Capítulo 10: Morte Inesperada

Passou-se uma semana desde o incidente com o rei Rufus. Alguns dos nossos heróis estavam de férias, enquanto outros tinham voltado ao trabalho. A Karen era uma das pessoas que estava de volta ao trabalho.

Em mais um dia atarefado, ela saiu da sua empresa, enquanto ia falando ao telemóvel.

Karen: Claro. Estou a ver... então quer dizer que tu te enganaste na medida do vestido e agora a cliente não o quer e ficámos com um prejuízo de dois mil euros? - perguntou ela. - Está bem, estou a perceber. Mas todos têm direito a uma segunda oportunidade. Sim... ora, obviamente que eu estava a brincar! Fizeste asneira, por isso estás despedida.

A Karen desligou o telemóvel.

Karen: Credo, que incompetência. Onda já se viu, um prejuízo de dois mil euros! Eu vou à falência... bem, não vou nada, porque sou muito rica, mas não quero ter prejuízos destes.

Nesse momento, dois homens encapuzados aproximaram-se e agarraram a Karen.

Karen: Ei! Larguem-me!

Um dos homens era alto e muito magro e o outro era baixinho e gordo. O magro chamava-se Tomé Fininho e o outro era o Zeferino Banhas. Os dois arrastaram a Karen até uma carrinha preta.

Karen: Ei! Mas o que é isto? Parem! - gritou ela.

O Tomé pegou num pano embebido num líquido e esfregou o pano na cara da Karen. A Karen acabou por desmaiar.

Tomé: Vamos levá-la daqui.

Zeferino: Espero que o nosso primeiro rapto corra bem.

Noutra parte da cidade, o Rick e a Laura estavam a passear de carro e tinham parado num sinal vermelho, quando de repente apareceu um homem com uma pistola na mão.

Hélio Bezugo: Saiam já do carro ou levam balázio!

Assustados, a Laura e o Rick saíram do carro rapidamente. O Hélio entrou no carro e levou-o dali.

Laura: Não acredito nisto! Fomos roubados!

Rick: Agora até carjacking há nesta cidade. - disse ele, incrédulo.

Mas o Hélio não foi muito longe, porque não parou num sinal vermelho e um autocarro embateu no carro que o Hélio conduzia, matando o Hélio e destruindo completamente o carro.

O Rick veio a saber o que tinha acontecido ao carro pouco depois.

Rick: Bolas, o meu pai vai matar-me...

Laura: Mas a culpa não é nossa. Só viemos dar uma volta, não temos culpa de ter sido roubados e do assaltante ter batido com o carro e não se aproveitar nada...

Mais tarde, a Karen acordou e viu que estava num quarto pequeno, que tinha apenas uma cama e duas cadeiras. A Karen tinha as mãos amarradas e tinham-lhe sido tirados os brincos, o colar que ela trazia e o relógio.

Karen: Ora bolas, fui raptada! - disse ela, furiosa. - Ei! Raptores! Tirem-me daqui!

Pouco depois, o Tomé e o Zeferino entraram na sala.

Tomé: Ah, já acordou.

Karen: Seus raptores de uma figa, como se atrevem a fazer-me isto? Vocês não sabem com quem se estão a meter!

Zeferino: Por acaso sabemos. Você é a Karen Salomond, é rica e famosa e foi por isso que a raptámos.

Tomé: Eu li todas as suas entrevistas e gosto muito dos seus vestidos. E você é muito bonita.

Karen: Pois, claro que sou. Eu sou linda. - disse ela, sorrindo. Mas logo de seguida, voltou ao seu estado de zangada. - Mas isto não está certo! Raptarem-me! E ainda por cima, nestas condições. Olhem para isto! O quarto só tem uma cama e duas cadeiras. Nem um espelho tem.

Zeferino: Er... bem, preparámos tudo em cima da hora, sabe?

Karen: E eu ralada com isso! Eu exijo ser raptada com condições!

Tomé: Mas o que é que nós podemos fazer?

Karen: Para começar, vão desamarrar-me. E depois, vão arranjar-me alguma coisa para comer. Comida francesa, ouviram? E quero um espelho. E um estojo de maquilhagem.

Os dois raptores entreolharam-se.

Tomé: Será que devemos fazer o que ela diz?

Zeferino: Sei lá. Nunca tinha feito um rapto antes.

Karen: Vá, vão lá fazer o que eu disse! Aqui quem tem o dinheiro sou eu, por isso, eu é que mando! Depressa!

Os dois raptores apressaram-se a desamarrar a Karen e a sair dali rapidamente.

Karen: Credo, nem sequer sabem raptar uma pessoa em condições.

Enquanto isso, a Anne e a sua mãe estavam a fazer um bolo na casa delas.

Anne: Vai ficar delicioso. A Mindy adora bolos.

Mãe da Anne: E podemos fazer um ou dois para levares para a instituição.

Nesse momento, tocaram à campainha.

Anne: Eu vou lá.

A Anne foi até à porta e abriu-a. Do outro lado estava uma mulher alta, de cabelos castanhos-escuros, longos e uns olhos cinzentos penetrantes.

Mulher: Olá. Eu chamo-me Zelda. Estou à procura da Anne.

Anne: Eu sou a Anne.

Zelda: Ah, que maravilha. - disse ela, sorrindo. - Eu sou a tua mãe biológica.

A Anne ficou subitamente séria.

Anne: O quê? Não pode ser.

Zelda: Querida Anne, é verdade. - disse ela. - Eu tenho-te procurado desde há vários anos.

Anne: Ai sim? E pronto, encontrou-me. Satisfeita? Pois passe bem. Eu não quero nada consigo. - disse ela, furiosa.

Zelda: Mas tu és minha filha.

Anne: Ah, agora lembra-se disso? Quando me abandonou, deixei de ser sua filha. Os meus pais vivem aqui e tenho uma irmã. Eles são a minha família. Você é só uma estranha.

Zelda: Mas podemos conhecer-nos melhor.

Anne: Não quero conhecê-la melhor coisa nenhuma! Vá-se embora! - gritou ela.

Alertada pelos gritos, a mãe da Anne (a adoptiva, é claro) apareceu à porta.

Mãe da Anne: O que se passa, filha?

Anne: Mãe, esta mulher diz que é a minha mãe biológica. - disse a Anne, com lágrimas nos olhos.

A mãe da Anne ficou séria.

Mãe da Anne: O que é que você veio aqui fazer?

Zelda: Vim ver a minha filha.

Mãe da Anne: A sua não, a minha filha. Ela tem vinte anos e eu é que sou a mãe dela. Você até a pode ter carregado durante nove meses, mas eu é que a criei. - disse ela. - O que é que você veio aqui fazer agora, depois de todo este tempo?

Zelda: Eu queria recuperar o tempo perdido. Quero falar com a Anne. Paguei a detectives para a conseguirem encontrar.

Anne: Eu não quero nada consigo, já disse! Não lhe perdoo por me ter abandonado.

Mãe da Anne: Agora, vá-se embora. E não volte!

A Zelda ficou com uma expressão séria.

Zelda: Vocês não sabem com quem estão a lidar. - disse ela, ameaçadoramente. - Anne, tu não sabes o poder que tens dentro de ti.

Anne: De que está a falar?

Zelda: As mulheres da minha família têm todas grandes poderes mágicos. Tu também os tens. Posso mostrar-te como os podes usar.

Anne: Não seja mentirosa. Eu não tenho esse tipo de poderes. E mesmo que tivesse, não queria saber. De si, não quero nada.

Zelda: Há-de chegar o dia em que vás precisar desse poder. Eu estarei à espera. Virei na altura certa. Voltaremos a ver-nos.

A Zelda virou costas e afastou-se. A Anne e a mãe da Anne entraram em casa. A Anne começou a chorar e a mãe da Anne abraçou-a.

Mãe da Anne: Calma querida. Ela já se foi embora.

Anne: Mas porque é que ela tinha de aparecer agora? - perguntou ela. - Estava tudo tão bem...

Mãe da Anne: E vai continuar bem. Ela não se vai intrometer nas nossas vidas.

A mãe da Anne sorriu à Anne.

Mãe da Anne: Mesmo com ela aparecendo aqui, tu serás sempre a minha filha. E o teu pai dir-te-á o mesmo. Tu e a Mindy são as nossas meninas.

Anne: Eu sei. Vocês é que são a minha família.

Algum tempo depois, a Karen, que continuava mais ou menos raptada, viu o Tomé e o Zeferino aparecerem finalmente com o que ela tinha pedido.

Karen: Aleluia! E olhem lá, vocês não são nenhuns raptores de jeito. Então nem trancam a porta. Se eu quisesse, podia ter-me ido embora. Mas pronto, não me apeteceu.

Tomé: Nós não somos muito bons com raptos...

Karen: Pois não. Têm de se dedicar a outra coisa. Olhem lá, tenho agora duas vagas na minha empresa, para distribuição, se quiserem, as vagas são vossas.

O Tomé e o Zeferino entreolharam-se.

Tomé: A sério? Eu gostava muito.

Zeferino: Sempre era mais fácil do que fazer raptos.

Karen: Então pronto, estão contratados. Agora vou acabar de comer aqui a comida francesa, vocês devolvem-me as minhas coisas e eu vou-me embora.

E assim foi. A Karen acabou por se ir embora alegremente e os dois raptores ganharam um emprego.

À noite, na casa da Anne, o pai da Anne e a Mindy ficaram a saber do aparecimento da Zelda.

Pai da Anne: Que desplante, aparecer aqui depois de ter abandonado a filha há tantos anos! Se eu cá estivesse, tinha-a corrido à vassourada.

Mindy: Talvez ela não seja mesmo má pessoa. Pode haver uma razão para ter abandonado a Anne.

Anne: Nada do que ela dissesse poderia justificar ter-me abandonado. - disse ela. - Estou sem apetite.

Mãe da Anne: Querida, tens de comer.

Anne: Acho que hoje me vou deitar mais cedo.

Mãe da Anne: Não vais, não. O Peter deve estar aí a aparecer não tarda nada.

Anne: O Peter? Mas eu não combinei nada com ele.

Mãe da Anne: Querida, ficaste tão abalada que eu liguei ao Peter há pouco a contar tudo e ele disse que te ia levar para sair, para tu desanuviares um bocadinho.

Anne: Mãe... que intrometida que tu és. - disse ela, sorrindo. - Pronto, então eu vou sair com ele.

Pai da Mãe: Fazes muito bem. Tens um namorado decente que te apoia. Espero que um dia, daqui a muitos anos, a Mindy encontre um rapaz assim para namorar com ela.

Quando o Peter chegou, ele e a Anne foram sair.

Peter: A tua mãe contou-me tudo... sobre a tua outra mãe.

Anne: Pois é. A tal... Zelda. - disse ela, desdenhosamente. - Não gostei nada dela.

Peter: Se gostasses é que era de admirar. Mas pronto, não te preocupes mais.

Anne: Não vou pensar mais nisso. A minha verdadeira família não é aquela mulher, são os meus queridos pais, que me criaram, que ficaram ao meu lado quando estava doente, que me educaram e partilharam alegrias e tristezas comigo.

O Peter sorriu e beijou a namorada.

Peter: Assim é que se fala. Queres ir passear só comigo ou convidamos os outros?

Anne: Prefiro ficar só contigo hoje.

Peter: Tudo bem. Sabias que o Rick e a Laura foram vítimas de carjacking?

A Anne ficou surpreendida.

Anne: A sério? Mas, eles estão bem?

Peter: Estão. Mas o assaltante levou-lhes o carro, um autocarro embateu no carro, matou o assaltante e desfez o carro, que era do pai do Rick.

Anne: Uh, isso é que é pior...

Peter: E mais uma coisa, a Karen foi raptada.

Anne: O quê? A Karen foi raptada?! - perguntou ela, preocupada.

Peter: Mais ou menos. Mas já está livre. Ela telefonou-me e contou-me tudo. Aparentemente, os raptores não eram grande coisa.

O Peter explicou à Anne o que a Karen lhe tinha contado.

Anne: Só mesmo a Karen. - disse ela, rindo-se. - Contratar os próprios raptores para trabalharem para ela.

Peter: Diz-se que há que manter os amigos perto, mas os inimigos mais perto ainda. A Karen está a levar as coisas ao pé da letra.

A Anne e o Peter caminharam até à praia e sentaram-se na areia. As estrelas brilhavam intensamente no céu.

Anne: As estrelas estão muito bonitas hoje.

Peter: Sim, estão. Mas mesmo que sejam muito bonitas, nunca se podem comparar a ti.

A Anne corou.

Peter: És a melhor pessoa do mundo, Anne. Não só és bonita por fora, mas por dentro também.

Anne: Oh, Peter, pára com isso. Estás a embaraçar-me.

O Peter sorriu.

Peter: Já não posso fazer um elogio à minha própria namorada?

Anne: Podes, mas também não precisas de exagerar. - disse ela, sorrindo e pegando nas mãos do Peter. - Tu também és uma óptima pessoa, Peter. És bondoso, atencioso e eu amo-te muito.

Os dois sorriram e beijaram-se.

Peter: Um dia, tal como a Marina e o Josh, havemos de casar.

Anne: Eu gostava muito.

Peter: E havemos de ser muito felizes. Havemos de ter os nossos empregos e ajudar os mais pobres também. E ter três filhos. E uma casa simples mas acolhedora.

A Anne sorriu.

Anne: Já tens tudo planeado.

Peter: Digamos que está pensado. Claro que, tu também tens uma palavra a dizer sobre tudo isto.

Anne: Ainda somos muito novos... claro que a Marina tem a mesma idade que eu, mas pronto, ela é que sabe da vida dela. E se formos a ver, já trabalha e tudo o mais. Tem a vida encaminhada. Mas nós não. Esperemos. Mas um dia, se me pedires em casamento, fica sabendo que eu aceito.

No dia seguinte, a Anne foi sair com o Peter, a Laura, o Rick, a Sabrina e a Dalila.

Sabrina: Eu tenho de ir comprar um novo biquini. - disse ela. - O meu antigo está fora de moda.

Dalila: Acho que o Dean não gosta muito quando vais à praia de biquini.

Sabrina: Ora, isso é porque ele acha que os outros rapazes ficam a olhar para mim. - disse ela. - Na verdade, ficam mesmo.

O grupinho riu-se.

Rick: O que é bonito é para se ver.

Laura: Ai sim? Engraçado, tu também não gostas que eu use biquini.

O Rick corou.

Rick: Er... é diferente...

Laura: Oh, não é nada. Tens a mesma opinião do Dean.

Peter: Eu não me importo que a Anne use biquini.

Dalila: A sério?

Peter: Claro. Pouco me importa que os outros rapazes olhem para ela. É sinal de que ela é bonita. E o mais importante é que, mesmo que eles olhem, quem namora com ela e de quem ela gosta, sou eu.

Sabrina: Oh, que querido.

A Anne sorriu e beijou o namorado.

Dalila: Também quero um namorado romântico como o Peter. - disse ela.

Eles iam a passar em frente a um banco, quando de repente saíram de lá dois homens e uma mulher, usando máscaras e empunhando pistolas. Tinham sacos com dinheiro nas mãos.

Homem 1 (Paul): Vamos embora daqui.

Mulher (Sandy): Já temos o dinheiro.

Homem 2 (Ron): O assalto correu bem.

Os assaltantes embateram no grupinho.

Sabrina: Ah! São assaltantes!

Sandy: Vocês, afastem-se! - gritou ela.

O grupinho deu um passo atrás.

Paul: Saiam do caminho. Temos de passar por aí! - gritou ele.

De seguida, ele premiu o gatilho da pistola e uma bala acertou no peito do Peter. Os assaltantes saíram dali a correr.

Anne: Peter! Oh não! Peter! - gritou ela, baixando-se sobre o namorado.

Peter: Anne... parece que afinal... os nossos planos...

No momento seguinte, o Peter ficou com os olhos vítreos.

Anne: Peter! Não! Responde por favor! Peter!

Mas não havia nada a fazer, o Peter tinha morrido.

A Dalila tapou a boca com as mãos. A Laura começou a chorar e agarrou-se ao Rick. A Sabrina baixou-se sobre a Anne.

Anne: Não! Peter, não podes morrer! Tínhamos tantos planos!

Sabrina: Anne... deixa-me ver.

A Sabrina agarrou no pulso do Peter.

Sabrina: Lamento, Anne.

A Anne começou a gritar e abraçou-se ao corpo do Peter. As pessoas que estavam na rua começaram a aproximar-se e chamaram uma ambulância, mas já não havia nada a fazer.

A Sabrina e a Dalila foram bater à porta da casa do Peter. A Ashley veio abrir.

Ashley: Olá.

Dalila: Olá Ashley. Vínhamos... trazer-te uma notícia.

Ashley: Uma noticia? Espero que não seja nada de estranho. Vindo de vocês, nunca se sabe.

Sabrina: Ashley, tens de ser forte.

A Ashley pareceu assustada.

Ashley: O que se passa? Foi alguma coisa com o Peter?

Sabrina: Nós íamos a passear... saíram uns assaltantes de dentro de um banco e alvejaram o Peter.

Ashley: Mas ele está bem, não está?

Dalila: Ashley... ele morreu.

A Ashley começou a chorar e sentou-se no chão.

Ashley: Não pode ser... o Peter... não pode ser...

Dalila: Lamentamos Ashley...

De seguida, a Ashley ficou bastante séria.

Ashley: Quem estava com ele quando isto aconteceu?

Sabrina: Eu, a Dalila, a Laura, a Anne e o Rick.

Ashley: Eu sabia! - gritou ela, furiosa. - Eu sabia que vocês traziam azar! Sempre soube! Vocês e a luta contra monstros! Eu estava com vocês e fui transformada num troféu. Vocês dão azar! Atraem as coisas más! E agora o meu irmão está morto! A culpa é vossa!

Dar a noticia aos pais do Peter também não foi nada fácil. Ficaram ambos devastados, mas não tão furiosos como a Ashley.

Passaram-se dois dias e realizou-se o funeral do Peter. Os pais dele, a Ashley e a Anne choraram durante todo o funeral. Todos os conhecidos do Peter compareceram no funeral, para dar apoio à família e à Anne também.

Por esta altura, já a Anne tinha começado a entrar num profundo estado de depressão. Além do Peter estar morto, os assaltantes do banco continuavam sem estar identificados e à solta.

Anne (pensando): Não é justo. Não é justo! O Peter não merecia isto. Não merecia! E agora estes assaltantes estão vivos e em liberdade e o Peter está morto. Eles têm de pagar!

Passou-se uma semana. A Anne comia cada vez menos e nem a família nem os amigos conseguiam fazer com que ela saísse de casa e tentasse continuar com a sua vida. A Anne continuava sempre a pensar no Peter e nos responsáveis pela sua morte.

Num dia em que a mãe da Anne saiu de casa para ir às compras e a Anne ficou sozinha, alguém tocou à campainha. A Anne não foi abrir. Agora nem sequer o telefone atendia.

Mas momentos depois, no seu quarto, materializou-se a sua mãe biológica, Zelda.

Anne: Você... como é que apareceu aqui?

Zelda: Eu tenho poderes para isso. - disse ela. - Eu disse-te que as mulheres da minha família têm poderes. Toquei à campainha. Como não abriste, tive de me teletransportar até aqui.

Anne: Vá-se embora! - gritou ela.

Zelda: Calma. Fiquei a saber do que aconteceu ao teu namorado. - disse ela. - Tenho muita pena.

A Anne não disse nada. Uma lágrima solitária rolou-lhe pela face.

Zelda: É triste ver as pessoas partir. O teu pai verdadeiro também já morreu. Foi um ataque de coração que o levou. Sabes, podes não querer ter nada a ver comigo, mas acho que agora precisas de mim.

Anne: Eu não preciso de ninguém.

A Zelda sorriu.

Zelda: Tu queres descobrir os responsáveis pela morte do teu namorado, não é? Eu posso ajudar-te. Posso ajudar-te a acederes ao poder dentro de ti. E aí, saberás quem o matou e poderás vingar-te. Não é o que queres?

A Anne parecia em dúvida.

Anne: Está a falar a sério?

Zelda: Estou... mais importante ainda. Há hipótese de conseguires reviver o teu namorado.

Anne: Reviver o Peter? Como?

Zelda: Abraça os poderes negros que tens e poderás ter tudo o que desejares. - disse ela. - A escolha é tua. O que queres fazer?

Anne: Poderei mesmo vingar-me e trazer o Peter de volta?

Zelda: Sim.

Anne: Está bem. Eu quero ter esses poderes, então.

Zelda: Óptimo. Vamos sair daqui.

Num gesto, a Zelda e a Anne desapareceram dali. Quando a mãe da Anne chegou a casa, a casa estava vazia.

Mãe da Anne: A Anne saiu? Que estranho... talvez se tenha sentido melhor... mas estou preocupada.

Com a morte inesperada do Peter, a vida da Anne mudou bruscamente e agora, com o aparecimento da Zelda, que tem poderes mágicos, as coisas irão ficar mais complicadas. Irá a Anne conseguir vingar-se e reviver o Peter? Não percam o próximo capítulo.