Disclaimer: Edward e Bella assim como os outros personagens, pertencem à Stephenie Meyer e sua saga Twilight, mas O Poder da Resistência, com todos os seus dramas, conflitos e flashbacks pertencem a mim. Por favor, não copiem, plágio é crime!


POV Bella

Trilha: Heavy in your arms – Florence and the machine

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Nós já estávamos quase atravessando a porta que levava para um outro ambiente quando Alice se virou, encarando o homem atrás do balcão.

"Senhor?"

"Pois não, senhorita?"

"Ele por um acaso disse como se chamava?" – ela perguntou, e eu pude perceber que seu coração batia tão descompassado quanto o meu.

"Sim. Ele se chama James."

(...)

Aquele nome me atingiu como uma bomba. Eu precisei me escorar em Emmett para não desabar no chão, e só então me dei conta que estivera prendendo a respiração.

Eu sabia que não devia criar nenhum tipo de expectativa, mas desde que Alice entrara no quarto avisando que Emmett ligara falando sobre um judeu fugitivo de Auschwitz, foi impossível controlar minha mente e meu coração. O desejo de ter Edward novamente em meus braços foi o que me manteve sã durante todo o percurso até Cergy-Pontoise, nos arredores de Paris, e então, um simples nome fez com que meu coração se apertasse dentro do peito, me fazendo sentir como se o meu mundo estivesse desabando mais uma vez. A sensação não era muito diferente da que eu sentira naquela tarde quando cheguei na casa de Edward – nossa futura casa – e encontrei tudo revirado e nem sombra do homem que eu amava com todo o meu ser.

Eu senti as lágrimas escorrendo pelas minhas bochechas e logo depois os braços de Alice passando pela minha cintura, me apertando forte. Nós não precisávamos de palavras para que eu soubesse que ela estava na mesma situação, se sentindo tão morta por dentro quanto eu; suas lágrimas molhando minha camisa também eram um indicativo disso.

Os braços de Emmett passaram pelos nossos ombros e ele beijou demoradamente o topo de nossas cabeças antes de falar. "Eu sinto muito meninas; de verdade. Eu gostaria muito de estar comemorando junto com uma de vocês o fato de termos encontrado o Jasper ou o Edward, por mais que isso significasse ter que estar consolando a outra. Mas nós não podemos permitir que a decepção nos paralise. Essa pessoa aí dentro merece e precisa da nossa ajuda. É por ele também que lutamos e nos arriscamos. É pra salvar cada um deles que a Resistência existe. Vocês são fortes e vão conseguir superar mais essa dor. Vamos lá!"

Eu e Alice permanecemos abraçadas por mais algum tempo, como que tentando tirar forças sabe-se lá de onde para nos separarmos e atravessar a porta que Emmett nos indicava. Ao entrar no quarto pude sentir o forte cheiro de iodo, e precisei de alguns instantes até que meus olhos se acostumassem com a semi-escuridão. Sobre a cama havia um corpo inerte, encolhido, que eu logo presumi ser o tal James.

"James?" – Emmett chamou após fechar porta, parando no meio do quarto enquanto eu e Alice permanecíamos um pouco para trás.

O homem se sentou rapidamente na cama, puxando os joelhos em direção ao peito, nos encarando com apreensão em seus olhos. Ele parecia um animal acuado e eu me perguntei se Edward estaria do mesmo modo, em algum lugar.

"Quem são vocês? Eu prefiro morrer a voltar para aquele inferno." – ele disse com a voz firme, mas era possível perceber o medo por trás dela.

"Calma, não viemos te levar para inferno nenhum. Pelo contrário. Somos da Resistência, e estamos aqui para tentar te ajudar." – Emmett disse se aproximando um pouco mais da cama.

"Não se aproxime." – o homem gritou, se encolhendo ainda mais sobre a cama.

"Tudo bem, não darei mais nenhum passo. Eu sou o Emmett e essas são Bella e Alice."

"Bella... Alice..." – o homem repetiu, como que para si mesmo. "Eu tenho a impressão de já ter ouvido esses nomes antes." – ele tornou a falar, nos encarando, antes de sacudir a cabeça com força, a prendendo entre as mãos.

"Ei, está tudo bem" – Alice disse, se aproximando um pouco mais. "Por que você não nos conta como chegou até aqui para que possamos tentar ver a melhor maneira de te ajudar?"

"Eu não confio em vocês. Não tenho porque confiar."

"Tudo bem, então. A escolha é sua, você tem esse direito. Vamos, meninas!" – E dizendo isso Emmett se dirigiu até a porta. Eu e Alice nos entreolhamos e quando íamos chegando ao corredor, pudemos ouvir James começar a contar sua história.


POV James

Trilha: Two Steps From Hell – False King

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O que seria o inferno? Eu acreditava que tinha fugido dele ao deixar Edward para trás e mergulhar naquele túnel rumo à liberdade. Mas depois de dias andando descalço, praticamente sem descanso, sem dormir, debaixo de sol quente, com fome e sede, eu começava a me questionar se havia tomado a decisão certa ou se devia ter feito como Edward e Jasper e ter continuado no campo, tentando ser útil de alguma forma. Mas enquanto nos despedíamos, eu também podia ver a dúvida estampada em seus olhos.

Nosso grupo não fora o primeiro a fugir, e eu poderia apostar que não seria o último. Os alemães eram muito bons com as armas nas mãos, torturando, mas não prestavam muita atenção no que fazíamos depois que escurecia, nos nossos galpões. O consultório clandestino que o diga. Tudo acontecia ali, bem debaixo da fuça deles e eles não se davam conta.

Eu fiquei sabendo do plano de fuga por um acaso. Um dos homens que Jasper e Edward ajudaram estava conversando com eles sobre o assunto quando eu cheguei. Edward declinou o convite e me ofereceu seu lugar. Assim como Jasper. Apesar de tentados, os dois diziam que não poderiam voltar para suas casa e para suas mulheres e que se achavam mais úteis ali, com o consultório, do que fugindo.

Foram quase nove meses construindo o túnel; homens trabalhando naquilo sem parar, se intercalando como uma verdadeira equipe. Mas depois, tratamos de ir cada um por si; dez homens sujos, esfarrapados, descalços, com certeza atrairiam muita atenção e aumentaria a chance de acabarmos todos recapturados e mortos.

Eu costumava andar sem parar durante a noite, aproveitando o dia para me esconder nas plantações e furtar algum alimento aqui e ali. Eu não tinha noção de para onde estava indo, só sabia que precisava atravessar a fronteira e deixar a Polônia o quanto antes. Eu não teria nenhuma chance de sobreviver ali. A oportunidade veio uma tarde, quando eu me aproximei de uma fábrica e vi alguns homens falando que o caminhão tinha que ser carregado rapidamente para seguir para Bordeaux ainda naquela noite. Me escondi nas imediações e na primeira oportunidade subi no veículo, me camuflando entre o carregamento. Foram uns dois dias ali até que na noite do segundo dia eu vi uma placa onde se lia Bienvenue a Saint Maur des Fossés* e saltei.

Eu não sabia em que pé as coisas estavam na França, mas pior do que a Polônia e a Alemanha não poderia ser. Além disso, alguns presos que chegaram mais recentemente no campo falavam sobre a força da Resistência e eu esperava que, de alguma forma, eu conseguisse sobreviver.

Saint Maur não se mostrou um bom esconderijo. Havia soldados para todos os lados e a cidade era muito pequena, qualquer forasteiro logo chamaria a atenção. Consegui abrigo na igreja local onde o padre me deu um pedaço de pão seco e um cálice de vinho. E a noite eu voltei a caminhar. Não sei quanto tempo se passou até que avistei um galpão nos fundos de uma casa. Meus pés sangravam, minha cabeça doía, a pele dos meus ombros ardia e minha garganta estava seca. Eu já tinha perdido qualquer esperança de continuar vivo. Entrei ali em busca de um lugar tranqüilo para morrer e, por alguns instantes, eu achei que finalmente minhas preces tivessem sido atendidas e eu estivesse em alguma espécie de paraíso celeste. Há anos eu não via tanta comida junta. Havia pão, marrom glacê, algumas frutas, presunto, queijos, vinho, tudo em uma espécie de estoque. Sem pensar em nada eu me atirei na direção daquilo e comecei a comer tudo o que conseguia pegar. Até que ouvi passos e uma luz se acendeu.

Eu já conseguia me ver no campo novamente e sabia que dessa vez minha sorte seria diferente. Os alemães não perdoavam os fugitivos. Mas para o meu espanto fui trazido para este quarto, me deram banho, comida, e me orientaram a continuar aqui o mais quieto possível enquanto o Monsieur Le Brun buscava ajuda para mim. Eu não tinha porque confiar nele, mas naquele momento eu não tinha escolhas; no meu atual estado, até mesmo a morte é bem vinda.


POV Bella

Trilha: From Where You Are - Lifehouse

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Eu bem que tentara me manter forte durante o relato, mas não tinha como. Era desumano demais tudo o que aquelas pobres pessoas estavam passando, o que o meu Edward estava passando, o que eu estava sendo obrigada a passar... e por que causa? Pelas idéias malucas de um sujeitinho qualquer! A cada ação, a cada relato, a cada dia pelo qual essa guerra se arrastava meu ódio por Hitler e seus seguidores aumentava ainda mais.

"Você não vai morrer. Nós vamos te ajudar, mas para isso, precisa confiar na gente. Você não é o primeiro nessa situação que nós ajudamos e você mesmo nos disse que tinha ouvido falar sobre a Resistência, no campo."

A voz de Alice me tirou dos meus pensamentos e eu me assustei ao vê-la sentada na cama, abraçando James como ela costumava fazer com Victoria quando a pequena menina estava chorando antes de dormir. Aquela era Alice, sempre tão compassiva, passando por cima de sua própria dor para ajudar os outros.

"Obrigado" – James respondeu, e naquele momento eu soube que havíamos ganhado sua confiança. "O que vocês têm em mente?"

"Eu acho que a melhor opção é te manter por aqui até que você esteja mais forte, e então daremos um jeito de te colocar em algum trem ou caminhão rumo à Inglaterra. Lá outros agentes da Resistência se encarregam de te dar documentos falsos e uma estrutura para que você possa recomeçar." – Emmett disse, voltando a assumir sua posição de líder do grupo.

"Ou podemos levá-lo para minha casa e deixá-lo aos cuidados do meu pai. Pelo menos teríamos medicamentos à disposição." – Alice sugeriu.

"É perigoso, Alice. Você sabe que não podemos levar todos os judeus que ajudamos para a sua casa. Aquilo lá não é um campo de refugiados." – Emmett interveio.

"É, Ali. Além do mais, nunca sabemos se algum de nós está ou não sendo vigiado." – eu completei, tentando colocar um pouco de juízo em sua cabeça. "Pense em Victoria."

"Eu sei, gente, mas meu pai é um médico conceituado. Eles nunca irão invadir a casa dele dessa forma. Ele estará seguro lá."

"O prestígio do seu pai não impediu que levassem o Jasper!" – Emmett gritou, fazendo Alice estancar em seguida. A expressão de dor na face dos dois não deixava dúvida de que ambos lamentavam aquelas palavras.

"Eu sinto muito, Alice."

"Ele vai para a minha casa e ponto final!" – ela disse, erguendo a sobrancelha e lhe dando aquele olhar que indicava que o assunto estava encerrado.


Já havia algumas horas que tínhamos voltado de Cergy-Pontoise. Carlisle havia dado uma olhada em James e constatado que ele estava com uma desidratação grave, além de algumas queimaduras. Esme havia preparado uma boa canja para ele e tudo parecia estar normal, mas uma coisa não saía de minha cabeça: a história que ele havia contado sobre o campo e sua fuga. Eu não estava sonhando, ele havia falado em um Jasper e um Edward, não havia? Seria possível...? Na hora estávamos todos tão envolvidos em tirá-lo ou não dali que aquilo passou despercebido, mas agora, sentada ali, vendo Alice embalando Victoria em seus braços, aquela história voltou a martelar em minha cabeça.

"Alice?"

"Sim, Bella."

"Você prestou atenção na história que James contou?"

"Hum hum..."

"E não teve nada que chamou a sua atenção?"

"Na verdade... bem..."

"O que foi Alice? Fala."

"Eu tive a impressão de ter ouvido ele falar o nome Jasper, mais de uma vez. Mas achei que era coisa da minha cabeça, ainda querendo que fosse ele ali, querendo alguma notícia, alguma certeza de que ele está vivo."

"Eu tive a mesma impressão. E se a nossa certeza estiver ali em cima, naquele quarto?"

Nós nos entreolhamos rapidamente e, como que num acordo silencioso, rumamos para a escada. Alice deixou uma Victoria já adormecida em seu quarto e paramos na porta do cômodo onde James fora acomodado.

"James? Será que podemos conversar um minutinho com você? É importante!" – Alice disse, colocando a cabeça para dentro da porta, depois de bater.

"Claro. Aconteceu alguma coisa?"

"Bem... Bella e eu entramos para a Resistência em momentos distintos, mas impulsionadas pela ocorrência do mesmo fato. Meu marido foi preso logo após a ocupação de Paris e levado por oficiais alemães, e eu nunca mais tive notícias dele. Mais ou menos um ano depois, os nazistas fizeram uma grande operação de apreensão de judeus aqui na França, e o noivo da Bella desapareceu naquele dia." – Alice começou a contar.

"Emmett já fazia parte da resistência e foi até Alice, oferecendo ajuda. No meu caso, ele era o melhor amigo do meu noivo e me encontrou na casa dele quando eu, desesperada, fui até lá na tentativa de alertá-lo sobre as prisões, mas acabei chegando tarde demais." – continuei.

"Eu sinto muito" – James disse, encarando o chão.

"Acontece que, enquanto você contava sua história, nós tivemos a impressão de que você falou os nomes deles."

"Eu?" – James se espantou, nos encarando pela primeira vez. "Espera... Bella... Alice... Vocês são as mulheres do Edward e do Jasper... é claro!"

"Como eles estão?" – eu e Alice nos vimos gritando ao mesmo tempo em que corríamos até a cama, nos colocando de joelhos aos pés de James, enquanto eu sentia as lágrimas escorrendo por minhas bochechas e meu coração disparado em meu peito. Tinha a sensação de que Esme lá na cozinha seria capaz de ouvir o som de suas batidas.

"O mundo é realmente engraçado. Antes de partir eu perguntei para o Edward se ele queria que eu procurasse alguém, mandasse algum recado, e ele disse que seria muito difícil eu encontrá-la... E olhe só onde eu estou agora!" – James murmurou, quase que para si mesmo.

"Eles estão bem?"

"Eu não diria que alguém está bem naquele inferno. Mas eles estão sobrevivendo, ou pelo menos estavam até quando eu saí de lá. Jasper definitivamente com mais facilidade do que o Edward."

Eu ouvi Alice suspirar ao meu lado, ao mesmo tempo em que um arrepio subia pela minha espinha.

"Como assim?" – perguntei, me sentindo extremamente nervosa.

"Você falou algo sobre um consultório clandestino. Do que se trata?" – Alice perguntou, praticamente falando ao mesmo tempo que eu.

"Eu não sei de quem foi a idéia ou como ela surgiu, mas os dois resolveram aproveitar os seus conhecimentos médicos e alguns contatos do Jasper para cuidarem dos feridos e adoentados no campo, livrando assim várias pessoas da morte." – James começou a contar e eu podia ver que seus olhos estavam longe, como se ele tivesse mergulhado em suas lembranças. "Eu perdi a conta de quantas vezes os dois abriram mão de suas porções diárias de comida para alimentar um doente ou dos inúmeros riscos que correram. Principalmente Edward. Até agora não consigo entender porque ele abriu mão da possibilidade de fugir..."

Meu coração se apertou com aquilo e a dor que eu senti em meu peito foi como se eu tivesse sido atingida por algum objeto duro e pesado. 'Por que Edward não aproveitara a chance de fugir? Será que ele não sentia a minha falta, não queria estar de volta comigo, recomeçar a nossa vida?'

"Por que principalmente o Edward?" – perguntei, me forçando a deixar aqueles pensamentos de lado.

"Porque desde que eu cheguei ao campo vejo a vida do Edward se tornar um inferno ainda maior cada vez que o Tenente Newton está por lá. Pelo que parece, o tenente está sempre de olho no Edward e não deixa passar nada. Absolutamente tudo era motivo para espancá-lo, para mandá-lo para a solitária, deixá-lo sem comida, amarrado sem roupa durante a noite no inverno... Eu e Jasper tentávamos acobertá-lo como podíamos, mas nem sempre tínhamos sucesso, e mesmo que mais de uma pessoa estivesse fazendo o que quer que fosse que o Tenente considerasse errado, seria sempre Edward a sofrer as conseqüências pelas suas mãos. Pelo o que Jasper me contou uma vez, eles já se conheciam dos tempos de escola e o ódio do Newton vem desde essa época."

Só quando James acabou de falar é que eu percebi que estivera prendendo minha respiração.

"Aquele maldito!" – eu gritei, fechando minhas mãos em punhos ao lado do meu corpo.

"Calma, Bella." - Alice disse, passando os braços pelos meus ombros.

"Ele me enganou o tempo todo, Alice. É claro que eu sabia que ele não era inteiramente sincero e eu não confiava nele. Só queria obter informações que pudessem nos ajudar, mas nunca imaginei que chegasse a esse ponto. Que ele se fizesse de amigo do Edward para mim, aparentando sofrer pela sua morte e depois o maltratasse no campo. E nem morto ele está!" – eu gritei uma vez mais, escondendo meu rosto entre as mãos. "Você não vê, Alice? Não era apenas eu quem o estava usando. Ele deve estar usando esses nossos encontros contra o Edward de alguma forma, e por isso ele não quis fugir, por isso ele não quis voltar para junto de mim."

"Bella, se acalme, por favor, minha querida. O que importa agora é que você sabe que o Edward está vivo e, de alguma forma, está bem. Isso é o mais importante. É nisso que você precisa focar para seguir em frente e continuar lutando. Eu já te disse isso antes, uma hora essa guerra estúpida vai ter que acabar."

"Mas eu vou me vingar, Alice. Eu juro que vou."

"Cuidado, senhorita." – James disse, segurando minha mão entre as suas. "Todas as vezes que eu vi o Edward falando sobre você, ficou muito claro o quanto ele te ama. Ele nunca se interessou por nenhuma outra mulher no campo, e olha que não faltaram oportunidades. O doutor não iria suportar se no dia que sair de lá não encontrar a senhora aqui."

Eu lhe sorri em agradecimento, incapaz de dizer qualquer coisa devido às minhas lágrimas. Deixei Alice ainda conversando com ele no quarto e fui em direção ao banheiro lavar o meu rosto. Eu precisava me acalmar antes de agir.

Desci vagarosamente até a cozinha, onde Esme e Carlisle conversavam, e lhes disse que estava indo para minha casa e que eles dissessem a Alice que eu ligava para ela na manhã seguinte. Os dois tentaram me persuadir a continuar ali, mas eu os convenci de que conseguiria chegar em casa sã em salva, graças ao salvo conduto que ainda tinha comigo. Dirigi inebriada pelas lágrimas e pelas palavras de James que não saíam de minha cabeça. Edward estava vivo e, apesar de tudo, Alice estava certa – isto era tudo o que importava.

Cheguei no meu apartamento e, apesar das horas, corri para o telefone. Só havia uma pessoa que poderia me ajudar, e eu esperava que ela topasse.

"Alô, Rose? Eu preciso da sua ajuda!"


*Bem vindo a Saint Maur des Fossés. Saint Maur é uma cidade nos arredores de Paris, localizada a 11Km do centro da capital francesa. É a cidade do meu avô, e colocá-la aqui acaba sendo uma forma de homenageá-lo também!


Oi flores,

E aí, todo mundo vivo? Eu sei que muitos de vocês acharam que o James não iria revelar nada sobre o Jasper e o Edward, mas eu precisava dessa revelação para o bem e a continuidade da fic. Eu só digo que está tudo dentro dos conformes para o que essa minha cabeça maluca planejou daqui para a frente. E, só para vocês saberem, teremos mais cinco capítulos mais o epílogo! Então, já sabem né, daqui pra frente, tensão e mais tensão! Alguém se arrisca a dizer o que a Bella quer com a Rose?

Mais uma vez, desculpem pela demora. Parece que quanto mais eu tento me organizar, mais eu me enrolo ushaushaushuahsuahusa Mas é isso aí, quando menos vocês esperarem o próximo capítulo sai, e eu só prometo um capítulo com emoções fortes!

Como sempre, um super agradecimento à Paulinha por ser essa beta maravilhosa que está sempre me deixando viada com as mensagens e confiando nas minhas maluquices!

Bem, só à Sayuri ficou sem receber reposta da review. Flor, que bom que você está gostando e viu só... seus palpites andam certeiros heim? Algum palpite para o próximo? Ushuahsuahsuaha bjusssss

Amores, me deixem saber o que acharam do capítulo okay? Cada review é muito importante e me dá um ânimo extra para continuar escrevendo. Bjinhossss e até o próximo!