Título adaptado do episódio 251, temporada Master Quest (5ª temporada), Segunda Geração de "Pokémon": Eu, Politoed, Sim Senhor.
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-:- CAPÍTULO 10 – Eu, Naraku, Sim Senhora -:-
Contemplando o sol nascente, lá estava o meio-youkai cão, no alto de uma colina do vilarejo, sentado de pernas cruzadas e braços dentro das mangas do quimono, com um olhar meio distante. Seu grupo estava afastado, ainda terminando de se ajeitar para o novo dia. Perto dali, estava seu meio-irmão, também com seu grupo. Sesshoumaru andava vigiando InuYasha e os outros, queria tentar entender melhor o que estava acontecendo, não parava de pensar em seu encontro com Naraku há meses atrás. Durante todo esse tempo, o observara sempre indo e vindo. Também estranhou o fato de ter parado de viajar. Além disso, havia outra coisa: a Tenseiga andava inquieta; e ela apontava para a direção da floresta. Kouga e seus amigos continuavam no vilarejo, o youkai lobo só aguardava uma oportunidade para tomar a cabeça de seu grande inimigo. Calmaria, silêncio, a brisa suave balançando os cabelos e acariciando as faces. De repente, o cheiro do vento começou a mudar, uma intensa energia sinistra se aproximava. InuYasha levantou-se às pressas, os outros ficaram em alerta. Eis então que surgiu dos céus uma esfera transparente de tom púrpura. Naraku surgiu diante do meio-youkai cão, acompanhado de seu servo, que também estava sob a barreira. Apenas o fitou por alguns instantes sem nada dizer. Depois, deu-lhe as costas, ainda o encarando, e começou a ir embora. InuYasha já sabia do que se tratava: Kikyou finalmente despertara. Ele olhou para o sol, ainda baixo, atormentado.
Maldição! Tinha mesmo que ser em dia de lua nova?!, pensou.
Então, ele e os outros se aprontaram às pressas para iniciarem a viagem. Kagome, Sango e Miroku montaram em Kirara, com Shippou no ombro da colegial; InuYasha e Kouga seguiram aos saltos; Kaede, os amigos do youkai lobo e Kohaku ficaram no vilarejo. No entanto, o mais importante era o fato de o canídeo virar humano naquela noite. Seus amigos tentaram fazê-lo ponderar, "InuYasha, o seu segredo será descoberto!", diziam-no sempre, mas nada adiantava, ele não queria nem saber, ia ver Kikyou e ponto final. Lógico que Kagome ficou decepcionadíssima, chegou a pensar em não ir, porém, não ia simplesmente deixá-los juntos assim. O jeito era o grupo aproveitar a escuridão da noite de lua nova para camuflar o turrão ao máximo.
Quanto a Sesshoumaru, ao ver o araneídeo passar feito um caça por seus olhos, alertou-se, mas nada fez. Entretanto, quando viu o meio-youkai cão e os outros a segui-lo, foi também. Rin, Jaken e Ah-Un dirigiram-se para as proximidades do vilarejo, o youkai jade deveria guardar a criança. Naraku estava bem longe de todos, sua face esboçava uma tensão descomunal, enquanto Byakuya estava completamente enjoado, porém não reclamou, sabia que o outro não estava em condições de tolerar nada ultimamente.
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Passado um bom tempo, o sol estava baixo, no entanto posicionado à oeste. O crepúsculo se aproximava e Naraku finalmente chegara à gruta da feiticeira. Deu ordens a Byakuya para que ficasse do lado de fora, o aguardando. Iria demorar. O youkai ilusionista não reclamou. Pousou sobre a árvore e lá ficou. O meio-youkai desfez a barreira e entrou na caverna, ficando parado em frente ao caminho e próximo ao nicho de Daisuke. Pôs-se a olhar a sacerdotisa, que ainda estava de olhos fechados. Ficou um tempo a observá-la, até a bruxa aparecer.
– Ora, ora, olha só quem está aqui! Por que sumiste? – indagou a moça, sorrindo.
– Já estava farto de esperar – respondeu secamente.
O-Ren estranhou muito aquilo. Depois de tanto tempo incansavelmente vindo ficar com Kikyou agora veio com essa? Naraku então agarrou a bruxa pela cintura com força e a suspendeu, colocando o busto da moça na altura de seus olhos.
– E então? Você não queria passar esta noite comigo? – perguntou, deixando-a ainda mais desconfiada.
Ele confortou o rosto entre os seios da moça e começou a beijá-la ali, enquanto a abraçava, passando um braço por sua lombar e o outro logo acima. Ela apoiou uma das mãos num ombro de Naraku e ficou olhando-o, muito mais desconfiada, porém, parecia estar gostando daquilo. Ele então a pousou no chão e tomou seus lábios com vontade, sentindo como eram grossos, macios e molhados; colocou a língua dentro da boca da moça sem avisar, começou a girá-la e depois chupou os lábios e a língua de O-Ren deliciosamente, os imbuindo em bastante saliva. Naraku então virou-se à frente de Daisuke e foi a empurrando, com as mãos em sua cintura, até pressioná-la contra a parede. Ele a suspendeu outra vez, travou o corpo da moça com o seu e acelerou o beijo, segurando-a pelas coxas. Depois, colocou as mãos sob o vestido e foi o empurrando, enquanto alisava com força as pernas de O-Ren até seu quadril. Ele então desceu as mãos arranhando-a até metade de suas coxas e a segurou. Ela apenas retribuía o beijo, sem executar nenhuma outra ação. Pouco depois, Naraku começou a soltar os lábios da moça enquanto a descia, alisando-a até seu quadril e indagando novamente:
– Não é isso que você quer?
– E a minha Joia? – perguntou com rispidez.
– A Joia vem depois. Antes... – Começou a sussurrar libidinagens num ouvido da moça, fazendo-a se arrepiar com sua grossa voz.
Naraku então se distanciou dela abruptamente e olhou para Kikyou de um jeito meio agressivo. A bruxa disse que já o chamaria, enquanto começou a se dirigir para seu aposento íntimo. Na entrada, ela o observou mais uma vez, desconfiada e, de certa forma, desapontada. Naraku pôs-se a olhar para fora, apesar do céu sombrio daquele lugar, o sol poente anunciava-se como um ponto luminoso alaranjado. Naquele instante, ele praticamente havia desaparecido no horizonte. O araneídeo aguardou-o sumir. Enquanto isso, InuYasha e seu grupo continuavam a caminho. A noite finalmente abateu-se. O meio-youkai cão deu um grande salto, o último naquele dia: suas orelhas de cachorro se tornaram humanas; seus alvos cabelos enegreceram; suas garras se retraíram, seus caninos se retraíram e seus olhos âmbares tomaram um tom de terra umbra.
– Maldiçãããão! – praguejou, enquanto caía rolando no chão.
De volta à gruta da feiticeira, a tensão do meio-youkai aranha aumentou ainda mais. Ele começou a virar seu rosto para Kikyou, hesitante e com o coração aos saltos. Quando finalmente o virou, seu órgão acelerou ainda mais, seus olhos se arregalaram, sua boca se abriu e seu corpo estremeceu, a sacerdotisa finalmente afastou suas pálpebras. Ele virou-se, enquanto seus olhos tremulavam e em sua face se desenhava uma expressão que misturava pânico e deslumbramento. A moça apenas mexeu um pouco a cabeça e seu corpo, sem esboçar reação. A bruxa então o chamou, sem aparecer. Ele começou a caminhar para lá, sem tirar seus olhos da sacerdotisa. O vaso do dragão rubro tremelicou mais uma vez.
Quando Naraku finalmente entrou no aposento de O-Ren, voltou os olhos para frente e a viu surgir da cintilante e fortemente azul laguna, completamente nua. Ela começou a caminhar em direção a ele, bem devagar, enquanto afastava seus cabelos, deixando a testa e toda a frente do corpo à mostra. Os olhos do meio-youkai vidraram instantaneamente, não conseguia parar de olhá-la, contemplando cada detalhe do corpo da ruiva. Os seios enormes, de mamilos quase avermelhados que se empinavam parecendo estarem loucos para saltar em sua boca; a cintura de O-Ren era bem estreita, tal como seus ombros, e seus braços de pouca espessura a faziam parecer frágil, contrastando com o quadril largo, mas sem exagero, e as pernas longas, grossas e firmes que pareciam conseguir prendê-lo com facilidade entre elas; a pele da moça parecia estar reluzindo, como se fosse mesmo feita do próprio cobre; a boca, pequena, mas com fartos lábios, continuava vermelha, parecia chamá-lo para devorá-la. Naraku ficara instável, sentiu um arrepio percorre-lhe a espinha e as têmporas, enquanto ela o fitava com um jeito que Machado de Assis talvez descrevesse como "cigana oblíqua e dissimulada". Quando ela chegou bem perto, pousou as mãos delicadamente sobre o peito do meio-youkai e aproximou sua boca do rosto do araneídeo, fazendo-o se afastar um pouco, e indagou:
– Estás a gostar do que vês? Ou a tua sacerdotisa é mais bela?
Outra coisa chamou a atenção de Naraku: o cheiro que O-Ren exalava era exatamente igual ao de Kikyou, só que mais acentuado. Ele a agarrou pelos cabelos e por um braço, cheirando desesperado o pescoço da moça.
– Mas o que é isto?! – vociferou, voltando seu rosto para a bruxa. – Por que você está cheirando igual a ela, por quê?!
– Qual é o problema? Não gostaste? – riu-se.
Ele então a agarrou pelos braços com força e cheirou seu pescoço ainda mais, esfregando o rosto nele e até o beijando. Depois, enlaçou-a pela cintura aos trancos, colando-a em seu corpo. Começou a alisar as costas da moça, sem parar de cheirar e beijar seu pescoço. Ele chegava a emitir uns gemidos de aflição enquanto fazia isso, parecia descontrolado. Naraku sentia-se atraído por O-Ren como se estivesse diante de Kikyou. Seu corpo tremia e seu coração estava alucinado; sua pele parecia pegar fogo e seu membro para lá de ereto. Começou a mordiscar e beijar toda a extensão do pescoço da moça deixando-a surpresa, porém, mais por vê-lo tremer daquele jeito e, apesar disso, a pegar com exatidão. A respiração pesada aliada aos gemidos de aflição a faziam ficar ainda mais impressionada.
– O que ela tem para você ficar deste jeito? – indagou rindo-se.
Ao ouvir a voz da feiticeira, ele parou os movimentos e a encarou atônito. Seu coração e seu corpo viam Kikyou, mas seus olhos viam O-Ren. Aquilo o deixou ainda mais insano. Volta e meia, a imagem da bruxa se confundia com a da sacerdotisa. Quando viu Kikyou mais nitidamente, tomou os lábios de O-Ren mais uma vez e a abraçou fortemente, tornando a alisá-la, agarrando suas costas, suas nádegas e suas pernas.
– Para! – bradou ela, empurrando-o contra a parede e fazendo-a fissurar, pois o corpo de Naraku a adentrou um pouco com o impacto. – Calma – pediu rindo-se. – Vamos mais devagar.
– O que é que você fez?! – indagou bravo.
– É um feitiço! Eu peguei um dos fios que arranquei dos cabelos de sua amada e fiz um preparado que o faria sentires como se diante dela na minha presença. Surpreso?
– Sua maldita!
– Assim será mais divertido!
Ela então, calmamente, começou a tirar as vestes do meio-youkai, enquanto ele continuava nervoso, trêmulo, afoito, instável. Primeiro, ela tirou-lhe as armaduras dos antebraços, depois seu colete com "chifre"; seguiu para a obi, a faixa em sua cintura, depois procurou o fecho da couraça e desceu seu corpo junto com ela, sem flexionar os joelhos. Ao ver aquilo, Naraku corou imediatamente, revirou os olhos, fechando-os, e apertou com força as pedras da parede, esmigalhando-as. Após descer toda a couraça, a bruxa baixou o quadril, ficando de cócoras, e manteve suas pernas bem afastadas, exibia sua flor sem o menor decoro, enquanto tirava as botas do meio-youkai, fitando-o pretensiosa. Ele não resistiu a abrir os olhos e ficou ainda mais enlouquecido. O que O-Ren fazia ainda era pouco, no entanto, como ele a via conforme Kikyou, aquilo chegava a quase enfartá-lo. A moça então subiu, ajeitando os cabelos e colocando a franja de volta no lugar, e começou a entrar com as mãos pela da gola do quimono superior de Naraku, puxando-o lentamente, enquanto ele olhava para o alto e respirava pesado, apertando ainda mais as pedras da parede. Quando livrou os braços do moreno do quimono principal, ela seguiu para o inferior e repetiu seus movimentos, mas, desta vez, ela revelou o peito delineado, os trapézios saltados, os braços firmes e o abdômen reticulado do meio-youkai, observando como seu corpo se estufava e se retraia com rapidez, parecendo implorar por carícias. Ela começou a alisá-lo e beijá-lo bem de leve, enquanto ele chegava a engasgar com a própria saliva de tanta vontade de tomá-la. Depois, O-Ren retirou os quimonos de dentro da calça, pegou no laço desta e começou a desfazê-lo. Feito isso, simplesmente a largou, fazendo-a cair.
– Uau, que garotão! – exclamou a bruxa ao visualizar o membro do meio-youkai.
Não resistiu, desceu até ele, sem flexionar os joelhos, e deu uma lambida com vontade em seu topo, fazendo Naraku urrar e socar a parede. Ela ficou roçando os lábios ali e volta e meia dava lambidas, fazendo Naraku se contorcer. Quando a moça começou a subir, dizendo-lhe algumas saliências, ele escutou a voz de Kikyou, olhou para baixo e viu a sacerdotisa subir rastejando por seu corpo. Ele então agarrou a bruxa pela nuca, apanhou-lhe os lábios e a beijou loucamente, hora chupando-a, hora lambendo-a, hora mordendo-a; agarrou os cabelos da moça bagunçando-os, desceu para suas costas, arranhando-as, agarrou com vontade seus seios, passou as mãos por seu sexo, apertou suas nádegas e catou suas pernas, suspendendo a bruxa e a enroscando em seu corpo. Começou a caminhar com ela, sem parar de beijá-la insaciavelmente, enquanto tirava o restante da calça dos tornozelos. Ele então lançou-os na cama, bem ao cetro, ficando por cima da moça, soltou seus lábios e olhou seu rosto, vendo com exatidão quem era. Travou instantaneamente.
– Qual o problema? – indagou a bruxa rindo-se.
Naraku então suspirou fundo e tentou recompor-se. Naquela noite, ele havia sentenciado que iria se deleitar nos braços da feiticeira, fazia questão de levá-la aos céus, entretanto, devido àquele truque inesperado, o araneídeo ficou atônito, não quis deitar-se com outra como se ela fosse Kikyou, paralisou imediatamente, se encheu de pudicícia, decidiu que ficaria como um morto, embora isso fosse extremamente complicado para ele naquele momento. A saudade assombrosa que sentia de sua adorada e o poder daquela magia o cerceavam. Tentava se dispersar em seus pensamento, mas as coisas que vinham deixavam-no ainda mais agoniado, não havia escolha menos atormentadora. E quanto mais resistia em "atacar" O-Ren, mais a sensação de descontrole o consumia. Ele queria ao mesmo tempo fugir e continuar ali. Ao perceber que ele não executaria nenhuma outra ação, a feiticeira resolveu começar, ao seu modo. Ela saiu debaixo do meio-youkai, o olhou de um jeito safado e o fez se sentar sobre as pernas. Depois, ela ficou de quatro e começou a beijar-lhe o pescoço, bem suavemente, enquanto alisava-lhe o peito e os ombros. Naraku voltou a tremular. Ela então foi acelerando os beijos, chupando e mordiscando o pescoço do araneídeo e ganhando gemidos abafados do moreno, que agarrava as próprias coxas com força, tentando se controlar. O-Ren então foi descendo com a boca até o peito do meio-youkai e começou a lamber um de seus mamilos, intercalando com mordiscadas e chupões; depois, seguiu para o outro e fez os mesmos movimentos. A bruxa começou a descer mais com a boca pelo corpo de Naraku. Ele resolveu olhar para baixo e viu uma mulher branca como a neve e de cabelos nigérrimos escorregar os lábios para perto de seu sexo; começou a gemer mais solto e respirar ainda mais desacertado, ergueu alto a cabeça, mas não resistia em direcionar seus olhos para baixo. Quando chegou ao baixo-ventre do meio-youkai, a bruxa deu uma bela lambida na extremidade de seu membro, fazendo-o urrar novamente. Naraku olhou bem para baixo e viu uma mulher ruiva e de pele bronze. O-Ren então sorriu para ele e começou a masturbá-lo bem devagar. Os movimentos lentos, sua excitação fervendo e a imagem de sua amada se confundindo com a da belíssima bruxa. Ah, aquilo foi o deixando cada vez mais louco. O-Ren começou a lamber toda a extensão do membro do meio-youkai, bem lentamente, e depois cada vez mais rápido, e depois cada vez mais lento; Naraku revirava os olhos e seu suor começou a recobrir todo o seu corpo. A moça então começou a acariciar os testículos do moreno e toda a área ao redor, a parte interna de suas coxas e pressionava vez ou outra a base de seu membro. Naraku rangia os dentes, arranhava suas coxas, coçava a cabeça e não conseguia parar de ficar abrindo a boca, deixando um gemido ou outro escapar. O-Ren então voltou a masturbá-lo e ficou lambendo loucamente a extremidade do seu membro.
Ao perceber que ele já não estava suportando, ela resolveu começar a colocar o sexo do araneídeo dentro da boca, bem devagar, deixando-o cada vez mais louco. Quando chegou até a base, começou a chupá-lo com vontade. Ele então se descontrolou e soltou os quadris, movendo-os com tanta rapidez que ela quase se engasgou. A feiticeira o segurou, fazendo-o mover-se bem devagar, depois devagar, um pouco acelerado, até bem acelerado. Naraku apoiou-se nas mãos, para frente, e olhou para baixo, viu os cabelos de O-Ren passarem do bordô para o preto em piscadelas; apoiou o rosto no dorso da bruxa e sentiu ainda mais o cheiro de Kikyou, deixando-o ainda mais nervoso, fazendo até umas lágrimas saltitarem de seus olhos, tamanha a tensão. Quando a bruxa percebeu que ele estava para explodir, parou de sugá-lo e voltou a lamber toda a extensão do seu membro, chupando a extremidade e voltando a lambê-lo. Depois, lambeu mais um pouco seus testículos, foi subindo com língua até seu umbigo, voltou para seus testículos, subiu por seu membro e chupou com força a extremidade. Naraku berrou, quase se entregando, apertou os olhos, os dentes, as mãos e as veias de seu pescoço explodiram. A bruxa então apoiou os lábios e a língua na base do membro do meio-youkai, posicionando-os na vertical. Foi subindo, aos poucos, dando beijos rápidos e fortes, como se estivesse saboreando uma espiga de milho, até chegar à extremidade; ao chegar, arrastou a boca um pouco para o lado e fez o mesmo movimento para baixo; ao chegar à base, arrastou um pouco a boca para o lado e repetiu o movimento outra vez, para cima, foi fazendo isso até percorrer todo o membro de Naraku, enquanto ele já estava quase não mais se retendo. Ela então pousou a pontinha da língua sobre a extremidade do membro do meio-youkai, bem no centro, e cobriu o resto com os lábios, sugando-a vorazmente. Depois de um tempo, percebendo Naraku tremular, não contendo os gemidos e praticamente rasgando os lençóis, ela resolveu intensificar os movimentos, começou a girar a língua ao redor da extremidade do membro do araneídeo; depois, seguiu girando por toda a extensão, indo até a base e voltando, indo até a base e voltando. Com aquilo, não demorou muito para que ele não se segurasse, soltou um gemido bem alto e delicioso, porém quando a bruxa largou seu membro, percebeu que nem uma gotícula de sêmen havia extravasado.
Ela riu-se, como se achasse graça por seu esforço em não "desapontá-la". Naraku não deu nenhuma resposta à bruxa, apenas olhava para o alto e respirava bem ofegante, mas com um belo alívio. O-Ren então o abraçou por trás, passou as pernas à frente das dele e depois as enroscou, o prendendo feito uma serpente. Em seguida, ela o inclinou para frente, fazendo-o apoiar os antebraços no futon. Naraku não gostou muito daquilo, afinal era ele quem sempre queria controlar tudo e, naquele campo, não seria diferente. A moça então afastou os cabelos encharcados de suor do meio-youkai das costas. Ela foi arrastando os lábios por toda a parte superior, vez ou outra dando suaves lambidelas, enquanto suas mãos arranhavam de leve a parte inferior. Aquelas carícias tão meigas o fizeram arrepiar-se todo, já sentindo sua excitação voltar a disparar. Depois, a moça escorregou as mãos para frente do corpo de Naraku, apertou com vontade suas coxas e seguiu para sem membro, masturbando-o bem devagar; sua boca subiu até a curva do pescoço do moreno e começou a beijá-la suavemente; Naraku voltou a tremular e vez ou outra soltava um grunhido acanhado. A bruxa então começou a ampliar seus movimentos cada vez mais; sua mão direita ia de baixo para cima, enquanto a esquerda de cima para baixo e, vez ou outra, a direita pressionava a base do membro do meio-youkai, enquanto a esquerda fazia um belo vaivém em sua extremidade; a boca da moça sugava com força a curva do pescoço do vilão, a lambia até chegar a sua orelha, mordia com vontade seu ombro e seguia para o outro lado repetindo os movimentos sob seus cabelos molhados. Enquanto isso, ele se contorcia tentando mover os quadris, mas só conseguia um pouquinho, pois a bruxa estava o travando. Ele foi ficando desesperado, voltou com seu corpo e tentou afrouxar o enlace da youkai, sem conseguir. Ela era muito forte, sentiu-se como um pobre animalzinho preso embaixo de uma árvore. Fora isso, vez ou outra Naraku via as grossas pernas amorenadas de O-Ren ficarem mais finas e mais brancas do que sua própria pele. Ele quase começou a lamuriar de nervoso. Gemia alto, de prazer e desespero. A bruxa se deleitava com aquilo.
Após um tempo "torturando-o", a moça afrouxou um pouco as pernas e continuou beijando-o e masturbando-o, enquanto ele continuava lutando para mover-se livremente. Ela então finalmente o soltou, o meio-youkai moveu com muita rapidez os quadris, para frente e para trás, enquanto ela tentava acompanhá-lo com as mãos. Quando ele estava no limiar do ápice, ela simplesmente parou tudo, fazendo-o até cair no futon. A moça então saiu de trás dele e o suspendeu, fazendo-o se sentar sobre as pernas outra vez. Em seguida, ela segurou o rosto tenso do meio-youkai e deu-lhe um beijo rápido, porém profundo. Ver aqueles lábios se aproximarem dele daquele jeito o fez ter a impressão de que a bruxa iria devorá-lo literalmente. Mas, ela queria era começar por outra parte. O-Ren o lambeu do pescoço até a base de seu membro. Ao chegar, ela parou, sorriu para ele mais uma vez, achando engraçada a forma como, de repente, ele corou: mais uma vez ele viu Kikyou. A feiticeira então deitou-se de costas e foi empurrando seu rosto para baixo do meio-youkai. Depois, ela o pediu para que ficasse na mesma posição que estava, só que com as costas voltadas para a cabeceira da cama. Ele o fez e aguardou. Ela o segurou pelos quadris e o levou para perto de sua boca, começando a colocar o membro do meio-youkai em seu interior mais uma vez. Ao chegar ao final, a bruxa fez algo bem bizarro: ela aumentou o tamanho de sua boca e inseriu os testículos do meio-youkai dentro dela. Ele olhou aquilo extasiado, ergueu uma sobrancelha e abriu a boca. A moça então procurou encharcar bem todo o conjunto com sua saliva e depois começou a sugá-lo com vontade. O corpo de Naraku trepidava com a intensidade dos movimentos, ele chegou a soltar uma risada boba com aquilo. Volta e meia, ela parava de sugá-lo e fazia um vaivém ritmado; aí voltava a chupá-lo com vontade. Volta e meia, ela parava de sugá-lo e lambia toda a extensão de sua intimidade; daí voltava a chupá-lo com vontade. Naraku só ficava rindo, feito um besta, mas, volta e meia olhava para baixo e via a sacerdotisa, corava, ficava tenso e suspirava profundamente, e tentava se acalmar. E seu corpo trepidando mais do que charrete sobre terreno esburacado.
Com aquilo tudo, não demorou muito para ele não se conter, outro estado de zênite sexual o consumiu e o fez gemer alto e ir projetando o corpo para frente, deitando-o no leito. A feiticeira parou o movimento aos poucos. A seguir, ela saiu debaixo dele e se empurrou para trás, o puxando pelos pés junto consigo. Ela o alisou dos calcanhares até suas nádegas, apertando-as com força e depois o lambeu do final das costas até uma orelha. Ela então o virou de frente e ficou apoiada nas mãos e nos joelhos sobre o corpo do meio-youkai, curvando bem suas costas. Naraku a olhou por completo, ficando alucinado, principalmente ao ver aqueles brônzeos, belos e imensos seios quase no seu nariz; de repente, eles diminuíram de tamanho e ficaram alvíssimos; olhou para o rosto da moça sobre seu corpo e viu Kikyou sorrindo-lhe cheia de malícia. Ele piscou algumas vezes e sacudiu a cabeça, viu novamente O-Ren, mas o cheiro de sua amada estava ainda mais próximo. A bruxa então foi se abaixando sobre o baixo-ventre do meio-youkai, fazendo seus sexos se ligarem. Depois, ela passou os pés por cima das pernas dele, fazendo-os se encaixarem na parte interna. Ela levou o corpo um pouco para frente e agarrou os lençóis na altura da cabeça do meio-youkai. Em seguida, contraiu as nádegas e levou o quadril um pouco para cima e começou a fazer movimentos curtos e firmes, para frente e para trás. Primeiro, bem devagar e depois foi acelerando, acelerando. Quando bem rápido, parava e voltava a executar os movimentos com lentidão. E Naraku se contorcia sob a bruxa, abrindo a boca, revirando os olhos, erguendo o tórax e soltando um grunhido entre um suspiro e outro. E ele ficava sob suprema tensão sempre que via a imagem da bruxa se confundir com a da sacerdotisa. Enquanto isso, O-Ren mantinha seu rosto voltado para o teto, vez ou outra olhava para baixo, achava graça em ver Naraku se controlar, se constranger e se soltar, no entanto, depois, certo incômodo lhe subia à cabeça e ela voltava a olhar para o alto, parecia que procurava evitar manter seus rostos muito próximos. Ela então seguiu com os movimentos, o ajustando para que ela e o meio-youkai atingissem o ápice juntos. Quando chegaram, Naraku conteve seu fluido mais uma vez, e a moça emitiu um gemido bem solto; e ele ouviu aquela voz lúbrica, grave, porém bem feminina, junto com a voz séria e doce de Kikyou. Aquilo o fez tremer da cabeça aos pés. Depois, a bruxa começou a massageá-lo com seu próprio corpo, vez o outro o lambendo, mordiscando e beijando, estava o "relaxando" para o próximo movimento.
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Enquanto isso, Byakuya estava no alto da árvore, de pernas cruzadas, braços encerrados nas mangas do quimono e com aquela expressão de tédio.
– Aff... Até quando isso ainda vai demorar? – reclamou, bufando.
De repente, seus olhos ultravioletas avistaram pontinhos se moverem, não viu com muita clareza, mas com certeza viu: o grupo de InuYasha se aproximava. Ainda estava longe, mas já podia ser visto.
– Oh, céus! Eles estão chegando! É o meu momento de entrar em ação. Mas antes, preciso saber como andam as coisas na cova da bruxa – disse, fazendo seu olho direito sair do seu rosto.
Byakuya então lançou sua montaria de origami e pulou sobre ela, indo em direção ao grupo de InuYasha a toda velocidade. Enquanto isso, seu olho adentrou o aposento da bruxa, ela estava ainda "torturando" Naraku com sua massagem. De tão embevecido, o meio-youkai não percebeu a presença de seu servo, que tentava fazê-lo dar-lhe atenção. O-Ren percebeu, erguendo uma mão como se fosse atacá-lo. Byakuya fez seu olho sair de lá às pressas, antes que a mulher percebesse suas intenções. Ela apenas bufou, achando se tratar de um youkai curioso.
– O que foi? – indagou Naraku, ofegante.
– Nada não, relaxa – riu-se.
– Humpf!
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– Maldição! – resmungou o ilusionista. – E ainda me obriga a ver uma cena dessas. Tudo bem, Byakuya, acalme-se, está tudo sob controle, é só fazer o que o Naraku mandou – tentou acalmar-se. – Ai, que inferno, o pior é que dependo da anta do InuYasha, espero que ele colabore, mas acho meio improvável que não use aquela técnica!
Quando enfim com o grupo do meio-youkai cão à sua frente, o ilusionista desceu um pouco, ficando a cerca de dois metros do chão e já com sua flor de lótus em punho.
– Byakuya das Ilusões! – exclamou Sango.
A exterminadora estava montada em Kirara, junto com Miroku; Kagome estava nas costas de Kouga e Sesshoumaru já havia se juntado ao grupo, apesar de ignorá-los. InuYasha estava bem mais atrás, voando baixo, montado em um cavalinho de brinquedo produzido pela mágica de Shippou ¹ , que agora estava em seu ombro.
– Grrr, mas que cacete, Shippou! Estou ridículo sobre esta coisa – resmungava.
– É o único jeito! Se bem que mais cedo ou mais tarde você será descoberto nessa forma – replicou o youkai raposa.
Considerando que Sesshoumaru sempre esteve na frente de todos por ser mais rápido e que Kagome usou-se do pretexto de ir com Kouga por estar instável com InuYasha – o que de fato acontecia – era até fácil camuflar o humano. No entanto, naquele momento alguém já descobriria.
– Ah! – gritou Shippou. – É o Byakuya!
Essa não!, preocupou-se InuYasha, enquanto se aproximava cuidadosamente.
Mais à frente, o ilusionista causava problemas para os outros:
– Boa noite, pessoal! Desculpem-me por ter aparecido assim tão abruptamente, mas tenho ordens para não deixá-los passar agora – disse sorrindo, forjando uma sublime calma.
O ilusionista então sacou sua garrafa e fez surgir uma horda de youkais. Depois, sacudiu a flor, fazendo surgir outra horda de youkais, falsos. Na dúvida, o grupo atacava a todos.
– Bakusaiga! – bradou o youkai branco.
– Goraishi! – bradou o youkai lobo.
– Vai! – bradou Kagome, atirando sua flecha.
– Osso Voador! – bradou a exterminadora.
– Buraco do...
– Miroku! – alertou Sango ao monge, ele havia esquecido que não mais possuía aquela arma.
– Parece estranho, mas sinceramente, fiquei frustrado agora! – disse.
Distraídos, um youkai verdadeiro quase os atingiu, mas InuYasha, que se aproximou demais e displicentemente, o cortou com sua Tetsusaiga sem transformação.
– Ei, fiquem atentos! – alertou o humano, aos sussurros. – Muitos deles são falsos, mas outros são reais!
Byakuya fora privilegiado, o primeiro inimigo de InuYasha a descobrir seu fabuloso segredo. Ao vê-lo daquele jeito, o olho esquerdo do youkai se arregalou tanto que quase saiu da cara também.
Maldição! Mas que merda é essa?! Não me diga que esse palerma vira humano justo agora?! O que eu faço, o que eu faço?!, berrou em seus pensamentos. Desse jeito está tudo arruinado, a infeliz da espada não se transforma, não há técnica, não posso fazer o que Naraku me ordenou!
O ilusionista continuou usando truques para mantê-los todos lá, enquanto isso pensava numa maneira de avisar Naraku sobre o "pequeno" equívoco que acontecera sem levantar suspeitas da bruxa.
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Não aguentando mais as provocações de O-Ren, Naraku a segurou com força pelos braços, sentou-se de pernas cruzadas e a fez ficar em seu colo, penetrando-a com vontade e fazendo a mulher emitir um gemido alto.
– Como é, isso não vai acabar nunca?! Eu quero a minha Kikyou! – bradou sério, fazendo-a assustar-se.
– Acalme-te! – sorriu-lhe. – Tu já irás vê-la.
O meio-youkai então deu uma boa olhada em O-Ren, daquele jeito sobre ele, igualzinho a primeira vez em que tocou na sacerdotisa. Um arrepio intenso percorreu-lhe todo o corpo, fazendo-o até revirar os olhos. A bruxa achou graça. Naraku emitiu um forte suspiro, apoiou seu rosto em um dos ombros da feiticeira, segurou seus pulsos ao redor da moça, na altura da lombar, e começou a balançar seus corpos com intensidade.
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– Youkai à direita! – berrou Sango, desferindo seu bumerangue.
– Ilusão à esquerda! – berrou Miroku, dispersando o falso demônio com seu cetro.
Enquanto isso, Byakuya não desgrudava seu olho de InuYasha que, escondido entre as árvores retorcidas, balançava sua espada feito um pedaço de pau, para lá e para cá, sem quaisquer rastros de energia sinistra. O ilusionista olhou para o céu, não havia como saber se o amanhecer estava próximo, a lua desaparecera e a atmosfera da floresta era completamente soturna. Aproveitando-se de sua distração, Sesshoumaru saltou até o Tsuru e deu-lhe um belo soco no rosto, fazendo-o cair e a montaria se desarmar.
– Bakusaiga! – anunciou o canídeo, erguendo sua arma.
– Nem pensar! – berrou o outro, empunhando sua flor e desaparecendo, enquanto o youkai branco abria uma fenda na terra.
Com ele fora de cena, as ilusões acabaram e o caminho voltou a ficar livre. E lá foram todos, ainda mais velozes. E InuYasha ainda mais escondido, sobre o cavalinho "upa upa" de Shippou.
– Senhor monge, o Naraku está querendo que cheguemos num instante planejado, o que acha que ele está tramando? – indagou a exterminadora.
– Eu não sei, Sango. De qualquer forma, é bom que a gente se apresse, não podemos baixar a guarda com o Naraku assim tão facilmente, vamos lá!
Porém, mais veloz do que eles estava Byakuya, montado em outro grou de origami. Sua face esboçava um nervosismo intenso, seus dentes se empurravam, suas sobrancelhas estavam super erguidas e seu olhar alucinado; as veias de seu pescoço estavam exaltadas, de sua testa se desprendiam gotículas de suor e sua pulsação acelerada.
O que eu faço, o que é que eu faço?!, continuava a rezingar em pensamento.
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Enquanto isso, Naraku continuava balançando seu corpo para frente e para trás, mas desta vez olhando fixamente para O-Ren. Via na bruxa Kikyou; via em Kikyou a bruxa. Seu peito inflava e desinflava com dificuldade, seus olhos estavam agitados e vez ou outra ele emitia grunhidos, de prazer e tormento. Entretanto, um estranho evento chamou-lhe a atenção: a expressão de O-Ren. A bruxa não estava o olhando de forma maliciosa, com seu sorrisinho debochado de canto de boca. A mulher o encarava tensa, com os olhos também agitados, a boca entreaberta, uma respiração descompassada, que mais parecia por nervosismo do que por esforço físico; suas mãos estavam apoiadas nos ombros do meio-youkai e o apertavam vez ou outra, parecendo tentar camuflar um tênue tremor que vinha de seu corpo. Naraku remexeu as sobrancelhas, apertou o olhar e a encarou com estranheza. Ela então deu um sorriso aos suspiros, olhando para baixo. O meio-youkai estranhou ainda mais quando ela se pronunciou:
– Tu... És igualzinho a ele.
O quê? Igualzinho a quem? Naraku nada disse, apenas esperou que a bruxa falasse um pouco mais. E ela o fez, ainda olhando para baixo:
– Eu não devia ter feito aquilo com ela. Com eles... Pobrezinhos! Huhuhum... – riu-se, mesclando alegria e tristeza, parecia louca.
– Quem? Do que está falando? – não resistiu e indagou Naraku, pela primeira vez, vira a bruxa demonstrar alguma fraqueza, aquela poderia ser a chance perfeita para mudar o curso de sua história.
– Aquela pobre mulher, ela retirou cada pedaço daquele corpo do fundo do mar, enfrentando bestas e outros obstáculos, arrastou aquele fétido amontoado de carne e, quando chegou... Há, há, há... – disse, mais uma vez feito louca e de cabeça baixa.
– O-Ren, por favor, o que está acontecendo? – insistiu. – Há algo que a faz sangrar? Vamos, diga-me o que é – insistiu novamente, apoiando a cabeça da bruxa em seu ombro esquerdo e dando-lhe um caloroso abraço. – O que é? – sussurrou no ouvido da moça, que soluçava. – Diga-me o que é... – sussurrou ainda mais baixinho. – Talvez eu possa ajudá-la – disse docemente, enquanto seus olhos estavam carregados de sadismo e em seus lábios se desenhava um sorriso irônico.
Naraku então a abraçou ainda mais forte, acariciou a cabeça da moça e continuou sussurrando, entre um beijinho e outro, próximos à orelha da bruxa e a arrepiando com sua respiração tão achegada; seu quadril balançava sutilmente, como quem apenas não quer perder o embalo:
– Vamos, vamos... Diga-me. Diga-me o que é!
Ah, como ele foi cortês e carinhoso, faria o coração de qualquer donzela tristonha se dissolver com tanta galhardia. Talvez até mesmo o de uma youkai. Mas, O-Ren era bem durona:
– Tira as mãos de cima de mim! – bradou, saindo do colo do meio-youkai e afastando-se um pouco, indo em direção à laguna, ainda de cabeça baixa e com a respiração descompassada.
Maldição!, praguejou Naraku, a olhando.
– O que pensas que sou, Naraku, uma humana burra que cairia na tua conversa de cavaleiro gentil?! Deveria matá-lo pela afronta – resmungou, erguendo a cabeça.
E os olhos da bruxa tremulavam, sua boca ainda entreaberta; seu coração estava agitado. O meio-youkai virou-se um pouco para ela, escondendo seu sexo, ainda bem ereto, com os braços. O-Ren cobriu seus belos seios com o braço direito e voltou metade de seu corpo para ele, o chamando:
– Naraku! Tens razão, já durou demais – disse com sua expressão costumeira. – Já está em tempo de reveres tua querida sacerdotisa, vá recompor-se!
Naraku a encarou de um jeito tenso, parecia desesperado. Finalmente chegara o momento de reencontrar Kikyou. Os últimos e fatais instantes se aproximavam, o epílogo de sua angústia estava para ocorrer.
-:- CONTINUA...
¹ No episódio 104 de "InuYasha" – 4ª temporada; Mukotsu, o Doku Tsukai, se aproxima / Mukotsu, o envenenador – Shippou cria um cavalinho mágico de brinquedo para procurar InuYasha, que estava tendo uma batalha com Jakotsu, enquanto todos os outros do grupo havia sido apanhados por Mukotsu.
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NOTA: Pessoal, não rolou, minha universidade acabou de voltar de greve e tive uma semana bem agitada, prova, entrega e apresentação de trabalho, tudo isso após 4 meses de paralisação. Uma correção: no capítulo 8, eu disse que Miroku havia pedido Sango em casamento, mas ele já havia o feito (5ª temporada, episódio 132: A confissão mais perigosa do houshi Miroku / A mais perigosa confissão de Miroku); bem, consideremos como uma oficialização. Pelo menos eu finalmente trouxe o desenho que prometi da O-Ren, não ficou excelente (considerando que adaptei uma imagem do Sesshoumaru e uma da Athena), a cor está péssima, mas dá pro gasto. Para ver, acessem a página do capítulo no AnimeSpirit e digam-me se ela é mesmo belíssima ou devo ser mais criativa. Capítulo 11, dia 28 ou 31 de outubro, se tudo ocorrer bem. Até a próxima!
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