Save My Soul
CGates
Chapter#10
Já estava quase tudo. As roupas já haviam sido guardadas corretamente em cada uma das malas e os passaportes já estavam em sua bolsa e a única coisa que estava faltando era o travesseiro que Brittany sempre carregava em viagens. A loira sempre alegava que não conseguia dormir sem o travesseiro e passa horas em claro conversando com Santana à procura do sono. É claro que a morena fazia o possível para controlar a sua paciência com Brittany, mas às vésperas das Nacionais era um grande risco. Sem contar, que há duas semanas não faziam sexo. Como suspeitou, assim como os membros do clube do coral, a morena não durou três dias. Tentou procurar Brittany à noite, mas a loira ainda estava irritada com o acordo e decidiu segui-lo apenas para irritar Santana.
O clube do coral havia presenciando vária discussão boba entre as duas, muitas vezes por Santana sentir-se incomodada com um aperto de mão forte ou um esbarrão inocente de Brittany. A morena não estava conseguindo mais controlar-se, assim como Brittany, que também andava com os nervos estourados, mas insistia em manter 'a seca', independente do estresse causado por isso. Seus amigos até tentaram amenizar a situação com piadas que não funcionou muito bem, porque novamente, Santana irritara-se pela 'invasão' de privacidade. Quinn chegou a conversar com Brittany, implorando-a para deixar de ser tão teimosa e acabar com isso de uma vez por todas e mais uma vez a loira recusou.
Santana sentia seus nervos queimarem conforme rodava o quarto da loira procurando o maldito travesseiro. Olhou embaixo da cama e dentro do guarda-roupa, sem sucesso. Caminhou apressada até sua bolsa de viagem e olhou o celular sobre a peça de roupa, ainda tinha trinta minutos para terminar de fazer as malas e encontrar com Brittany e os outros no aeroporto, já que a loira estava acompanhada com sua mãe no hospital para retirar os pontos e a tala do polegar. Decidiram que seria melhor se a morena ficasse e terminasse mesmo Brittany já tendo adiantado metade do trabalho.
Santana respirou fundo mais uma vez e olhou ao redor do quarto pela última vez. Não havia nada que precisasse colocar em sua mala e na de Brittany, exceto pelo travesseiro, que querendo ou não, teria que partir sem ele. A morena fechou as malas e seguiu até o banheiro, recolhendo a nécessaire e verificando pela última vez se estava tudo em ordem. Voltou para o quarto e abriu sentou-se na cama da loira, pegando sua bolsa e analisando o chaveiro escondido com uma chave solitária. Seu novo lar.
Desde o dia que seu pai apareceu com àquela chave, Santana havia passado algumas madrugadas sem dormir, apenas pensando no que faria com tudo o que estava em jogo. Já havia conversado com Brittany logo no começo, quando fora expulsa de casa, que não ficaria por muito tempo, que tudo aquilo duraria até o final das Nacionais. Estava disposta a voltar de NYC e procurar um lugar para morar, afinal, tinha um dinheiro guardado e começar com a trabalhar cedo poderia trazer algum beneficio. Seria um modo de preparar-se para o que estará aguardando-o no futuro.
Mas, quando um apartamento fora lhe dado, sem esforço e sem gastos, toda a situação mudou. Não ganharia sua liberdade, porque querendo ou não, estaria debaixo do teto de seu pai e teria um fardo a cumprir. A única diferença é que iria morar sozinha, fora isso, ainda estaria presa no laço invisível que seu pai colocará em seu pescoço.
Não tinha outra opção, afinal, estava sem cabeça para lidar com todas as papeladas. Era inexperiente e mal sabia como funcionava esse tipo de negociação. Não era estúpida, mas também não era uma pessoa que já havia passado por aquilo antes e tivesse adquirido experiência suficiente para lidar com isso. Infelizmente, a única escolha seria aceitar o 'presente' de seu pai e juntar dinheiro suficiente para sair do local o mais rápido possível. Poderia até chamar de lar provisório. Não veria como um pedido de desculpas e arrependimento, já que tudo o que sentiu uma vez pelo homem que um dia chamou de pai, havia sido lacrado e enterrado e não ousaria mover esses sentimentos esquecidos. Via-o agora apenas com uma pessoa simples que estava fazendo um favor e que faria questão de algum dia, reembolsar todo o gasto que teve com suas despesas.
Um dos grandes desafios de Santana era fazer Brittany entender que a morena estava saindo de sua casa não porque não gostava do local, e sim porque não queria ser um cargo para os pais da loira. Os Pierce já possuíam problemas o suficiente para cuidar e tinham uma filha para criar e mais uma pessoa apenas quebraria esse elo. A morena tentou mostrar os lados positivos de ter um local para si, como poder fazer o que quiser, vestir o que quiser e fazer o máximo de barulho que quisesse, sem ter que se preocupar em ser interrompida. Santana até tirou uma cópia da chave do seu novo lar e deu para Brittany, para mostrá-la que a casa não seria só da morena, o que contou alguns pontos favoráveis, já que a loira passou a querer escolher a decoração do local.
Brittany insistira para a morena apenas para passar no apartamento para conhecê-lo, afinal, precisava saber o que enfrentaria no primeiro dia que voltasse de viagem. Quinn as acompanhou, sendo a única do clube do coral com conhecimento sobre os acontecimentos. As três garotas ficaram paralisadas assim que abriram a porta. O local era realmente aconchegante e já estava mobiliado; Santana teria apenas que levar os seus pertences e comprar comida. A sala e a cozinha eram separadas por um balcão de mármore e possuía um pequeno corredor no fundo do cômodo que dava para um banheiro e um único quarto. Um envelope estava sobre a mesa e Santana reconheceu a caligrafia assim que começou a ler o pedaço de papel. Santana, eu espero que você tenha gostado do local. Não é muito a sua cara, mas é confortável o suficiente para passar a noite. Não se preocupe com as contas e as prestações, é o mínimo que eu posso fazer. Sua irmã cada dia que passa fazer uma nova pergunta sobre você. Ela não tem culpa dos erros meus e de sua mãe. O único pedido que eu tenho a fazer é para você não descontar a sua raiva nela. Lara é apenas uma criança e realmente sente a sua falta. Cuide-se. A morena precisou controlar a carga de sentimentos que invadia o seu corpo. Sabia que a pequena não havia culpa nenhum e por mais insignificante que seja, sentia falta de sua irmã. Não tinha o afeto esperado entre irmãs, mas sentia-se responsável pelos cuidados da pequena e mesmo que estivesse em uma casa infestada de insanidades, não significava que ela estivesse contaminada. Precisou conter a vontade de sair do local e seguir para a sua antiga casa, mas sabia que era orgulhosa o suficiente para dar o braço a torcer. A morena apenas jogou o envelope de volta na mesa de centro e acompanhou Brittany e Quinn.
Santana desviou a atenção da chave que escorregava em seus dedos quando ouviu a buzina do táxi a chamando do lado de fora. A morena levantou às pressas e pegou o celular mais uma vez e assustou-se quando percebeu que os trinta minutos haviam passado voando por seus olhos. Pegou a bolsas de viagem e sua bolsa de mão e desceu as escadas com passos apressados. Não queria ter que perder o táxi e todo àquele devaneio fizeram com que seu corpo relaxasse, deixando os seus movimentos mais lerdos e imprevisíveis.
A morena estava quase saindo quando se virou mais uma vez para a sala e encontrou o princípio de sua irritação, o travesseiro de Brittany repousava sobre o sofá. Santana suspirou aliviada e enquanto o táxi continuava a buzinar, pegou o travesseiro e carregou-o, junto com as malas, para fora da casa. Trancou a casa e jogou as bolsas no banco de trás do carro, sem antes exclamar um xingamento, ao seu estilo, para o homem careca e gordo que estava sentado no banco do motorista. A morena soltou um sorriso vitorioso quando o observou encolher os ombros e lhe pedir desculpas, que foram ignoradas.
Não demorou a chegar ao aeroporto. Lima não era uma cidade que possuía motivos para ter um trânsito enlouquecedor e a morena precisou agradecer por isso. Não queria ouvir uma reclamação de Berry, porque com o nível de estresse que estava, poderia esganá-la na frente de Quinn ou de qualquer outra pessoa. A morena revirou os olhos quando se lembrou de como Quinn se sentia perto de Berry. Tentara algumas vezes exigir alguma ação por parte da loira, porque não estava agüentando mais os olhares nervosos e constrangedores de cada uma das garotas. Mesmo tento passado por isso nos primeiros momentos de aceitação de seus sentimentos por Brittany, a morena conseguiu buscar forças o suficiente para ultrapassar os limites e conseguir o que realmente queria e não conseguia entender, porque Quinn não fazia o mesmo. Sabia que a loira era muito mais forte e persistente e que gastaria menos tempo do que Santana levou.
A morena acordou de seus pensamentos mais uma vez quando o taxista ofereceu ajuda para colocar as malas no carrinho que ele havia pegado. Preciso parar com essas merdas de uma vez por todas, conclui Santana enquanto retirava o dinheiro da carteira e entregava ao homem. A morena retirou o celular do bolso e verificou as horas. O vôo partiria dentro de quarenta minutos e nenhuma ligação de Quinn ou de Brittany. Por um breve momento, sentiu um leve desespero, nada que possa atrapalhar racionalmente, é claro.
Empurrou o carrinho para dentro do aeroporto que estava surpreendentemente cheio e não foi difícil identificar o grupo de onze pessoas encostados-se a uma pilastra com uma placa de dúvida. Como suspeitara Brittany não estava com o grupo e só as duas que estavam faltando.
Mr. Shue foi o primeiro a reconhecê-la no meio da movimentação de pessoas e logo acenou para que pudesse juntar-se a eles. A morena revirou os olhos, pelo amor de Deus Shuester, abaixe a droga dessa mão, eu não sou cega. Logo em seguida, todos os outros alunos viraram para recepcioná-la, com uma Berry impaciente que andava de um lado para o outro e olhava constantemente em seu relógio rosa de pulso. Quinn deu espaço para que Santana pudesse colocar o carrinho com as malas e o travesseiro junto com os outros carrinhos. "Onde está B?". Pergunta Quinn olhando por cima do ombro da morena, à procura da outra loira.
"Foi tirar os pontos, já deve estar vindo". Responde Santana cruzando os braços enquanto encarava cada um dos alunos. Todos estavam incrivelmente ansiosos e não paravam de analisar o relógio e os passaportes. É claro que Berry se destacava com os seus suspiros e resmungos altos.
"Trinta e oito minutos. Nós temos trinta e oito minutos e nada de Brittany". Resmunga Berry evitando encarar Santana enquanto caminhava para perto do professor e apontava o seu relógio. "Mr. Shue, nós temos trinta e oito... Espere, trinta e sete minutos. Nós não podemos perder mais um minuto".
"Rachel, nós precisamos esperar por Brittany. Não se preocupe, os vôos sempre atrasam". Conforta o professor colocado uma mão no ombro de Berry que lhe lançou um olhar arregalado.
"Mr. Shue, eu estou prestes a conhecer pela primeira vez a cidade dos meus sonhos e participar das Nacionais. Eu não posso deixar nada atrapalhar o meu caminho". Retruca Berry mais uma vez colocando as mãos na cintura.
Santana revirou os olhos enquanto escutava a pequena discussão entre o professor e a pequena e não agüentou não intervir. "Berry, se você não calar a boca agora eu juro que te coloco dentro da minha mala". Alertou a morena massageando as têmporas de olhos fechados. Sua cabeça já estava explodindo, com seus neurônios estourando um a um, e não precisava ouvir os ataques histéricos e desnecessários de Berry. Era inegável dizer que o atraso de Brittany estava dificultando as coisas, mas não era motivo de perder o controle, como a pequena estava fazendo.
"E eu ajudo a Santana". Completa Kurt cruzando os braços no tórax enquanto todos encaravam Rachel encolher os ombros e cerrar os olhos, voltando a andar de um lado para o outro olhando no relógio de pulso.
A morena pega o celular no bolso. Ligaria para Brittany antes que os alunos fizessem um motim no meio do aeroporto. Estava prestes à digitar o número quando ouviu Quinn suspirar aliviada ao seu lado e alertar que Brittany estava caminhando na direção do grupo. Santana virou-se automaticamente, deparando-se com a loira caminhando a passos apressados e com um pirulito colorido nas mãos. Brittany lhe abriu um sorriso e logo a cumprimentou com um rápido beijo. Santana passou a ponta da língua sobre os lábios e conseguiu sentir o sabor doce do pirulito e da loira. Uma ótima combinação, concluiu Santana. "Por que você está vermelha Rachel? Você está com calor?". Pergunta a loira suavemente passando um braço pela cintura de Santana, enquanto levava o pirulito de volta à boca.
"Esquece Brittany". Responde Rachel balançando a cabeça e virando-se para Mr. Shue mais uma vez. "Podemos ir agora? Estão todos aqui e caso você tenha se perdido, temos trinta e cinco minutos para partir e a fila de embarque está começando a ficar grande e ainda temos que guardar nossas bolsas e achar os respectivos lugares".
"Já chega. Eu vou jogar você dentro da minha mala agora Berry". Exclama Santana tentando dar um passo em direção a morena quando Brittany segura em sua cintura a trazendo para perto novamente. Mr. Shue encaminha os alunos para os balcões de embarque antes que Brittany não conseguisse fazer Santana mudar de idéia.
Santana precisou trocar as passagens com Mike para que pudesse sentar-se ao lado de Brittany na viagem. Sabia que a loira sempre ficava apreensiva com aviões, mesmo não sendo uma coisa muito grave. Quinn e Kurt sentariam ao lado das duas, o que atrapalhou um pouco os planos da morena, que tinha o objetivo de ficar o mais intimo possível de Brittany, mesmo que não pudesse fazer nada, queria apenas passar um período às sós com a loira, ainda mais agora que os pontos haviam sido retirados e como havia sido prometida, a cicatriz que ficara no queixo da loira era imperceptível distante.
Logo que se sentou, Brittany levantou o apoio de braço e juntou-se mais à Santana, fazendo-a passar um braço por seu ombro e encostar a cabeça em sua têmpora. Brittany acariciou o braço da morena, enquanto Santana desligava ambos os celulares já que não teria ninguém de importante para se comunicar. "Nós vamos caminhar no Central Park, S?". Pergunta Brittany recostando-se ao ombro da morena.
"É claro B. O que você quiser". Responde Santana acariciando o ombro da loira enquanto voltava a guardar os aparelhos telefônicos dentro da bolsa. "Aonde você quer ir primeiro?". Pergunta a morena virando-se para a loira e depositando um demorado beijo em sua bochecha. Às vezes, estar apenas ao lado de Brittany, era satisfatório o bastante para fazê-la esquecer da 'seca' de duas semanas.
"Eu preciso de um banho antes S. Esse cheiro de hospital está me enjoando". Responde Brittany fazendo uma careta enquanto levantava o rosto para encarar Santana, fazendo-a soltar um pequeno riso.
"Eu também posso te ajudar se você quiser". Sussurra Santana próximo ao ouvido da loira, aproveitando para sugar rapidamente o lóbulo de sua orelha. A morena abriu um novo sorriso quando observou Brittany contorcer-se sob seu corpo.
"Eu tenho uma surpresa pra você". Provoca Brittany procurando conter os tremores de seu corpo enquanto Santana alisava o seu braço com a palma da mão, fazendo a fricção das peles queimarem a loira.
"Que tipo de surpresa?". Pergunta Santana arqueando uma sobrancelha enquanto levantava o rosto da loira para encarar-lhe a face. Instantaneamente sua mente viajou por milhares de imagens que supostamente, poderiam ser a surpresa de Brittany. Todas elas quentes o suficiente para causar um prazeroso incômodo em seu corpo.
"Espere e verá". Responde a loira mordendo o lábio inferior quebrando o contato visual enquanto voltava a descansar a cabeça no colo da morena. Brittany consegue escutar um suspiro doloroso de Santana e não conseguiu conter um pequeno riso.
• • •
A viagem não havia sido longa e mesmo assim Brittany havia cochilado nos braços da morena, despertando apenas quando a comissária de bordo alertou que precisavam colocar os cintos para a aterrissagem. Quinn e Kurt conversaram durante todo o percurso, o que irritou ainda mais Santana que não estava curiosa em conhecer NYC como todos os outros. É claro que ansiava para estar no mesmo lugar que várias pessoas famosas e ricas residiam, mas não conseguia compreender como os alunos estavam perdendo o controle. Eles estão mostrando como ser caipiras, ironizou Santana olhando pela janela do avião enquanto afagava os cabelos loiros em seu colo.
Todos estavam sentados nos sofás da recepção do hotel no qual passariam os próximos quatro dias enquanto Mr. Shue conversava com a recepcionista por trás do balcão de madeira rústica. As meninas, exceto Santana, estavam maravilhadas pela decoração do hotel, que variava entre luxuoso e ancião. Rachel é claro, estava olhando em um pequeno mapa de papel os lugares que visitaria primeiro. Brittany havia ido com Quinn até a varanda para observarem a movimentação das pessoas nas movimentadas ruas de NYC. Santana preferiu ficar olhando os panfletos de restaurantes e bares, sentada ao lado de Puck e Finn que conversaram sobre os novos lançamentos de jogos de vídeo-game.
A morena achou deprimente ficar ouvindo a voz de Puck ecoar tão perto do seu ouvido e resolveu juntar-se com Quinn e Brittany na varando. Santana levantou-se, e para o seu infortúnio, as duas estavam caminhando em seu encontro, só então percebeu que Mr. Shue estava tentando organizar uma pequena roda para um comunicado. Santana observou Brittany esticar a mão e logo a imitou, entrelaçando os seus dedos com o contato.
"Então gente, ficaremos em três quartos. Os meninos em um e as meninas em outro. Serão quatro camas de casal em cada um dos quartos. Deixarei isso por conta de vocês". Diz Mr. Shue entregando o cartão-chave do quarto das meninas para Rachel e o do quarto dos meninos para Finn.
"Mr. Shue, eu gostaria de ficar no quarto das meninas". Pede Kurt dando um passo para o centro da roda para poder encarar melhor o professor. Santana conseguiu ver Puck fazer uma pequena comemoração com as mãos, enquanto Mercedes balançava a cabeça positivamente e abria um largo sorriso no rosto. Só faltava essa, retruca a morena.
"Kurt, nós já conversamos sobre isso. Você ficará no quarto dos meninos. Não há cama o suficiente no quarto das meninas para você Kurt. Elas estão em maior número". Negou Mr. Shue o pedido do rapaz enquanto abaixava para pegar sua mala de mão.
"Mas Mr. Shue...". Tenta Mercedes sente terrivelmente interrompida pelo professor que a encarou e negou com a cabeça, logo em seguida, fazendo sinal para que todos fossem aos seus respectivos quartos, afinal, ainda precisavam fazer desfazer as malas e se preparar para as Nacionais que seria daqui dois dias.
Santana pegou a sua mala e a de Brittany e seguiu o resto das meninas até o elevador. A loira tentou ajudar, mas Santana apenas recusou dizendo que não estavam pesadas e que seria mais rápido.
Mercedes precisou abrir a porta para Berry que não estava acostumada com os novos métodos de hospedagem dos hotéis e acabou passando o cartão errado duas vezes seguidas. Brittany foi a primeira que entrou correndo e se jogou na cama que estava próxima à da pequena varanda. Santana a seguiu e deixou as malas próximas à cama, sentando-se logo em seguida próxima à loira. "Vamos dividir as camas logo porque eu preciso descansar antes de conhecer a cidade". Diz Mercedes fechando a porta atrás de si. "Como vocês querem dividir?"
"Seria melhor em ordem alfabética, não?". Pergunta Rachel depositando sua mala sobre o pequeno sofá ao lado do frigobar. Santana precisou respirar fundo quando observou Quinn enrubescer ao. Se fossem em ordem alfabética, Berry e Quinn teriam que dividir uma cama e com isso, a tentativa de afastamento que as duas impuseram não valeria. Santana sabia como Quinn não conseguia controlar-se, por mais conservadora que seja. A morena arqueou uma sobrancelha quando analisou que não dormiria com Brittany se essa fosse a divisão.
"Nem pensar Berry". Retruca Santana cruzando os braços no tórax virando-se para encarar Rachel. "Vocês dividem do jeito que quiserem, eu e Brittany ficaremos com essa aqui". Finaliza a morena passando a mão pelos cabelos virando-se para a loira sentada ao seu lado, que estava ocupada tentando desfazer os nós de seu tênis.
"Por falar nisso, nós queremos falar com vocês duas". Começa Quinn encarando a morena, recuperando-se do choque inicial enquanto gesticulava para as meninas ao seu lado. "Nós sabemos que vocês estavam em greve e não queremos presenciar nada que seja desagradável aos nossos olhos e ouvidos. Então, se quiserem privacidade, por favor, avisem antes".
Santana observa Brittany tencionar ao seu lado e se não a conhecesse tão bem, apostaria que a loira estava corada no momento. A morena encarou Quinn e deu de ombros, com um pequeno sorriso malicioso dançando nos lábios. Não podia discordar que estava contando nos dedos o momento de ter um tempo às sós com Brittany e ter que ser às escondidas tornava tudo ainda mais excitante. "O mesmo para você Fabray". Provoca Santana recebendo uma reprovação de Brittany e um olhar assustado de Berry. Quinn como sempre, corou e ficou ofegante, precisando pedir licença para usar o banheiro.
Por fim, as meninas decidiram que Rachel e Mercedes dividiram a cama próxima à de Santana e Brittany, enquanto Quinn e Tina ocupariam a cama próxima à porta e Lauren ficaria com uma só para ela. Ainda estavam desfazendo algumas peças de roupa que usariam para conhecer os cantos da cidade após decidirem por onde começariam quando Mr. Shue bateu na porta e entrou trazendo os meninos atrás de ti. Santana arqueou uma sobrancelha quando o professor fechou a porta carregando cadernos e lápis nas mãos, gesticulando para que os meninos pudessem se sentar-se.
"Como vocês sabem, nós iremos apresentar músicas originais, mas nós só temos uma. Por isso, o dever de vocês até amanhã é escrever uma música para a apresentação". Diz o professor passando por cada aluno deixando um caderno e um lápis em suas mãos. "Vocês não sairão enquanto não terminarem com a obrigação de vocês. Eu sugiro que vocês comecem o mais rápido possível". Mr. Shue completa virando-se e caminhando de volta para a porta.
"Você não vai nos ajudar?". Pergunta Tina arqueando uma sobrancelha.
"Eu preciso ir ao teatro preencher alguns papéis e volto para analisar as belas criações e avaliá-las". Responde o professor com um sorriso despedindo-se e saindo do quarto.
"Ótimo!". Exclama Santana ironicamente jogando o caderno e o lápis no meio da cama enquanto ajeitava os travesseiros para encostar sua costa.
"Nós não precisamos fazer outra música, porque já viemos com uma pronta. É obrigação de vocês meninas". Conclui Puck sentando-se no sofá ao lado de Mike.
"Isso é injustiça. Todos devem tentar". Retruca Tina recostando-se na cabeceira da cama ao lado de Mercedes, que Santana jurava que estava dormindo por estar tampando o rosto com os braços.
"Não se preocupe Tina, eu trouxe todos vocês aqui e não me importo em fazê-los ganhar as Nacionais. Preciso apenas de um tempo para escrever a música perfeita". Conforta Rachel sentando-se na poltrona ao lado do sofá onde Puck se encontrava.
"O que está acontecendo S?". Pergunta Brittany guardando o celular no bolso, sentando-se ao lado de Santana na cama. A loira pegou o caderno e lápis nas mãos e abriu um sorriso. "Nós vamos desenhar?".
Santana não conseguiu conter um sorriso quando observou a face da loira amenizar e brotar um sorriso largo em seus lábios. "Se você quiser B. Mr. Shue pediu pra Rachel escrever uma música". Responde Santana colocando as mãos na cintura de Brittany, trazendo-a para mais perto. A loira acomodou-se ao lado de Santana e apoiou o caderno em suas coxas, enquanto riscava alguns círculos com o copo plástico que Santana havia bebido água mais cedo.
Uma hora se passara e ninguém havia feito nenhuma música. Os meninos já haviam desistido, exceto Kurt que estava ao lado de Rachel desde o começo, ajudando-a com a composição. Mercedes estava realmente dormindo e Tina fazia o possível para não acordá-la enquanto digitava em seu notebook ao lado na cama. Santana passa os olhos por uma das revistas que Quinn havia trago consigo e de vez enquanto, espiava o que Brittany estava desenhando e para a sua surpresa, a loira estava escrevendo uma música. A morena precisou segurar um riso quando percebeu que a música tratava-se de um copo e quando Brittany pediu sua opinião, precisou mentir e elogiar a criatividade da loira.
Santana tentou deter a loira quando ela disse que pediria ajuda ao Puck e Artie para cantar. Não queria que os outros fizessem comentários maldosos para a loira, mas não teve sucesso. Precisou controlar os seus ciúmes quando Artie aceitou de imediato e não parava de encarar a loira. Puck não teve dificuldade alguma em criar um ritmo e quando avisou que estava pronto Brittany pediu a atenção de todos para que pudesse mostrar o que havia criado.
Os outros alunos ficaram com a mesma expressão surpresa da morena quando lera pela primeira vez a música de Brittany. Agradeceu mentalmente que ninguém tivesse discriminado-a ou feito alguma piada em relação à música. Talvez eles estivessem receosos com a sua atitude e preferiram prevenir qualquer tipo de discussão, já que a morena não estava com muita paciência ultimamente.
"Nós temos que sair daqui". Diz Quinn levantando-se da cama e caminhando até o seu casaco, vestindo-o.
"Espere. Não, não. Mr. Shue nos deu instruções claras...". Retruca Rachel encarando todos os alunos menos Quinn, que a interrompe bruscamente.
"Para escrevermos uma música e o nosso problema é que nossas únicas inspirações são colchões e copos de plásticos". Finaliza a loira procurando manter um contato com Rachel, que falha quando a pequena resolve retribuir.
"Quinn está certa. Estamos na capital mundial dos artistas. Poetas, músicos, atores, dramaturgos. Todo sonhador que já viveu já passou por essa cidade. E se nós quisermos que nossos sonhos se tornem realidade, nós precisamos estar lá fora com eles e não presos aqui dentro". Destaca Puck retirando o violão e segurando-o com as mãos. Brittany assente e caminha para perto de Santana novamente sentando-se sobre suas coxas.
"Eu não acho que isso seja uma boa idéia. Quero dizer, ainda temos aquelas músicas para compor". Retruca Finn levantando-se da cama encarando Puck e Quinn em sua frente. Santana consegue sentir o nervosismo que vibrou no corpo de Quinn quando concluiu que o rapaz estava tomando aquela atitude apenas porque era o que Rachel apoiava. Todos sabiam que Finn não havia desistido de Rachel e que estava sempre tentando apoiá-la.
"Nós não precisamos escrever canções para as Nacionais. Nova York escreverá por nós". Insiste Quinn desviando os olhos de Finn, encarando todos os outros do cômodo.
• • •
Mesmo Quinn e Puck tendo feito a cabeça dos alunos do coral, não puderam ficar muito tempo fora do hotel porque Mr. Shue voltaria a qualquer momento e não queriam que ele descobrisse que estavam descumprindo as ordens impostas.
Quando chegaram os meninos e as meninas se separaram, caminhando cada um para os seus respectivos quartos. Brittany e Quinn iniciaram um briga de travesseiros o que rendeu uma guerra, já que todas as outras meninas, exceto Rachel, juntaram-se às duas. Estava anoitecendo quando Mr. Shue entrou no quarto das meninas e deparou-se com a bagunça causada pelas penas dos travesseiros. Rendeu uma boa discussão e precisaram pegar novos travesseiros com o hotel. O professor aproveitou o momento de broncas e perguntou o que haviam criado para estarem à toa. Precisaram dar uma desculpa como falta de inspiração, o que soou extremamente ridículo, porque todas ali eram péssimas mentirosas. Decidiram por fim largar os cadernos e desviar as tensões, afinal, ainda tinha o próximo dia inteiro para compor a música.
Revezaram na fila do banho e Santana irritou-se quando Quinn e Mercedes impediram-na de tomar banho com Brittany pela demora fariam e pelo acordo que seria descumprido. A morena precisou desviar a sua atenção nos canais de televisão, porque imaginar Brittany banhando-se na porta ao lado não estava lhe fazendo bem e nas últimas semanas, sua criatividade havia tomado proporções jamais vistas. Era constante a morena perder-se por vários minutos nas imagens que turbinavam o seu cérebro.
Todas já estavam com seus trajes de dormir quando Santana, vestindo um short para exercícios e uma blusa curta de mangas, saiu do banheiro e caminhou até a cama que Brittany estava deitada conversando com Tina. A loira não notou sua presença à princípio, apenas quando Santana sentou-se na cama, fazendo-a afundar, Brittany virou-se para a morena, ignorando o que Tina estava comentando. A loira lhe abriu um sorriso quando a morena lhe piscou, e voltou à prestar atenção no que Tina terminava de contar.
Santana pegou o seu celular sobre a cama para analisar as horas quando percebeu que Quinn estava com os braços cruzados na pequena varando encarando a vista. Santana respirou fundo antes de levantar-se e juntar à loira. "Onde está Berry?". Perguntou Santana quando percebeu que a pequena era a única que estava faltando no quarto e que esse era, sem sombra de dúvidas, o motivo pelo baixo astral de Quinn.
"Saiu com o Finn". Responde Quinn amargamente, cuspindo praticamente, o nome do ex-namorado. A morena abre um sorriso malicioso e acompanha o olhar perdido da loira.
"Você vai esperar que ela abra as pernas de graça pra você de novo?". Pergunta Santana arqueando uma sobrancelha observando a postura de Quinn mudar ao seu lado, deixando finalmente transparecer, parte de seu arrependimento e fragilidade.
"O que você quer que eu faça? Ela pode sair com quem quiser". Ironiza Quinn suspirando no final da frase. "Eu preciso aprender a lidar com isso tudo, porque é passageiro".
"Você está tentando convencer a mim ou a você?"
"S, por favor, não tente mudar as coisas. Nada vai acontecer". Retruca Quinn fechando os olhos e apertando-os.
"Se você está falando...". Assente Santana dando de ombros, decidindo deixar Quinn sozinha com os seus próprios pensamentos e problemas. Já estava sendo um grande avanço preocupar-se com a amiga, mas tentar modelar a sua vida era forçado demais. Nunca fora boa com conselhos e muitas vezes não sabia como repassá-los. Quem realmente tinha um dom para essas coisas era Brittany, por isso nunca intervinha quando a loira tentava acolher uma pessoa.
Para a surpresa da morena, Quinn a seguiu para dentro do quarto novamente. Não protestou nem perguntou por que a loira havia desistido de ficar martirizando-se. "Melhorou a cólica Quinn?". Perguntou Tina, desviando a atenção momentaneamente de Brittany e encarando a outra loira. Quinn apenas assentiu com um sorriso fraco nos lábios e sentou-se na cama ao lado da asiática. Santana aproveitou e caminhou para perto de Brittany.
De repente a porta do quarto abre-se e uma Rachel séria e determinada passa por ela, desfazendo o seu penteado e deixando os sapatos ao lado da porta, trancando-a logo em seguidas. Um silêncio formar-se no quarto quando todos se perguntam por que a pequena estava tão fria com o encontro que acabara de ter com Finn. Tina foi a primeira que arriscou dirigir uma palavra à Rachel. "Veremos mais Finchel por aqui?".
Santana observou a pequena tencionar os músculos e vacilar em encarar Quinn para responder a pergunta de Tina. Rachel engoliu seco ainda encarando Quinn, que estava levemente ofegante e apreensiva. "Não". Respondeu por fim, caminhando até sua mala e pegando uma peça de roupa, que a morena julgou ser o pijama da pequena.
"Você quer falar sobre isso Rachel?". Pergunta Mercedes, assustando Santana que pensara que a negra estava dormindo desde a sua saída do banho.
"Qualquer coisa menos isso Mercedes". Responde Rachel caminhando até o banheiro e fechando a porta atrás de si.
"Finalmente Berry cortou o Finntapado". Exclama Santana com um pequeno sorriso perverso nos lábios, acariciando os cabelos loiros de Brittany, desviando os olhos para encarar Quinn, que parecia estar em estado de choque, porque sua pupila estava dilatada e sua boca entreaberta.
"O que aconteceu com os dois? Ela sempre foi apaixonada por Finn". Indaga Mercedes arqueando uma sobrancelha e ajeitando-se na cama para encarar as outras meninas dentro do quarto.
"Talvez ela se apaixonou por outra pessoa". Responde Brittany suavemente, levantando os olhos para encarar Santana, evitando encarar Quinn.
"St. James?". Pergunta Tina cruzando os braços no tórax.
"Não. Eu não estou apaixonada pelo Jesse. Por mais que eu goste de ser o centro das atenções, eu queria, por favor, que o tópico da nossa conversa fosse outro". Responde Rachel voltando ao quarto e depositando as roupas usadas sobre sua mala fechada. A pequena caminhou até Mercedes e sentou-se ao seu lado na cama. Todas assentiram e entreolharam-se sem saber o que falar, estavam constrangidas de terem sido pega por Rachel.
Santana cansou de esperar que alguém fizesse alguma coisa e deitou-se na cama, puxando Brittany para mais perto, encaixando seus corpos em um abraço. A morena começou a traçar um caminho de beijos pelo pescoço da loira, variando com pequenas mordidas, indo até a bochecha rosada. Santana sente o corpo mandar pequenos sinais, como tremores e arrepios, quando sente Brittany virar-se no abraço e encarar-lhe com um sorriso malicioso nos lábios. A loira levou as mãos ao cobertor que estava nos seus pés e o puxou, cobrindo as duas garotas.
"Privacidade?". Perguntou Santana em um sussurro descendo as mãos às coxas da loira, fazendo pequenos círculos na pele branca com suas unhas.
Brittany assentiu e aproximou-se mais da morena, deixando seus lábios a centímetros de distância. "Você acha que agüenta?". Pergunta a loira aos sussurros, fazendo os lábios roçarem brevemente nos da morena. Santana morde o lábio inferior quando sente as mãos delicadas da loira subirem pelo seu abdômen por baixo da camisa.
"Eu não posso prometer nada agora B". Responde Santana já ofegante. Estava tão ansiosa à espera desse momento, que o simples fato de sentir Brittany tocando-lhe além das roupas, era o suficiente para fazer o seu corpo explodir em instantes. Não podia afirmar que agüentaria as provocações de Brittany, ainda mais quando suas mãos e lábios começam a agir por contra própria. A loira solta um riso abafado e finalmente cessa a distância dos lábios, dando inicio à um beijo urgente e faminto. Santana avançava com a língua o mais profundo que podia e estava agradecendo que Brittany estava conseguindo segurar os sons que queriam sair de sua garganta.
Santana leva uma das mãos ao pescoço de Brittany e a trás para mais perto, enquanto a outra mão atreva-se a subir pela coxa da loira e brincar com a borda de seu short. A morena morde o lábio inferior de Brittany quando a loira toca em seus seios, prevenindo que as outras meninas do quarto escutassem o que estava acontecendo, mesmo levando em consideração que elas estavam cientes. Santana aproveita para descer com os lábios novamente para o pescoço de Brittany, sugando a pele fervorosamente, deixando alguns pontos avermelhados. Brittany estimula ainda mais as carícias em Santana, sentindo que não agüentaria por muito tempo e que acabaria pedindo para Santana terminar com aquilo de uma vez por todas. Não sabia dizer se era porque estavam embaixo de um coberto, se era o clima, ou se eram as duas, mas o ar tornou-se rapidamente, insuportavelmente quente. Sua respiração ficou mais ofegante e pesada quando sentiu os lábios da morena descer ainda mais e sugar a pele de seu colo.
A morena instantaneamente entrou com a mão dentro do short da loira e estava quase acalcando seu objetivo quando sente um objeto ser arremessado contra o seu corpo. Brittany parou seus movimentos, afastando as mãos do corpo da morena, sentindo todo o seu corpo retesar. Santana por outro lado, sentiu o calor da excitação transformar-se em fúria. A morena abaixou o cobertor e encarou as quatro meninas que estavam com os olhos arregalados e Quinn, que estava com uma sobrancelha arqueada e mordendo o lábio inferior. Não precisou perguntar quem tacou o travesseiro, sabia que havia sido Quinn. "Que diabos Fabray?". Exaltou Santana sentando-se na cama. Brittany ainda estava com o rosto coberto e não queria que suas amigas vissem com havia se abalado por ter sido pega no flagra. Sua face estava corada, tanto de suor quanto de vergonha, seu cabelo desgrenhado e seus lábios vermelhos. Seria uma imagem muito forte e acreditaria que as chocaria ainda mais.
"Nós avisamos que não queríamos ver nem ouvir nada". Respondeu Quinn passando a mão pelo cabelo, enquanto caminhava até o frigobar e retirava uma garrafa de água mineral. "Vocês não estavam invisíveis S".
"Você está falando como se tivesse visto alguma coisa". Retruca Santana prendendo o cabelo em um coque mau feito, puxando a mão de Brittany logo em seguida, para que a loira pudesse juntar-se a elas. Conhecia Brittany o suficiente para saber que a loira estava constrangida e por isso, tentou suavizar a situação, gesticulando com uma das mãos para Quinn pegar leve.
"Todo esse seu nervosismo está me esgotando Santana. Se sexo te acalma, pelo amor de Deus, vão terminar isso no banheiro". Disse Mercedes sarcástica, arrancando risos das outras quatro meninas, exceto por Santana e Brittany.
"Fabray acabou de estragar tudo. Suponho que terão que me agüentar até amanhã". Retruca Santana dando de ombros, enquanto Brittany finalmente afasta o cobertor e senta-se na cama ao lado de Santana. Sua aparência estava suave novamente, exceto pelos lábios vermelhos e levemente inchados. A loira segurou a mão da morena entre as suas e a apertou.
"Você já sabe o que irá cursar Brittany?". Pergunta Rachel inocentemente, tentando desfazer o clima pesado e constrangedor que se tornou. Santana precisava admitir que certas vezes Rachel conseguia ser uma pessoa melhor por trás de todas as aquelas roupas bregas e suéteres antigos.
Brittany virou-se para a pequena e abriu o pequeno sorriso, como se estivesse esperando essa pergunta há dias. "S e meus pais sempre me dizem para fazer alguma coisa que dê dinheiro, mas eu não sei se com dança eu conseguirei chegar a algum lugar". Responde a loira cerrando os olhos e sentindo a morena apertar sua mão, uma forma silenciosa e carinhosa de lhe encorajar-lhe.
"Você pode fazer artes cênicas, B". Aconselha Quinn encarando a amiga com um sorriso amistoso nos lábios.
"Eu pensei em jornalismo". Confessa Brittany arrancando exclamações surpresas e um olhar intrigante de Santana, que estava tão surpresa quanto às outras meninas. A morena sabia que Brittany havia uma queda por fofocas e conversas, mas nunca imaginou que a loira seria capaz de pensar em um trabalho como esse. Não seria o seu sonho e não queria ver sua namorada em uma posição infeliz, afinal, desde o início do relacionamento, a morena havia deixado claro que faria o possível e o impossível pela felicidade de Brittany e se isso significasse que teria que ter três empregos para sustentá-las enquanto a loira seguia atrás de seu sonho, não diria não. "Eu não quero passar dificuldades e jornalismo não é tão ruim assim". Completa a loira encarando a morena quando percebe o seu incomodo.
"B, você tem que seguir atrás do que você gosta". Insiste Santana retirando uma mecha de cabelos loiros que lhe caia a face, com um sorriso. Brittany retribuiu o sorriso e virou-se para as outras meninas novamente.
"Eu acho o que a Brittany está tentando dizer Santana, é que ela não quer dar trabalhos quando vocês se casarem". Analisa Mercedes dando de ombros, pegando um pacote de batatas e abrindo-o.
Instantaneamente Quinn, Brittany e Santana ficaram em silêncio e imóveis. Quinn e Brittany já haviam conversado sobre isso e sabia como Santana reagia quando o assunto 'compromisso mais sério' era mencionado. Quinn sempre dizia que uma hora acabaria explodindo, porque é claro que Brittany queria viver ao lado de Santana e vice-versa, mas Santana era instável o suficiente para não conseguir afirmar isso. As duas loiras sabiam que já era um grande passo ser exclusiva e casamento era outro maior ainda, que precisava ser trabalhado com o tempo. Brittany sempre afirmava que ainda havia anos para trabalhar isso com Santana e a morena já deixara claro que morariam juntas e não precisava perguntar para saber que ela dizia isso apenas como namoradas. Sem alianças, filhos, contas.
Brittany arriscou-se a olhar a morena quieta ao seu lado e não se assustou quando observou um misto de pavor e dúvidas em seus olhos. A cabeça de Santana estava a mil por hora. Odiava essa palavra e fez questão de cortá-la de todos os dicionários que tinha em casa. Casamento era sinônimo de tragédia, desgraça, separações e não era assim que queria passar sua vida com Brittany. A morena amava-a o suficiente para querer preservar tudo aquilo mágico que tinham e não deixaria um pedaço de papel arruinar sua vida. Não tinha coragem para falar isso com Brittany, por mais que tentasse, indiretamente, deixar explicito as sua opinião, sabia que afetaria a loira de qualquer modo.
Santana sentiu o ar pesar em seus pulmões e sua boca ficar estranhamente seca. Sua mão vacilou em um tremor e quando percebeu o olhar de preocupado de Brittany, sua cabeça girou. Não precisava ter um sexto sentido igual ao de Berry para saber que a loira ao seu lado estava com medo de sua reação e odiou-se por ser tão previsível. "Tudo bem S?". Pergunta Brittany suavemente com a voz dolorosa acariciando a face morena, fazendo Santana sentir-se como se estivesse sendo atacada por milhões de agulhas.
Não queria ter que conversar sobre aquilo agora e não estava agüentando a dolorosa pressão das íris azuis e antes que pudesse agir mais estupidamente, preferiu tentar resolver a situação. "Eu preciso usar o banheiro B". Diz Santana afastando-se das mãos de Brittany, deixando uma loira despedaçada encarando-a enquanto caminhava em direção à porta do banheiro. Recusou olhar para trás. Parabéns Santana, dez pontos a seu favor!, retrucou ironicamente em seus pensamentos, enquanto terminava de trancar a porta do banheiro e escorar na porta.
N/A: Por favor, não me matem. Eu posso explicar. Pois é gente, eu infelizmente voltei às aulas e está cada dia pior. Eu tenho chegado em casa nove horas da noite e fico exausta para vir até aqui e escrever alguma coisa, apesar de estar com a cabeça transbordando de idéias. Escrever um capítulo em dois dias (sábado e domingo) é praticamente impossível e cansativo, mas prometo à vocês que tentarei escrever e postar o mais rápido possível. Como vocês virão, eu usei algumas falas do episódio New York (2X22), espero que não tenha ficado muito forçado. ;x Bom, agora a história está finalmente começando, o drama apertará com força agora e por isso é muito importante que vocês não desistam! Obrigada mais uma vez pelos comentários e fico feliz com o apoio da future fic e pra ser sincera, eu tenho pensado nela cada vez mais e quase escrevi o primeiro capítulo hoje, mas minha consciência foi mais forte e opinei por terminar essa daqui primeiro para não embolar as história! :D Abafem os erros, eu quis postar logo e acabei não revisando. Sinto muito. ;x Ok então! Boa leitura e deixem um comentário! *-* Bjão!
