Então, como prometido aqui esta o capitulo, ficou muito grande não acham? acho que terei que começar a fazer capitulos menores para ter atualizações mais rapidas.
CAPITULO DEZ
Se passaram horas desde quando o casal havia dormido no quarto de Helena, o sol já não estava no céu, a lua grande e iluminada decorava o céu no seu lugar enquanto os dois descansavam relaxados na cama, juntos havia sentido coisas diferentes, principalmente Helena que em toda sua vida nunca imaginara ficar nua na frente de Carlinhos ou de algum Weasley.
Em meio ao silencio do apartamento um estridente barulho começou a ser ouvido pelos dois que vagarosamente foram se mexendo, em segundos os dois puderam reconhecer o barulho sendo do telefone, não estavam com a menor vontade de se levantar.
— Deixa que eu atendo. — Falou Carlinhos tirando a morena vagarosamente de seu peito, ela continuava nua e ao vê-la se espreguiçar não pode deixar de sorrir.
Carlinhos se levantou e foi para a sala enquanto a morena em alguns minutos se levantou e foi até seu guarda roupa, abriu uma de suas gavetas de roupas intimas e estava escolhendo um quando sentiu alguém a abraçar por trás, não precisou se virar para saber que era ele.
— Você bem que poderia me deixar escolher né? — Perguntou Carlinhos sorrindo enquanto ela ainda mexia nas roupas.
— Ta bom, mas eu vou escolher a roupa que colocarei por cima, quem era no telefone? Sem contar que você não deveria atender, já que com certeza era para mim já que sou a dona do apartamento. — Falou Helena indo até uma das portas do guarda roupa e olhando delicadamente cada peça de roupa que tinha ali, por não querer usar nada apertada ela pegou um vestido leve que tinha apenas uma fita abaixo do busto para prender ao corpo.
— Era seu pai, ele disse que vai estar aqui em menos de duas horas. — Respondeu Carlinhos saindo do quarto antes que ela perguntasse onde ele estava indo, enquanto o ruivo não aparecia ela tirou o vestido do cabide e se sentou na cama com ele no colo — Vai usar essa. — Falou Carlinhos jogando a sacola de roupa que eles haviam comprado mais cedo.
— Mais essas são novas. — Falou Helena.
— Não serão mais depois que colocá-la no corpo. — Respondeu Carlinhos sorrindo, nem se importou quando ela bufou de raiva e começou a vestir as roupas intimas.
— Para que meus pais vai vir aqui? — Perguntou Helena confusa se curvando para colocar a calcinha, sentiu seu corpo corar ao ver que pela sua posição parecia estar a disposição de qualquer coisa que o ruivo pedisse, como uma escrava.
— Disseram que querem apenas jantar com a menininha deles, e vamos combinar que um pai não precisa de motivos para querer ver a filha, ainda mais sabendo que ela a qualquer momento vai querer ir para um país do outro lado do mundo. — Falou Carlinhos.
— Há é, eu me esqueci que havia dito querer ir para lá. — Falou Helena colocando os braços nas alças do sutiã e se virando para que o ruivo o fechasse em suas costas — Porque eu tenho que dormir nua e você de cueca?
— Existe uma grande diferença entre uma mulher dormindo nua e um homem dormindo nu, sem contar que eu não sou do tipo que gosta de dormir com tudo solto. — Falou Carlinhos rindo descendo as mãos pelas costas da morena após ter fechado o sutiã da mesma, ela se distanciou e tratou de vestir o vestido rapidamente.
— Deve ser um dos poucos que eu conheço que não goste, não vai se vestir? — Perguntou Helena prendendo os cabelos com um palito e saindo do quarto, o ruivo a seguia por toda parte.
— Falta muito para daqui duas horas, não acha? — Perguntou Carlinhos sorrindo e a seguindo até a cozinha, a mesma mexia nas sacolas que estava em cima da mesa, com todos os ingredientes que usariam para a janta, o ruivo se aproximou por trás dela novamente e passou um de seus braços pela cintura dela e a puxando até uma cadeira, se sentando e a fazendo sentar em seu colo.
— Não esta com fome? — Perguntou Helena.
— Na verdade não, mas então, o que vamos fazer até o jantar? — Perguntou Carlinhos acariciando a cintura dela, ele virou seu rosto para perto do dele.
— Vamos começar a cozinhar. — Respondeu Helena sorrindo.
— Mas já? Vamos acabar terminando antes que seus pais cheguem. — Falou Carlinhos com o cenho franzido.
— Eles vão chegar em menos de duas horas Carlinhos e não daqui a duas horas, e temos que fazer bastante coisa, podemos muito bem fazer tudo com calma e não com pressa. — Falou Helena pegando o livro de receita e o abrindo — Vamos ficar um bom tempo sem fazer nada.
— Porque? — Perguntou Carlinhos sentado observando a morena ler o livro sentada em seu colo.
— Porque para desfiar o frango teremos que colocar ele para cozinhar e demora um pouco, vamos fazer assim, você vai se vestir, eu vou lavar o frango e colocar para cozinhar, nos encontramos na sala e eu lhe ensino algumas coisas de português, podemos assistir ao filme que eu aluguei, para você ver o sotaque e todo o resto. — Falou Helena se levantando.
— Posso colocar apenas um moletom? — Perguntou Carlinhos.
— É claro, fique a vontade. — Falou Helena para o ruivo que assentiu e saiu da cozinha, enquanto isso a morena pegava uma panela de pressão e colocava uma boa quantidade de água, colocando a mesma em cima de uma das bocas de fogão sem ligar o mesmo, foi até a geladeira e pegou o frango que conseguira guardar antes que o ruivo a agarrasse em plena cozinha algumas horas antes, o tirou da embalagem e colocou em um uma vasilha quase duas vezes maior que o mesmo, o lavou com cuidado e colocou na panela, fechando a mesma e ascendendo o fogo logo em seguida, foi para seu quarto e revirou algumas gavetas a procura de um dicionário da língua portuguesa, enquanto saia do cômodo trombou com Carlinhos que vestia apenas o moletom de cor cinza.
— O que é isso? — Perguntou Carlinhos olhando para o dicionário, ela logo iria responder ele com sarcasmo, mas se lembrou que ele não falava e muito menos sabia ler português.
— Um dicionário de português. — Respondeu Helena seguindo o ruivo que foi para a sala e se jogou na primeira poltrona que viu — Eu não estou com a menor vontade de ficar espremida com você nessa poltrona ou no sofá, vou pegar um colchão.
— Quer ajuda? — Perguntou Carlinhos rindo.
— É um colchão inflável, não preciso de ajuda, vai colocando o filme por enquanto que eu pego ele. — Falou Helena colocando o dicionário em cima da mesinha de centro, ela sumiu antes que o ruivo pudesse dizer algo, ele colocou o filme e com um aceno de varinha fez com que a mesinha saísse do centro da sala, sabendo que a morena iria colocar o colchão ali.
— Agora sim eu vejo do porque de não precisar da minha ajuda. — Falou Carlinhos sorrindo ao vê-la trazendo o colchão flutuando com o uso de magia é claro, ela riu e o colocou onde antes poderia estar a mesinha.
— Olha só, alguém pensou um pouco. — Falou Helena sorrindo e sentando no colchão, estava de costas para o ruivo, folheava o livro varias vezes, em alguns momentos ela parava e lia alguma coisa e voltava a folhear novamente, nem mesmo percebeu quando o ruivo se colocou atrás dela, com as pernas em cada lado de seu corpo — Então cadê o... O que faz ai?
— Não vai lhe matar ficar aqui né? — Perguntou Carlinhos retoricamente.
— Não acha que esta exagerando no carinho? — Perguntou Helena o sentindo segurar em sua cintura e a fazendo se deitar em seu peito.
— Na verdade não. — Respondeu Carlinhos pegando o livro da mão dela e fazendo as mesmas coisas que antes, nem dando atenção ao olhar avaliador dela.
— Tudo bem, onde esta o controle? — Perguntou Helena.
— Esta... Aqui. — Falou Carlinhos olhando em volta a procura do objeto, quando o achou se esticou um pouco e o pegou em cima do sofá, entregando a morena logo em seguida, ele voltou ver o dicionário enquanto a mesma colocava o filme — Sobre o que é o filme?
— Comédia, não uma tão forte, é até um pouco chato, mas adoro a personagem principal. — Respondeu Helena sorrindo.
— Por onde vamos começar? — Perguntou Carlinhos entregando o dicionário a morena que o folheou.
— Bom, português é até um pouco fácil, você só tem que saber o som de cada letra, se você souber os sons, você irá conseguir, já no inglês é diferente, dependendo de uma letra que se junta a outra se forma uma palavra, as vezes uma letra em uma palavra não tenha o mesmo som que essa mesma letra teria em outra palavra, por isso é confuso. — Falou Helena gesticulando com as mãos.
— Entendi, mas na pratica mesmo, por onde começamos? — Perguntou Carlinhos a puxando para mais perto de si.
— Te ensinarei da mesma forma que aprendi a ler e escrever, com os sons de cada letra do alfabeto, depois iremos aprimorando, ou melhor, vamos começar pelas vogais que sã U. Escute as palavras que eu direi agora e veja se conhece alguma coisa comum uma com a outra ARANHA, ABELHA e ARVORE... Viu alguma coisa? — Perguntou Helena para ele que ficou pensando um pouco.
— A primeira letra tem o mesmo som. — Respondeu Carlinhos fazendo com que a morena sorrisse.
— Exatamente, esse é o padrão da letra A, mesmo que ela esteja no meio da palavra, no começo ou no fim sempre terá o mesmo som. — Respondeu Helena mostrando algumas palavras com a letra, uma de cada vez o ruivo foi aprendendo o som de todas as palavras, seja vogais ou consoantes — Quer tentar ler alguma palavra? — Perguntou Helena sorrindo para o ruivo que assentiu — Vamos começar pelas mais fáceis, sem acentos e nem palavras difíceis.
— Acento? — Perguntou Carlinhos confuso.
— Depois eu te explico, olha leia essas aqui. — Falou Helena apontando para algumas palavras que começava com a letra B, ele lia muito bem até, apenas achava estranho o modo que falava, seu sotaque era como dos gringo mesmo que ela encontrava no Brasil, engraçado.
— Do que esta rindo? — Perguntou Carlinhos.
— Não é nada, quer tentar escrever? — Perguntou Helena o vendo assentir novamente, deixou o dicionário com ele que observava atentamente as palavras e foi para seu quarto, pegou sua agenda mesmo e uma caneta, provavelmente ali não teria nenhum caderno, voltou para a sala e sentou entre as pernas dele, sem nenhum pudor — Aqui, eu falarei algumas palavras e você escreve, ta bom? — Perguntou Helena o vendo concordar como resposta — Vamos tentar aquelas palavras que eu disse, se achar que não consegue é só me avisar e passamos para a próxima. — Helena falou as três palavras, mas ele só conseguiu escrever a ultima, ela ainda não havia explicado as regras que existia entre nh, lh, ch.
— Fiquei confuso. — Falou Carlinhos passando as mãos nos cabelos.
— É normal, essas palavras são diferentes, veja irei escrever para você. — Falou Helena pegando a caneta e escrevendo as palavras.
— Achei que o H fosse mudo. — Falou Carlinhos a olhando.
— Sim, em algumas situações sim, na verdade na maioria, mas olhe que em algumas vezes ele aparece acompanhado de N, C e L, nesses casos você o pronuncia. — Falou Helena na forma mais comum que conseguiu, ele acabou rindo — Entendeu?
— Não. — Respondeu Carlinhos ainda rindo.
— Ta bom, não funcionou a minha tentativa de pronuncia, mas eu vou ler as palavras e você as escute bem, quando estiver nessa parte da palavra irei avisar. — Falou Helena lendo as palavras e quando estava no meio delas que era onde estava o H, ela riscava embaixo — Entendeu como se pronuncia?
— Mais ou menos, essas duas letras tem um som padrão? — Perguntou Carlinhos a vendo assentir — Então, se caso fosse um I no final dessa palavra, só mudaria o fim da pronuncia?
— Exatamente, o som dela só muda de acordo com a vogal que estiver depois das duas letras, como por exemplo ABELHINHA, o som só muda de acordo com a vogal que estiver em seguida. — Respondeu Helena para o ruivo.
— Vamos fazer diferente, olhe no dicionário, tem varias e varias palavras diferentes, você olha uma delas e a lê, eu tento encontrar essa palavra apenas ouvindo sua voz. — Falou Carlinhos para a morena que sorriu.
— Mas assim é muito fácil. — Falou Helena se distanciando e levando o dicionário com sigo.
— Só pra você que já sabe. — Falou Carlinhos rindo e tentando alcançar o dicionário de suas mãos, ela colocava o mesmo para longe e assim ele não alcançava — Helena. — Falou Carlinhos a chamando, ela continuou a sorrir e negar com a cabeça, até que soltou um grito ao sentir ser puxada pela perna e antes que pudesse fazer algo estava deitada em baixo do ruivo que tentava pegar o dicionário de suas mãos que ela a todo custo o deixava longe — Engraçadinha. — Falou o ruivo conseguindo pegar o dicionário e sorrindo para ela vitorioso — O que foi? — Perguntou Carlinhos vendo a seriedade em sua face.
— Nada. — Respondeu Helena.
Carlinhos iria perguntar novamente quando sentiu seu quadril se juntar ao dela forçadamente, estranhou aquilo e só depois percebeu que fora ela que havia feito aquilo, enlaçando suas pernas na cintura dele e o fazendo se deitar sobre ela.
— Foi um truque? — Perguntou Carlinhos sorrindo enquanto afastava os cabelos negros dos ombros dela.
— Não, mas você já deve ter decorado o fato de eu não desperdiçar o que é bom. — Falou Helena sorrindo, o ruivo teve o mesmo gesto ao sentir o carinho que ela fez em seu rosto com a mão delicada, fechou os olhos enquanto levava sua mão até a da morena que ainda estava em seu rosto, entrelaçou seus dedos e os colocou contra o colchão, mas não fora ele que iniciou o beijo e sim ela, foi algo calmo e proveitoso, nenhum dos dois intensificou o ato, para eles aquilo era o suficiente, mesmo que estivessem juntos por poucas horas sentiam como se estivessem juntos a muito tempo.
Carlinhos ficou confuso consigo mesmo ao ter o desejo de fazer aquilo, mas isso não o impedia, ele foi descendo com beijos pelo seu rosto, beijou os ombros e deu leves selinhos um pouco acima do seio, descendo logo em seguida para a barriga dela, com calma ele subiu todo o vestido dela, até o busto, deixando a intimidade e a barriga da morena a mostra, seu desejo por ela pareciam hipnotizá-lo, não conseguia se conter, fechou os olhos e deslizou o nariz por toda a extremidade da barriga, por um momento achou sentir que a barriga tinha um relevo maior, mas isso não o fez parar, distribuiu beijos por toda a pele e podia sentir Helena estremecer em baixo de si, fez o mesmo gesto de antes, acariciar a barriga com a ponta de seu nariz, até senti-la começar a rir.
— Faz cosquinha. — Falou Helena rindo enquanto via o ruivo sorrir e deitar sua cabeça em sua barriga, ela colocou as mãos nos cabelos vermelhos e ondulados dele, era difícil bagunçá-los, já que os cachos pareciam uma amola que voltava ao normal quando soltado.
— Sua barriga esta crescendo. — Falou Carlinhos movendo o rosto pela barriga novamente.
— Sua barba me faz cócegas Carlinhos. — Falou Helena rindo e nem ao menos ouvindo o que ele havia dito.
— Você não me ouviu né? — Perguntou Carlinhos retoricamente, ao ver ela o olhar como se questionasse o que ele estava dizendo — Sua barriga já esta crescendo, sente? — Perguntou ele pegando a mão dela de seus cabelos e passando vagarosamente pela barriga.
— Eu nem havia percebido. — Falou Helena sorrindo de olhos fechados — Vamos para a cozinha? Acho que o frango já esta bom. — Falou Helena vendo ele assentir e se sentar, ela fez o mesmo e antes de se levantar deu um leve selinho nos lábios do ruivo — Mais tarde ou se não outra hora a gente continua, tudo bem?
— Continuar o que? A me ensinar o português ou continuar o que eu estava fazendo na sua barriga? — Perguntou Carlinhos sorrindo ao vê-la ficar vermelha, ele se levantou e juntou seu corpo ao dela.
— Ninguém nunca fez algo do tipo comigo, foi muito gentil e carinhoso. — Falou Helena colocando sua mão no peito desnudo dele.
— Sabe porque ninguém nunca fez? — Perguntou Carlinhos sussurrando em seu ouvido enquanto ela negava — Porque é a sua primeira gravidez.
— Pode ser minha ultima. — Falou Helena de cabeça baixa.
— Você lembra do Felipe e do Fernando? — Perguntou Carlinhos fazendo com que a morena girasse o corpo, abraçando ela por trás — Eu confio que você vá encontrar ele por ai.
Helena sentiu vontade de perguntar sobre Miguel, o que seria dele? Já que as pessoas que eram para ser seus pais nunca ficariam juntos seriamente ou teriam um relacionamento.
— Nem assistimos ao filme. — Falou Carlinhos olhando brevemente para a televisão.
— Acho que você só vai precisar da ajuda dele quando já saber escrever e ler tudo em português. — Falou Helena desligando a televisão e seguindo para a cozinha, pode ouvir os passos do ruivo atrás de si.
— Pode deixar que eu cuido disso. — Falou Carlinhos se referindo a panela de pressão que estava no fogo, ele esperou Helena se distanciar e levantou o pino da panela, ficando bem longe do vapor, quando terminou o ruivo com o auxilio de um pano de prato tirou a panela de cima do fogão e o levou a pia, colocando embaixo da torneira e ligando a mesma, deixando com que a água fria encobrisse a panela que fumegava — E eu quero que você fique longe de panelas de pressão, morena.
— Chato. — Falou Helena com uma vasilha de batatas na mão, ela passou por trás do ruivo e o mordeu levemente nas costas.
— Estou falando sério. — Falou Carlinhos para ela, mas não pode deixar de sorrir para a mesma.
Ele abriu a panela e deixou que água a enchesse, não conseguiria tirar o frango de dentro com a água em alta temperatura, deixou que a panela transbordasse, desligou a torneira e esperou alguns minutos, com as pontas dos dedos viu a temperatura da água e ao ver que estava fria foi até o armário e pegou uma vasilha grande, depositando o frango na mesma e a colocando em cima da mesa.
— Vamos trocar de atividade? Você desfia o frango e eu corto as batatas. — Falou Carlinhos a levantando e sentando em seu lugar, antes que ela pudesse falar alguma coisa ele pegou a faca de suas mãos e começou a descascar as batatas.
Eles ficaram em silencio mais uma vez, Carlinhos descascava as batatas e em alguns momentos olhava para a morena que estava penetrada no frango, varias vezes a via tirar ossos do frango que encontrava entre a carne branca.
— Terminei. — Falou Carlinhos.
— Pega uma panela comum e coloca uma boa quantidade de água, depois é só colocar a batata dentro e deixar cozinhar. — Falou Helena para ele que assentiu.
— Vou ficar sem fazer nada mais uma vez? — Perguntou Carlinhos fazendo o que ela pedira, se sentou de frente para ela, a olhando continuar a desfiar o frango.
— Já vou terminar aqui e lhe faço companhia. — Falou Helena sorrindo para o ruivo que assentiu, não demorou muito e ela tinha terminado — Ou melhor, você vai ter que ficar sem fazer nada, já que eu tenho que descascar a cebola, porque não faz o mesmo com o cheiro verde?
— Vamos mudar de novo. — Falou Carlinhos sorrindo pegando a cebola e entregando o cheiro verde para ela.
— Esta cuidando demais de mim, Carlinhos. — Falou Helena se curvando por cima da mesa, se aproximando um pouco mais do ruivo que fez o mesmo.
— Aproveite agora. — Falou Carlinhos dando vários selinhos nela que correspondeu antes de começar a picotar o cheiro verde, não demorou muito e ela já havia terminado e logo em seguida o ruivo que havia cortado a cebola em cubinhos.
— Olha só, alguém sabe cortar. — Falou Helena pegando a tábua onde ele havia cortado a cebola — Vou fritar a cebola e quando eu pedir o frango, você me entrega? — Perguntou Helena para ele que assentiu.
Ela pegou uma panela e colocou em cima de uma boca do fogão que já estava acesa, colocou uma boa quantidade de óleo e logo em seguida a cebola, achou que ficaria sem gosto e por isso colocou um tempero que daria um gosto melhor, ou se não diferente, pegou o livro e o leu um pouco.
— Me passa o frango. — Pediu Helena para o ruivo que logo lhe entregou a vasilha que tinha todo o frango desfiado, ela o jogou na panela e mexeu bem, antes que pudesse pedir o cheiro verde viu ele entregar o mesmo, jogou na panela e mexer mais uma vez — Pega a massa de tomate ali no armário? — Pediu Helena para o ruivo que logo o fez, a entregando logo em seguida, ela adicionou a massa de tomate na panela e mexeu bem — Só esperar um pouco. — Falou Helena tampando a panela e se virando, dando de cara com o ruivo que estava encostado na mesa — Então, eu estava pensando em...
— Diga. — Falou Carlinhos a puxando para mais perto de si, uma de suas coxas estava entre as pernas da morena, bem perto de sua intimidade, mas não faria nada naquela hora.
— Uma salada de frutas seria ótimo. — Falou Helena com a cara pensativa.
— Nesse ponto de vista você tem razão, quer fazer? — Perguntou Carlinhos — Eu posso ir rapidinho no mercado comprar as frutas.
— Não, o que não falta aqui em casa é fruta. — Falou Helena se afastando e indo até a geladeira, ela curvou seu corpo por inteiro dando uma vista privilegiada do seu bumbum para o ruivo que suspirou, não se contendo ele se aproximou dela e colocou seu quadril no bumbum dela, ou melhor, seu membro a fazendo pular de susto — Carlinhos! Pare de graça. — Falou Helena sentindo suas costas bater contra o peito dele — Vamos fazer a salada.
— Ta bom. — Falou Carlinhos sorrindo e indo até a mesa, onde a morena espalhava varias e varias frutas que pegara na geladeira — Porque tanta fruta?
— Bom, a minha idéia era de que como eu não iria cozinhar tentaria me alimentar bastante de frutas, tipo eu poderia passar o dia comendo frutas e durante a noite sairia para jantar em algum lugar. — Falou Helena dando de ombros, ela correu até o fogão e desligou a boca em que estava a panela do frango — Ficou muito bom. — Falou Helena comendo um pouco do frango — A batata ainda não esta boa, então vamos picotar as frutas.
Os dois se sentaram lado a lado e juntos começaram a cortar varias frutas diferentes, quase todas em cubos.
— Onde você arrumou essas frutas? Algumas eu nunca comi, o que é isso? — Perguntou Carlinhos pegando uma fruta de cor verde, a morena ao ver riu.
— Eu não acredito que você nunca comeu goiaba, ela é tipicamente brasileira, eu conheço um lugar aqui em Londres que vendem frutas de tudo quanto é lugar. — Falou Helena — Experimenta, ela pode ser comida de casca e tudo.
— Certeza? — Perguntou Carlinhos.
— Quando pequena eu subia no pé de goiaba dos visinhos e com preguiça e ao mesmo tempo com gula eu comia tudo de uma vez, com casca e tudo. — Respondeu Helena sorrindo.
— É muito boa, diferente por causa dos caroços. — Falou Carlinhos sorrindo.
Quando terminavam de picar uma das frutas os dois colocavam os cubos em um refratário, na mesma tinha maçã, goiaba, uva, pêssego, morango, kiwi, amora, abacaxi que o ruivo picara por pedido da morena e até mesmo pêra.
— Acho que já chega de frutas. — Falou Helena pegando um cacho de uva que o ruivo começaria a tirar as frutas do cacho, ela começou a comer sendo observada pelo homem ao seu lado — Eu estava pensando, que tal pegar um pouco daquele mousse, colocar um pouco mais de creme de leite e fazer uma calda para a salada?
— Ficaria ótimo, mas antes de fazer isso eu vou pegar um pouco do doce pra mim. — Falou Carlinhos para a morena que assentiu, ele se serviu do doce enquanto a morena fazia o que havia dito, ela pegou o mousse e colocou na jarra do liquidificador, adicionou mais creme de leite e mais leite condensado, batendo tudo logo em seguida. Ela despejou a calda por toda a travessa de frutas e logo em seguida o colocou na geladeira.
— Vai me dar um pouquinho né? — Perguntou Helena fazendo cara de cachorro que caiu da mudança.
— Estou cheio, pode ficar. — Falou Carlinhos depois de comer uma ultima colherada e entregar o doce para a morena que logo terminou de comer e o colocou na pia.
— As batatas estão boas. — Falou Helena pegando a panela na qual a água borbulhava de tão quente, com a ajuda de um pano colocou a panela na pia enquanto ia até o armário, pegou a batedeira e colocou no balcão onde tinha uma tomada, colocou as batatas no recipiente da batedeira e bateu todos — Pegue o creme de leite ai pra mim. — Pediu Helena para o ruivo que fez o que ela pedira, jogou o ingrediente junto do purê e depois o bateu novamente.
— Acho que já podemos montar, só falta um refratário, diga que aquele onde colocamos a salada de fruta não é o único refratário que você tem aqui. — Falou Carlinhos para a morena que riu.
— Não, aquele não é o único, na verdade era o médio, tem um maior ali. — Falou Helena indicando uma parte do armário, onde foi que ele pegou o refratário e o colocou em cima da mesa — Esquecemos do queijo, eu vou ralar ele, já vai ligando o forno, para assim quando terminarmos de montar ele estará quente.
Carlinhos ficou observando Helena ralar o queijo por vários minutos até ela o olhar sorrindo.
— Finalmente vamos terminar, quer me ajudar a montar? — Perguntou Helena para o ruivo que assentiu dando de ombros, eles fizeram como dizia no livro, colocar uma camada de purê, outra de frango e quando já estava na metade do refratário eles colocaram o queijo, voltando a jogar o resto do frango e do purê, depois que não sobrou nada de nenhum dos dois ela fechou o refratário com uma camada de papel alumínio — Agora é só colocar no forno, pra gratinar.
— Deixa que eu coloco. — Falou Carlinhos, antes que ela pudesse falar alguma coisa, ele pegou o refratário e com cuidado colocou no forno, ele voltou para perto da morena logo em seguida e aproximou seu corpo do dela mais uma vez naquele dia — Esta vendo, não é tão difícil cozinhar.
— Com a ajuda de um livro é claro que não. — Falou Helena sorrindo.
— Não, sem a minha ajuda você não conseguiria. — Falou Carlinhos deslizando suas mãos pelas coxas da morena e levantando o vestido cada vez mais, até chegar em uma região que tampasse apenas seu bumbum, ela retrucaria alguma coisa quando se assustou ao ser levantada e colocada em cima da mesa, o ruivo abriu suas pernas e se colocou no meio delas.
— Pare de se achar demais. — Falou Helena enlaçando suas pernas na cintura dele.
— Eu tenho que me achar, confesse que ninguém a fez gemer tanto apenas com dedos. — Falou Carlinhos deslizando suas mãos pelo corpo dela até parar nas costas, a puxando para mais perto de seu corpo e grudando suas testas.
— Você demora demais, esse é o seu problema. — Falou Helena o beijando no momento em que ele fez cara de bravo, o ruivo é claro logo começou a corresponder, a morena levou uma de suas mãos para a cintura dele e a outra para seus cabelos, não se agüentava, queria ele cada vez mais perto de seu corpo, ao mesmo tempo que puxava o rosto dele para mais perto do seu, forçava suas costas a ir para frente e assim seus corpos tinham mais contato, ela estremeceu ao sentir ele apertar com força suas coxas antes de se afastar a sustentando, ele não soube como, mas sem menos abrir os olhos conseguiu chegar a sala, com cuidado ele a deitou no colchão de ar e se deitou por cima dela.
— Tira. — Sussurrou Helena passando seus pés por cima da calça de moletom dele, tentando tirar sem que precisasse se separar dos braços que a envolviam com obsessão.
Vendo que não conseguiria tirar a calça dele daquela maneira tirou suas pernas de volta do ruivo e girou seus corpos, ao estar por cima a morena foi descendo beijando o corpo do ruivo como o pescoço, o peito, a barriga e quando dava de cara com alguma cicatriz beijava de uma extensão a outra, as mãos macias desceram da barriga até chegar ao cós da calça, foi tirando calmamente até que toda a cueca dele estivesse exposta, nem se importou que a calça estivesse presa nos joelhos das pernas torneadas, ela estava de olhos fechados, apenas sentia o corpo do ruivo com as mãos, não conseguia se conter, mais cedo quando os dois estavam na mesma situação ela estava entregue, sendo guiada pelo que o ruivo pedia, era sempre ele que tinha a iniciativa e agora ela estava ali, o tocando daquela maneira, sua mão que tinha subido para a barriga dele foi deslizando, sentindo os poucos gominhos de sua barriga, era o suficiente para ela, em poucos segundos ela sentiu sua mão tocar o cós da cueca e logo em seguida ela estava por cima do membro dele, o acariciando vagarosamente, em um momento a ponta de seu nariz tocou aquela região e enquanto subia seu rosto podendo sentir o cheiro masculino que exalava dele, ela apertava o membro dele entre as mãos, podia sentir os poucos gemidos que ele tentava segurar.
— Helena, se continuar assim e não me deixar colocar ele dentro de você ficarei louco. — Falou Carlinhos sussurrando ao sentir a morena rebolar em cima de seu membro — Mudou de idéia quanto a não deixar?
— Eu não consigo... Parar... É tão bom... — Falou Helena sussurrando, soltou um forte gemido ao sentir uma das mãos dele ir para o seu seio e a outra para seu bumbum, apertando os dois lugares ao mesmo tempo.
Carlinhos girou seus corpos novamente, colocou suas mãos na cintura dela e foi subindo o vestido dela cada vez mais, até os seios onde tinha uma fita que o apertava um pouco abaixo, deixou os fartos seios expostos, logo em seguida juntou suas mãos com as da morena, colocando contra o colchão mais uma vez, sentiu ela enlaçar as pernas novamente em suas costas e por estar assim ele impulsionou seu membro para mais entre as pernas dela, a única coisa que separava suas intimidades era o pano da cueca e da calcinha.
— Posso sentir você molhada. — Falou Carlinhos olhando brevemente para a morena a ponto de vê-la ficar vermelha, seu olhar caiu um pouco mais abaixo, os seios dela pulavam exageradamente quando ele impulsionava com mais força.
— Tira ele. — Falou Helena levando suas mãos para o cós da cueca, ela com um pouco de dificuldade por causa da pressa abaixou a cueca dele até todo seu membro estar solto.
— Pode colocar? — Perguntou Carlinhos com a respiração descompassada.
— Pode, mesmo que eu vá me arrepender disso depois, eu não consigo controlar. — Falou Helena tentando tirar a calcinha ela mesma, o ruivo estava se arrumando em uma posição melhor quando a campainha tocou, no momento em que o barulho foi ouvido os dois paralisaram e ficaram se olhando — QUEM É? — Perguntou Helena com a voz alta, o ruivo ainda estava com as mãos no mesmo lugar.
— HELENA, É A GENTE, VIEMOS PARA JANTAR LEMBRA? — Perguntou a pessoa do outro lado da porta, no momento em que ouviram a voz reconheceram ser de Marlene, a mãe de Helena.
— Eu vou para o banho. — Falou Carlinhos se sentando e levantando a cueca, fazendo a mesma coisa com a calça, ele se levantou rapidamente e ajudou a morena a fazer o mesmo, ela estava se arrumando também, ergueu a roupa intima da parte de baixo, arrumou o sutiã que estava desconcertado e o vestido — Prende o cabelo.
— Porque você esta sussurrando? — Perguntou Helena sussurrando também enquanto procurava o palitinho de seu cabelo, já fazia um bom tempo que havia perdido ele, encontrou o mesmo em cima do colchão mesmo e logo tratou de começar a prender o cabelo.
— Para eles não saber que estávamos juntos aqui, qualquer coisa é só você falar que estava na cozinha e que eu estou tomando banho, vou ter que fazer isso mesmo né, já que fui deixado na mão de novo, até daqui a pouco. — Falou Carlinhos ainda sussurrando, antes de Helena se virar para abrir a porta o ruivo a beijou nos lábios e saiu andando apressado para o banheiro.
Helena passou as mãos nos cabelos, tentando deixar ele mais arrumado, foi até a porta e ao abrir se deparou não apenas com seus pais, mas também com Dorcas e Regulos.
— Achei que vocês estivessem viajando. — Falou Helena abraçando um de cada vez, ela se referia ao casal que não era seus pais, na verdade era seu tio e Dorcas, não costumava a chamar de tia porque era estranho e também porque Dorcas parecia ser bem mais uma amiga do que tia, Helena reparou no olhar confuso de seu pai ao abraçar ele.
— E estávamos, voltamos há uma semana. — Falou Dorcas sorrindo e entrando no apartamento, ela olhou para todos os lados maravilhada com a beleza do lugar.
— Você esta estranha, um pouco suada e quente. — Falou Sirius entrando e se sentando em uma poltrona da sala.
— É que eu estava na cozinha, lá esta um pouco quente por causa do forno, sem contar que eu tive que cozinhar um frango e batatas, então estou assim. — Falou Helena sorrindo abertamente, odiava quando seu pai era observador demais.
— Então, a Lene nos disse que Carlinhos estava morando com você, onde ele esta? — Perguntou Dorcas chamando a mãe de Helena pelo apelido.
— Hã? Eu acho que ele esta no banho, faz pouco tempo que ele falou que ia para o banho. — Falou Helena sorrindo o mais convincente possível — Vocês querem ir para a cozinha ou ficar aqui na sala?
— Eu quero conversar com você rapidinho. — Falou Marlene para a filha que mentalmente estava paralisada, será que Carlinhos deixara uma marca exposta nela e sua mãe percebera?
— Tudo bem, vai lá no meu quarto que eu vou tirar algo do forno e já irei ir conversar com você, só um minutinho mãe. — Falou Helena dando as costas a sua mãe e seguindo para a cozinha, sua desculpa era verdadeira até, se não tirasse o escondidinho do forno provavelmente queimaria, não sabia porque, mas sentia que a conversa entre ela e sua mãe seria longa, não poderia queimar o que poderia ser a melhor coisa da sua noite, em meio ao caminho para seu quarto a morena paralisou com esse pensamento, a melhor coisa na sua noite já havia acontecido, ou melhor, apenas metade dela, como pudera ficar tão louca com Carlinhos de uma hora para a outra? — Aconteceu alguma coisa? — Perguntou Helena ao encontrar sua mãe em seu quarto, se martirizou mentalmente por ver que nem ao menos havia arrumado a cama, sua mãe olhava atentamente todos os detalhes do quarto.
— Ficou lindo aqui. — Falou Marlene.
— Mãe, você já veio aqui antes, lembra? — Perguntou Helena rindo e se sentando na cama, por um momento seu vestido levantou, mostrando uma marca vermelha enorme em sua coxa, o ruivo apertara sua coxa com tanta força que a marcou, ainda mais naquela parte do seu corpo que era tão branco, ela abaixou o vestido o máximo que pode, e sem desviar os olhos de sua mãe pegou um travesseiro vagarosamente, colocando em seu colo logo em seguida.
— É difícil gerar uma criança sozinha, né? — Perguntou Marlene sorrindo carinhosamente para sua filha, a morena mais velha se sentou um pouco afastada da mais nova e bateu em suas coxas, recado esse para que Helena deitasse ali, ela logo fez aquilo, adorava ficar no colo da mãe, principalmente quando ela começava a mexer em seus cabelos, gesto esse que sua mãe começara a fazer agora.
— Nem tanto, o Carlinhos fica me enchendo o saco o dia inteiro, hoje por exemplo, ele não me deixou pegar a panela de pressão quente e muito menos colocar o refratário no forno. — Falou Helena bufando de raiva, ela viu as sobrancelhas de sua mãe franzir no que poderia dar resultado a uma pergunta.
— Ele é muito super protetor? — Perguntou Marlene para a filha que pensou um pouco.
— Não, ele é cuidadoso, disse que se fosse para eu poder fazer esse tipo de coisa, ele não precisaria estar aqui, entende? — Perguntou Helena para a mãe que assentiu.
— Entendo, dormiu durante a tarde? — Perguntou Marlene olhando para a cama, a morena mais nova procurou em sua cabeça um complemento para convencer a mãe.
— Sim, eu e o Carlinhos chegamos do shopping um pouco depois do almoço, como acordamos cedo e fomos dar uma volta chegamos cansados, então eu vim dormir e ele... Bom eu não sei o que ele fez. — Falou Helena dando de ombros.
— Foi por isso que não atendeu ao telefone? — Perguntou Marlene.
— Eu estava indo atender, quando vi ele passar pelo corredor apressado, só escutei ele gritando que iria atender. — Falou Helena rindo da própria mentira.
— Sei. — Falou Marlene vagamente, ela parecia pensar, por um momento ficaram em silencio e algumas duvidas passaram pela cabeça de Helena, queria perguntar e muito, só que não seria um pouco idiota fazer pergunta do tipo? Ou melhor, não ficaria muito na cara que ela teve algo com alguém?
— Mãe, posso te fazer algumas perguntas? — Perguntou Helena um pouco receosa.
— Sim, é claro, eu imagino que tenha alguma coisa a ver em ser gestante, tentarei ser o mais clara possível. — Falou Marlene sorrindo carinhosamente para a filha que suspirou.
— Você já teve desejos enquanto estava grávida? — Perguntou Helena.
— Filha, isso é normal nas grávidas. — Falou Marlene rindo.
— Não, eu estou dizendo em desejos... Sexuais. — Falou Helena sussurrando apenas a ultima palavra, estava com vergonha de falar aquilo com a mãe, era raro elas falarem daquele tipo de coisa, viu sua mãe ficar séria.
— Você... Viu alguma coisa que a fez ter desejos assim? Ou se não sentiu alguma coisa? — Perguntou Marlene com o rosto um pouco vermelho, como iria explicar sobre aquilo?
— Talvez eu tenha visto algo que me deixou um pouco... Quente. — Falou Helena sorrindo de vergonha.
— É normal, eu na sua gravidez nem precisava ver, como eu não tinha seu pai por perto costumava pensar nele e entre algum desses pensamentos eu acabava me envolvendo naqueles pensamentos com ele, não estou falando que fazia pensando nele, eu pensava nas vezes que estava com ele, principalmente na ultima, e posso confirmar que fiquei um tanto mole apenas com a cena no meu pensamento, acho que se o visse na minha frente não agüentaria. — Explicou Marlene começando a divagar em momentos que ela estava em seu quarto, ainda grávida e pensava em Sirius.
— É estranho lhe ouvir falar do papai desse jeito. — Falou Helena rindo.
— É porque você é filha dele, não conhece o desejo que uma mulher sente por ele, como eu e espero ser apenas eu mesmo. — Falou Marlene rindo do próprio ciúmes — Mas me diga, o que você viu que a deixou quente? Pode falar para mim, não vou sair correndo por ai gritando aos quatro ventos que você esteja interessada por alguém, ainda mais porque desejo e interesse são coisas completamente diferentes.
— Foi o... Há mãe quem mais seria? É o Carlinhos, aquele vagabundo, eu falei pra aquela coisa que ele podia se sentir em casa e hoje ele me aparece sem camisa, acho que mais um pouquinho na presença dele, eu já teria me entregado, ainda bem que ele foi para o banho. — Falou Helena tentando de todas as maneiras demonstrar que aquilo era verdade.
— Ai a história fica diferente, você sempre disse que o Carlinhos é o mais interessante da família. — Falou Marlene para a filha que tratou logo de se explicar.
— Ele parece uma garrafa de refrigerante de limão sem gás, não da para saber se é refrigerante mesmo ou água, se bem que essa minha comparação é tosca. — Falou Helena rindo de si mesma.
— Mas eu entendi, você diz que apenas olhar para ele não da para saber seu segredo, que quando você pensa uma coisa sabe que deve esperar outra? — Perguntou Marlene apenas para ter certeza, a morena em seu colo assentiu em concordância — É uma boa forma de pensar, mas como você pensa em acabar com esse desejo?
— Acabar com ele? — Perguntou Helena confusa.
— É, você só vai voltar ao normal quando saber o que é tocar no Carlinhos, já que você gosta do peito dele, vai ter que pedir permissão para fazer tal coisa, quem sabe você acaba recebendo caricia também? — Perguntou Marlene sorrindo fazendo a filha se sentar bruscamente.
— Mãe, que modo é esse de pensar? Eu não vou fazer nada com ele, vamos continuar do jeito que estávamos desde de manhã, nada vai mudar. — Falou Helena fingindo tomar decisão, a verdade era que sua decisão havia sido tomada a muito tempo.
— Tudo bem, espere até quando seus seios começarem a doer. — Falou Marlene dando de ombros.
— O que uma coisa tem haver com a outra? — Perguntou Helena confusa.
— A medica irá lhe dar uma poção para passar nos seios, eu confesso que é muito bom passar em si mesma, espere até lá e se alivie. — Falou Marlene rindo da filha que ficou um pouco vermelha — Eu confesso que pensei estar acontecendo algo entre você e o Carlinhos, porque é o que parece. — Falou Marlene apontando para a cama toda bagunçada — Você não é de deixar a cama assim, ela esta revirada demais para você ter apenas dormido ai, ainda mais sozinha, mas se você diz que estava cansada eu espero de tudo, afinal seu pai quando esta cansado só falta quebrar a cama de tanto que se mexe. — Falou Marlene rindo enquanto saia do quarto, a morena soltou um longo suspiro por ter conseguido dar a volta em sua mãe e como seu pai era curioso a faria contar tudo o que descobrira.
Helena foi para seu banheiro e com calma passou uma boa quantidade de água no rosto e no pescoço.
— Então, gosta de me ver sem camisa? — Perguntou Carlinhos aparecendo do nada na porta, a morena quase caiu no chão por causa do susto que levara.
— O que você esta fazendo aqui? Ficou maluco, se meu pai chegar e... — Helena não pode terminar de dizer já que foi puxada até o quarto e jogada na cama, antes que pudesse se levantar o ruivo se colocou entre suas pernas e novamente eles estavam naquela situação.
— Se acalma, eu tranquei a porta e coloquei o feitiço abaffiato. — Avisou Carlinhos abaixando sua calça revelando seu membro ainda ereto, a morena ao ver aquilo se assustou — É, eu ainda estou duro e não vou ficar me limitando a me aliviar no banheiro sozinho. — Falou Carlinhos iniciando os movimentos de antes, só que com mais força.
— Isso é covardia, não é pra colocar. — Falou Helena o vendo colocar o dedo por dentro de sua calcinha, os dedos dele nem ao menos tocaram sua intimidade, foram para a lateral da peça intima e em um puxão ele a arrebentou dos dois lados, tirando por completo e jogando longe — Eu falei que...
— Eu já sei que não é pra colocar. — Falou Carlinhos a ouvindo gemer alto ao sentir seus sexos juntos, o ruivo voltou a fazer os movimentos, tratando de colocar seu membro entre os lábios debaixo da morena e assim movimento seu pênis, ele aproximou seus rostos e iniciou um beijo veloz e quente, ela por outro lado mais uma vez enlaçou suas pernas na cintura dele e o mesmo a abraçou por sua cintura, em meio ao seus gemidos ela sentiu ele se sentar e a levar junto, segundos depois ela estava sendo prensada contra a cabeceira da cama.
O ruivo já havia começado a se aliviar no banheiro, por isso não demoraria para ele chegar a seu clímax, em um movimento rápido ele pegou a mão da morena e colocou em seu membro, a fez deslizar a mão delicada por toda a extensão de seu membro e quando chegou ao fim do mesmo ele apertou a mão dela com força em volta de seu membro enquanto que de uma vez introduzia três dedos na intimidade dela, naquele momento ela gritou e ele gemeu junto a ela, no mesmo instante seus líquidos se juntaram abaixo deles na cama, enquanto os dois se limitavam apenas a recuperarem as respirações.
— Gostei da sua mãe. — Falou Carlinhos sorrindo e pegando sua varinha que havia jogado no canto da cama, com um aceno da mesma ele limpou a sujeira que os dois haviam feito.
— Não fale como se tivesse a conhecido hoje. — Falou Helena abaixando seu vestido ao máximo, ela se levantou e foi para o guarda roupa, abriu uma das gavetas e pegou uma calcinha a vestindo logo em seguida — Vai pro seu quarto e não apareça na frente deles sem camisa. — Falou Helena o vendo sorrir.
— Ciúmes? — Perguntou Carlinhos rindo.
— Não acha que será muito estranho verem você sem camisa? E outra, não são apenas meus pais que estão ai, Dorcas e Regulo também, então se comporta. — Falou Helena para o ruivo que riu mais uma vez antes de aparatar, deixando-a sozinha em seu próprio quarto.
A morena se arrumou para que assim seus parentes não pudessem nem ao menos imaginar o que ela fizera, ou o que ela tinha com Carlinhos, quando saiu do quarto seguiu direto para a sala, mas como não encontrou ninguém lá, foi para a cozinha, alem dos dois casais que deviam estar lá, o ruivo que a poucos minutos estivera com ela na cama gargalhava com todos.
— Porque demorou filha? — Perguntou Sirius parecendo preocupado.
— Nada, apenas tontura seguido de enjôo, já estou bem melhor. — Falou Helena sorrindo e se sentando a mesa, por sorte ela era grande, se não imaginava que não caberia todos.
— Então, eu vi que não teria nada para beber no jantar e acabei fazendo um suco, gosta de laranja? — Perguntou Dorcas colocando a jarra que antes estava na geladeira — Eu imagino que sim, já que tinha o resto de um outro suco de laranja na geladeira, eu misturei os dois, algum problema?
— Não, era o suco do café não era? — Perguntou Helena para Carlinhos apenas para ter certeza, ele logo assentiu em resposta.
— Então vamos comer que eu estou morrendo de fome. — Falou Carlinhos pegando os pratos enquanto Helena se levantava para pegar os talheres e copos.
— Sabe, se hoje fosse a primeira vez que eu os visse acharia que são um casal, ou que estaria acontecendo alguma coisa entre vocês. — Falou Dorcas rindo enquanto pegava um dos pratos que o ruivo colocara na mesa.
Carlinhos e Helena se olharam e como se não se importassem voltaram a fazer seus deveres, já as outras quatro pessoas se olharam e sorriram ao mesmo tempo.
— Vamos comer. — Falou Helena sorrindo e começando a se servir.
— Quem fez? — Perguntou Regulo sentindo o bom cheiro do escondidinho.
— Eu. — Respondeu Helena rapidamente, o ruivo enquanto se servia olhou para a morena esperando que ela falasse que ele também ajudou — Quer dizer, o Carlinhos ajudou.
— Sabe, nem iríamos comer aqui, mas seu pai esqueceu que tinha convidado a gente para jantar na casa dele, e nos chamou para vir aqui, já que não ia ter janta na casa dele. — Falou Dorcas dando a primeira colherada em seu prato — Ta muito bom.
— Meu pai tem essas manias de esquecer o que promete as pessoas. — Falou Helena olhando brevemente para seu pai que já provava do prato principal e único da noite.
— Eu me esqueci ué, só lembrei quando eles já tinham chegado em casa e como havia dito ao Carlinhos que viríamos, ainda bem que viemos mesmo, se não vocês iriam fazer esse escondidinho para nada. — Falou Sirius.
— Já tínhamos combinado fazer ele antes de você ligar. — Falou Carlinhos rindo.
— Gostou do presente? É muito fácil de dirigir ele né? — Perguntou Sirius mudando de assunto, ele olhou para a filha esperando que ela respondesse, mas a morena apenas riu.
— Pergunte ao Carlinhos, afinal foi ele que dirigiu. — Falou Helena fazendo com que os pais franzissem as sobrancelhas.
— Até isso você faz? — Perguntou Marlene.
— Como assim? O que mais eu faria? — Perguntou Carlinhos confuso, ele olhou brevemente para as duas morenas a mesa.
— Ué, você cozinha e dirige, a algo mais que você faça que a gente não saiba? — Perguntou Marlene para o ruivo que pensou um pouco.
— Acho que mais nada. — Falou Carlinhos dando de ombros e comendo sua comida.
— Esqueceu do seu dom de ser galinha. — Falou Helena apontando seu garfo para ele que parou o garfo que estaria indo para a boca instantaneamente.
— Hoje você tirou o dia para tirar com a minha cara. — Falou Carlinhos para ela que riu.
— Não tenho nada melhor pra fazer. — Falou Helena ainda rindo.
— Qual o problema dele ser galinha? — Perguntou Sirius, ele iria continuar a falar, mas o ruivo o interrompeu.
— Esta vendo, alguém aqui sem preconceito. — Falou Carlinhos.
— Afinal ele só vai mudar se aparecer alguém que o faça mudar, ou alguém que o prenda, que tenha algo mais diferente. — Falou Sirius se lembrando que Marlene tivera essas qualidades para mudá-lo, ou melhor, para fazê-lo amar.
— Acho que vai demorar para isso acontecer, mas me diga Sirius, o que fez você mudar? Pelo que eu saiba, você também era um verdadeiro galinha, um dos melhores. — Falou Carlinhos.
— Eu e a Lene ficávamos escondido, acho que isso me fez mudar em parte, era melhor até, nos conhecíamos melhor e não tinha ninguém que enchesse nosso saco, ainda mais porque era escondido e ninguém sabia. — Falou Sirius.
— Eu acho que é mais fácil você amar alguém quando se tem algo escondido com ela do que amar alguém que você pega em publico. — Falou Dorcas sorrindo.
Helena e Carlinhos não puderam deixar de se olhar ao escutar aquilo.
— Eu não me surpreenderia se descobrisse de uma hora para a outra que Helena esta com alguém escondido. — Falou Sirius fazendo com que Carlinhos arregalasse os olhos, por sorte ele estava de cabeça baixa, então os dois casais que estavam ali nem o viu ficar surpreso.
— Pai, eu estou grávida, a única coisa que quero no momento é gerar a minha filha, não estou pensando em homem, no momento. — Falou Helena massageando as têmporas, não era a primeira vez que seu pai falava aquilo ou ao menos tocava no assunto.
— Não estou querendo dizer que esta, apenas disse que eu não ficaria surpreso em saber de algo do tipo, seja agora, ou se não a algum tempo atrás, ou se não daqui a alguns anos. — Falou Sirius gesticulando com as mãos.
— Sirius, só porque nós dois gostamos de algo mais privado ou escondido não quer dizer que sua filha seja assim também. — Falou Regulo para o irmão.
— Existe uma grande diferença entre privacidade e algo escondido. — Falou Helena para o tio que pareceu não se importar — Eu posso até ter algo mais privado, agora escondido não.
— Depende do ponto de vista, se o caso é você não querer que alguém saiba, as duas coisas tem o mesmo significado. — Falou Marlene.
— O mais interessante é a Helena ficar brigando para saber a diferença entre essas duas coisas sendo que ela diz que não tem ninguém. — Falou Carlinhos sorrindo para a morena que ficou em silencio.
— Existe algum problema em ela estar brigando por causa disso? — Perguntou Marlene.
— Não, mas é que ela as vezes tem seus momentos de tapada, sabe, aquele momento lesado. — Falou Carlinhos tomando um grande gole de suco, teve vontade de rir ao ver a morena olhar para ele com um olhar fulminante.
— Eu imagino o quanto esta sendo bom a convivência de vocês aqui. — Falou Dorcas sorrindo de lado, ela sabia muito bem do porque de Sirius ter escolhido Carlinhos para cuidar de sua filha, não tinha duvida de que em alguma hora iria acontecer algo entre os dois.
— Esta sendo normal, o Carlinhos não faz muita bagunça e por isso nem se nota a presença dele. — Falou Helena dando de ombros.
— Se isso lhe incomoda eu posso muito bem fazer algo que faça perceber a minha companhia. — Falou Carlinhos sorrindo.
— Até imagino a alegria que ocorre dentro desse apartamento durante o dia. — Falou Dorcas rindo.
Depois do que a loira disse todos voltaram a comer, passou-se um tempo e já haviam terminado, colocaram seus pratos e talheres dentro da pia e foram para a sala, assistiram a um filme de comédia por um bom tempo, até Helena se lembrar da salada de frutas.
— Fizemos salada de frutas, alguém vai querer? — Perguntou Helena se levantando do colchão de ar, ao seu lado estava seus pais e Carlinhos estava o mais longe possível, mas por fazer isso ninguém poderia imaginar que ele estivesse tentando fingir não ter algo com a morena.
— Você bem que poderia ser uma boa amiga e pegar para mim, não acha? — Perguntou Carlinhos.
— Engraçado, mas pode deixar que eu pego sim, só não se acostume com essa mordomia, mais alguém? — Perguntou Helena olhando para cada um dos casais, nenhum se manifestou.
— Na verdade, acho que já esta na hora de irmos. — Falou Dorcas se levantando — Você soube do jantar que terá amanhã na Toca? — Perguntou a loira para a morena que franziu as sobrancelhas confusa.
— Não, eu não soube. — Falou Helena olhando brevemente para Carlinhos esperando que ele dissesse que sabia, mas que havia esquecido, mas ele não fez nada, apenas continuou a escutar.
— Provavelmente Molly deixou para avisar amanhã, temos que ir mesmo. — Falou Dorcas se levantando.
— Onde estão Jacob e Janet? — Perguntou Helena se referindo aos filhos de seu tio, ele tivera gêmeos, os dois eram dois anos mais velho que Teddy, os três eram muito amigos.
— Estão na casa da Tonks, o Teddy pediu para deixar eles dormirem lá, o Aluado disse que não teria problema, então deixamos né. — Falou Regulo dando de ombros e se levantando junto da esposa.
— Eu sempre pensei que em toda família tem que ter um par de gêmeos, mas sinceramente estou começando a achar que todos os gêmeos do mundo estão na nossa família. — Falou Helena rindo.
— Também, com uma família desse tamanho. — Falou Sirius.
— Nós também temos que ir filha, vamos Almofadinhas. — Falou Marlene para o marido — Quer dormir aqui? — Perguntou Marlene para o marido que começou a se espreguiçar antes de se levantar, ele olhou para Helena e depois para Carlinhos.
— Não obrigado. — Falou Sirius.
— Tudo bem então, nos vemos amanha. — Falou Helena para os dois casal que deram um tchau e saíram porta afora, a morena assim que viu a porta se fechar olhou para o ruivo que continuou sentado — Ainda vai querer comer?
— Sim. — Respondeu Carlinhos.
— Então vem comer na cozinha, eu vou servir para a gente enquanto você desliga a TV. — Falou Helena vendo o ruivo fazer cara de preguiça, ela só ouviu o eletrodoméstico desligar quando já estava na cozinha, serviu um pouco de salada de frutas para os dois e se sentou na cadeira que no jantar quem usara era seu pai — Até que não ficou tão ruim.
— Porque sempre quando faz alguma coisa espera que não fique perfeito? — Perguntou Carlinhos entrando na cozinha, ele havia escutado o que a morena dissera, estava pronto para se servir quando sentiu Helena o segurar pelo pulso e mostrar que já havia colocado para ele e deixado em cima da mesa.
— Quando você faz uma coisa pela primeira vez, não espera que fique perfeito, ainda mais porque para ficar perfeito temos que aprimorar varias e varias vezes. — Explicou Helena.
— Quer que fique melhor que isso? Acho que nunca lhe disseram isso, mas a perfeição tem limite, o que acha de um banho? — Perguntou Carlinhos comendo uma boa colherada do doce.
— Seria ótimo, mas já tomamos um hoje. — Falou Helena.
— Não vai matar tomarmos outro. — Falou Carlinhos dando de ombros, a morena ao ouvir aquilo não pode deixar de sorrir.
— Você e essa mania de dizer que não iremos morrer caso façamos alguma coisa mais uma vez, ou algo novo. — Falou Helena se levantando e se colocando ao lado do ruivo, ela esperou que o ruivo terminasse o doce e o puxou pela camisa, o deixando de pé, segurou as mãos dele e as enlaçou em sua cintura, começando a andar com ele abraçado a si até seu quarto — Então, na banheira esta bom? — Perguntou Helena para o ruivo que assentiu, enquanto ia para o banheiro do seu quarto o viu tirar a camisa e começar a desabotoar a calça, ao estar no banheiro, ela ligou as torneiras da banheira e verificou a temperatura da água que estava morna, deixou daquele jeito mesmo, já que a noite estava fresca.
— Depois você fala que sou eu quem enrola. — Falou Carlinhos aparecendo na porta do banheiro usando apenas uma cueca boxer preta, a morena revirou os olhos de tédio, ela estava abaixada passando a mão na parte rasa da banheira, sentindo a água morna se mexer delicadamente enquanto ia enchendo a banheira, estava tão distraída que nem percebera o ruivo se colocar as suas costas e a levantar, puxando-a pela cintura, em seguida ele segurou na barra de seu vestido e foi subindo o mesmo cada vez mais, quando já estava nos seios Helena levantou os braços e sentiu o tecido macio acariciar seu rosto ao ser tirado completamente de seu corpo.
— Eu já volto. — Falou Helena saindo de perto dele antes que o mesmo pudesse retrucar, ele suspirou de frustração, uma hora ela parece estar entregue, segundos depois se distanciava dele.
Se vendo sozinho ali no banheiro, ele entrou na banheira de cueca mesmo, fechou os olhos sentindo a água subir cada vez mais até chegar um pouco acima de sua cintura, soube que Helena havia chegado quando escutou passos pelo banheiro.
— Não precisa ter medo, acho que já chegamos a nossa cota por apenas um dia. — Falou Carlinhos abrindo os olhos e vendo Helena colocar um conjunto de peça intima na bancada da pia.
— Você costuma se esquecer de pegar roupa intima antes de ir tomar banho? — Perguntou Helena olhando brevemente para ele, o ruivo estranhou quando a viu colocar sua varinha no chão, ao lado da banheira.
— Talvez eu não tenha pegado por que alguém me forçou a vir abraçado. — Falou Carlinhos sarcástico, Helena franziu as sobrancelhas indignada com aquilo, quer dizer que ela forçou ele a tomar banho com ela?
— Eu forcei? — Perguntou Helena tirando a roupa intima sendo observada pelo ruivo e entrando na banheira, suas pernas ficarem em cima das dele — Então porque não sai e vai pro seu quarto, lá deve estar bem divertido. — Falou Helena sarcástica ao ser puxada pelo ruivo, seus corpos se colaram completamente e seus seios foram comprimidos contra o peito dele que riu ao ouvir suas palavras.
— Deixa de ser chata Srta. Black. — Falou Carlinhos sentindo as mãos delicadas da morena pousar em seus ombros, com a testa o ruivo fez com que ela levantasse a cabeça deixando bem exposto o pescoço, ele foi beijando cada canto daquele lugar, mas nem ao menos tentou subir para os lábios, deitou a cabeça na curva do pescoço dela.
— Então, amanhã eu vou sair e você vai ficar aqui, é algo particular meu e você não precisa ir junto. — Falou Helena tirando uma de suas mãos dos ombros dele e a levando para os cabelos, começando uma leve caricia naquela região.
— Posso ao menos saber onde é? — Perguntou Carlinhos, ele tinha certeza que a qualquer momento poderia cair no sono ali, fazia tanto tempo que ele não dormia sendo acariciado.
— Tenho que tirar algumas duvidas com a Astória, vou sair cedo então provavelmente nem vai sentir minha falta. — Falou Helena dando de ombros.
— Vou aproveitar e sair também, preciso ir ao Ministério. — Falou Carlinhos fazendo com que a morena franzisse as sobrancelhas e uma ruga se formasse em sua testa.
— Pra que? — Perguntou Helena.
— Só fazer um pedido ao Ministro, nada demais. — Falou Carlinhos.
— Tudo bem, mas... Porque esta de cueca? — Perguntou Helena confusa, desde quando ele a abraçara pode sentir o tecido da cueca em sua intimidade, e isso a fez pensar do porque dele estar usando cueca no banho sendo que já haviam tomado banho juntos nus.
— Isso lhe incomoda? — Perguntou Carlinhos sorrindo.
— Não, só não é normal. — Falou Helena.
— Já basta o que aconteceu durante o dia, se eu a tirar ficarei duro de novo, se bem que eu não ficaria surpreso se acontecesse mesmo eu estando de cueca, sinto você como se não estivesse usando nada. — Falou Carlinhos fazendo Helena estremecer por causa de um arrepio forte que subiu por todo seu corpo.
Helena ficou alguns minutos em silencio apenas sentindo a caricia que Carlinhos começara a fazer em sua cintura, era tão bom ficar daquele jeito com ele.
— Acho que vou sentir sua falta. — Falou Helena de repente fazendo com que uma ruga de confusão aparecesse na testa do ruivo que virou o rosto para o lado de dentro do pescoço da morena, ele sentia o cheiro que emanava de seu corpo, os minuciosos movimentos que os seios dela faziam ao respirar.
— Como assim? — Perguntou Carlinhos.
— Vou sentir sua falta, daqui alguns dias você vai voltar para a Romênia, lembra? Vou sentir sua falta. — Falou Helena enlaçando seus braços em volta dos ombros dele, o abraçando com força.
Carlinhos ao pensar nas palavras dela constatou que também sentiria a falta dela se ele fosse embora, o fato era que ele nunca estivera com uma mulher daquele jeito, nunca precisou de carinho feminino e agora se sentia dominado pelos de Helena, nunca foi de ficar apenas abraçado com uma mulher e com Helena aquilo já bastava, estar dentro de uma banheira com ela nos braços parecia produzir a melhor calma do mundo, como se não existisse mais violência, como se não existisse o mal que poderia fazer algo com sua família.
— Também vou sentir sua falta. — Falou Carlinhos a abraçando com mais intensidade, no instante seguinte os dois já olhavam um para o outro, ele foi aproximando seu rosto do dela até poder sentir a ponta de seu nariz acariciar a pele macia, do queixo a bochecha e depois os dois já se beijavam.
Era como se aquele beijo fosse um voto perpetuo onde os dois se declaravam e selavam o que sentiam, como se aquilo fosse o que não os deixariam esquecer do que tiveram um com o outro, como um beijo ao final do casamento.
— Eu... Queria te mostrar algo. — Falou Helena no momento em que seus lábios se separaram, ela pode ver um pequeno sorriso se formar no rosto dele.
— E o que seria? — Perguntou Carlinhos diminuindo a força no abraço em volta da cintura dela, a mesma saiu de seu colo e sentou na banheira mesmo, ele tentou se controlar de todas as formas ao vê-la espremer os seios contra a parede da banheira ao tentar pegar a varinha no chão.
— Fecha os olhos. — Falou Helena sorrindo.
— O que vai fazer com isso? — Perguntou Carlinhos com os olhos estreitados, ela gargalhou diante da sua pergunta.
— Não precisa ficar com tanto medo, não vou fazer nenhum mal a você, só quero que você feche os olhos. — Falou Helena sorrindo para ele que logo fez o que ela pedia.
Ao ver que os olhos dele estavam mesmo fechados, Helena começou a fazer alguns movimentos com a mão, em sua mente tinha a imagem de um dragão que vira a muito tempo, ele era filhote, o que possibilitou ela poder ver cada detalhe dele e guardar em sua mente, viu a água se mover diante dos movimentos da sua mão e começar a subir, como se um tubo invisível a sugasse, com a mão que estava livre, ela deixou sua mão como se estivesse segurando uma esfera, parecia uma tigela e como sua mão a boa quantidade de água que se juntava virou uma bola d'água, ela começou a se mover varias vezes até começar a tomar a forma de um dragão e quando já estava bom, Helena sorriu satisfeita consigo mesma.
— Pode abrir os olhos. — Falou Helena para o ruivo que ao abrir os olhos ficou impressionado com o que tinha em sua frente, a miniatura de um dragão, feito de água, por trás da criatura se podia ver o sorrido de Helena.
— Como fez isso? — Perguntou Carlinhos.
— Na escola de magia do Brasil, aprendemos a controlar os elementos que são: fogo, água, terra e vento, é claro que não é fácil de se aprender, mas depois de muita pratica podemos fazer com que esses elementos criem formas, como um patrono ou se não como um fogo Maldito, quando você conjura um fogo Maldito, ele tem formas de vários animais, podemos fazer isso também, só que é bem mais fácil controlar. — Falou Helena sorrindo — Precisa de concentração, é fácil fazer com que ele se desmanche. — Falou Helena deixando sua mão cair da água, no momento em que ela fez isso o dragão se desmanchou — Mas quando se faz uma vez, não da pra errar na segunda. — Falou Helena levantando a mão novamente e fazendo com que o dragão aparecesse novamente.
— Interessante, nunca ouvi falar desse negocio de controlar os elementos. — Falou Carlinhos passando os dedos levemente pela criatura flutuante, alguns segundos depois a criatura começou a bater as asas e parecia voar pelo banheiro — Apenas aquela vez no passado que a Helena do futuro disse que iria ensinar ao Sirius, eu não fui na aula.
— Nossos primeiros duelos são assim, só podemos atacar e nos proteger usando os elementos. — Falou Helena.
— Como que se protege usando isso? — Perguntou Carlinhos confuso.
— Posso simplesmente criar um escudo de água a minha frente, o feitiço se desmancharia ou ficaria em câmera lenta, o que nos ajuda a desviar, como escudo também podemos usar a terra, por exemplo, se eu estivesse em uma floresta e fosse atacada, poderia fazer um escudo feito de terra ou pedra a minha frente, mas eu não costumo usar, já que poderia ser atacada no intervalo de desfazer o escudo. — Falou Helena executando um aceno de varinha por toda parte da frente do seu corpo, conforme ela ia levantando o braço a água da banheira foi se levantando e formando um grande escudo a sua frente, Carlinhos olhou para o fundo da banheira e lá não tinha uma gota sequer, a morena baixou a mão com brusquidão e do mesmo jeito que seu movimento a água desceu por completo, um pouco da quantidade caiu da banheira ao se chocar contra o fundo da mesma.
— E quanto aos outros elementos? — Perguntou Carlinhos impressionado e interessado na pratica.
— O fogo nós usamos para atacar, mas como você pode perceber, só podemos usar esses elementos quando temos uma boa quantidade por perto, o fogo e a água é um pouco mais difícil, já que não encontramos em qualquer lugar. — Falou Helena, ela novamente fez um aceno e segundos depois um isqueiro estava em sua mão, entregou a Carlinhos que ficou confuso — Preciso de fogo, faça. — Falou Helena indicando o isqueiro, ele acendeu o mesmo e Helena se concentrou na chama que se movia vagarosamente, ela juntou sua mão a outra, como se dentro escondesse algo e logo em seguida as separou, parecendo que segurava uma bola invisível, no momento em que fez aquilo, a chama aumentou e formou uma bola de fogo, Helena movimentou a mão e a bola se aproximou de si — O melhor, é que podemos usar ela em qualquer situação. — Falou Helena descendo sua mão até embaixo d'água, o ruivo arregalou os olhos ao ver a bola de fogo se afundar na água e mesmo assim continuar da mesma forma, como se estivesse no ar — Uma boa maneira de esquentar a água, não acha? — Perguntou Helena sorrindo.
— Então é possível controlar dois elementos ao mesmo tempo? — Perguntou Carlinhos olhando brevemente para o dragão que ainda voava pelo cômodo.
— Sim, é possível, mas um pouco cansativo até. — Falou Helena movimentando a mão e olhando para o fogo embaixo d'água, quase dois minutos depois o fogo se formou um dragão também, saindo da água logo em seguida, as duas criaturas ficaram uma de frente para a outra e ao mesmo tempo uma atacou a outra, a de fogo cuspiu fogo como o normal em dragões, já o de água cuspiu água, o que fez o ruivo rir.
— E quanto ao do ar? O que faz com isso? — Perguntou Carlinhos com as sobrancelhas franzidas, ele viu Helena bater as palmas nas mãos e ao fazer isso os dois dragões sumiram.
— Podemos usar como um escudo também, o feitiço pode ser desviado se a corrente de ar for muito forte, também podemos usar como uma forma de sermos jogado para cima ou até mesmo para se esconder. — Falou Helena — Na verdade, por toda a minha vida esse foi o elemento que eu mais usei, eu e o Diego.
— Usavam pra que? E como? — Perguntou Carlinhos, até hoje ele desconfiava que algo havia acontecido entre Helena e o melhor amigo dela, não se surpreenderia se ela revelasse ter acontecido mesmo.
— Eu nunca senti vergonha de usar biquíni na frente do Diego e as vezes, saiamos escondida da escola no meio da noite para ir ao riacho que tinha na floresta ao lado, agora que eu parei para pensar em como me esqueci daquele jeito de esquentar a água da banheira sendo que Diego usava a mesma técnica para esquentar a água do riacho, enquanto ele fazia o fogo para nos aquecer, eu garantia o nosso esconderijo embaixo da água caso alguém aparecesse, já que não era novidade para ninguém que fazíamos aquilo. — Explicou Helena.
— Me mostre o que você fazia. — Pediu Carlinhos.
Helena sorriu e começou a fazer vários movimentos novamente até que parou e depois desceu sua mão para embaixo d'água, no momento em que olhou para a água ele pode ver que dentro havia uma bola de ar, a fitou confuso e a viu sorrir e começar a alargar a bola que fazia com as mãos e conforme fazia isso a água da banheira ia subindo cada vez mais por causa do espaço de ar até que a água transbordou um pouco.
No momento em que ele sentiu sua cintura ser enlaçada pelas pernas dela, olhou confuso para a morena a sua frente que apenas sorriu, uma de suas mãos estava livre enquanto a outra apenas segurava a varinha.
— Deita. — Falou Helena colocando sua mão no peito dele, o mesmo novamente olhou confuso para ela, mas mesmo assim começou a se deitar, ele tratou de tampar o nariz no momento em que seu rosto ficou completamente embaixo da água, Helena o beijou e juntos os dois estavam submersos, ela intensificou o beijo e por alguns minutos o ruivo conseguiu agüentar, até que a morena parou o beijo e riu.
— Já pode respirar. — Falou Helena assustando o ruivo que arregalou os olhos — Era assim, eu fazia com que uma bola de ar se formasse em nossos rostos e ai podíamos nadar a vontade e nos esconder em baixo da água por quanto tempo quiséssemos. — Falou Helena sorrindo.
— Me diga a verdade. — Falou Carlinhos fazendo com que o sorriso de Helena sumisse do belo rosto, ele depositou as mãos na cintura dela e se sentou, brevemente viu a bola de ar se desfazer de dentro da água ao sentar com ela em seu colo — Você já teve algo com o Diego? — Perguntou Carlinhos sério.
— E você, já teve algo com Gabrielle? — Perguntou Helena fazendo com que uma ruga de confusão aparecesse na testa dele.
— Que Gabrielle? — Perguntou Carlinhos.
— A irmã da Fleur. — Respondeu Helena.
— Não, eu nunca tive algo com aquela criança, sem contar que ela não faz meu tipo, é mimada demais. — Falou Carlinhos dando de ombros — Mas e você? Ainda não me respondeu.
— Vou ser sincera com você, já tive algo sim com o Diego, por muito tempo ele foi o único homem a quem eu confiei, depois de um tempo eu pedi para que ele tirasse a minha virgindade, no começo ele não queria, mas eu o convenci, no dia seguinte eu perguntei se para ele algo mudou entre nós, mas ele disse que não, o que foi a minha sorte, porque para mim ele continuava sendo meu amigo, nunca mais fizemos nada, foi só por uma noite. — Falou Helena.
— Então quem fez você uma mulher foi o Diego? — Perguntou Carlinhos a vendo assentir.
— Ele me respeitou muito, foi gentil e tudo mais, me garantiu que nossa amizade nunca mudaria e não mudou. — Falou Helena sorrindo.
— Então na verdade você tem uma amizade colorida com ele? — Perguntou Carlinhos vendo Helena revirar os olhos de tédio.
— Não, só ficamos por uma noite, nunca mais depois daquele dia, somos amigos, naquela época eu queria saber o que era prazer, mas não conseguia confirmar em homem algum, ele era o único que transmitia confiança para mim. — Explicou Helena.
— Eu acho que se eu quisesse sexo não pediria a uma amiga minha. — Falou Carlinhos.
— É claro que não, você é homem, a mulher não vai chegar e abusar de você, comigo foi diferente, eu tinha 18 anos e não confiava em homem algum, tinha medo que algo que eu não queria acontecesse. — Falou Helena se encostando na banheira e começando a mexer na água, enquanto o ruivo apenas a observava.
— Senta aqui. — Pediu Carlinhos indicando o espaço entre suas pernas, ficou esperando a resposta da morena, mas ela apenas negou e ele revirou os olhos, com agilidade a fez ficar de costas e sentar entre suas pernas, encostando as costas em seu peito — As vezes você parece uma criança, Helena. — Falou Carlinhos passando seus braços em volta da cintura dela e deitando seu rosto no ombro dela logo em seguida de dar leves beijos no local.
— Eu agradeço o elogio. — Falou Helena dando de ombros e fazendo ele rir — Vai dormir no seu quarto? — Perguntou Helena fazendo com que o ruivo sorrisse mais uma vez.
— Depende, se você pedir para eu dormir com você, eu aceito. — Falou Carlinhos a puxando para mais perto de si.
— Porque eu tenho que pedir? — Perguntou Helena emburrada.
— Só uma vez, você não vai morrer se fazer isso. — Falou Carlinhos.
— Se vergonha matasse eu teria morrido no dia em que me beijou no meu quarto. — Falou Helena.
— Quem pediu por mais foi você. — Constatou Carlinhos — Sei que você quer, e não venha tentar fingir porque eu sei que você gostou de dormir comigo.
— Eu estava dormindo, quase não fazia diferença se você estava na mesma cama comigo ou não. — Falou Helena fazendo com que o ruivo gargalhasse.
— Pede Helena, não seja orgulhosa, você esta tomando banho comigo, porque não podemos ficar um perto do outro enquanto dormimos também? — Perguntou Carlinhos.
— Acho que estamos próximos demais. — Falou Helena.
— Pedi vai, estou esperando. — Falou Carlinhos mordendo o ombro dela e podendo ver a pele macia se arrepiar, ficou esperando que ela respondesse novamente, mas a morena ficou em silencio por vários minutos, a olhou brevemente e viu que os olhos azuis estavam fechados e sua respiração calma e leve, a curva de seus seios subiam e desciam vagarosamente, já estava pensando que ela estava dormindo quando a mesma com dificuldade virou seu rosto e encostou sua face no peito dele, seus olhos poderiam estar penetrados um no outro se Helena não estivesse com os olhos fechados. Carlinhos aproximou seus rostos e acariciou o nariz dela com o seu
— Dorme comigo. — Pediu Helena sussurrando, foi a vez dele de ficar em silencio, se ela estivesse com os olhos abertos poderia ver o sorriso se formando no rosto do ruivo.
— Como eu poderia dizer não a um pedido desse? — Perguntou Carlinhos retoricamente, ela sorriu e mais uma vez se arrepiou ao sentir ser mordida levemente no queixo antes de ter seus lábios tomados por ele, a gestante sentiu o abraço em volta de sua cintura ficar um pouco mais forte — Vamos dormir, a água já esta ficando fria. — Falou Carlinhos quando o beijo terminou.
Helena nada disse, apenas esticou o corpo para conseguir alcançar a varinha que deixara de lado, com um aceno da mesma duas toalhas flutuaram até suas mãos, ela colocou uma na lateral da banheira e ao se levantar tratou logo de se cobrir, enxugou seu corpo enquanto o ruivo fazia o mesmo.
— Vou até a lavanderia e já volto. — Falou Carlinhos saindo com a toalha presa na cintura e com a cueca que ela havia pegado na mão, provavelmente ele se trocaria na lavanderia ao colocar a cueca molhada na maquina e ter que vestir a seca para dormir.
A morena vestiu sua roupa intima e estendeu a tolha em um gancho que tinha no banheiro, foi para seu quarto e abriu o guarda roupa a procura de uma camisola, a vestiu e começou a arrumar sua cama, estendendo a coberta por cima da mesma que estava desarrumada desde quando seu pai ligara.
No momento em que já estava deitada, Carlinhos se deitou e se aconchegou na cama, ela se deitou apoiada no peito dele enquanto o mesmo passava o braço por sua cintura, ficaram em silencio até caírem no sono.
Espero os comentários de vocês em.
