:Cap10:

Reencontros predestinados. . .

A manhã já estava no auge quando as duas saíram de casa. Elas estavam na casa perto da montanha, onde Konan treinava Keiko.

O ocorrido era que Keiko havia esquecido uma boneca na casa e com isso, a garotinha fez que fez que conseguiu arrastar a Ex-akatsuki para ir com ela buscar a boneca que ficou dentro da casa. E era nesse exato momento que ambas estavam saindo da casa e indo em direção novamente a cidade.

-Kaa-san, não demorou muito, demorou? - disse a garotinha tentando esquecer o estardalhaço que fizera para vir até ali.

-Não demorou, mas vamos que eu ainda tenho que trabalhar, Filha! - disse ela começando a andar.

Mas não se demorou a parar de andar. Começou a sentir o chakra de Nagato.

Como ele poderia ter descoberto onde estava? Simples e claro, quando ela foi embora naquele dia ele teve quase certeza de que ela havia ido para aquela direção; ali foi o primeiro lugar onde ele a estava buscando.

Konan se abaixou na altura de Keiko, soltando a mão dela.

-Filha, se esconda atrás de uma dessas árvores. Por favor, não pergunte por que. Apenas obedeça. -disse ela aflita; o que não foi despercebido aos olhos da garotinha. - Não saia até eu lhe pedir. Por favor.

-Hai, Kaa-san! - ela se escondeu, abraçada à boneca, atrás de uma árvore da floresta.

Em poucos minutos, na clareira, Pain desceu.

Quanto tempo. . . Exatamente sete anos. Os sete em que ela criou e cuidou de Keiko,e os sete em que ele continuou a ser o mesmo irresponsável.

Encaravam-se, um silêncio tomava conta da atmosfera da clareira.

Inconscientemente as lágrimas brotaram em seus olhos e ela não se segurou e se atirou nos braços dele. Os braços que há sete anos ela não sentia. A verdade é que ainda o amava. Ele se sentiu bem ao sentir novamente o calor vindo dela.

Como isso fazia o ruivo ficar feliz. Mas, mesmo que fosse alegre esse reencontro, várias perguntas pairavam no ar com esse repentino aparecimento dele.

-O que você faz aqui? -perguntou ela ainda o abraçando.

Keiko os olhava e não entendia a cena a sua frente. Sua mãe chorava e aquele homem ruivo a abraçava.

-Surpresa? -disse ele no habitual tom frio. Até mesmo disso ela sentiu falta; independentemente que isso machucasse seu coração. -Você sabe por que estou aqui, Konan? -perguntou ele, enquanto começava a enrolar a ponta dos cabelos dela em seus dedos. Ele amava fazer isso; amava tocá-la e sentir o cheiro de violetas dela.

-Não! -disse ela como se fosse obvio.

-Konan, me desculpe. -ele disse. - Mas eu vou ter que te matar e acredite, isso dói em mim. -disse ele, frio. Ela se afastou parando a frente dele; para encará-lo. -Eu tenho que pegar o anel.

-AINDA COM A OBSESSÃO PELA AKATSUKI?! -gritou ela, chorando. -PAIN?!

-Agora já não é uma obsessão, é uma conformidade. -disse ele a encarando.

-CONFORMIDADE?! -ela disse, em tom de sarcasmo.-VOCÊ TROCA SEMPRE TUDO PELA AKATSUKI!VOCÊ TROCOU O NOSSO AMOR, VOCÊ TROCOU A . . .

-Agora ao menos você pode dizer por que você foi embora há sete anos? -perguntou ele a abraçando novamente. - Me diz, que esse é o único jeito de arrumar uma paz para o meu coração.

-Essa é uma coisa que não deve ser respondida aqui. - sussurrou ela.

-Konan, você sabe que esse é o seu fim; minhas mãos se mancharão com o seu sangue. - sussurrou ele.

-Fim?! Pain, eu sou outra mulher. Nunca deixarei você me machucar porque eu luto para proteger uma pessoa. - disse ela.

-Konan, durante esse tempo todo, eu queria te ver novamente. Eu queria te reencontrara para nos ficarmos. . . Juntos. -ela ficou estática, seria ele o mesmo Pain que ela conhecia? Ou seria um tipo de genjutsu? O que ela deixou para proteger sua filha há sete anos nunca falaria que gostaria de ficar com ela.

-Pain você me ama? -perguntou ela como uma última aposta.

-Sim. -disse ele afundando seu rosto no ombro dela. -Já chega. -falou ele seco.

Ele a soltou de súbito. Se encararam, ela secou as últimas lágrimas que insistiam em cair com a manga da blusa.

-VOCÊ CONTINUA A MESMA FRACA?! -ele gritou com os orbes frios, sobrecarregados de lágrimas.

-Não, eu apenas acho que você é o errado na nossa história. -disse ela secando as lágrimas. Em meio a isso tudo ele deixou cair uma lágrima solitária.

-Isso nunca vai mudar. -disse ele, num ato de raiva e amor.

Ele a beijou. As lágrimas saiam dos olhos de ambos. Um beijo romântico e com tom de despedida, de tristeza e dor; não pareciam mais querer se separar com aquele ato tão simples; mas pelo menos ali se via que suas almas novamente se uniam.

Keiko estava estática, agora várias perguntas apareciam e partiam sua cabeça. Quem seria o homem? Por que abraçou sua kaa-san e agora estava a beijando? E por que se sentia feliz ao ver os dois juntos?

Assim que aquele ato de amor e desespero se acabou, os dois tomaram uma certa distância; novamente haveria uma luta entre eles. E pelo motivo mais óbvio e deprimente: A Akatsuki.

-Tem certeza que você deseja lutar novamente? -perguntou ela.

-Sim. –disse, ele tentando convencer a si.

Os dois começaram a luta simplesmente com uma troca de kunais e shurikens. Konan nem mesmo fez seu jutsu em que virava papel. Não queriam se machucar, estavam apenas brincando.

O tempo corria. Quando já não se tinha esperanças, a tarde começava; o sol estava cada vez mais escaldante. Konan virou seu típico e fatídico jutsu de papel.

-O que? - Keiko estava abismada, Konan não usava aquele justu se não fosse uma situação de emergência. A vontade que ela tinha era de proteger ou lutar ao lado da mãe.

A luta novamente recomeçou um pouco mais acelerada. Mas a vantagem permanecia de zero para cada um.

Foi quando aconteceu algo que surpreendeu até a Nagato. Ela voltou a ser novamente ela. Parou em pé a alguns metros dele.

-Konan, você quer morrer? -perguntou ele.

-Não, mas não quero lutar com você. - disse ela com carinho. - Quando eu luto com você, algo me dói e me machuca. - disse ela, olhando para o chão.

Ele começou a se aproximar dela.

-Eu vim ainda assim para buscar esse anel.

-Eu sei. -disse ela.

Numa fração de segundos o Akatsuki começou a bater nela. Com socos e também com joelhadas que doíam mais do que pareciam. Porque cada vez que ele a batia também machucava a si mesmo. Por fim ela caiu ao chão, completamente desmaiada a alguns metros de distância.

-Você não mudou nada. -disse ele para si.

Começou a buscar alguma kunai de seu bolso, mas não encontrou nenhuma. Já estavam todas no chão. Encontrou somente a flor de origami que carregava a sete anos. Olhou a flor de relance e a jogou no chão.

-Já não preciso disso. -disse ele.

Buscou com o olhar uma kunai no chão. Achou uma quase ao lado de Konan. Começou a caminhar até ela.

Os seus pensamentos lhe perguntavam se isso era certo. Matar quem se ama e também quem lhe ama? Ou aquilo era coisa do passado?

Resolveu que por hora a mataria com um corte de kunai em seu pescoço.

A garota estava estática, sabia que, pelo jeito que Konan lutou, ela tinha se entregado. Mas por que se entregar? A única coisa que tinha completa certeza é que não poderia deixar que ninguém,matasse sua "kaa-san".

Olhou Pain começando a se agachar ao lado de Konan. Soltou a boneca que carregava em seus pequenos braços. Sacou uma kunai. Tremia, mas agora não era hora para medo e sim para coragem. Mudou de ataque. Lembrou-se das lições de Konan, então escolheu atacar primeiro com shurikens.

Correu em direção a Pain, que notou imediatamente a presença da garota.

Atirou seis shurikens, fazendo ele sair de perto de onde Konan estava e se dirigir para uma árvore.

-Saia de perto dela! -disse ela com um olhar corajoso.

Ele não a respondeu. Apenas olhou a garotinha, quem seria ela? Não lhe importava, afinal estava ali para terminar o que começou a sete anos. O que devia ter feito daquela vez.

Ele desceu da árvore onde estava sem o menor esforço.

-Você não vai me deixar terminar o que comecei? -perguntou ele, frio, parando a frente dela.

-Não!

-É uma pena. -disse ele com sarcasmo.

Ele começou a fazer o que já havia feito com Konan, lutar. Só que usou somente uns poucos socos no abdômen da garota. Afinal ela não aparentava ter mais de seis.

Ela assim como Konan caiu ao chão.

Pensou consigo: "Vou dar a essa garota uma lição e também acabar com isso de uma vez!".

Com isso a levantou pelo pescoço, jogando o corpo contra uma árvore. Os pés dela não tocando mais o chão.

Os dois se encaram. A garota começou a chorar, mas isto de nenhuma maneira afetava seu coração. Notou os cabelos e os olhos azuis, semelhantes aos de Konan.

Ela fechou os olhos.

-Me desculpe por não ter salvado você. . . kaa-san! -disse enquanto uma lágrima rolava de seus olhos ainda fechados.

Ao abri os olhos como uma última vez, a cor deles já não era mais como o céu azul e era sim as espirais do poderoso doujutsu rinnegan .Olhou para a Konan.

Pain se assustou e soltou a garota que caiu desmaiada ao pé da árvore.


Yo!Minna! o/

Penúltimo capítulo!!:)

Na data certa u.ú

Queridas e queridos semana que vem respondo as reviews!

Bjussssssss!