Edward POV.
Eu fiquei ali na casa de Emmett por um tempo, ainda pensando no que fazer. Estava realmente convencido de que após ter Bella mais uma vez iria conseguir deixá-la completamente para trás e segui em frente.
Despedi-me de meu irmão e fui para o meu apartamento, disposto a dormir um pouco. Surpreendi-me ao encontrar Rosalie encostada na porta, obviamente esperando por mim.
- Aconteceu alguma coisa? – indaguei, imediatamente sentindo meu coração acelerar ao pensar em Bella.
- Não – suspirou. – Na verdade, eu realmente quero ter uma conversa rápida com você.
- Claro – assenti.
Peguei as chaves e abri a porta, deixando que Rose entrasse primeiro antes de segui-la. Tornei a trancar a porta e sentei-me no sofá, enquanto observava Rosalie fazer o mesmo.
- Pode falar – disse.
Ela respirou fundo algumas vezes, antes de me fitar com um meio sorriso nos lábios.
- Bem... Bella me contou que você foi lá hoje – disse.
Suspirei pesadamente.
- Sim, eu fui lá – dei de ombros. – Mas Bella pediu que eu fosse embora...
Apoiei as mãos na cabeça, ainda me lembrando dos nossos beijos. Dos meus lábios em contato com os dela, minhas mãos no seu corpo...
- Edward, por que você fez aquilo? – indagou-me. – Eu pensei que você não quisesse mais nada com ela!
Processei sua pergunta por alguns segundos.
- E eu não quero – disse. – Eu só... eu só preciso dessa vez, Rose. Eu preciso saber que sou capaz de seguir em frente.
Ela revirou os olhos.
- Sério? – bufou. – Realmente sério? E se você quiser mais? E se você achar que uma vez não é o suficiente?
Fiquei calado, sem saber o que responder.
- Uma vez não vai ser suficiente, Edward. – Sua voz se tornou suave. – Você mesmo me disse quando descobriu que Bella estava viva que nunca seria suficiente... Lembra-se? Consegue se lembrar desses meses que ficou sofrendo? Você é apaixonado por ela. Uma vez não vai ser suficiente para te fazer querer voltar atrás.
Fechei os olhos com força, querendo mais do que tudo negar.
Mesmo sabendo que ela está certa.
- Por que você simplesmente não dá um tempo e tenta se manter afastado dela?
Neguei aquilo quase que imediatamente, ciente de que não conseguiria. Ciente de que iria precisar de mais.
- Foi o que pensei... – suspirou. – Bella me pediu para lhe passar um recado.
Olhei-a imediatamente, meu coração se inflando.
Era isso?
Bella iria nos dar mais uma chance?
- Ela pediu para você ir vê-la amanhã – disse já se pondo de pé. – Duas da tarde. Não se incomode em me acompanhar, sei onde fica a porta.
Observei Rosalie se afastar, sem me mover.
Porque Bella queria me ver.
Porque ela pediu para eu ir lá.
De repente, senti um sorriso idiota no meu rosto, como se tudo o que tivesse acontecido não importasse mais. Como se os últimos meses não tivessem existido.
Porque amanhã seríamos apenas nós dois.
E eu mal podia esperar.
Bella POV.
Foi impossível dormir naquela noite. Extremamente impossível.
Não sabia dizer exatamente o porquê, mas talvez fosse uma mistura de coisas. Todas elas pareciam ter resolvido me atormentar naquele momento. O futuro da minha relação com Edward, a morte do meu ex-chefe, a morte de meus pais, as coisas que envolviam minha prisão e que tinham sido perdidas...
Por que minha vida tinha que estar uma bagunça?
Quando o dia amanheceu e pareceu impossível relaxar e tirar ao menos um cochilo, me levantei e segui para o banheiro, ficando lá mais tempo do que o necessário. Lavei o cabelo, deixei que a água quente batesse em minhas costas.
Eu realmente estava precisando daquilo.
Deixei que meus cabelos secassem por conta própria e desci as escadas, assim que terminei o banho. Não sentia muita fome e ainda era muito cedo, mas decidi começar a preparar meu café da manhã.
Hoje eu conversaria com Edward.
Hoje muitas coisas seriam explicadas e reveladas.
Eu tinha conversado com Rose e no início ela não concordou, dizendo que Edward já tinha sofrido muito. Propôs, então, que ela tentasse conversar com ele antes. Como eu não acreditava que iria funcionar, fiz com que ela prometesse dar o recado para ele estar aqui.
Foi uma manhã longa.
Passei boa parte dela vendo TV e depois resolvi limpar a casa. Ajudou um pouco. Tive que tomar outro banho para me livrar da sujeira e comer às pressas, já que o horário combinado para Edward estar aqui estava quase chegando.
Às duas horas em ponto a campainha dos fundos tocou, fazendo com que meu coração batesse de forma mais acelerada. Tomei um copo de água rapidamente antes de seguir em direção ao corredor.
Respirei fundo algumas vezes antes de abrir a porta.
Ia ser mais difícil do que eu imaginava.
Como eu iria dizer tudo aquilo pra ele?
Como eu poderia sequer pensar nisso, enquanto ele estava ali, com aquele sorriso lindo no rosto, aqueles olhos verdes brilhando?
- Entra – murmurei, não retribuindo ao sorriso.
Talvez assim fosse mais certo.
Edward me encarou confuso por alguns segundos, mas acabou entrando, sem tirar os olhos de mim, porém. Tornei a trancar a porta e o guiei até a sala.
Acho que seria uma longa conversa.
Sentei-me na poltrona, fazendo com que restassem apenas os sofás para Edward.
Ele se sentou também e me fitou, ainda parecendo confuso.
- Acho que precisamos conversar – comecei, querendo acabar com aquilo o mais rápido possível. – Sei que você tem suas dúvidas, então acho que devo deixá-lo fazer suas perguntas... As que eu puder responder, eu irei.
Edward me fitou durante alguns segundos com atenção, antes de assentir.
- Eu sei que vai parecer idiota – sussurrou –, mas eu sempre quis saber de uma coisa... Como você conseguiu sair da prisão?
Respirei fundo, tentando me lembrar de tudo o que Rosalie havia me dito.
- O médico responsável pelas injeções naquele dia – comecei –, meio que foi subornado por Rosalie... Não sei o que ela fez exatamente para ele aceitar, mas ele acabou aceitando.
- Está dizendo que o médico trocou o conteúdo das três injeções? – indagou-me Edward.
- Não – neguei imediatamente. – Ele não poderia ser assim, tão óbvio. O plano tinha que ser perfeito. Não sei se você sabe quais são as injeções aplicadas ou como funciona, mas...
- Eu sei – cortou-me. – Trabalhei bastante tempo na prisão e testemunhei várias mortes... Sei como tudo funciona.
- Certo – assenti. – Eu demorei um pouco para entender, porque eu realmente esperava que fosse morrer, mas Rosalie acabou me explicando tudo. De acordo com ela, o médico, Dr. Embry Call, me deu a primeira injeção, que seria aquela que me induziria ao coma, em menor dose, só para me fazer dormir mesmo. A segunda, o relaxante muscular, foi em menor dose também. Assim, eu iria respirar apenas o suficiente, sem as pessoas perceberem.
"Para concluir, ele injetou uma dose mínima do cloreto de potássio, que não mata em pequena dose, mas seria o suficiente para que ninguém tivesse dúvidas se fossem verificar o êmbolo da injeção."
Tomei fôlego, tentando organizar meus pensamentos.
- Ninguém percebeu que eu estava respirando – sussurrei. – Era muito superficialmente e eu não me movia... Então, depois de comprovar o óbito, fui encaminhada para o necrotério e Rose me ajudou a fugir.
Observei Edward, seus olhos sem desviarem de mim nem por um segundo.
- Alguma outra pergunta? – murmurei por fim, quando ficou claro que ele não iria falar nada.
- Bem... – Se ajeitou no sofá. – Como você veio parar nessa casa e como consegue disfarças as coisas dos vizinhos?
- Rose me deixou em um lugar bem estranho – dei de ombros, tentando me lembrar. – Com um celular descartável. Deixou roupas para eu vestir, saltos... E no momento certo, me mandou vesti-las e me passou outro endereço.
"Fui me encontrar com ela e lá, depois de me colocar uma peruca loura, fomos nos encontrar com quem descobri mais tarde ser seu primo. Ele nos levou para uma casa pequena e longe da cidade, até conferirem se tudo estava seguro e depois me trouxe para cá."
Edward assentiu.
- E os vizinhos não desconfiam de nada? – indagou.
- Eu meio que não apareço na janela. Fico mais no meu quarto, fico mais na minha. Nada aqui tem toque meu e sim de Jacob.
Ele assentiu novamente.
- Entendi – suspirou. – E quanto ao assassino dos seus pais, nenhuma pista?
- Eu não vou te falar nada do assassinato, Edward – dei de ombros. – Até porque eu não sei muito. Rosalie e Jacob realmente querem que tudo fique entre poucas pessoas, entende?
Pensei que Edward, por um momento, fosse discutir, como ele havia feito antes, exigindo para que eu lhe contasse as coisas.
Naquele dia, porém, ele não fez isso.
O que ele fez foi bem pior, porque dificultaria tudo para mim.
Edward se ajoelhou a minha frente, segurando meu rosto entre suas mãos. Eu senti o famoso calafrio percorrendo meu corpo, senti seus olhos me queimando e minha boca seca.
- Edward, o que... – comecei, mas sua mão se moveu, parando em frente a minha boca.
- Eu senti sua falta – sussurrou. – E mesmo querendo mais do que nunca que você me deixe ajudar a ir atrás do assassino que te colocou atrás das grades, te entendo, sei que quer só o meu bem.
Engoli em seco.
- Você é linda, Bella. – Seus olhos brilhavam e sua mão se movia em meu rosto com todo carinho e amor possível. – Deus, eu quero muito ter um filho com esses mesmos traços um dia.
- Edward – respirei fundo –, por favor.
- Shhh. – Seu dedo indicador parou diante de meus lábios, para logo em seguida contorná-los. – Nada mais precisa ser dito. Eu posso vir aqui sempre, a gente pode aproveitar o tempo juntos e...
- Não. – Por mais que doesse em mim, obriguei-me a me afastar daquelas mãos e me pus de pé. – Eu te chamei aqui para esclarecer as coisas... E ainda não terminei.
Edward se levantou também.
- Mas eu já fiz todas as perguntas que eu tinha para fazer – disse.
- Mas eu não terminei ainda – suspirei. – Edward, quando eu estava na prisão, estava me sentindo muito solitária... E você meio que estendeu a mão para mim e me fez perceber que eu não tinha que estar sozinha...
Ele me olhava, confuso demais para entender aonde eu queria chegar.
- Mas eu tive muito tempo aqui, para mim. E eu percebi que confundi os sentimentos... Que eu gosto de você mais do que amigo do que qualquer outra coisa...
Edward ofegou.
- Eu sinto muito – continuei. – Eu sinto tanto por ter te iludido, por ter feito você passar por tudo aquilo... Eu sei que vai ser um pouco difícil você conseguir esquecer tudo isso e encontrar alguém de verdade para você, mas...
- Não – interrompeu-me. – Não aceito isso, não acredito.
A próxima coisa que senti foram os lábios de Edward nos meus, suas mãos afoitas no meu corpo.
- Edward – tentei falar.
- Eu mereço isso, Bella – sussurrou em meu ouvido, mordendo minha orelha suavemente logo depois. – E eu simplesmente não consigo acreditar em você.
Afastei-me dele, segurando seu rosto entre minhas mãos e fazendo com que ele me fitasse.
- É verdade – sussurrei. – Você parecia ser o único a realmente acreditar na minha inocência, tinha mais fé em mim do que eu mesma. Hoje eu percebo que tudo o que me importa é provar minha inocência e começar a viver de verdade. Não tenho espaço para ninguém na minha vida agora.
Os olhos de Edward pareceram escurecer, sua boca se fechou numa linha.
E eu senti vontade de desmentir tudo ao ver aquela expressão dele, mesmo sabendo que não podia.
Pensei que ele fosse aceitar e enfim aceitar, mas ele me beijou de novo, me prensando contra a parede.
E daquela vez, eu não pude resistir.
Peguei-o pela mão, levando-o até as escadas e depois em direção ao meu quarto. Fechei a porta, mesmo sabendo que ninguém iria ali naquela hora, e tornei a beijá-lo.
Eu poderia ter essa segunda e última vez, apenas para guardá-la comigo para sempre.
Minhas mãos desceram dos cabelos de Edward, passeando pelo pescoço e ombros, até chegar aos botões de sua camisa. Desabotoei-os, um a um, para logo em seguida passear minhas mãos por todos aqueles músculos que ele tinha.
Eu tinha sentido falta.
Eu tinha sentindo muita falta.
As mãos de Edward pareciam ainda mais afoitas que as minhas, ora nos meus cabelos, ora no meu rosto, ora no meu corpo. Ele se afastou um pouco, apenas para retirar sua camisa e jogá-la em algum canto, antes de voltar e dessa vez retirar a camisa que eu usava, deixando-me apenas com calça e sutiã.
- Eu senti sua falta demais – gemeu. – Eu senti tanta...
Calei-o com meus lábios, não suportando mais ouvir aquele apelo em sua voz.
Eu não sabia até quando iria ser capaz de resistir.
Suas mãos viajaram até o fecho do meu sutiã, desprendendo-o e colando nossos corpos ainda mais. Meus mamilos enrijeceram assim que entraram em contato com seu peito duro.
- Oh, Bella... – sussurrou.
Sua boca encontrou a minha novamente, somente por alguns segundos. Logo após, ele beijou e mordiscou meu pescoço.
Eu estava ofegando.
- Edward... – murmurei. – Eu...
Mas ele me fez calar, sugando um mamilo para dentro de sua boca.
Minhas mãos se perderam em seus cabelos, puxando-o mais para mim. Eu não conseguia mais raciocinar e nem conseguia encontrar os motivos de ter armado todo aquele plano para afastá-lo.
Porque Edward estava ali.
E nada mais importava.
Ele me empurrou até a cama, deitando-me ali e se livrando ele mesmo de nossas calças. Restando apenas a cueca e calcinha nos separando, Edward parou por alguns segundos, ajoelhando na cama entre minhas pernas enquanto me observava.
- Eu me enganei lá embaixo – sussurrou. – Linda nunca vai ser um adjetivo suficiente para explicar toda essa perfeição que você é.
Corei um pouco.
- Senti falta disso – sorriu. – Senti muita falta.
Meus lábios foram tomados pelos dele novamente, sua boca cobrindo a minha com delicadeza dessa vez. Toda a pressa de nossa primeira vez, toda a pressa de apenas alguns minutos atrás, tinha ido embora.
Nós tínhamos, naquele momento, todo o tempo do mundo.
Eu desci minhas mãos pelas suas costas, arranhando-as de leve. Ele gemeu em meu ouvido, pressionando nossas intimidades.
Foi a minha vez de gemer.
Passeei com a mão por sua bunda, antes de começar a tirar sua cueca. Edward, percebendo minha intenção, se ajoelhou, retirando sua cueca e minha calcinha logo em seguida.
- Vem logo – pedi. – Eu só...
- Eu sei – sorriu. – Eu também senti muito a sua falta.
Suas mãos ergueram minhas pernas, enrolando-as em seus quadris. Posicionou seu membro na minha entrada e penetrou lentamente, sem nunca retirar seus olhos dos meus.
Foi... perfeito.
Algo nosso, algo calmo, algo que não pudemos fazer na nossa primeira vez, devido às circunstâncias.
E assim que acabou, eu me arrependi.
Edward descansou seu corpo no meu durante alguns segundos, antes de se afastar se deitar ao meu lado, puxando-me para seus braços, dormindo alguns segundos depois.
Eu me afastei um pouco dele, apoiando a cabeça no seu peito e o observei, suspirando pesadamente.
Livrei-me de seus braços com cuidado, levantando-me e pegando nossas roupas no chão. Dobrei as dele e vesti as minhas. Precisava de um banho, mas deixaria isso para depois.
Porque agora, eu precisava me preparar para o que viria a seguir.
-x-
N/A: Oi, amores. Capítulo saindo mais tarde do que eu esperava, mas eu estou adiantando o próximo aqui, para poder mandar spoiler para vocês... E como o próximo tem umas coisas importantes acontecendo, estava escrevendo com cuidado e conversando muito com a beta sobre ele.
Bem, agora todo mundo já sabe como dona Bella fugiu da prisão, né?
Queria muito agradecer à lucrepusculo (lumichelutti) por toda a ajuda sobre as injeções e tudo o mais! Obrigada mesmo, flor! Sem a ajuda dela, provavelmente eu ficaria horas e horas pesquisando, pois é.
Bem, tem muita coisa pra acontecer nos próximos capítulos. Bella vai conversar mais um pouco com Edward, outras coisinhas a mais... Quem quiser spoiler, é só deixar email no review que eu mando assim que ler o review, claro. Concluí o capítulo dez agora a pouco e gostei muito do resultado :D
E é isso, por hoje.
Besos besos, meninas.
A gente se fala mais na sexta que vem!
