Aviso: Inuyasha e Cia. ainda não me pertencem, ainda por que um dia pelo menos o Kouga será meu!
The fury in the snow.
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Festival.
_Tome Kagome. – disse Kouga oferecendo Kagome um copo de água que havia comprado – Para você também. – disse oferecendo a Sango um outro copo.
_Não aceito água vinda de youkais. – cuspiu a garota, ainda que estivesse ofegante e com o rosto vermelho.
_Por favor, aceite. – insistiu Kouga vendo pelo canto do olho Kagome tomar sua água com certo desespero – Eu juro que não usei meus poderes malignos de youkai nessa água. – completou em tom de brincadeira. – Mas se você não quiser, eu quero...
_Der-me logo essa água youkai! – bradou Sango tomando o copo das mãos de Kouga e tomando o liquido a contra gosto.
_E então? – perguntou ao ver que Kagome já havia terminado – Agora podem me contar o que aconteceu?
_Fomos atacadas por um pervertido. – respondeu Kagome.
Kouga arregalou os olhos.
_Por Buda! – exclamou espantado – Vocês estão bem? Ele machucou vocês?
_Não nos machucou. – respondeu Sango passando a mão nos lábios, para seca-los – Na verdade, foi a Kagome que machucou ele.
_Do que está falando? – perguntou confuso olhando do sorriso perverso de Sango para a vermelhidão do rosto de Kagome.
_E-eu chutei ele. – murmurou envergonhada.
_Onde? – perguntou não querendo acreditar no que sua mente lhe dizia.
_No "lugar onde dói mais" – respondeu Sango ainda com o mesmo sorriso – Acho que ele nunca terá filhos depois dessa.
_Eu me assustei. – murmurou Kagome, envergonhada demais para encarar Kouga.
Kouga engoliu em seco e instintivamente se afastou alguns passos.
_Lembre-me de nunca assusta-la.
_Lembrar de nunca assustar quem? – perguntou Ayame atrás de Kouga.
Com o susto Kouga acabou dando um salto e encarando Ayame como se ela fosse algum tipo de monstro ou coisa do tipo.
_Demônio!
_Obrigado. – ela sorriu – Nunca assustar quem?
_Kagome. – respondeu.
_Kagome? – ela piscou confusa, só então notando a presença da morena e sua amiga ali – Olá. – cumprimentou sorridente, depois se voltou para Kouga novamente – Porque nunca deve assustá-la?
_Porque agora pouco Kagome deixou um pervertido estéril, lá no estacionamento. – Sango respondeu com um sorriso triunfante. – E agora ele vai pensar duas vezes antes de chegar perto de nós duas novamente!
Ayame arregalou os olhos – Por Buda! – exclamou – Foi você Kagome? – Em um gesto brusco ela empurrou Kouga para o lado e pulou sobre Kagome esmagando-a em um abraço – Em nome de mim e de 70% das mulheres do planeta, que tenham entre 15 e 30 anos, quero lhe agradecer Kagome!
_O-o que? – gaguejou Kagome, já começando a sentir o ar lhe faltar nos pulmões.
_Ayame largue a menina. – disse Kouga puxando a youkai. – Você sempre esquece que seus abraços podem quebrar os ossos de uma humana, como Kagome.
_Eu só estava agradecendo por ela ter dado a merecida lição no Miroku, que nós, mulheres, queríamos dar.
_Então foi aquele sem vergonha?
_E quem mais poderia ser?
_Onde ele está? – perguntou bruscamente – Eu vou...
_Esperem um pouco! – exclamou Sango, se sentindo perdida na história – Vocês dois conhecem ele?
_Claro que conhecemos. – respondeu Kouga à contra gosto – Ele é um mau caráter sem vergonha que...
_Não liguem pro Kouga. – interrompeu Ayame – O Miroku, apesar de um pouco sem vergonha, é gente boa, e um grande amigo...
_Gente boa? – interrompeu Kouga – Ayame o que você considera gente má?
_Eles são sempre assim? – Sango perguntou no ouvido de Kagome.
_São. – respondeu a morena em tom baixo – Nunca concordam.
_Não vamos começar com isso de novo. – Ayame girou os olhos – Miroku é meu amigo.
_Como pode ser amiga dele? – exasperou-se Kouga.
_Sendo!
_Ayame, ser amiga daquele cara é o mesmo que uma gazela ser amiga de um leão!
_Eu não sou gazela! – indignou-se Ayame – Sou loba!
_Isso não vem ao caso agora. – girou os olhos – Já se esqueceu do que ele te fez?
_Primeiro: eu não esqueci. Segundo: não foi ele, foi aquele amigo canalha dele!
_E ele foi cúmplice!
_Mas ele se arrependeu!
_Então porque ele continuou calado, que espécie de amigo é esse?
_Um amigo melhor que você! – exclamou furiosa – Porque ele me deixou furar as orelhas dele!
_Ayame, nós já falamos disso! – respondeu Kouga também furioso.
A está altura Sango e Kagome começaram a se distanciar.
_Eu não ia deixar você esburacar minhas orelhas só porque tinha desejo de furar as orelhas de alguém! – Kouga continuou a falar, sem notar as duas garotas que se distanciavam – Aliais que tipo de desejo insano é esse de furar orelhas?
Ele só percebeu que havia ido longe demais, ao ver a expressão magoada de Ayame.
_Tudo bem Kouga. – falou com voz fraca, virando-se para que ele não visse as lágrimas brotarem em seus olhos – Se é isso que você pensa...
_Ayame, me desculpa, eu não queria dizer isso. – falou colocando a mão sobre o ombro da garota.
_Sim você queria. – respondeu puxando o ombro para si.
_Por favor, Ayame, me perdoa. – pediu colocando a mão novamente no ombro da ruiva. – Se tiver alguma coisa que eu possa fazer...
_Na verdade... – Ayame fungou enxugando uma lágrima dos olhos – Tem sim...
_O que?
_Deixe-me furar suas orelhas! – pediu virando-se para ele e o surpreendendo com um sorriso radiante.
_Nem pensar! – respondeu de imediato.
_Kouga... – choramingou Ayame – Você disse que faria qualquer coisa em trocar do meu perdão.
_Eu não disse nada disso! – negou Kouga – Não distorça a realidade!
_Oh Kouga! – ela agarrou-se a ele – Seja um bom amigo e deixe-me furar suas orelhas.
_Não! – respondeu.
_Kouga... – ela o olhou com grandes olhinhos pidões – Estou com desejo de furar orelhas.
_Ah, olha ela ali! – exclamou Kouga, afastando Ayame de si e saindo correndo em uma direção.
_Aonde você vai? – gritou Ayame.
_Acho que vi sua lucidez correndo praquele lado! – respondeu o youkai, apontando para uma direção.
_Kouga! – gritou indignada – Eu não sou louca, seu pateta!
*.*.*.*
Depois do dia em que Sango e Kagome conheceram Miroku, havia se passado pouco mais de uma semana e as duas não voltaram a encontrá-lo, segundo Kouga, a faculdade era grande o suficiente para que elas não o encontrassem por semanas, meses até.
Mas havia uma coisa que intrigava Sango: ela simplesmente não conseguia afastar aqueles youkais lobos dela!
Isso porque Kouga parecia tão alienado ao significado de xingamentos e outras ofensas quanto Ayame, embora ele não parecesse tão louco quanto ela. E sango já começava a pensar que todos os youkais eram daquele jeito, ou que no mínimo era algo contagioso.
Além do mais, os dois estavam sempre discutindo, não por coisas sérias, em sua maioria eram coisas banais, como, por exemplo, a repentina vontade que Ayame teve de fazer "luzes" nos cabelos de Kouga, que não havia aceitado, alegando que gostava de ter cabelos.
Os dois haviam discutido por quase meia hora, por isso.
E depois Ayame havia ido pedir a Kagome, que a deixasse fazer luzes em seu cabelo, mas ela, da forma mais educada que conseguiu, também recusou.
Já Sango, deu a resposta mais agressiva e grosseira que conseguiu, dizendo que gostava de seus cabelos na cabeça, quando Ayame perguntou a ela.
_Sango, acha que eu realmente ficaria bem com os cabelos loiros? – perguntou Kagome, tirando-a de seus devaneios.
_Não. – respondeu Sango – Seus cabelos estão bons do jeito que estão, e pare de deixar aquela youkai colocar minhocas em sua mente.
_Mas eu também acho que você ficaria bem com mechas roxas. – comentou.
_Oh Kagome. – suspirou Sango.
Foi quando um carro negro que logo foi reconhecido por elas, parou ao lado delas.
_Com licença senhoritas... – disse Miroku baixando o vidro.
_O que você quer? – explodiu Sango.
_Por favor, não vamos nos exaltar. – falou erguendo a mão em sinal de paz – Eu não gostaria de repetir o incidente da ultima vez que nos encontramos. – fez uma careta – Certamente não gostaria.
_Então...? – perguntou Kagome.
_Eu só queria pedir desculpas por meus atos devassos.
_Muito bem, você já pediu, agora nos deixe em paz! – retrucou Sango puxando Kagome – Vamos Kagome.
_Por favor, senhorita, me escute. – pediu Miroku acompanhando-as com seu carro – Como prova de meu arrependimento quero lhes entregar isso. – disse entendendo um folheto para as duas.
_Um folheto? – perguntou Kagome apanhando o folheto.
_Espero ver-las por lá – sorriu acelerando – Não vão se arrepender! – gritou ao dobrar a esquina.
_E então? – indagou Sango – O que ele deu a você?
_Um panfleto do templo Takashi. – respondeu Kagome – "Venham ao templo Takashi, nesta segunda-feira (11 de fevereiro), para comemorar juntamente conosco o festival em homenagem ao Dia nacional da Fundação". – leu.
_Deixe-me ver. – pediu Sango pegando o panfleto e o lendo – É você tem razão.
_Claro que tenho, ou acha que já não sei ler? – replicou Kagome.
_Não é nada disso. – respondeu Sango.
_Mas então, nós vamos?
_Não temos kimonos. – respondeu Sango, voltando a caminhar.
_Temos sim. – insistiu Kagome – Eu trouxe pelo menos cinco na minha mala.
_Por quê?
_Nunca se sabe. – deu de ombros.
_Você sabe como é difícil vestir aquelas coisas?
_Eu visto você! – respondeu de imediato. – E não são "coisas" são roupas tradicionais da nossa cultura!
_Que seja. – girou os olhos – De qualquer forma, eu não posso ir.
_Por quê?
_Por que...
_Não tem desculpa Sango. – cortou Kagome com um sorriso – Nós vamos!
*.*.*.*
_Ah, Sango eu estou tão animada! – Exclamou Kagome subindo a escadaria do templo aos pulinhos, usava um kimono verde bebê com estampa de algumas borboletas negras, e pequeninos raminhos de flores por sua extensão, alem da típica faixa de cor negra enrolada em sua cintura que fazia um grande laço nas costas. E seus cabelos estavam presos em uma trança frouxa, serpenteava até o meio de suas coxas.
_Não entendo por que ainda fica tão animada com esses festivais. – comentou Sango que vinha subindo mais atrás, com as mãos enfiadas nas mangas de seu kimono vermelho, de estampa floral, além da típica faixa de cor amarela que lhe enfaixava a cintura e fazia um grande laço nas costas e os cabelos estavam presos em um rabo de cavalo muito frouxo com uma fita também vermelha. – Você nasceu num templo budista cheio de festivais!
_Eu sei. – respondeu – Mais ainda adoro os festivais.
Sango bufou – Não quero nem pensar no trabalho que vou ter pra tirar isso depois!
_Sango você está com fome, não está?
_E como vou ao banheiro? – exasperou-se ainda que sem tirar as mãos de dentro das mangas, mas então percebeu o que Kagome havia lhe perguntado – Hã? Ah sim estou com fome!
_Eu sabia. – sorriu Kagome. – Você sempre fica rabugenta quando está com fome!
_Você não me deixou comer desde que chegamos a casa!
_Como eu disse Sango... – Kagome olhou-a por cima do ombro com um sorriso travesso ao acabar de subir as escadas – Você é bem pior que uma velha resmungona.
_Pare de tagarelar, e vamos procurar algo pra comer! – respondeu também acabando de subir as escadas e caminhando para dentro do festival
_Está bem, talvez isso melhore seu humor. – concordou a seguindo.
_Meu humor está ótimo! – replicou. – Não ria! – exclamou ao ver que Kagome gargalhava.
_Ei meninas, aqui. – as risadas de Kagome cessaram ao ouvir a voz de Ayame, logo as duas procuravam pela ruiva, no meio da pequena multidão – Aqui! – falou a voz novamente.
Não demoraram muito, até que avistaram Ayame, sentada em cima de um imenso tanque de água, rodeado por um balcão, usando somente um maio, que lhe deixava as costas nuas, de cor verde escura com listras verticais e onduladas de cor negra, desta forma lembrando uma casca de melancia. Os cabelos estavam presos em seu tão costumeiro penteado.
_O que você está fazendo ai em cima? – perguntou uma confusa Kagome ao se aproximar.
_Ganhando meu arroz de cada dia. – respondeu alegremente.
_Trabalha aqui? – espantou-se Sango erguendo as duas sobrancelhas.
Claro que Sango sabia que alguns youkais freqüentavam templos budistas, exceto o templo Higurashi por terem medo de Kagome, mais jamais havia ouvido falar de youkais trabalhando em templos budistas.
_Eu só faço um "bico" nos festivais daqui. – respondeu Ayame com um sorriso amarelo. – Nada de importante. – completou. – Mas recebo 200 ienes por hora. *
*Isso equivale a mais ou menos R$ 4,00 aqui no Brasil.
_E não senti frio? – indagou Kagome.
_Por enquanto não, na verdade estou até mesmo a sentir um pouco de calor, o festival começou não faz muito tempo, e ninguém me derrubou na água ainda...
_Ayame. – chamou Kagome – Kouga também veio?
_Aquele lobo teimoso? – riu Ayame – Ele nem sonha que estou aqui!
_Por quê?
_Porque ele odeia o Miroku, e esse ódio se estende a família dele. – respondeu – Kouga é um cara muito rancoroso.
_E porque ele odeia está família, youkai? – perguntou Sango, logo presumindo que Kouga era igual aos vários youkais de sua cidade natal, que desprezavam a ela e a Kagome.
_Por que...
_Ei Ayame, eu não lhe pago para conversar com os fregueses!
Repreendeu uma voz bem humorada de detrás de Sango e Kagome. Ao virar-se Kagome deparou com um monge budista, que por um estante confundiu com Miroku, pois aquele homem era muito parecido com Miroku, exceto pelos olhos cor de prata os poucos cabelos grisalhos pertos de suas orelhas, e a falta de brincos nas orelhas, além de que ele parecia mais maduro que Miroku.
_É o pai de Miroku. – concluiu Kagome em um murmuro.
_Perdão Houshi Takashi. – respondeu Ayame com um sorriso amarelo – Mas elas são minhas amigas, e é a primeira vez que elas vêm a esse templo.
_Oh, então sejam bem vindas amigas da Ayame! – exclamou alegremente surpreendendo as duas garotas com um abraço – Eu sou o houshi Takashi, mas podem me chamar de Akio-san. – informou alegremente passando os braços por sobre os ombros das duas – E eu me ofereço para mostrar o templo Takashi pessoalmente...
_Calma lá, houshi Takashi! – exclamou Ayame – Está morena que está do seu lado, é a mesma morena que quase tornou impossível seu sonho de ser avô!
Akio olhou com olhos arregalados para Kagome e depois se afastou das duas garotas com um sorriso amarelo.
_Então... Você é que é a menina Higurashi?
_Sim, senhor. – Kagome murmurou envergonhada fazendo uma reverencia – Desculpe por ter chutado seu filho, mas ele assustou-me.
_Oh certo... – ele coçou a cabeça nervosamente – Mas você não vai me chutar também, vai?
_Não senhor. – murmurou.
_Quem vai chutá-lo sou eu. – falou Sango com um sorriso sádico – Caso demonstre o mesmo comportamento de seu filho.
_Oh bem... – sorriu amarelo retirando algo de dentro da manga de seu kimono – De qualquer forma, sejam bem vindas ao templo Takashi. – entregou a cada uma delas um pergaminho sagrado e saiu correndo.
_Acho que você o assustou. – falou Kagome.
_Tal pai, tal filho. – sorriu Sango.
_Ei meninas. – chamou Ayame – Que tal tentar a sorte? Eu estou morrendo de calor aqui em cima. – sorriu. – E só custa 100 ienes!
_Vamos tentar Sango? – pediu Kagome.
_Você pode tentar. – respondeu Sango se afastando – Porque eu vou procurar o que comer.
_Olha kah, a coisa é bem fácil. – disse Ayame – Você só precisa acertar o alvo e me derrubar daqui, então você ganha o... – Ayame parou de falar quando seus orbes verdes fixaram-se em algo, além de Kagome, em meio a multidão e seu rosto empalideceu.
_Ayame? – chamou Kagome, porém não houve resposta da parte da ruiva.
Intrigada, Kagome também olhou na mesma direção que Ayame, e deparou-se com o garoto de olhos dourados.
Kagome ainda teve tempo de pestanejar sobre a idéia de ir falar com ele, antes que o próprio desaparecesse bem em frente aos seus olhos, em meio à multidão, como num passe de mágica.
Piscou confusa, como ele havia sumido tão rápido?
Talvez estivesse apenas imaginando coisas.
Mas ao voltar-se para Ayame novamente, teve a certeza de não está imaginando.
O sorriso de Ayame havia desaparecido de seu rosto, suas mãos pousavam quase de forma inconscientemente sobre o ventre liso, a penas haviam parado de balançar, a vermelhidão de seus cabelos sobressaltava-se diante a palidez de sua pele, e ela olhava para um ponto distinto na água logo abaixo de si.
Ayame parecia ser uma boneca de cera, fria e sem vida, o que teria acontecido com toda a sua alegria?
_Ayame? – Chamou Kagome em tom preocupado.
Mas Ayame não respondeu. Preocupada Kagome deu-se conta de que a ruiva não respirava.
_Ayame? – chamou mais uma vez, dessa vez um tanto quanto alarmada – Ayame acorde!
Lentamente Ayame ergueu os olhos, um sorriso fraco e triste brotou-lhe nos lábios, seu peito começou a movimentar-se com sua respiração lenta, suas mãos foram parar ao lado de seu corpo.
_Perdoe-me Kagome. – falou por fim – O que dizia?
_Você estava me explicando como jogar.
_Oh é claro. – um sorriso forçado surgiu nos lábios de Ayame enquanto ela se ajeitava em seu lugar.
Kagome franziu o cenho, Ayame lhe parecia uma garota de sorriso extremamente fácil, porque forçaria um agora?
Com os olhos Ayame começou a vasculhar o festival, estaria ela procurando o garoto de olhos dourados?
_E essa agora. – resmungou Ayame – Onde pode ter se metido àquela bicha louca do jakotsu? – perguntou para si mesma enquanto vasculhava o festival com o olhar – Oh, ali está ele! – exclamou apontando para uma direção distinta.
Levada pela curiosidade Kagome olhou na direção apontada por Ayame, mas havia tantas pessoas que era impossível saber para quem a ruiva apontava.
_Jakotsu! – gritou Ayame, mas ninguém respondeu – Jakotsu! – Ayame gritou novamente, ou Jakotsu não estava a ouvindo ou então estava a ignorando, e então para a surpresa de Kagome, Ayame retirou de dentro do decote do maio, um pequeno apito.
O som produzido por aquele "brinquedinho", parecia inacreditável, de tão agudo. Ao ponto que Kagome sentiu-se obrigada a curvar-se para frente tampando os ouvidos, e todo o festival parou.
_Desculpem-me – Ayame sorriu amarelo voltando à guarda o apito – Mas esta é a única forma de chamar a atenção do...
_Menina está querendo deixar todo mundo surdo? – exclamou uma voz aguda.
Kagome não demorou a achar o dono da voz. Ele era um rapaz, que aparentava ter praticamente sua idade, cujo batom vermelho deixou-a intrigada. Os cabelos estavam presos em um coque mal feito por um alfinete de bolinha azul, e Kagome teve certeza de que se estivessem soltos alcançariam mais ou menos a altura dos ombros.
No entanto não foi à voz aguda, o batom vermelho, o penteado, ou mesmo o sutil rebolado de seus quadris, que chamou a atenção de Kagome, e sim a forma como ele se vestia.
Ele usava um Kimono de tom rosado com a estampa de folhas verdes, uma faixa vinho de detalhes de linhas negras diagonais aqui e ali, estava amarrada preguiçosamente a sua cintura, fazendo um laço na lateral. Além de um cachecol cinza que pendia de seus ombros ao redor de seu pescoço, e do lado esquerdo de seu kimono que estava dobrado e preso à faixa na cintura deixando parte de sua perna esquerda amostra.
_Foi o único jeito de chamar-lhe a atenção. – sorriu Ayame. – Você parece que fica surdo quando vê um bofe.
Bofe?
_Que posso fazer, se eles ficam me jogando charme? – Ayame se pos a rir. – Não ria, aquele ultimo até acenou pra mim.
_Ele estava acenando para mim Jakotsu. – riu Ayame.
_Droga. – murmurou contrariado – Talvez eu deva pintar meus cabelos de vermelho.
_Você não entendeu o que eu quis dizer Jakotsu. – Ayame gargalhou.
_E você? – Jakotsu indagou de repente voltando-se para Kagome com as mãos nos quadris – Esta olhando o que?
_Eu...
_Não sabe que é falta de educação ficar encarando?
_Desculpe, mas eu nunca tinha visto alguém vestir um kimono do mesmo jeito que você.
_Mesmo? – um sorriso entortou o canto dos lábios vermelhos de Jakotsu – E o que achou?
_É bem... Hã... – Mordeu o lábio inferior incerta – Extravagante.
_Ai obrigado querida! – Jakotsu agradeceu de forma excessivamente escandalosa praticamente sufocando Kagome em um abraço – Eu sou Jakotsu. – apresentou-se com um sorriso em seguida dando um beijo em cada uma de suas bochechas – E você?
_Kagome.
Murmurou um pouco confusa, e assistiu Jakotsu franzir o cenho como se silenciosamente perguntasse "e o que mais?", respirou fundo, não estava acostumada com aquilo, inclinou-se para frente e beijou as bochechas de Jakotsu o mais rápido que conseguiu.
_Ai que tudo, ela aprende rápido! – comemorou Jakotsu.
_Não ligue Kagome, essa também é a primeira vez que Jakotsu vem a esse templo. E como pode ver ele está muito animado. – Ayame sorriu. – Na verdade, eu nem sei se até hoje ele já tinha colocado os pés em um templo budista.
_Eu tenho a certeza de que provavelmente não. – Kagome sorriu amarelo.
_Que absurdo! – exclamou Jakotsu – É claro que eu já fui a um templo budista antes!
_Quanto tempo demorou a expulsarem você? – Perguntou Ayame em um tom inocente.
Jakotsu permaneceu calado, despertando assim as gargalhadas de Ayame, e um risinho abafado de Kagome.
_Você me chamou aqui para isso? – indagou Jakotsu contrariado.
_Não. – Ayame balançou a cabeça com um sorriso – Kagome é nossa cliente é melhor atende-la antes que ela desista e vá para outra barraquinha, e você sabe que se não conseguimos nem um cliente hoje, você tem mais chance de ser demitido do que eu, já que essa é sua primeira noite aqui enquanto que eu...
Jakotsu arregalou os olhos – Menina vira essa boca pra lá!
E então mais do que depressa correu para rodear o tanque e pegar um carrinho de supermercado que continha um balde repleto de bolas plásticas coloridas, bichos de pelúcia e uma caixa de sapatos encapada com papel de presente, Kagome arqueou as sobrancelhas, perguntando-se como não havia percebido aquele carrinho ali antes.
_Por 100 ienes você ganha duas bolas querida. – sorriu Jakotsu – E ganha mais uma por conta da casa, o que acha?
_Ótimo. – Kagome sorriu, retirando de dentro do kimono sua bolsinha e em seguida entregando uma nota a Jakotsu.
_Obrigada querida. – Jakotsu sorriu exibindo seus dentes extremamente brancos e que se destacavam perante o vermelho de seus lábios, guardou o dinheiro na caixa de sapatos e entregou a Kagome três bolas coloridas. – Agora espere um pouco. – em seguida ele sacou uma sombrinha de dentro do carrinho e armou-o a sua frente como se fosse um escudo – Pronto.
Kagome sorriu.
Das três chances que tivera, Kagome derrubara Ayame em duas, e ficara muito feliz com a coelhinha e o leãozinho de pelúcia que ganhará como premio depois se despedira dos dois, prometendo passar ali novamente antes de ir para casa.
Em seguida sairá à procura do garoto de olhos dourados, tinha certeza de ter-lo visto, mas infelizmente não o encontrará, ao invés disso acabou por encontrar Sango, que esperava pacientemente por uma tigela de ramen.
_Como você vai comer, com as mãos enfiadas nas mangas do kimono? – indagou Kagome se sentado ao seu lado, Sango tornou-se rígida – Sango? – chamou em tom desconfiado.
_Kagome... O que você acharia se eu dissesse que desde o principio não confiei no convite daquele monge? – perguntou Sango hesitante.
_Que só estava sendo você mesma. – Kagome deu de ombros.
_E se eu por acaso viesse prevenida?
_Do que está falando? – Kagome franziu o cenho – Eu mesma ajudei você a se vestir, não pode ter escondido nem uma arma nas suas roupas.
_Não exatamente uma arma. – Sango mordeu o lábio inferior retirando lentamente as mãos das mangas do kimono.
_Oh Sango! – Kagome arregalou os olhos ao ver Kirara colocar a cabeça para fora e dar um miado confuso.
_Entenda Kagome. – Sango sorriu amarelo enquanto Kirara pulava para seu colo – Desde que chegamos a Tókio Kirara não saiu de casa.
_Sim eu entendo. – riu Kagome, lembrando-se dos tempos de escola quando Sango levava Kirara escondida em sua mochila – Mas não acho que passear dentro da manga de um kimono seja o passeio ideal para Kirara.
Kirara deu um miado, assentindo com o comentário de Kagome.
_Seu ramen senhorita. – anunciou o jovem de fones de ouvido que trabalhava na barraquinha, colocando a tigela de ramen em frente à Sango.
_Obrigada. – agradeceu Sango, começando a comer de prontidão.
_Olhe Sango eu não estou com fome, e nem estou disposta a ficar aqui a vendo comer. – comentou Kagome olhando em volta a procurando o que fazer, até que avistou uma barraquinha de peixes dourados, seu rosto iluminou-se com um sorriso – Se precisar de mim estarei ali pegando peixinhos dourados. – informou já pulando de seu lugar.
Com um pequeno miado kirara a seguiu.
_Às vezes acho que a Kirara gosta mais dela do que de mim. – murmurou Sango de boca cheia.
Alguns minutos depois, Sango juntou-se a Kagome e Kirara para observar a fracassada missão de Kagome em tentar pegar um peixinho dourado. Sem que nem uma delas soubesse estarem sendo observadas.
_Esta a vendo ali? – indagou Inuyasha – A de kimono vermelho.
_Aquela lá? – Miroku, que vestia as típicas roupas de um monge budista, fez uma careta.
_O que a de errado com aquela?
_Nada. – deu de ombros. – Se você for masoquista.
_Que quer dizer com isso? – indagou intrigado. – Você a conhece?
_Basicamente. – Miroku deu de ombros – Nós trocamos algumas palavras.
_E...?
_E se não fosse pela amiga dela...
Fez um gesto com a cabeça para indicar a morena de kimono verde que tentava pegar os peixinhos dourados, enquanto segurava um leãozinho e uma coelhinha de pelúcia com a outra mão, e só então Inuyasha percebeu o que parecia ser um gato de duas caudas sentado a seu lado dela, franziu o cenho, estaria vendo coisas?
_Eu provavelmente estaria jogado em alguma vala com a boca cheia de formigas. – a voz de Miroku o trousse de volta a realidade.
_Não seja ridículo!
_Ridículo? – Miroku riu sem humor – Vá lá falar com ela, e comprove por si mesmo!
Inuyasha analisou a postura da garota em questão, reta, rígida e imponente como um general do exercito, lembrou-se que ela falava de modo grosso e duro, como se estivesse sempre pronta para brigar... Talvez o que Miroku dizia não fosse tão ridículo afinal.
_Não me diga que ela faz parte da extensa lista de garotas que lhe estapearam. – comentou por fim.
_Não. – respondeu Miroku debruçando-se sobre o balcão da barraquinha de amuletos onde estava – Mas posso te dizer que a amiga dela tem uma força descomunal.
_Agora sim, isso é ridículo! – concluiu Inuyasha – Se diz que a que te bateu foi aquela tentando pegar aqueles estúpidos peixes, porque a mais perigosa é a que está de pé?
_Porque a srta. Kagome só me bateu quando se assustou com meus atos... Libertinos. – respondeu Miroku, fazendo Inuyasha girar os olhos – Mas a srta. Sango... Bem digamos que eu não gostaria de encontrá-la sozinha num beco escuro.
Inuyasha analisou Sango mais uma vez, ela realmente devia ser perigosa para Miroku dizer uma coisa daquelas, e uma garota daquelas exporia ao ridículo qualquer um que tentasse conquista-la, e sua beleza, tão comum, definitivamente não valia aquele preço... Inuyasha passou sua atenção para a morena, um sorriso entortou o canto de seus lábios, aquela era mais apropriada, pois ela além de bonita, e sua beleza não era tão comum, era gentil, facilmente dominada, não era agressiva como a outra...
_Inuyasha? – chamou Miroku em tom desconfiado – Que sorriso é esse?
*.*.*.*
Eu sei que demorei... Na verdade era para eu ter postado nesse domingo que passou, mas ai eu quis alongar o capitulo e de 9 paginas passou para 14. ^^'
Respostas as review's:
Dreime: Porque diz isso, você se queimou?
Engaçado eu não fiquei com pena dele. ^^'
Se você quer mesmo saber acompanhe a fic. ;)
Ayame Gawaine: Isso ai, ele apareceu e já foi apanhando. ^^
Acredite, foi uma coisa horrível e imperdoável o que ele fez a ela.
Verdade, uma coisa dessas nunca acontece quando a gente pede. *suspiro sonhador*
EllenChaii: Desculpa a demora, mas eu tenho um pouco de dificuldade para escrever especificamente essa fic.
OMG! Como isso aconteceu? O.O
Fico feliz que esteja fazendo outros, espero poder comprar um livro seu um dia. ^^
A FF apagou seu e-mail, mas é mais seguro passar o e-mail por mensagem privada desse modo aqui:
Ex. Fulana (ponto) ciclana (arroba) Hotmail (ponto) com
