Saint Seiya não me pertence e sim a Kurumada além dos respectivos meios... Como sabem é uma fic sem fins lucrativos e toda aquela história que estamos cansados de ler.
Aviso: Fic sujeita a mudanças. Infelizmente não posso classificá-la como Yaoi nem Hetero e os motivos serão explicados no decorrer da fic. Peço gentilmente que tentem compreender essa pessoa que escreve por diversão. Bem para quem não esta nem ai. Boa leitura!
Agradecimento: Gostaria de agradecer a Fagner. Sem ele metade dessa fic não sairia do papel.
Resumo: Até onde o amor de uma pessoa suportaria a dor da perda? Será que a aparência é mais importante que o sentimento? Uma morte, um pacto, um Deus e um homem cego de amor poderiam destruir a tudo e a todos?
Beta: Sem beta
Nunca te esqueci. Sempre te amei.
Os sobrenomes: Verseau e Seferis são de respectivamente de Lua de Prateada e Sion Neblina, eu peguei emprestado e os créditos são delas. O Verseau é de Kamus, mas irei usar em Karine. O Seferis é de Miro, mas vou usar em Kardia. Você vai entender mais na frente que os sobrenomes vão para os seus respectivos personagens na hora certa. E Donatello é meu mesmo. Agradeço a atenção e vamos a leitura.
Nunca te esqueci. Sempre te amei.
Capítulo 9
Uma semana depois...
O Santuário continuava a sua rotina, os cavaleiros realizando seus afazeres do dia a dia, a fundação caminhando as mil maravilhas e Saori... Shion fitou a Deusa sentada em frente a mesa no escritório, o ariano ainda não entendia como a jovem não dava atenção ao fato Kamus ser uma mulher. Parecia que nada estava acontecendo até a porta ser aberta com força por um cavaleiro, mais especificamente, o espanhol que se pudesse soltaria fogo pelas narinas.
- Como assim você envia o Kamus no meu lugar para a reunião na França. – falou o capricorniano. – Eu deveria estar naquele jatinho indo para França e não, um homem que virou mulher.
- Bom dia para você também Shura. – falou a Deusa.
Shion estranhou tais palavras, pois a poucos dias o espanhol só falava de como a ruiva era maravilhosa e parecia endeusá-la. Ele defendia Karine de tudo e de todos, mas agora qualquer coisa que Kamus fizesse ele era contra e sempre reclamava. Saori parou de ler e observou bem o cavaleiro a sua frente bufando de ódio.
- Pensei que você fosse para a Espanha resolver os assuntos da fundação de crianças amparadas pelo esporte. – falou a jovem vendo a expressão de o cavaleiro suavizar.
- Eu...
- Afinal é na Europa.
- Vou agora mesmo.
Shura sumiu assim como entrou e o lemuriano achou perigoso a informação que a Deusa acabou de passar. Se por acaso o espanhol fosse a França atrás de Kamus e arrumasse uma confusão. Kamus não tinha cosmo e poderia sofrer nas mãos de um cavaleiro furioso.
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O capricorniano seguiu a ideia ou a linha de pensamento da Deusa, ou seja, lá o que ela quis dizer e assim que resolvesse tudo da fundação na Espanha ia diretamente para a França e Kamus ia ver. Não ia deixar barato o fato de ele ter ido sem ele já que os dois fizeram o projeto juntos.
- Ele me paga. – segurou firme a alça da mala que colocou em cima da cama.
Começou a arrumar as malas de qualquer jeito. O ódio pelo aquariano passava como uma corrente elétrica. Como ele pode fazer tamanha maldade com ele.
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Jato, em algum lugar entre a Grécia e França.
Karine lia o jornal francês para se informar das últimas notícias, mas sua mente só pensava no seu filhote preso naquele cubículo. Não ia deixar Orion no apartamento e nem em uma colônia de férias para cachorro. Orion talvez pudesse precisar de algo e não ia abandoná-lo com...
Karine não soube quem a abandonou, mas uma pessoa queria preencher a sua mente, contudo seus pensamentos eram para Orion e sua vida nova. O cavaleiro não sabia, mas sua mente a partir dos dons dado por Circe estavam bloqueado algumas lembranças do passado, principalmente, Miro. E no momento certo tudo ia vim a tona.
Ao desembarcar no aeroporto a primeira missão foi deixar Orion se aliviar e depois seguir para o hotel. Karine assim que fez o check in, tomou um banho, deu comida para Orion que entrou no Box e acabou tomando banho com sua dona, ajudou em organizar os papéis de Karine só que da sua forma. A aquariana se divertia muito com Orion e mesmo ele sendo um animal e não uma pessoa sentia que o cãozinho parecia entendê-la muito bem.
À tarde, os dois foram a sede de uma das fundações, Karine deixou Orion em uma sala com comida e água até o fim da reunião. Ao começar a reunião a ruiva quase caiu para trás, se não estivesse sentada o fato talvez acontecesse, ao ver Kardia com um rapaz que parecia ser seu secretário.
Seferis, como os funcionários o chamavam, estava belíssimo no terno fino na cor sóbria e os longos cabelos preso deixando o rosto com expressão séria a vista. A reunião teve início e claro que Kardia de vez enquanto fitava a ruiva e ela prestava atenção em tudo a sua volta e ainda por cima anotava tudo que podia.
Kardia queria mesmo que Karine fosse a sua funcionária e tinha mandado inúmeros pedidos para Saori Kido pela transferência ou uma troca de funcionários para conhecer as empresas. Fato comum as empresas como a que ele trabalha e a fundação Kido. Resumindo, o escorpiano tentou de tudo, porém a única coisa que recebeu foi um: infelizmente no momento só tenho um funcionário grego que posso transferir ou um sueco.
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Karine ao final da reunião foi ver seu amado filho. Ao abrir a porta o viu correr na sua direção e passando por suas pernas. A ruiva se virou e viu o grego sorrindo e brincando com Orion.
- Orion. – afagou os pelos do cãozinho, Kardia. – Vejo que cresceu muito da última vez que o vi.
- Ele só não engordou porque tento vigiar suas comilanças.
- Mas ele come pouquinho, não é bonitinho? – fez uma pausa pegando Orion. – Mamãe eu como pouquinho, pois sou pequeninho. – falou virando o cãozinho e mexendo nas patinhas deles como se o animal falasse com sua dona.
- Você não sabe o que Orion come. – deu um sorriso dos dois.
A ruiva já o viu comer, ou melhor, percebeu que o pacote de ração de um quilo estava vazio no dia seguinte sem ela ver. Teve que guardar em um lugar seguro, mas não tinha jeito e toda a manhã só via os restos do pacote de ração. Kardia se levantou e ficou frente a frente com a ruiva. Karine sorriu e ele fez um convite para almoçarem amanhã já que hoje as agendas dos dois estavam cheias. E claro que Karine aceitou se pudesse levar Orion.
Orion fitou os dois e não estava gostando daquele olhar e revirou os olhos quando mencionou o fato da comida. Afinal era um leão e precisava de muita comida, ou melhor, não era um leão, mas um humano, mas mesmo assim aquela pequena quantidade de ração não ia ser o suficiente para si todos os dias.
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No dia seguinte, França...
Shura bufou por ter que pegar um avião e fazer uma maldita conexão para sei lá onde só porque queria chegar hoje na França e matar Kamus. O capricorniano não se recordou que havia meio mais práticos e rápidos, e talvez o ódio estivesse o dominando.
- Espere e verá Kamus. – segurou forte o braço da poltrona. - Espere e verá.
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Orion não se cabia em felicidade, latia, corria e olhava o relógio. Karine pegou a bolsa e colocou a coleira. Sentiu sendo levada para o elevador.
- Calma garoto! – riu e entrou no elevador apertando o botão. – A fome bateu?
- Au! Au!
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Kardia estava no restaurante, ou melhor, do lado de fora esperando pela ruiva. Ele até que estava bem, mas uma pontada o fez se sentar. O coração não é mais o mesmo. Aquela maldita doença o deixava louco, mas tinha que ser mais forte.
E exatamente na hora marcada o grego viu os dois chegando. Orion não se conteve de alegria, o restaurante aceitava animais e os três foram guiados a uma mesa no fundo do estabelecimento mais ampla e exótica com plantas e um gramado que o cãozinho amou.
Os dois conversavam animadamente sobre diversos assuntos ou quase todos os assuntos, pois cada um tinha os seus segredos. Kardia tentava puxar alguns assuntos, mas a ruiva sempre escapava. Karine notou desde o momento que deu abertura para uma possível amizade o grego a sua frente queria mais. Tinha que ser um grego.
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Não muito distante dali...
Shura chegou ao hotel e soube que o aquariano traidor não estava no quarto, conseguiu com seu charme sabe onde o ruivo estava. Sem demora foi ao local com ódio. Nem mesmo tomou um banho ou trocou de roupa.
O capricorniano pensava em inúmeras maneiras de matar o amigo ou ex-amigo de armas. Mas ao entrar no restaurante e ver a mão do infeliz sobre a dela o sangue ferveu...
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Alguns minutos antes de Shura aparecer...
A sobremesa foi posta a mesa, o grego sorria e contava como conseguiu fazer o amigo que nunca ria, cair na gargalhada. A ruiva estava se divertindo e tentando escapar dos galanteios do grego. O momento perigoso foi quando o grego pegou a mão da ruiva. Ela o fitou entre a incerteza e algo que não conseguia definir.
Orion comia sem perceber a tragédia internacional que acontecia mais a cima. Shura entrou em cena ao ver a mão dele sobre a dela. O sangue espanhol falou mais alto. O capricorniano puxou a ruiva da cadeira quase derrubando a mesa.
- Não toque nela seu tarado. – Shura proferiu tais palavras com fúria.
- Quem é você? - questionou o grego.
- Eu sou o namorado dela.
Karine fitou o capricorniano a abraçando como se fosse a sua propriedade. Kardia quase teve um infarto. Orion tossiu com a comida que não desceu bem.
- Você... – tentou falar o grego. – Namora... – apontou para o espanhol olhando a ruiva. - Com ele...
- Lógico. – falou o cavaleiro de capricórnio.
- E porque você não me falou nada. – Seferis se voltou para a ruiva.
-... – ela ainda olhava o espanhol que encarava o grego como um adversário.
- Karine? – o grego não entendeu nada.
A ruiva levou um tempo para processar o que estava havendo. Notou que o cavaleiro a fitou e não teve duvidas deu um chute no meio das pernas do cavaleiro. Shura se contorceu de dor, Kardia mordeu o lábio inferior de dor, pois sabia que ali doía e muito.
Karine nunca sentiu tanta raiva, pegou nos braços Orion e deixou o seu convidado e seu amigo no restaurante. Os dois se olharam ainda dentro do restaurante. Kardia o ajudou e o capricorniano não sabia por que agir daquele jeito. O espanhol nunca sabia o que acontecia consigo quando ficava perto do Kamus mulher.
- Eu não o conheço, mas sua namorada é fogo mesmo. – falou o grego.
- Ela não é a minha namorada. – parecia que saiu de um transe.
- Mas você... – agora não entendeu mais nada.
- Eu não sei o que deu em mim. – que poder tinha aquela mulher sobre si, pensou o cavaleiro.
- Eu sei. – viu o outro o olhar curioso do seu comentário.
- O que?
- Isso é amor.
-... – o espanhol pegou uma taça de água e bebeu olhando o grego que começou a falar.
Shura e Kardia conversaram mais um pouco. O grego tinha que dá o braço a torce, pois se fosse para a ruiva escolher alguém que fosse uma pessoa saudável. Talvez o espanhol só precisasse de sua ajuda, pensou o grego. Shura sorriu, mas não sabia se era de alegria ou de triste, porém resolveu escutar o grego falante.
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Karine saiu sem rumo pela rua. Colocou Orion no chão e sentou em um banco de um parque, nem ela soube como parou naquele lugar. Mas afinal o que aconteceu na sua vida? Virou uma mulher. Certo que estava linda até demais, mas porque seu amigo mudou com ele ou com ela? Que complicação!
Shura parecia um zumbi na sua frente, mas era vira as costas que ele soltava indiretas a sua pessoa. E até outras palavras que não sabia o motivo. O que aquele maluco tinha afinal? Fitou Orion que estava sentado balançando o rabinho esperando a próximo passo.
- Eu não sei o que faço Orion. – suspirou.
O cão latiu e a ruiva fitou por mais algum tempo o seu fiel amigo. A situação não era das melhores. Veio a trabalho, reviu o grego que beijou os seus lábios, saiu para almoçar com ele e deixou-o com Shura... Shura!
- O que eu fiz? – agora se dera conta do que fez.
Desesperada voltou ao restaurante, mas soube pelo garçom que os dois haviam ido embora e pareciam amigos. A ruiva resolveu voltar para o hotel. Ao chegar ao seu quarto viu o espanhol a esperando na entrada da porta do quarto.
- Shura...
- Ka. – interrompeu a. – Desculpa pelo rompante no restaurante.
- Eu que peço desculpas por você não ter podido apresentar o projeto comigo. – tinha algo estranho. Muito estranho no ar.
- Mas...
- Recorda que antes de eu ficar assim. – sorriu e prosseguiu. – Você falou que ia resolver uns assuntos na Espanha.
- Sim.
- Então eu coloquei no final da apresentação o seu nome como um dos realizadores do projeto comigo. – viu o cavaleiro sorriu e seguiu. – Comentei que você não estaria na apresentação, pois foi ajudar num importante projeto pessoal e todos lhe desejaram parabéns e sucesso...
- Bem...
- Eu ia contar as boas novas, mas eu não sabia se você estava em reunião...
- Ele tem razão. – interrompeu a.
- Hum?
- Ka me perdoa por isso que vou fazer, mas não bate de novo em mim.
A ruiva viu o espanhol se aproximando, invadindo a sua bolha particular, avançando nos seus lábios. Ela tentou reagir, mas não conseguiu. Orion bem que tentou trazer a razão aos dois, mas viu ou achou que viu a Deusa do amor, Afrodite, passando de um corredor para o outro.
Shura seguiu o conselho do grego desconhecido e beijou a ruiva. Se os franceses são bons amantes, eu não sei, mas só tendo um legítimo francês para saber dessa informação. A cidade luz não brilhava como os olhos do cavaleio de capricórnio após o beijo.
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Na ilha...
Miro a uma semana tinha uma vida quase normal. Os inimigos que poderiam fazer mal ao seu amado aquariano talvez fosse fruto da sua imaginação. Mas não desistiu de trazer seu Kamus de volta. Bolou planos sem fundamentos e até pensou em uma cirurgia para fazer a tal mulher virar um homem.
Andava com Jade a beira a praia pensando em solucionar a transformação do amante e a mente começou a ver o que não tinha na sua frente. Coçou os olhos e a mesma imagem estava ali, um rapaz ruivo que parecia com o seu Kamus estava a beira mar desmaiado.
- KAMUS! – gritou o escorpiano.
Jade seguiu o cavaleiro e notou o rapaz ruivo. Miro virou o corpo e constatou que não era seu amante, mas mesmo assim ajudou o rapaz. Notou que ele estava muito ferido e o pulso estava fraco.
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A noite chegou e o cavaleiro preparava uma comida para Jade, cortou um pedaço de carne crua e deu a ela. Ele terminava de preparar uma sopa bem reforçada para o jovem ruivo que estava deitado na sua cama. Depois de salvar o rapaz que deveria ter uns quinze anos, o escorpiano viu que não havia ferimentos graves, só aranhões de defesa e a febre que ele conseguiu baixar.
- Hum! – o ruivo falou. – Doeu. –Miro viu que o rapaz despertava.
- Sorte a sua que eu lhe encontrei. - falou o cavaleio com calma.
A reação do rapaz foi se esconder. Como a cama não estava encostada na parede ele ficou entre a cama e a parede. Jade podia sentir o medo do ruivo assim como o cavaleiro. Alguém fez muito mal aquele menino.
- Eu sou Miro. – apresentou se ainda na porta do quarto. – E essa é Jade. – ele viu o menino se assustar com a felina. - Minha amiga não faz mal a uma mosca. – alertou o rapaz. – Qual é o seu nome?
- Michel. – falou tímido.
- Bom Michel você sabe como foi parar na praia.
- Não.
- Além do seu nome você sabe como posso achar a sua família.
- Sou órfão.
- Hum... – agora tinha problemas. Como ia ajudá-lo?, pensou. - Quem fez isso como você?
- Homens ruins.
- Olha... – notou que o menino estava cansado e perdendo o medo dele e de Jade. – Tem uma sopa se quiser...
- To morrendo de fome moço.
O cavaleiro sorriu, Jade se dirigiu a cozinha voltando a saborear o seu pedaço de carne, o menino sentou a mesa e viu a tigela de sopa. Miro alertou que estava quente e quando viu o ruivo saboreando com gosto a sua comida recordou do seu amado Kamus.
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Alguns dias se foram.
Tão rápido que uma amizade nascia entre Miro e Michel, o menino gostava de ficar perto dos primeiros amigos de verdade que tinha a anos. Michel dava banho em Jade quando ela assim permitia. Michel ajudava nos pequenos serviços domésticos ou tentava aprender a cozinha.
Apesar de ser muito parecido com Kamus quando era pequeno, Michel só tinha altura, pois com treze anos o menino parecia que tinha quinze ou mais. Miro uma noite até confundiu o menino com seu francês e quase fez o que não deveria. E o escorpiano não ia se perdoar se fizesse algo a um menino inocente. Violentar um garoto tão bom não fazia parte da sua índole. Mas era tentação ter um menino parecido com seu amado Kamus naquela casa.
Tentou ajudar Michel e a si mesmo. Contudo nada andava e após tantos dias longe do Santuário pensou em retornar. Quem sabe Saori não tinha trazido Kamus de volta. E não sabia como contar a notícia maravilhosa, pois ele não contou onde estava.
- Mi! – o cavaleiro chamou o menino.
- Sim mano. – falou o ruivo.
- Vamos voltar para casa.
- E eu? – ficou triste, pois talvez o cavaleiro não o levasse com ele.
- Ora. – sorriu. - Você é meu irmãozinho e vai comigo.
- Ae!
- Jade você também.
A felina levantou a cabeça e rosnou depois voltou a mesma posição de vigia. Michel pulava e gritava feliz por ir conhecer a casa do irmão mais velho. Segundo Miro contou para o menino, o cavaleiro morava em uma casa enorme e estava ali para relaxa de uma vida estressante.
Em partes era verdade o que falou, mas na realidade queria mesmo era que tudo voltasse ao normal. Divagando em seus pensamentos Miro não viu que o menino o fitava.
Michel queria de algum modo ajudar o seu irmão, certo que não eram irmãos, mas o escorpiano deixou que o ruivo o chamasse de irmão por achar que ele precisasse de proteção. Michel prometeu a si mesmo que ia ajudar o cavaleiro mesmo que isso custasse a sua vida. Fez uma promessa ao Deus dos mares, pois foi Poseidon que o salvou uma vez do mar.
Ia ajudar o seu irmão Miro mesmo que isso custasse a sua vida.
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Em algum lugar...
Zacarias havia matado um dos seguidores do Deus Ares e olhava Lastiel por saber que o ruivo que arrumaram foi entregue ao cavaleio e nem ao menos passou por um treinamento. Se havia um homem sem usar o cérebro esse seria Lastiel, o homem não fazia nada certo.
Nem mesmo selecionar um rapaz o homem sabia. Zacarias torcia para que o cavaleiro tivesse um laço afetivo com o menino e depois iria matá-lo como vez com o aprendiz do cavaleiro.
Soube dos seus espiões que Miro voltaria ao Santuário e enviou um dos seus espiões para o local. Era só ter uma oportunidade para que o cosmo do seu mestre se manifestasse e dominasse aquele corpo. E depois o Santuário seria do Deus Ares.
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Santuário.
Dias e dias...
Os cavaleiros treinavam no coliseu só os que estavam no Santuário. Kanon treinava com o canceriano quando voo longe atingindo por um soco. Saga foi acudir o irmão, o ex-marina que ficou em pé e fitou a imagem da Deusa do alto da arena de treinamento. Os outros se voltaram para o local e viram Saori com um belíssimo vestido florido olhando o horizonte.
Shion engoliu seco ao ver a Deusa vestida daquela forma, não que estivesse atraído por ela, mas quando a jovem saia com aquele vestido significava uma coisa: tragédia. Mu desviou o olhar da herdeira Kido quando viu uma sombra se formar ao longe.
- Miro? – Mu não acreditava nos seus olhos.
Todos olharam para o cavaleiro de escorpiano, ele havia emagrecido muito e pelo estado que estava pareceu que lutou anos sem se alimentar. Os cabelos bem cuidados tinham um ar de relaxado e as roupas eram as mesmas que ele havia saído do Santuário.
- Miro. – falou a jovem. – Bem vindo! – sentiu o cosmo do cavaleiro e se voltou para ele e seus amigos.
- Atena. – ajoelhou se e sentiu a mão dela tocar o seu ombro.
- Trouxe amigos.
- É... – tentou falar, mas a benevolência da Deusa o fez sorriu e ela se dirigiu aos visitantes os saudando.
- Olá!
O cavaleiro ia impedi-la, mas Saori se aproximou de Michel que foi bem educado mesmo com as roupas surradas e um pouco sujo. E sem contar que Michel nunca tinha visto uma menina tão bela e educada. O escorpiano ia alertada sobre Jade, mas até a felina ficou comportada tanto que deixou ser tocada por Atena.
- Bem vindo! – ela falou. – Porque não entram, tomem um banho e depois venha comer comigo.
- Atena sobre Kamus...
- Tudo ao seu tempo Miro. – sorriu a Deusa que o interrompeu. – Espero que todos se sintam em casa.
Miro ia falar algo a mais, porém a cara de fome do seu irmãozinho mais novo o fez seguir para o seu templo. Shion se aproximou com cautela e notou quando a Deusa atendia ao telefone celular após o escorpiano se distanciar.
- Shura. – ela sorriu. – Bom. Fico feliz por vocês. – sorriu ainda mais. – E quando chegam? – Shion ficou em alerta será que houve algo com os dois cavaleiros ou o cavaleiro e a mulher. – Ótimo. Espero vê-lo em breve. Até e aproveite muito.
Shion a viu desligar o aparelho e sorriu, o sangue em seu corpo pareceu gelar. O mestre do santuário ia questioná-la, mas achou melhor não. Se ela estava feliz queria dizer que tudo estava bem, mas o por quanto tempo...
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França.
Shura sorriu e viu Orion voltar depois de marcar seu território em uma árvore ali perto. O cavaleiro nunca se sentiu tão feliz como nesses últimos dias. Então o grego tinha razão com relação a sua crise de ciúmes.
O capricorniano fitou o prédio onde sua amada estava em reunião com Kardia, pois havia surgiu um problema de última hora no projeto. Achou melhor cuidado do pequeno filho dele e... Sorriu. Que linha maluca é essa que estava traçando? Mal a conhecia e já estava morrendo de amores e pesando que um cãozinho era o filho deles.
- Vem cá Orion.
Shura se abaixou e colocou a coleira, voltando para o prédio. Avisou a Deusa do retorno deles e pensou que o seu único desejo quando desceu do avião era matar uma grande pessoa. Mas algo dentro de si como mágica o fez parar e amar.
Entrou no prédio a tempo de ver Kardia se despedindo dela e voltando a mais uma reunião maluca. Shura já havia se despedido do amigo que havia feito e só faltava ela. E quando os outros soubessem...
- Shu? – ela falou.
- Desculpa amor. – sorriu saindo dos seus pensamentos.
- Algum problema?
- Só pensando.
- Hum...
- Avise da nossa chegada amanhã. – viu a suspirar cansada. - Vamos?
- Estou morta.
Shura sabia disso e os três voltaram ao hotel, iam descansar um pouco e quem sabe namorar mais um pouquinho antes de voltar ao Santuário. O capricorniano colocou a mão no bolso e a caixa de veludo estava ali. Não seria loucura demais pedi-la em casamento em poucos dias de namoro?
Continua...
Nota: Sei que corri e muito, mas isso tem um propósito. Shura vai viver a vida intensamente porque algo vai acontecer com ele. E com relação a Miro os momentos de loucura como violentar ou matar não são atos de sua pessoa. Kardia ainda vai voltar e preparem se para o próximo capítulo...
Peço desculpas pela demora e por qualquer coisa. Pois voltei às aulas e muita coisa ficou parada e teve as doenças que me fez ir a urgência. Mas estou bem e espero não passar por isso novamente. Que virose do mal!
Com relação aos comentários houve um problema na minha net e além de postar duas vezes acho que apaguei ou não apareceu ou houve algo que fiz errado, mas tudo pode acontecer. Agradeço a todos que acompanham e pela paciência e até...
Sem previsão de postagem.
