Neglle Snape: Que bom que você gostou! Eu fico muito feliz em saber! :) A Sofia aparece daqui uns dois ou três capítulos. Ela de certo modo é diferente da Amy, embora tenha os mesmos problemas existenciais. Acho que vão gostar dela...

Catherine3: Esse capítulo esclarece algumas coisas sobre o passado dela! Espero que você goste, hein? :*

N/A: Como eu disse para a Catherine3, este capítulo é para esclarecer algumas coisas. O próximo já tem novidades! ;)

Muito obrigada a todas (os) que deixam reviews! É o que dá ânimo pra gente! Fico muito feliz ao ler cada uma que vocês me deixam...

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A chuva escorria sobre as paredes de pedra do castelo de Hogwarts como uma música incessante. O vento varria as árvores e as nu vens pesadas escondiam a lua cheia.

Em seu escritório, Snape andava de um lado para o outro, impaciente, ignorando tudo e todos, inclusive Dumbledore, que se tornara um quadro muito travesso e insistente.

- Severo, me escute!

- Já disse para ficar quieto, Alvo!

- Mas e se você procurar resolver tudo pessoalmente?

- Qual a parte do "não se meta neste assunto" você não entendeu? – disse malcriado.

Havia mais de dois meses que Snape não via Helena, pois ele jamais teve iniciativa de procura-la depois do que quase aconteceu. "Mas não houve nada de mal. Bem que eu poderia procura-la", pensava ele.

A questão é que ela não era como as outras. Jamais o sexo sem compromisso tinha sido seu objetivo naquela noite. Claro que ele também não buscava um compromisso emocional e se houvesse a oportunidade de contatos mais íntimos ele não iria recusar (1). Tinha percebido que cometera um erro fatal na casa dos Billington, mas era algo que não conseguia explicar: Ao mesmo tempo em que aquela mulher de aparência tão delicada, mas de temperamento tão insolente lhe despertava uma espécie de "instinto de proteção", ele também sentia uma vontade incontrolável de fazê-la se calar, de dominá-la.

Ele não conseguia entender como passou a se sentir "diferente" em relação à Helena Mitchel, muito menos quando. Sabia que ela fora aluna de Hogwarts e que tinha uma filha estudando na mesma escola. E só. Além do fato de ter estado empenhada na compra da mansão, era a única coisa que sabia dela. E se sentia tão atraído. Ela era tão petulante, tão cheia de si e confiante... Mas ao mesmo tempo tão frágil. E amarga, como muitas vezes ele mesmo se sentira. Tinha vontade de protegê-la. Mas também de fazer amor com ela. O que lhe incomodava era que, de tão lógico e racional que ele sempre fora, precisava saber por que se sentia tão atraído por ela se na maior parte do tempo a única coisa que sabia fazer era atormentá-la com tiradas sarcásticas.

Desde o momento em que a beijara violentamente na recepção dada por Eleonor e Jamie Billington vinha sonhando com ela. Sem contar que quando o semblante dela vinha passear em sua mente durante uma tarefa qualquer, Snape tinha lembranças que sabia não serem suas, mas que ao mesmo tempo lhe pareciam tão íntimas e intrínsecas a ele, onde ela era sempre protagonista.

Pensou em buscar notícias com Amy, mas achou não ser uma boa ideia. Não era profissionalmente ético e ele sabia que as duas não se davam bem. E por fim, rendeu-se à antiética: Vasculhar o arquivo morto de Hogwarts.

- O que tanto você quer saber sobre essa mulher, Severo? – perguntou Alvo.

- Tudo. Quem ela é. De onde veio. Em que período esteve em Hog... Mas ora essa, eu já não te disse para ficar quieto?

- Ah... Você não aprende mesmo, hein Severo? – disse um Dumbledore matreiro – Esqueceu que se deve respeitar os mais velhos?

- Não vejo muita aplicabilidade nisso quando o sujeito em questão é um quadro! Cale-se ou senão você vai conhecer o poder de um bom solvente de tinta! – praguejou.

- Tudo bem. Se precisar de ajuda, quiser ouvir minha sugestão ou até mesmo um drops de limão, me chame. Agora vou dar um passeio por Hogwarts. Você está chato demais hoje. – e sumiu da moldura.

Snape pegou a ficha que queria:

MITCHEL, Helena Georgina.

Naturalidade: Dublin, Irlanda.

Data de nascimento: 07 de abril de 1977

Casa: Sonserina

Filiação: Georgina Durham Mitchel e Thomas Mitchel

Anos de frequência: 1988 – 1992 (2)

Habilidades: Poções e Feitiços

Analisou os dados com uma expressão extremamente confusa no olhar. Se ela havia entrado em Hogwarts no ano de 1988 e saído em 1992, ela não tinha terminado seus estudos. Não havia nenhuma observação do porquê de sua desistência. Severo não se conformava: Ela fora sonserina e ele sequer consegue se lembrar! Procurou a ficha de Amy em meio à pilha com a letra M:

MITCHEL, Amy.

Naturalidade: Londres, Inglaterra.

Data de nascimento: 09 de setembro de 1993 (3)

Casa: Grifinória. Observação do chapéu seletor: Algumas tendências sonserinas, porém, não suficientes para pertencer a tal casa.

Filiação: Helena Georgina Mitchel

Anos de frequência: 2004 – atualmente

Habilidades: Vôo e Feitiços

A maior curiosidade de Snape não pôde ser saciada: Não havia o nome do pai da garota na ficha escolar. Voltou a examinar a ficha de Helena: Ela deixara Hogwarts aos 15 anos de idade, ano em que Amy nasceu. Haveria sido por isso?

Com raiva, empurrou a ficha para longe. Ainda não sabia quase nada sobre Helena. O fato de não saber nada sobre ela não era o que mais lhe incomodava, mas sim, o fato de que ela passou a frequentar Hogwarts algum tempo depois que ele próprio passara a lecionar Poções ali. Como não se lembrava dela? Fuçou o arquivo de sua disciplina e teve acesso às excelentes notas dela com ele, que já tinha sido promovido a Diretor de Casa. E como ele ainda não se lembrava dela se era capaz de lembrar-se até do mais supremo "cabeça-oca" que pudesse ter passado pela escola? E quem dera de uma aluna tão brilhante? Já que era o momento dos por quês, Severo se viu obrigado a questionar também o motivo de uma aluna tão brilhante resolver ganhar a vida pintando quadros à moda trouxa. Estava quase desistindo de tudo, quando percebeu que havia uma anotação em um canto da ficha: "Começou a trabalhar como auxiliar no departamento de Feitiços - Ministério da Magia em agosto de 1991. Matrícula trancada".

Snape já sabia onde procurar.

Mas haveria de rever a mulher que lhe perturbava os sonhos em breve. Pegou uma pena e um pergaminho, se pondo a escrever:

"Prezada Srta. Mitchel,

Durante a tarde de hoje recebi do Tabelionato alguns documentos relacionados à Mansão Prince e que devem ser de seu interesse. São diários de família que pertenceram a meus avós e à minha mãe, Eileen Prince. Também há alguns desenhos de como era a Mansão antes da mesma ter se deteriorado com o tempo. Gostaria de poder examinar a casa com mais cautela, apenas por fins pessoais e de curiosidade.

Atenciosamente,

Severo P. Snape".

Severo enviou a carta no dia seguinte. Helena recebeu a coruja na Mansão Prince, visto que estava acompanhando a restauração junto de sua amiga Eleonor. Quando percebeu de quem se tratava a mensagem, tremeu. Suas mãos gelaram e ela suou frio. Ele não se esquecera dela e ela não sabia se isto era bom ou ruim. Discretamente e cuidando para Eleonor não perceber que havia chegado uma carta e muito menos descobrir o remetente, Helena subiu à biblioteca, cômodo que já estava completamente restaurado. Leu o conteúdo da mensagem. Desta vez ele tinha assinado o bilhete com o sobrenome Prince, ela percebeu. Helena teve de confessar a si mesma que gostou de receber a carta, mas por um lado não podia deixar de ficar chateada com a impessoalidade que o tratamento "Srta. Mitchel" trazia. Ela não esperava que ele fosse lhe chamar pelo nome ou puxar assunto sobre o último encontro que tiveram há várias semanas, já que ela mesma tinha sumido de vista; mas, todavia, no fundo ela gostaria que ele retomasse o assunto... Embora não devesse e ela não pudesse. O passado não permitia.

Começou a responder a carta:

"Caro Severo Snape,

Talvez seja possível, mas apenas se eu tiver acesso aos desenhos da casa. Como você mesmo mencionou, estes documentos são de meu interesse, visto que estou com a reforma da mansão em andamento. Conversaremos quando lhe for conveniente.

Atenciosamente,

Helena Mitchel".

No fim da tarde, uma corujinha marrom e pequena entregou a resposta. Na sala do diretor, alguém também não gostara do tom impessoal da resposta, mas ele sabia que era o máximo a se esperar de Helena depois de considerável afastamento.

"Querida Helena,

Quanto a mim não vejo problema. Irei à mansão amanhã à tarde. Com certeza você vai querer me acompanhar para que eu não roube a mansão tijolo por tijolo.

Severo".

Lá estava ele sendo irônico de novo, mas ela não conseguiu deixar de sentir o coração aquecer-se quando ele voltou a mencioná-la apenas pelo nome. Suas pernas tremeram novamente: Iria revê-lo.

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(1) Snape mulherengo. Safado. Cachorro. Sem vergonha! Kkkkk

(2)* Como o ano letivo começa em setembro na Inglaterra, considerei a idade dela a partir de 1989 (12 anos) e assim por diante.

(3) Como estou com dificuldade para coincidir datas, Amy nasceu em setembro de 1993 porque Helena engravidou no fim de 1992, quase começando janeiro (para dar certo os 9 meses). Usando o ano de 1993 dá que ela tem 14, mas isso vai ser explicado em um capítulo. Os 15 anos estão próximos. =P

O próximo capítulo vai dar novos rumos pra fic. Pasmem.

Vou postar amanhã e dar esse encaminhamento logo, para não cansar vocês. Chega de mistérios. =P