviamente. Estava ferido, e ante a incredulidade de Draco, o cão se transformou em um homem magrinho e de aspecto descuidado.
- Não me resta outra alternativa… - disse Severus, apontando o licantropo com a varinha, ao ver que queria atacá-lo.
E foi aí o veela reagiu.
- NÃO! Não o machuca! – gritou, e correu até onde eles estavam.
- Malfoy? - murmuraram os garotos, e os olhos de Sirius arregalaram.
- Afaste-se Draco! Ele não tomou a poção! - exclamou Severus, sem desviar seus olhos do lobo.
- Ele não me fará dano! Sou seu filhote! - o loiro disse indignado.
O lobo, ao ouvir e cheirar o Sonserino girou sua cabeça para pousar seus olhos dourados na figura do loiro.
- Papi… sou eu, Draco. - disse aproximando-se com cautela do licantropo.
- PAPAI?! - se exaltaram novamente os Grifinórios, abrindo a boca e os olhos até limites insuspeitáveis.
- Vem papi, não os machuque. Vem, por favor.
Ante a incredulidade de todos, o lobo se aproximou docilmente do loiro, o farejou e depois lambeu sua bochecha. Draco sorriu e rodeou o pescoço de Moony com os braços.
- Incrível… - murmurou Hermione. - Gravidez masculina…
-Ah?! - Ron e Harry não se acreditavam no que viam.
Então Malfoy levantou o olhar e o conectou com Sirius.
- Padfoot…? - perguntou, mesmo já sabendo a resposta.
- Sim, Draco. - assentiu - Esse era meu apelido do colégio. Sou mais conhecido como Sirius Black.
Os olhos do loiro se estreitaram, e mandou um olhar de traição para seu padrinho, que desviou o seu ao saber que fora descoberto. Harry ia pedir explicações, mas nesse momento Sirius dobrou os joelhos e começou a gritar, enquanto agarrava a cabeça.
- Dementadores! - gritou Severus - Tirem Black daqui, eu tentarei detê-los!
Harry e Hermione obedeceram logo após. Ron só os viu ir-se. Com sua perna lesionada, pouco podia fazer.
- Merda! São muitos! - gemeu o moreno - Draco vai para a Floresta Proibida e fica ali com Lupin até a madrugada!
O Sonserino obedeceu e, falando gentilmente com seu papi-lobo, o levou até o interior do espesso e tenebroso lugar.
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-Draco…?
- Aqui estou papai.
- Merlín… que aconteceu?
- Você se transformou ontem à noite, e não tinha tomado a poção Mata-Cão.
- Estou lembrando. E Sirius?
- Os aurores o pegaram. Meu padrinho diz que vão dar-lhe o Beijo do Dementador.
- Não… - gemeu impotente.
- Não há nada que possamos fazer. Eles o trancaram e o vigiam cuidadosamente. Inclusive desmaiaram o tio Regulus porque só tratou de abraçá-lo.
- E seu pai?
- Está com Dumbledore… os vi sussurrando misteriosamente. - seu rosto estava sério.
*Enfermaria... *
-Harry, Harry. Você está confuso. Você viveu uma terrível experiência. Volta a deitar. Está tudo sob controle.
- NADA DISSO!- gritou Harry - APANHARAM O HOMEM ERRADO!
- Senhor Ministro, por favor, escute. - rogou Hermione. Estava perto de Harry e olhava a Fudge suplicante - Eu também o vi. Era o rato de Ron. É um animago.
Pettigrew quero dizer. E…
-Entendeu, senhor Ministro? - perguntou Snape - Os dois estão confirmando minhas palavras. Vi o rato converter-se em Pettigrew, e confessar que era partidário de Você-sabe-quem.
Hermione e Harry estavam com a boca aberta. Snape os estava ajudando!
- M-Mas… sem provas não posso fazer nada. - Fudge gaguejou - Estas crianças só estão confusas. E o senhor, Snape, sei que tem um motivo particular para querer ajudar ao Senhor Black.
- NÃO ESTAMOS CONFUNSOS!- gritou Harry.
- Senhor Ministro! Professor! - a senhora Pomfrey disse zangada – Tenho que insistir que os senhores devem ir. Potter é um paciente, e não é preciso estressá-lo!
- Não estou estressado, estou tentando explicar o que aconteceu! - disse Harry furioso - Se me escutassem...
Não o deixaram explicar, e os adultos se viram obrigados a sair da enfermaria. No entanto, nesses momentos as portas da enfermaria se abriram, deixando o diretor Dumbledore entrar, seguido de um carrancudo Lucius Malfoy.
"O que se faz pela família!".
Continuará...
Nota da tradutora: Mil desculpas pelo atraso, mas ai tem dois capitulos de uma vez. Se ainda tiver alguém lendo me mand um review please.
Besitos e até semana que vem.
