Harry estava tendo dificuldades para dormir de novo, e resolveu procurar sua namorada, para que ela pudesse lhe ajudar de alguma forma. Saindo do quarto, ele passou por uma janela, e então se lembrou que era a janela favorita da irmã mais nova de seu melhor amigo, Gina, que ela vivia ali, olhando a lua, ele não sabia que ela acordava tão cedo a ponto de assistir ao nascer do sol todos os dias.

Já havia passado um ano e meio desde que haviam terminado, ele de vez em quando se pegava imaginando se eles realmente não tivessem sido feitos um para o outro. Luna era apenas um passatempo, não a amava. Sempre se perguntava por que estava com ela, muitas meninas do castelo lhe davam mole, afinal de contas, ele havia derrotado Voldemort, era o que todos acreditavam.

Mas também ficava imaginando se o que Hermione dizia era verdade, que ninguém nunca ali tinha gostado da Gina, ou se importado com ela. Que todos estava apenas interpretando um papel para que ela não fosse capaz de se aproximar do Malfoy.

Ele ainda era capaz de lembrar de como Herminone se fingiu de amiga dela, de como ela ficava toda atrapalhada ao seu lado, de como Rony nunca se importou com nada, muito menos com ela, o que ele achava muito estranho já que todos os Weasley eram completamente ligados a família.

Ficou ali por um tempo, até que alguém colocou a mão e seu ombro e olhou para trás, era Hermione.

"Esse era o lugar favorito dela, nessa torre, sabia?" – Disse Harry

"Vai inventar até saudade agora, Harry?"

"Não estou inventando, mas vai dizer que não era mais simples quando ela estava com a gente? Ou melhor, você ainda se lembra o real motivo dela não estar aqui com a gente?"

"Era mais simples por que você podia controlar, e ela era sua. Mas você sabe que nunca a amou. Sempre foi interesse. E você se lembra muito bem o que aconteceu, a realidade sempre foi assustadora demais, e o futuro ficou pior ainda. Você sabe que era melhor que ela tivesse morrido."

"Mas ela realmente salvou a todos nós, Mione. E ela realmente não me deixou morrer."

"Ela foi nossa salvação, mas também é a nossa destruição, Harry."

Quando Herminone terminou a frase, a namorada do Harry apareceu atrás deles, completamente indignada.

"Já estão vocês dois falando nela de novo, sério, vocês precisam arrumar outra fonte de energia nessa vida. Acabou gente, o terror acabou. Ela matou ele, salvando a sua pele, lembram? vocês me assustam mais do que ela, ou essa ideia de futuro da vida dela. Eu não duvido nada Hermione, que você fossem capaz de matar a criança se ela nascesse."

"eu realmente não teria problema algum Luna." – respondeu Hermione, sem ao menos pensar.

"você acabou de falar que mataria uma criança inocente. Vocês são muito piores do que ela." – Luna respondeu aos dois e continuou caminhando, sem nem ao menos olhar para trás, havia chegado ao seu limite.

Harry e Hermione ficaram ali se encarando, eles sabiam que tinham que matar a criança para impedir que Voldemort surgisse novamente. Eles tinha certeza que fariam de tudo para impedir que isso acontecesse de novo. Eles ainda acreditavam que ai sim, a profecia sobre o menino que nasceu em Julho fosse capaz de destruir Voldemort seria realizado, ninguém ali acreditava que havia sido o fim.

"Você vai correr atrás daquelazinha?" – perguntou Hermione, fazendo cara de nojo.

"Vou não, ela é louca. Imagina, correr o risco disso tudo de novo."- Harry pôs a mão no ombro da Hermione e foram andando pelo corredor, falando qualquer coisa, como se o assunto de ainda há pouco não tivesse sido pesado.

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Luna saiu andando pelo corredor completamente indignada consigo mesma. Se perguntando como era capaz de estar namorando aquele rapaz, ou de como ele poderia ser amigo de tal menina. Ate que sentiu total pena dos dois, eles nunca haviam superado o fim. Não existia mais a ordem, pela ausência de necessidade, Harry não precisava mais ser protegido ou era importante, e ele não sabia lidar com isso. E eles culpavam exatamente a pessoa que era responsável por tudo isso, a menina ruiva. Ainda eram capazes de culpa-la por ter tido coragem de matar, usar aquele feitiço, sendo que não encontravam problema algum em matar a criança.

Ficou pensando a noite inteira naquilo, na verdade, não tentou nem ao menos dormir. Sabia que não queria mais contato algum com aquelas pessoas, na verdade estava ate feliz que depois de seis meses não seria mais obrigada a passar por eles mais no colégio, estariam formados.

Passadas tantas horas, e já meio bêbada de sono, ela pegou uma pena, tinta e pergaminho, e começou a escrever uma carta, que achou que seria a coisa mais sensata a se fazer.

" Caros, Malfoy e Weasley,

Sei que nunca imaginaram que poderiam estar recebendo essa carta de minha pessoa. Peço encarecidamente que não a joguem fora, e que a levem em consideração, o que quero dizer pra vocês fará muita diferença nas suas vidas.

Gina um dia nós já fomos próximas, e você sabe que sou estranha, e esse brilho no seu olhar, me diz algo, acredito que vocês mereçam essa chance.

Perdoem o meu atrevimento, mas por favor, levem essa memória a uma penseira, vocês precisam saber disso, existe outra profecia.

Att.

Luna.

ps.: pelo bem de vocês, vejam essa lembrança."

Após escrever a carta, foi até capaz de fechar os olhos por algumas horinhas, devem ter sido duas, pelo que calculou. Acordou logo de manha, precisava achar duas pessoas. Não seria difícil, a mesa deles era separada de todos os outros.

Foi correndo até o grande salão, e chegando lá, conseguiu respirar mais fácil, apesar de que seu coração estava com um nó. Olhou para mesa da grifinoria, e um certo trio a olhava com desdém, mas nada a iria impedir.

Juntou toda a sua coragem e, atravessou todo o frande salão, e foi até a mesa de Draco e Gina.

"eeh...hm.." – Luna estava parada em frente a mesa dos dois, com eles a olhando, mas não conseguia falar nada, Draco a olhava com modo fuzilante. Gina era capaz de mata-la. Mais uma vez respirou fundo e falou de uma vez, sem nem ao menos respirar.

"Eu sei que não cabe a mim, mas eu realmente acho que vocês precisam desse pergaminho. Prestem muito atenção. E não precisa agradecer depois." – ela repousou a carta na mesa dos dois, e saiu, sem nem ao menos deixar eles responderem, ou pensarem numa resposta.

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A menina estranha saiu da vista dos dois, e eles ficaram ali, encarando aquele pedaço de pergaminho. Havia um certo volume nele, de certo ela havia colocado um recipiente pequeno ali para que pudesse haver uma lembrança.

"Voce acha que é seguro encostar naquilo?" – perguntou Gina apontando para carta.

"Eu sinceramente não sei, eles não se arriscariam a fazer qualquer coisa contra você aqui no grande salão."

"Entao, vamos contar até três e abrimos?" – Gina se sentiu muito infantil falando assim, mas estava bem receosa com aquela carta. Havia tanto tempo que não sabia daquele trio, e já nem era capaz de lembrar da voz da Luna.

Draco pegou o pergaminho e fez a contagem com a ruiva, e abriram a carta juntos. Um pequeno vidrinho escorregou e o loiro segurou com a outra mão para que pudesse ler a carta.

Eles a leram varias vezes, sem muito acreditar no que ela dizia. Por que aquela menina ia querer ajuda-los? não fazia sentido algum, nada ali. Ficaram ali algum tempo discutindo se valeria a pena ou não ver a lembrança.

Nunca conseguiram lembrar qual foi a decisão que os fez a querer ver a lembrança e a acreditar na carta. Mas resolveram que aquela noite iriam procurar uma penseira e, decidiram que isso só seria capaz na sala precisa.