Revisado por: Andreia Kennen
O The Art Of Loving
- 9 –
Sasuke marchou para o quarto furioso e disposto a fazer alguma vingança inesquecível para seu aniki. No entanto, assim que a adrenalina esfriou, sentiu o corpo pesado – os olhos mais do que tudo – e então avistou o relógio. Ainda faltava algum tempo até que desse o horário de ir para o trabalho. Olhou novamente a cama, e na terceira vez, bufou e se deu por vencido.
Poderia arquitetar ou tramar algo mirabolante contra Itachi quando estivesse – ao menos – recuperado, depois de algumas horas de sono.
Retirou os sapatos com os próprios pés e do jeito que estava jogou-se sobre os forros limpos da cama e que ainda cheiravam a lavanda. Fechou os olhos, pesadamente, e não demorou a se embrenhar no mundo dos sonhos... Foi o que ele achou, até acordar com a roupa debaixo úmida e os cabelos grudados na testa devido ao suor.
Voltou a fechar os olhos com força, recusando-se a acreditar com o que havia sonhado.
Não. Ele definitivamente não poderia ter um sonho daqueles com Uzumaki Naruto. De jeito nenhum!
- Hey! Que bom que está acordado! Pela hora que você chegou achei que teria que te levantar com um guindaste! – Itachi, que tinha acabado de abrir a porta, observou o irmão sem perceber o motivo pelo qual ele havia acordado, sem precisar ser chamado.
Inconformado com o silêncio do irmão, Itachi resolveu analisar a situação, e com um sorriso bobo no rosto, descobriu "o quê" exatamente havia de errado com ele.
O sorriso de Itachi – que no habitual era um mero repuxar de lábios – logo se tornou maior e muito, muito mais assustador.
- Eu não acredito! O Uzumaki está te deixando doidinho, hein? – brincou, despertando toda a atenção de Sasuke; que estava perdido em seus próprios pensamentos.
Os olhos negros se cravaram como adagas em Itachi e Sasuke não pensou duas vezes antes de apanhar a primeira coisa que viu em cima da cômoda e lançar na direção do irmão.
O objeto atravessou o quarto voando e, para o azar do mais velho, o acertou em cheio.
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Pelas poucas horas que havia dormindo, Naruto se sentia bem disposto. Também, depois de tomar um banho com a temperatura próxima ao ponto de congelamento,quem não estaria ao menos desperto?
- Mãe, cadê o meu café? – perguntou ao ver a mesa da cozinha vazia.
- Você acordou tarde hoje, não tem mais café da manhã. – a mãe respondeu enfática, sem tirar os olhos de seu programa de televisão matinal.
- Mas... Eu vou ficar com fome?
- Vai. Se quisesse comer, tinha acordado mais cedo. E anda logo que o Jiraya já ligou perguntando de você.
Resmungando, Naruto partiu um pedaço do pão que estava no refratário sobre o balcão do armário e o colocou na boca, enquanto seguia para a garagem, buscar seu meio de transporte: a bicicleta.
Suspirou, ao imaginar que seu dia seria longo. Muito longo.
- Bom dia.
- Bom dia, Naruto. – respondeu o homem, sem tirar os olhos do que escrevia em seu computador.
- Pensei que eu tinha trabalho.
- E você tem. Só estou dando alguns retoques no meu último manuscrito antes de enviar para a gráfica. Vai ser um grande sucesso!
- Arran. Claro. – replicou, sem muita vontade.
Desde que se conhecia por gente, o loiro ouvia o mais velho falando em ser famoso e ter muito dinheiro, mas na verdade, Jiraya vivia duro. Tanto, que às vezes pedia algum ao próprio Naruto emprestado; para pagar as despesas básicas da casa. Dinheiro esse, que o garoto loiro poderia considerar perdido, pois, pelo que percebia, jamais o teria de volta.
- E então? Como foi a festa com o seu Uchiha? – indagou, puxando assunto com o loiro.
Naruto soltou um muxoxo e cruzou os braços na defensiva. Sabia que mesmo que não quisesse falar sobre o assunto o mais velho não aceitaria, então, escolheu o caminho mais rápido: uma meia verdade.
- Foi normal. Não teve nada de mais.
- Mesmo? Eu pensei que tivesse sido ótima, e que você só tivesse voltado para casa há algumas horas atrás. – Jiraya comentou divertido, tirando os olhos do computador e observando a reação do loiro.
- Como... Como você soube?
- Minato. Ele passou aqui mais cedo e me contou com detalhes o que aconteceu, pelo menos, na presença dele. E aí, quer dizer que o Uchiha beija bem?
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- Merda! – foi à primeira coisa que Itachi exclamou ao recuperar a consciência. – Você queria me matar? – perguntou, apanhando o saco de gelo que o irmão lhe estendia.
- Não seja idiota. Eu pensei que você iria desviar. – contestou o mais novo, rodando os olhos nas órbitas e imaginando que Itachi poderia ser um ótimo ator se quisesse, devido ao excesso de drama.
- Se a mamãe souber disso, você tá ferrado. – comentou o maior em tom de ameaça, após colocar o saco de gelo na testa e sentir uma pontada de dor. – Ai, droga! Aposto que vai formar um galo na minha testa.
- É vai mesmo. – concordou Sasuke, voltando a se sentar na cama. – E você não vai contar nada pra mamãe se não quiser que suas revistas favoritas acabem destrinchadas numa lata de lixo do bairro. E nem adianta mudar de lugar, pois eu conheço todos os seus esconderijos.
- Você não faria isso, não é?
- Faça um teste. Você tá me devendo muito Itachi. Não pense que eu não me esqueci do que você fez ontem.
- Eu? O que foi que eu fiz?
- Você quem instigou o Uzumaki!
- Ah... Você tá falando do beijo... – inquiriu, agora entendendo do que o irmão estava falando. – Ah, vá! Bem que você queria...
- Não! Eu não queria! – rugiu o mais novo, calando a voz do irmão. – Eu não quero nada daquele idiota! Nada! E sai do meu quarto. Eu ainda tenho que me arrumar para trabalhar. – demandou, empurrando o irmão para fora do cômodo e batendo a porta com força. – Idiota!
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- Meu filho? O que houve com a sua testa?
Itachi olhou disfarçadamente para Sasuke que tomava seu café desprendido de culpa, e logo voltou seu olhar para a mulher de longos cabelos negros que o encarava com um ar de aparvalhamento que só as mães conseguiam ter por coisas tão pequenas e banais.
- Eu bati com a cabeça na quina da mesa no quarto.
- Por que não colocou gelo? Isso está horrível!
- Já, já coloquei.
- Não quer ir ao médico? – Mikoto inquiriu, preocupada. — Só pra ter certeza que está tudo bem?
- Mãe, sério, eu tô bem. Já nem tá doendo mais. – insistiu, procurando acalmar a matriarca da família.
- Então, está certo. – ela se conformou, dando um sorriso e apanhando a jarra de suco, enchendo o copo do filho mais velho. Itachi ia protestar, mas se antecipando a queixa, a morena o interrompeu: - Eu sei que você prefere café, mas hoje, é melhor beber algo mais leve. E já sabe, se sentir qualquer mal estar, não pense duas vezes em ir ao médico. Entendeu?
Itachi sentiu vontade de revirar os olhos, no entanto, se refreou a tempo. Mikoto parecia estar de ótimo humor e ele preferia que ela continuasse assim.
- Eu entendi, mamãe. — o moreno mais velho resmungou, e de má vontade, apanhou o copo de suco e sorveu o líquido aos poucos.
Sasuke sorriu de lado, se divertindo com a situação. Sabia que o irmão odiava aqueles sucos que a mãe fazia pela manhã e os quais apenas ela gostava.
- Sasuke?
- Sim? – ele respondeu, se levantando da mesa do café, já recolhendo os pratos e colocando-os na pia.
- Sei que está ocupado hoje, mais gostaria de almoçar com você... – Mikoto notou que o filho mais novo iria contestar seu pedido, por isso, ela foi mais rápida e continuou seu discurso: – Você escolhe o lugar, pode ser perto do seu trabalho. Prometo que não tomarei muito do seu tempo.
Vencido pelos argumentos, Sasuke concordou:
- Acho que posso tirar uma hora de almoço, desde que seja em algum estabelecimento perto do meu trabalho. — ele reafirmou a proposta feita pela senhora Uchiha. Estava atolado de trabalho até a próxima geração, e a última coisa que queria naquele momento era tirar uma hora toda de almoço. Contudo, aquela não era uma mulher qualquer. Era sua mãe. E, mesmo que não admitisse com frequência, era o tipo de filho que faria qualquer coisa pela mãe.
Um belo sorriso resplandeceu na face de Mikoto e mais do que rápido, ela concordou com a exigência do filho com um balançar de cabeça.
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Naruto estava entediado. Dobrava o guardanapo e fazia desenhos com uma caneta que trouxera do trabalho. Odiava aquele tipo de lugar. Preferia mil vezes o seu almoço simples na barraca de ramen, perto do trabalho, porém, por um pedido de sua mãe - que ligara para combinar o almoço – estava ali, esperando-a chegar.
Consultou o relógio pela décima oitava vez. O tempo parecia se arrastar a passos lentos quando estava esperando por alguém. Mas não havia se passado nem mesmo cinco minutos desde que chegara. Suspirou e desistiu de esperar. Passou a procurar um garçom livre para atendê-lo quando seus olhos cruzaram com os ônix que conhecia muito bem.
Então, tudo fez sentido.
Era uma armadilha e eles haviam caído completamente.
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Do outro lado do restaurante, distante o suficiente para não serem vistas, a ruiva cutucou a morena que observava distraidamente o cardápio.
- Seu filho chegou! – exclamou ela, cheia de energia.
Rapidamente, a morena abaixou o cardápio e olhou na mesma direção da amiga.
- Acho que você estava certa, Kushina. – a morena concordou, notando o olhar dos dois jovens.
- É claro que estava! – exclamou a ruiva, convicta - Eles são perfeitos um para o outro. Só precisavam de um pequeno empurrão.
Continua...
Notas: Yo! Saudades! Feliz Natal e Um ótimo começo de ano a todos! Espero que gostem desse capítulo. E é, eu de novo não respondi a ninguém, e se respondi não lembro. Minha memória tá cada vez pior... Mesmo assim fiz esse capítulo de coração, espero que curtam (ushush facebook). E mais uma vez obrigada a todas que lêem.
Agradecimentos especiais a quem comenta: Srta Uzumaki, Luisakioshi, Hisui Ai, Melanie Uchimaki, Shiori McQueen e Double Side.
Obrigada por tudo pessoal!
Aviso: Já disse uma vez, mais não custa repetir, eu não tenho absolutamente nada haver com as brigas tanto de um lado quando do outro, por isso eu agradeceria se mantivesse distancia de mim e das minhas fic.
Grata, a gerência.
